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Q4302966 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

 

 

 

Texto I

Mutação genética faz pessoas dormirem menos

Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.

 

 

 

Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de “sono naturalmente curto”. Ela é real – e, como um novo estudo apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos – sendo que uma delas, a N783Y, parece ser a mais importante. Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade da proteína ligada ao funcionamento do relógio biológico. Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas – para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.

 

 

 

Fonte: Mutação genética faz pessoas dormirem menos. SUPERINTERESSANTE. São Paulo, 20 jun. 2025, 11NS, p. 15. Disponível em: www.pressreader.com/brazil/Superinteressante/20250620/page/14/textview. Acesso em: 27 jun. 2025. [adaptado].

Marque a alternativa que indica a CORRETA separação silábica das palavras observadas no fragmento: “cientistas criaram ratos”.
Alternativas
Q4302965 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

 

 

 

Texto I

Mutação genética faz pessoas dormirem menos

Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.

 

 

 

Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de “sono naturalmente curto”. Ela é real – e, como um novo estudo apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos – sendo que uma delas, a N783Y, parece ser a mais importante. Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade da proteína ligada ao funcionamento do relógio biológico. Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas – para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.

 

 

 

Fonte: Mutação genética faz pessoas dormirem menos. SUPERINTERESSANTE. São Paulo, 20 jun. 2025, 11NS, p. 15. Disponível em: www.pressreader.com/brazil/Superinteressante/20250620/page/14/textview. Acesso em: 27 jun. 2025. [adaptado].

Substantivos são definidos como palavras que designam os seres. Marque a alternativa que reúne CORRETAMENTE apenas termos classificados como substantivos.
Alternativas
Q4302964 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

 

 

 

Texto I

Mutação genética faz pessoas dormirem menos

Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.

 

 

 

Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de “sono naturalmente curto”. Ela é real – e, como um novo estudo apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos – sendo que uma delas, a N783Y, parece ser a mais importante. Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade da proteína ligada ao funcionamento do relógio biológico. Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas – para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.

 

 

 

Fonte: Mutação genética faz pessoas dormirem menos. SUPERINTERESSANTE. São Paulo, 20 jun. 2025, 11NS, p. 15. Disponível em: www.pressreader.com/brazil/Superinteressante/20250620/page/14/textview. Acesso em: 27 jun. 2025. [adaptado].

No fragmento: “Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos”, o termo “chineses”:
Alternativas
Q4302963 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

 

 

 

Texto I

Mutação genética faz pessoas dormirem menos

Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.

 

 

 

Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de “sono naturalmente curto”. Ela é real – e, como um novo estudo apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos – sendo que uma delas, a N783Y, parece ser a mais importante. Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade da proteína ligada ao funcionamento do relógio biológico. Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas – para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.

 

 

 

Fonte: Mutação genética faz pessoas dormirem menos. SUPERINTERESSANTE. São Paulo, 20 jun. 2025, 11NS, p. 15. Disponível em: www.pressreader.com/brazil/Superinteressante/20250620/page/14/textview. Acesso em: 27 jun. 2025. [adaptado].

No trecho “Trata-se de uma condição relativamente rara”, o termo “rara” significa:
Alternativas
Q4302962 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

 

 

 

Texto I

Mutação genética faz pessoas dormirem menos

Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.

 

 

 

Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de “sono naturalmente curto”. Ela é real – e, como um novo estudo apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos – sendo que uma delas, a N783Y, parece ser a mais importante. Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade da proteína ligada ao funcionamento do relógio biológico. Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas – para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.

 

 

 

Fonte: Mutação genética faz pessoas dormirem menos. SUPERINTERESSANTE. São Paulo, 20 jun. 2025, 11NS, p. 15. Disponível em: www.pressreader.com/brazil/Superinteressante/20250620/page/14/textview. Acesso em: 27 jun. 2025. [adaptado].

Todo texto é construído a partir de uma intenção comunicativa específica. Com base nessa premissa, marque a alternativa que descreve CORRETAMENTE o objetivo do Texto I.
Alternativas
Q4302961 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

 

 

 

Texto I

Mutação genética faz pessoas dormirem menos

Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.

 

 

 

Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de “sono naturalmente curto”. Ela é real – e, como um novo estudo apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos – sendo que uma delas, a N783Y, parece ser a mais importante. Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade da proteína ligada ao funcionamento do relógio biológico. Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas – para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.

 

 

 

Fonte: Mutação genética faz pessoas dormirem menos. SUPERINTERESSANTE. São Paulo, 20 jun. 2025, 11NS, p. 15. Disponível em: www.pressreader.com/brazil/Superinteressante/20250620/page/14/textview. Acesso em: 27 jun. 2025. [adaptado].

O Texto I apresenta uma conclusão acerca de um estudo realizado por pesquisadores chineses. Marque a alternativa que apresenta CORRETAMENTE essa conclusão, de acordo com as ideias apresentadas no Texto I.
Alternativas
Q4302960 Português

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Texto I

Mutação genética faz pessoas dormirem menos

Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.

 

 

 

Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de “sono naturalmente curto”. Ela é real – e, como um novo estudo apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos – sendo que uma delas, a N783Y, parece ser a mais importante. Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade da proteína ligada ao funcionamento do relógio biológico. Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas – para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.

 

 

 

Fonte: Mutação genética faz pessoas dormirem menos. SUPERINTERESSANTE. São Paulo, 20 jun. 2025, 11NS, p. 15. Disponível em: www.pressreader.com/brazil/Superinteressante/20250620/page/14/textview. Acesso em: 27 jun. 2025. [adaptado].

No Texto I, a denominação “sono naturalmente curto” significa:
Alternativas
Q4302959 Português

Leia o Texto I para responder à questão.

 

 

 

Texto I

Mutação genética faz pessoas dormirem menos

Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.

 

 

 

Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de “sono naturalmente curto”. Ela é real – e, como um novo estudo apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos – sendo que uma delas, a N783Y, parece ser a mais importante. Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade da proteína ligada ao funcionamento do relógio biológico. Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas – para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.

 

 

 

Fonte: Mutação genética faz pessoas dormirem menos. SUPERINTERESSANTE. São Paulo, 20 jun. 2025, 11NS, p. 15. Disponível em: www.pressreader.com/brazil/Superinteressante/20250620/page/14/textview. Acesso em: 27 jun. 2025. [adaptado].

De acordo com as ideias apresentadas no Texto I, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4302818 Linguística
Leia o texto a seguir e responda às questões

TEXTO II

Alunos têm melhor desempenho escolar quando professor está de bom humor, revela estudo 

Pesquisa com 17,5 mil estudantes revela que o bem-estar emocional do docente é fundamental para a qualidade do ensino e o sucesso escolar em diferentes culturas. 


Por Emily Santos, Redação G1

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia revelou que o sucesso acadêmico dos alunos está diretamente ligado ao estado emocional de seus professores. O estudo comprovou que docentes que sentem prazer em ensinar entregam aulas de melhor qualidade, o que aumenta o desempenho, o interesse e a confiança dos estudantes.

Por outro lado, emoções negativas do professor, como a raiva, estão associadas a métodos de ensino menos eficazes e a piores resultados dos alunos.

Os pesquisadores analisaram dados de 679 professores de matemática e mais de 17,5 mil alunos em países como Chile, China, Alemanha, México e Reino Unido. Durante o estudo, os estudantes passaram por lições semelhantes sobre equações, o que permitiu comparar como as emoções influenciavam turmas de diferentes culturas. A análise focou em como o humor do docente afeta a gestão da sala e a capacidade de desafiar o pensamento crítico dos jovens.

“Decidimos realizar esta pesquisa porque o ensino não é apenas uma atividade intelectual, mas também emocional. Queríamos entender toda essa cadeia de eventos que conecta como um professor se sente ao desempenho de um aluno”, aponta Marina Elena Pfeifer, líder do estudo e doutora pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

O achado central é que as emoções funcionam como um efeito dominó no ambiente escolar. Os sentimentos do professor não atingem o aluno de forma isolada, mas transformam a maneira como ele trabalha e interage com a turma.

Quando o docente está alegre, ele consegue organizar melhor o tempo e propor tarefas que estimulam o raciocínio profundo dos estudantes. Já a raiva prejudica essas práticas, criando um ambiente onde o aprendizado é dificultado.

De acordo com os autores, o bem-estar emocional dos educadores não deve ser tratado apenas como uma questão pessoal, mas como um fator crítico para o sucesso do sistema de ensino. O estudo sugere que o ato de ensinar é tanto uma atividade intelectual quanto emocional. Por isso, o suporte à saúde mental de quem ensina reflete diretamente na qualidade do que é aprendido por quem estuda.

O mecanismo de transmissão das emoções

A pesquisa identificou que as emoções do professor agem como gatilhos para comportamentos específicos em sala de aula. Sentimentos positivos, como a alegria, ajudam o docente a ampliar sua atenção e a buscar soluções criativas para os desafios pedagógicos. Isso permite que o professor seja mais flexível e consiga manter os alunos engajados por mais tempo.

Em contrapartida, a raiva tende a estreitar o foco mental do educador e dificultar o processamento de informações. Esse estado negativo pode levar o professor a adotar posturas mais autoritárias ou a culpar os alunos por falhas no processo de ensino. Como resultado, a qualidade da instrução cai e os estudantes perdem o estímulo para participar das atividades. 

O estudo resume o impacto das emoções em três pilares da qualidade do ensino:

  • Gestão da sala de aula: professores alegres resolvem interrupções com mais agilidade.

  • Relacionamento: o entusiasmo do docente favorece a criação de vínculos de apoio com os jovens.

  • Desafio intelectual: o prazer em ensinar está ligado ao uso de estratégias que fazem o aluno pensar criticamente.


Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno sobre sua própria capacidade. Quando percebem um professor entusiasmado, os estudantes sentemse mais seguros para explorar conceitos complexos. Assim, o humor do professor molda a experiência de aprendizado muito antes da entrega das notas finais. “Nosso estudo mostra que as emoções de um professor não são meramente um subproduto do processo educacional, mas um contribuinte ativo para ele”, diz Marina Elena Pfeifer.


Semelhanças observadas em diferentes culturas 


Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas. Apesar das diferenças econômicas e linguísticas entre países como China e Colômbia, a forma como a emoção do professor afeta o aluno seguiu o mesmo padrão. Isso indica que a dinâmica emocional no ensino é uma característica humana fundamental, e não um traço cultural isolado.


Os pesquisadores afirmam que, mesmo com métodos pedagógicos variados, o efeito dominó da alegria ou da raiva foi uma constante em todas as escolas analisadas. Esse padrão sugere que as interações sociais básicas em sala de aula respondem aos mesmos princípios psicológicos em qualquer lugar do mundo. A descoberta reforça a ideia de que o bem-estar do docente é uma necessidade universal para a educação.


Essa similaridade entre os países permite que as conclusões do estudo sejam aplicadas de forma ampla em políticas educacionais globais. Os autores chamam essa característica de universalidade relativa das dinâmicas emocionais. Isso significa que, embora a forma de expressar sentimentos varie, o impacto deles sobre a qualidade da aula é previsível.


Dessa forma, o estudo oferece uma base sólida para que sistemas de ensino de diferentes regiões adotem estratégias comuns de suporte ao docente. Entender que o mecanismo é o mesmo ajuda a planejar treinamentos que foquem na regulação emocional como parte da competência profissional. A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado.


Ciclos emocionais na rotina escolar


Os pesquisadores identificaram que a sala de aula é propensa à criação de ciclos emocionais que se alimentam sozinhos. Esses ciclos podem levar a turma a uma trajetória de sucesso ou de dificuldades persistentes ao longo do ano letivo.


No chamado ciclo virtuoso, a alegria do professor resulta em um ensino mais eficaz e no progresso dos alunos. Esse sucesso escolar, por sua vez, aumenta a satisfação e o orgulho do docente, reforçando sua felicidade.


Já o ciclo vicioso pode prender professores frustrados em uma espiral negativa de desempenho. A raiva compromete a gestão da classe, o que gera maus resultados nos testes e aumenta a irritação do educador. Sem uma intervenção, o professor pode se sentir cada vez mais incapaz de atingir seus objetivos pedagógicos.


O estudo mostra que essas emoções não são apenas subprodutos, mas participantes ativos da rotina. 


Como quebrar os ciclos


Para quebrar esses padrões negativos, é necessário ir além de novos materiais didáticos ou mudanças no currículo. O apoio à saúde mental e ao equilíbrio emocional do professor é apontado como a ferramenta principal para reverter esses ciclos.


Intervenções baseadas em atenção plena, conhecidas como mindfulness, são citadas como exemplos de práticas que ajudam o docente a regular seu humor.


Essas ações permitem que o professor recupere o controle sobre o ambiente da sala de aula antes que o desgaste emocional se torne permanente. O sucesso de um sistema de ensino depende, portanto, da capacidade de manter o educador motivado e saudável.


Quando o ciclo virtuoso é estabelecido, tanto o professor quanto os alunos saem beneficiados em sua trajetória escolar. 


Implicações para a gestão escolar 


O estudo conclui que apoiar o bem-estar dos professores deve ser uma prioridade estratégica para escolas e governos. Reduzir o estresse docente não é apenas uma questão de gentileza, mas uma medida essencial para garantir a eficácia do aprendizado. Escolas que investem em ambientes saudáveis para os educadores estão, na prática, investindo no rendimento acadêmico de seus estudantes. 


A gestão escolar pode atuar em várias frentes para proteger os recursos emocionais de sua equipe:


  • Redução de tarefas administrativas excessivas que geram esgotamento.


  • Oferecimento de treinamentos focados em competências de regulação emocional.


  • Criação de espaços de acolhimento para que professores lidem com situações desafiadoras.


  • Implementação de programas de prevenção ao estresse ocupacional e burnout.


Compreender que o ensino é uma atividade emocional ajuda a reformular os desafios da educação moderna. O professor deixa de ser visto apenas como um transmissor de conteúdo e passa a ser reconhecido como o gestor do clima da sala de aula. Essa mudança de visão é fundamental para que a comunidade escolar colabore na construção de um ambiente mais produtivo.


“A principal implicação no mundo real é que apoiar o bemestar emocional de um professor não é apenas 'algo bom de se ter' — é crítico para o sucesso do aluno”, avalia Marina Elena Pfeifer, líder do estudo.


Por fim, a pesquisa destaca que as emoções são contribuintes ativos e não meros resultados do processo educativo. O humor de quem ensina define se o aluno terá curiosidade ou resistência diante de uma nova matéria. Investir no equilíbrio de quem está à frente da turma é, segundo o estudo, o caminho mais curto para formar alunos mais confiantes e interessados.


(Fonte: Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-doprofessor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml (adaptado). 

A análise linguística pode considerar diferentes dimensões do funcionamento da linguagem. Assinale a alternativa que caracteriza corretamente as dimensões sintática, semântica e pragmática.
Alternativas
Q4302817 Literatura
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TEXTO II

Alunos têm melhor desempenho escolar quando professor está de bom humor, revela estudo 

Pesquisa com 17,5 mil estudantes revela que o bem-estar emocional do docente é fundamental para a qualidade do ensino e o sucesso escolar em diferentes culturas. 


Por Emily Santos, Redação G1

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia revelou que o sucesso acadêmico dos alunos está diretamente ligado ao estado emocional de seus professores. O estudo comprovou que docentes que sentem prazer em ensinar entregam aulas de melhor qualidade, o que aumenta o desempenho, o interesse e a confiança dos estudantes.

Por outro lado, emoções negativas do professor, como a raiva, estão associadas a métodos de ensino menos eficazes e a piores resultados dos alunos.

Os pesquisadores analisaram dados de 679 professores de matemática e mais de 17,5 mil alunos em países como Chile, China, Alemanha, México e Reino Unido. Durante o estudo, os estudantes passaram por lições semelhantes sobre equações, o que permitiu comparar como as emoções influenciavam turmas de diferentes culturas. A análise focou em como o humor do docente afeta a gestão da sala e a capacidade de desafiar o pensamento crítico dos jovens.

“Decidimos realizar esta pesquisa porque o ensino não é apenas uma atividade intelectual, mas também emocional. Queríamos entender toda essa cadeia de eventos que conecta como um professor se sente ao desempenho de um aluno”, aponta Marina Elena Pfeifer, líder do estudo e doutora pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

O achado central é que as emoções funcionam como um efeito dominó no ambiente escolar. Os sentimentos do professor não atingem o aluno de forma isolada, mas transformam a maneira como ele trabalha e interage com a turma.

Quando o docente está alegre, ele consegue organizar melhor o tempo e propor tarefas que estimulam o raciocínio profundo dos estudantes. Já a raiva prejudica essas práticas, criando um ambiente onde o aprendizado é dificultado.

De acordo com os autores, o bem-estar emocional dos educadores não deve ser tratado apenas como uma questão pessoal, mas como um fator crítico para o sucesso do sistema de ensino. O estudo sugere que o ato de ensinar é tanto uma atividade intelectual quanto emocional. Por isso, o suporte à saúde mental de quem ensina reflete diretamente na qualidade do que é aprendido por quem estuda.

O mecanismo de transmissão das emoções

A pesquisa identificou que as emoções do professor agem como gatilhos para comportamentos específicos em sala de aula. Sentimentos positivos, como a alegria, ajudam o docente a ampliar sua atenção e a buscar soluções criativas para os desafios pedagógicos. Isso permite que o professor seja mais flexível e consiga manter os alunos engajados por mais tempo.

Em contrapartida, a raiva tende a estreitar o foco mental do educador e dificultar o processamento de informações. Esse estado negativo pode levar o professor a adotar posturas mais autoritárias ou a culpar os alunos por falhas no processo de ensino. Como resultado, a qualidade da instrução cai e os estudantes perdem o estímulo para participar das atividades. 

O estudo resume o impacto das emoções em três pilares da qualidade do ensino:

  • Gestão da sala de aula: professores alegres resolvem interrupções com mais agilidade.

  • Relacionamento: o entusiasmo do docente favorece a criação de vínculos de apoio com os jovens.

  • Desafio intelectual: o prazer em ensinar está ligado ao uso de estratégias que fazem o aluno pensar criticamente.


Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno sobre sua própria capacidade. Quando percebem um professor entusiasmado, os estudantes sentemse mais seguros para explorar conceitos complexos. Assim, o humor do professor molda a experiência de aprendizado muito antes da entrega das notas finais. “Nosso estudo mostra que as emoções de um professor não são meramente um subproduto do processo educacional, mas um contribuinte ativo para ele”, diz Marina Elena Pfeifer.


Semelhanças observadas em diferentes culturas 


Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas. Apesar das diferenças econômicas e linguísticas entre países como China e Colômbia, a forma como a emoção do professor afeta o aluno seguiu o mesmo padrão. Isso indica que a dinâmica emocional no ensino é uma característica humana fundamental, e não um traço cultural isolado.


Os pesquisadores afirmam que, mesmo com métodos pedagógicos variados, o efeito dominó da alegria ou da raiva foi uma constante em todas as escolas analisadas. Esse padrão sugere que as interações sociais básicas em sala de aula respondem aos mesmos princípios psicológicos em qualquer lugar do mundo. A descoberta reforça a ideia de que o bem-estar do docente é uma necessidade universal para a educação.


Essa similaridade entre os países permite que as conclusões do estudo sejam aplicadas de forma ampla em políticas educacionais globais. Os autores chamam essa característica de universalidade relativa das dinâmicas emocionais. Isso significa que, embora a forma de expressar sentimentos varie, o impacto deles sobre a qualidade da aula é previsível.


Dessa forma, o estudo oferece uma base sólida para que sistemas de ensino de diferentes regiões adotem estratégias comuns de suporte ao docente. Entender que o mecanismo é o mesmo ajuda a planejar treinamentos que foquem na regulação emocional como parte da competência profissional. A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado.


Ciclos emocionais na rotina escolar


Os pesquisadores identificaram que a sala de aula é propensa à criação de ciclos emocionais que se alimentam sozinhos. Esses ciclos podem levar a turma a uma trajetória de sucesso ou de dificuldades persistentes ao longo do ano letivo.


No chamado ciclo virtuoso, a alegria do professor resulta em um ensino mais eficaz e no progresso dos alunos. Esse sucesso escolar, por sua vez, aumenta a satisfação e o orgulho do docente, reforçando sua felicidade.


Já o ciclo vicioso pode prender professores frustrados em uma espiral negativa de desempenho. A raiva compromete a gestão da classe, o que gera maus resultados nos testes e aumenta a irritação do educador. Sem uma intervenção, o professor pode se sentir cada vez mais incapaz de atingir seus objetivos pedagógicos.


O estudo mostra que essas emoções não são apenas subprodutos, mas participantes ativos da rotina. 


Como quebrar os ciclos


Para quebrar esses padrões negativos, é necessário ir além de novos materiais didáticos ou mudanças no currículo. O apoio à saúde mental e ao equilíbrio emocional do professor é apontado como a ferramenta principal para reverter esses ciclos.


Intervenções baseadas em atenção plena, conhecidas como mindfulness, são citadas como exemplos de práticas que ajudam o docente a regular seu humor.


Essas ações permitem que o professor recupere o controle sobre o ambiente da sala de aula antes que o desgaste emocional se torne permanente. O sucesso de um sistema de ensino depende, portanto, da capacidade de manter o educador motivado e saudável.


Quando o ciclo virtuoso é estabelecido, tanto o professor quanto os alunos saem beneficiados em sua trajetória escolar. 


Implicações para a gestão escolar 


O estudo conclui que apoiar o bem-estar dos professores deve ser uma prioridade estratégica para escolas e governos. Reduzir o estresse docente não é apenas uma questão de gentileza, mas uma medida essencial para garantir a eficácia do aprendizado. Escolas que investem em ambientes saudáveis para os educadores estão, na prática, investindo no rendimento acadêmico de seus estudantes. 


A gestão escolar pode atuar em várias frentes para proteger os recursos emocionais de sua equipe:


  • Redução de tarefas administrativas excessivas que geram esgotamento.


  • Oferecimento de treinamentos focados em competências de regulação emocional.


  • Criação de espaços de acolhimento para que professores lidem com situações desafiadoras.


  • Implementação de programas de prevenção ao estresse ocupacional e burnout.


Compreender que o ensino é uma atividade emocional ajuda a reformular os desafios da educação moderna. O professor deixa de ser visto apenas como um transmissor de conteúdo e passa a ser reconhecido como o gestor do clima da sala de aula. Essa mudança de visão é fundamental para que a comunidade escolar colabore na construção de um ambiente mais produtivo.


“A principal implicação no mundo real é que apoiar o bemestar emocional de um professor não é apenas 'algo bom de se ter' — é crítico para o sucesso do aluno”, avalia Marina Elena Pfeifer, líder do estudo.


Por fim, a pesquisa destaca que as emoções são contribuintes ativos e não meros resultados do processo educativo. O humor de quem ensina define se o aluno terá curiosidade ou resistência diante de uma nova matéria. Investir no equilíbrio de quem está à frente da turma é, segundo o estudo, o caminho mais curto para formar alunos mais confiantes e interessados.


(Fonte: Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-doprofessor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml (adaptado). 

A literatura, enquanto manifestação artística, constitui-se historicamente em diferentes contextos sociais e culturais, nos quais se modificam valores estéticos, formas de representação, concepções de sujeito e relações com a realidade. Nesse percurso, movimentos literários, como o Romantismo, o Realismo, o Modernismo, entre outros, expressam diferentes modos de compreender e representar o mundo.
A partir dessa perspectiva e considerando as contribuições de Antônio Candido para os estudos literários, assinale a alternativa que apresenta uma compreensão adequada da relação entre literatura, sociedade e história.
Alternativas
Q4302815 Português
Leia o texto a seguir e responda às questões

TEXTO II

Alunos têm melhor desempenho escolar quando professor está de bom humor, revela estudo 

Pesquisa com 17,5 mil estudantes revela que o bem-estar emocional do docente é fundamental para a qualidade do ensino e o sucesso escolar em diferentes culturas. 


Por Emily Santos, Redação G1

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia revelou que o sucesso acadêmico dos alunos está diretamente ligado ao estado emocional de seus professores. O estudo comprovou que docentes que sentem prazer em ensinar entregam aulas de melhor qualidade, o que aumenta o desempenho, o interesse e a confiança dos estudantes.

Por outro lado, emoções negativas do professor, como a raiva, estão associadas a métodos de ensino menos eficazes e a piores resultados dos alunos.

Os pesquisadores analisaram dados de 679 professores de matemática e mais de 17,5 mil alunos em países como Chile, China, Alemanha, México e Reino Unido. Durante o estudo, os estudantes passaram por lições semelhantes sobre equações, o que permitiu comparar como as emoções influenciavam turmas de diferentes culturas. A análise focou em como o humor do docente afeta a gestão da sala e a capacidade de desafiar o pensamento crítico dos jovens.

“Decidimos realizar esta pesquisa porque o ensino não é apenas uma atividade intelectual, mas também emocional. Queríamos entender toda essa cadeia de eventos que conecta como um professor se sente ao desempenho de um aluno”, aponta Marina Elena Pfeifer, líder do estudo e doutora pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

O achado central é que as emoções funcionam como um efeito dominó no ambiente escolar. Os sentimentos do professor não atingem o aluno de forma isolada, mas transformam a maneira como ele trabalha e interage com a turma.

Quando o docente está alegre, ele consegue organizar melhor o tempo e propor tarefas que estimulam o raciocínio profundo dos estudantes. Já a raiva prejudica essas práticas, criando um ambiente onde o aprendizado é dificultado.

De acordo com os autores, o bem-estar emocional dos educadores não deve ser tratado apenas como uma questão pessoal, mas como um fator crítico para o sucesso do sistema de ensino. O estudo sugere que o ato de ensinar é tanto uma atividade intelectual quanto emocional. Por isso, o suporte à saúde mental de quem ensina reflete diretamente na qualidade do que é aprendido por quem estuda.

O mecanismo de transmissão das emoções

A pesquisa identificou que as emoções do professor agem como gatilhos para comportamentos específicos em sala de aula. Sentimentos positivos, como a alegria, ajudam o docente a ampliar sua atenção e a buscar soluções criativas para os desafios pedagógicos. Isso permite que o professor seja mais flexível e consiga manter os alunos engajados por mais tempo.

Em contrapartida, a raiva tende a estreitar o foco mental do educador e dificultar o processamento de informações. Esse estado negativo pode levar o professor a adotar posturas mais autoritárias ou a culpar os alunos por falhas no processo de ensino. Como resultado, a qualidade da instrução cai e os estudantes perdem o estímulo para participar das atividades. 

O estudo resume o impacto das emoções em três pilares da qualidade do ensino:

  • Gestão da sala de aula: professores alegres resolvem interrupções com mais agilidade.

  • Relacionamento: o entusiasmo do docente favorece a criação de vínculos de apoio com os jovens.

  • Desafio intelectual: o prazer em ensinar está ligado ao uso de estratégias que fazem o aluno pensar criticamente.


Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno sobre sua própria capacidade. Quando percebem um professor entusiasmado, os estudantes sentemse mais seguros para explorar conceitos complexos. Assim, o humor do professor molda a experiência de aprendizado muito antes da entrega das notas finais. “Nosso estudo mostra que as emoções de um professor não são meramente um subproduto do processo educacional, mas um contribuinte ativo para ele”, diz Marina Elena Pfeifer.


Semelhanças observadas em diferentes culturas 


Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas. Apesar das diferenças econômicas e linguísticas entre países como China e Colômbia, a forma como a emoção do professor afeta o aluno seguiu o mesmo padrão. Isso indica que a dinâmica emocional no ensino é uma característica humana fundamental, e não um traço cultural isolado.


Os pesquisadores afirmam que, mesmo com métodos pedagógicos variados, o efeito dominó da alegria ou da raiva foi uma constante em todas as escolas analisadas. Esse padrão sugere que as interações sociais básicas em sala de aula respondem aos mesmos princípios psicológicos em qualquer lugar do mundo. A descoberta reforça a ideia de que o bem-estar do docente é uma necessidade universal para a educação.


Essa similaridade entre os países permite que as conclusões do estudo sejam aplicadas de forma ampla em políticas educacionais globais. Os autores chamam essa característica de universalidade relativa das dinâmicas emocionais. Isso significa que, embora a forma de expressar sentimentos varie, o impacto deles sobre a qualidade da aula é previsível.


Dessa forma, o estudo oferece uma base sólida para que sistemas de ensino de diferentes regiões adotem estratégias comuns de suporte ao docente. Entender que o mecanismo é o mesmo ajuda a planejar treinamentos que foquem na regulação emocional como parte da competência profissional. A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado.


Ciclos emocionais na rotina escolar


Os pesquisadores identificaram que a sala de aula é propensa à criação de ciclos emocionais que se alimentam sozinhos. Esses ciclos podem levar a turma a uma trajetória de sucesso ou de dificuldades persistentes ao longo do ano letivo.


No chamado ciclo virtuoso, a alegria do professor resulta em um ensino mais eficaz e no progresso dos alunos. Esse sucesso escolar, por sua vez, aumenta a satisfação e o orgulho do docente, reforçando sua felicidade.


Já o ciclo vicioso pode prender professores frustrados em uma espiral negativa de desempenho. A raiva compromete a gestão da classe, o que gera maus resultados nos testes e aumenta a irritação do educador. Sem uma intervenção, o professor pode se sentir cada vez mais incapaz de atingir seus objetivos pedagógicos.


O estudo mostra que essas emoções não são apenas subprodutos, mas participantes ativos da rotina. 


Como quebrar os ciclos


Para quebrar esses padrões negativos, é necessário ir além de novos materiais didáticos ou mudanças no currículo. O apoio à saúde mental e ao equilíbrio emocional do professor é apontado como a ferramenta principal para reverter esses ciclos.


Intervenções baseadas em atenção plena, conhecidas como mindfulness, são citadas como exemplos de práticas que ajudam o docente a regular seu humor.


Essas ações permitem que o professor recupere o controle sobre o ambiente da sala de aula antes que o desgaste emocional se torne permanente. O sucesso de um sistema de ensino depende, portanto, da capacidade de manter o educador motivado e saudável.


Quando o ciclo virtuoso é estabelecido, tanto o professor quanto os alunos saem beneficiados em sua trajetória escolar. 


Implicações para a gestão escolar 


O estudo conclui que apoiar o bem-estar dos professores deve ser uma prioridade estratégica para escolas e governos. Reduzir o estresse docente não é apenas uma questão de gentileza, mas uma medida essencial para garantir a eficácia do aprendizado. Escolas que investem em ambientes saudáveis para os educadores estão, na prática, investindo no rendimento acadêmico de seus estudantes. 


A gestão escolar pode atuar em várias frentes para proteger os recursos emocionais de sua equipe:


  • Redução de tarefas administrativas excessivas que geram esgotamento.


  • Oferecimento de treinamentos focados em competências de regulação emocional.


  • Criação de espaços de acolhimento para que professores lidem com situações desafiadoras.


  • Implementação de programas de prevenção ao estresse ocupacional e burnout.


Compreender que o ensino é uma atividade emocional ajuda a reformular os desafios da educação moderna. O professor deixa de ser visto apenas como um transmissor de conteúdo e passa a ser reconhecido como o gestor do clima da sala de aula. Essa mudança de visão é fundamental para que a comunidade escolar colabore na construção de um ambiente mais produtivo.


“A principal implicação no mundo real é que apoiar o bemestar emocional de um professor não é apenas 'algo bom de se ter' — é crítico para o sucesso do aluno”, avalia Marina Elena Pfeifer, líder do estudo.


Por fim, a pesquisa destaca que as emoções são contribuintes ativos e não meros resultados do processo educativo. O humor de quem ensina define se o aluno terá curiosidade ou resistência diante de uma nova matéria. Investir no equilíbrio de quem está à frente da turma é, segundo o estudo, o caminho mais curto para formar alunos mais confiantes e interessados.


(Fonte: Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-doprofessor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml (adaptado). 

Em uma atividade de produção textual, um professor identifica construções linguísticas que não correspondem à norma-padrão e decide trabalhar essas ocorrências sem classificá-las previamente como “erros”. Para isso, propõe aos estudantes que comparem diferentes formas de dizer, observem os contextos em que circulam e analisem os efeitos produzidos por cada escolha linguística.
Essa prática pedagógica fundamenta-se na compreensão de que
Alternativas
Q4302813 Português
Leia o texto a seguir e responda às questões

TEXTO II

Alunos têm melhor desempenho escolar quando professor está de bom humor, revela estudo 

Pesquisa com 17,5 mil estudantes revela que o bem-estar emocional do docente é fundamental para a qualidade do ensino e o sucesso escolar em diferentes culturas. 


Por Emily Santos, Redação G1

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia revelou que o sucesso acadêmico dos alunos está diretamente ligado ao estado emocional de seus professores. O estudo comprovou que docentes que sentem prazer em ensinar entregam aulas de melhor qualidade, o que aumenta o desempenho, o interesse e a confiança dos estudantes.

Por outro lado, emoções negativas do professor, como a raiva, estão associadas a métodos de ensino menos eficazes e a piores resultados dos alunos.

Os pesquisadores analisaram dados de 679 professores de matemática e mais de 17,5 mil alunos em países como Chile, China, Alemanha, México e Reino Unido. Durante o estudo, os estudantes passaram por lições semelhantes sobre equações, o que permitiu comparar como as emoções influenciavam turmas de diferentes culturas. A análise focou em como o humor do docente afeta a gestão da sala e a capacidade de desafiar o pensamento crítico dos jovens.

“Decidimos realizar esta pesquisa porque o ensino não é apenas uma atividade intelectual, mas também emocional. Queríamos entender toda essa cadeia de eventos que conecta como um professor se sente ao desempenho de um aluno”, aponta Marina Elena Pfeifer, líder do estudo e doutora pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

O achado central é que as emoções funcionam como um efeito dominó no ambiente escolar. Os sentimentos do professor não atingem o aluno de forma isolada, mas transformam a maneira como ele trabalha e interage com a turma.

Quando o docente está alegre, ele consegue organizar melhor o tempo e propor tarefas que estimulam o raciocínio profundo dos estudantes. Já a raiva prejudica essas práticas, criando um ambiente onde o aprendizado é dificultado.

De acordo com os autores, o bem-estar emocional dos educadores não deve ser tratado apenas como uma questão pessoal, mas como um fator crítico para o sucesso do sistema de ensino. O estudo sugere que o ato de ensinar é tanto uma atividade intelectual quanto emocional. Por isso, o suporte à saúde mental de quem ensina reflete diretamente na qualidade do que é aprendido por quem estuda.

O mecanismo de transmissão das emoções

A pesquisa identificou que as emoções do professor agem como gatilhos para comportamentos específicos em sala de aula. Sentimentos positivos, como a alegria, ajudam o docente a ampliar sua atenção e a buscar soluções criativas para os desafios pedagógicos. Isso permite que o professor seja mais flexível e consiga manter os alunos engajados por mais tempo.

Em contrapartida, a raiva tende a estreitar o foco mental do educador e dificultar o processamento de informações. Esse estado negativo pode levar o professor a adotar posturas mais autoritárias ou a culpar os alunos por falhas no processo de ensino. Como resultado, a qualidade da instrução cai e os estudantes perdem o estímulo para participar das atividades. 

O estudo resume o impacto das emoções em três pilares da qualidade do ensino:

  • Gestão da sala de aula: professores alegres resolvem interrupções com mais agilidade.

  • Relacionamento: o entusiasmo do docente favorece a criação de vínculos de apoio com os jovens.

  • Desafio intelectual: o prazer em ensinar está ligado ao uso de estratégias que fazem o aluno pensar criticamente.


Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno sobre sua própria capacidade. Quando percebem um professor entusiasmado, os estudantes sentemse mais seguros para explorar conceitos complexos. Assim, o humor do professor molda a experiência de aprendizado muito antes da entrega das notas finais. “Nosso estudo mostra que as emoções de um professor não são meramente um subproduto do processo educacional, mas um contribuinte ativo para ele”, diz Marina Elena Pfeifer.


Semelhanças observadas em diferentes culturas 


Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas. Apesar das diferenças econômicas e linguísticas entre países como China e Colômbia, a forma como a emoção do professor afeta o aluno seguiu o mesmo padrão. Isso indica que a dinâmica emocional no ensino é uma característica humana fundamental, e não um traço cultural isolado.


Os pesquisadores afirmam que, mesmo com métodos pedagógicos variados, o efeito dominó da alegria ou da raiva foi uma constante em todas as escolas analisadas. Esse padrão sugere que as interações sociais básicas em sala de aula respondem aos mesmos princípios psicológicos em qualquer lugar do mundo. A descoberta reforça a ideia de que o bem-estar do docente é uma necessidade universal para a educação.


Essa similaridade entre os países permite que as conclusões do estudo sejam aplicadas de forma ampla em políticas educacionais globais. Os autores chamam essa característica de universalidade relativa das dinâmicas emocionais. Isso significa que, embora a forma de expressar sentimentos varie, o impacto deles sobre a qualidade da aula é previsível.


Dessa forma, o estudo oferece uma base sólida para que sistemas de ensino de diferentes regiões adotem estratégias comuns de suporte ao docente. Entender que o mecanismo é o mesmo ajuda a planejar treinamentos que foquem na regulação emocional como parte da competência profissional. A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado.


Ciclos emocionais na rotina escolar


Os pesquisadores identificaram que a sala de aula é propensa à criação de ciclos emocionais que se alimentam sozinhos. Esses ciclos podem levar a turma a uma trajetória de sucesso ou de dificuldades persistentes ao longo do ano letivo.


No chamado ciclo virtuoso, a alegria do professor resulta em um ensino mais eficaz e no progresso dos alunos. Esse sucesso escolar, por sua vez, aumenta a satisfação e o orgulho do docente, reforçando sua felicidade.


Já o ciclo vicioso pode prender professores frustrados em uma espiral negativa de desempenho. A raiva compromete a gestão da classe, o que gera maus resultados nos testes e aumenta a irritação do educador. Sem uma intervenção, o professor pode se sentir cada vez mais incapaz de atingir seus objetivos pedagógicos.


O estudo mostra que essas emoções não são apenas subprodutos, mas participantes ativos da rotina. 


Como quebrar os ciclos


Para quebrar esses padrões negativos, é necessário ir além de novos materiais didáticos ou mudanças no currículo. O apoio à saúde mental e ao equilíbrio emocional do professor é apontado como a ferramenta principal para reverter esses ciclos.


Intervenções baseadas em atenção plena, conhecidas como mindfulness, são citadas como exemplos de práticas que ajudam o docente a regular seu humor.


Essas ações permitem que o professor recupere o controle sobre o ambiente da sala de aula antes que o desgaste emocional se torne permanente. O sucesso de um sistema de ensino depende, portanto, da capacidade de manter o educador motivado e saudável.


Quando o ciclo virtuoso é estabelecido, tanto o professor quanto os alunos saem beneficiados em sua trajetória escolar. 


Implicações para a gestão escolar 


O estudo conclui que apoiar o bem-estar dos professores deve ser uma prioridade estratégica para escolas e governos. Reduzir o estresse docente não é apenas uma questão de gentileza, mas uma medida essencial para garantir a eficácia do aprendizado. Escolas que investem em ambientes saudáveis para os educadores estão, na prática, investindo no rendimento acadêmico de seus estudantes. 


A gestão escolar pode atuar em várias frentes para proteger os recursos emocionais de sua equipe:


  • Redução de tarefas administrativas excessivas que geram esgotamento.


  • Oferecimento de treinamentos focados em competências de regulação emocional.


  • Criação de espaços de acolhimento para que professores lidem com situações desafiadoras.


  • Implementação de programas de prevenção ao estresse ocupacional e burnout.


Compreender que o ensino é uma atividade emocional ajuda a reformular os desafios da educação moderna. O professor deixa de ser visto apenas como um transmissor de conteúdo e passa a ser reconhecido como o gestor do clima da sala de aula. Essa mudança de visão é fundamental para que a comunidade escolar colabore na construção de um ambiente mais produtivo.


“A principal implicação no mundo real é que apoiar o bemestar emocional de um professor não é apenas 'algo bom de se ter' — é crítico para o sucesso do aluno”, avalia Marina Elena Pfeifer, líder do estudo.


Por fim, a pesquisa destaca que as emoções são contribuintes ativos e não meros resultados do processo educativo. O humor de quem ensina define se o aluno terá curiosidade ou resistência diante de uma nova matéria. Investir no equilíbrio de quem está à frente da turma é, segundo o estudo, o caminho mais curto para formar alunos mais confiantes e interessados.


(Fonte: Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-doprofessor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml (adaptado). 

Considerando as contribuições de Mikhail Bakhtin e Luiz Antônio Marcuschi para os estudos dos gêneros discursivos, observe a constituição do texto II e sua circulação em um portal de notícias. A partir da relação entre sua organização composicional, sua finalidade comunicativa e as condições de produção e circulação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4302812 Linguística
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TEXTO II

Alunos têm melhor desempenho escolar quando professor está de bom humor, revela estudo 

Pesquisa com 17,5 mil estudantes revela que o bem-estar emocional do docente é fundamental para a qualidade do ensino e o sucesso escolar em diferentes culturas. 


Por Emily Santos, Redação G1

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia revelou que o sucesso acadêmico dos alunos está diretamente ligado ao estado emocional de seus professores. O estudo comprovou que docentes que sentem prazer em ensinar entregam aulas de melhor qualidade, o que aumenta o desempenho, o interesse e a confiança dos estudantes.

Por outro lado, emoções negativas do professor, como a raiva, estão associadas a métodos de ensino menos eficazes e a piores resultados dos alunos.

Os pesquisadores analisaram dados de 679 professores de matemática e mais de 17,5 mil alunos em países como Chile, China, Alemanha, México e Reino Unido. Durante o estudo, os estudantes passaram por lições semelhantes sobre equações, o que permitiu comparar como as emoções influenciavam turmas de diferentes culturas. A análise focou em como o humor do docente afeta a gestão da sala e a capacidade de desafiar o pensamento crítico dos jovens.

“Decidimos realizar esta pesquisa porque o ensino não é apenas uma atividade intelectual, mas também emocional. Queríamos entender toda essa cadeia de eventos que conecta como um professor se sente ao desempenho de um aluno”, aponta Marina Elena Pfeifer, líder do estudo e doutora pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

O achado central é que as emoções funcionam como um efeito dominó no ambiente escolar. Os sentimentos do professor não atingem o aluno de forma isolada, mas transformam a maneira como ele trabalha e interage com a turma.

Quando o docente está alegre, ele consegue organizar melhor o tempo e propor tarefas que estimulam o raciocínio profundo dos estudantes. Já a raiva prejudica essas práticas, criando um ambiente onde o aprendizado é dificultado.

De acordo com os autores, o bem-estar emocional dos educadores não deve ser tratado apenas como uma questão pessoal, mas como um fator crítico para o sucesso do sistema de ensino. O estudo sugere que o ato de ensinar é tanto uma atividade intelectual quanto emocional. Por isso, o suporte à saúde mental de quem ensina reflete diretamente na qualidade do que é aprendido por quem estuda.

O mecanismo de transmissão das emoções

A pesquisa identificou que as emoções do professor agem como gatilhos para comportamentos específicos em sala de aula. Sentimentos positivos, como a alegria, ajudam o docente a ampliar sua atenção e a buscar soluções criativas para os desafios pedagógicos. Isso permite que o professor seja mais flexível e consiga manter os alunos engajados por mais tempo.

Em contrapartida, a raiva tende a estreitar o foco mental do educador e dificultar o processamento de informações. Esse estado negativo pode levar o professor a adotar posturas mais autoritárias ou a culpar os alunos por falhas no processo de ensino. Como resultado, a qualidade da instrução cai e os estudantes perdem o estímulo para participar das atividades. 

O estudo resume o impacto das emoções em três pilares da qualidade do ensino:

  • Gestão da sala de aula: professores alegres resolvem interrupções com mais agilidade.

  • Relacionamento: o entusiasmo do docente favorece a criação de vínculos de apoio com os jovens.

  • Desafio intelectual: o prazer em ensinar está ligado ao uso de estratégias que fazem o aluno pensar criticamente.


Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno sobre sua própria capacidade. Quando percebem um professor entusiasmado, os estudantes sentemse mais seguros para explorar conceitos complexos. Assim, o humor do professor molda a experiência de aprendizado muito antes da entrega das notas finais. “Nosso estudo mostra que as emoções de um professor não são meramente um subproduto do processo educacional, mas um contribuinte ativo para ele”, diz Marina Elena Pfeifer.


Semelhanças observadas em diferentes culturas 


Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas. Apesar das diferenças econômicas e linguísticas entre países como China e Colômbia, a forma como a emoção do professor afeta o aluno seguiu o mesmo padrão. Isso indica que a dinâmica emocional no ensino é uma característica humana fundamental, e não um traço cultural isolado.


Os pesquisadores afirmam que, mesmo com métodos pedagógicos variados, o efeito dominó da alegria ou da raiva foi uma constante em todas as escolas analisadas. Esse padrão sugere que as interações sociais básicas em sala de aula respondem aos mesmos princípios psicológicos em qualquer lugar do mundo. A descoberta reforça a ideia de que o bem-estar do docente é uma necessidade universal para a educação.


Essa similaridade entre os países permite que as conclusões do estudo sejam aplicadas de forma ampla em políticas educacionais globais. Os autores chamam essa característica de universalidade relativa das dinâmicas emocionais. Isso significa que, embora a forma de expressar sentimentos varie, o impacto deles sobre a qualidade da aula é previsível.


Dessa forma, o estudo oferece uma base sólida para que sistemas de ensino de diferentes regiões adotem estratégias comuns de suporte ao docente. Entender que o mecanismo é o mesmo ajuda a planejar treinamentos que foquem na regulação emocional como parte da competência profissional. A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado.


Ciclos emocionais na rotina escolar


Os pesquisadores identificaram que a sala de aula é propensa à criação de ciclos emocionais que se alimentam sozinhos. Esses ciclos podem levar a turma a uma trajetória de sucesso ou de dificuldades persistentes ao longo do ano letivo.


No chamado ciclo virtuoso, a alegria do professor resulta em um ensino mais eficaz e no progresso dos alunos. Esse sucesso escolar, por sua vez, aumenta a satisfação e o orgulho do docente, reforçando sua felicidade.


Já o ciclo vicioso pode prender professores frustrados em uma espiral negativa de desempenho. A raiva compromete a gestão da classe, o que gera maus resultados nos testes e aumenta a irritação do educador. Sem uma intervenção, o professor pode se sentir cada vez mais incapaz de atingir seus objetivos pedagógicos.


O estudo mostra que essas emoções não são apenas subprodutos, mas participantes ativos da rotina. 


Como quebrar os ciclos


Para quebrar esses padrões negativos, é necessário ir além de novos materiais didáticos ou mudanças no currículo. O apoio à saúde mental e ao equilíbrio emocional do professor é apontado como a ferramenta principal para reverter esses ciclos.


Intervenções baseadas em atenção plena, conhecidas como mindfulness, são citadas como exemplos de práticas que ajudam o docente a regular seu humor.


Essas ações permitem que o professor recupere o controle sobre o ambiente da sala de aula antes que o desgaste emocional se torne permanente. O sucesso de um sistema de ensino depende, portanto, da capacidade de manter o educador motivado e saudável.


Quando o ciclo virtuoso é estabelecido, tanto o professor quanto os alunos saem beneficiados em sua trajetória escolar. 


Implicações para a gestão escolar 


O estudo conclui que apoiar o bem-estar dos professores deve ser uma prioridade estratégica para escolas e governos. Reduzir o estresse docente não é apenas uma questão de gentileza, mas uma medida essencial para garantir a eficácia do aprendizado. Escolas que investem em ambientes saudáveis para os educadores estão, na prática, investindo no rendimento acadêmico de seus estudantes. 


A gestão escolar pode atuar em várias frentes para proteger os recursos emocionais de sua equipe:


  • Redução de tarefas administrativas excessivas que geram esgotamento.


  • Oferecimento de treinamentos focados em competências de regulação emocional.


  • Criação de espaços de acolhimento para que professores lidem com situações desafiadoras.


  • Implementação de programas de prevenção ao estresse ocupacional e burnout.


Compreender que o ensino é uma atividade emocional ajuda a reformular os desafios da educação moderna. O professor deixa de ser visto apenas como um transmissor de conteúdo e passa a ser reconhecido como o gestor do clima da sala de aula. Essa mudança de visão é fundamental para que a comunidade escolar colabore na construção de um ambiente mais produtivo.


“A principal implicação no mundo real é que apoiar o bemestar emocional de um professor não é apenas 'algo bom de se ter' — é crítico para o sucesso do aluno”, avalia Marina Elena Pfeifer, líder do estudo.


Por fim, a pesquisa destaca que as emoções são contribuintes ativos e não meros resultados do processo educativo. O humor de quem ensina define se o aluno terá curiosidade ou resistência diante de uma nova matéria. Investir no equilíbrio de quem está à frente da turma é, segundo o estudo, o caminho mais curto para formar alunos mais confiantes e interessados.


(Fonte: Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-doprofessor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml (adaptado). 

Considerando a perspectiva de Mikhail Bakhtin acerca da linguagem e do discurso, observe a constituição do texto II, especialmente a articulação entre a voz do enunciador jornalístico e as declarações da pesquisadora Marina Elena Pfeifer, incorporadas à matéria. Nessa perspectiva, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO:
Alternativas
Q4302811 Linguística
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TEXTO II

Alunos têm melhor desempenho escolar quando professor está de bom humor, revela estudo 

Pesquisa com 17,5 mil estudantes revela que o bem-estar emocional do docente é fundamental para a qualidade do ensino e o sucesso escolar em diferentes culturas. 


Por Emily Santos, Redação G1

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia revelou que o sucesso acadêmico dos alunos está diretamente ligado ao estado emocional de seus professores. O estudo comprovou que docentes que sentem prazer em ensinar entregam aulas de melhor qualidade, o que aumenta o desempenho, o interesse e a confiança dos estudantes.

Por outro lado, emoções negativas do professor, como a raiva, estão associadas a métodos de ensino menos eficazes e a piores resultados dos alunos.

Os pesquisadores analisaram dados de 679 professores de matemática e mais de 17,5 mil alunos em países como Chile, China, Alemanha, México e Reino Unido. Durante o estudo, os estudantes passaram por lições semelhantes sobre equações, o que permitiu comparar como as emoções influenciavam turmas de diferentes culturas. A análise focou em como o humor do docente afeta a gestão da sala e a capacidade de desafiar o pensamento crítico dos jovens.

“Decidimos realizar esta pesquisa porque o ensino não é apenas uma atividade intelectual, mas também emocional. Queríamos entender toda essa cadeia de eventos que conecta como um professor se sente ao desempenho de um aluno”, aponta Marina Elena Pfeifer, líder do estudo e doutora pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

O achado central é que as emoções funcionam como um efeito dominó no ambiente escolar. Os sentimentos do professor não atingem o aluno de forma isolada, mas transformam a maneira como ele trabalha e interage com a turma.

Quando o docente está alegre, ele consegue organizar melhor o tempo e propor tarefas que estimulam o raciocínio profundo dos estudantes. Já a raiva prejudica essas práticas, criando um ambiente onde o aprendizado é dificultado.

De acordo com os autores, o bem-estar emocional dos educadores não deve ser tratado apenas como uma questão pessoal, mas como um fator crítico para o sucesso do sistema de ensino. O estudo sugere que o ato de ensinar é tanto uma atividade intelectual quanto emocional. Por isso, o suporte à saúde mental de quem ensina reflete diretamente na qualidade do que é aprendido por quem estuda.

O mecanismo de transmissão das emoções

A pesquisa identificou que as emoções do professor agem como gatilhos para comportamentos específicos em sala de aula. Sentimentos positivos, como a alegria, ajudam o docente a ampliar sua atenção e a buscar soluções criativas para os desafios pedagógicos. Isso permite que o professor seja mais flexível e consiga manter os alunos engajados por mais tempo.

Em contrapartida, a raiva tende a estreitar o foco mental do educador e dificultar o processamento de informações. Esse estado negativo pode levar o professor a adotar posturas mais autoritárias ou a culpar os alunos por falhas no processo de ensino. Como resultado, a qualidade da instrução cai e os estudantes perdem o estímulo para participar das atividades. 

O estudo resume o impacto das emoções em três pilares da qualidade do ensino:

  • Gestão da sala de aula: professores alegres resolvem interrupções com mais agilidade.

  • Relacionamento: o entusiasmo do docente favorece a criação de vínculos de apoio com os jovens.

  • Desafio intelectual: o prazer em ensinar está ligado ao uso de estratégias que fazem o aluno pensar criticamente.


Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno sobre sua própria capacidade. Quando percebem um professor entusiasmado, os estudantes sentemse mais seguros para explorar conceitos complexos. Assim, o humor do professor molda a experiência de aprendizado muito antes da entrega das notas finais. “Nosso estudo mostra que as emoções de um professor não são meramente um subproduto do processo educacional, mas um contribuinte ativo para ele”, diz Marina Elena Pfeifer.


Semelhanças observadas em diferentes culturas 


Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas. Apesar das diferenças econômicas e linguísticas entre países como China e Colômbia, a forma como a emoção do professor afeta o aluno seguiu o mesmo padrão. Isso indica que a dinâmica emocional no ensino é uma característica humana fundamental, e não um traço cultural isolado.


Os pesquisadores afirmam que, mesmo com métodos pedagógicos variados, o efeito dominó da alegria ou da raiva foi uma constante em todas as escolas analisadas. Esse padrão sugere que as interações sociais básicas em sala de aula respondem aos mesmos princípios psicológicos em qualquer lugar do mundo. A descoberta reforça a ideia de que o bem-estar do docente é uma necessidade universal para a educação.


Essa similaridade entre os países permite que as conclusões do estudo sejam aplicadas de forma ampla em políticas educacionais globais. Os autores chamam essa característica de universalidade relativa das dinâmicas emocionais. Isso significa que, embora a forma de expressar sentimentos varie, o impacto deles sobre a qualidade da aula é previsível.


Dessa forma, o estudo oferece uma base sólida para que sistemas de ensino de diferentes regiões adotem estratégias comuns de suporte ao docente. Entender que o mecanismo é o mesmo ajuda a planejar treinamentos que foquem na regulação emocional como parte da competência profissional. A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado.


Ciclos emocionais na rotina escolar


Os pesquisadores identificaram que a sala de aula é propensa à criação de ciclos emocionais que se alimentam sozinhos. Esses ciclos podem levar a turma a uma trajetória de sucesso ou de dificuldades persistentes ao longo do ano letivo.


No chamado ciclo virtuoso, a alegria do professor resulta em um ensino mais eficaz e no progresso dos alunos. Esse sucesso escolar, por sua vez, aumenta a satisfação e o orgulho do docente, reforçando sua felicidade.


Já o ciclo vicioso pode prender professores frustrados em uma espiral negativa de desempenho. A raiva compromete a gestão da classe, o que gera maus resultados nos testes e aumenta a irritação do educador. Sem uma intervenção, o professor pode se sentir cada vez mais incapaz de atingir seus objetivos pedagógicos.


O estudo mostra que essas emoções não são apenas subprodutos, mas participantes ativos da rotina. 


Como quebrar os ciclos


Para quebrar esses padrões negativos, é necessário ir além de novos materiais didáticos ou mudanças no currículo. O apoio à saúde mental e ao equilíbrio emocional do professor é apontado como a ferramenta principal para reverter esses ciclos.


Intervenções baseadas em atenção plena, conhecidas como mindfulness, são citadas como exemplos de práticas que ajudam o docente a regular seu humor.


Essas ações permitem que o professor recupere o controle sobre o ambiente da sala de aula antes que o desgaste emocional se torne permanente. O sucesso de um sistema de ensino depende, portanto, da capacidade de manter o educador motivado e saudável.


Quando o ciclo virtuoso é estabelecido, tanto o professor quanto os alunos saem beneficiados em sua trajetória escolar. 


Implicações para a gestão escolar 


O estudo conclui que apoiar o bem-estar dos professores deve ser uma prioridade estratégica para escolas e governos. Reduzir o estresse docente não é apenas uma questão de gentileza, mas uma medida essencial para garantir a eficácia do aprendizado. Escolas que investem em ambientes saudáveis para os educadores estão, na prática, investindo no rendimento acadêmico de seus estudantes. 


A gestão escolar pode atuar em várias frentes para proteger os recursos emocionais de sua equipe:


  • Redução de tarefas administrativas excessivas que geram esgotamento.


  • Oferecimento de treinamentos focados em competências de regulação emocional.


  • Criação de espaços de acolhimento para que professores lidem com situações desafiadoras.


  • Implementação de programas de prevenção ao estresse ocupacional e burnout.


Compreender que o ensino é uma atividade emocional ajuda a reformular os desafios da educação moderna. O professor deixa de ser visto apenas como um transmissor de conteúdo e passa a ser reconhecido como o gestor do clima da sala de aula. Essa mudança de visão é fundamental para que a comunidade escolar colabore na construção de um ambiente mais produtivo.


“A principal implicação no mundo real é que apoiar o bemestar emocional de um professor não é apenas 'algo bom de se ter' — é crítico para o sucesso do aluno”, avalia Marina Elena Pfeifer, líder do estudo.


Por fim, a pesquisa destaca que as emoções são contribuintes ativos e não meros resultados do processo educativo. O humor de quem ensina define se o aluno terá curiosidade ou resistência diante de uma nova matéria. Investir no equilíbrio de quem está à frente da turma é, segundo o estudo, o caminho mais curto para formar alunos mais confiantes e interessados.


(Fonte: Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-doprofessor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml (adaptado). 

Releia o trecho:
“A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado e para a relação entre professores e alunos.”
Considerando diferentes concepções de gramática, assinale a alternativa que apresenta uma análise adequada do emprego da palavra destacada.
Alternativas
Q4302810 Português
Leia o texto a seguir e responda às questões

TEXTO II

Alunos têm melhor desempenho escolar quando professor está de bom humor, revela estudo 

Pesquisa com 17,5 mil estudantes revela que o bem-estar emocional do docente é fundamental para a qualidade do ensino e o sucesso escolar em diferentes culturas. 


Por Emily Santos, Redação G1

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia revelou que o sucesso acadêmico dos alunos está diretamente ligado ao estado emocional de seus professores. O estudo comprovou que docentes que sentem prazer em ensinar entregam aulas de melhor qualidade, o que aumenta o desempenho, o interesse e a confiança dos estudantes.

Por outro lado, emoções negativas do professor, como a raiva, estão associadas a métodos de ensino menos eficazes e a piores resultados dos alunos.

Os pesquisadores analisaram dados de 679 professores de matemática e mais de 17,5 mil alunos em países como Chile, China, Alemanha, México e Reino Unido. Durante o estudo, os estudantes passaram por lições semelhantes sobre equações, o que permitiu comparar como as emoções influenciavam turmas de diferentes culturas. A análise focou em como o humor do docente afeta a gestão da sala e a capacidade de desafiar o pensamento crítico dos jovens.

“Decidimos realizar esta pesquisa porque o ensino não é apenas uma atividade intelectual, mas também emocional. Queríamos entender toda essa cadeia de eventos que conecta como um professor se sente ao desempenho de um aluno”, aponta Marina Elena Pfeifer, líder do estudo e doutora pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

O achado central é que as emoções funcionam como um efeito dominó no ambiente escolar. Os sentimentos do professor não atingem o aluno de forma isolada, mas transformam a maneira como ele trabalha e interage com a turma.

Quando o docente está alegre, ele consegue organizar melhor o tempo e propor tarefas que estimulam o raciocínio profundo dos estudantes. Já a raiva prejudica essas práticas, criando um ambiente onde o aprendizado é dificultado.

De acordo com os autores, o bem-estar emocional dos educadores não deve ser tratado apenas como uma questão pessoal, mas como um fator crítico para o sucesso do sistema de ensino. O estudo sugere que o ato de ensinar é tanto uma atividade intelectual quanto emocional. Por isso, o suporte à saúde mental de quem ensina reflete diretamente na qualidade do que é aprendido por quem estuda.

O mecanismo de transmissão das emoções

A pesquisa identificou que as emoções do professor agem como gatilhos para comportamentos específicos em sala de aula. Sentimentos positivos, como a alegria, ajudam o docente a ampliar sua atenção e a buscar soluções criativas para os desafios pedagógicos. Isso permite que o professor seja mais flexível e consiga manter os alunos engajados por mais tempo.

Em contrapartida, a raiva tende a estreitar o foco mental do educador e dificultar o processamento de informações. Esse estado negativo pode levar o professor a adotar posturas mais autoritárias ou a culpar os alunos por falhas no processo de ensino. Como resultado, a qualidade da instrução cai e os estudantes perdem o estímulo para participar das atividades. 

O estudo resume o impacto das emoções em três pilares da qualidade do ensino:

  • Gestão da sala de aula: professores alegres resolvem interrupções com mais agilidade.

  • Relacionamento: o entusiasmo do docente favorece a criação de vínculos de apoio com os jovens.

  • Desafio intelectual: o prazer em ensinar está ligado ao uso de estratégias que fazem o aluno pensar criticamente.


Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno sobre sua própria capacidade. Quando percebem um professor entusiasmado, os estudantes sentemse mais seguros para explorar conceitos complexos. Assim, o humor do professor molda a experiência de aprendizado muito antes da entrega das notas finais. “Nosso estudo mostra que as emoções de um professor não são meramente um subproduto do processo educacional, mas um contribuinte ativo para ele”, diz Marina Elena Pfeifer.


Semelhanças observadas em diferentes culturas 


Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas. Apesar das diferenças econômicas e linguísticas entre países como China e Colômbia, a forma como a emoção do professor afeta o aluno seguiu o mesmo padrão. Isso indica que a dinâmica emocional no ensino é uma característica humana fundamental, e não um traço cultural isolado.


Os pesquisadores afirmam que, mesmo com métodos pedagógicos variados, o efeito dominó da alegria ou da raiva foi uma constante em todas as escolas analisadas. Esse padrão sugere que as interações sociais básicas em sala de aula respondem aos mesmos princípios psicológicos em qualquer lugar do mundo. A descoberta reforça a ideia de que o bem-estar do docente é uma necessidade universal para a educação.


Essa similaridade entre os países permite que as conclusões do estudo sejam aplicadas de forma ampla em políticas educacionais globais. Os autores chamam essa característica de universalidade relativa das dinâmicas emocionais. Isso significa que, embora a forma de expressar sentimentos varie, o impacto deles sobre a qualidade da aula é previsível.


Dessa forma, o estudo oferece uma base sólida para que sistemas de ensino de diferentes regiões adotem estratégias comuns de suporte ao docente. Entender que o mecanismo é o mesmo ajuda a planejar treinamentos que foquem na regulação emocional como parte da competência profissional. A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado.


Ciclos emocionais na rotina escolar


Os pesquisadores identificaram que a sala de aula é propensa à criação de ciclos emocionais que se alimentam sozinhos. Esses ciclos podem levar a turma a uma trajetória de sucesso ou de dificuldades persistentes ao longo do ano letivo.


No chamado ciclo virtuoso, a alegria do professor resulta em um ensino mais eficaz e no progresso dos alunos. Esse sucesso escolar, por sua vez, aumenta a satisfação e o orgulho do docente, reforçando sua felicidade.


Já o ciclo vicioso pode prender professores frustrados em uma espiral negativa de desempenho. A raiva compromete a gestão da classe, o que gera maus resultados nos testes e aumenta a irritação do educador. Sem uma intervenção, o professor pode se sentir cada vez mais incapaz de atingir seus objetivos pedagógicos.


O estudo mostra que essas emoções não são apenas subprodutos, mas participantes ativos da rotina. 


Como quebrar os ciclos


Para quebrar esses padrões negativos, é necessário ir além de novos materiais didáticos ou mudanças no currículo. O apoio à saúde mental e ao equilíbrio emocional do professor é apontado como a ferramenta principal para reverter esses ciclos.


Intervenções baseadas em atenção plena, conhecidas como mindfulness, são citadas como exemplos de práticas que ajudam o docente a regular seu humor.


Essas ações permitem que o professor recupere o controle sobre o ambiente da sala de aula antes que o desgaste emocional se torne permanente. O sucesso de um sistema de ensino depende, portanto, da capacidade de manter o educador motivado e saudável.


Quando o ciclo virtuoso é estabelecido, tanto o professor quanto os alunos saem beneficiados em sua trajetória escolar. 


Implicações para a gestão escolar 


O estudo conclui que apoiar o bem-estar dos professores deve ser uma prioridade estratégica para escolas e governos. Reduzir o estresse docente não é apenas uma questão de gentileza, mas uma medida essencial para garantir a eficácia do aprendizado. Escolas que investem em ambientes saudáveis para os educadores estão, na prática, investindo no rendimento acadêmico de seus estudantes. 


A gestão escolar pode atuar em várias frentes para proteger os recursos emocionais de sua equipe:


  • Redução de tarefas administrativas excessivas que geram esgotamento.


  • Oferecimento de treinamentos focados em competências de regulação emocional.


  • Criação de espaços de acolhimento para que professores lidem com situações desafiadoras.


  • Implementação de programas de prevenção ao estresse ocupacional e burnout.


Compreender que o ensino é uma atividade emocional ajuda a reformular os desafios da educação moderna. O professor deixa de ser visto apenas como um transmissor de conteúdo e passa a ser reconhecido como o gestor do clima da sala de aula. Essa mudança de visão é fundamental para que a comunidade escolar colabore na construção de um ambiente mais produtivo.


“A principal implicação no mundo real é que apoiar o bemestar emocional de um professor não é apenas 'algo bom de se ter' — é crítico para o sucesso do aluno”, avalia Marina Elena Pfeifer, líder do estudo.


Por fim, a pesquisa destaca que as emoções são contribuintes ativos e não meros resultados do processo educativo. O humor de quem ensina define se o aluno terá curiosidade ou resistência diante de uma nova matéria. Investir no equilíbrio de quem está à frente da turma é, segundo o estudo, o caminho mais curto para formar alunos mais confiantes e interessados.


(Fonte: Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-doprofessor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml (adaptado). 

Considerando os mecanismos responsáveis pela articulação e pela construção dos sentidos do texto II, analise as afirmativas.
I. Em “Por outro lado, emoções negativas do professor...”, a expressão destacada estabelece uma relação de oposição com a ideia anteriormente apresentada, contribuindo para a progressão argumentativa do texto.
II. Em “Isso permite que o professor seja mais flexível...”, o pronome destacado estabelece uma relação de coesão exofórica, pois seu referente não está explicitado no próprio texto.
III. Em “Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno...”, a expressão destacada exerce função exclusivamente estilística, sem estabelecer retomada de informações anteriormente desenvolvidas.
Está(ão) CORRETA(S):
Alternativas
Q4302809 Português
Leia o texto a seguir e responda às questões

TEXTO II

Alunos têm melhor desempenho escolar quando professor está de bom humor, revela estudo 

Pesquisa com 17,5 mil estudantes revela que o bem-estar emocional do docente é fundamental para a qualidade do ensino e o sucesso escolar em diferentes culturas. 


Por Emily Santos, Redação G1

Uma pesquisa publicada pela Associação Americana de Psicologia revelou que o sucesso acadêmico dos alunos está diretamente ligado ao estado emocional de seus professores. O estudo comprovou que docentes que sentem prazer em ensinar entregam aulas de melhor qualidade, o que aumenta o desempenho, o interesse e a confiança dos estudantes.

Por outro lado, emoções negativas do professor, como a raiva, estão associadas a métodos de ensino menos eficazes e a piores resultados dos alunos.

Os pesquisadores analisaram dados de 679 professores de matemática e mais de 17,5 mil alunos em países como Chile, China, Alemanha, México e Reino Unido. Durante o estudo, os estudantes passaram por lições semelhantes sobre equações, o que permitiu comparar como as emoções influenciavam turmas de diferentes culturas. A análise focou em como o humor do docente afeta a gestão da sala e a capacidade de desafiar o pensamento crítico dos jovens.

“Decidimos realizar esta pesquisa porque o ensino não é apenas uma atividade intelectual, mas também emocional. Queríamos entender toda essa cadeia de eventos que conecta como um professor se sente ao desempenho de um aluno”, aponta Marina Elena Pfeifer, líder do estudo e doutora pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique.

O achado central é que as emoções funcionam como um efeito dominó no ambiente escolar. Os sentimentos do professor não atingem o aluno de forma isolada, mas transformam a maneira como ele trabalha e interage com a turma.

Quando o docente está alegre, ele consegue organizar melhor o tempo e propor tarefas que estimulam o raciocínio profundo dos estudantes. Já a raiva prejudica essas práticas, criando um ambiente onde o aprendizado é dificultado.

De acordo com os autores, o bem-estar emocional dos educadores não deve ser tratado apenas como uma questão pessoal, mas como um fator crítico para o sucesso do sistema de ensino. O estudo sugere que o ato de ensinar é tanto uma atividade intelectual quanto emocional. Por isso, o suporte à saúde mental de quem ensina reflete diretamente na qualidade do que é aprendido por quem estuda.

O mecanismo de transmissão das emoções

A pesquisa identificou que as emoções do professor agem como gatilhos para comportamentos específicos em sala de aula. Sentimentos positivos, como a alegria, ajudam o docente a ampliar sua atenção e a buscar soluções criativas para os desafios pedagógicos. Isso permite que o professor seja mais flexível e consiga manter os alunos engajados por mais tempo.

Em contrapartida, a raiva tende a estreitar o foco mental do educador e dificultar o processamento de informações. Esse estado negativo pode levar o professor a adotar posturas mais autoritárias ou a culpar os alunos por falhas no processo de ensino. Como resultado, a qualidade da instrução cai e os estudantes perdem o estímulo para participar das atividades. 

O estudo resume o impacto das emoções em três pilares da qualidade do ensino:

  • Gestão da sala de aula: professores alegres resolvem interrupções com mais agilidade.

  • Relacionamento: o entusiasmo do docente favorece a criação de vínculos de apoio com os jovens.

  • Desafio intelectual: o prazer em ensinar está ligado ao uso de estratégias que fazem o aluno pensar criticamente.


Essas mudanças na forma de ensinar impactam diretamente a percepção do aluno sobre sua própria capacidade. Quando percebem um professor entusiasmado, os estudantes sentemse mais seguros para explorar conceitos complexos. Assim, o humor do professor molda a experiência de aprendizado muito antes da entrega das notas finais. “Nosso estudo mostra que as emoções de um professor não são meramente um subproduto do processo educacional, mas um contribuinte ativo para ele”, diz Marina Elena Pfeifer.


Semelhanças observadas em diferentes culturas 


Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas. Apesar das diferenças econômicas e linguísticas entre países como China e Colômbia, a forma como a emoção do professor afeta o aluno seguiu o mesmo padrão. Isso indica que a dinâmica emocional no ensino é uma característica humana fundamental, e não um traço cultural isolado.


Os pesquisadores afirmam que, mesmo com métodos pedagógicos variados, o efeito dominó da alegria ou da raiva foi uma constante em todas as escolas analisadas. Esse padrão sugere que as interações sociais básicas em sala de aula respondem aos mesmos princípios psicológicos em qualquer lugar do mundo. A descoberta reforça a ideia de que o bem-estar do docente é uma necessidade universal para a educação.


Essa similaridade entre os países permite que as conclusões do estudo sejam aplicadas de forma ampla em políticas educacionais globais. Os autores chamam essa característica de universalidade relativa das dinâmicas emocionais. Isso significa que, embora a forma de expressar sentimentos varie, o impacto deles sobre a qualidade da aula é previsível.


Dessa forma, o estudo oferece uma base sólida para que sistemas de ensino de diferentes regiões adotem estratégias comuns de suporte ao docente. Entender que o mecanismo é o mesmo ajuda a planejar treinamentos que foquem na regulação emocional como parte da competência profissional. A pesquisa mostra que, independente do idioma, a linguagem das emoções é decisiva para o aprendizado.


Ciclos emocionais na rotina escolar


Os pesquisadores identificaram que a sala de aula é propensa à criação de ciclos emocionais que se alimentam sozinhos. Esses ciclos podem levar a turma a uma trajetória de sucesso ou de dificuldades persistentes ao longo do ano letivo.


No chamado ciclo virtuoso, a alegria do professor resulta em um ensino mais eficaz e no progresso dos alunos. Esse sucesso escolar, por sua vez, aumenta a satisfação e o orgulho do docente, reforçando sua felicidade.


Já o ciclo vicioso pode prender professores frustrados em uma espiral negativa de desempenho. A raiva compromete a gestão da classe, o que gera maus resultados nos testes e aumenta a irritação do educador. Sem uma intervenção, o professor pode se sentir cada vez mais incapaz de atingir seus objetivos pedagógicos.


O estudo mostra que essas emoções não são apenas subprodutos, mas participantes ativos da rotina. 


Como quebrar os ciclos


Para quebrar esses padrões negativos, é necessário ir além de novos materiais didáticos ou mudanças no currículo. O apoio à saúde mental e ao equilíbrio emocional do professor é apontado como a ferramenta principal para reverter esses ciclos.


Intervenções baseadas em atenção plena, conhecidas como mindfulness, são citadas como exemplos de práticas que ajudam o docente a regular seu humor.


Essas ações permitem que o professor recupere o controle sobre o ambiente da sala de aula antes que o desgaste emocional se torne permanente. O sucesso de um sistema de ensino depende, portanto, da capacidade de manter o educador motivado e saudável.


Quando o ciclo virtuoso é estabelecido, tanto o professor quanto os alunos saem beneficiados em sua trajetória escolar. 


Implicações para a gestão escolar 


O estudo conclui que apoiar o bem-estar dos professores deve ser uma prioridade estratégica para escolas e governos. Reduzir o estresse docente não é apenas uma questão de gentileza, mas uma medida essencial para garantir a eficácia do aprendizado. Escolas que investem em ambientes saudáveis para os educadores estão, na prática, investindo no rendimento acadêmico de seus estudantes. 


A gestão escolar pode atuar em várias frentes para proteger os recursos emocionais de sua equipe:


  • Redução de tarefas administrativas excessivas que geram esgotamento.


  • Oferecimento de treinamentos focados em competências de regulação emocional.


  • Criação de espaços de acolhimento para que professores lidem com situações desafiadoras.


  • Implementação de programas de prevenção ao estresse ocupacional e burnout.


Compreender que o ensino é uma atividade emocional ajuda a reformular os desafios da educação moderna. O professor deixa de ser visto apenas como um transmissor de conteúdo e passa a ser reconhecido como o gestor do clima da sala de aula. Essa mudança de visão é fundamental para que a comunidade escolar colabore na construção de um ambiente mais produtivo.


“A principal implicação no mundo real é que apoiar o bemestar emocional de um professor não é apenas 'algo bom de se ter' — é crítico para o sucesso do aluno”, avalia Marina Elena Pfeifer, líder do estudo.


Por fim, a pesquisa destaca que as emoções são contribuintes ativos e não meros resultados do processo educativo. O humor de quem ensina define se o aluno terá curiosidade ou resistência diante de uma nova matéria. Investir no equilíbrio de quem está à frente da turma é, segundo o estudo, o caminho mais curto para formar alunos mais confiantes e interessados.


(Fonte: Portal G1. Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/06/01/humor-doprofessor-impacta-desempenho-escolar-dos-alunos-estudo.ghtml (adaptado). 

Observe o período:
“Um dos pontos mais relevantes do levantamento foi a constância dos resultados em nações com realidades muito distintas.”
Considerando a concordância verbal empregada no período, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4302808 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão


TEXTO I


Banhos de mar


    Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.


    Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levaria para Olinda, ainda na escuridão?


    De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. (...)


    Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária.


    O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente caía-se num fundo de dois metros, calculo.


    Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam-se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.


    O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele.


    Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabinas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça.


    Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus cabelos duros de sal.


    A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais?


    Nunca mais. Nunca.


Clarice Lispector. A descoberta do Mundo.

pp. 249-251. Editora Nova fronteira, Rio, 1984

No trecho “O cheiro do mar me invadia e me embriagava.” (7º parágrafo), o emprego do pronome destacado pode ser corretamente explicado pelo fato de que
Alternativas
Q4302807 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão


TEXTO I


Banhos de mar


    Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.


    Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levaria para Olinda, ainda na escuridão?


    De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. (...)


    Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária.


    O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente caía-se num fundo de dois metros, calculo.


    Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam-se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.


    O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele.


    Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabinas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça.


    Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus cabelos duros de sal.


    A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais?


    Nunca mais. Nunca.


Clarice Lispector. A descoberta do Mundo.

pp. 249-251. Editora Nova fronteira, Rio, 1984

Considerando a perspectiva dialógica da linguagem, conforme proposta por Mikhail Bakhtin, segundo a qual o enunciado se constitui em relação a um interlocutor e às condições concretas de interação, a construção discursiva de “Banhos de mar” permite afirmar que a linguagem empregada pela narradora
Alternativas
Q4302806 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão


TEXTO I


Banhos de mar


    Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.


    Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levaria para Olinda, ainda na escuridão?


    De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. (...)


    Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária.


    O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente caía-se num fundo de dois metros, calculo.


    Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam-se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.


    O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele.


    Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabinas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça.


    Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus cabelos duros de sal.


    A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais?


    Nunca mais. Nunca.


Clarice Lispector. A descoberta do Mundo.

pp. 249-251. Editora Nova fronteira, Rio, 1984

Considerando o texto de Clarice Lispector, é correto afirmar que o registro predominante apresenta: 
Alternativas
Q4302805 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão


TEXTO I


Banhos de mar


    Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.


    Meu pai também acreditava que o banho de mar salutar era o tomado antes do sol nascer. Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde vazio que nos levaria para Olinda, ainda na escuridão?


    De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço, eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamos depressa e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum. (...)


    Eu não sei da infância alheia. Mas essa viagem diária me tornava uma criança completa de alegria. E me serviu como promessa de felicidade para o futuro. Minha capacidade de ser feliz se revelava. Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária.


    O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente caía-se num fundo de dois metros, calculo.


    Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as senhoras agarravam-se a eles para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.


    O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em concha, eu as mergulhava nas águas e trazia um pouco de mar até minha boca: eu bebia diariamente o mar, de tal modo queria me unir a ele.


    Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo. Mudávamos de roupa nas cabinas, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na cabeça.


    Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus cabelos duros de sal.


    A quem devo pedir que na minha vida se repita a felicidade? Como sentir com a frescura da inocência o sol vermelho se levantar? Nunca mais?


    Nunca mais. Nunca.


Clarice Lispector. A descoberta do Mundo.

pp. 249-251. Editora Nova fronteira, Rio, 1984

No período “Eu me agarrava, dentro de uma infância muito feliz, a essa ilha encantada que era a viagem diária.” (4º parágrafo), a oração destacada constitui uma
Alternativas
Respostas
2701: E
2702: A
2703: D
2704: C
2705: B
2706: B
2707: C
2708: A
2709: A
2710: C
2711: B
2712: A
2713: D
2714: B
2715: D
2716: A
2717: B
2718: C
2719: C
2720: B