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Q4002167 Português
TEXTO

PAÍSES POBRES DEVEM APOSTAR EM CARBONO OU RENOVÁVEIS?

    Moçambique está numa encruzilhada. Na costa norte, projetos de gás offshore avaliados em bilhões de dólares podem trazer receitas significativas. Ao mesmo tempo, o país é uma potência hidrelétrica e tem enorme potencial inexplorado nas energias solar e eólica. “Esses casos são interessantes porque ainda não há custos irrecuperáveis. É possível seguir em diferentes direções”, diz o especialista Philipp Trotter, professor de gestão de sustentabilidade na Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

    À medida que aumenta a pressão global pela drástica redução das emissões de gases de efeito estufa, o caso moçambicano reflete o dilema em muitos países pobres: eles precisam queimar combustíveis fósseis para prosperar economicamente ou podem saltar diretamente para a energia limpa? Por décadas, as nações ricas e industrializadas construíram sua riqueza queimando carvão, petróleo e gás, produzindo uma parcela desproporcional das emissões globais de gases de efeito estufa.

    Historicamente, Estados Unidos, União Europeia e China são os maiores poluidores do mundo, segundo o Orçamento Global de Carbono (Global Carbon Budget, no original em inglês), relatório anual liderado pela Universidade de Exeter, no Reino Unido, sobre as tendências nas emissões globais de carbono.

    Muitos líderes do setor energético na África e na Ásia argumentam que é injusto negar às economias em desenvolvimento de hoje a mesma rota para o crescimento. Mas, com as emissões de gases de efeito estufa em níveis recordes e o aquecimento do planeta em aceleração, cientistas do clima alertam que o planeta já não dispõe de um orçamento de carbono que permita a todos seguir esse caminho.

    Há poucas pesquisas científicas, porém, sobre qual caminho seria mais vantajoso para países diante dessa encruzilhada, como Moçambique, Senegal ou Mauritânia. “Do ponto de vista moral, faz todo sentido que, se alguém pode usar combustíveis fósseis, então que sejam os países mais pobres”, aponta Trotter. “O problema desse argumento é que ele ignora o lado econômico.”

    Permanece incerto se o gás ainda será competitivo nos mercados internacionais quando ele for produzido, daqui a vários anos. Afinal, grandes economias pretendem reduzir drasticamente suas emissões até 2050, e analistas preveem que o pico na demanda por gás, carvão e petróleo poderá ser atingido na atual década. “Então, você está investindo muito dinheiro sem uma vantagem competitiva dentro de um mercado que está encolhendo”, prossegue Trotter. “Pode dar certo, mas há um risco extremo.”

    No papel, a economia das fontes de energia renovável mudou decisivamente. Mais de 90% dos novos projetos de energia limpa no mundo produzem eletricidade a um custo menor do que novas usinas de combustíveis fósseis, segundo a Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena).

    Mas baixos custos operacionais não são tudo. Construir esses sistemas verdes ainda requer um investimento inicial pesado em parques eólicos e solares, redes de transmissão, armazenamento e mais. Esses custos são, não raro, mais difíceis de absorver para países mais pobres.

    No Quênia, a aposta deu certo. O país gera quase 90% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis, principalmente de energia geotérmica, hidrelétrica e eólica. E pretende chegar a 100%, com acesso universal, até 2030. “O Quênia tem abundante energia geotérmica, que é como um ovo de ouro”, explica a especialista queniana em energia Rose M. Mutiso. “Mas, obviamente, o país se esforçou para desenvolver esses recursos ao longo do tempo.”

    O governo queniano começou a investir pesado nesse “ovo de ouro” nos anos 1990 e início dos 2000, depois que secas expuseram os riscos de depender demais da hidreletricidade. Por meio da sua empresa estatal, o país usou dinheiro público e empréstimos de bancos de desenvolvimento para cobrir as etapas iniciais e arriscadas de exploração do calor subterrâneo, antes que investidores privados entrassem. “Essa não acontece da noite para o dia. É um processo longo e sustentado”, acrescenta Mutiso.

    Mas partes desse modelo podem ser difíceis de serem replicados por países como Moçambique ou Senegal. Altamente endividados e com classificações de crédito mais baixas que as do Quênia, eles podem ter mais dificuldade para obter empréstimos ou atrair investimentos.

    Não existe uma solução única para todas as transições energéticas. Pesquisadores já constataram que o caminho que um país pode seguir depende de vários fatores: como os combustíveis fósseis estão integrados à sua economia, se eles são usados sobretudo internamente ou exportados e quão diversificada já é a economia. Isso mostra por que faz pouco sentido comparar a Etiópia, por exemplo, que se eletrificou em grande parte por meio de hidreletricidade barata graças aos seus recursos fluviais, com a Índia, que depende do carvão para a maior parte de sua eletricidade e emprega milhões de pessoas nessa cadeia.

    No caso indiano, a queda nos preços da energia eólica e solar ajudou a impulsionar um programa ambicioso de energias renováveis. O país ocupa hoje a quarta posição mundial em capacidade instalada de energia limpa. Mas o carvão ainda responde por mais de 70% da geração elétrica. Proporcionalmente à população, o setor emprega poucas pessoas em nível nacional, mas continua sendo a única atividade econômica em algumas regiões. Ao mesmo tempo, a demanda por energia cresce rapidamente, à medida que a indústria se expande e os padrões de vida aumentam.

    A dupla missão de executar uma transição verde e justa e atender a um crescente consumo de eletricidade “não é fácil num cronograma acelerado”, afirma Rahul Tongia, pesquisador sênior do Centro para Progresso Social e Econômico. Embora os países mais pobres enfrentem realidades muito diferentes entre si, há algumas rotas claras pelas quais as nações mais ricas poderiam apoiá-los para acelerar a mudança para a energia renovável. No topo da lista está enfrentar o alto custo inicial.

    “Os países desenvolvidos e os grandes emissores precisam manter o acelerador pressionado porque o desenvolvimento e implementação de novas tecnologias por eles reduz os custos para os países mais pobres”, prossegue Tongia. “Então eles que paguem o custo inicial mais alto das novas tecnologias.”

    Países pobres e especialistas em clima também argumentam há muito tempo que é necessário muito mais financiamento climático público para destravar investimentos privados. Sem garantias e compartilhamento de riscos, muitos projetos de energia limpa continuam arriscados demais na avaliação dos bancos.

    “É preciso tornar o capital acessível, mas também oferecer garantias que reduzam o risco percebido”, diz Trotter. “É aí que os países desenvolvidos podem agir”. Em 2024, durante a conferência climática da ONU, a COP 29, os governos concordaram com uma nova meta de financiamento climático de pelo menos 300 bilhões de dólares por ano até 2035. Muitos países em desenvolvimento dizem que o valor ainda é insuficiente.

    Já na COP30, que aconteceu em Belém em 2025, o Brasil defendeu, enquanto ocupava a presidência da conferência da ONU, um plano estratégico para elevar o montante a 1,3 trilhão de dólares. Para Moçambique, essa diferença pode ser decisiva. O caminho a ser seguido – as promessas do gás ou a aposta no sol e no vento – poderá depender dos investimentos dos países ricos num futuro mais limpo.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/países-pobres-devem-apostar-em-carbono-ou-energias-renováveis/a75406332>. Adaptado. Acesso em: 27 de março de 2026.
Ao discutir o argumento de que países em desenvolvimento deveriam poder utilizar combustíveis fósseis para crescer economicamente, o texto sugere que esse argumento:
Alternativas
Q4002166 Português
TEXTO

PAÍSES POBRES DEVEM APOSTAR EM CARBONO OU RENOVÁVEIS?

    Moçambique está numa encruzilhada. Na costa norte, projetos de gás offshore avaliados em bilhões de dólares podem trazer receitas significativas. Ao mesmo tempo, o país é uma potência hidrelétrica e tem enorme potencial inexplorado nas energias solar e eólica. “Esses casos são interessantes porque ainda não há custos irrecuperáveis. É possível seguir em diferentes direções”, diz o especialista Philipp Trotter, professor de gestão de sustentabilidade na Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

    À medida que aumenta a pressão global pela drástica redução das emissões de gases de efeito estufa, o caso moçambicano reflete o dilema em muitos países pobres: eles precisam queimar combustíveis fósseis para prosperar economicamente ou podem saltar diretamente para a energia limpa? Por décadas, as nações ricas e industrializadas construíram sua riqueza queimando carvão, petróleo e gás, produzindo uma parcela desproporcional das emissões globais de gases de efeito estufa.

    Historicamente, Estados Unidos, União Europeia e China são os maiores poluidores do mundo, segundo o Orçamento Global de Carbono (Global Carbon Budget, no original em inglês), relatório anual liderado pela Universidade de Exeter, no Reino Unido, sobre as tendências nas emissões globais de carbono.

    Muitos líderes do setor energético na África e na Ásia argumentam que é injusto negar às economias em desenvolvimento de hoje a mesma rota para o crescimento. Mas, com as emissões de gases de efeito estufa em níveis recordes e o aquecimento do planeta em aceleração, cientistas do clima alertam que o planeta já não dispõe de um orçamento de carbono que permita a todos seguir esse caminho.

    Há poucas pesquisas científicas, porém, sobre qual caminho seria mais vantajoso para países diante dessa encruzilhada, como Moçambique, Senegal ou Mauritânia. “Do ponto de vista moral, faz todo sentido que, se alguém pode usar combustíveis fósseis, então que sejam os países mais pobres”, aponta Trotter. “O problema desse argumento é que ele ignora o lado econômico.”

    Permanece incerto se o gás ainda será competitivo nos mercados internacionais quando ele for produzido, daqui a vários anos. Afinal, grandes economias pretendem reduzir drasticamente suas emissões até 2050, e analistas preveem que o pico na demanda por gás, carvão e petróleo poderá ser atingido na atual década. “Então, você está investindo muito dinheiro sem uma vantagem competitiva dentro de um mercado que está encolhendo”, prossegue Trotter. “Pode dar certo, mas há um risco extremo.”

    No papel, a economia das fontes de energia renovável mudou decisivamente. Mais de 90% dos novos projetos de energia limpa no mundo produzem eletricidade a um custo menor do que novas usinas de combustíveis fósseis, segundo a Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena).

    Mas baixos custos operacionais não são tudo. Construir esses sistemas verdes ainda requer um investimento inicial pesado em parques eólicos e solares, redes de transmissão, armazenamento e mais. Esses custos são, não raro, mais difíceis de absorver para países mais pobres.

    No Quênia, a aposta deu certo. O país gera quase 90% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis, principalmente de energia geotérmica, hidrelétrica e eólica. E pretende chegar a 100%, com acesso universal, até 2030. “O Quênia tem abundante energia geotérmica, que é como um ovo de ouro”, explica a especialista queniana em energia Rose M. Mutiso. “Mas, obviamente, o país se esforçou para desenvolver esses recursos ao longo do tempo.”

    O governo queniano começou a investir pesado nesse “ovo de ouro” nos anos 1990 e início dos 2000, depois que secas expuseram os riscos de depender demais da hidreletricidade. Por meio da sua empresa estatal, o país usou dinheiro público e empréstimos de bancos de desenvolvimento para cobrir as etapas iniciais e arriscadas de exploração do calor subterrâneo, antes que investidores privados entrassem. “Essa não acontece da noite para o dia. É um processo longo e sustentado”, acrescenta Mutiso.

    Mas partes desse modelo podem ser difíceis de serem replicados por países como Moçambique ou Senegal. Altamente endividados e com classificações de crédito mais baixas que as do Quênia, eles podem ter mais dificuldade para obter empréstimos ou atrair investimentos.

    Não existe uma solução única para todas as transições energéticas. Pesquisadores já constataram que o caminho que um país pode seguir depende de vários fatores: como os combustíveis fósseis estão integrados à sua economia, se eles são usados sobretudo internamente ou exportados e quão diversificada já é a economia. Isso mostra por que faz pouco sentido comparar a Etiópia, por exemplo, que se eletrificou em grande parte por meio de hidreletricidade barata graças aos seus recursos fluviais, com a Índia, que depende do carvão para a maior parte de sua eletricidade e emprega milhões de pessoas nessa cadeia.

    No caso indiano, a queda nos preços da energia eólica e solar ajudou a impulsionar um programa ambicioso de energias renováveis. O país ocupa hoje a quarta posição mundial em capacidade instalada de energia limpa. Mas o carvão ainda responde por mais de 70% da geração elétrica. Proporcionalmente à população, o setor emprega poucas pessoas em nível nacional, mas continua sendo a única atividade econômica em algumas regiões. Ao mesmo tempo, a demanda por energia cresce rapidamente, à medida que a indústria se expande e os padrões de vida aumentam.

    A dupla missão de executar uma transição verde e justa e atender a um crescente consumo de eletricidade “não é fácil num cronograma acelerado”, afirma Rahul Tongia, pesquisador sênior do Centro para Progresso Social e Econômico. Embora os países mais pobres enfrentem realidades muito diferentes entre si, há algumas rotas claras pelas quais as nações mais ricas poderiam apoiá-los para acelerar a mudança para a energia renovável. No topo da lista está enfrentar o alto custo inicial.

    “Os países desenvolvidos e os grandes emissores precisam manter o acelerador pressionado porque o desenvolvimento e implementação de novas tecnologias por eles reduz os custos para os países mais pobres”, prossegue Tongia. “Então eles que paguem o custo inicial mais alto das novas tecnologias.”

    Países pobres e especialistas em clima também argumentam há muito tempo que é necessário muito mais financiamento climático público para destravar investimentos privados. Sem garantias e compartilhamento de riscos, muitos projetos de energia limpa continuam arriscados demais na avaliação dos bancos.

    “É preciso tornar o capital acessível, mas também oferecer garantias que reduzam o risco percebido”, diz Trotter. “É aí que os países desenvolvidos podem agir”. Em 2024, durante a conferência climática da ONU, a COP 29, os governos concordaram com uma nova meta de financiamento climático de pelo menos 300 bilhões de dólares por ano até 2035. Muitos países em desenvolvimento dizem que o valor ainda é insuficiente.

    Já na COP30, que aconteceu em Belém em 2025, o Brasil defendeu, enquanto ocupava a presidência da conferência da ONU, um plano estratégico para elevar o montante a 1,3 trilhão de dólares. Para Moçambique, essa diferença pode ser decisiva. O caminho a ser seguido – as promessas do gás ou a aposta no sol e no vento – poderá depender dos investimentos dos países ricos num futuro mais limpo.

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/países-pobres-devem-apostar-em-carbono-ou-energias-renováveis/a75406332>. Adaptado. Acesso em: 27 de março de 2026.
A menção inicial à “encruzilhada” em que se encontra Moçambique cumpre, no desenvolvimento argumentativo do texto, sobretudo a função de:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Psicopedagogo |
Q4001444 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como agir ao presenciar uma crise convulsiva


Saber reconhecer os sinais e agir com calma pode evitar ferimentos e salvar vidas em um momento que costuma assustar quem presencia


Uma pessoa cai no chão, perde a consciência e o corpo começa a se mover de forma descontrolada. A cena causa medo, silêncio e, muitas vezes, atitudes impulsivas. Em situações como essa, informação é cuidado e faz toda a diferença para a segurança de quem está passando pela crise.


Segundo Débora Lima, fisioterapeuta especialista em neurologia e professora da UNISUAM, uma convulsão ocorre quando há uma descarga elétrica anormal no cérebro, o que provoca alterações súbitas no movimento, consciência e comportamento do indivíduo. "Dentre os sinais mais comuns que podemos observar, temos: perda de consciência, queda súbita, rigidez do corpo (fase tônica) seguida de movimentos repetitivos e involuntários dos braços e pernas (fase clônica)", explica.


Durante a crise, ainda podem surgir outros sinais que aumentam a apreensão de quem está por perto, como olhos revirados, salivação excessiva, espuma pela boca, respiração irregular e, às vezes, eliminação involuntária de urina ou fezes.


Em alguns casos, o corpo dá sinais antes da convulsão acontecer, por isso é necessário prestar atenção aos sinais do corpo, segundo a profissional. "A pessoa pode relatar uma aura (que é uma sensação estranha, como cheiro diferente, tontura ou formigamento), indicando que uma convulsão está prestes a começar."


Como ajudar


Ao presenciar uma convulsão, a primeira atitude deve ser conter o impulso de intervir de forma brusca: não se deve tentar imobilizar o corpo, já que isso pode causar lesões musculares, luxações ou fraturas na pessoa em crise. Outros comportamentos comuns também precisam ser evitados:


- Nunca se deve colocar objetos ou dedos na boca da pessoa. "Isso não evita que ela 'engula a língua' (o que é um mito) e pode causar fraturas dentárias, engasgo ou mordidas graves";


- Oferecer líquidos, alimentos ou medicamentos é igualmente contraindicado, já que aumenta o risco de aspiração pulmonar.


"A primeira conduta é proteger a pessoa contra lesões", orienta Débora. Isso envolve cuidados simples, como afastar objetos, colocar algo macio sob a cabeça e, se possível, deitar a pessoa de lado para evitar que saliva ou vômito sejam aspirados para os pulmões.


"É importante afrouxar roupas apertadas no pescoço, como gravatas ou colarinhos, e marcar o tempo da crise, pois crises com duração maior que 5 minutos podem indicar estado de mal epiléptico, uma emergência médica", alerta.


Depois que a convulsão termina, o cuidado deve continuar, isso porque após a crise, a pessoa entra no chamado período pós-ictal, caracterizado por confusão mental, sonolência, dor de cabeça e desorientação. Nesse momento, a orientação é clara: "mantenha a pessoa deitada de lado, observe sua respiração, fale de forma calma e não force que ela se levante".


Atenção redobrada é necessária se surgirem sinais de gravidade, como sangramentos, quedas ou ferimentos. "Se a pessoa não recuperar a consciência, tiver outra crise em seguida ou apresentar dificuldade respiratória, o serviço de emergência deve ser acionado imediatamente."


"Crianças, idosos e gestantes são mais vulneráveis a complicações", afirma. "Em crianças, convulsões podem estar associadas à febre alta (convulsão febril) e devem ser sempre avaliadas por um profissional de saúde". Nos idosos, o risco de traumatismos cranianos, fraturas e causas neurológicas graves (como AVC) é maior, o que exige avaliação médica mesmo após crises aparentemente simples. Já nas gestantes, a convulsão pode estar relacionada à eclâmpsia, uma condição grave associada à hipertensão da gravidez, que coloca em risco tanto a mãe quanto o bebê. Nesses casos, a convulsão é sempre uma emergência médica.


(Júlia Custódio. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-do-corpo/como-agir-ao-presenciar-uma-cri se-convulsiva/. Acesso em 09 mar. 2026.)

Analise o excerto a seguir e, na sequência, as sentenças:

"Em alguns casos, o corpo dá sinais antes da convulsão acontecer, por isso é necessário prestar atenção aos sinais do corpo, segundo a profissional."

I."Em alguns casos" exerce a função de adjunto adverbial, servindo para particularizar a informação que ele acompanha, delimitando-a.

II."segundo a profissional" exerce a função de adjunto adverbial. Nesse caso, ele tem o objetivo de definir o ponto de vista ou domínio do conhecimento que valida o conteúdo da oração.

III.A oração introduzida por "por isso" tem uma relação de coordenação com a oração principal, exprimindo sentido de conclusão.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Psicopedagogo |
Q4001443 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como agir ao presenciar uma crise convulsiva


Saber reconhecer os sinais e agir com calma pode evitar ferimentos e salvar vidas em um momento que costuma assustar quem presencia


Uma pessoa cai no chão, perde a consciência e o corpo começa a se mover de forma descontrolada. A cena causa medo, silêncio e, muitas vezes, atitudes impulsivas. Em situações como essa, informação é cuidado e faz toda a diferença para a segurança de quem está passando pela crise.


Segundo Débora Lima, fisioterapeuta especialista em neurologia e professora da UNISUAM, uma convulsão ocorre quando há uma descarga elétrica anormal no cérebro, o que provoca alterações súbitas no movimento, consciência e comportamento do indivíduo. "Dentre os sinais mais comuns que podemos observar, temos: perda de consciência, queda súbita, rigidez do corpo (fase tônica) seguida de movimentos repetitivos e involuntários dos braços e pernas (fase clônica)", explica.


Durante a crise, ainda podem surgir outros sinais que aumentam a apreensão de quem está por perto, como olhos revirados, salivação excessiva, espuma pela boca, respiração irregular e, às vezes, eliminação involuntária de urina ou fezes.


Em alguns casos, o corpo dá sinais antes da convulsão acontecer, por isso é necessário prestar atenção aos sinais do corpo, segundo a profissional. "A pessoa pode relatar uma aura (que é uma sensação estranha, como cheiro diferente, tontura ou formigamento), indicando que uma convulsão está prestes a começar."


Como ajudar


Ao presenciar uma convulsão, a primeira atitude deve ser conter o impulso de intervir de forma brusca: não se deve tentar imobilizar o corpo, já que isso pode causar lesões musculares, luxações ou fraturas na pessoa em crise. Outros comportamentos comuns também precisam ser evitados:


- Nunca se deve colocar objetos ou dedos na boca da pessoa. "Isso não evita que ela 'engula a língua' (o que é um mito) e pode causar fraturas dentárias, engasgo ou mordidas graves";


- Oferecer líquidos, alimentos ou medicamentos é igualmente contraindicado, já que aumenta o risco de aspiração pulmonar.


"A primeira conduta é proteger a pessoa contra lesões", orienta Débora. Isso envolve cuidados simples, como afastar objetos, colocar algo macio sob a cabeça e, se possível, deitar a pessoa de lado para evitar que saliva ou vômito sejam aspirados para os pulmões.


"É importante afrouxar roupas apertadas no pescoço, como gravatas ou colarinhos, e marcar o tempo da crise, pois crises com duração maior que 5 minutos podem indicar estado de mal epiléptico, uma emergência médica", alerta.


Depois que a convulsão termina, o cuidado deve continuar, isso porque após a crise, a pessoa entra no chamado período pós-ictal, caracterizado por confusão mental, sonolência, dor de cabeça e desorientação. Nesse momento, a orientação é clara: "mantenha a pessoa deitada de lado, observe sua respiração, fale de forma calma e não force que ela se levante".


Atenção redobrada é necessária se surgirem sinais de gravidade, como sangramentos, quedas ou ferimentos. "Se a pessoa não recuperar a consciência, tiver outra crise em seguida ou apresentar dificuldade respiratória, o serviço de emergência deve ser acionado imediatamente."


"Crianças, idosos e gestantes são mais vulneráveis a complicações", afirma. "Em crianças, convulsões podem estar associadas à febre alta (convulsão febril) e devem ser sempre avaliadas por um profissional de saúde". Nos idosos, o risco de traumatismos cranianos, fraturas e causas neurológicas graves (como AVC) é maior, o que exige avaliação médica mesmo após crises aparentemente simples. Já nas gestantes, a convulsão pode estar relacionada à eclâmpsia, uma condição grave associada à hipertensão da gravidez, que coloca em risco tanto a mãe quanto o bebê. Nesses casos, a convulsão é sempre uma emergência médica.


(Júlia Custódio. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-do-corpo/como-agir-ao-presenciar-uma-cri se-convulsiva/. Acesso em 09 mar. 2026.)

No texto, estão sublinhadas as palavras: contraindicado, pós-ictal e hipertensão. Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Na formação de palavras com prefixos como: contra-, anti-, semi-, usa-se hífen quando o segundo elemento se inicia por -h ou pela mesma letra do prefixo, como acontece em "contra-harmônico", "contra-argumentar", "anti-higiênico", "anti-humano", "semi-interno". Não é o caso de "contraindicado".

(__)Na palavra "pós-ictal", o uso do hífen acontece porque o prefixo tônico acentuado graficamente (pós-) é acompanhado de um elemento que tem vida à parte. É o que acontece também em "pós-graduação", "pós-parto".

(__)Considerando a regra da formação de palavras com o prefixo hiper-, está correta a grafia de "hipertensão", assim como de "hiper-resistente", "hipersensível".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Psicopedagogo |
Q4001442 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como agir ao presenciar uma crise convulsiva


Saber reconhecer os sinais e agir com calma pode evitar ferimentos e salvar vidas em um momento que costuma assustar quem presencia


Uma pessoa cai no chão, perde a consciência e o corpo começa a se mover de forma descontrolada. A cena causa medo, silêncio e, muitas vezes, atitudes impulsivas. Em situações como essa, informação é cuidado e faz toda a diferença para a segurança de quem está passando pela crise.


Segundo Débora Lima, fisioterapeuta especialista em neurologia e professora da UNISUAM, uma convulsão ocorre quando há uma descarga elétrica anormal no cérebro, o que provoca alterações súbitas no movimento, consciência e comportamento do indivíduo. "Dentre os sinais mais comuns que podemos observar, temos: perda de consciência, queda súbita, rigidez do corpo (fase tônica) seguida de movimentos repetitivos e involuntários dos braços e pernas (fase clônica)", explica.


Durante a crise, ainda podem surgir outros sinais que aumentam a apreensão de quem está por perto, como olhos revirados, salivação excessiva, espuma pela boca, respiração irregular e, às vezes, eliminação involuntária de urina ou fezes.


Em alguns casos, o corpo dá sinais antes da convulsão acontecer, por isso é necessário prestar atenção aos sinais do corpo, segundo a profissional. "A pessoa pode relatar uma aura (que é uma sensação estranha, como cheiro diferente, tontura ou formigamento), indicando que uma convulsão está prestes a começar."


Como ajudar


Ao presenciar uma convulsão, a primeira atitude deve ser conter o impulso de intervir de forma brusca: não se deve tentar imobilizar o corpo, já que isso pode causar lesões musculares, luxações ou fraturas na pessoa em crise. Outros comportamentos comuns também precisam ser evitados:


- Nunca se deve colocar objetos ou dedos na boca da pessoa. "Isso não evita que ela 'engula a língua' (o que é um mito) e pode causar fraturas dentárias, engasgo ou mordidas graves";


- Oferecer líquidos, alimentos ou medicamentos é igualmente contraindicado, já que aumenta o risco de aspiração pulmonar.


"A primeira conduta é proteger a pessoa contra lesões", orienta Débora. Isso envolve cuidados simples, como afastar objetos, colocar algo macio sob a cabeça e, se possível, deitar a pessoa de lado para evitar que saliva ou vômito sejam aspirados para os pulmões.


"É importante afrouxar roupas apertadas no pescoço, como gravatas ou colarinhos, e marcar o tempo da crise, pois crises com duração maior que 5 minutos podem indicar estado de mal epiléptico, uma emergência médica", alerta.


Depois que a convulsão termina, o cuidado deve continuar, isso porque após a crise, a pessoa entra no chamado período pós-ictal, caracterizado por confusão mental, sonolência, dor de cabeça e desorientação. Nesse momento, a orientação é clara: "mantenha a pessoa deitada de lado, observe sua respiração, fale de forma calma e não force que ela se levante".


Atenção redobrada é necessária se surgirem sinais de gravidade, como sangramentos, quedas ou ferimentos. "Se a pessoa não recuperar a consciência, tiver outra crise em seguida ou apresentar dificuldade respiratória, o serviço de emergência deve ser acionado imediatamente."


"Crianças, idosos e gestantes são mais vulneráveis a complicações", afirma. "Em crianças, convulsões podem estar associadas à febre alta (convulsão febril) e devem ser sempre avaliadas por um profissional de saúde". Nos idosos, o risco de traumatismos cranianos, fraturas e causas neurológicas graves (como AVC) é maior, o que exige avaliação médica mesmo após crises aparentemente simples. Já nas gestantes, a convulsão pode estar relacionada à eclâmpsia, uma condição grave associada à hipertensão da gravidez, que coloca em risco tanto a mãe quanto o bebê. Nesses casos, a convulsão é sempre uma emergência médica.


(Júlia Custódio. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-do-corpo/como-agir-ao-presenciar-uma-cri se-convulsiva/. Acesso em 09 mar. 2026.)

A partir da leitura e análise do texto, é possível identificar com clareza o objetivo principal dele: explicar o que é crise convulsiva e como agir ao presenciar uma. Tendo isso em consideração, assinale a alternativa que indica corretamente a função de linguagem predominante no texto:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Psicopedagogo |
Q4001441 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como agir ao presenciar uma crise convulsiva


Saber reconhecer os sinais e agir com calma pode evitar ferimentos e salvar vidas em um momento que costuma assustar quem presencia


Uma pessoa cai no chão, perde a consciência e o corpo começa a se mover de forma descontrolada. A cena causa medo, silêncio e, muitas vezes, atitudes impulsivas. Em situações como essa, informação é cuidado e faz toda a diferença para a segurança de quem está passando pela crise.


Segundo Débora Lima, fisioterapeuta especialista em neurologia e professora da UNISUAM, uma convulsão ocorre quando há uma descarga elétrica anormal no cérebro, o que provoca alterações súbitas no movimento, consciência e comportamento do indivíduo. "Dentre os sinais mais comuns que podemos observar, temos: perda de consciência, queda súbita, rigidez do corpo (fase tônica) seguida de movimentos repetitivos e involuntários dos braços e pernas (fase clônica)", explica.


Durante a crise, ainda podem surgir outros sinais que aumentam a apreensão de quem está por perto, como olhos revirados, salivação excessiva, espuma pela boca, respiração irregular e, às vezes, eliminação involuntária de urina ou fezes.


Em alguns casos, o corpo dá sinais antes da convulsão acontecer, por isso é necessário prestar atenção aos sinais do corpo, segundo a profissional. "A pessoa pode relatar uma aura (que é uma sensação estranha, como cheiro diferente, tontura ou formigamento), indicando que uma convulsão está prestes a começar."


Como ajudar


Ao presenciar uma convulsão, a primeira atitude deve ser conter o impulso de intervir de forma brusca: não se deve tentar imobilizar o corpo, já que isso pode causar lesões musculares, luxações ou fraturas na pessoa em crise. Outros comportamentos comuns também precisam ser evitados:


- Nunca se deve colocar objetos ou dedos na boca da pessoa. "Isso não evita que ela 'engula a língua' (o que é um mito) e pode causar fraturas dentárias, engasgo ou mordidas graves";


- Oferecer líquidos, alimentos ou medicamentos é igualmente contraindicado, já que aumenta o risco de aspiração pulmonar.


"A primeira conduta é proteger a pessoa contra lesões", orienta Débora. Isso envolve cuidados simples, como afastar objetos, colocar algo macio sob a cabeça e, se possível, deitar a pessoa de lado para evitar que saliva ou vômito sejam aspirados para os pulmões.


"É importante afrouxar roupas apertadas no pescoço, como gravatas ou colarinhos, e marcar o tempo da crise, pois crises com duração maior que 5 minutos podem indicar estado de mal epiléptico, uma emergência médica", alerta.


Depois que a convulsão termina, o cuidado deve continuar, isso porque após a crise, a pessoa entra no chamado período pós-ictal, caracterizado por confusão mental, sonolência, dor de cabeça e desorientação. Nesse momento, a orientação é clara: "mantenha a pessoa deitada de lado, observe sua respiração, fale de forma calma e não force que ela se levante".


Atenção redobrada é necessária se surgirem sinais de gravidade, como sangramentos, quedas ou ferimentos. "Se a pessoa não recuperar a consciência, tiver outra crise em seguida ou apresentar dificuldade respiratória, o serviço de emergência deve ser acionado imediatamente."


"Crianças, idosos e gestantes são mais vulneráveis a complicações", afirma. "Em crianças, convulsões podem estar associadas à febre alta (convulsão febril) e devem ser sempre avaliadas por um profissional de saúde". Nos idosos, o risco de traumatismos cranianos, fraturas e causas neurológicas graves (como AVC) é maior, o que exige avaliação médica mesmo após crises aparentemente simples. Já nas gestantes, a convulsão pode estar relacionada à eclâmpsia, uma condição grave associada à hipertensão da gravidez, que coloca em risco tanto a mãe quanto o bebê. Nesses casos, a convulsão é sempre uma emergência médica.


(Júlia Custódio. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-do-corpo/como-agir-ao-presenciar-uma-cri se-convulsiva/. Acesso em 09 mar. 2026.)

A partir da leitura, análise, compreensão e interpretação do texto, analise as sentenças a seguir:

I.O texto é organizado em duas grandes partes: a primeira, composta por quatro parágrafos, tem como objetivo principal introduzir o tema para o(a) leitor(a), apresentando de modo mais panorâmico o que é uma crise convulsiva, quais sinais ela dá antes e durante o acontecimento; a segunda parte tem como foco principal explicar e orientar o(a) interlocutor(a) a respeito de como agir diante de uma pessoa em crise convulsiva.

II.O título do texto é objetivo e direto, indicando para o(a) leitor(a) o foco que será dado ao tema. Ele é seguido pelo subtítulo que delimita esse foco, ou seja, enquanto o título apresenta de modo mais amplo − como agir diante de uma crise convulsiva −, o subtítulo delimita esse "como", focando na importância de saber agir. Ambos se complementam.

III.O discurso de autoridade, nesse caso em análise, é irrelevante porque o texto foi publicado em um veículo de comunicação não especializado na área da saúde, ou seja, em uma revista popular. As contribuições da fisioterapeuta apenas dificultam o entendimento do público-leitor, especialmente pelo uso da linguagem científica.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4001324 Português
Preencha a lacuna com a alternativa CORRETA.

O acesso à cozinha da merendeira escolar é restrito aos profissionais da alimentação, garantindo a segurança alimentar através de fluxo contínuo e higienização rigorosa. Cozinhas escolares devem ter ambientes limpos, organizados e seguros, com acesso ______________ para evitar contaminação cruzada. As merendeiras, com papel educacional, seguem normas de manipulação, higiene pessoal e uso de uniforme completo. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000683 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como agir ao presenciar uma crise convulsiva

Saber reconhecer os sinais e agir com calma pode evitar ferimentos e salvar vidas em um momento que costuma assustar quem presencia

Uma pessoa cai no chão, perde a consciência e o corpo começa a se mover de forma descontrolada. A cena causa medo, silêncio e, muitas vezes, atitudes impulsivas. Em situações como essa, informação é cuidado e faz toda a diferença para a segurança de quem está passando pela crise. Segundo Débora Lima, fisioterapeuta especialista em neurologia e professora da UNISUAM, uma convulsão ocorre quando há uma descarga elétrica anormal no cérebro, o que provoca alterações súbitas no movimento, consciência e comportamento do indivíduo. "Dentre os sinais mais comuns que podemos observar, temos: perda de consciência, queda súbita, rigidez do corpo (fase tônica) seguida de movimentos repetitivos e involuntários dos braços e pernas (fase clônica)", explica.

Durante a crise, ainda podem surgir outros sinais que aumentam a apreensão de quem está por perto, como olhos revirados, salivação excessiva, espuma pela boca, respiração irregular e, às vezes, eliminação involuntária de urina ou fezes.

Em alguns casos, o corpo dá sinais antes da convulsão acontecer, por isso é necessário prestar atenção aos sinais do corpo, segundo a profissional. "A pessoa pode relatar uma aura (que é uma sensação estranha, como cheiro diferente, tontura ou formigamento), indicando que uma convulsão está prestes a começar."

Como ajudar

Ao presenciar uma convulsão, a primeira atitude deve ser conter o impulso de intervir de forma brusca: não se deve tentar imobilizar o corpo, já que isso pode causar lesões musculares, luxações ou fraturas na pessoa em crise. Outros comportamentos comuns também precisam ser evitados: 

• Nunca se deve colocar objetos ou dedos na boca da pessoa. "Isso não evita que ela 'engula a língua' (o que é um mito) e pode causar fraturas dentárias, engasgo ou mordidas graves"; 

• Oferecer líquidos, alimentos ou medicamentos é igualmente contraindicado, já que aumenta o risco de aspiração pulmonar.

"A primeira conduta é proteger a pessoa contra lesões", orienta Débora. Isso envolve cuidados simples, como afastar objetos, colocar algo macio sob a cabeça e, se possível, deitar a pessoa de lado para evitar que saliva ou vômito sejam aspirados para os pulmões.

"É importante afrouxar roupas apertadas no pescoço, como gravatas ou colarinhos, e marcar o tempo da crise, pois crises com duração maior que 5 minutos podem indicar estado de mal epiléptico, uma emergência médica", alerta.

Depois que a convulsão termina, o cuidado deve continuar, isso porque após a crise, a pessoa entra no chamado período pós-ictal, caracterizado por confusão mental, sonolência, dor de cabeça e desorientação. Nesse momento, a orientação é clara: "mantenha a pessoa deitada de lado, observe sua respiração, fale de forma calma e não force que ela se levante".

Atenção redobrada é necessária se surgirem sinais de gravidade, como sangramentos, quedas ou ferimentos. "Se a pessoa não recuperar a consciência, tiver outra crise em seguida ou apresentar dificuldade respiratória, o serviço de emergência deve ser acionado imediatamente."

"Crianças, idosos e gestantes são mais vulneráveis a complicações", afirma. "Em crianças, convulsões podem estar associadas à febre alta (convulsão febril) e devem ser sempre avaliadas por um profissional de saúde". Nos idosos, o risco de traumatismos cranianos, fraturas e causas neurológicas graves (como AVC) é maior, o que exige avaliação médica mesmo após crises aparentemente simples. Já nas gestantes, a convulsão pode estar relacionada à eclâmpsia, uma condição grave associada à hipertensão da gravidez, que coloca em risco tanto a mãe quanto o bebê. Nesses casos, a convulsão é sempre uma emergência médica.

(Júlia Custódio. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-do-corpo/como-agir-ao-presenciar-uma-cri se-convulsiva/. Acesso em 09 mar. 2026.) 
Analise o uso da palavra "aspiração" no contexto do excerto:

"Oferecer líquidos, alimentos ou medicamentos é igualmente contraindicado, já que aumenta o risco de aspiração pulmonar."

A respeito do uso da palavra no excerto, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) Tem o sentido de sucção, ou seja, de atrair, absorver para o interior, no caso do texto, do pulmão gases, líquidos, etc.
(__) Pode ser entendida como intenção, ansiedade, por atingir algo em determinada situação; claramente, ansiedade por sair da crise convulsiva.
(__) Pode ser substituída por "expiração", mantendo o sentido dado no contexto analisado.
(__) Foi usada em sentido figurado, cabendo ao leitor perceber esse uso e compreender o sentido desejado pelo autor, que é de absorção.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000681 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como agir ao presenciar uma crise convulsiva

Saber reconhecer os sinais e agir com calma pode evitar ferimentos e salvar vidas em um momento que costuma assustar quem presencia

Uma pessoa cai no chão, perde a consciência e o corpo começa a se mover de forma descontrolada. A cena causa medo, silêncio e, muitas vezes, atitudes impulsivas. Em situações como essa, informação é cuidado e faz toda a diferença para a segurança de quem está passando pela crise. Segundo Débora Lima, fisioterapeuta especialista em neurologia e professora da UNISUAM, uma convulsão ocorre quando há uma descarga elétrica anormal no cérebro, o que provoca alterações súbitas no movimento, consciência e comportamento do indivíduo. "Dentre os sinais mais comuns que podemos observar, temos: perda de consciência, queda súbita, rigidez do corpo (fase tônica) seguida de movimentos repetitivos e involuntários dos braços e pernas (fase clônica)", explica.

Durante a crise, ainda podem surgir outros sinais que aumentam a apreensão de quem está por perto, como olhos revirados, salivação excessiva, espuma pela boca, respiração irregular e, às vezes, eliminação involuntária de urina ou fezes.

Em alguns casos, o corpo dá sinais antes da convulsão acontecer, por isso é necessário prestar atenção aos sinais do corpo, segundo a profissional. "A pessoa pode relatar uma aura (que é uma sensação estranha, como cheiro diferente, tontura ou formigamento), indicando que uma convulsão está prestes a começar."

Como ajudar

Ao presenciar uma convulsão, a primeira atitude deve ser conter o impulso de intervir de forma brusca: não se deve tentar imobilizar o corpo, já que isso pode causar lesões musculares, luxações ou fraturas na pessoa em crise. Outros comportamentos comuns também precisam ser evitados: 

• Nunca se deve colocar objetos ou dedos na boca da pessoa. "Isso não evita que ela 'engula a língua' (o que é um mito) e pode causar fraturas dentárias, engasgo ou mordidas graves"; 

• Oferecer líquidos, alimentos ou medicamentos é igualmente contraindicado, já que aumenta o risco de aspiração pulmonar.

"A primeira conduta é proteger a pessoa contra lesões", orienta Débora. Isso envolve cuidados simples, como afastar objetos, colocar algo macio sob a cabeça e, se possível, deitar a pessoa de lado para evitar que saliva ou vômito sejam aspirados para os pulmões.

"É importante afrouxar roupas apertadas no pescoço, como gravatas ou colarinhos, e marcar o tempo da crise, pois crises com duração maior que 5 minutos podem indicar estado de mal epiléptico, uma emergência médica", alerta.

Depois que a convulsão termina, o cuidado deve continuar, isso porque após a crise, a pessoa entra no chamado período pós-ictal, caracterizado por confusão mental, sonolência, dor de cabeça e desorientação. Nesse momento, a orientação é clara: "mantenha a pessoa deitada de lado, observe sua respiração, fale de forma calma e não force que ela se levante".

Atenção redobrada é necessária se surgirem sinais de gravidade, como sangramentos, quedas ou ferimentos. "Se a pessoa não recuperar a consciência, tiver outra crise em seguida ou apresentar dificuldade respiratória, o serviço de emergência deve ser acionado imediatamente."

"Crianças, idosos e gestantes são mais vulneráveis a complicações", afirma. "Em crianças, convulsões podem estar associadas à febre alta (convulsão febril) e devem ser sempre avaliadas por um profissional de saúde". Nos idosos, o risco de traumatismos cranianos, fraturas e causas neurológicas graves (como AVC) é maior, o que exige avaliação médica mesmo após crises aparentemente simples. Já nas gestantes, a convulsão pode estar relacionada à eclâmpsia, uma condição grave associada à hipertensão da gravidez, que coloca em risco tanto a mãe quanto o bebê. Nesses casos, a convulsão é sempre uma emergência médica.

(Júlia Custódio. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-do-corpo/como-agir-ao-presenciar-uma-cri se-convulsiva/. Acesso em 09 mar. 2026.) 
A partir da leitura e análise do texto, é possível identificar com clareza o objetivo principal dele: explicar o que é crise convulsiva e como agir ao presenciar uma. Tendo isso em consideração, assinale a alternativa que indica corretamente a função de linguagem predominante no texto:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2026 - FURB - SC - Fonoaudiólogo |
Q4000680 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Como agir ao presenciar uma crise convulsiva

Saber reconhecer os sinais e agir com calma pode evitar ferimentos e salvar vidas em um momento que costuma assustar quem presencia

Uma pessoa cai no chão, perde a consciência e o corpo começa a se mover de forma descontrolada. A cena causa medo, silêncio e, muitas vezes, atitudes impulsivas. Em situações como essa, informação é cuidado e faz toda a diferença para a segurança de quem está passando pela crise. Segundo Débora Lima, fisioterapeuta especialista em neurologia e professora da UNISUAM, uma convulsão ocorre quando há uma descarga elétrica anormal no cérebro, o que provoca alterações súbitas no movimento, consciência e comportamento do indivíduo. "Dentre os sinais mais comuns que podemos observar, temos: perda de consciência, queda súbita, rigidez do corpo (fase tônica) seguida de movimentos repetitivos e involuntários dos braços e pernas (fase clônica)", explica.

Durante a crise, ainda podem surgir outros sinais que aumentam a apreensão de quem está por perto, como olhos revirados, salivação excessiva, espuma pela boca, respiração irregular e, às vezes, eliminação involuntária de urina ou fezes.

Em alguns casos, o corpo dá sinais antes da convulsão acontecer, por isso é necessário prestar atenção aos sinais do corpo, segundo a profissional. "A pessoa pode relatar uma aura (que é uma sensação estranha, como cheiro diferente, tontura ou formigamento), indicando que uma convulsão está prestes a começar."

Como ajudar

Ao presenciar uma convulsão, a primeira atitude deve ser conter o impulso de intervir de forma brusca: não se deve tentar imobilizar o corpo, já que isso pode causar lesões musculares, luxações ou fraturas na pessoa em crise. Outros comportamentos comuns também precisam ser evitados: 

• Nunca se deve colocar objetos ou dedos na boca da pessoa. "Isso não evita que ela 'engula a língua' (o que é um mito) e pode causar fraturas dentárias, engasgo ou mordidas graves"; 

• Oferecer líquidos, alimentos ou medicamentos é igualmente contraindicado, já que aumenta o risco de aspiração pulmonar.

"A primeira conduta é proteger a pessoa contra lesões", orienta Débora. Isso envolve cuidados simples, como afastar objetos, colocar algo macio sob a cabeça e, se possível, deitar a pessoa de lado para evitar que saliva ou vômito sejam aspirados para os pulmões.

"É importante afrouxar roupas apertadas no pescoço, como gravatas ou colarinhos, e marcar o tempo da crise, pois crises com duração maior que 5 minutos podem indicar estado de mal epiléptico, uma emergência médica", alerta.

Depois que a convulsão termina, o cuidado deve continuar, isso porque após a crise, a pessoa entra no chamado período pós-ictal, caracterizado por confusão mental, sonolência, dor de cabeça e desorientação. Nesse momento, a orientação é clara: "mantenha a pessoa deitada de lado, observe sua respiração, fale de forma calma e não force que ela se levante".

Atenção redobrada é necessária se surgirem sinais de gravidade, como sangramentos, quedas ou ferimentos. "Se a pessoa não recuperar a consciência, tiver outra crise em seguida ou apresentar dificuldade respiratória, o serviço de emergência deve ser acionado imediatamente."

"Crianças, idosos e gestantes são mais vulneráveis a complicações", afirma. "Em crianças, convulsões podem estar associadas à febre alta (convulsão febril) e devem ser sempre avaliadas por um profissional de saúde". Nos idosos, o risco de traumatismos cranianos, fraturas e causas neurológicas graves (como AVC) é maior, o que exige avaliação médica mesmo após crises aparentemente simples. Já nas gestantes, a convulsão pode estar relacionada à eclâmpsia, uma condição grave associada à hipertensão da gravidez, que coloca em risco tanto a mãe quanto o bebê. Nesses casos, a convulsão é sempre uma emergência médica.

(Júlia Custódio. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-do-corpo/como-agir-ao-presenciar-uma-cri se-convulsiva/. Acesso em 09 mar. 2026.) 
A partir da leitura, análise, compreensão e interpretação do texto, analise as sentenças a seguir:

I. O texto é organizado em duas grandes partes: a primeira, composta por quatro parágrafos, tem como objetivo principal introduzir o tema para o(a) leitor(a), apresentando de modo mais panorâmico o que é uma crise convulsiva, quais sinais ela dá antes e durante o acontecimento; a segunda parte tem como foco principal explicar e orientar o(a) interlocutor(a) a respeito de como agir diante de uma pessoa em crise convulsiva.
II. O título do texto é objetivo e direto, indicando para o(a) leitor(a) o foco que será dado ao tema. Ele é seguido pelo subtítulo que delimita esse foco, ou seja, enquanto o título apresenta de modo mais amplo − como agir diante de uma crise convulsiva −, o subtítulo delimita esse "como", focando na importância de saber agir. Ambos se complementam.
III. O discurso de autoridade, nesse caso em análise, é irrelevante porque o texto foi publicado em um veículo de comunicação não especializado na área da saúde, ou seja, em uma revista popular. As contribuições da fisioterapeuta apenas dificultam o entendimento do público-leitor, especialmente pelo uso da linguagem científica.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4000434 Português

Leia manchetes publicadas no jornal O Estado de S. Paulo e assinale a alternativa que, em conformidade com a norma- -padrão do emprego do sinal indicativo de crase, completa, respectivamente, as lacunas.


•  Uso da pimenta passa _________ ser visto como aliado contra a padronização do gosto.

•  As pimentas do gênero Capsicum foram domesticadas nas Américas e, _____________ partir do Brasil, levadas pelos portugueses para outros continentes.

•  Leilão de veículos – É amanhã! 02/02 ________ 9h30.

•  Agentes federais matam ___________ tiros enfermeiro em Minneapolis.

•  Júri testou as marcas ____________ venda em supermercados e escolheu as melhores.

Alternativas
Q4000432 Português

Leia a tira a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


Levando-se em consideração o tratamento pronominal do 2o quadro, e em conformidade com a norma-padrão de emprego e colocação pronominal, assinale a alternativa que completa as lacunas.

Alternativas
Q4000431 Português

 Leia o texto para responder à questão.



 O Brasil tem, hoje, quase 670 mil presos distribuídos em 1.563 unidades prisionais pelo País. Desses presídios, menos da metade oferece cursos profissionalizantes a detentos.

    Sul-mato-grossense de 42 anos, Leandro Oliveira, o Léo, foi um dos poucos que aprenderam uma profissão na prisão. Hoje, vive uma nova realidade. “Ali eu descobri algo que eu não sabia. Eu não sabia que tinha facilidade para ensinar. Lá dentro me tornei professor de informática. Fui professor de capacitação pessoal e profissional. Fui formado lá dentro. Lá dentro eu virei palestrante. Pessoas vieram de outros locais para, lá dentro, ouvir uma palestra minha”, e a elogiaram, afirma.

    Léo é egresso do sistema penitenciário paulista, cumpriu sua pena, e o empreendedorismo representou a chave para uma nova vida. A trajetória mostra que, além da história pessoal de superação, a ressocialização é repleta de desafios.

    A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) destina só 2% do orçamento a ações de ressocialização, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Ainda conforme a SAP, em muitas unidades prisionais há vagas para os cursos oferecidos, a participação é facultativa, e o benefício depende do interesse do detento.

    Leandro mostrou interesse. Hoje gestor universitário, ele passou meia década na Penitenciária de Assis, no interior paulista, por tráfico de drogas. Encontrou na proposta educacional do sistema um recomeço. Durante a reclusão, foi professor de informática, mestre de cerimônias, professor de capacitação profissional e palestrante. Além de seu emprego formal, Léo encabeça, hoje, um curso de desenvolvimento profissional para pessoas que, assim como ele, procuram por uma “virada de chave”. Quem passa pela formação é orientado sobre apresentação e vocabulário apropriado para entrevistas de emprego. “É ter um cartão de visita de uma maneira que não agrida a cultura, a identidade do aluno”, reforça.

    A socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) Maiara Corrêa reforça a efetividade de ações educativas na redução da reincidência, embora saliente que o retorno ao crime não é motivado por um único fator. Em um país de cadeias superlotadas, o retorno ao sistema prisional é ainda mais sensível. “Com muita gente, há outros problemas. Surgem o desemprego, a marginalização, o estigma e, aí, a reincidência criminal”, diz Maiara.

    Outro problema das prisões brasileiras é a forte presença das facções, que cooptam presos. Essa dependência pode seguir após a liberdade.


(Lucas Thaynan, Cindy Damasceno, Bruno Ponceano, Marcos Müller, O Estado de S. Paulo, 15 de junho de 2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra em destaque na frase exerce a mesma função gramatical que a palavra destacada em: A socióloga acredita que ações educativas reduzem a reincidência no crime, embora saiba que elas não a impedem totalmente.
Alternativas
Q4000430 Português

 Leia o texto para responder à questão.



 O Brasil tem, hoje, quase 670 mil presos distribuídos em 1.563 unidades prisionais pelo País. Desses presídios, menos da metade oferece cursos profissionalizantes a detentos.

    Sul-mato-grossense de 42 anos, Leandro Oliveira, o Léo, foi um dos poucos que aprenderam uma profissão na prisão. Hoje, vive uma nova realidade. “Ali eu descobri algo que eu não sabia. Eu não sabia que tinha facilidade para ensinar. Lá dentro me tornei professor de informática. Fui professor de capacitação pessoal e profissional. Fui formado lá dentro. Lá dentro eu virei palestrante. Pessoas vieram de outros locais para, lá dentro, ouvir uma palestra minha”, e a elogiaram, afirma.

    Léo é egresso do sistema penitenciário paulista, cumpriu sua pena, e o empreendedorismo representou a chave para uma nova vida. A trajetória mostra que, além da história pessoal de superação, a ressocialização é repleta de desafios.

    A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) destina só 2% do orçamento a ações de ressocialização, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Ainda conforme a SAP, em muitas unidades prisionais há vagas para os cursos oferecidos, a participação é facultativa, e o benefício depende do interesse do detento.

    Leandro mostrou interesse. Hoje gestor universitário, ele passou meia década na Penitenciária de Assis, no interior paulista, por tráfico de drogas. Encontrou na proposta educacional do sistema um recomeço. Durante a reclusão, foi professor de informática, mestre de cerimônias, professor de capacitação profissional e palestrante. Além de seu emprego formal, Léo encabeça, hoje, um curso de desenvolvimento profissional para pessoas que, assim como ele, procuram por uma “virada de chave”. Quem passa pela formação é orientado sobre apresentação e vocabulário apropriado para entrevistas de emprego. “É ter um cartão de visita de uma maneira que não agrida a cultura, a identidade do aluno”, reforça.

    A socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) Maiara Corrêa reforça a efetividade de ações educativas na redução da reincidência, embora saliente que o retorno ao crime não é motivado por um único fator. Em um país de cadeias superlotadas, o retorno ao sistema prisional é ainda mais sensível. “Com muita gente, há outros problemas. Surgem o desemprego, a marginalização, o estigma e, aí, a reincidência criminal”, diz Maiara.

    Outro problema das prisões brasileiras é a forte presença das facções, que cooptam presos. Essa dependência pode seguir após a liberdade.


(Lucas Thaynan, Cindy Damasceno, Bruno Ponceano, Marcos Müller, O Estado de S. Paulo, 15 de junho de 2025. Adaptado)

 As vírgulas em – Pessoas vieram de outros locais para, lá dentro, ouvir uma palestra minha”... (2o parágrafo) – foram empregadas pela mesma regra que em:
Alternativas
Q4000429 Português

 Leia o texto para responder à questão.



 O Brasil tem, hoje, quase 670 mil presos distribuídos em 1.563 unidades prisionais pelo País. Desses presídios, menos da metade oferece cursos profissionalizantes a detentos.

    Sul-mato-grossense de 42 anos, Leandro Oliveira, o Léo, foi um dos poucos que aprenderam uma profissão na prisão. Hoje, vive uma nova realidade. “Ali eu descobri algo que eu não sabia. Eu não sabia que tinha facilidade para ensinar. Lá dentro me tornei professor de informática. Fui professor de capacitação pessoal e profissional. Fui formado lá dentro. Lá dentro eu virei palestrante. Pessoas vieram de outros locais para, lá dentro, ouvir uma palestra minha”, e a elogiaram, afirma.

    Léo é egresso do sistema penitenciário paulista, cumpriu sua pena, e o empreendedorismo representou a chave para uma nova vida. A trajetória mostra que, além da história pessoal de superação, a ressocialização é repleta de desafios.

    A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) destina só 2% do orçamento a ações de ressocialização, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Ainda conforme a SAP, em muitas unidades prisionais há vagas para os cursos oferecidos, a participação é facultativa, e o benefício depende do interesse do detento.

    Leandro mostrou interesse. Hoje gestor universitário, ele passou meia década na Penitenciária de Assis, no interior paulista, por tráfico de drogas. Encontrou na proposta educacional do sistema um recomeço. Durante a reclusão, foi professor de informática, mestre de cerimônias, professor de capacitação profissional e palestrante. Além de seu emprego formal, Léo encabeça, hoje, um curso de desenvolvimento profissional para pessoas que, assim como ele, procuram por uma “virada de chave”. Quem passa pela formação é orientado sobre apresentação e vocabulário apropriado para entrevistas de emprego. “É ter um cartão de visita de uma maneira que não agrida a cultura, a identidade do aluno”, reforça.

    A socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) Maiara Corrêa reforça a efetividade de ações educativas na redução da reincidência, embora saliente que o retorno ao crime não é motivado por um único fator. Em um país de cadeias superlotadas, o retorno ao sistema prisional é ainda mais sensível. “Com muita gente, há outros problemas. Surgem o desemprego, a marginalização, o estigma e, aí, a reincidência criminal”, diz Maiara.

    Outro problema das prisões brasileiras é a forte presença das facções, que cooptam presos. Essa dependência pode seguir após a liberdade.


(Lucas Thaynan, Cindy Damasceno, Bruno Ponceano, Marcos Müller, O Estado de S. Paulo, 15 de junho de 2025. Adaptado)

 Assinale a alternativa em que a frase reescrita está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q4000428 Português

 Leia o texto para responder à questão.



 O Brasil tem, hoje, quase 670 mil presos distribuídos em 1.563 unidades prisionais pelo País. Desses presídios, menos da metade oferece cursos profissionalizantes a detentos.

    Sul-mato-grossense de 42 anos, Leandro Oliveira, o Léo, foi um dos poucos que aprenderam uma profissão na prisão. Hoje, vive uma nova realidade. “Ali eu descobri algo que eu não sabia. Eu não sabia que tinha facilidade para ensinar. Lá dentro me tornei professor de informática. Fui professor de capacitação pessoal e profissional. Fui formado lá dentro. Lá dentro eu virei palestrante. Pessoas vieram de outros locais para, lá dentro, ouvir uma palestra minha”, e a elogiaram, afirma.

    Léo é egresso do sistema penitenciário paulista, cumpriu sua pena, e o empreendedorismo representou a chave para uma nova vida. A trajetória mostra que, além da história pessoal de superação, a ressocialização é repleta de desafios.

    A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) destina só 2% do orçamento a ações de ressocialização, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Ainda conforme a SAP, em muitas unidades prisionais há vagas para os cursos oferecidos, a participação é facultativa, e o benefício depende do interesse do detento.

    Leandro mostrou interesse. Hoje gestor universitário, ele passou meia década na Penitenciária de Assis, no interior paulista, por tráfico de drogas. Encontrou na proposta educacional do sistema um recomeço. Durante a reclusão, foi professor de informática, mestre de cerimônias, professor de capacitação profissional e palestrante. Além de seu emprego formal, Léo encabeça, hoje, um curso de desenvolvimento profissional para pessoas que, assim como ele, procuram por uma “virada de chave”. Quem passa pela formação é orientado sobre apresentação e vocabulário apropriado para entrevistas de emprego. “É ter um cartão de visita de uma maneira que não agrida a cultura, a identidade do aluno”, reforça.

    A socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) Maiara Corrêa reforça a efetividade de ações educativas na redução da reincidência, embora saliente que o retorno ao crime não é motivado por um único fator. Em um país de cadeias superlotadas, o retorno ao sistema prisional é ainda mais sensível. “Com muita gente, há outros problemas. Surgem o desemprego, a marginalização, o estigma e, aí, a reincidência criminal”, diz Maiara.

    Outro problema das prisões brasileiras é a forte presença das facções, que cooptam presos. Essa dependência pode seguir após a liberdade.


(Lucas Thaynan, Cindy Damasceno, Bruno Ponceano, Marcos Müller, O Estado de S. Paulo, 15 de junho de 2025. Adaptado)

 Leia as passagens:


•  A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) destina só 2% do orçamento a ações de ressocialização, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). (4o parágrafo)

•  ... Maiara Corrêa reforça a efetividade de ações educativas na redução da reincidência, embora saliente que o retorno ao crime não é motivado por um único fator. (6o parágrafo)


As palavras em destaque foram empregadas nos trechos para estabelecer, respectivamente, relação de sentido de 

Alternativas
Q4000427 Português

 Leia o texto para responder à questão.



 O Brasil tem, hoje, quase 670 mil presos distribuídos em 1.563 unidades prisionais pelo País. Desses presídios, menos da metade oferece cursos profissionalizantes a detentos.

    Sul-mato-grossense de 42 anos, Leandro Oliveira, o Léo, foi um dos poucos que aprenderam uma profissão na prisão. Hoje, vive uma nova realidade. “Ali eu descobri algo que eu não sabia. Eu não sabia que tinha facilidade para ensinar. Lá dentro me tornei professor de informática. Fui professor de capacitação pessoal e profissional. Fui formado lá dentro. Lá dentro eu virei palestrante. Pessoas vieram de outros locais para, lá dentro, ouvir uma palestra minha”, e a elogiaram, afirma.

    Léo é egresso do sistema penitenciário paulista, cumpriu sua pena, e o empreendedorismo representou a chave para uma nova vida. A trajetória mostra que, além da história pessoal de superação, a ressocialização é repleta de desafios.

    A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) destina só 2% do orçamento a ações de ressocialização, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Ainda conforme a SAP, em muitas unidades prisionais há vagas para os cursos oferecidos, a participação é facultativa, e o benefício depende do interesse do detento.

    Leandro mostrou interesse. Hoje gestor universitário, ele passou meia década na Penitenciária de Assis, no interior paulista, por tráfico de drogas. Encontrou na proposta educacional do sistema um recomeço. Durante a reclusão, foi professor de informática, mestre de cerimônias, professor de capacitação profissional e palestrante. Além de seu emprego formal, Léo encabeça, hoje, um curso de desenvolvimento profissional para pessoas que, assim como ele, procuram por uma “virada de chave”. Quem passa pela formação é orientado sobre apresentação e vocabulário apropriado para entrevistas de emprego. “É ter um cartão de visita de uma maneira que não agrida a cultura, a identidade do aluno”, reforça.

    A socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) Maiara Corrêa reforça a efetividade de ações educativas na redução da reincidência, embora saliente que o retorno ao crime não é motivado por um único fator. Em um país de cadeias superlotadas, o retorno ao sistema prisional é ainda mais sensível. “Com muita gente, há outros problemas. Surgem o desemprego, a marginalização, o estigma e, aí, a reincidência criminal”, diz Maiara.

    Outro problema das prisões brasileiras é a forte presença das facções, que cooptam presos. Essa dependência pode seguir após a liberdade.


(Lucas Thaynan, Cindy Damasceno, Bruno Ponceano, Marcos Müller, O Estado de S. Paulo, 15 de junho de 2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra destacada foi empregada em sentido figurado.
Alternativas
Q4000426 Português

 Leia o texto para responder à questão.



 O Brasil tem, hoje, quase 670 mil presos distribuídos em 1.563 unidades prisionais pelo País. Desses presídios, menos da metade oferece cursos profissionalizantes a detentos.

    Sul-mato-grossense de 42 anos, Leandro Oliveira, o Léo, foi um dos poucos que aprenderam uma profissão na prisão. Hoje, vive uma nova realidade. “Ali eu descobri algo que eu não sabia. Eu não sabia que tinha facilidade para ensinar. Lá dentro me tornei professor de informática. Fui professor de capacitação pessoal e profissional. Fui formado lá dentro. Lá dentro eu virei palestrante. Pessoas vieram de outros locais para, lá dentro, ouvir uma palestra minha”, e a elogiaram, afirma.

    Léo é egresso do sistema penitenciário paulista, cumpriu sua pena, e o empreendedorismo representou a chave para uma nova vida. A trajetória mostra que, além da história pessoal de superação, a ressocialização é repleta de desafios.

    A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) destina só 2% do orçamento a ações de ressocialização, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Ainda conforme a SAP, em muitas unidades prisionais há vagas para os cursos oferecidos, a participação é facultativa, e o benefício depende do interesse do detento.

    Leandro mostrou interesse. Hoje gestor universitário, ele passou meia década na Penitenciária de Assis, no interior paulista, por tráfico de drogas. Encontrou na proposta educacional do sistema um recomeço. Durante a reclusão, foi professor de informática, mestre de cerimônias, professor de capacitação profissional e palestrante. Além de seu emprego formal, Léo encabeça, hoje, um curso de desenvolvimento profissional para pessoas que, assim como ele, procuram por uma “virada de chave”. Quem passa pela formação é orientado sobre apresentação e vocabulário apropriado para entrevistas de emprego. “É ter um cartão de visita de uma maneira que não agrida a cultura, a identidade do aluno”, reforça.

    A socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) Maiara Corrêa reforça a efetividade de ações educativas na redução da reincidência, embora saliente que o retorno ao crime não é motivado por um único fator. Em um país de cadeias superlotadas, o retorno ao sistema prisional é ainda mais sensível. “Com muita gente, há outros problemas. Surgem o desemprego, a marginalização, o estigma e, aí, a reincidência criminal”, diz Maiara.

    Outro problema das prisões brasileiras é a forte presença das facções, que cooptam presos. Essa dependência pode seguir após a liberdade.


(Lucas Thaynan, Cindy Damasceno, Bruno Ponceano, Marcos Müller, O Estado de S. Paulo, 15 de junho de 2025. Adaptado)

De acordo com as informações textuais, é correto afirmar:
Alternativas
Q4000425 Português

 Leia o texto para responder à questão.



 O Brasil tem, hoje, quase 670 mil presos distribuídos em 1.563 unidades prisionais pelo País. Desses presídios, menos da metade oferece cursos profissionalizantes a detentos.

    Sul-mato-grossense de 42 anos, Leandro Oliveira, o Léo, foi um dos poucos que aprenderam uma profissão na prisão. Hoje, vive uma nova realidade. “Ali eu descobri algo que eu não sabia. Eu não sabia que tinha facilidade para ensinar. Lá dentro me tornei professor de informática. Fui professor de capacitação pessoal e profissional. Fui formado lá dentro. Lá dentro eu virei palestrante. Pessoas vieram de outros locais para, lá dentro, ouvir uma palestra minha”, e a elogiaram, afirma.

    Léo é egresso do sistema penitenciário paulista, cumpriu sua pena, e o empreendedorismo representou a chave para uma nova vida. A trajetória mostra que, além da história pessoal de superação, a ressocialização é repleta de desafios.

    A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) destina só 2% do orçamento a ações de ressocialização, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Ainda conforme a SAP, em muitas unidades prisionais há vagas para os cursos oferecidos, a participação é facultativa, e o benefício depende do interesse do detento.

    Leandro mostrou interesse. Hoje gestor universitário, ele passou meia década na Penitenciária de Assis, no interior paulista, por tráfico de drogas. Encontrou na proposta educacional do sistema um recomeço. Durante a reclusão, foi professor de informática, mestre de cerimônias, professor de capacitação profissional e palestrante. Além de seu emprego formal, Léo encabeça, hoje, um curso de desenvolvimento profissional para pessoas que, assim como ele, procuram por uma “virada de chave”. Quem passa pela formação é orientado sobre apresentação e vocabulário apropriado para entrevistas de emprego. “É ter um cartão de visita de uma maneira que não agrida a cultura, a identidade do aluno”, reforça.

    A socióloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) Maiara Corrêa reforça a efetividade de ações educativas na redução da reincidência, embora saliente que o retorno ao crime não é motivado por um único fator. Em um país de cadeias superlotadas, o retorno ao sistema prisional é ainda mais sensível. “Com muita gente, há outros problemas. Surgem o desemprego, a marginalização, o estigma e, aí, a reincidência criminal”, diz Maiara.

    Outro problema das prisões brasileiras é a forte presença das facções, que cooptam presos. Essa dependência pode seguir após a liberdade.


(Lucas Thaynan, Cindy Damasceno, Bruno Ponceano, Marcos Müller, O Estado de S. Paulo, 15 de junho de 2025. Adaptado)

O texto informa que
Alternativas
Q3999974 Português

TEXTO

 

ARQUEOLOGIA NA AMAZÔNIA GANHA FORÇA COM TECNOLOGIA E VERBAS

 

Por muito tempo, acreditou-se que a Amazônia não oferecia condições para o desenvolvimento de sociedades mais complexas. O calor, a umidade e a vegetação densa seriam obstáculos intransponíveis, diziam naturalistas europeus do século 19. Eles estavam errados – mas teria sido difícil acertarem com a tecnologia da época.

Civilizações antigas como os incas, os maias e os astecas usavam pedras para construir vias, casas e templos, alguns dos quais seguem de pé até hoje. Já os povos originários da Amazônia alteravam seu ambiente com movimentações de terra e o uso de madeira e palha, que se decompõem com o tempo. Por isso, era mais fácil para um desbravador antigo nas Américas encontrar um templo maia ou uma estrada inca do que vestígios de uma vila pré-colombiana no meio da Amazônia.

Isso vem mudando nos últimos anos, com uma mãozinha da tecnologia: o uso do LiDAR, um radar de pulsos de laser que consegue escanear com detalhes o solo abaixo da copa das árvores. A imagem criada pode revelar estruturas construídas pelo homem na floresta, como valas, estradas e vestígios de casas. No Brasil, o uso do LiDAR é bem recente – começou em 2024, no projeto Amazônia Revelada, que tem como meta escanear cada vez mais áreas da floresta em busca de sítios arqueológicos.

Antes, em 2015 uma pesquisa do tipo no Equador encontrou um conjunto de antigas cidades na floresta que abrigaram milhares de pessoas há cerca de 2.500 anos. Em 2019, um grupo de arqueólogos bolivianos e alemães também fez isso na Amazônia boliviana. Além do avanço tecnológico, há mais arqueólogos interessados em trabalhar na Amazônia e verbas disponíveis, como mostra a iniciativa Amazônia +10, uma aliança de fundações estaduais de fomento que apoia projetos de pesquisa de várias disciplinas na região da floresta.

Em 2022, na primeira chamada para pedidos de financiamento, os projetos de arqueologia representaram 0,65% do total de submissões e nenhum foi contemplado com verbas. Na segunda chamada, em 2024, projetos de arqueologia representaram 4,19% das submissões e receberam 18,95% da verba disponível, ou R$ 14,4 milhões.

Arqueólogos também relatam maior interesse dos povos indígenas em autorizar pesquisas em suas terras, motivados pela percepção de que o conhecimento documentado sobre seus ancestrais fortalece a defesa de seus territórios e modos de vida – sob a lei brasileira, sítios arqueológicos são protegidos como patrimônio cultural.

O projeto Amazônia Revelada escaneou na sua primeira fase com o LiDAR 1,6 mil km² de floresta, área equivalente à da cidade de São Paulo, e localizou diversos sítios arqueológicos, incluindo um conjunto no sul do Amazonas. Esses sítios são caracterizados por geoglifos, formados por valas ou montículos de grandes dimensões, e outros indícios confirmados no local, como a presença de terra preta, um solo rico em nutrientes criado por indígenas que viveram na floresta há milhares de anos.

Os voos da segunda fase do projeto, que cobrirá uma extensão muito maior, começam em abril de 2026. À frente da iniciativa está Eduardo Góes Neves, professor e diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Ele considera que o impacto do LiDAR na arqueologia é comparável ao da datação por carbono-14, desenvolvida na década de 1940. “Ele permite que enxerguemos sítios arqueológicos abaixo da copa das árvores. E por meio das imagens conseguimos ter acesso a locais muito difíceis de se chegar”, diz.

Neves avalia que o uso da tecnologia na Amazônia brasileira chegou mais tarde que na Bolívia ou no Equador devido, entre outros motivos, à imensidão da floresta no território do país “A logística é mais difícil, em Quito ou Santa Cruz de La Sierra você pega um aviãozinho e em meia hora está na Amazônia. No Brasil, a escala é muito maior”, diz. Ele enfatiza que o maior interesse por arqueologia na Amazônia também está associado à consolidação de programas de pós-graduação nos últimos 25 anos – “que geraram doutores que hoje são professores e estão orientando mais gente fazendo pesquisa”.

Secretário-executivo da iniciativa Amazônia+10, Rafael Andery considera que o LiDAR “mudou o jogo” das pesquisas arqueológicas na Amazônia, já que a logística para fazer trabalhos de campo nos confins da floresta é complexa. “É muito caro custear uma pesquisa, especialmente se ela for feita longe dos grandes centros, das vias de transporte, das hidrovias. E muitas das descobertas que temos visto na Amazônia em termos de arqueologia são justamente em territórios menos acessíveis”, afirma.

Entre os projetos de arqueologia apoiados pela Amazônia+10, estão um para mapear a herança biocultural e desenvolver esforços de etnoconservação na região entre os rios Xingu e Tapajós, e outro para criar um inventário dos sítios arqueológicos de Roraima – estado muito pouco estudado “onde tudo quase é novidade”, diz Andery.

Na Amazônia boliviana, um projeto pioneiro conduzido por pesquisadores do Instituto Alemão de Arqueologia, da Universidade de Bonn e da Universidade de Exeter com o uso de LiDAR encontrou resquícios de centenas de povoados ocupados entre os séculos 6 e 15, que compunham uma estrutura urbana de baixa densidade populacional criada pelo povo casarabe, similar à dos maias.

Outro projeto da Universidade de Bonn, que teve a cooperação de três universidades brasileiras (UFAM, UFOPA e UFSC), estudou o modo de vida e os elementos arqueológicos de quatro povos amazônicos: os tacana, tsimane e mosetén na Bolívia e os waiwai no Brasil.

Carla Jaimes Betancourt, coordenadora do projeto e professora do departamento de Antropologia das Américas da Universidade de Bonn, considera que estudar vestígios de povoados antigos é especialmente relevante para a garantia de direitos dos indígenas contemporâneos.

Os quatro povos estudados na sua pesquisa foram consultados previamente e participaram como protagonistas do debate e conceituação de seus territórios e heranças culturais. No projeto Amazônia Revelada, de Eduardo Neves, os povos indígenas também foram consultados se autorizavam o sobrevoo e escaneamento de seus territórios.

Betancourt considera que esses três fatores estão por trás do interesse crescente por arqueologia na região da floresta: resistência dos povos indígenas a ameaças à Amazônia, formação recente de muitos arqueólogos dedicados ao tema e a tecnologia do LiDAR. Os achados recentes na Amazônia “têm a ver com a ideia de que o passado não está desconectado do presente, no qual os povos amazônicos lutam por seus territórios, ligados à sua história”, diz. “A arqueologia tem um papel importante para demonstrar que não são territórios vazios, que têm um passado muito profundo, um legado dos povos indígenas.”

 

Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/arqueologia-na-amazônia-ganha-força-com-tecnologia-e-mais-verbas/a76280184>. Adaptado. Acesso em: 27 de março de 2026.

Assinale a alternativa que destaca CORRETAMENTE uma locução conjuntiva.
Alternativas
Respostas
2661: B
2662: A
2663: E
2664: C
2665: C
2666: C
2667: A
2668: A
2669: E
2670: C
2671: E
2672: D
2673: B
2674: A
2675: E
2676: B
2677: C
2678: D
2679: C
2680: A