Questões de Concurso
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Texto para responder à questão.
A ergologia centra-se nos saberes construídos e nas competências desenvolvidas pelos trabalhadores no decorrer da atividade de trabalho, em relação com as normas que procuram antecipar o trabalho. A abordagem ergológica do trabalho toma como ponto de partida a distinção entre trabalho prescrito e trabalho real, inicialmente proposta pela ergonomia da atividade, para aprofundar a compreensão sobre os saberes construídos e as competências desenvolvidas pelos trabalhadores durante sua atividade de trabalho. Na ergologia, o trabalho é tomado como atividade enigmática, portanto, complexa, situada historicamente e singular, impossível de ser completamente prevista/prescrita e que é desvelada somente parcialmente a partir de uma aproximação da atividade de trabalho.
Dentro desse escopo, considerar a singularidade da atividade de trabalho implica reconhecer que esse jamais é realizado da mesma maneira, seja por trabalhadores distintos que ocupam o mesmo posto de trabalho, seja pelo mesmo trabalhador no cotidiano da atividade. Assim sendo, sob essa ótica, toda situação de trabalho é sempre singular e imprevisível e sua análise requer compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, as normas, os meios etc.
Uma das questões centrais para o entendimento da concepção socioantropológica é que esta está ancorada no referencial da cultura surda, ou seja, considera as diferentes formas de apreensão das informações e experimentação do mundo. Em geral, o termo cultura nos remete a um conjunto de práticas simbólicas de um determinado grupo. A cultura surda faz referência ao uso da língua de sinais, às estratégias sociais e aos mecanismos compensatórios que os surdos realizam para agir no mundo, tais como o despertador que vibra, a campainha que aciona a luz, o uso de mensagens visuais e de texto, a educação bilíngue […]
SOLEMAN, Carla. BOUSQUAT, Aylene. Políticas de saúde e concepções de surdez e de deficiência auditiva no SUS: um monólogo? Cad. Saúde Pública. 2021.
O Decreto Lei n° 5.626, de 2005, garante o direito à saúde de pessoas surdas ou com deficiência auditiva nas redes do Sistema Único de Saúde (SUS). A formação de equipes multiprofissionais de atendimento ao surdo necessita de
O Programa Academia da Saúde (PAS), instituído em 2011, é uma das estratégias para o fortalecimento de ações de promoção da saúde na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS). O PAS foi criado a partir de experiências municipais de promoção das práticas corporais e atividades físicas (PCAF) e tem como base conceitual os princípios e as diretrizes do SUS e das Políticas Nacionais de Atenção Básica (PNAB) e de Promoção da Saúde (PNPS).
CARVALHO, Fabio Fortunato Brasil de. PARREIRA, Fernanda Ramos. BOCALINI, Danilo Sales. VIEIRA, Leonardo Araújo. Os desafios para a promoção da saúde no SUS: análise do financiamento federal de custeio do Programa Academia da Saúde de 2021 a 2024. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 2025; 47: e20250006. p. 2.
A trajetória histórica de um dos programas para promoção da saúde é apontada, nesta concepção, com a implantação de
A experiência humana, no seu sentido antropológico, é uma totalidade biopsicossocial, na medida em que a maturação neurológica (fator biológico) representa o resultado da dialética da quantidade e da qualidade de estimulação proporcionada pelo adulto socializado, que também, por esse fato, é portador de valores culturais (fator sociológico). A edificação de uma personalidade, neste caso a da criança (fator psicológico), resulta da interação entre o potencial hereditário e o meio, entre fatores endógenos e fatores exógenos, entre a atividade bioquímica e bioelétrica do cérebro e aprendizagem social, ou seja, tudo o que permite a apropriação dos valores […]
FONSECA, Vitor da. MENDES, Nelson. Escola, escola, quem és tú? Porto Alegre: Artes Médicas. 1987. p. 278.
A partir das postulações da aprendizagem humana e as suas redes de relações de desenvolvimento, os fatores motor e cognitivo estão relacionados
Finalmente, um diálogo com o próprio campo da Educação Física, especialmente os setores mais corporativos, que precisa “escutar” a demanda do Sistema de Saúde para refletir sobre os referenciais teóricos utilizados especialmente na formação inicial, para estabelecer diálogo efetivo com a saúde coletiva. Em tempos de incentivos a Programas que têm relação com as Práticas Corporais/ Atividade Física no âmbito da Atenção Básica, como exemplo o Programa Academia da Saúde, lançado em 2011 pelo Ministério da Saúde, é preciso colocar o entendimento das dinâmicas do cuidado em saúde […]
BUENO, Alessandra Xavier. A educação física na saúde: reflexões acerca do fazer da profissão no SUS. IN WACHS, Felipe. ALMEIDA, Ueberson Ribeiro. BRANDÃO, Fabiana F. de Freitas. Educação Física e Saúde Coletiva Cenários, experiências e artefatos culturais. Porto Alegre: Rede UNIDA, 2016. p. 164.
Ao reconhecer a demanda pela saúde do trabalhador, os órgãos governamentais e os instrumentos de avaliação e controle da qualidade do serviço prestado à população indicam fatores que corroboram com objetivos situados acima de interesses corporativos. Para tanto, no que se refere às competências e habilidades, torna-se necessária a observância atenta às demandas que o Sistema Único de Saúde trará aos profissionais e às equipes envolvidas em
Transformada pelo trabalho humano, a natureza, torna-se espaço geográfico. Esse processo de transformação não ocorre de maneira uniforme, mas sim através da inserção de objetos técnicos (estradas, hidrelétricas, cidades, plantações) que alteram a paisagem e as dinâmicas naturais para atender a interesses sociais e econômicos específicos de cada período histórico.
Sob a perspectiva da Geografia, a relação entre sociedade e natureza na produção do espaço geográfico é definida pela
Texto para responder à questão.
Há uma sensação difusa no mundo contemporâneo que atravessa gerações, profissões e culturas: o futuro chega cada vez mais rápido. Tecnologias surgem, substituem-se e desaparecem em intervalos cada vez menores. Aplicativos envelhecem em poucos meses, linguagens digitais mudam a cada atualização e profissões inteiras são redefinidas pela automação e pela inteligência artificial. Nesse contexto acelerado, uma frase simples parece-me condensar uma experiência coletiva: o futuro chegou e parece que foi ontem.
Essa percepção costuma ser associada às pessoas mais velhas, como se o espanto diante da rapidez das mudanças fosse um privilégio da idade. Mas talvez essa seja uma leitura incompleta. A sensação de descompasso temporal tornou-se uma condição generalizada. Também os jovens vivem hoje sob o risco permanente da obsolescência: aprendem ferramentas que podem desaparecer em poucos anos, constroem identidades profissionais em ambientes tecnológicos instáveis e experimentam a pressão constante da atualização.
Disponível em: <https://jornal.usp.br/articulistas/paulo-nassar/o-velho-e-o-mar/> Acesso em: 20 mar. 2026.
Texto para responder à questão.
Há uma sensação difusa no mundo contemporâneo que atravessa gerações, profissões e culturas: o futuro chega cada vez mais rápido. Tecnologias surgem, substituem-se e desaparecem em intervalos cada vez menores. Aplicativos envelhecem em poucos meses, linguagens digitais mudam a cada atualização e profissões inteiras são redefinidas pela automação e pela inteligência artificial. Nesse contexto acelerado, uma frase simples parece-me condensar uma experiência coletiva: o futuro chegou e parece que foi ontem.
Essa percepção costuma ser associada às pessoas mais velhas, como se o espanto diante da rapidez das mudanças fosse um privilégio da idade. Mas talvez essa seja uma leitura incompleta. A sensação de descompasso temporal tornou-se uma condição generalizada. Também os jovens vivem hoje sob o risco permanente da obsolescência: aprendem ferramentas que podem desaparecer em poucos anos, constroem identidades profissionais em ambientes tecnológicos instáveis e experimentam a pressão constante da atualização.
Disponível em: <https://jornal.usp.br/articulistas/paulo-nassar/o-velho-e-o-mar/> Acesso em: 20 mar. 2026.
Texto para responder à questão.
Há uma sensação difusa no mundo contemporâneo que atravessa gerações, profissões e culturas: o futuro chega cada vez mais rápido. Tecnologias surgem, substituem-se e desaparecem em intervalos cada vez menores. Aplicativos envelhecem em poucos meses, linguagens digitais mudam a cada atualização e profissões inteiras são redefinidas pela automação e pela inteligência artificial. Nesse contexto acelerado, uma frase simples parece-me condensar uma experiência coletiva: o futuro chegou e parece que foi ontem.
Essa percepção costuma ser associada às pessoas mais velhas, como se o espanto diante da rapidez das mudanças fosse um privilégio da idade. Mas talvez essa seja uma leitura incompleta. A sensação de descompasso temporal tornou-se uma condição generalizada. Também os jovens vivem hoje sob o risco permanente da obsolescência: aprendem ferramentas que podem desaparecer em poucos anos, constroem identidades profissionais em ambientes tecnológicos instáveis e experimentam a pressão constante da atualização.
Disponível em: <https://jornal.usp.br/articulistas/paulo-nassar/o-velho-e-o-mar/> Acesso em: 20 mar. 2026.
Texto para responder à questão.
Há uma sensação difusa no mundo contemporâneo que atravessa gerações, profissões e culturas: o futuro chega cada vez mais rápido. Tecnologias surgem, substituem-se e desaparecem em intervalos cada vez menores. Aplicativos envelhecem em poucos meses, linguagens digitais mudam a cada atualização e profissões inteiras são redefinidas pela automação e pela inteligência artificial. Nesse contexto acelerado, uma frase simples parece-me condensar uma experiência coletiva: o futuro chegou e parece que foi ontem.
Essa percepção costuma ser associada às pessoas mais velhas, como se o espanto diante da rapidez das mudanças fosse um privilégio da idade. Mas talvez essa seja uma leitura incompleta. A sensação de descompasso temporal tornou-se uma condição generalizada. Também os jovens vivem hoje sob o risco permanente da obsolescência: aprendem ferramentas que podem desaparecer em poucos anos, constroem identidades profissionais em ambientes tecnológicos instáveis e experimentam a pressão constante da atualização.
Disponível em: <https://jornal.usp.br/articulistas/paulo-nassar/o-velho-e-o-mar/> Acesso em: 20 mar. 2026.
Texto para responder à questão.
De acordo com a classificação Nova, alimentos ultraprocessados são definidos como formulações industriais resultantes de uma sequência de processos, incluindo fracionamento de alimentos inteiros em substâncias, modificação e/ou recombinação dessas substâncias, bem como uso de aditivos cosméticos e embalagens atrativas. Esses produtos são altamente duráveis, rentáveis por utilizarem ingredientes de baixo custo, prontos para o consumo, hiperpalatáveis e com potencial para substituir todos os outros grupos de alimentos. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados tem sido associado a uma deterioração geral da qualidade nutricional das dietas, uma vez que está diretamente ligado ao consumo em excesso de energia e ao aumento do consumo de açúcares livres, gorduras totais e gorduras saturadas e diminução do do consumo de fibras, proteínas e vitaminas.
Disponível em: <https://rsp.fsp.usp.br/wp-content/uploads/articles_xml/1518-8787-rsp-59-00e5-TCsyf/1518-8787-rsp-59-00e5-TCsyf-pt.pdf>. Acesso em 17 mar. 2026.
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De acordo com a classificação Nova, alimentos ultraprocessados são definidos como formulações industriais resultantes de uma sequência de processos, incluindo fracionamento de alimentos inteiros em substâncias, modificação e/ou recombinação dessas substâncias, bem como uso de aditivos cosméticos e embalagens atrativas. Esses produtos são altamente duráveis, rentáveis por utilizarem ingredientes de baixo custo, prontos para o consumo, hiperpalatáveis e com potencial para substituir todos os outros grupos de alimentos. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados tem sido associado a uma deterioração geral da qualidade nutricional das dietas, uma vez que está diretamente ligado ao consumo em excesso de energia e ao aumento do consumo de açúcares livres, gorduras totais e gorduras saturadas e diminução do do consumo de fibras, proteínas e vitaminas.
Disponível em: <https://rsp.fsp.usp.br/wp-content/uploads/articles_xml/1518-8787-rsp-59-00e5-TCsyf/1518-8787-rsp-59-00e5-TCsyf-pt.pdf>. Acesso em 17 mar. 2026.