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Q4145718 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que roupas estão tão caras na Argentina


Em lojas nos Estados Unidos e no Chile, muitos argentinos aproveitam viagens para comprar roupas mais baratas do que as vendidas na Argentina. Antes de viajar, muitos já se organizam financeiramente para trazer peças do exterior. Enquanto isso, quem permanece no país prolonga o uso das roupas, recorre a brechós ou parcela compras com juros elevados.


Segundo dados oficiais, a Argentina possui as roupas mais caras da região. Uma camiseta de marca internacional chegou a custar quase o dobro do preço praticado no Brasil antes da redução das tarifas de importação adotada pelo governo.


Embora haja consenso de que os preços estão elevados, não existe acordo sobre a solução. O setor têxtil defende redução de impostos e proteção à produção nacional, enquanto o governo aposta na abertura econômica e no aumento das importações.


Empresários afirmam que mais da metade do preço final corresponde a impostos. Entre eles estão tributos sobre consumo, movimentações bancárias, pagamentos com cartão e custos financeiros do parcelamento, muito utilizado no país.


Segundo representantes do setor, roupas produzidas na Argentina poderiam custar até trinta por cento menos se fossem vendidas em países vizinhos. Nos últimos meses, houve queda nas vendas, fechamento de mais de mil lojas e perda de milhares de empregos formais na indústria têxtil.


O governo rejeita a ideia de destruição de empregos e afirma que ocorre apenas uma migração da força de trabalho para setores mais competitivos.


Especialistas também atribuem os altos preços às antigas barreiras às importações. Antes das mudanças recentes, roupas estrangeiras enfrentavam tarifas elevadas para entrar no país, protegendo a indústria local da concorrência externa.


O governo atual afirma que esse modelo favorecia empresários sem estimular competição real. Por isso, reduziu tarifas de importação, facilitou compras internacionais pela internet e eliminou exigências burocráticas para entrada de produtos estrangeiros.


 As mudanças afetaram diretamente a indústria local. Embora os preços das roupas tenham subido menos do que a inflação geral, a produção nacional caiu de forma significativa. Empresários afirmam que a abertura econômica, combinada aos altos impostos e à queda do consumo, reduziu a competitividade da indústria argentina diante de produtos importados, principalmente os chineses.


O presidente argentino defende que o país deve concentrar esforços nos setores em que possui maior capacidade competitiva e afirma que a indústria têxtil precisa investir mais em inovação e design.


Representantes do setor criticam essa visão e consideram injusta a comparação direta com a indústria chinesa, devido às diferenças de custos.


Economistas reconhecem que a abertura econômica traz benefícios no longo prazo, mas alertam que a velocidade das mudanças prejudica empresas que precisariam de mais tempo para adaptação.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyp1e0nl5lo.adaptado.

Segundo representantes do setor, roupas produzidas na Argentina "poderiam" custar até trinta por cento menos se "fossem" vendidas em países vizinhos.


Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:

Alternativas
Q4145697 Português
O que devemos fazer com o lixo considerado reciclável (papeis, plásticos, vidros e metais)?
Alternativas
Q4145687 Português
Existem alimentos processados, semiprocessados e “in natura”. Entre as alternativas, assinale aquela que indica somente alimentos “in natura”: 
Alternativas
Q4145677 Português
O bom profissional que cozinha não desperdiça alimentos. Usa de criatividade, por exemplo, com o arroz que não foi consumido, prepara arroz de forno ou risotos. Nesse caso, o cozinheiro: 
Alternativas
Q4145227 Literatura
A construção de identidades locais pode envolver a apropriação de representações literárias que, embora originalmente produzidas no campo artístico, passam a ser ressignificadas como elementos simbólicos de pertencimento territorial. No caso de Ipu, no Ceará, o hino municipal faz referência a um personagem cuja imagem literária foi associada à região. Considerando esse contexto, examine as afirmativas a seguir e assinale a correta. 
Alternativas
Q4145222 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa sistematizou o uso do hífen em palavras formadas por derivação prefixal, como ocorre em “sul-americana”. Considerando as regras de ortografia oficial vigentes, assinale a alternativa em que as palavras destacadas estão grafadas adequadamente.
Alternativas
Q4145221 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A linguagem pode ser empregada em sentido denotativo (próprio, literal) ou conotativo (figurado, simbólico). No texto, o autor transita entre esses dois níveis para construir sua crítica sobre o impacto da tecnologia no futebol. Sabendo disso, identifique a alternativa em que o período retirado do texto apresenta todas as palavras empregadas em seu sentido próprio (denotativo).
Alternativas
Q4145220 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A seleção vocabular de um texto é determinante para o estabelecimento de seu tom e de seu rigor semântico. No texto, o autor utiliza termos que conferem precisão à crítica sobre o comportamento do torcedor brasileiro. Considerando o sentido e a relação de sinonímia e antonímia das palavras no contexto em que ocorrem, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4145219 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A regência trata das relações de dependência que as palavras estabelecem entre si, observando-se, especialmente, o emprego ou a ausência de preposições exigidas por verbos ou nomes. Com base na norma culta, assinale a alternativa que apresenta a regência correta. 
Alternativas
Q4145218 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A concordância nominal estabelece a relação de gênero e número entre o substantivo e os termos que o acompanham (artigos, adjetivos, numerais e pronomes). Sabendo disso, marque a alternativa em que esta concordância atende à norma culta da língua portuguesa.
Alternativas
Q4145217 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A concordância verbal é a norma gramatical que estabelece a harmonia entre o verbo e o seu respectivo sujeito. Sabendo disso, e atento à gramática da norma-padrão da língua portuguesa, indique a alternativa em que a concordância verbal se encontra correta.
Alternativas
Q4145216 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A colocação dos pronomes átonos no texto segue as prescrições da norma culta, que admite variações conforme a natureza dos termos adjacentes e a estrutura das locuções verbais. Sabendo disso, analise as propostas de reescrita e os trechos originais e assinale a alternativa em que a explicação está correta e a colocação pronominal respeita estritamente a gramática normativa.
Alternativas
Q4145215 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A substituição da voz ativa pela voz passiva é um recurso sintático que permite alterar o foco do enunciado sem, contudo, comprometer o sentido original do texto. Considerando os mecanismos de flexão e as regras de equivalência entre as vozes verbais, assinale a alternativa em que a reescrita do trecho indicado está correta e não altera o sentido original.
Alternativas
Q4145214 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
Os conectivos desempenham um papel crucial na coesão textual, estabelecendo relações lógicas e semânticas entre as ideias apresentadas pelo autor. No texto, o emprego das conjunções e preposições fundamenta a progressão do raciocínio. Com base na norma culta, assinale a alternativa que descreve corretamente a função do conectivo destacado.
Alternativas
Q4145213 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
A articulação das ideias no texto depende diretamente do manejo adequado dos pronomes e das formas verbais, que assegurem a continuidade do sentido e a precisão temporal. Com base na norma culta da língua portuguesa, marque a alternativa correta.
Alternativas
Q4145212 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
O emprego de substantivos, adjetivos e advérbios no texto é fundamental para a caracterização do cenário esportivo e para a expressão da subjetividade do autor. Muitas vezes, a mesma palavra, em textos diferentes, pode exercer a função de substantivo, adjetivo ou advérbio. Sabendo disso, indique a alternativa em que a análise da classe de palavra a que pertence o termo em destaque, tal como foi utilizado no texto, está correta.
Alternativas
Q4145210 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
Considerando as normas vigentes na norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que apresenta a justificativa correta para o acento da palavra selecionada.
Alternativas
Q4145209 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
Ao discutir a implementação de tecnologias de arbitragem no futebol sul-americano, o autor apresenta, no sexto parágrafo, uma perspectiva sobre o futuro das polêmicas esportivas. Segundo o ponto de vista defendido pelo cronista, a relação entre a inteligência artificial e o esporte é caracterizada pela:
Alternativas
Q4145208 Português
200 milhões de Arnaldos


    No idílico passado, éramos 100 milhões de técnicos de futebol com absoluta certeza de que um jumento categórico comandava a Seleção Brasileira. E muitos outros burros menores se espalhavam no comando de nossos times – todos absolutamente ineptos. Nós, e apenas nós, sabíamos o que devia ser feito naquele gramado onde 22 indivíduos perseguiam uma esfera de couro.


    A esfera deixou de ser couro, e esse tempo passou. Hoje somos 200 milhões e continuamos treinando... mas nossa principal função mudou. Agora somos 200 milhões de árbitros, ou melhor, 200 milhões de VARs... senhores de realidades definitivas em cada mínimo lance. Temos plena convicção de que todos os juízes são horrorosos e nossa interpretação – que casualmente favorece sempre nosso time – é a correta.


    Assim o futebol ilustra e explica nossa rasteira humanidade - nosso neandertal íntimo que disfarçamos com a razão. Penso, logo existo, escreveu Descartes. Apito, logo influo, diria nosso Arnaldo profundo. Afinal somos todos Arnaldos, 200 milhões de Arnaldos Cézares, apitando em todas as direções nas redes sociais e nos grupos de discussão.


    Toda semana é um manancial de exemplos. Nesta tivemos um caso curioso –a lupa da América do Sul observando que, na partida entre Cusco e Flamengo, o árbitro de vídeo anotou impedimento a partir de uma marcação num cotovelo pixelado. Absurdo! Armação! Pensem em quão surreal é esse debate. Um cotovelo pixelado. A imperfeição humana, por graça divina, sobrevive à tecnologia.


    Em breve teremos o automático (já temos o semi nas europas da vida). Mas, na Libertadores e nas competições raiz da Conmebol, esse futuro vai demorar. Instalar equipamentos de último tipo requer estádios com um mínimo de infraestrutura. E a América do Sul convive com sua cota de pulgueiros, poleiros e arenas do século passado.


    Há quem diga que o inevitável casamento entre inteligência artificial e lei do impedimento sepultará grande parte das polêmicas. E uma visão ingênua – que subestima a capacidade humana de procurar (e encontrar) cabelo em ovo. O VAR reduziu muito a quantidade de erros nos jogos. Mas, ironicamente, temos a impressão de que se erra muito mais.


    Vemos mais o jogo. Logo, percebemos sutilezas nunca dantes imaginadas. O cotovelo pixelado poderia ser título de quadro surrealista. No GJV, famoso grupo de jornalistas de idade avançada em que essa coluna é gestada, temos inclusive um facilitador: a fantástica fábrica de GIFs. Tão logo um lance polêmico ocorre... ele já chega empacotado e reduzido para o exame dos árbitros de ocasião. A imagem é dissecada como um cadáver, e os patologistas divergem. Foi pênalti? Não foi! Vermelho? No máximo amarelo!


    Ai de ti, jornalista, que no passado crucificava o comentarista de arbitragem –dizendo que ele era como um juiz do STF e errava por último. Agora até os PCs e Sálvios perderam essa instância derradeira. Nós ganhamos. Agora somos nós que erramos por último. Em cada coletivo ecoa o Supremo Tribunal Arbitral de cada lance. É ali que erramos, erramos rude, erramos com fé. Erramos com a santa convicção de que estamos certos.


Jornal O Globo - 11/04/2026
Nos três primeiros parágrafos do texto, o autor estabelece uma comparação entre a atitude dos brasileiros no passado e o comportamento observado na atualidade. De acordo com a argumentação apresentada nesse trecho, a principal mudança na postura da população em relação ao futebol reside na:
Alternativas
Q4145206 Português
Em muitas profissões é exigida que informações sensíveis sejam mantidas em sigilo e na profissão de vigia não é diferente. Sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Respostas
2361: D
2362: B
2363: E
2364: D
2365: C
2366: C
2367: B
2368: A
2369: D
2370: C
2371: A
2372: D
2373: A
2374: B
2375: C
2376: D
2377: A
2378: B
2379: D
2380: D