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Q2729528 Português

Capital de um império


Ao desembarcar no Rio de Janeiro, em 7 de mar-

ço de 1808, Dom João e sua corte encontraram uma

cidade pequena, de apenas 60 mil habitantes, com-

pletamente despreparada para receber tantos e tão

05 ilustres moradores. Algo entre 10 mil e 15 mil portu-

gueses, acostumados ao conforto da Europa, inva-

diram o Rio de repente. O ineditismo da situação ia

muito além do caos instaurado na cidade. Pela pri-

meira vez na história, uma família real européia pu-

10 nha os pés na América. Estava em curso uma trans-

ferência de poder sem precedentes: a mudança de

toda a corte portuguesa, por tempo indeterminado,

de Lisboa para a Baía de Guanabara.

A importância histórica dos acontecimentos não

15 livrou Dom João de enfrentar problemas aparente-

mente menores, mas bem difíceis de contornar. O

primeiro e mais prático de todos: simplesmente não

havia moradia para toda aquela gente nova no Rio de

Janeiro. Por mais que estivessem num cenário des-

20 lumbrante, cercadas de mar, montanhas e muito

verde, as casinhas daquela época eram humildes

em sua maioria. O jeito foi desalojar as famílias que

ocupavam as melhores residências, para que, em seu

lugar, fossem acomodados os imigrantes da corte.

25 De um dia para o outro, a cidade ganhou uma

importância inesperada, transformando-se na capi-

tal do império português. Para muitos historiadores,

esse foi o marco inicial dos eventos que forjaram as

instituições, a cultura e a política brasileiras.

30 À medida que a cidade crescia, mais problemas

iam surgindo. Crises no abastecimento de água, por

exemplo, aos poucos foram debeladas com a cons-

trução de dezenas de bicas e chafarizes. A explo-

são demográfica não se restringiu à chegada da cor-

35 te. Com a abertura dos portos brasileiros, em 1808,

um número incalculável de estrangeiros começou a

freqüentar o Rio. A nova capital, naquele início de

século 19, transformou-se a toque de caixa na cida-

de mais cosmopolita de todo o continente.

40 Eram tantos ingleses mudando-se para cá que

lhes foi concedido o direito a um cemitério e uma

igreja só para eles. Italianos influenciavam a

gastronomia. Até chineses vieram do outro lado do

mundo, para introduzir o plantio de folhas de chá no

50 recém-criado Horto Real – mais tarde transformado

no Jardim Botânico. Em pouco tempo, bibliotecas,

teatros, escolas e hospitais foram erguidos, ruas e

estradas foram abertas, igrejas foram reformadas. O

Rio de Janeiro crescia freneticamente, para fazer justi-

ça à condição de capital de um império ultramarino.


RIBEIRO, Flávia. 1808 – 2008: 200 anos da família real no Brasil.

Aventuras na História, São Paulo: Editora Abril, 2008 (adaptado)

Em “de apenas 60 mil habitantes” (L.3 ), a palavra em destaque denota:

Alternativas
Q2729527 Português

Capital de um império


Ao desembarcar no Rio de Janeiro, em 7 de mar-

ço de 1808, Dom João e sua corte encontraram uma

cidade pequena, de apenas 60 mil habitantes, com-

pletamente despreparada para receber tantos e tão

05 ilustres moradores. Algo entre 10 mil e 15 mil portu-

gueses, acostumados ao conforto da Europa, inva-

diram o Rio de repente. O ineditismo da situação ia

muito além do caos instaurado na cidade. Pela pri-

meira vez na história, uma família real européia pu-

10 nha os pés na América. Estava em curso uma trans-

ferência de poder sem precedentes: a mudança de

toda a corte portuguesa, por tempo indeterminado,

de Lisboa para a Baía de Guanabara.

A importância histórica dos acontecimentos não

15 livrou Dom João de enfrentar problemas aparente-

mente menores, mas bem difíceis de contornar. O

primeiro e mais prático de todos: simplesmente não

havia moradia para toda aquela gente nova no Rio de

Janeiro. Por mais que estivessem num cenário des-

20 lumbrante, cercadas de mar, montanhas e muito

verde, as casinhas daquela época eram humildes

em sua maioria. O jeito foi desalojar as famílias que

ocupavam as melhores residências, para que, em seu

lugar, fossem acomodados os imigrantes da corte.

25 De um dia para o outro, a cidade ganhou uma

importância inesperada, transformando-se na capi-

tal do império português. Para muitos historiadores,

esse foi o marco inicial dos eventos que forjaram as

instituições, a cultura e a política brasileiras.

30 À medida que a cidade crescia, mais problemas

iam surgindo. Crises no abastecimento de água, por

exemplo, aos poucos foram debeladas com a cons-

trução de dezenas de bicas e chafarizes. A explo-

são demográfica não se restringiu à chegada da cor-

35 te. Com a abertura dos portos brasileiros, em 1808,

um número incalculável de estrangeiros começou a

freqüentar o Rio. A nova capital, naquele início de

século 19, transformou-se a toque de caixa na cida-

de mais cosmopolita de todo o continente.

40 Eram tantos ingleses mudando-se para cá que

lhes foi concedido o direito a um cemitério e uma

igreja só para eles. Italianos influenciavam a

gastronomia. Até chineses vieram do outro lado do

mundo, para introduzir o plantio de folhas de chá no

50 recém-criado Horto Real – mais tarde transformado

no Jardim Botânico. Em pouco tempo, bibliotecas,

teatros, escolas e hospitais foram erguidos, ruas e

estradas foram abertas, igrejas foram reformadas. O

Rio de Janeiro crescia freneticamente, para fazer justi-

ça à condição de capital de um império ultramarino.


RIBEIRO, Flávia. 1808 – 2008: 200 anos da família real no Brasil.

Aventuras na História, São Paulo: Editora Abril, 2008 (adaptado)

No fragmento “Ao desembarcar no Rio de Janeiro, em 7 de março de 1808, Dom João e sua corte encontraram uma cidade pequena” (L.1 – 3), o autor empregou o infinitivo para indicar uma ação:

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Ano: 2008 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Foz do Iguaçu - PR
Q1237908 Português
A carteira
... De repente, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe disse rindo: 
- Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez. - É verdade, concordou Honório envergonhado.
Para avaliar a oportunidade desta carteira, é preciso saber que Honório tem de pagar amanhã uma dívida, quatrocentos e tantos mil-réis, e a carteira trazia o bojo recheado. A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório, que advoga; mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as circunstâncias, e as dele não podiam ser piores. Gastos de família excessivos, a princípio por servir a parentes, e depois por agradar à mulher, que vivia aborrecida da solidão; baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta coisa mais, que não havia remédio senão ir descontando o futuro. Endividou-se. Começou pelas contas de lojas e armazéns; passou aos empréstimos, duzentos a um, trezentos a outro, quinhentos a outro, e tudo a crescer, e os bailes a darem-se, e os jantares a comerem-se, um turbilhão perpétuo, uma voragem.
- Tu agora vais bem, não? dizia-lhe ultimamente o Gustavo C..., advogado e familiar da casa. - Agora vou, mentiu o Honório.
A verdade é que ia mal. Poucas causas, de pequena monta, e constituintes remissos; por desgraça perdera ultimamente um processo, em que fundara grandes esperanças. Não só recebeu pouco, mas até parece que ele lhe tirou alguma cousa à reputação jurídica; em todo caso, andavam mofinas nos jornais.
D. Amélia não sabia nada; ele não contava nada à mulher, bons ou maus negócios. Não contava nada a ninguém. Fingia-se tão alegre como se nadasse em um mar de prosperidades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele, dizia uma ou duas pilhérias, ele respondia com três e quatro; e depois ia ouvir os trechos de música alemã, que D. Amélia tocava muito bem ao piano, e que o Gustavo escutava com indizível prazer, ou jogavam cartas, ou simplesmente falavam de política.
Um dia, a mulher foi achá-lo dando muitos beijos à filha, criança de quatro anos, e viu-lhe os olhos molhados; ficou espantada, e perguntou-lhe o que era. 
- Nada, nada.
Compreende-se que era o medo do futuro e o horror da miséria. Mas as esperanças voltavam com facilidade. A ideia de que os dias melhores tinham de vir dava-lhe conforto para a luta. Estava com, trinta e quatro anos; era o princípio da carreira: todos os princípios são difíceis. E toca a trabalhar, a esperar, a gastar, pedir fiado ou: emprestado, para pagar mal, e a más horas. (...) 
(ASSIS, Machado de. Outros contos. Obra completa, v.2. Rio de Janeiro:José Aguilar, 1962, p.961-963, fragmento.)
O título dado ao texto “A carteira”, trata do(a):
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Q2963145 Arquitetura de Software

O princípio fundamental dos bancos de dados distribuídos conduz, entre outros, aos objetivos de independência, relacionada diretamente aos dados, de

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Q2963139 Noções de Informática

Um padrão de segurança 802.11i definido pelo IEEE é identificado pelo acrônimo

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Q2963121 Arquitetura de Software

Sobre segurança de redes é INCORRETO afirmar que

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Q2963117 Arquitetura de Software

NÃO é considerado um fator crítico de sucesso para a implementação da norma de segurança da informação, NBR 17799,

Alternativas
Q2963109 Arquitetura de Software

As Dip Switches das placas SCSI correspondem ao conjunto de chaves que

Alternativas
Q2963096 Arquitetura de Software

Em um sistema operacional, o módulo shell tem como principal função

Alternativas
Q2963083 Arquitetura de Software

O processo de Gerenciar a Qualidade está diretamente associado, no COBIT 3a Edição, a um objetivo de controle pertencente ao domínio denominado

Alternativas
Q2963054 Raciocínio Lógico

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência


    A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

    Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

     Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

     Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

    Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.


(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Considere a seqüência de figuras abaixo.



Imagem associada para resolução da questão




A figura que substitue corretamente a interrogação é:

Alternativas
Q2963050 Português

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência


    A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

    Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

     Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

     Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

    Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.


(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Jeffrey Johnson realizou uma pesquisa, e o autor do texto, ao comentar essa pesquisa, acrescentou a essa pesquisa elementos de sua convicção pessoal, que tornam essa pesquisa ainda mais instigante aos olhos do público.

Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo- se os elementos sublinhados, segundo a ordem em que se apresentam, por

Alternativas
Q2963049 Português

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência


    A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

    Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

     Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

     Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

    Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.


(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Está inteiramente correta a pontuação do período:

Alternativas
Q2963048 Português

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência


    A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

    Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

     Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

     Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

    Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.


(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido.

 Preserva-se o sentido essencial dessa frase caso se substituam os elementos sublinhados, respectivamente, por

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Q2963047 Português

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência


    A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

    Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

     Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

     Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

    Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.


(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Está clara, coerente e correta a redação da seguinte frase:

Alternativas
Q2963046 Português

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência


    A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

    Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

     Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

     Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

    Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.


(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:

Alternativas
Q2963043 Português

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência


    A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

    Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

     Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

     Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

    Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.


(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Transpondo-se para voz passiva o segmento Para alimentar nossa insatisfação, a forma verbal resultante será

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Q2963042 Português

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência


    A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

    Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

     Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

     Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

    Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.


(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Preserva-se plenamente a concordância verbal na frase:

Alternativas
Q2963041 Português

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência


    A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

    Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

     Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

     Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

    Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.


(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de uma expressão do texto em:

Alternativas
Q2962875 Português

Cuidado: o uso desse aparelho pode produzir violência


    A revista Science publicou, em 2002, o relatório de uma pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, da Universidade de Colúmbia, em Nova York. O estudo mostra uma relação significativa entre o comportamento violento e o número de horas que um sujeito (adolescente ou jovem adulto) passa assistindo à TV.

    Pela pesquisa de Johnson, os televisores deveriam ser comercializados com um aviso, como os maços de cigarros: cuidado, a exposição prolongada à tela desse aparelho pode produzir violência.

     Estranho? Nem tanto. É bem provável que a fonte de muita violência moderna seja nossa insubordinação básica: ninguém quer ser ou continuar sendo quem é. Podemos proclamar nossa nostalgia de tempos mais resignados, mas duvido que queiramos ou possamos renunciar à divisão constante entre o que somos e o que gostaríamos de ser.

     Para alimentar nossa insatisfação, inventamos a literatura e, mais tarde, o cinema. Mas a invenção mais astuciosa talvez tenha sido a televisão. Graças a ela, instalamos em nossas salas uma janela sobre o devaneio, que pode ser aberta a qualquer instante e sem esforço.

    Pouco importa que fiquemos no zapping (*) ou que paremos para sonhar em ser policiais, gângsteres ou apenas nós mesmos (um pouco piores) no Big brother. A TV confirma uma idéia que está sempre conosco: existe outra dimensão, e nossas quatro paredes são uma jaula. A pesquisa de Johnson constata que, à força de olhar, podemos ficar a fim de sacudir as barras além do permitido. Faz sentido.

(*) zapping = uso contínuo do controle remoto.


(Contardo Calligaris, Terra de ninguém)

Em relação à pesquisa coordenada por Jeffrey Johnson, o autor do texto manifesta

Alternativas
Respostas
13321: C
13322: D
13323: A
13324: B
13325: E
13326: A
13327: E
13328: D
13329: C
13330: E
13331: B
13332: A
13333: E
13334: B
13335: D
13336: C
13337: A
13338: B
13339: D
13340: C