Questões de Concurso
Comentadas para técnico agrícola
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Texto 1
Participação da agricultura familiar na produção de suínos e frangos em Santa Catarina
Embora ocupe apenas 1,12% do território nacional, Santa Catarina é um dos estados mais importantes na produção agropecuária brasileira. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento referentes ao ano de 2017, o estado ocupa a 8ª posição no ranking nacional quando se considera o Valor Bruto da Produção - VBP (MAPA, 2018). Grande parte desse destaque deve-se ao elevado valor agregado de algumas das atividades desenvolvidas no meio rural catarinense, como é o caso da produção animal. A pecuária contribuiu com 60% do VBP total da agropecuária catarinense em 2017 (EPAGRI/CEPA, 2017). Dentre os cinco principais produtos que compõem o VBP de Santa Catarina, três são de origem animal: frangos, suínos e leite.
Em relação às carnes, os frangos e suínos (as duas principais do estado) representam 38,88% do VBP agropecuário catarinense, conforme calculado pela Epagri/ Cepa (2017). No cenário nacional, o estado também se destaca nesses produtos. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística referentes ao ano de 2016, Santa Catarina é o maior produtor de carne suína do país, respondendo por 26,11% do total nacional (IBGE, 2018). Quanto à carne de frango, o estado é responsável por 16,02% da produção nacional, ocupando a 2ª colocação no ranking.
De acordo com os dados da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, sistematizados e divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, em 2017 foram produzidos em Santa Catarina e destinados ao abate um total de 12,69 milhões de suínos e 883,04 milhões de frangos.
Em termos de abrangência social, os dados referentes às unidades de exploração pecuária da Cidasc do ano de 2017 apontam a existência de 13 mil produtores comerciais de suínos no estado, incluindo todas as categorias: animais de corte, granjas de reprodutores de suínos certificadas, matrizes e reprodutores (EPAGRI/CEPA, 2017). No caso do frango, o número de produtores comerciais registrados é de 6,2 mil, levando-se em consideração somente a produção de aves de corte.
Embora seja possível encontrar produtores em praticamente todas as regiões do estado, há uma forte concentração no Oeste Catarinense. Em 2017, essa mesorregião foi responsável por 79,43% da produção estadual de frangos e 78,86% dos suínos. O desenvolvimento da produção de carnes em Santa Catarina, especialmente a suinocultura e a avicultura no Oeste Catarinense, está fortemente associado à gênese do processo de ocupação do território, marcado pela predominância da agricultura familiar, bem como à implantação de complexos agroindustriais naquela região.
GIEHL , Alexandre Luís et al. Disponível em:
Texto 1
Participação da agricultura familiar na produção de suínos e frangos em Santa Catarina
Embora ocupe apenas 1,12% do território nacional, Santa Catarina é um dos estados mais importantes na produção agropecuária brasileira. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento referentes ao ano de 2017, o estado ocupa a 8ª posição no ranking nacional quando se considera o Valor Bruto da Produção - VBP (MAPA, 2018). Grande parte desse destaque deve-se ao elevado valor agregado de algumas das atividades desenvolvidas no meio rural catarinense, como é o caso da produção animal. A pecuária contribuiu com 60% do VBP total da agropecuária catarinense em 2017 (EPAGRI/CEPA, 2017). Dentre os cinco principais produtos que compõem o VBP de Santa Catarina, três são de origem animal: frangos, suínos e leite.
Em relação às carnes, os frangos e suínos (as duas principais do estado) representam 38,88% do VBP agropecuário catarinense, conforme calculado pela Epagri/ Cepa (2017). No cenário nacional, o estado também se destaca nesses produtos. De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística referentes ao ano de 2016, Santa Catarina é o maior produtor de carne suína do país, respondendo por 26,11% do total nacional (IBGE, 2018). Quanto à carne de frango, o estado é responsável por 16,02% da produção nacional, ocupando a 2ª colocação no ranking.
De acordo com os dados da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, sistematizados e divulgados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, em 2017 foram produzidos em Santa Catarina e destinados ao abate um total de 12,69 milhões de suínos e 883,04 milhões de frangos.
Em termos de abrangência social, os dados referentes às unidades de exploração pecuária da Cidasc do ano de 2017 apontam a existência de 13 mil produtores comerciais de suínos no estado, incluindo todas as categorias: animais de corte, granjas de reprodutores de suínos certificadas, matrizes e reprodutores (EPAGRI/CEPA, 2017). No caso do frango, o número de produtores comerciais registrados é de 6,2 mil, levando-se em consideração somente a produção de aves de corte.
Embora seja possível encontrar produtores em praticamente todas as regiões do estado, há uma forte concentração no Oeste Catarinense. Em 2017, essa mesorregião foi responsável por 79,43% da produção estadual de frangos e 78,86% dos suínos. O desenvolvimento da produção de carnes em Santa Catarina, especialmente a suinocultura e a avicultura no Oeste Catarinense, está fortemente associado à gênese do processo de ocupação do território, marcado pela predominância da agricultura familiar, bem como à implantação de complexos agroindustriais naquela região.
GIEHL , Alexandre Luís et al. Disponível em:
Com base no texto 1, é correto o que se afirma em:
I. Os termos “alto volume” e “baixo volume” estão relacionados ao volume de calda aplicada por área, sendo o primeiro o indicativo de volumes superiores a 150 L/há, e o segundo, a menos de 80 L/ha.
II. Considerando uma mesma ponta de aplicação, nova, para dobrar o volume de calda aplicado, é preciso dobrar a pressão hidráulica da ponta.
III. Para uma mesma distância entre pontas de aplicação, quanto maior o ângulo de abertura do leque ou do cone de aplicação de uma ponta, maior deverá ser a altura que o barramento deverá passar do alvo desejado.
IV. Um filtro do tipo 100 mesh é mais restritivo do que um filtro de 200 mesh.
Quais estão INCORRETAS?
( ) Por corretivo de solo, entende-se todo material de reação alcalina como calcários agrícolas, cal virgem, cal apagada, calcário calcinado, conchas marinhas moídas, cinzas e resíduos industriais.
( ) A análise da qualidade de um corretivo envolve a determinação de seu poder neutralizante e a reatividade das partículas.
( ) Os principais compostos neutralizantes de acidez presentes nos calcários são os carbonatos de cálcio e de magnésio.
( ) Muito usado na agricultura, o sulfato de cálcio é um subproduto da fabricação de ácido fosfórico na indústria de fertilizantes fosfatados.
( ) Devido à sua maior solubilidade, o CaCO3 + MgO é amplamente utilizado na agricultura como corretivo de solo, ao passo que o CaSO4.2H2O, de menor solubilidade, é utilizado como condicionador de solo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. A interceptação da gota pela folha depende do efeito do ambiente sobre a gota, da densidade de plantas daninhas, da disposição das folhas e de qual superfície da folha foi atingida.
II. A absorção de herbicida pela região abaxial das folhas é maior do que pela parte adaxial das folhas.
III. A maior absorção de herbicidas pelas folhas se dá via estômatos, uma vez que são a porta de entrada mais fácil de moléculas na folha.
IV. O aumento da temperatura facilita a adsorção dos herbicidas pela folha.
Quais estão INCORRETAS?
I. A verificação do nível de água do radiador e do nível de óleo do cárter deve ser realizada diariamente, sempre antes de ligar o motor e com o trator em nível.
II. Uma das formas de proceder à troca do óleo do cárter é com base no uso de viscosímetros portáteis, os quais permitem ao usuário fazer uma verificação da qualidade do óleo do cárter, podendo ser trocado ou não, independentemente do que está especificado no catálogo do fabricante.
III. Os filtros de ar a seco devem ser limpos sempre e somente quando a luz indicadora de restrição à entrada de ar no motor acender no painel. Nesse caso, procede-se à limpeza do elemento primário externo e, permanecendo ligada após a limpeza, procede-se à troca de ambos os elementos (primário e secundário).
IV. Em tratores com motor turbo interculado, após a partida, deve-se aguardar entre 30 a 60 segundos com o motor em marcha lenta para que ocorra a lubrificação do eixo da turbina que liga a parte quente à fria. Isso vale também para o final da jornada, mas nesse caso é para que haja a redução parcial da temperatura da parte quente.
Quais estão corretas?
( ) A determinação da largura útil de trabalho de distribuidores centrífugos pode se dar por métodos expeditos, utilizando 70 a 75% da largura total de trabalho ou então usando métodos mais precisos, lançando mão de coleta de material e pesagem e recipientes dispostos em todo o leque de distribuição. Nesse caso, utiliza-se o coeficiente de variação como ferramenta para avaliação da largura útil.
( ) Considerando que em uma determinada área haja possibilidade plena de o conjunto andar de 5,5 até 9,0 km/h, qualquer uma das velocidades dentro dessa faixa poderá ser usada, uma vez que todas levam em conta a máxima eficiência operacional.
( ) Em distribuidores gravitacionais do tipo cocho, utilizado para distribuição de corretivo de solo, a velocidade de operação tem pouco efeito sobre a dose de calcário distribuída.
( ) Dentre as regulagens possíveis de serem realizadas em distribuidores centrífugos, de arrasto, acionados pela TDP do trator, utilizados para distribuir corretivo de solo úmido ou dejetos secos, a rotação dos pratos é a principal regulagem, seguida da velocidade da esteira de transporte e, por fim, da abertura da comporta de descarga.
( ) Antes de operar com qualquer distribuidor de sólidos acoplado ao sistema hidráulico de três pontos ou de arrasto, é preciso realizar a centralização e o alinhamento transversal e longitudinal do implemento ao trator.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. As cultivares de soja disponíveis comercialmente são classificadas por grupos de maturidade relativa (GMR). As principais cultivares se enquadram em GMR de 5,0 a 7,0, sendo que quanto maior o número, menor é o ciclo.
II. A maior demanda de nitrogênio para o milho se dá entre 60 e 80 dias após a semeadura. A falta de nitrogênio tem como um de seus reflexos a redução do número de fileiras de grãos/espiga.
III. Em arroz cultivado por inundação, a lâmina de água presente na lavoura tem por finalidade garantir a sobrevivência de bactérias do gênero Azospirillum, que atua na fixação de nitrogênio para a cultura.
IV. Em soja, a aplicação de potássio em cobertura pode ocorrer em qualquer momento, desde que seja antes da floração, uma vez que depois disso há prejuízo no “pegamento” de flores.
Quais estão INCORRETAS?