Foram encontradas 9.946 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
[Um documentário britânico]
No início dos anos 1980, uma equipe da TV BBC britânica veio ao Brasil gravar um documentário sobre as condições de vida numa favela do Rio de Janeiro. A ideia era mostrar de forma hiper-reaiista, no melhor estilo “câmera invisível” da tradição anglo-americana de reportagem, um dia na vida de uma jovem favelada. A intenção era explorar ao máximo as chagas abertas e a penúria do dia a dia na favela, as condições aviltantes da vida no morro.
Acontece que a eleita para servir de fio condutor do programa personificava a negação viva de toda a carga de sombra e amargura que o registro clínico de seu cotidiano na favela nos faria esperar dela. A moça, porém, em meio à pobreza, irradiava uma energia alegre e espontânea, uma satisfação íntima consigo mesma e uma sensualidade exuberante que jamais se encontrariam numa inglesa de sua idade, não importando a classe social. Embora tivesse razões de sobra para queixar-se do destino e viver na mais espessa melancolia, ela esbanjava alegria de viver por todos os poros e arrancava luz das trevas com sua vitalidade interior.
Inesquecível é a cena em que a moça ia buscar água numa bica distante de casa e, para o desconcerto da equipe da BBC, voltava carregando o balde pesado equilibrado na cabeça e... cantando! A relação assim estabelecida entre o barraco pobre e objetivo e o alegre palácio interior dá o que pensar. Pelo menos terá feito pensar muito os jornalistas britânicos que vieram para fazer uma reportagem e fizeram outra.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 160-161)
[Um documentário britânico]
No início dos anos 1980, uma equipe da TV BBC britânica veio ao Brasil gravar um documentário sobre as condições de vida numa favela do Rio de Janeiro. A ideia era mostrar de forma hiper-reaiista, no melhor estilo “câmera invisível” da tradição anglo-americana de reportagem, um dia na vida de uma jovem favelada. A intenção era explorar ao máximo as chagas abertas e a penúria do dia a dia na favela, as condições aviltantes da vida no morro.
Acontece que a eleita para servir de fio condutor do programa personificava a negação viva de toda a carga de sombra e amargura que o registro clínico de seu cotidiano na favela nos faria esperar dela. A moça, porém, em meio à pobreza, irradiava uma energia alegre e espontânea, uma satisfação íntima consigo mesma e uma sensualidade exuberante que jamais se encontrariam numa inglesa de sua idade, não importando a classe social. Embora tivesse razões de sobra para queixar-se do destino e viver na mais espessa melancolia, ela esbanjava alegria de viver por todos os poros e arrancava luz das trevas com sua vitalidade interior.
Inesquecível é a cena em que a moça ia buscar água numa bica distante de casa e, para o desconcerto da equipe da BBC, voltava carregando o balde pesado equilibrado na cabeça e... cantando! A relação assim estabelecida entre o barraco pobre e objetivo e o alegre palácio interior dá o que pensar. Pelo menos terá feito pensar muito os jornalistas britânicos que vieram para fazer uma reportagem e fizeram outra.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 160-161)
[Um documentário britânico]
No início dos anos 1980, uma equipe da TV BBC britânica veio ao Brasil gravar um documentário sobre as condições de vida numa favela do Rio de Janeiro. A ideia era mostrar de forma hiper-reaiista, no melhor estilo “câmera invisível” da tradição anglo-americana de reportagem, um dia na vida de uma jovem favelada. A intenção era explorar ao máximo as chagas abertas e a penúria do dia a dia na favela, as condições aviltantes da vida no morro.
Acontece que a eleita para servir de fio condutor do programa personificava a negação viva de toda a carga de sombra e amargura que o registro clínico de seu cotidiano na favela nos faria esperar dela. A moça, porém, em meio à pobreza, irradiava uma energia alegre e espontânea, uma satisfação íntima consigo mesma e uma sensualidade exuberante que jamais se encontrariam numa inglesa de sua idade, não importando a classe social. Embora tivesse razões de sobra para queixar-se do destino e viver na mais espessa melancolia, ela esbanjava alegria de viver por todos os poros e arrancava luz das trevas com sua vitalidade interior.
Inesquecível é a cena em que a moça ia buscar água numa bica distante de casa e, para o desconcerto da equipe da BBC, voltava carregando o balde pesado equilibrado na cabeça e... cantando! A relação assim estabelecida entre o barraco pobre e objetivo e o alegre palácio interior dá o que pensar. Pelo menos terá feito pensar muito os jornalistas britânicos que vieram para fazer uma reportagem e fizeram outra.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 160-161)
I. É um sistema de documentos eletrônicos dispostos na Internet, que permitem o acesso às informações apresentadas no formato de hipertexto.
II. É um programa que agrupa diversos tipos de computadores e programas com o objetivo de facilitar o trabalho dos usuários, uma vez que fornece uma visão única e integrada de todo um sistema complexo.
III. É o principal sistema operacional de uma rede de computadores. Esse sistema organiza, executa e controla todos os programas que são utilizados na rede.
IV. É uma rede local de computadores. Cada nó (computador da rede local) possui um código que serve de comunicação entre os computadores.
V. WWW é a mesma coisa que Internet. Trata-se da grande rede que conecta os computadores ao redor do mundo.
Assinale a alternativa correta:
I. O Sistema do Contencioso Administrativo teve origem na França. Sua principal característica é que os litígios em que a Administração Pública for autora, ré ou terceira interessada resolvem-se, em caráter definitivo, num contencioso administrativo, localizado no interior do Poder Executivo. II. No Sistema de Controle Jurisdicional dos atos administrativos, tanto os litígios administrativos quanto os de interesse privado são julgados, em caráter definitivo, pelo Poder Judiciário. Esse Sistema é adotado no Brasil e tem sua origem nos EUA. III. Os controles exercidos pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Ministério Público são essencialmente de natureza administrativa, incidentes, respectivamente, sobre os órgãos do Poder Judiciário e do Ministério Público.
Assinale a alternativa correta:
I. Decisão preliminar nos processos de tomada ou de prestação de contas é a decisão pela qual o Relator ou o Tribunal, antes de pronunciar-se quanto ao mérito das contas, resolve sobrestar o julgamento, ordenar a citação ou a audiência dos responsáveis ou, ainda, determinar outras diligências necessárias ao saneamento do processo. II. Decisão definitiva nos processos de tomada ou de prestação de contas é a decisão pela qual o Tribunal julga as contas regulares, regulares com ressalva, ou irregulares. III. Decisão Terminativa nos processos de tomada ou de prestação de contas é a decisão pela qual o Tribunal ordena o trancamento das contas que forem consideradas iliquidáveis.
Assinale a alternativa correta:
I. Eficácia: é a medida da relação entre os recursos efetivamente utilizados para a realização de uma meta, frente a padrões estabelecidos. II. Eficiência: é o grau de atingimento das metas fixadas para um determinado objeto de uma ação em relação ao previsto, em um determinado período. III. Economicidade: expressa variação positiva da relação custo/benefício, na qual busca-se a otimização dos resultados na escolha dos menores custos em relação aos maiores benefícios. IV. Legalidade: consiste na aderência dos atos e fatos de gestão praticados, aos normativos legais e técnicos que regem os mesmos.
Assinale a alternativa correta:
I. ser autorizada por lei específica. II. atender as condições previstas na lei de diretrizes orçamentárias. III. estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.
Assinale a alternativa correta:
Leia o “Soneto de fidelidade”, de Vinícius de Moraes:
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto,
Que mesmo em face do maior encanto,
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure,
Quem sabe a morte, angústia de quem vive,
Quem sabe a solidão, fim de quem ama,
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama,
Mas que seja infinito enquanto dure.
Leia as afirmativas a seguir, feitas sobre o texto:
I. No início, observa-se a presença de um hipérbato, já que houve uma troca na sequência normal dos termos da oração.
II. No oitavo verso (“Ao seu pesar ou seu contentamento”), os substantivos antitéticos expressam uma ideia contraditória.
III. No sétimo verso (“E rir meu riso e derramar meu pranto”) existe um pleonasmo; porém, devido ao seu valor enfático, não podemos considerá-lo vicioso.
IV. A palavra “chama”, no penúltimo verso, é uma metonímia de um termo anteriormente expresso: amor.
V. O poema, em sua totalidade, expressa o grande amor do poeta por uma mulher.
Assinale a alternativa correta:
Leia o texto a seguir, para responder à questão, que a ele se refere:
Os discursos escritos sobre a Amazônia apresentam,
frente aos demais discursos da América Latina, a
especificidade do fluvial. Na maioria das vezes, são
discursos conduzidos pela navegação, tanto no caso dos
descobridores, ou aqueles em que a água aparece como
instância prévia e se introduz em seu curso, quanto no caso
dos exploradores científicos. São textualidades que
repousam sobre o decurso, que se desdobram em uma
infinidade de furos, igarapés, lagoas, afluentes, tributários,
numa geografia de águas que, quando não invade tudo, se
faz pressentir a sua volta, em sua permanência, em seu
ritmo. São os discursos de uma nação de águas. Nação no
sentido figurado, de uma área cultural formada por oito
países que compartilham referentes comuns, tendo como
centro o rio e a selva. Tal área sustenta uma relação comum
e intensa com a natureza e o meio ambiente, participando de
uma comunidade imaginária que denomina de diferentes
modos os mesmos fenômenos, pois o que num extremo do
rio se chama curupira, no outro lado, aos pés da cordilheira
andina, na região de nascimento, se chamará chullachaqui.
Com uma imagem às vezes protetora, às vezes hostil,
ambos são temidos por defender a selva dos invasores, seja
pela astúcia de seus gestos, ou por sua figura de pés
defeituosos ou com os pés voltados para trás. Os dois são
figurações de um mesmo perfil: a milenar resistência da
natureza à ingerência do homem. (Do livro As Vozes do rio, de Ana
Pizarro, p. 18-19)
Leia o texto a seguir, para responder à questão, que a ele se refere:
Os discursos escritos sobre a Amazônia apresentam,
frente aos demais discursos da América Latina, a
especificidade do fluvial. Na maioria das vezes, são
discursos conduzidos pela navegação, tanto no caso dos
descobridores, ou aqueles em que a água aparece como
instância prévia e se introduz em seu curso, quanto no caso
dos exploradores científicos. São textualidades que
repousam sobre o decurso, que se desdobram em uma
infinidade de furos, igarapés, lagoas, afluentes, tributários,
numa geografia de águas que, quando não invade tudo, se
faz pressentir a sua volta, em sua permanência, em seu
ritmo. São os discursos de uma nação de águas. Nação no
sentido figurado, de uma área cultural formada por oito
países que compartilham referentes comuns, tendo como
centro o rio e a selva. Tal área sustenta uma relação comum
e intensa com a natureza e o meio ambiente, participando de
uma comunidade imaginária que denomina de diferentes
modos os mesmos fenômenos, pois o que num extremo do
rio se chama curupira, no outro lado, aos pés da cordilheira
andina, na região de nascimento, se chamará chullachaqui.
Com uma imagem às vezes protetora, às vezes hostil,
ambos são temidos por defender a selva dos invasores, seja
pela astúcia de seus gestos, ou por sua figura de pés
defeituosos ou com os pés voltados para trás. Os dois são
figurações de um mesmo perfil: a milenar resistência da
natureza à ingerência do homem. (Do livro As Vozes do rio, de Ana
Pizarro, p. 18-19)
Leia o texto a seguir, para responder à questão, que a ele se refere:
Os discursos escritos sobre a Amazônia apresentam,
frente aos demais discursos da América Latina, a
especificidade do fluvial. Na maioria das vezes, são
discursos conduzidos pela navegação, tanto no caso dos
descobridores, ou aqueles em que a água aparece como
instância prévia e se introduz em seu curso, quanto no caso
dos exploradores científicos. São textualidades que
repousam sobre o decurso, que se desdobram em uma
infinidade de furos, igarapés, lagoas, afluentes, tributários,
numa geografia de águas que, quando não invade tudo, se
faz pressentir a sua volta, em sua permanência, em seu
ritmo. São os discursos de uma nação de águas. Nação no
sentido figurado, de uma área cultural formada por oito
países que compartilham referentes comuns, tendo como
centro o rio e a selva. Tal área sustenta uma relação comum
e intensa com a natureza e o meio ambiente, participando de
uma comunidade imaginária que denomina de diferentes
modos os mesmos fenômenos, pois o que num extremo do
rio se chama curupira, no outro lado, aos pés da cordilheira
andina, na região de nascimento, se chamará chullachaqui.
Com uma imagem às vezes protetora, às vezes hostil,
ambos são temidos por defender a selva dos invasores, seja
pela astúcia de seus gestos, ou por sua figura de pés
defeituosos ou com os pés voltados para trás. Os dois são
figurações de um mesmo perfil: a milenar resistência da
natureza à ingerência do homem. (Do livro As Vozes do rio, de Ana
Pizarro, p. 18-19)
( ) Observa-se o predomínio da função referencial ou denotativa. ( ) Uma ideia secundária que perpassa o texto é a de que a Amazônia deveria ser um só país. ( ) Os vocábulos “furos”, “igarapés”, “lagoas”, “afluentes” e “tributários” se dispõem numa relação de hiponímia com um termo posterior a eles. ( ) A lenda do “curupira” nasceu na região dos Andes, onde esse ser é designado por outro nome. ( ) A cultura dos povos amazônicos tem distinções, não só quanto aos termos, mas também quanto às concepções relativas ao ambiente.
Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F de cima para baixo:
Organizar o disco e possibilitar trabalhar fazendo, por exemplo, cópia, exclusão e mudança no local dos arquivos são ações importantes nas atividades cotidianas em informática.
Qual a estrutura usada para organizar arquivos e demais informações no meio digital, no ambiente dos sistemas operacionais?
Como isso é possível?