Questões de Concurso Comentadas para médico - ultrassonografista

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Q3981473 Medicina
Um recém-nascido de 3 semanas é encaminhado para avaliação ultrassonográfica devido à suspeita de Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ). O exame é realizado com um transdutor linear de alta frequência, permitindo a avaliação das estruturas articulares. Durante a análise, o examinador utiliza a técnica de Graf, medindo os ângulos acetabulares e classificando a maturidade do quadril. Sobre a ultrassonografia osteoarticular pediátrica e suas aplicações, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3981472 Medicina
A ultrassonografia diagnóstica baseia-se na propagação de ondas sonoras de alta frequência pelos tecidos, permitindo a formação de imagens em tempo real. Diversos fatores físicos influenciam a qualidade da imagem obtida, incluindo atenuação, impedância acústica e resolução espacial. Além disso, medidas de proteção são essenciais para garantir a segurança do paciente e do operador.
Sobre os princípios físicos da ultrassonografia e as medidas de proteção adequadas, analise as seguintes assertivas:
I. O coeficiente de atenuação do ultrassom aumenta diretamente com a frequência do transdutor, o que implica menor penetração tecidual em exames de alta frequência.
II. O efeito Doppler é utilizado para avaliar o fluxo sanguíneo, baseando-se na mudança de frequência da onda sonora refletida em estruturas em movimento, sendo diretamente influenciado pelo ângulo de insonação.
III. A exposição prolongada a altas intensidades de ultrassom pode causar efeitos térmicos e mecânicos nos tecidos biológicos, razão pela qual o índice Térmico (TI) e o índice Mecânico (MI) devem ser monitorados, especialmente em exames obstétricos.
IV. O uso de transdutores de alta frequência é preferencial para exames abdominais profundos devido à maior penetração e resolução da imagem em tecidos mais profundos.
Com base na análise das assertivas, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3978889 Noções de Informática
O que significa a sigla URL?
Alternativas
Q3978888 Redes de Computadores
Qual das seguintes opções NÃO é um protocolo de comunicação utilizado nos emails?
Alternativas
Q3978887 Segurança da Informação
Dentre as práticas de tentativa de obtenção de vantagens online, o “Whaling” caracteriza:
Alternativas
Q3978886 Noções de Informática
Qual a função do recurso “validação de dados” no excel?
Alternativas
Q3978885 Arquitetura de Computadores
Qual é o nome do recurso de memória que garante o aumento de desempenho dobrando a largura de banda entre a memória RAM e o processador?
Alternativas
Q3978879 Português

Leia:


Nem tudo se pode ver, ouvir ou dizer


Revista Veja, 12/01/2011


        Um músico me escreve para o Consultório Sentimental contando que pertence a uma grande orquestra, mas não tem prazer no trabalho por causa dos colegas. Não suporta o despotismo, a vaidade, a prepotência, a arrogância e a mania de grandeza de alguns. O convívio com “egos inflados” é demasiadamente penoso e ele me pergunta o que fazer.


        Eu que sempre faço a apologia do ato generoso da escuta, sugiro ao músico que faça ouvidos moucos. Lembro que tem o privilégio de escutar os sons mais sutis e sabe ouvir o silêncio. Não precisa dar ouvidos ao que não interessa. Inclusive porque os egos inflados estão em toda parte e a luta contra eles não leva a nada. Evitar a luta de prestígio é um bem que nós fazemos a nós mesmos e aos outros.


        Para viver, nem tudo nós podemos ver, escutar ou dizer. Isso é representado, desde a antiguidade, através dos três macacos da sabedoria. Cada um cobre uma parte diferente do rosto com as mãos. O primeiro cobre os olhos, o segundo as orelhas e o terceiro a boca. A representação é originária da China. Foi introduzida no Japão, no século VIII, por um monge budista e uma das esculturas mais antigas, datada do século XVII, está no Japão. A máxima implícita na representação é “não ver, não ouvir e não dizer nada de mal”. Foi adotada por Gandhi, que nunca se separou dos três macacos. Levava sempre consigo o cego, o surdo e o mudo, Mizaru, Kikazaru e Iwazaru.

Todas as proposições feitas acerca da oração destacada do texto são corretas. Isenta-se:

Alternativas
Q3978877 Literatura
A arte de ser feliz

Cecília Meireles

        Houve um tempo em que a minha janela se abria para o chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.

        Houve um tempo em que minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz. 

        Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

        Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era numa época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão uma gota de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros, e meu coração ficava completamente feliz.

        Às vezes abro a janela e encontro o jasmim, em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com os pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

        Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

http://myriamperes.blog.terra.com.br/cecilia_meireles_contos_ Referências: selecionados 

No texto de Cecília Meireles, o uso constante do termo “Houve um tempo...”, caracteriza a presença de:
Alternativas
Q3978873 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

        O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano. 

        É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

        Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

        Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

        A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época… 

        Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

        A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

        Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
O tempo na relação entre o narrador e suas memórias:
Alternativas
Q3978872 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

        O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano. 

        É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

        Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

        Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

        A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época… 

        Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

        A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

        Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
A repetição da palavra "amor", no texto, cumpre, principalmente, a função de:
Alternativas
Q3978871 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

        O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano. 

        É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

        Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

        Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

        A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época… 

        Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

        A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

        Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
A expressão "baús secretos" refere-se a:
Alternativas
Q3978870 Português
Texto para responder à questão.

O que a memória ama, fica eterno Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Quando eu era pequena, não entendia o choro solto da minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro. O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis. Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

        O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano. 

        É que a memória é contrária ao tempo. Enquanto o tempo leva a vida embora como vento, a memória traz de volta o que realmente importa, eternizando momentos. Crianças têm o tempo a seu favor e a memória ainda é muito recente. Para elas, um filme é só um filme; uma melodia, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

        Diante do tempo, envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente parte. Porém, para a memória, ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis. Nossos filhos são crianças, nossos amigos estão perto, nossos pais ainda vivem.

        Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente. Quando nos damos conta, nossos baús secretos – porque a memória é dada a segredos – estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

        A capacidade de se emocionar vem daí, quando nossos compartimentos são escancarados de alguma maneira. Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você – foi o fundo musical de um amor, ou a trilha sonora de uma fossa – e mesmo que tenham se passado anos, sua memória afetiva não obedece a calendários, não caminha com as estações; alguma parte de você volta no tempo e lembra aquela pessoa, aquele momento, aquela época… 

        Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos. Descobrimos que o tempo não passa para a memória. Ela eterniza amigos, brincadeiras, apelidos… mesmo que por fora restem cabelos brancos, artroses e rugas.

        A memória não permite que sejamos adultos perto de nossos pais. Nem eles percebem que crescemos. Seremos sempre “as crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos. Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das estórias contadas ao cair da noite… ainda são muito recentes, pois a memória amou, e aquilo se eternizou.

        Por isso é tão difícil despedir-se de um amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas. Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando. Somos a soma de nossos afetos e aquilo que amamos pode ser facilmente reativado por novos gatilhos: somos traídos pelo enredo de um filme, uma música antiga, um lugar especial.

        Do mesmo modo, somos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex-amores, amigos, irmãos. E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram.

Referência: Adélia Prado
A ideia principal do texto "O que a memória ama, fica eterno" está sintetizada em:
Alternativas
Q3856675 Medicina
Sobre a ultrassonografia do fígado e vias biliares, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3856673 Medicina
Sobre a classificação de BI-RADS na ultrassonografia mamária, analise as sentenças a seguir:

I.A presença de implantes mamários resulta em uma classificação BI-RADS 2 da ultrassonografia, se não houverem lesões mamárias.
II.Lesões classificadas como BI-RADS 3 necessitam de seguimento 6 meses após a avaliação inicial, por apresentarem um risco de malignidade entre 10% a 20%.
III.Microcistos agrupados muito pequenos ou profundos são classificados como BIRADS 4A.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3856672 Medicina
Qual destes níveis linfonodais cervicais têm como limites a base do crânio e a clavícula e limite anteroposterior o músculo esternocleidomastoideo e músculo trapézio? 
Alternativas
Q3856670 Medicina
Analise as sentenças a seguir e faça a associação entre o nome do artefato e a sua definição:

Primeira coluna: artefatos

(__)Reverberação
(__)Refração
(__)Lobos laterais (side lobes)
(__)Sombra acústica
(__)Artefato em espelho

Segunda coluna:

definições I.Desvio do feixe emitido pelo ultrassom ao atravessar uma interface entre tecidos com velocidades diferentes. Pode produzir deslocamento lateral de estruturas ou distorção da imagem.
II.Feixes secundários de baixa amplitude emitidos lateralmente ao feixe principal. Podem gerar ecos falsos, especialmente dentro de estruturas anecoicas, simulando debris ou material evogênico.
III.Área de redução significativa do sinal posterior a uma estrutura altamente atenuante. Resulta de absorção, reflexão ou dispersão do feixe.
IV.Artefato causado por múltiplas reflexões do feixe entre duas interfaces altamente refletivas, produzindo ecos falsos em profundidades crescentes. Pode ser reduzido ao modificar o ângulo de incidência ou posicionamento do transdutor.
V.Causado por múltiplas reflexões entre uma estrutura e uma interface altamente refletiva, produzindo imagem duplicada e mais profunda da estrutura original.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3856669 Medicina
Considerando a avaliação ultrassonográfica com Doppler dos membros inferiores, assinale a alternativa com os achados mais compatíveis com trombose venosa profunda aguda bilateral e oclusiva: 
Alternativas
Q3718795 Medicina
Uma paciente de 29 anos chega ao pronto socorro relatando dor de forte intensidade em abdome, além de sangramento vaginal de coloração vermelho vivo de início há um dia. Nega relação sexual na última semana. Perguntada sobre a possibilidade de estar grávida, refere ser impossível pois faz uso de dispositivo intrauterino há dois anos, porém apresenta atraso menstrual. Ao exame físico: PA: 90x60 mmHg, palidez cutâneo-mucoso. Abdome: doloroso à palpação profunda em região de hipogástrio. Solicitado exame de beta-HCG quantitativo: 2.000 mUi/mL. A paciente foi encaminhada ao pronto atendimento obstétrico, onde foi realizado ultrassom transvaginal. Das alternativas a seguir, qual o provável achado no exame realizado?
Alternativas
Q3718793 Medicina
O Doppler hemodinâmico é uma técnica de ultrassonografia que utiliza o efeito Doppler para avaliar o fluxo sanguíneo em vasos sanguíneos e cardíacos. Ao emitir ondas de ultrassom e analisar as variações na frequência das ondas refletidas pelos glóbulos vermelhos em movimento, a técnica permite medir a velocidade e a direção do fluxo sanguíneo. Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma das principais características do Doppler de onda contínua: 
Alternativas
Respostas
161: C
162: A
163: B
164: D
165: D
166: C
167: B
168: B
169: B
170: D
171: A
172: C
173: C
174: C
175: A
176: E
177: B
178: C
179: C
180: D