Questões de Concurso Comentadas para arquiteto

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Q732629 Português
O que é ética hoje?
Sem uma discussão lúcida sobre a ética não é
possível agir com ética
Marcia Tiburi

A palavra ética aparece em muitos contextos de nossas vidas. Falamos sobre ética em tom de clamor por salvação. Cheios de esperança, alguns com certa empáfia, exigimos ou reclamamos da falta de ética, mas não sabemos exatamente o que queremos dizer com isso. Há um desejo de ética, mas mesmo em relação a ele não conseguimos avançar com ética. Este é nosso primeiro grande problema.
  O que falta na abordagem sobre ética é justamente o que nos levaria a sermos éticos. Falta reflexão, falta pensamento crítico, falta entender “o que é” agir e “como” se deve agir. Com tais perguntas é que a ética inicia. Para que ela inicie é preciso sair da mera indignação moral baseada em emoções passageiras, que tantos acham magnífico expor, e chegar à reflexão ética. Aqueles que expõem suas emoções se mostram como pessoas sensíveis, bondosas, creem-se como antecipadamente éticos porque emotivos. Porém, não basta. As emoções em relação à política, à miséria ou à violência, passam e tudo continua como antes. A passagem das emoções indignadas para a elaboração de uma sensibilidade elaborada que possa sustentar a ação boa e justa - o foco de qualquer ética desde sempre - é o que está em jogo.
   Falta, para isso, entendimento. Ou seja, compreensão de um sentido comum na nossa reivindicação pela ética. Falta, para se chegar a isso, que haja diálogo, ou seja, capacidade de expor e de ouvir o que a ética pode ser. Clamamos pela ética, mas não sabemos conversar. E para que haja ética é preciso diálogo. E, por isso, permanecemos num círculo vicioso em que só a inação e a ignorância triunfam.
   Na inanição intelectual em voga, esperamos que os cultos, os intelectuais, os professores, os jornalistas, todos os que constroem a opinião pública, tragam respostas. Nem estes podem ajudar muito, pois desconhecem ou evitam a profundidade da questão. Há, neste contexto, quem pense que ser corrupto não exclui a ética. E isso não é opinião de ignorantes que não frequentaram escola alguma, mas de muitos ditos “cultos” e “inteligentes”. Quem hoje se preocupa em entender do que se trata? Quem se preocupa em não cair na contradição entre teoria e prática? Em discutir ética para além dos códigos de ética das profissões pensando-a como princípio que deve reger nossas relações?
   Exatamente pela falta de compreensão do seu fundamento, do que significa a ética como elemento estrutural para cada um como pessoa e para a sociedade como um todo, é que perdemos de vista a possibilidade de uma realização da ética. A ética não entra em nossas vidas porque nem bem sabemos o que deveria entrar. Nem sabemos como. Mas quando perguntamos pela ética, em geral, é pelo “como fazemos para sermos éticos” que tudo começa. Aí começa também o erro em relação à ética. Pois ético é o que ultrapassa o mero uso que podemos fazer da própria ética quando se trata de sobreviver. Ética é o que diz respeito ao modo de nos comportamos e decidirmos nosso convívio e o modo como partilhamos valores e a própria liberdade. Ela é o sentido da convivência, mais do que o já tão importante respeito do limite próprio e alheio. Portanto, desde que ela diz respeito à relação entre um “eu” e um “tu”, ela envolve pensar o outro, o seu lugar, sua vida, sua potencialidade, seus direitos, como eu o vejo e como posso defendê-lo.
    A Ética permanece, porém, sendo uma palavra vã, que usamos a esmo, sem pensar no conteúdo que ela carrega. Ninguém é ético só porque quer parecer ético. Ninguém é ético porque discorda do que se faz contra a ética. Só é ético aquele que enfrenta o limite da própria ação, da racionalidade que a sustenta e luta pela construção de uma sensibilidade que possa dar sentido à felicidade. Mas esta é mais do que satisfação na vida privada. A felicidade de que se trata é a “felicidade política”, ou seja, a vida justa e boa no universo público. A ética quando surgiu na antiguidade tinha este ideal. A felicidade na vida privada – que hoje também se tornou debate em torno do qual cresce a ignorância - depende disso.
   Por isso, antes de mais nada, a urgência que se tornou essencial hoje – e que por isso mesmo, por ser essencial, muitos não percebem – é tratar a ética como um trabalho da lucidez quanto ao que estamos fazendo com nosso presente, mas sobretudo, com o que nele se planta e define o rumo futuro. Para isso é preciso renovar nossa capacidade de diálogo e propor um novo projeto de sociedade no qual o bem de todos esteja realmente em vista.
(http://www.marciatiburi.com.br/textos/somoslivre.htm)
Questões:
Em “[...] Cheios de esperança, alguns com certa empáfia, exigimos ou reclamamos da falta de ética, mas não sabemos exatamente o que queremos dizer com isso. [...]”, o vocábulo “empáfia” poderia ser substituído, sem causar alteração de sentido, por
Alternativas
Q732628 Português
O que é ética hoje?
Sem uma discussão lúcida sobre a ética não é
possível agir com ética
Marcia Tiburi

A palavra ética aparece em muitos contextos de nossas vidas. Falamos sobre ética em tom de clamor por salvação. Cheios de esperança, alguns com certa empáfia, exigimos ou reclamamos da falta de ética, mas não sabemos exatamente o que queremos dizer com isso. Há um desejo de ética, mas mesmo em relação a ele não conseguimos avançar com ética. Este é nosso primeiro grande problema.
  O que falta na abordagem sobre ética é justamente o que nos levaria a sermos éticos. Falta reflexão, falta pensamento crítico, falta entender “o que é” agir e “como” se deve agir. Com tais perguntas é que a ética inicia. Para que ela inicie é preciso sair da mera indignação moral baseada em emoções passageiras, que tantos acham magnífico expor, e chegar à reflexão ética. Aqueles que expõem suas emoções se mostram como pessoas sensíveis, bondosas, creem-se como antecipadamente éticos porque emotivos. Porém, não basta. As emoções em relação à política, à miséria ou à violência, passam e tudo continua como antes. A passagem das emoções indignadas para a elaboração de uma sensibilidade elaborada que possa sustentar a ação boa e justa - o foco de qualquer ética desde sempre - é o que está em jogo.
   Falta, para isso, entendimento. Ou seja, compreensão de um sentido comum na nossa reivindicação pela ética. Falta, para se chegar a isso, que haja diálogo, ou seja, capacidade de expor e de ouvir o que a ética pode ser. Clamamos pela ética, mas não sabemos conversar. E para que haja ética é preciso diálogo. E, por isso, permanecemos num círculo vicioso em que só a inação e a ignorância triunfam.
   Na inanição intelectual em voga, esperamos que os cultos, os intelectuais, os professores, os jornalistas, todos os que constroem a opinião pública, tragam respostas. Nem estes podem ajudar muito, pois desconhecem ou evitam a profundidade da questão. Há, neste contexto, quem pense que ser corrupto não exclui a ética. E isso não é opinião de ignorantes que não frequentaram escola alguma, mas de muitos ditos “cultos” e “inteligentes”. Quem hoje se preocupa em entender do que se trata? Quem se preocupa em não cair na contradição entre teoria e prática? Em discutir ética para além dos códigos de ética das profissões pensando-a como princípio que deve reger nossas relações?
   Exatamente pela falta de compreensão do seu fundamento, do que significa a ética como elemento estrutural para cada um como pessoa e para a sociedade como um todo, é que perdemos de vista a possibilidade de uma realização da ética. A ética não entra em nossas vidas porque nem bem sabemos o que deveria entrar. Nem sabemos como. Mas quando perguntamos pela ética, em geral, é pelo “como fazemos para sermos éticos” que tudo começa. Aí começa também o erro em relação à ética. Pois ético é o que ultrapassa o mero uso que podemos fazer da própria ética quando se trata de sobreviver. Ética é o que diz respeito ao modo de nos comportamos e decidirmos nosso convívio e o modo como partilhamos valores e a própria liberdade. Ela é o sentido da convivência, mais do que o já tão importante respeito do limite próprio e alheio. Portanto, desde que ela diz respeito à relação entre um “eu” e um “tu”, ela envolve pensar o outro, o seu lugar, sua vida, sua potencialidade, seus direitos, como eu o vejo e como posso defendê-lo.
    A Ética permanece, porém, sendo uma palavra vã, que usamos a esmo, sem pensar no conteúdo que ela carrega. Ninguém é ético só porque quer parecer ético. Ninguém é ético porque discorda do que se faz contra a ética. Só é ético aquele que enfrenta o limite da própria ação, da racionalidade que a sustenta e luta pela construção de uma sensibilidade que possa dar sentido à felicidade. Mas esta é mais do que satisfação na vida privada. A felicidade de que se trata é a “felicidade política”, ou seja, a vida justa e boa no universo público. A ética quando surgiu na antiguidade tinha este ideal. A felicidade na vida privada – que hoje também se tornou debate em torno do qual cresce a ignorância - depende disso.
   Por isso, antes de mais nada, a urgência que se tornou essencial hoje – e que por isso mesmo, por ser essencial, muitos não percebem – é tratar a ética como um trabalho da lucidez quanto ao que estamos fazendo com nosso presente, mas sobretudo, com o que nele se planta e define o rumo futuro. Para isso é preciso renovar nossa capacidade de diálogo e propor um novo projeto de sociedade no qual o bem de todos esteja realmente em vista.
(http://www.marciatiburi.com.br/textos/somoslivre.htm)
Questões:
Em “[...] A passagem das emoções indignadas para a elaboração de uma sensibilidade elaborada que possa sustentar a ação boa e justa é o que está em jogo [...]”,
Alternativas
Q732554 Arquitetura
É/são considerada(s) atividade(s) de baixo impacto ambiental:
Alternativas
Q732553 Arquitetura
Em um canteiro de obras, onde um edifício de 10 pavimentos está sendo construído, qual(is) é/são a(s) medida(s) necessária(s) para proteção contra queda de funcionários e projeção de materiais?
Alternativas
Q732552 Arquitetura
Sobre as etapas de desenvolvimento do Projeto arquitetônico, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. O partido é o texto que evidencia o atendimento às condições estabelecidas no programa de necessidades. II. O estudo preliminar é o documento preliminar do projeto que caracteriza o empreendimento ou o projeto objeto de estudo. III. O estudo preliminar corresponde à etapa na qual se estuda a viabilidade de um programa e do partido arquitetônico a ser adotado. IV. O projeto executivo é a etapa na qual se apresenta de forma clara e organizada, todas as informações necessárias à execução da obra. V. O projeto executivo é a etapa na qual o projeto deve receber aprovação final do cliente e dos órgãos oficiais envolvidos, possibilitando a contratação da obra.
Alternativas
Q732551 Arquitetura
Sobre o projeto e dimensionamento das saídas de emergência nas edificações, é correto afirmar que
Alternativas
Q732550 Arquitetura
O poder público municipal deseja tombar uma edificação de interesse histórico, no entanto, ela é de propriedade privada. Como é interesse da prefeitura que a edificação tenha, após o tombamento, uma mudança de uso, sendo destinada ao uso público de função cultural, necessita-se da sua desapropriação. Nesse caso, qual instrumento do estatuto da cidade poderia ser utilizado para indenização do proprietário?
Alternativas
Q732549 Arquitetura
Os levantamentos topográficos são destinados a obter dados do terreno, como seu relevo, os limites, sua área, localização e posicionamento, informações importantes que servirão ao desenvolvimento de projetos. Sobre os levantamentos topográficos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q732547 Arquitetura
Uma rampa foi projetada para vencer um desnível total de 1.50m (metros). Seu primeiro lance tem 9,23m de comprimento, partindo do nível 0.0m e chegando ao patamar intermediário no nível 0.60m. O segundo lance parte do nível 0.60m e chega ao nível final de 1,50m com uma inclinação de 6,25%. Quais são a inclinação do primeiro lance e o comprimento do segundo lance?
Alternativas
Q732546 Arquitetura
É denominada Módulo de Referência a projeção no piso ocupada por uma pessoa utilizando cadeira de rodas, motorizadas ou não. O M.R. deve ter as seguintes dimensões:
Alternativas
Q732545 Arquitetura
Os elementos construtivos de uma edificação podem ter desempenhos diferentes em relação à radiação térmica incidente, transmitindo, refletindo ou absorvendo essa radiação para o interior da edificação. Sobre o comportamento dos elementos em relação à radiação solar, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q732543 Arquitetura
A respeito das vantagens e desvantagens do uso da madeira nas edificações, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q732542 Arquitetura
Na elaboração de orçamentos na construção civil, o que é chamado de BDI?
Alternativas
Q732541 Arquitetura
As estruturas de concreto armado são formadas basicamente por concreto e armaduras de aço. Sobre a resistência desses materiais aos esforços nesse tipo de estrutura, é correto afirmar que
Alternativas
Q732540 Arquitetura
Principal nome do paisagismo brasileiro no século XX, considerado o criador do paisagismo brasileiro, denominado paisagismo tropical, teve sua obra diretamente relacionada à arquitetura moderna brasileira, tendo trabalhado em parceria, em diversas obras, com arquitetos como Lucio Costa e Oscar Niemeyer. A quem o enunciado se refere?
Alternativas
Q732538 Arquitetura
Para o gerenciamento e a compatibilização de projetos em ambiente BIM (Building Information Modeling), o software mais indicado é o
Alternativas
Q732537 Arquitetura
O software Auto CAD permite
Alternativas
Q732536 Arquitetura
A preparação de uma parede de alvenaria de tijolos é feita por meio de alguns processos consecutivos de regularização e alinhamento dessa parede. Assinale a alternativa que descreve esses procedimentos na sequência correta.
Alternativas
Q732535 Arquitetura
São elementos do sistema de instalação predial de água fria, EXCETO
Alternativas
Q732534 Arquitetura
“ideia inicial de um projeto [...] uma criação autoral e inventiva com base na coerência e na lógica funcional, e que, sendo uma prefiguração do projeto, faz da projetação um processo que vai do todo em direção à parte”. (BISELLI, 2011). A que a descrição apresentada se refere?
Alternativas
Respostas
13241: A
13242: B
13243: E
13244: A
13245: E
13246: D
13247: C
13248: B
13249: A
13250: B
13251: E
13252: C
13253: C
13254: A
13255: B
13256: B
13257: D
13258: E
13259: B
13260: A