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Q3225750 Saúde Pública
A ausência de saneamento básico adequado expõe a população a diversos riscos ambientais, aumentando, assim, a propagação de doenças infecciosas. Entre as doenças transmitidas e veiculadas pela água, está a leptospirose, sendo que, em uma hipotética região com uma população de 14000000 habitantes, em um dado período de tempo, houve 1400 casos confirmados, com registro de 280 óbitos pela doença.

Com base nessas informações, assinale a alternativa que corresponde ao coeficiente de letalidade de leptospirose na região hipotética. 
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Q3225749 Saúde Pública
Um estudo epidemiológico realizado com os dados do Registro Hospitalar do Câncer, disponibilizado pelo Instituto Nacional do Câncer, encontrou 208 casos de câncer relacionados a exposição ao amianto, sendo 194 (93,2%) classificados como câncer de pleura e 14 (6,8%) como câncer de pulmão. Desse total de registros, a idade média foi de 58 anos, sendo que a maior parte era do sexo masculino (41 indivíduos, o equivalente a 70,7%), da raça branca (48 indivíduos, o equivalente a 82,8%), casada (32 indivíduos, o equivalente a 55,2%) e com ensino fundamental completo (15 indivíduos, o equivalente a 25,9%).
Com base nas informações apresentadas, é correto afirmar que o estudo epidemiológico em questão é do tipo
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Q3225748 Direito Constitucional
O texto constitucional, ao declarar que as ações e os serviços de saúde são de relevância pública, atribuiu ao Estado o dever de garantir saúde a todos os cidadãos, superando a realidade anterior, na qual o sistema público prestava assistência médico-hospitalar apenas à população vinculada ao mercado formal de trabalho.
Essa afirmativa corresponde ao seguinte princípio do SUS:
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Q3225745 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q3225744 Português
   Ninguém deveria ser obrigado a gostar de ler. Que cada um seja livre para preferir os trabalhos manuais, os esportes ou o pôquer à leitura e à escrita. Todavia, a apropriação da cultura escrita é desejável por pelo menos três motivos.

   O primeiro é que não estamos mais no tempo em que as exigências técnicas, requeridas por inúmeras tarefas, eram transmitidas pela imitação gestual, e não por uma explicitação verbal. Ser inábil com a escrita é hoje uma pesada desvantagem em uma grande quantidade de setores. E com a aceleração das mudanças pelas quais passamos, cada um, ao longo da vida, será sem dúvida chamado a exercer sucessivamente diversas profissões. A familiaridade com a escrita é um fator decisivo do devir social e, antes disso, do destino escolar, que condiciona em boa parte esse devir. Stéphane Beaud mostrou como a hostilidade diante da leitura, que muitos meninos manifestam, é prejudicial para o seu percurso escolar, e depois universitário. Ele observa que o bloqueio dos meninos em relação à leitura é uma questão fundamental, que condiciona não só o seu acesso aos estudos, mas também a sua relação com a política.

   Com efeito, é muito mais difícil ter voz ativa no espaço público quando se é inábil no uso da cultura escrita, e essa é a segunda razão pela qual ninguém deveria ser excluído dela. Ter familiaridade com a leitura, assim como com a escrita, não é suficiente e não garante nada, mas quem está distante dela corre todos os riscos de ficar fora do jogo. No momento em que a visibilidade midiática, os signos exteriores de riqueza, a cultura técnica ou o desempenho esportivo parecem prevalecer sobre os valores literários, o poder permanece, o que quer que digam, ligado à escrita. Se o atual presidente da república francesa se exibe muito mais em parques de diversões ou com cantores populares do que em livrarias, contrariamente a diversos de seus predecessores, é em uma biblioteca, ante os livros, que ele posa para a fotografia oficial. E, no cotidiano, ele se aconselha com homens de letras.

   O terceiro motivo é que o recurso à cultura escrita permite não apenas aceder ao campo do saber e da informação, mas ainda lançar mão das imensas reservas da literatura, sob todas as suas formas, cuja riqueza é indubitavelmente sem igual para que o ser humano possa se construir ou se reconstruir na adversidade. Certamente, não é o único meio e, em muitos casos, não é um recurso suficiente. Entretanto, somos seres de linguagem e seres de narrativas, e estas possuem um valor reparador.


(Michèle Petit. A arte de ler ou como resistir à adversidade, 2021. Adaptado)

Considere os seguintes trechos do 2º parágrafo.


•  ... com a aceleração das mudanças pelas quais passamos...

•  ... a hostilidade diante da leitura, que muitos meninos manifestam...


As expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por: 

Alternativas
Q3225740 Português
   Ninguém deveria ser obrigado a gostar de ler. Que cada um seja livre para preferir os trabalhos manuais, os esportes ou o pôquer à leitura e à escrita. Todavia, a apropriação da cultura escrita é desejável por pelo menos três motivos.

   O primeiro é que não estamos mais no tempo em que as exigências técnicas, requeridas por inúmeras tarefas, eram transmitidas pela imitação gestual, e não por uma explicitação verbal. Ser inábil com a escrita é hoje uma pesada desvantagem em uma grande quantidade de setores. E com a aceleração das mudanças pelas quais passamos, cada um, ao longo da vida, será sem dúvida chamado a exercer sucessivamente diversas profissões. A familiaridade com a escrita é um fator decisivo do devir social e, antes disso, do destino escolar, que condiciona em boa parte esse devir. Stéphane Beaud mostrou como a hostilidade diante da leitura, que muitos meninos manifestam, é prejudicial para o seu percurso escolar, e depois universitário. Ele observa que o bloqueio dos meninos em relação à leitura é uma questão fundamental, que condiciona não só o seu acesso aos estudos, mas também a sua relação com a política.

   Com efeito, é muito mais difícil ter voz ativa no espaço público quando se é inábil no uso da cultura escrita, e essa é a segunda razão pela qual ninguém deveria ser excluído dela. Ter familiaridade com a leitura, assim como com a escrita, não é suficiente e não garante nada, mas quem está distante dela corre todos os riscos de ficar fora do jogo. No momento em que a visibilidade midiática, os signos exteriores de riqueza, a cultura técnica ou o desempenho esportivo parecem prevalecer sobre os valores literários, o poder permanece, o que quer que digam, ligado à escrita. Se o atual presidente da república francesa se exibe muito mais em parques de diversões ou com cantores populares do que em livrarias, contrariamente a diversos de seus predecessores, é em uma biblioteca, ante os livros, que ele posa para a fotografia oficial. E, no cotidiano, ele se aconselha com homens de letras.

   O terceiro motivo é que o recurso à cultura escrita permite não apenas aceder ao campo do saber e da informação, mas ainda lançar mão das imensas reservas da literatura, sob todas as suas formas, cuja riqueza é indubitavelmente sem igual para que o ser humano possa se construir ou se reconstruir na adversidade. Certamente, não é o único meio e, em muitos casos, não é um recurso suficiente. Entretanto, somos seres de linguagem e seres de narrativas, e estas possuem um valor reparador.


(Michèle Petit. A arte de ler ou como resistir à adversidade, 2021. Adaptado)
O exemplo do presidente francês foi empregado pela autora com a finalidade de fortalecer a ideia relativa
Alternativas
Q3225739 Português
   Ninguém deveria ser obrigado a gostar de ler. Que cada um seja livre para preferir os trabalhos manuais, os esportes ou o pôquer à leitura e à escrita. Todavia, a apropriação da cultura escrita é desejável por pelo menos três motivos.

   O primeiro é que não estamos mais no tempo em que as exigências técnicas, requeridas por inúmeras tarefas, eram transmitidas pela imitação gestual, e não por uma explicitação verbal. Ser inábil com a escrita é hoje uma pesada desvantagem em uma grande quantidade de setores. E com a aceleração das mudanças pelas quais passamos, cada um, ao longo da vida, será sem dúvida chamado a exercer sucessivamente diversas profissões. A familiaridade com a escrita é um fator decisivo do devir social e, antes disso, do destino escolar, que condiciona em boa parte esse devir. Stéphane Beaud mostrou como a hostilidade diante da leitura, que muitos meninos manifestam, é prejudicial para o seu percurso escolar, e depois universitário. Ele observa que o bloqueio dos meninos em relação à leitura é uma questão fundamental, que condiciona não só o seu acesso aos estudos, mas também a sua relação com a política.

   Com efeito, é muito mais difícil ter voz ativa no espaço público quando se é inábil no uso da cultura escrita, e essa é a segunda razão pela qual ninguém deveria ser excluído dela. Ter familiaridade com a leitura, assim como com a escrita, não é suficiente e não garante nada, mas quem está distante dela corre todos os riscos de ficar fora do jogo. No momento em que a visibilidade midiática, os signos exteriores de riqueza, a cultura técnica ou o desempenho esportivo parecem prevalecer sobre os valores literários, o poder permanece, o que quer que digam, ligado à escrita. Se o atual presidente da república francesa se exibe muito mais em parques de diversões ou com cantores populares do que em livrarias, contrariamente a diversos de seus predecessores, é em uma biblioteca, ante os livros, que ele posa para a fotografia oficial. E, no cotidiano, ele se aconselha com homens de letras.

   O terceiro motivo é que o recurso à cultura escrita permite não apenas aceder ao campo do saber e da informação, mas ainda lançar mão das imensas reservas da literatura, sob todas as suas formas, cuja riqueza é indubitavelmente sem igual para que o ser humano possa se construir ou se reconstruir na adversidade. Certamente, não é o único meio e, em muitos casos, não é um recurso suficiente. Entretanto, somos seres de linguagem e seres de narrativas, e estas possuem um valor reparador.


(Michèle Petit. A arte de ler ou como resistir à adversidade, 2021. Adaptado)
Quanto à discussão em relação ao domínio da leitura e da escrita, o texto deixa claro que
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Q3225737 Português
   Cangalha, Minas Gerais. Aqui estou há um mês. Em paz. Fugi da barafunda que se chama São Paulo. Cidade que foi meu sonho, onde fiz carreira. Cidade enrascada, encrenca, desordem, banzé. Total alvoroço provocado pelas construtoras que armaram um cerco ao redor de meu apartamento em Pinheiros. Só do meu? Apontem um só canto, recanto, esquina, vão, desvão, beco, região em que não haja tal rebuliço.

   Estamos vivendo a época do vale-tudo. Caminhões de concreto, de material de construção, cimento, areia, ferro, a todo momento, betoneiras, caçambas sendo atiradas ao chão na madrugada, o asfalto sendo corroído, buracos por toda parte, águas de mananciais subterrâneos liberadas e correndo ao longo do meio-fio. Lixo.

   O espantoso é que, com toda a tecnologia de construção que a gente vê pelo mundo inteiro, ainda existam bate-estacas dinossáuricos a nos alucinar o dia inteiro. Nunca se falou tanto em teletrabalho. Mas como manter teletrabalho com a insensatez das construções que, a cada momento, surgem repentinamente ao nosso redor?

   Como se vivêssemos em um conto de fadas e uma varinha mágica batesse no solo e dissesse: erga-se, arranha-céu. E ele subisse, geração espontânea, e não há nada para se fazer. Eu estou nesta cidade, que amo – mas já não sei mais o motivo –, desde 1957. Plano Diretor arrasado, mudado constantemente, ao interesse de quem?

   Cidade suja, sem um governo que saiba o que fazer. Ou sabe, nós é que não sabemos por que não fazem. Um mundo de amigos meus deixou a cidade. Outros planejam fazê-lo. Há uma camada de elite que tem dinheiro e vai para Miami. Outros foram devastar Portugal, comprar prédios, desalojar gente que neles vivia há décadas e não tem para onde ir.

   O que importa? São espertos, mas não humanos. Aqui em Cangalha, tento recuperar a paz, a calma, a segurança que não estou mais sentindo na cidade que vim para conquistar. E conquistei, fiz minha vida, e não é uma vida ruim. Mas estão destruindo sonhos e projetos de vida, não somente meus, mas de milhares. E estamos em silêncio. Isso me angustia. Mas não sei o que fazer, como fazer, se há o que fazer. Batemos no iceberg. E agora?


(Ignácio de Loyola Brandão. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ignacio-deloyola-brandao/batemos-no-iceberg/ 27.08.2024. Adaptado) 
No trecho do 3º parágrafo – ... a insensatez das construções que, a cada momento, surgem... – , o vocábulo destacado pertence à mesma classe de palavras daquele destacado em: 
Alternativas
Q3225736 Português
   Cangalha, Minas Gerais. Aqui estou há um mês. Em paz. Fugi da barafunda que se chama São Paulo. Cidade que foi meu sonho, onde fiz carreira. Cidade enrascada, encrenca, desordem, banzé. Total alvoroço provocado pelas construtoras que armaram um cerco ao redor de meu apartamento em Pinheiros. Só do meu? Apontem um só canto, recanto, esquina, vão, desvão, beco, região em que não haja tal rebuliço.

   Estamos vivendo a época do vale-tudo. Caminhões de concreto, de material de construção, cimento, areia, ferro, a todo momento, betoneiras, caçambas sendo atiradas ao chão na madrugada, o asfalto sendo corroído, buracos por toda parte, águas de mananciais subterrâneos liberadas e correndo ao longo do meio-fio. Lixo.

   O espantoso é que, com toda a tecnologia de construção que a gente vê pelo mundo inteiro, ainda existam bate-estacas dinossáuricos a nos alucinar o dia inteiro. Nunca se falou tanto em teletrabalho. Mas como manter teletrabalho com a insensatez das construções que, a cada momento, surgem repentinamente ao nosso redor?

   Como se vivêssemos em um conto de fadas e uma varinha mágica batesse no solo e dissesse: erga-se, arranha-céu. E ele subisse, geração espontânea, e não há nada para se fazer. Eu estou nesta cidade, que amo – mas já não sei mais o motivo –, desde 1957. Plano Diretor arrasado, mudado constantemente, ao interesse de quem?

   Cidade suja, sem um governo que saiba o que fazer. Ou sabe, nós é que não sabemos por que não fazem. Um mundo de amigos meus deixou a cidade. Outros planejam fazê-lo. Há uma camada de elite que tem dinheiro e vai para Miami. Outros foram devastar Portugal, comprar prédios, desalojar gente que neles vivia há décadas e não tem para onde ir.

   O que importa? São espertos, mas não humanos. Aqui em Cangalha, tento recuperar a paz, a calma, a segurança que não estou mais sentindo na cidade que vim para conquistar. E conquistei, fiz minha vida, e não é uma vida ruim. Mas estão destruindo sonhos e projetos de vida, não somente meus, mas de milhares. E estamos em silêncio. Isso me angustia. Mas não sei o que fazer, como fazer, se há o que fazer. Batemos no iceberg. E agora?


(Ignácio de Loyola Brandão. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ignacio-deloyola-brandao/batemos-no-iceberg/ 27.08.2024. Adaptado) 
Considere os seguintes trechos.

• ... caçambas sendo atiradas ao chão na madrugada, o asfalto sendo corroído, buracos por toda parte... (2º parágrafo)

• O espantoso é que, com toda a tecnologia de construção que a gente vê pelo mundo inteiro, ainda existam bate-estacas dinossáuricos... (3º parágrafo)

• Mas como manter teletrabalho com a insensatez das construções que, a cada momento, surgem repentinamente ao nosso redor? (3º parágrafo)

As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de:
Alternativas
Q3225735 Português
   Cangalha, Minas Gerais. Aqui estou há um mês. Em paz. Fugi da barafunda que se chama São Paulo. Cidade que foi meu sonho, onde fiz carreira. Cidade enrascada, encrenca, desordem, banzé. Total alvoroço provocado pelas construtoras que armaram um cerco ao redor de meu apartamento em Pinheiros. Só do meu? Apontem um só canto, recanto, esquina, vão, desvão, beco, região em que não haja tal rebuliço.

   Estamos vivendo a época do vale-tudo. Caminhões de concreto, de material de construção, cimento, areia, ferro, a todo momento, betoneiras, caçambas sendo atiradas ao chão na madrugada, o asfalto sendo corroído, buracos por toda parte, águas de mananciais subterrâneos liberadas e correndo ao longo do meio-fio. Lixo.

   O espantoso é que, com toda a tecnologia de construção que a gente vê pelo mundo inteiro, ainda existam bate-estacas dinossáuricos a nos alucinar o dia inteiro. Nunca se falou tanto em teletrabalho. Mas como manter teletrabalho com a insensatez das construções que, a cada momento, surgem repentinamente ao nosso redor?

   Como se vivêssemos em um conto de fadas e uma varinha mágica batesse no solo e dissesse: erga-se, arranha-céu. E ele subisse, geração espontânea, e não há nada para se fazer. Eu estou nesta cidade, que amo – mas já não sei mais o motivo –, desde 1957. Plano Diretor arrasado, mudado constantemente, ao interesse de quem?

   Cidade suja, sem um governo que saiba o que fazer. Ou sabe, nós é que não sabemos por que não fazem. Um mundo de amigos meus deixou a cidade. Outros planejam fazê-lo. Há uma camada de elite que tem dinheiro e vai para Miami. Outros foram devastar Portugal, comprar prédios, desalojar gente que neles vivia há décadas e não tem para onde ir.

   O que importa? São espertos, mas não humanos. Aqui em Cangalha, tento recuperar a paz, a calma, a segurança que não estou mais sentindo na cidade que vim para conquistar. E conquistei, fiz minha vida, e não é uma vida ruim. Mas estão destruindo sonhos e projetos de vida, não somente meus, mas de milhares. E estamos em silêncio. Isso me angustia. Mas não sei o que fazer, como fazer, se há o que fazer. Batemos no iceberg. E agora?


(Ignácio de Loyola Brandão. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ignacio-deloyola-brandao/batemos-no-iceberg/ 27.08.2024. Adaptado) 
No trecho do 4º parágrafo – ... e uma varinha mágica batesse no solo e dissesse: erga-se, arranha-céu –, os dois-pontos e a vírgula foram empregados, respectivamente, para
Alternativas
Q3225734 Português
   Cangalha, Minas Gerais. Aqui estou há um mês. Em paz. Fugi da barafunda que se chama São Paulo. Cidade que foi meu sonho, onde fiz carreira. Cidade enrascada, encrenca, desordem, banzé. Total alvoroço provocado pelas construtoras que armaram um cerco ao redor de meu apartamento em Pinheiros. Só do meu? Apontem um só canto, recanto, esquina, vão, desvão, beco, região em que não haja tal rebuliço.

   Estamos vivendo a época do vale-tudo. Caminhões de concreto, de material de construção, cimento, areia, ferro, a todo momento, betoneiras, caçambas sendo atiradas ao chão na madrugada, o asfalto sendo corroído, buracos por toda parte, águas de mananciais subterrâneos liberadas e correndo ao longo do meio-fio. Lixo.

   O espantoso é que, com toda a tecnologia de construção que a gente vê pelo mundo inteiro, ainda existam bate-estacas dinossáuricos a nos alucinar o dia inteiro. Nunca se falou tanto em teletrabalho. Mas como manter teletrabalho com a insensatez das construções que, a cada momento, surgem repentinamente ao nosso redor?

   Como se vivêssemos em um conto de fadas e uma varinha mágica batesse no solo e dissesse: erga-se, arranha-céu. E ele subisse, geração espontânea, e não há nada para se fazer. Eu estou nesta cidade, que amo – mas já não sei mais o motivo –, desde 1957. Plano Diretor arrasado, mudado constantemente, ao interesse de quem?

   Cidade suja, sem um governo que saiba o que fazer. Ou sabe, nós é que não sabemos por que não fazem. Um mundo de amigos meus deixou a cidade. Outros planejam fazê-lo. Há uma camada de elite que tem dinheiro e vai para Miami. Outros foram devastar Portugal, comprar prédios, desalojar gente que neles vivia há décadas e não tem para onde ir.

   O que importa? São espertos, mas não humanos. Aqui em Cangalha, tento recuperar a paz, a calma, a segurança que não estou mais sentindo na cidade que vim para conquistar. E conquistei, fiz minha vida, e não é uma vida ruim. Mas estão destruindo sonhos e projetos de vida, não somente meus, mas de milhares. E estamos em silêncio. Isso me angustia. Mas não sei o que fazer, como fazer, se há o que fazer. Batemos no iceberg. E agora?


(Ignácio de Loyola Brandão. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ignacio-deloyola-brandao/batemos-no-iceberg/ 27.08.2024. Adaptado) 
Assinale a alternativa em que se observa emprego de vocábulo em sentido figurado.
Alternativas
Q3225733 Português
   Cangalha, Minas Gerais. Aqui estou há um mês. Em paz. Fugi da barafunda que se chama São Paulo. Cidade que foi meu sonho, onde fiz carreira. Cidade enrascada, encrenca, desordem, banzé. Total alvoroço provocado pelas construtoras que armaram um cerco ao redor de meu apartamento em Pinheiros. Só do meu? Apontem um só canto, recanto, esquina, vão, desvão, beco, região em que não haja tal rebuliço.

   Estamos vivendo a época do vale-tudo. Caminhões de concreto, de material de construção, cimento, areia, ferro, a todo momento, betoneiras, caçambas sendo atiradas ao chão na madrugada, o asfalto sendo corroído, buracos por toda parte, águas de mananciais subterrâneos liberadas e correndo ao longo do meio-fio. Lixo.

   O espantoso é que, com toda a tecnologia de construção que a gente vê pelo mundo inteiro, ainda existam bate-estacas dinossáuricos a nos alucinar o dia inteiro. Nunca se falou tanto em teletrabalho. Mas como manter teletrabalho com a insensatez das construções que, a cada momento, surgem repentinamente ao nosso redor?

   Como se vivêssemos em um conto de fadas e uma varinha mágica batesse no solo e dissesse: erga-se, arranha-céu. E ele subisse, geração espontânea, e não há nada para se fazer. Eu estou nesta cidade, que amo – mas já não sei mais o motivo –, desde 1957. Plano Diretor arrasado, mudado constantemente, ao interesse de quem?

   Cidade suja, sem um governo que saiba o que fazer. Ou sabe, nós é que não sabemos por que não fazem. Um mundo de amigos meus deixou a cidade. Outros planejam fazê-lo. Há uma camada de elite que tem dinheiro e vai para Miami. Outros foram devastar Portugal, comprar prédios, desalojar gente que neles vivia há décadas e não tem para onde ir.

   O que importa? São espertos, mas não humanos. Aqui em Cangalha, tento recuperar a paz, a calma, a segurança que não estou mais sentindo na cidade que vim para conquistar. E conquistei, fiz minha vida, e não é uma vida ruim. Mas estão destruindo sonhos e projetos de vida, não somente meus, mas de milhares. E estamos em silêncio. Isso me angustia. Mas não sei o que fazer, como fazer, se há o que fazer. Batemos no iceberg. E agora?


(Ignácio de Loyola Brandão. Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/ignacio-deloyola-brandao/batemos-no-iceberg/ 27.08.2024. Adaptado) 
O autor se dirige diretamente ao leitor no trecho transcrito em:
Alternativas
Q3225037 Noções de Informática

Uma apresentação, criada e editada no MS-Powerpoint 2016 em sua configuração padrão, possui apenas um slide, que contém duas Formas.

Para cada forma, há uma animação associada. À primeira forma, está associada a uma animação de entrada, e à segunda forma, a uma animação de saída.

Um usuário, ao abrir o arquivo em Modo de Apresentação, notou que, ao término da apresentação, mas ainda nesse Modo,

Alternativas
Q3225036 Segurança da Informação
Assinale, dentre as opções a seguir, a única URL que indica uma conexão não criptografada.
Alternativas
Q3225034 Noções de Informática

Um usuário, utilizando o MS-Word 2016 em sua configuração padrão, está editando um documento de cinco páginas e que contém apenas uma seção.

Ao posicionar o cursor do mouse na segunda página e adicionar uma nota de fim, a nota será criada

Alternativas
Q3225033 Noções de Informática

Um usuário, utilizando o MS-Windows 10 em sua configuração padrão, selecionou um arquivo DOCX que está na pasta C:\TEMP e pressionou as teclas CTRL + X. Em seguida, navegou até a Área de Trabalho e pressionou CTRL+V. Por fim, pressionou as teclas CTRL+Z.

Assinale a alternativa correta após o término das ações efetuadas, considerando que o usuário possui permissão de escrita nas pastas citadas.

Alternativas
Q3225027 Português

Leia o texto para responder a questão.


Fábrica de doenças


    Cumpre à risca a pauta para a qual deve a razão de existir o veículo de comunicação quando ergue o escudo da justiça em proteção de comunidades sob ataque, por sobrecarga dos poderes ou omissão dos moradores.

    É o caso de concordar com esta avaliação qualitativa, ao observar-se o padecer de várias gerações da localidade de Areias, em Arembepe, Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.

    São vidas rasuradas por incidências frequentes de doenças gravíssimas, não apenas a mais temível delas, o câncer, mas também os problemas de respiração e de pele, em média muito acima dos registros das clínicas.

    A hipótese falseável de maior probabilidade para explicar o trauma é a poluição emitida por fábrica de pigmentos, habituada a trocar de nome, como se o artifício pudesse livrar dos erros moral e técnico de espalhar enfermidades.


(Editorial. https://atarde.com.br/opiniao, 07.10.2023. Adaptado)

Considere as reescritas de informações do texto.


•  Os problemas de respiração e pele estão com incidências muito superiores _______ dos registros das clínicas.

•  O veículo de comunicação ergue o escudo da justiça para dar proteção _______ comunidades sob ataque.

•  As doenças gravíssimas referem-se tanto _______ doença mais temível, o câncer, quanto ________ problemas de respiração e pele.


De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com: 

Alternativas
Q3225026 Português

Leia o texto para responder a questão.


Fábrica de doenças


    Cumpre à risca a pauta para a qual deve a razão de existir o veículo de comunicação quando ergue o escudo da justiça em proteção de comunidades sob ataque, por sobrecarga dos poderes ou omissão dos moradores.

    É o caso de concordar com esta avaliação qualitativa, ao observar-se o padecer de várias gerações da localidade de Areias, em Arembepe, Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.

    São vidas rasuradas por incidências frequentes de doenças gravíssimas, não apenas a mais temível delas, o câncer, mas também os problemas de respiração e de pele, em média muito acima dos registros das clínicas.

    A hipótese falseável de maior probabilidade para explicar o trauma é a poluição emitida por fábrica de pigmentos, habituada a trocar de nome, como se o artifício pudesse livrar dos erros moral e técnico de espalhar enfermidades.


(Editorial. https://atarde.com.br/opiniao, 07.10.2023. Adaptado)

No 1o parágrafo do texto, deverá ser empregado “Cumprem”, se for flexionado no plural o substantivo 
Alternativas
Q3225024 Português

Leia o texto para responder a questão.


Fábrica de doenças


    Cumpre à risca a pauta para a qual deve a razão de existir o veículo de comunicação quando ergue o escudo da justiça em proteção de comunidades sob ataque, por sobrecarga dos poderes ou omissão dos moradores.

    É o caso de concordar com esta avaliação qualitativa, ao observar-se o padecer de várias gerações da localidade de Areias, em Arembepe, Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.

    São vidas rasuradas por incidências frequentes de doenças gravíssimas, não apenas a mais temível delas, o câncer, mas também os problemas de respiração e de pele, em média muito acima dos registros das clínicas.

    A hipótese falseável de maior probabilidade para explicar o trauma é a poluição emitida por fábrica de pigmentos, habituada a trocar de nome, como se o artifício pudesse livrar dos erros moral e técnico de espalhar enfermidades.


(Editorial. https://atarde.com.br/opiniao, 07.10.2023. Adaptado)

O editorial refere-se à situação de várias gerações como uma “avaliação qualitativa” porque
Alternativas
Q3225023 Português

Leia o texto para responder a questão.


O mal é da televisão


    Camarada escritor:

    Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. Agradeço que me corrija as faltas e a pontuação, para sair bem no livro. Aí vai…

    O meu pai apareceu um dia com o cão em casa. Disse: “andou sempre a seguir-me, não quer largar mais.” Eu fiquei contente, um lindo cão e inteligente. Demos-lhe o nome de Jasão, foi o meu pai que escolheu o nome, pois gosta muito de lendas gregas. Jasão aprendeu logo o nome, era esperto.

    Quando eu ia para o Instituto, onde estou a estudar Planificação, o cão queria ir comigo. Às vezes até foi. Ficava à espera de que eu saísse das aulas e acompanhava-me a casa. Sempre grande e calmo, um senhor. As garinas1 rodeavam-no logo, a fazer festas, ele deixava. Quem aproveitava da popularidade dele era eu. Por isso até que gostava da sua companhia. Mas o meu pai xingava-me sempre por o levar. Achava que não ficava bem o filho dum responsável, mesmo se pequeno, andar com um cão. Isso era prática de outros tempos que devíamos combater: os filhos dos governadores ou senhores coloniais é que andavam assim! Podíamos ter o cão, mas em casa, sem dar nas vistas, para que as massas não fizessem paralelos incômodos com os tempos antigos.


(Pepetela. O Cão e os Caluandas. Adaptado)

Na frase – Escrevo-lhe esta carta, conforme me pediu, para contar o que sei sobre o cão pastor-alemão. (2o parágrafo) –, o autor da carta emprega o artigo “o” porque
Alternativas
Respostas
7581: E
7582: C
7583: B
7584: E
7585: C
7586: D
7587: C
7588: A
7589: A
7590: C
7591: D
7592: B
7593: C
7594: C
7595: C
7596: A
7597: E
7598: C
7599: B
7600: D