Questões de Concurso Comentadas para farmacêutico

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Q3758947 Português

A inauguração do Açude Epitácio Pessoa [e outros grandes açudes] consolidava assim a política de serviços hídricos do Governo Federal para a região Nordeste [...]. Por isso mesmo, eram as obras preferidas pelos políticos de todos os níveis.


Com base no texto sobre a construção do açude Epitácio Pessoa e a política de serviços hídricos no Nordeste, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as afirmativas falsas.



( ) Importante registrar que na época da construção do Epitácio Pessoa houve uma pressão de políticos e líderes religiosos para a conclusão das obras do açude como forma de solucionar o grave problema de abastecimento d’água de Campina Grande.



( ) Desde 1939, Campina Grande era abastecida pela represa de Vaca Brava, localizada próxima ao município de Areia, no Agreste Paraibano.



( ) O Governo Federal construiu pequenos açudes como solução definitiva para a falta d’água no Nordeste.



( ) As obras hídricas no Nordeste eram apresentadas como solução para a falta d’água e impressionavam pela grandiosidade.



A sequência correta é:

Alternativas
Q3758936 Português

Leia, a seguir, o poema intitulado “Vou-me embora para pasárgada”, de Manuel Bandeira, e responda à questão.


Vou-me embora pra Pasárgada


Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei


Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconsequente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive


E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcaloide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar


E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.



Fonte: BANDEIRA, Manuel. Libertinagem.

Rio de Janeiro: Editora Global, 1930.

Após leitura do poema “Vou-me embora pra Pasárgada”, de Manuel Bandeira, analise, como verdadeiras (V) ou falsas (F), as afirmativas a seguir.



I. No verso “Vou-me embora pra Pasárgada”, o termo em destaque apresenta a colocação pronominal denominada mesóclise, que é bem comum nos textos dos escritores do cânone literário;



II. Nos versos “De tal modo inconsequente\ Que Joana a Louca de Espanha”, o termo em destaque classifica-se como pronome relativo;



III. No verso “Vou-me embora pra Pasárgada”, o termo “pra” não se adequa ao uso da normapadrão e deve ser, imediatamente, corrigido;



IV. Os verbos “escolherei”, “farei”, “andarei”, “montarei” e “subirei” estão conjugados na primeira pessoa do singular do futuro do presente do modo indicativo. 



Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é:

Alternativas
Q3758932 Português

Leia, a seguir, a letra da música “Os anjos”, de Legião urbana, e responda à questão.



Os Anjos


Legião Urbana


Hoje não dá, hoje não dá

Não sei mais o que dizer e nem o que pensar

Hoje não dá, hoje não dá

A maldade humana agora não tem nome, hoje não

Pegue duas medidas de estupidez

Junte trinta e quatro partes de mentira

Coloque tudo numa forma untada previamente

Com promessas não cumpridas

Adicione a seguir o ódio e a inveja

As dez colheres cheias de burrice

Mexa tudo e misture bem

E não se esqueça antes de levar ao forno

Temperar com essência de espirito de porco

Duas xícaras de diferença

E um tablete e meio de preguiça

Hoje não dá, hoje não dá

Está um dia tão bonito lá fora e eu quero brincar

Mas hoje não dá, hoje não dá

Vou consertar a minha asa quebrada e descansar

Gostaria de não saber

Destes crimes atrozes

É todo dia agora

E o que vamos fazer?

Quero voar pra bem longe

Mas hoje não dá

Não sei o que pensar

E nem o que dizer

Só nos sobrou do amor

A falta que ficou



Fonte: https://www.letras.mus.br/legiao-urbana/46964/

Após leitura da letra da música “Os anjos”, de Legião urbana, analise as afirmativas a seguir.



I. A letra em questão retrata o hibridismo de gêneros textuais\discursivos, ao utilizar características estruturais de uma receita culinária em uma de suas estrofes;



II. Os verbos “pegue”, “junte”, “coloque”, “adicione”, “mexa” e “misture” estão conjugados no modo subjuntivo;



III. Nos versos “Só nos sobrou do amor\ A falta que ficou”, o sujeito do verbo sobrar é representado pelo pronome “nos”;



IV. No verso “A falta que ficou”, o termo em destaque é um pronome relativo.



Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:

Alternativas
Q3758928 Português

Leia o texto a seguir e responda da questão.


Cultura: por que e para quem?


Fernando Silva



    Afinal, você tem cultura? A resposta é simples: sim, você tem!

    O conceito de cultura é bastante amplo e definido com focos distintos, a depender-se da corrente de pensamento ou dos estudiosos que a interpretam. Entretanto, o termo está presente em muitos momentos de nossas vidas, em circunstâncias de aprendizagem escolar, em conversas cotidianas entre amigos e família e até em discussões pela internet. Em certas ocasiões, é comum que se haja conflitos ligados ao uso de frases como “você não tem cultura” ou “isso sim é cultura”. Hoje, no Blog do Espaço, discutiremos sobre por que cultura e, principalmente, para quem?


Alta cultura e baixa cultura?


    Podemos começar por um curto panorama acadêmico. Os Estudos Culturais nasceram por volta dos anos 60, principalmente a partir de reflexões do crítico britânico de literatura Raymond Williams. Este campo foi e é essencial para análise e investigação interdisciplinar que explora as formas de produção de significados e da difusão nas sociedades atuais.

    Dentre os trabalhos produzidos nessa área, notou-se que termos como ‘alta cultura’ e ‘erudição’ surgiram há muito tempo, datados entre os séculos XIII e XIX na Europa, a partir de referência aos clássicos da Grécia e Roma antigas, criados pelas elites dominantes. A cultura popular, e mais tarde a cultura de massa, surgiram então como modos classificativos de oposição ao que se considerava erudito. Traços dessas definições marcaram nossa sociedade. Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras.

    É comum que se utilize a cultura como sinônimo de sabedoria, educação e refinamento. Neste pensamento, entende-se que títulos universitários, volume de leituras e até a inteligência são aspectos que ditam o quão culturalmente desenvolvido determinado indivíduo é. Aqui, a cultura é uma palavra usada para classificar as pessoas e, por diversas vezes, grupos sociais, servindo assim como uma arma discriminatória.

    Pense no Brasil, um país rico em território, com cinco regiões tão distintas, com crenças múltiplas, variadas manifestações culinárias e ampla diversidade. É impossível que se aponte culturas superiores em detrimento de outras, afinal, existem diversas formas de manifestação cultural. Se este exemplo se aplica a um país, imagine em todo o mundo.

    “Um carnavalesco e um religioso não podem ser classificados em termos de superior ou inferior”, é o que aponta o antropólogo Roberto Da Matta. As relações são complementares, e isto significa que há tanta cultura no carnaval quanto nas missas e procissões.

    A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos. Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas.



Fonte: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/

cultura-por-que-e-para-quem/ [adaptado]

Analise as afirmativas a seguir sobre o texto de Fernando da Silva.



I. As menções realizadas ao estudioso Raymond Williams e ao Antropólogo Roberto da Matta revelam o recurso da intertextualidade na construção do texto;



II. O termo em negrito na frase “A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos” classifica-se, morfologicamente, como pronome pessoal do caso reto;



III. Na frase “Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas”, a vírgula que separa o termo em negrito do restante do texto é obrigatória porque o adjunto adverbial está deslocado;



IV. Na frase “Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras”, o termo em negrito trata-se de uma conjunção integrante que precede uma oração subordinada substantiva subjetiva.



Após análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas: 

Alternativas
Q3758927 Português

Leia o texto a seguir e responda da questão.


Cultura: por que e para quem?


Fernando Silva



    Afinal, você tem cultura? A resposta é simples: sim, você tem!

    O conceito de cultura é bastante amplo e definido com focos distintos, a depender-se da corrente de pensamento ou dos estudiosos que a interpretam. Entretanto, o termo está presente em muitos momentos de nossas vidas, em circunstâncias de aprendizagem escolar, em conversas cotidianas entre amigos e família e até em discussões pela internet. Em certas ocasiões, é comum que se haja conflitos ligados ao uso de frases como “você não tem cultura” ou “isso sim é cultura”. Hoje, no Blog do Espaço, discutiremos sobre por que cultura e, principalmente, para quem?


Alta cultura e baixa cultura?


    Podemos começar por um curto panorama acadêmico. Os Estudos Culturais nasceram por volta dos anos 60, principalmente a partir de reflexões do crítico britânico de literatura Raymond Williams. Este campo foi e é essencial para análise e investigação interdisciplinar que explora as formas de produção de significados e da difusão nas sociedades atuais.

    Dentre os trabalhos produzidos nessa área, notou-se que termos como ‘alta cultura’ e ‘erudição’ surgiram há muito tempo, datados entre os séculos XIII e XIX na Europa, a partir de referência aos clássicos da Grécia e Roma antigas, criados pelas elites dominantes. A cultura popular, e mais tarde a cultura de massa, surgiram então como modos classificativos de oposição ao que se considerava erudito. Traços dessas definições marcaram nossa sociedade. Na atualidade, não é difícil que se encontre indivíduos que acreditam em formas de cultura superiores a outras.

    É comum que se utilize a cultura como sinônimo de sabedoria, educação e refinamento. Neste pensamento, entende-se que títulos universitários, volume de leituras e até a inteligência são aspectos que ditam o quão culturalmente desenvolvido determinado indivíduo é. Aqui, a cultura é uma palavra usada para classificar as pessoas e, por diversas vezes, grupos sociais, servindo assim como uma arma discriminatória.

    Pense no Brasil, um país rico em território, com cinco regiões tão distintas, com crenças múltiplas, variadas manifestações culinárias e ampla diversidade. É impossível que se aponte culturas superiores em detrimento de outras, afinal, existem diversas formas de manifestação cultural. Se este exemplo se aplica a um país, imagine em todo o mundo.

    “Um carnavalesco e um religioso não podem ser classificados em termos de superior ou inferior”, é o que aponta o antropólogo Roberto Da Matta. As relações são complementares, e isto significa que há tanta cultura no carnaval quanto nas missas e procissões.

    A cultura nos parece uma ótima ferramenta de compreensão das diferenças entre as sociedades e os indivíduos. Como descrito por Da Matta, ela é um mapa, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas.



Fonte: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/

cultura-por-que-e-para-quem/ [adaptado]

Após leitura do texto “Cultura: por que e para quem?”, de autoria de Fernando da Silva, compreende-se, em outras palavras, que, segundo o referido autor: 
Alternativas
Q3758658 Farmácia
A compatibilidade Ca×P em NPT depende do sal de cálcio (gluconato preferido), concentração de aminoácidos e pH; a ordem de adição (fosfato primeiro, cálcio por último), temperatura e inspeção influenciam precipitação. Filtros in-line apropriados e fotoproteção são exigidos conforme composição e população (p.ex., neonatal). Qual alternativa está correta? 
Alternativas
Q3758654 Farmácia
Pedidos de biowaiver BCS para classe III requerem alta solubilidade, dissolução muito rápida e excipientes Q&Q semelhantes ao comparador, dada a sensibilidade a excipientes; mantêm-se proporcionalidade de dose/força e forma farmacêutica. Qual alternativa descreve corretamente?
Alternativas
Q3758653 Farmácia
A revisão ICH Q2(R2)/Q14 enfatiza robustez como avaliação deliberada de pequenas variações de método (pH, fluxo, temperatura, composição), preferencialmente com DoE, além de adequação do sistema (p.ex., resolução, tailing, número de pratos). Qual alternativa está correta?
Alternativas
Q3758652 Administração Geral
Em Quality by Design, parte-se do QTPP para derivar CQAs, mapeiam-se CPPs por QRM baseado em evidências, delineia-se design space (multidimensional) via DoE e/ou PAT, consolida-se control strategy (IPC, MBR, liberação por parâmetros quando aplicável) e gerencia-se ciclo de vida pela ICH Q10 (cambios, CAPA, knowledge management). Qual proposição descreve corretamente esse encadeamento?
Alternativas
Q3758649 Farmácia
Sistemas com reserva de receptores exibem relações não lineares entre ocupação e efeito, previstas pelo modelo operacional de Black & Leff e pela análise de “transduction”. À medida que antagonistas irreversíveis inativam uma fração do pool receptor, a curva dose-resposta de um agonista “completo” inicialmente se desloca à direita sem queda de Emax (reserva absorve perda), até que a fração ativa cruze um limiar; então Emax despenca. Agonistas parciais evidenciam declínio de eficácia mais cedo, dada menor eficiência de acoplamento. Qual proposição traduz corretamente essas consequências operacionais?
Alternativas
Q3758648 Farmácia
A definição de prazos de validade considera estudos de longa duração e acelerados nas zonas climáticas pertinentes, com análise de tendência, modelos estatísticos e confirmação de condições de embalagem. Qual proposição está correta?
Alternativas
Q3758647 Farmácia
Para maximizar benefício clínico, painéis multiplex devem operar sob algoritmo pré-definido, com comunicação em tempo real entre laboratório e stewardship, integração com AST/culturas e ajuste (descalonamento/escalonamento) documentado. Qual proposição melhor descreve essa incorporação?
Alternativas
Q3758646 Farmácia
Em coronariopatia com antiarrítmico classe III e polifarmácia, é mandatório ponderar risco de QT, interações (CYP), eletrólitos e evidência de eficácia. Qual decisão é a mais prudente?
Alternativas
Q3758645 Direito Digital
Conformidade requer base legal clara, minimização, controle de acesso baseado em perfis, trilha de auditoria, criptografia em trânsito/repouso, contratos com operadores, DPIA quando necessário, gestão de incidentes e treinamento contínuo. Qual implementação espelha essas exigências?
Alternativas
Q3758644 Administração Geral
Transições ampliam discrepâncias. O processo recomendado (WHO High5s) exige BPMH multimodal, entrevista estruturada, verificação com prescritores, classificação de discrepâncias (intencionais/não intencionais), intervenção, documentação/feedback e indicadores. Qual sequência é a mais efetiva e auditável?
Alternativas
Q3758643 Farmácia
A detecção de anticorpos anti-droga (ADA) exige abordagens em etapas: triagem sensível, confirmação de especificidade, titulação e, quando pertinente, neutralização, sob interferência de fármaco, matriz e isótopos. O impacto clínico envolve PK alterada, perda de resposta e hipersensibilidade. Qual proposição representa o fluxo analítico adequado? 
Alternativas
Q3758642 Farmácia
A formação de fosfato de cálcio em NP depende do sal de cálcio, fonte de fosfato, pH/temperatura, concentração de aminoácidos, ordem de adição, diluição e uso de filtro in-line. Qual conduta está alinhada?
Alternativas
Q3758641 Farmácia
Em hipertensão resistente com DRC e albuminúria, as diretrizes recomendam IECA/ARA-II na dose máxima tolerada, iSGLT2 quando elegível, diurético de alça ou tiazídico potente conforme TFG/volume, antagonista de mineralocorticoide com monitorização de K⁺/TFG, além de avaliar adesão, dieta de sódio e apneia do sono. Qual plano sintetiza corretamente esse manejo integrado?
Alternativas
Q3758640 Farmácia
A revisão estruturada requer reconciliação, identificação de PRMs, avaliação de eficácia, segurança, adesão e interações, plano compartilhado e documentação. Qual alternativa reflete essa abordagem?
Alternativas
Q3758639 Farmácia
Para atingir rapidamente Css em fármacos com Vd alto, emprega-se dose de ataque = Vd × Css desejada, considerando biodisponibilidade e sal. Qual alternativa expressa corretamente?
Alternativas
Respostas
2421: E
2422: E
2423: B
2424: B
2425: E
2426: E
2427: B
2428: D
2429: A
2430: D
2431: A
2432: D
2433: E
2434: D
2435: C
2436: A
2437: E
2438: B
2439: B
2440: A