Questões de Concurso
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Sobre manutenção de compressores de êmbolo, considere:
I. Devem ser verificados periodicamente o nível de óleo lubrificante, as condições do filtro de ar e drenagem do condensado.
II. Óleo lubrificante com viscosidade acima do especificado pode provocar aquecimento anormal do compressor.
III. Deve ser realizado teste hidrostático no reservatório de ar de acordo com a NR 13.
IV. A tensão incorreta das correias e o desalinhamento das polias podem gerar vibrações e danos aos rolamentos e mancais.
Está correto o que consta de
De cedo, aprendi a subir ladeira e a pegar bonde andando. Posso dizer, com humildade orgulhosa, que tive morros e bondes no meu tempo de menino.
Nossa pobreza não era envergonhada. Ainda não fora substituída pela miséria nos morros pobres, como o da Geada. Que tinha esse nome a propósito: lá pelos altos do Jaguaré, quando fazia muito frio, no morro costumava gear. Tínhamos um par de sapatos para o domingo. Só. A semana tocada de tamancos ou de pés no chão.
Não há lembrança que me chegue sem os gostos. Será difícil esquecer, lá no morro, o gosto de fel de chá para os rins, chá de carqueja empurrado goela abaixo pelas mãos de minha bisavó Júlia. Havia pobreza, marcada. Mas se o chá de carqueja me descia brabo pela goela, como me é difícil esquecer o gosto bom do leite quente na caneca esmaltada estirada, amorosamente, também no morro da Geada, pelas mãos de minha avó Nair.
A miséria não substituíra a pobreza. E lá no morro da Geada, além do futebol e do jogo de malha, a gente criava de um tudo. Havia galinha, cabrito, porco, marreco, passarinho, e a natureza criava rolinha, corruíra, papa-capim, andorinha, quanto. Tudo ali nos Jaguarés, no morro da Geada, sem água encanada, com luz só recente, sem televisão, sem aparelho de som e sem inflação.
Nenhum de nós sabia dizer a palavra solidariedade. Mas, na casa do tio Otacílio, criavam-se até filhos dos outros, e estou certo que o nosso coração era simples, espichado e melhor. Não desandávamos a reclamar da vida, não nos hostilizávamos feito possessos, tocávamos a pé pra baixo e pra cima e, quando um se encontrava com o outro, a gente não dizia: “Oi!”. A gente se saudava, largo e profundo: − Ô, batuta*!
*batuta: amigo, camarada.
(Texto adaptado. João Antônio. Meus tempos de menino. In: WERNEK, Humberto (org.). Boa companhia: crônicas. São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 141-143)
De cedo, aprendi a subir ladeira e a pegar bonde andando. Posso dizer, com humildade orgulhosa, que tive morros e bondes no meu tempo de menino.
Nossa pobreza não era envergonhada. Ainda não fora substituída pela miséria nos morros pobres, como o da Geada. Que tinha esse nome a propósito: lá pelos altos do Jaguaré, quando fazia muito frio, no morro costumava gear. Tínhamos um par de sapatos para o domingo. Só. A semana tocada de tamancos ou de pés no chão.
Não há lembrança que me chegue sem os gostos. Será difícil esquecer, lá no morro, o gosto de fel de chá para os rins, chá de carqueja empurrado goela abaixo pelas mãos de minha bisavó Júlia. Havia pobreza, marcada. Mas se o chá de carqueja me descia brabo pela goela, como me é difícil esquecer o gosto bom do leite quente na caneca esmaltada estirada, amorosamente, também no morro da Geada, pelas mãos de minha avó Nair.
A miséria não substituíra a pobreza. E lá no morro da Geada, além do futebol e do jogo de malha, a gente criava de um tudo. Havia galinha, cabrito, porco, marreco, passarinho, e a natureza criava rolinha, corruíra, papa-capim, andorinha, quanto. Tudo ali nos Jaguarés, no morro da Geada, sem água encanada, com luz só recente, sem televisão, sem aparelho de som e sem inflação.
Nenhum de nós sabia dizer a palavra solidariedade. Mas, na casa do tio Otacílio, criavam-se até filhos dos outros, e estou certo que o nosso coração era simples, espichado e melhor. Não desandávamos a reclamar da vida, não nos hostilizávamos feito possessos, tocávamos a pé pra baixo e pra cima e, quando um se encontrava com o outro, a gente não dizia: “Oi!”. A gente se saudava, largo e profundo: − Ô, batuta*!
*batuta: amigo, camarada.
(Texto adaptado. João Antônio. Meus tempos de menino. In: WERNEK, Humberto (org.). Boa companhia: crônicas. São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 141-143)
Sobre os métodos de ensaios não destrutivos (END), considere.
I. Inspeção Radiográfica é realizada onde os componentes soldados exigem uma técnica de inspeção muito crítica devido à sua aplicação. A blindagem de radiação de raios gama e de raio x é um requisito rigoroso.
II. Na inspeção de partículas magnéticas, a área soldada é revestida com um fluxo magnético contendo partículas de ferro ferroso. Um ímã de feixe elétrico é colocado através do fluxo produzindo um campo magnético visível.
III. Teste ultrassônico pode detectar irregularidades superficiais e internas na soldagem de metais ferrosos e não ferrosos. Funciona transmitindo ondas de som pulsantes de alta frequência através da solda.
Está correto o que consta de
A respeito do controle visual e dimensional de soldagem, considere.
I. O local onde se realiza a operação de inspeção deve estar limpo, organizado e suficientemente claro, preferencialmente com iluminação artificial, devendo-se evitar a iluminação natural.
II. As áreas com visibilidade inacessível podem ser verificadas com auxílio de lentes ou espelhos ou boroscópio.
III. Quando se utiliza iluminação artificial, deve-se prever a intensidade adequada para potencializar reflexos na superfície de materiais como alumínio e aço inoxidável.
IV. Cordões inacessíveis em produtos acabados devem ser inspecionados no final do trabalho.
V. A inspeção visual deve ser feita em três etapas: verificação antes, durante e após o processo de soldagem.
Está correto o que consta APENAS de
Considere a tabela abaixo.
Defeito
I. Falta de penetração
II. Porosidade
III. Trincas
Causa
a. Velocidade de avanço elevado.
b. Ângulo incorreto de soldagem.
c. Material de soldagem inadequado.
Os defeitos I, II e III, e as causas a, b e c, referentes ao processo de soldagem TIG, apresentados na tabela, estão corretamente relacionados em: