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A necessidade de comunicação é algo que está presente na vida do ser humano desde os tempos mais remotos. Trocar informações, registrar fatos, expressar idéias e emoções são fatores que contribuíram para a evolução das formas de o homem se comunicar. (OLIVEIRA, 2011).
A acelerada evolução de novas tecnologias de comunicação determinou a uniformização das culturas em escala mundial, porém o fato de essas tecnologias, em virtude de seu alto custo, serem elitistas, criou, no campo das telecomunicações e da telefonia celular, uma grande população de excludentes, que a elas não têm acesso, nos países emergentes e subdesenvolvidos.
A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social. (DALLARI. In: CAVALCANTI, 2011).
A Constituição Brasileira de 1988 é chamada de “cidadã”, por ter promovido avanços no campo da cidadania, entre os quais, a instituição do voto dos analfabetos, uma nova legislação sobre o indígena, o combate ao racismo — que passou a ser um crime inafiançável — e a proteção ao meio ambiente — que ganhou um capítulo inovador — além de ter impulsionado a criação de novos códigos e estatutos voltados para o consumidor, para a criança e o adolescente e para o idoso.
O fenômeno da globalização adquiriu, nas últimas décadas, dimensões cada vez mais complexas: o crescimento do comércio mundial cada vez mais se concentrou nos bens de maior valor agregado e conteúdo tecnológico; diversos segmentos da produção mundial passaram a ser executados por corporações transnacionais, dividindo o sistema produtivo pelos quatro cantos do planeta; o comércio e os investimentos privados adquiriram maior peso na economia dos países. (AS RELAÇOES..., 2011).
O Brasil, com sua economia em expansão, insere-se no mundo globalizado, consolidando sua posição como exportador de commodities (matérias-primas), atraindo investimentos estrangeiros e participando, com destaque, de organismos internacionais, como o G20 e o BRICS, esse último, um grupo de países emergentes, formado, além do Brasil, pela Rússia, Índia e China e, recentemente, pela África do Sul.
[...] a Unesco classifica o Brasil com Índice de Desenvolvimento Educacional (IDE) médio, que caminha na direção certa, mas ainda precisa andar muito para alcançar o primeiro grupo dos países com bom nível de educação. (TACIRO; KANNO, 2011, p. 28).
Entre os problemas enfrentados pela educação no Brasil, está o baixo índice de matrícula no ensino fundamental e o alto índice de analfabetismo, sendo que os alunos do ensino médio têm apresentado excelente desempenho nos programas internacionais que avaliam o conhecimento e a capacidade de leitura, e as desigualdades regionais na educação têm sido praticamente inexistentes.
A ideia romântica de que vivemos numa nação livre de preconceito racial se deve muito ao antropólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987). Em Casa Grande & Senzala (1933), Freyre defendeu a tese de um antagonismo camarada e harmonioso entre as três principais etnias que constituíram o povo brasileiro: os colonizadores portugueses, os escravos africanos e os indígenas nativos do continente. [...] (FERREIRA, 2010, p. 179).
As diferenças sociais entre as etnias que formam o povo brasileiro foram eliminadas pelas diversas políticas públicas implantadas pelo governo, por ações afirmativas — como a reserva de cotas para negros em todas as universidades públicas e privadas do País — e pelo Programa Bolsa Família, que elevou a expectativa de vida das populações negras e indígenas para o mesmo patamar daquela experimentada pelos brancos e igualou os níveis salariais entre estes e os negros.
O massacre na escola em Realengo, no Rio de Janeiro, repete o modelo de ataques ocorridos em outros países, nos últimos anos. O comportamento de Wellington Menezes de Oliveira assemelha-se ao exibido em matanças anteriores, em aspectos como a busca, na internet, de treinamento e de ideias para o crime, o uso de roupas pretas ou camufladas, o planejamento minucioso do ataque, a admiração por atentados terroristas e a intenção suicida. [...] (TEIXEIRA, 2011, p. 96).
O bullying, fenômeno observado no comportamento de estudantes — em escolas brasileiras e também de outros países — foi um dos fatores apontados, como responsáveis pelo comportamento do ex-aluno que provocou a chacina na escola de Realengo.

A charge refere-se à escassez de mão de obra qualificada, principal fator responsável pelo
atraso que ocorre nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, apesar do
planejamento eficiente e da solução para o problema da mobilidade urbana durante a
competição.
Mais de 80% dos brasileiros vivem em cidades, o que pede políticas para enfrentar os problemas urbanos: falta de habitação, de saneamento, de saúde e de educação.
[...]
O crescimento da população e a ocupação dos terrenos nas grandes cidades e cidades vizinhas levaram ao surgimento de vilarejos e de grandes regiões metropolitanas a partir dos anos 1970 [...]. (MONTOIA, 2010, p. 52-53).
O aprofundamento da desigualdade social é uma das características da urbanização acelerada que levou ao déficit habitacional e à consequente favelização, à falta de infraestrutura e ao aumento da violência urbana, principalmente nas áreas periféricas das grandes cidades brasileiras.