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PM do Rio de Janeiro diminui participação no desfile da Independência
Mudança será feita para aumentar a segurança das ruas no sábado, quando estão programadas mais manifestações
O tradicional desfile de 7 de Setembro na avenida Presidente Vargas, no centro, vai ficar desfalcado neste ano. A Polícia Militar do Estado, que conta com várias unidades na parada, confirmou apenas a presença da Academia Dom João VI, de oficiais. O porta-voz da corporação, tenente-coronel Cláudio Costa Oliveira, explicou nesta quinta-feira (05) que a mudança será feita para aumentar a segurança das ruas no próximo sábado, quando estão programadas diversas manifestações.
“Estamos definindo o aumento do efetivo em razão dessas manifestações que estão sendo passadas pela internet”, explicou. “Mas isso não está totalmente definido”, disse o tenente-coronel. Ele informou que nesta sexta-feira (6) será decidida a programação do desfile.
Anualmente, homens e mulheres dos batalhões de Choque, Florestal e de Operações Especiais, entre outras unidades, participam do desfile da Independência. A parada também conta com representantes da Marinha, do Exército, além de bandas de escolas públicas. Amanhã, segundo Oliveira, será divulgado ainda o esquema de segurança para o sábado.
Martha Rocha, chefe da Polícia Civil, disse que o esquema da corporação para sábado será o mesmo de todos os feriados, com os delegados titulares de plantão. “Todos estarão trabalhando como sempre estivemos em qualquer feriado”, comentou, em entrevista concedida ontem.
Na página do grupo Black Bloc, no Facebook, foi convocado pelo grupo um ato paralelo ao desfile, às 7h30, na Avenida Presidente Vargas, na altura da Rua Uruguaiana, no centro. No mesmo local, está marcada para começar às 9h a manifestação popular do Grito dos Excluídos, que desde 1995 reúne no Dia da Independência, entidades, indivíduos, movimentos sociais e religiosos comprometidos com as causas dos excluídos. Também estão agendados nas mídias sociais o bloco Antiproibicionista, às 10h, em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifics), da Universidade Federal do Rio, no centro; o manifesto Fora Renan, às 17h, na Cinelândia; e o ato Independência de Quem?, também às 17h, no Largo do Machado, na zona sul da cidade.
Adaptado de http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2013-09-05/pm-do-rio-de-janeiro-diminui-participacao-no-desfile-da-independencia
Quanto à estrutura desse tipo de texto, podemos afirmar que em “Mudança será feita para aumentar a segurança das ruas no sábado, quando estão programadas mais manifestações” temos
Com relação a vírus, worms e pragas virtuais, assinale a opção correta.
Acerca de noções dos sistemas operacionais Linux e Windows, assinale a opção correta.
Texto para as questões 9 e 10
1 A palavra biossegurança, segundo o Conselho de
Informações sobre Biotecnologia, é uma junção da expressão
“segurança biológica”, que é voltada para o controle e a
4 minimização de riscos advindos da exposição, da manipulação
e do uso de organismos vivos que podem causar efeitos
adversos ao homem, aos animais e ao meio ambiente. Ao
7 adotarmos procedimentos específicos para evitar ou minimizar
os riscos de atividades potencialmente perigosas que envolvem
organismos vivos, estaremos aplicando a biossegurança.
10 Os profissionais atuantes nas atividades de uma
unidade de biossegurança estão expostos a variados riscos
relacionados à organização do processo de trabalho, à
13 exposição a agentes físicos e químicos e, principalmente, à
exposição e ao manejo de material biológico. Os riscos do
manejo de material biológico são os grandes responsáveis pela
16 periculosidade e pela insalubridade desse ambiente.
O controle de infecção e a prevenção contra riscos de
acidentes de trabalho são realizados por meio do emprego de
19 medidas de precaução como forma de prevenir a contaminação
direta ou cruzada e os acidentes ocupacionais. A elaboração de
um programa de controle de infecção efetivo deve seguir um
22 conjunto de medidas técnicas e básicas com o objetivo
principal de prevenir e proteger os profissionais de saúde, os
usuários, suas famílias e o meio ambiente contra as doenças
25 infectocontagiosas e os acidentes ocupacionais.
Internet: <www.saude.es.gov.br> (com adaptações).
Considerando que cada uma das opções abaixo apresenta uma proposta de reescrita de trecho do texto — indicado entre aspas —, assinale a opção em que a reescrita, além de manter o sentido original do texto, também preserva a correção gramatical.
Texto para as questões 9 e 10
1 A palavra biossegurança, segundo o Conselho de
Informações sobre Biotecnologia, é uma junção da expressão
“segurança biológica”, que é voltada para o controle e a
4 minimização de riscos advindos da exposição, da manipulação
e do uso de organismos vivos que podem causar efeitos
adversos ao homem, aos animais e ao meio ambiente. Ao
7 adotarmos procedimentos específicos para evitar ou minimizar
os riscos de atividades potencialmente perigosas que envolvem
organismos vivos, estaremos aplicando a biossegurança.
10 Os profissionais atuantes nas atividades de uma
unidade de biossegurança estão expostos a variados riscos
relacionados à organização do processo de trabalho, à
13 exposição a agentes físicos e químicos e, principalmente, à
exposição e ao manejo de material biológico. Os riscos do
manejo de material biológico são os grandes responsáveis pela
16 periculosidade e pela insalubridade desse ambiente.
O controle de infecção e a prevenção contra riscos de
acidentes de trabalho são realizados por meio do emprego de
19 medidas de precaução como forma de prevenir a contaminação
direta ou cruzada e os acidentes ocupacionais. A elaboração de
um programa de controle de infecção efetivo deve seguir um
22 conjunto de medidas técnicas e básicas com o objetivo
principal de prevenir e proteger os profissionais de saúde, os
usuários, suas famílias e o meio ambiente contra as doenças
25 infectocontagiosas e os acidentes ocupacionais.
Internet: <www.saude.es.gov.br> (com adaptações).
Segundo o texto,
Texto para as questões de 6 a 8
1 Nos últimos cinco anos, o percentual de homens com
obesidade nas principais capitais brasileiras cresceu, passando
de 11,4%, em 2006, para 14,4%, em 2010. Os dados são da
4 pesquisa Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito
Telefônico (VIGITEL), do Ministério da Saúde, que verificou
ainda que 52% dos homens brasileiros apresentam sobrepeso.
7 O cenário preocupante também foi detectado pela
Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo IBGE:
entre 2002 e 2009, o percentual de obesos passou de 9% para
10 12,4%.
O brasileiro tem seguido uma tendência mundial:
10% da população adulta mundial — parcela estimada em
13 meio bilhão de pessoas — sofre desse mal, segundo a revista
médica Lancet.
A obesidade está ligada a vários fatores: sociais,
16 comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos,
metabólicos e genéticos. As principais causas, no entanto,
estão relacionadas à adoção de um estilo de vida sedentário e
19 de dietas ricas em açúcar e gorduras e pobres em frutas,
verduras, legumes e grãos. Ou seja, muito do problema está no
que se coloca no prato: 45% da população consome carnes
22 com excesso de gordura, mas apenas 15,4% ingere o
recomendado de frutas e hortaliças (cinco ou mais porções
semanais), segundo a pesquisa VIGITEL.
25 Há vários métodos para detectar o excesso de peso,
como a medição de pregas cutâneas ou a relação cintura-
quadril, mas a mais simples é o cálculo do índice de massa
28 corporal. Para calculá-lo, divide-se o peso do indivíduo por sua
altura elevada ao quadrado. Pessoas que registrem marca acima
de 30 kg/m² são consideradas obesas. Entre 25 kg/m² e
31 29,9 kg/m², o indivíduo é considerado sobrepesado (ou com
sobrepeso).
O indivíduo obeso fica vulnerável a possíveis
34 complicações; entre elas, o diabetes do tipo 2, as doenças
relacionadas com o aumento de gordura no sangue (como as
cardiovasculares, que incluem o infarto do miocárdio), a
37 hipertensão arterial, a gota, a apneia do sono e a infertilidade.
Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).
Mantêm-se a correção gramatical e a coerência do texto ao se substituir
Texto para as questões de 6 a 8
1 Nos últimos cinco anos, o percentual de homens com
obesidade nas principais capitais brasileiras cresceu, passando
de 11,4%, em 2006, para 14,4%, em 2010. Os dados são da
4 pesquisa Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito
Telefônico (VIGITEL), do Ministério da Saúde, que verificou
ainda que 52% dos homens brasileiros apresentam sobrepeso.
7 O cenário preocupante também foi detectado pela
Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo IBGE:
entre 2002 e 2009, o percentual de obesos passou de 9% para
10 12,4%.
O brasileiro tem seguido uma tendência mundial:
10% da população adulta mundial — parcela estimada em
13 meio bilhão de pessoas — sofre desse mal, segundo a revista
médica Lancet.
A obesidade está ligada a vários fatores: sociais,
16 comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos,
metabólicos e genéticos. As principais causas, no entanto,
estão relacionadas à adoção de um estilo de vida sedentário e
19 de dietas ricas em açúcar e gorduras e pobres em frutas,
verduras, legumes e grãos. Ou seja, muito do problema está no
que se coloca no prato: 45% da população consome carnes
22 com excesso de gordura, mas apenas 15,4% ingere o
recomendado de frutas e hortaliças (cinco ou mais porções
semanais), segundo a pesquisa VIGITEL.
25 Há vários métodos para detectar o excesso de peso,
como a medição de pregas cutâneas ou a relação cintura-
quadril, mas a mais simples é o cálculo do índice de massa
28 corporal. Para calculá-lo, divide-se o peso do indivíduo por sua
altura elevada ao quadrado. Pessoas que registrem marca acima
de 30 kg/m² são consideradas obesas. Entre 25 kg/m² e
31 29,9 kg/m², o indivíduo é considerado sobrepesado (ou com
sobrepeso).
O indivíduo obeso fica vulnerável a possíveis
34 complicações; entre elas, o diabetes do tipo 2, as doenças
relacionadas com o aumento de gordura no sangue (como as
cardiovasculares, que incluem o infarto do miocárdio), a
37 hipertensão arterial, a gota, a apneia do sono e a infertilidade.
Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).
Com base nas estruturas linguísticas do texto, assinale a opção correta.
Texto para as questões de 6 a 8
1 Nos últimos cinco anos, o percentual de homens com
obesidade nas principais capitais brasileiras cresceu, passando
de 11,4%, em 2006, para 14,4%, em 2010. Os dados são da
4 pesquisa Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito
Telefônico (VIGITEL), do Ministério da Saúde, que verificou
ainda que 52% dos homens brasileiros apresentam sobrepeso.
7 O cenário preocupante também foi detectado pela
Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo IBGE:
entre 2002 e 2009, o percentual de obesos passou de 9% para
10 12,4%.
O brasileiro tem seguido uma tendência mundial:
10% da população adulta mundial — parcela estimada em
13 meio bilhão de pessoas — sofre desse mal, segundo a revista
médica Lancet.
A obesidade está ligada a vários fatores: sociais,
16 comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos,
metabólicos e genéticos. As principais causas, no entanto,
estão relacionadas à adoção de um estilo de vida sedentário e
19 de dietas ricas em açúcar e gorduras e pobres em frutas,
verduras, legumes e grãos. Ou seja, muito do problema está no
que se coloca no prato: 45% da população consome carnes
22 com excesso de gordura, mas apenas 15,4% ingere o
recomendado de frutas e hortaliças (cinco ou mais porções
semanais), segundo a pesquisa VIGITEL.
25 Há vários métodos para detectar o excesso de peso,
como a medição de pregas cutâneas ou a relação cintura-
quadril, mas a mais simples é o cálculo do índice de massa
28 corporal. Para calculá-lo, divide-se o peso do indivíduo por sua
altura elevada ao quadrado. Pessoas que registrem marca acima
de 30 kg/m² são consideradas obesas. Entre 25 kg/m² e
31 29,9 kg/m², o indivíduo é considerado sobrepesado (ou com
sobrepeso).
O indivíduo obeso fica vulnerável a possíveis
34 complicações; entre elas, o diabetes do tipo 2, as doenças
relacionadas com o aumento de gordura no sangue (como as
cardiovasculares, que incluem o infarto do miocárdio), a
37 hipertensão arterial, a gota, a apneia do sono e a infertilidade.
Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).
Segundo o texto,
Texto para as questões 4 e 5
1 A mudança de crença ocorre reiteradamente na
ciência, porém não com a frequência que se poderia esperar
diante da imagem idealizada do cultuado “método científico”,
4 para o qual apenas os fatos importam. Mas os cientistas são
seres humanos, sujeitos, como qualquer um, aos caprichos da
emoção e à influência dos desvios cognitivos, quando moldam
7 e reforçam suas crenças.
Nosso cérebro também avalia as crenças e faz um
julgamento de valor sobre elas. Existem razões evolutivas que
10 explicam por que construímos crenças e as julgamos como
boas ou más. Nossas tendências tribais levam-nos a formar
coalizões com companheiros que possuem ideias afins e a
13 demonizar os que têm crenças diferentes. Assim, quando
tomamos conhecimento de crenças que diferem das nossas,
temos a tendência de rejeitá-las ou destruí-las por considerá-las
16 absurdas, más, ou ambas as coisas. Essa propensão torna ainda
mais difícil mudar de opinião diante de novas evidências.
Idem, ibidem
O sentido original e a correção gramatical do texto seriam preservados caso a vírgula fosse
Texto para as questões 4 e 5
1 A mudança de crença ocorre reiteradamente na
ciência, porém não com a frequência que se poderia esperar
diante da imagem idealizada do cultuado “método científico”,
4 para o qual apenas os fatos importam. Mas os cientistas são
seres humanos, sujeitos, como qualquer um, aos caprichos da
emoção e à influência dos desvios cognitivos, quando moldam
7 e reforçam suas crenças.
Nosso cérebro também avalia as crenças e faz um
julgamento de valor sobre elas. Existem razões evolutivas que
10 explicam por que construímos crenças e as julgamos como
boas ou más. Nossas tendências tribais levam-nos a formar
coalizões com companheiros que possuem ideias afins e a
13 demonizar os que têm crenças diferentes. Assim, quando
tomamos conhecimento de crenças que diferem das nossas,
temos a tendência de rejeitá-las ou destruí-las por considerá-las
16 absurdas, más, ou ambas as coisas. Essa propensão torna ainda
mais difícil mudar de opinião diante de novas evidências.
Idem, ibidem
De acordo com as ideias do texto,
Texto para as questões de 1 a 3
1 Construímos nossas crenças por várias e diferentes
razões subjetivas, pessoais, emocionais e psicológicas, em
contextos criados pela família, por amigos, por colegas, pela
4 cultura e pela sociedade. Uma vez consolidadas essas crenças,
nós as defendemos e as justificamos com uma profusão de
razões intelectuais, argumentos convincentes e explicações
7 racionais. Primeiro surgem as crenças, depois as explicações.
O cérebro é uma máquina de crenças. A partir dos
dados que fluem por meio dos sentidos, o cérebro naturalmente
10 começa a procurar e encontra padrões, aos quais então infunde
significado. O primeiro processo é chamado de padronicidade:
a tendência de encontrar padrões significativos em dados que
13 podem ou não ser significativos. O segundo processo é
chamado de acionalização: a tendência de dar aos padrões
significado, intenção e ação. Não podemos evitar isso. Nosso
16 cérebro evoluiu para conectar os pontos de nosso mundo em
padrões significativos, capazes de explicar por que as coisas
acontecem. Esses padrões significativos se tornam crenças.
19 Uma vez formadas as crenças, o cérebro começa a
procurar evidências que as confirmem e, ao serem encontradas,
tais evidências aumentam a confiança emocional e aceleram o
22 processo de reforço dessas crenças. Uma mudança de opinião
é muito rara na religião e na política, a ponto de provocar
manchetes quando ocorre com alguém que desfrute de uma
25 posição proeminente, como um clérigo que mude de religião
ou renuncie à sua fé, ou um político que mude de partido ou se
torne independente. Acontece, mas é tão rara quanto um cisne
28 negro.
Michael Shermer. Cérebro e crença. São Paulo: JSN Editora, 2012, p. 21-2 (com adaptações).
O sentido e a correção gramatical do texto seriam preservados caso se substituísse
Texto para as questões de 1 a 3
1 Construímos nossas crenças por várias e diferentes
razões subjetivas, pessoais, emocionais e psicológicas, em
contextos criados pela família, por amigos, por colegas, pela
4 cultura e pela sociedade. Uma vez consolidadas essas crenças,
nós as defendemos e as justificamos com uma profusão de
razões intelectuais, argumentos convincentes e explicações
7 racionais. Primeiro surgem as crenças, depois as explicações.
O cérebro é uma máquina de crenças. A partir dos
dados que fluem por meio dos sentidos, o cérebro naturalmente
10 começa a procurar e encontra padrões, aos quais então infunde
significado. O primeiro processo é chamado de padronicidade:
a tendência de encontrar padrões significativos em dados que
13 podem ou não ser significativos. O segundo processo é
chamado de acionalização: a tendência de dar aos padrões
significado, intenção e ação. Não podemos evitar isso. Nosso
16 cérebro evoluiu para conectar os pontos de nosso mundo em
padrões significativos, capazes de explicar por que as coisas
acontecem. Esses padrões significativos se tornam crenças.
19 Uma vez formadas as crenças, o cérebro começa a
procurar evidências que as confirmem e, ao serem encontradas,
tais evidências aumentam a confiança emocional e aceleram o
22 processo de reforço dessas crenças. Uma mudança de opinião
é muito rara na religião e na política, a ponto de provocar
manchetes quando ocorre com alguém que desfrute de uma
25 posição proeminente, como um clérigo que mude de religião
ou renuncie à sua fé, ou um político que mude de partido ou se
torne independente. Acontece, mas é tão rara quanto um cisne
28 negro.
Michael Shermer. Cérebro e crença. São Paulo: JSN Editora, 2012, p. 21-2 (com adaptações).
Em relação a aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.
PM do Rio de Janeiro diminui participação no desfile da Independência
Mudança será feita para aumentar a segurança das ruas no sábado, quando estão programadas mais manifestações
O tradicional desfile de 7 de Setembro na avenida Presidente Vargas, no centro, vai ficar desfalcado neste ano. A Polícia Militar do Estado, que conta com várias unidades na parada, confirmou apenas a presença da Academia Dom João VI, de oficiais. O porta-voz da corporação, tenente-coronel Cláudio Costa Oliveira, explicou nesta quinta-feira (05) que a mudança será feita para aumentar a segurança das ruas no próximo sábado, quando estão programadas diversas manifestações.
“Estamos definindo o aumento do efetivo em razão dessas manifestações que estão sendo passadas pela internet”, explicou. “Mas isso não está totalmente definido”, disse o tenente-coronel. Ele informou que nesta sexta-feira (6) será decidida a programação do desfile.
Anualmente, homens e mulheres dos batalhões de Choque, Florestal e de Operações Especiais, entre outras unidades, participam do desfile da Independência. A parada também conta com representantes da Marinha, do Exército, além de bandas de escolas públicas. Amanhã, segundo Oliveira, será divulgado ainda o esquema de segurança para o sábado.
Martha Rocha, chefe da Polícia Civil, disse que o esquema da corporação para sábado será o mesmo de todos os feriados, com os delegados titulares de plantão. “Todos estarão trabalhando como sempre estivemos em qualquer feriado”, comentou, em entrevista concedida ontem.
Na página do grupo Black Bloc, no Facebook, foi convocado pelo grupo um ato paralelo ao desfile, às 7h30, na Avenida Presidente Vargas, na altura da Rua Uruguaiana, no centro. No mesmo local, está marcada para começar às 9h a manifestação popular do Grito dos Excluídos, que desde 1995 reúne no Dia da Independência, entidades, indivíduos, movimentos sociais e religiosos comprometidos com as causas dos excluídos. Também estão agendados nas mídias sociais o bloco Antiproibicionista, às 10h, em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifics), da Universidade Federal do Rio, no centro; o manifesto Fora Renan, às 17h, na Cinelândia; e o ato Independência de Quem?, também às 17h, no Largo do Machado, na zona sul da cidade.
Adaptado de http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rj/2013-09-05/pm-do-rio-de-janeiro-diminui-participacao-no-desfile-da-independencia
O texto acima representa o gênero textual denominado
Texto para as questões de 1 a 3
1 Construímos nossas crenças por várias e diferentes
razões subjetivas, pessoais, emocionais e psicológicas, em
contextos criados pela família, por amigos, por colegas, pela
4 cultura e pela sociedade. Uma vez consolidadas essas crenças,
nós as defendemos e as justificamos com uma profusão de
razões intelectuais, argumentos convincentes e explicações
7 racionais. Primeiro surgem as crenças, depois as explicações.
O cérebro é uma máquina de crenças. A partir dos
dados que fluem por meio dos sentidos, o cérebro naturalmente
10 começa a procurar e encontra padrões, aos quais então infunde
significado. O primeiro processo é chamado de padronicidade:
a tendência de encontrar padrões significativos em dados que
13 podem ou não ser significativos. O segundo processo é
chamado de acionalização: a tendência de dar aos padrões
significado, intenção e ação. Não podemos evitar isso. Nosso
16 cérebro evoluiu para conectar os pontos de nosso mundo em
padrões significativos, capazes de explicar por que as coisas
acontecem. Esses padrões significativos se tornam crenças.
19 Uma vez formadas as crenças, o cérebro começa a
procurar evidências que as confirmem e, ao serem encontradas,
tais evidências aumentam a confiança emocional e aceleram o
22 processo de reforço dessas crenças. Uma mudança de opinião
é muito rara na religião e na política, a ponto de provocar
manchetes quando ocorre com alguém que desfrute de uma
25 posição proeminente, como um clérigo que mude de religião
ou renuncie à sua fé, ou um político que mude de partido ou se
torne independente. Acontece, mas é tão rara quanto um cisne
28 negro.
Michael Shermer. Cérebro e crença. São Paulo: JSN Editora, 2012, p. 21-2 (com adaptações).
De acordo com o texto,
Se o valor lógico de uma proposição é verdadeiro e o valor lógico de uma proposição P é falso então o valor lógico da proposição q composta [(p → q) v ~p ] ^ ~q é:
Para responder às questões de 1 a 3, leia o texto abaixo.
As raízes do racismo
Drauzio Varella
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Esse é o início de um artigo sobre racismo publicado na revista "Science", como parte de uma seção sobre conflitos humanos, leitura que recomendo a todos.
Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes, palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, corintianos e palmeirenses.
Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos americanos levaram para um acampamento adolescentes que não se conheciam.
Ao descer do ônibus, cada participante recebeu aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas.
A observação precisou ser interrompida antes da data prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas que irrompiam entre azuis e vermelhos.
Nos anos que se seguiram, diversas experiências semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os "outros".
Parte desse prejulgamento que fazemos "deles" é inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens negros tem raízes profundas.
Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna? Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos se amarem e odiarem palmeirenses?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária.
Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros".
Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre nossos antepassados deram origem aos comportamentos preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com outros povos era tormentoso e limitado.
Foi com as navegações e a descoberta das Américas que indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver, embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.
Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em apenas uma geração, o apartheid norte-americano foi combatido a ponto de um negro chegar à Presidência do país.
O preconceito contra "eles" cai mais pesado sobre os homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino.
A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos e até times de futebol.
Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.
Considere as afirmações abaixo.
I. De acordo com o texto, o homem tem tendência a se agrupar, tendo como base sempre a cor da pele e as características físicas.
II. O intuito da experiência científica dos psicólogos americanos na década de 1950 era obter dados que ajudassem a descrever o comportamento humano.
Está correto o que se afirma em
Para responder às questões de 1 a 3, leia o texto abaixo.
As raízes do racismo
Drauzio Varella
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Esse é o início de um artigo sobre racismo publicado na revista "Science", como parte de uma seção sobre conflitos humanos, leitura que recomendo a todos.
Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes, palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, corintianos e palmeirenses.
Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos americanos levaram para um acampamento adolescentes que não se conheciam.
Ao descer do ônibus, cada participante recebeu aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas.
A observação precisou ser interrompida antes da data prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas que irrompiam entre azuis e vermelhos.
Nos anos que se seguiram, diversas experiências semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os "outros".
Parte desse prejulgamento que fazemos "deles" é inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens negros tem raízes profundas.
Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna? Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos se amarem e odiarem palmeirenses?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária.
Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros".
Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre nossos antepassados deram origem aos comportamentos preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com outros povos era tormentoso e limitado.
Foi com as navegações e a descoberta das Américas que indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver, embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.
Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em apenas uma geração, o apartheid norte-americano foi combatido a ponto de um negro chegar à Presidência do país.
O preconceito contra "eles" cai mais pesado sobre os homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino.
A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos e até times de futebol.
Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.
Considere as afirmações abaixo.
I. O autor afirma que a ciência comprova que há, naturalmente, grupos superiores a outros e isso justifica o racismo.
II. O autor afirma que apenas os homens tribais, não evoluídos, apresentam preconceito.
Está correto o que se afirma em