Questões de Concurso
Comentadas para professor - libras
Foram encontradas 4.443 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
A educação bilíngue para surdos procura não interferir na desconstrução de representações estigmatizadas das pessoas surdas, pois isso não compete às instituições de ensino nas quais os estudantes estão inseridos.
A escola deve facilitar a inserção do aluno surdo em seu meio, pois isso é previsto pelo Plano Nacional de Educação. Essa inclusão, porém, ainda enfrenta muitos problemas, dentre eles a necessidade de formação continuada de professores. Com a formação continuada na perspectiva da inclusão, há urgência em preparar os docentes para essa experiência com os alunos surdos, pois essas dificuldades representam a complexidade da inclusão escolar.
De acordo com Vygotsky, o aprendizado está subordinado ao desenvolvimento das estruturas intelectuais da criança, e um se alimenta do outro, provocando saltos de nível de conhecimento. Dessa forma, o ensino acompanha o aluno na relação entre aprendizado e desenvolvimento.
A Educação Bilingue de Surdos teve início no Brasil com a chegada do educador francês Charles L’Épée, que, convidado pelo imperdor D. Pedro I, veio para trabalhar na educação de surdos durante o reinado e cirar o Instituto Nacional dos Surdos-Mudos.
Assim como a avalição somativa, que geralmente é aplicada ao final do bimestre/trimestre, valendo nota, a avaliação formativa é aplicada ao longo do bimestre/trimestre, também valendo nota, e tem o objetivo de informar o desempenho do aluno e dar condições ao professor de avaliar seu próprio trabalho.
A prática de ensino é um desafio significativo para os professores nas escolas, especialmente devido à falta de infraestrutura adequada. É notável a quantidade de escolas que ainda não estão adaptadas para acessibilidade. Além disso, há uma escassez de recursos e equipamentos técnicos disponíveis para auxiliar os professores em sua prática pedagógica.
O professor intérprete de LIBRAS precisa saber que o objetivo principal da didática é contribuir para a construção do conhecimento do aluno, bem como ajudar no processo de desenvolvimento interpretativo e organizacional do aluno.
O Congresso de Milão, ocorrido em 1980, reuniu pessoas ouvintes que votaram contra o direito dos surdos de se comunicarem por meio das linguagens de sinais, gerando um atraso no estudo e desenvolvimento dessa língua.
As crianças surdas não adquirem a língua de sinais com mais facilidade com que as crianças ouvintes adquirem a língua oral, mesmo sendo de modos diferentes.
No ano de 2000, a legislação tornou oficial a Língua Brasileira de Sinais como segunda língua do país.
As normas estabelecidas visam à inclusão do aluno surdo, dispondo sobre a inclusão da LIBRAS como disciplina curricular, a formação e certificação de professores, instrutores e intérpretes de LIBRAS. Além disso, preveem o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngue no ensino regular.
A avaliação da aprendizagem é um instrumento utilizado para medir o desempenho dos alunos mediante a aplicação de testes com notas.
Eventos como a Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada em 1990, e a Declaração de Salamanca, em 1994, são grandes marcos para a criação de leis importantes para a comunidade surda brasileira.
A concepção de currículo pode ser agrupada em duas grandes vertentes: a primeira delas, centrada no conhecimento; e a segunda, centrada no aluno. Sendo a primeira, a mais antiga, remonta aos tempos em que o conhecimento não se separava da crença religiosa. Já a segunda, entende que o currículo deve ser construído com base no conhecimento vindo das referências culturais do aluno.
Para que seja estruturada gramaticalmente, a Libras é organizada em cinco grandes parâmetros, sendo o principal deles a configuração das mãos.
No processo de aquisição da LIBRAS pela criança surda, a mesma passa por vários estágios, sendo que no estágio das primeiras combinações, que se inicia por volta dos dois anos de idade, ela já começa a utilizar palavras nas ordens gramaticais: sujeito-verbo, verbo-objeto e sujeito-verbo-objeto.
A construção da identidade da pessoa surda é influenciada por vários fatores. De acordo com pesquisas, existem três tipos de identidade manifestos por pessoas surdas: identidade surda; identidade híbrida e identidade de transição.
O professor intérprete, principalmente na Educação Infantil, precisa proporcionar a melhor prática de ensino ao seu aluno, tornando a prática individualizada, e sempre subestimando o melhor desse aluno.
Segundo Piaget, há cinco estágios básicos do desenvolvimento cognitivo para as crianças ouvintes, os quais se assemelham aos estágios de aquisição da linguagem dos sinais para as crianças surdas.
O professor intérprete não deve apenas fazer a transmissão dos conteúdos ao aluno surdo em sala de aula, ele também precisa estimulá-lo a participar das atividades diárias da turma e ajudá-lo a desenvolver um posicionamento crítico, seja com palavras ou ações, para que o aluno se torne um cidadão ativo.