Questões de Concurso
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Durante consulta ambulatorial, paciente sexo masculino, 75 anos, relata ter procurado atendimento em serviço de urgência para tratamento de crise hipertensiva (180 x 100mmHg). Onde foi prontamente atendido com uso de furosemida e clonidina IV, obtendo-se pressão arterial 110 x 70 em aproximadamente 1h e sendo liberado logo em seguida. A melhor conduta neste caso é:
Com relação a escolha do tratamento farmacológico, assinale a alternativa correta:
Quanto ao planejamento e condutas de alta e pós alta hospitalar no paciente com infarto agudo do miocárdio assinale a alternativa correta.
Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST – 2021, analise as afirmativas abaixo.
I. Já foi demonstrado que, em hospitais de zona rural, enfermeiros emergencistas apresentaram alto nível de acurácia, reduzindo tempo de espera e tempo de permanência sem comprometer a segurança dos pacientes.
II. O escore HEART avalia o risco de um evento cardíaco maior (infarto, necessidade ou revascularização ou morte) em 6 semanas, após sua apresentação inicial em pacientes atendidos com dor torácica.
III. O escore GRACE original fornece uma estimativa de óbito intra-hospitalar ou óbito e IAM em 6 meses após a alta e, posteriormente, o escore também foi validado para estimativa de risco de 1 e 3 anos.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
Quanto ao diagnóstico, tratamento e diagnóstico diferencial das Síndromes Coronarianas sem Supra, é correto afirmar que:
Quanto ao tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio, especificamente sobre o tratamento farmacológico intra-hospitalar, a alternativa que corresponde as indicações na V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) com Supradesnível do Segmento ST é:
“O Infarto Agudo do Miocárdio é a maior causa de mortes no país. Estima-se que, no Brasil, ocorram de 300 mil a 400 mil casos anuais de infarto e que a cada 5 a 7 casos, ocorra um óbito. Para diminuir o risco de morte, o atendimento de urgência e emergência, nos primeiros minutos, é fundamental para salvar uma vida.” (Ministério da Saúde). Levando em consideração as informações do texto assinale a alternativa correta.
Mulher, 60 anos, da entrada na emergência com queixa de precordialgia em caráter “rasgando”, classificada em 10 (em uma escala de 1 a 10), iniciada subitamente, há 1 hora. Dor essa que irradia para dorso. AMP: Síndrome de Marfan e hipertensa. AMF: desconhece. Exame físico: Regular estado geral, Glasgow 15. Ausculta pulmonar: Murmúrio vesicular presente bilateral sem ruídos adventícios. Ausculta Cardíaca: Bulhas cardíacas normofonéticas 2 tempos com sopro diastólico aórtico. PA 220x120 MMHG, Sem edemas. Rx de Tórax: alargamento de mediastino, Troponina: positiva Eletrocardiograma: Sinusal, taquicardica Fc 120bpm. A conduta medicamentosa imediata mediante essa paciente em questão e a meta pressórica e de frequência cardíaca desejada como resposta terapêutica são:
Quanto a hipertensão secundária, marque a alternativa correta.
Paciente, 48 anos, sexo masculino, pardo, dá entrada no seu consultório para seguimento de comorbidades. De antecedentes, ele é hipertenso, diagnosticado há 5 anos. Refere que há cerca de 6 meses teve sua terapia medicamentosa modificada devido descompensação pressórica. O colega da UBS iniciou a seguinte terapia medicamentosa: Ramipril 10 mg, Nifedipino 20 mg 8/8h, Hidroclorotiazida 25 mg/dia, Espironolactona 25 mg/dia. Notou, que a partir de então, começou a apresentar hipertrofia gengival, sinal esse que está lhe incomodando muito e que correlaciona com a troca da sua terapia. A medicação que pode ter causado tal efeito colateral no paciente é:
“A doença de chagas no século XXI mantém padrão epidemiológico de endemicidade em 21 países da região da América Latina, com aproximadamente 70 milhões de pessoas sob risco de exposição à infecção por T. cruzi” Marin-Neto, Rassi Jr et al. Diretriz da SBC sobre Diagnóstico e Tratamento de Pacientes com Cardiomiopatia da Doença de Chagas – 2023. O tratamento etiológico do Trypanossoma Cruzi é indicado em diversos contextos, porém, devemos nos atentar para as contra-indicações. A alternativa que corresponde a uma fraca recomendação ao tratamento etiológico é:
Paciente, 55 anos, hipertenso, diabético e tabagista, foi diagnosticado com quadro de Infarto agudo do miocárdio sem supra de ST há 5 dias. Realizou cateterismo cardíaco, que demonstrou lesão de 80% em Descendente anterior proximal (DA), 70% em terço médio da circunflexa (CX) e 80% em terço médio da primeira marginal (de aspecto fino). Colocado Stent farmacológico em DA e CX, porém, não sendo possível revascularizar a primeira marginal, devido leito fino. Ao discutir com a equipe de cardiologistas clínicos, foi optado por manter o AAS e fazer a troca de clopidogrel por Ticagrelor. Nesse contexto, a melhor conduta é:
Mulher, 75 anos, hipertensa, diabética e tabagista. Apresentou Infarto Agudo do Miocárdio com Supra de ST anterior. Sendo realizado revascularização via angioplastia com sucesso. Exame físico: Eupneico em ar ambiente, Sat O2 98%, NYHA I. Ausculta cardíaca: bulhas cardíacas normofonéticas 2 tempos, sem sopros. Ausculta Pulmonar: Murmúrio Vesicular Presente Bilateralmente, sem ruídos adventícios. Sem edemas, tempo de enchimento capilar > 3 segundos. Ecocardiograma videnciando Fração de Ejeção (FE): 39%, hipocinesia de parede anterior.
Dessa forma, o melhor esquema medicamentoso, para prescrever à paciente, segundo a V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárcdio com Supradesnível do Segmento ST, é:
Paciente, 30 anos, residente de Cametá-PA, ribeirinho, cujo a base alimentar consiste de açaí, diariamente. Apresentou há 2 anos, diagnóstico confirmado de doença de Chagas agudo. Começou a fazer seguimento clínico de rotina, desde então, sendo evidenciado sorologia positiva para Chagas, por dois métodos sorológicos diferente. No momento da consulta, o mesmo encontra-se assintomático. NYHA I. E nega sintomas prévios de dispneia.
Traz resultado de exames com os seguintes achados:
Eletrocardiograma: Ritmo sinusal, alteração difusa e inespecífica da repolarização ventricular e baixa voltagem.
Radiografia de Tórax: cardiomegalia, sem congestão.
Ecocardiograma: FE 41% hipocinesia ventricular difusa.
Holter 24 horas: Ritmo sinusal em todo o período. Extrassístoles ventriculares em salvas.
Dessa forma, segundo a Diretriz da SBC sobre Diagnóstico e Tratamento de Pacientes com Cardiomiopatia da Doença de Chagas-2023, a classificação da doença de Chagas crônica em estágios evolutivos, desse paciente é:
A periodicidade sugerida para o rastreio por ecocardiograma trans torácico de pacientes adultos assintomáticos, familiares de casos confirmados de cardiomiopatia hipertrófica é:
Sobre a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), à ecocardiografia, em pacientes com cardiomiopatia hipertrófica, é correto afirmar que:
De acordo com a Diretriz Brasileira de Ergometria, para o diagnóstico de doença arterial coronariana, algumas medicações devem ser suspensas, sob orientação do médico assistente, antes da realização do teste ergométrico, por interferirem em alguns parâmetros de análise. No caso da amiodarona, o tempo recomendado de suspensão antes da realização do exame é de:
Sobre as alterações eletrocardiográficas na doença de Chagas, NÃO é correto afirmar que:
A partir das afirmações a seguir acerca da transmissão da Doença de Chagas, causa relevante de cardiopatia em nosso meio, considere as seguintes afirmações e escolha a opção correta:
I. pode ocorrer pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminadas com triatomíneos ou seus dejetos.
II. pode ocorrer por via transplacentária, da mãe infectada para seu feto ou recém nascido, durante a gestação ou o parto.
III. pode ocorrer por transfusão de sangue ou hemocomponentes de pessoas candidatas à doação, infectadas por T. cruzi.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
No Bloqueio Divisional Anterossuperior Esquerdo (BDASE) ao eletrocardiograma, têm obrigatoriamente os complexos QRS predominantemente negativos as seguintes derivações: