Questões de Concurso Comentadas para perito médico-legista

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Q1026092 Português

      O equilíbrio entre desafio e frustração é crucial no ensino. O problema é que estudantes têm talentos variados e diferentes. A mesma aula pode ser fácil demais e entediar certos alunos e, ao mesmo tempo, parecer intransponível a outros.

      É óbvio que não somos todos iguais, mas custamos a admitir isso. Uma consequência da ideia de que somos todos iguais é que a diferença entre os alunos que terão sucesso na escola e os que não terão não pode ser questão de mais ou menos inteligência, predisposição ou preguiça.

      A diferença entre os que conseguem e os que não, para muitos, reside apenas na capacidade de resistir à frustração.

      Ou seja, os que conseguem são os que não desistem, e não desistem porque não se deixam derrubar pela frustração. Os que não conseguem têm as mesmas habilidades, mas perdem coragem quando frustrados. Consequência: o que é preciso ensinar às crianças é resistência à frustração, que os estudos e a vida em geral necessariamente lhes prometem.

      Não deixa de ser paradoxal: nossa cultura pensa que a chave do sucesso está na capacidade de se frustrar. Sempre tem alguém para se indignar porque seríamos hedonistas e imediatistas. Na verdade, somos uma das culturas menos hedonistas da história do Ocidente: somos apologistas da frustração, que, aliás, tornou-se mérito.

      É raro encontrar pais que não estejam convencidos de que não é bom dar a uma criança o que ela quer. É claro que, se faz manhas para obter algo que está fora do orçamento familiar, é preciso dizer não. E talvez seja bom que ela aprenda, assim, que a realidade resiste ao desejo.

      Mas nossa pedagogia frustradora não depende do orçamento: uma criança de classe média, nem obesa nem pré-diabética, pede um sorvete (valor insignificante). Em regra, a resposta será negativa: agora é tarde ou cedo demais, é muito doce, e por aí vai... Produzir uma frustração é considerado um ato pedagógico, que ajudará a criança a crescer.

      Amadurecer, na nossa cultura, significa aprender a renunciar. Por isso, presume-se que o idoso seja mais sábio que o jovem, porque saberia "naturalmente" que a vida é renúncia.

      Mas e se o essencial da vida forem os sorvetes que não tomamos, todos os pequenos (grandes) prazeres aos quais renunciamos em nome de uma propedêutica à suposta grande frustração da vida? Pior: e se estivermos educando as crianças para que queiram desde pequenas renunciar aos prazeres da vida?

      Obviamente, não é preciso dar à criança tudo o que pede. Mas também não é preciso lhe negar o que ela pede sob pretexto de que estaríamos treinando-a para alguma preciosa sabedoria.

(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Disponível em: folha.uol.com.br, 21/12/2017) 

... o que é preciso ensinar às crianças é resistência à frustração, que os estudos e a vida em geral necessariamente lhes prometem. (4º parágrafo)


Os elementos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a: 

Alternativas
Q1026091 Português

      O equilíbrio entre desafio e frustração é crucial no ensino. O problema é que estudantes têm talentos variados e diferentes. A mesma aula pode ser fácil demais e entediar certos alunos e, ao mesmo tempo, parecer intransponível a outros.

      É óbvio que não somos todos iguais, mas custamos a admitir isso. Uma consequência da ideia de que somos todos iguais é que a diferença entre os alunos que terão sucesso na escola e os que não terão não pode ser questão de mais ou menos inteligência, predisposição ou preguiça.

      A diferença entre os que conseguem e os que não, para muitos, reside apenas na capacidade de resistir à frustração.

      Ou seja, os que conseguem são os que não desistem, e não desistem porque não se deixam derrubar pela frustração. Os que não conseguem têm as mesmas habilidades, mas perdem coragem quando frustrados. Consequência: o que é preciso ensinar às crianças é resistência à frustração, que os estudos e a vida em geral necessariamente lhes prometem.

      Não deixa de ser paradoxal: nossa cultura pensa que a chave do sucesso está na capacidade de se frustrar. Sempre tem alguém para se indignar porque seríamos hedonistas e imediatistas. Na verdade, somos uma das culturas menos hedonistas da história do Ocidente: somos apologistas da frustração, que, aliás, tornou-se mérito.

      É raro encontrar pais que não estejam convencidos de que não é bom dar a uma criança o que ela quer. É claro que, se faz manhas para obter algo que está fora do orçamento familiar, é preciso dizer não. E talvez seja bom que ela aprenda, assim, que a realidade resiste ao desejo.

      Mas nossa pedagogia frustradora não depende do orçamento: uma criança de classe média, nem obesa nem pré-diabética, pede um sorvete (valor insignificante). Em regra, a resposta será negativa: agora é tarde ou cedo demais, é muito doce, e por aí vai... Produzir uma frustração é considerado um ato pedagógico, que ajudará a criança a crescer.

      Amadurecer, na nossa cultura, significa aprender a renunciar. Por isso, presume-se que o idoso seja mais sábio que o jovem, porque saberia "naturalmente" que a vida é renúncia.

      Mas e se o essencial da vida forem os sorvetes que não tomamos, todos os pequenos (grandes) prazeres aos quais renunciamos em nome de uma propedêutica à suposta grande frustração da vida? Pior: e se estivermos educando as crianças para que queiram desde pequenas renunciar aos prazeres da vida?

      Obviamente, não é preciso dar à criança tudo o que pede. Mas também não é preciso lhe negar o que ela pede sob pretexto de que estaríamos treinando-a para alguma preciosa sabedoria.

(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Disponível em: folha.uol.com.br, 21/12/2017) 

Depreende-se do texto que o autor
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915164 Medicina Legal
Sobre genética forense, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915163 Medicina Legal

Com relação aos objetivos que constituem a antropologia forense, analise as assertivas a seguir e marque a alternativa CORRETA.


I - Somente a identificação de pessoa viva ou morta.

II - Somente determinar as causas, circunstâncias e tempo de morte.

III - Determinar a identificação do cadáver somente pelo D.N.A.

IV - Determinar a identificação de pessoa viva ou morta e determinar as causas, circunstâncias e tempo de morte.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915158 Medicina Legal
A identificação de uma pessoa se define como um conjunto de características que individualizam a pessoa, tornando-a diferente das demais. Sob esta óptica, o exame de DNA, embora moderno e com alto grau de confiabilidade, não é suficiente para a determinação da identidade, pois via de regra, essas análises são realizadas utilizando-se, como material de comparação, amostras de familiares, sendo assim um método capaz de gerar o grau de parentesco e, não a identidade propriamente dita, ou seja, pode determinar se um indivíduo é filho de alguém, mas não qual dos filhos. Outras técnicas, científicas, ao contrário do exame de DNA, podem, isoladamente, conferir a identidade a um cadáver, considerando a preexistência de parâmetros de comparação. Entre essas técnicas, aquelas que identificam são:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915157 Medicina Legal
A diferença entre laudo e auto médico-legal é:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915156 Medicina Legal
Para se realizar transplante de órgãos, além de seguir as normas legais e éticas vigentes, considera-se como sinal de morte do doador:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915155 Medicina Legal
Um médico legista ao chegar à sala de necropsia, deparou-se com três cadáveres; o primeiro apresenta elementos sinaléticos que são sulco único, com profundidade variável e direção oblíqua ao eixo do pescoço com interrupção superior posterior; no segundo, os sulcos são duplos, de profundidade constante e transversais ao eixo do pescoço; no terceiro, ao invés de sulcos, havia equimoses e escoriações nos dois lados do pescoço e na sua parte anterior, próximo ao hióide. na situação acima descrita, os tipos de morte mais prováveis são, respectivamente:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915154 Medicina Legal
Sobre as provas de vida, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915153 Medicina Legal
Assinale a alternativa INCORRETA quanto à cronotanatognose:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915152 Medicina Legal
Quanto aos fenômenos cadavéricos que ocorrem na morte, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915150 Criminalística

Sobre os primeiros insetos a chegarem ao cadáver em decomposição, analise os itens abaixo e marque a alternativa CORRETA.


I - Os da família calliphoridae e sarcophagidae.

II - Coleópteros

III - Lepidópteros.

IV - Acarídeos.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915149 Medicina Legal
Denomina-se o processo especial de transformação, que ocorre no cadáver do feto retido no útero materno, do sexto ao nono mês de gravidez:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915148 Medicina Legal
No processo de putrefação do cadáver se sucedem as seguintes fases, pela ordem:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915147 Medicina Legal
Com relação às lesões por ação perfurocortante, assinale a alternativa INCORRETA quanto à lesão e suas características:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915146 Medicina Legal
Assinale a alternativa INCORRETA entre a consequência da ação contundente e as características:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915145 Medicina Legal
Quanto ao artigo 129 do Código Penal, aplicado à Medicina Legal, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915144 Medicina Legal
Assinale a alternativa INCORRETA quanto às lesões provocadas por projétil de arma de fogo:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915143 Medicina Legal
Assinale a opção em que as correspondências estão INCORRETAS quanto aos mecanismos, feridas e instrumentos predominantes na maioria dos casos:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: NUCEPE Órgão: PC-PI Prova: NUCEPE - 2018 - PC-PI - Perito Médico Legista |
Q915141 Medicina Legal

Na investigação da causa “mortis“ de um corpo esmagado encontrado na linha férrea, se encontra fratura de osso hióide com escoriações hiperêmicas cervicais, ruptura de artérias carótidas com pequenos coágulos em torno das mesmas. O cadáver possui múltiplas lesões por esmagamento em tronco e membros sem crosta hemática, coágulos, hiperemias e equimoses, sendo todas esbranquiçadas. Considerando o enunciado, analise as assertivas a seguir e marque a alternativa CORRETA.


I - Essas lesões são todas “intravitam”.

II - Essas lesões são todas “post-mortem”.

III - Essas lesões foram todas causadas pela passagem do trem sobre o corpo pelo que se conclui por morte acidental.

IV - Os vestígios são compatíveis com lesões “intravitam” cervicais, havendo outras lesões “post-mortem”.

Alternativas
Respostas
861: C
862: A
863: A
864: A
865: A
866: E
867: C
868: B
869: A
870: B
871: E
872: C
873: C
874: D
875: D
876: B
877: A
878: C
879: A
880: B