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Q1787487 Português
Formação humana e técnica: uma aproximação inadiável

De acordo com Blainey,
    [m]uitos sabiamente hesitavam em tornar público o que haviam descoberto, enquanto descobridores de hoje se entregam à tentação de logo recorrer à imprensa. Copérnico passou um terço de século cuidando de sua ideia fundamental antes de ser persuadido a confiá-la a um livro. Dizem que Newton vislumbrou sua principal descoberta em física ao ver uma maçã cair de uma árvore num pomar da Inglaterra em 1666, mas vinte e um anos se passaram até que ele expusesse sua teoria na forma impressa. (Blainey, 2008, p. 214).

A publicização das produções humanas cria a ilusão da necessidade e da utilidade, e faz com que as ideias ali divulgadas pertençam a todos (Marx; Engels, 1965). A partir daí, independentemente dos efeitos na natureza e na sociedade, alguns se sentem úteis porque produziram artigos científicos, artefatos tecnológicos etc., e outros sentem que esses produtos são necessários para a sua sobrevivência e felicidade. A atitude acrítica gera tanto o trabalhador alienado quanto o consumidor passivo.
No debate sobre a interdisciplinaridade dos diversos cursos tecnológicos atuais, a questão cultural que traz consigo fortes reflexões filosóficas ganha seu contorno de dispensabilidade nos herméticos currículos das escolas que lidam com tecnologia. Isso ocasiona um acentuado prejuízo formativo para os alunos na sua vida profissional. A dificuldade por novos pensamentos na área humana, e também na tecnológica, move algumas questões em torno dos diversos campos de saberes. Entrelaçá-los e buscar pela concretude das dimensões essencialmente humanas são requisitos fundamentais para iniciarmos o processo de mudança. Com Bauman (2006), as nossas afirmações se fortalecem:
        Uma vez que o que fazemos com os poderes acrescidos da tecnologia tem efeito ainda mais poderoso sobre as pessoas e sobre mais pessoas do que nunca antes – o significado ético de nossas ações atinge agora alturas sem precedentes. […] A moralidade, que sempre nos guiou e ainda nos guia hoje, tem mãos poderosas, mas curtas. Ela precisa agora de mãos longas, muito longas. Qual a oportunidade de fazê-las crescer? (Bauman, 2006, p. 248-249)
A vida. Sempre a vida em primeiro lugar. Não são poucos os autores contemporâneos que fazem coro nessa premissa basilar. É deles que fazemos uso na defesa da aproximação inadiável entre os campos de conhecimento das áreas humanas e científico-tecnológicas dentro da educação em engenharia. É preciso, sim, uma educação que liberte os seres humanos dos processos opressores, que os transformam em consumistas passivos e alienados.

BAZZO, W. A.; PEREIRA, L. T. V.; BAZZO, J. L. S. Conversando sobre educação tecnológica. 2. ed. Florianópolis: Ed. da Ufsc, 2016. p. 188-191. [Adaptado.]
Na organização do texto, as citações:
Alternativas
Q1787486 Português
Formação humana e técnica: uma aproximação inadiável

De acordo com Blainey,
    [m]uitos sabiamente hesitavam em tornar público o que haviam descoberto, enquanto descobridores de hoje se entregam à tentação de logo recorrer à imprensa. Copérnico passou um terço de século cuidando de sua ideia fundamental antes de ser persuadido a confiá-la a um livro. Dizem que Newton vislumbrou sua principal descoberta em física ao ver uma maçã cair de uma árvore num pomar da Inglaterra em 1666, mas vinte e um anos se passaram até que ele expusesse sua teoria na forma impressa. (Blainey, 2008, p. 214).

A publicização das produções humanas cria a ilusão da necessidade e da utilidade, e faz com que as ideias ali divulgadas pertençam a todos (Marx; Engels, 1965). A partir daí, independentemente dos efeitos na natureza e na sociedade, alguns se sentem úteis porque produziram artigos científicos, artefatos tecnológicos etc., e outros sentem que esses produtos são necessários para a sua sobrevivência e felicidade. A atitude acrítica gera tanto o trabalhador alienado quanto o consumidor passivo.
No debate sobre a interdisciplinaridade dos diversos cursos tecnológicos atuais, a questão cultural que traz consigo fortes reflexões filosóficas ganha seu contorno de dispensabilidade nos herméticos currículos das escolas que lidam com tecnologia. Isso ocasiona um acentuado prejuízo formativo para os alunos na sua vida profissional. A dificuldade por novos pensamentos na área humana, e também na tecnológica, move algumas questões em torno dos diversos campos de saberes. Entrelaçá-los e buscar pela concretude das dimensões essencialmente humanas são requisitos fundamentais para iniciarmos o processo de mudança. Com Bauman (2006), as nossas afirmações se fortalecem:
        Uma vez que o que fazemos com os poderes acrescidos da tecnologia tem efeito ainda mais poderoso sobre as pessoas e sobre mais pessoas do que nunca antes – o significado ético de nossas ações atinge agora alturas sem precedentes. […] A moralidade, que sempre nos guiou e ainda nos guia hoje, tem mãos poderosas, mas curtas. Ela precisa agora de mãos longas, muito longas. Qual a oportunidade de fazê-las crescer? (Bauman, 2006, p. 248-249)
A vida. Sempre a vida em primeiro lugar. Não são poucos os autores contemporâneos que fazem coro nessa premissa basilar. É deles que fazemos uso na defesa da aproximação inadiável entre os campos de conhecimento das áreas humanas e científico-tecnológicas dentro da educação em engenharia. É preciso, sim, uma educação que liberte os seres humanos dos processos opressores, que os transformam em consumistas passivos e alienados.

BAZZO, W. A.; PEREIRA, L. T. V.; BAZZO, J. L. S. Conversando sobre educação tecnológica. 2. ed. Florianópolis: Ed. da Ufsc, 2016. p. 188-191. [Adaptado.]
Sobre as citações de Blainey e de Bauman no texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q1787485 Português
Formação humana e técnica: uma aproximação inadiável

De acordo com Blainey,
    [m]uitos sabiamente hesitavam em tornar público o que haviam descoberto, enquanto descobridores de hoje se entregam à tentação de logo recorrer à imprensa. Copérnico passou um terço de século cuidando de sua ideia fundamental antes de ser persuadido a confiá-la a um livro. Dizem que Newton vislumbrou sua principal descoberta em física ao ver uma maçã cair de uma árvore num pomar da Inglaterra em 1666, mas vinte e um anos se passaram até que ele expusesse sua teoria na forma impressa. (Blainey, 2008, p. 214).

A publicização das produções humanas cria a ilusão da necessidade e da utilidade, e faz com que as ideias ali divulgadas pertençam a todos (Marx; Engels, 1965). A partir daí, independentemente dos efeitos na natureza e na sociedade, alguns se sentem úteis porque produziram artigos científicos, artefatos tecnológicos etc., e outros sentem que esses produtos são necessários para a sua sobrevivência e felicidade. A atitude acrítica gera tanto o trabalhador alienado quanto o consumidor passivo.
No debate sobre a interdisciplinaridade dos diversos cursos tecnológicos atuais, a questão cultural que traz consigo fortes reflexões filosóficas ganha seu contorno de dispensabilidade nos herméticos currículos das escolas que lidam com tecnologia. Isso ocasiona um acentuado prejuízo formativo para os alunos na sua vida profissional. A dificuldade por novos pensamentos na área humana, e também na tecnológica, move algumas questões em torno dos diversos campos de saberes. Entrelaçá-los e buscar pela concretude das dimensões essencialmente humanas são requisitos fundamentais para iniciarmos o processo de mudança. Com Bauman (2006), as nossas afirmações se fortalecem:
        Uma vez que o que fazemos com os poderes acrescidos da tecnologia tem efeito ainda mais poderoso sobre as pessoas e sobre mais pessoas do que nunca antes – o significado ético de nossas ações atinge agora alturas sem precedentes. […] A moralidade, que sempre nos guiou e ainda nos guia hoje, tem mãos poderosas, mas curtas. Ela precisa agora de mãos longas, muito longas. Qual a oportunidade de fazê-las crescer? (Bauman, 2006, p. 248-249)
A vida. Sempre a vida em primeiro lugar. Não são poucos os autores contemporâneos que fazem coro nessa premissa basilar. É deles que fazemos uso na defesa da aproximação inadiável entre os campos de conhecimento das áreas humanas e científico-tecnológicas dentro da educação em engenharia. É preciso, sim, uma educação que liberte os seres humanos dos processos opressores, que os transformam em consumistas passivos e alienados.

BAZZO, W. A.; PEREIRA, L. T. V.; BAZZO, J. L. S. Conversando sobre educação tecnológica. 2. ed. Florianópolis: Ed. da Ufsc, 2016. p. 188-191. [Adaptado.]
A ideia principal do texto é:
Alternativas
Q1787484 Português

In principio erat verbum


No princípio era o mito. Depois surge a ficção. Mais tarde ainda aparece a ciência. À medida que esta vai ganhando especificidade, separa-se tanto do mito quanto da ficção. Começa a combatê-los. É o princípio da realidade em luta contra o do imaginário. No final do século XIX, havia uma crença absoluta na ciência, a certeza de que erradicaria os mitos do mundo; de que faria triunfar o princípio da realidade, afastando os erros e as superstições, associados ao mito; de que o estado positivo deixaria nas brumas da História os estados teológico e metafísico. Hoje, depois de os mitos terem sido declarados mortos, estão bastante vivos. Nos subterrâneos, nutrem a ficção, a utopia e a ciência.

Não se trata aqui de, em nome de um irracionalismo muito em voga mesmo na Universidade, criticar a ciência, desmoralizá-la, descrer dela, mas tão somente de reconhecer que a literatura, lugar por excelência de expressão dos mitos na modernidade, é uma forma tão boa de conhecimento quanto a ciência. Não se quer fazer apologia do pensamento mítico, cuja principal característica, segundo Lotman, é ser incompatível com a metáfora (1981: 141). Com efeito, para um cristão, por exemplo, é uma blasfêmia dizer que o pão e o vinho simbolizam o corpo de Cristo, pois, para ele, eles o são verdadeiramente. O que se pretende é mostrar que o mito, extraído do meio em que ele é, constitui uma explicação do homem para aquilo que é inexplicável, o que significa que é uma súmula do conhecimento de cada cultura a respeito das grandes questões com que o ser humano sempre se debateu. Isso possibilita duas leituras do mito: uma temática, realizada pela ciência, e uma figurativa, feita pela arte. Dessa forma, o mito irriga o pensamento científico e a realização artística, ele continua a alimentar todas as formas de apreender a realidade.

Mas por que a permanência do mito como algo em que se crê e que dispensa a mediação da ciência e da arte? Explicitemos melhor uma ideia exposta no parágrafo anterior. O mito é uma explicação das origens do homem, do mundo, da linguagem; explica o sentido da vida, a morte, a dor, a condição humana. Vive porque responde à angústia do desconhecido, do inexplicável; dá sentido àquilo que não tem sentido. Enquanto a ciência não puder explicar a origem das coisas e o seu sentido, haverá lugar para o pensamento mítico. Será que esse ideal se tornará realidade um dia? Dificilmente. Como se dará conta dos novos anseios, dos novos desejos do ser humano? Precisamos das utopias, que, sendo uma espécie de mito pré-construído, têm a função de organizar e de orientar o futuro.


FIORIN, J. L. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. São Paulo: Ática, 1996, p. 9-10. 

Considere as frases abaixo em seu contexto.
1. À medida que esta vai ganhando especificidade, separa-se tanto do mito quanto da ficção. (1º parágrafo) 2. Não se trata aqui de […] criticar a ciência, […] mas tão somente de reconhecer que a literatura […] é uma forma tão boa de conhecimento quanto a ciência. (2º parágrafo)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação às frases.
( ) Em 1, a locução “À medida que” pode ser substituída por “Ao passo que”, sem prejuízo de significado no texto. ( ) Em 1, a expressão “tanto […] quanto” estabelece coordenação de dois elementos, apresentados sem preponderância de nenhum deles. ( ) Em 1, a inversão da ordem das orações não afeta a coesão textual. ( ) Em 2, o conector “mas” indica mudança de assunto ao mesmo tempo que nega a informação precedente. ( ) Em 2, a expressão “tão boa […] quanto” indica uma relação de comparação de igualdade entre dois termos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q1787483 Português

In principio erat verbum


No princípio era o mito. Depois surge a ficção. Mais tarde ainda aparece a ciência. À medida que esta vai ganhando especificidade, separa-se tanto do mito quanto da ficção. Começa a combatê-los. É o princípio da realidade em luta contra o do imaginário. No final do século XIX, havia uma crença absoluta na ciência, a certeza de que erradicaria os mitos do mundo; de que faria triunfar o princípio da realidade, afastando os erros e as superstições, associados ao mito; de que o estado positivo deixaria nas brumas da História os estados teológico e metafísico. Hoje, depois de os mitos terem sido declarados mortos, estão bastante vivos. Nos subterrâneos, nutrem a ficção, a utopia e a ciência.

Não se trata aqui de, em nome de um irracionalismo muito em voga mesmo na Universidade, criticar a ciência, desmoralizá-la, descrer dela, mas tão somente de reconhecer que a literatura, lugar por excelência de expressão dos mitos na modernidade, é uma forma tão boa de conhecimento quanto a ciência. Não se quer fazer apologia do pensamento mítico, cuja principal característica, segundo Lotman, é ser incompatível com a metáfora (1981: 141). Com efeito, para um cristão, por exemplo, é uma blasfêmia dizer que o pão e o vinho simbolizam o corpo de Cristo, pois, para ele, eles o são verdadeiramente. O que se pretende é mostrar que o mito, extraído do meio em que ele é, constitui uma explicação do homem para aquilo que é inexplicável, o que significa que é uma súmula do conhecimento de cada cultura a respeito das grandes questões com que o ser humano sempre se debateu. Isso possibilita duas leituras do mito: uma temática, realizada pela ciência, e uma figurativa, feita pela arte. Dessa forma, o mito irriga o pensamento científico e a realização artística, ele continua a alimentar todas as formas de apreender a realidade.

Mas por que a permanência do mito como algo em que se crê e que dispensa a mediação da ciência e da arte? Explicitemos melhor uma ideia exposta no parágrafo anterior. O mito é uma explicação das origens do homem, do mundo, da linguagem; explica o sentido da vida, a morte, a dor, a condição humana. Vive porque responde à angústia do desconhecido, do inexplicável; dá sentido àquilo que não tem sentido. Enquanto a ciência não puder explicar a origem das coisas e o seu sentido, haverá lugar para o pensamento mítico. Será que esse ideal se tornará realidade um dia? Dificilmente. Como se dará conta dos novos anseios, dos novos desejos do ser humano? Precisamos das utopias, que, sendo uma espécie de mito pré-construído, têm a função de organizar e de orientar o futuro.


FIORIN, J. L. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. São Paulo: Ática, 1996, p. 9-10. 

Considere as frases abaixo em seu contexto.
1. Hoje, depois de os mitos terem sido declarados mortos, estão bastante vivos. (1º parágrafo) 2. Com efeito, para um cristão, por exemplo, é uma blasfêmia dizer que o pão e o vinho simbolizam o corpo de Cristo, pois, para ele, eles o são verdadeiramente.(2º parágrafo)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação às frases.
( ) Em 1, há uma contradição que gera incoerência textual, pois se os mitos foram declarados mortos, então não podem estar vivos. ( ) Em 1, a palavra “bastante” pode ser substituída por “bastantes”, sem ferir a norma culta da língua escrita, pois se trata de um caso de concordância facultativa. ( ) Em 1, a primeira oração do período encontra- -se na voz passiva e a segunda, na voz ativa, de forma a colocar em relevo “os mitos”. ( ) Em 2, “Com efeito” é uma locução que introduz uma retificação do conteúdo expresso pela frase precedente no texto. ( ) Em 2, os pronomes “ele”, “eles” e “o” funcionam como recursos coesivos, retomando, respectivamente, “um cristão”, “o pão e o vinho” e “o corpo de Cristo”.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q1787482 Português

In principio erat verbum


No princípio era o mito. Depois surge a ficção. Mais tarde ainda aparece a ciência. À medida que esta vai ganhando especificidade, separa-se tanto do mito quanto da ficção. Começa a combatê-los. É o princípio da realidade em luta contra o do imaginário. No final do século XIX, havia uma crença absoluta na ciência, a certeza de que erradicaria os mitos do mundo; de que faria triunfar o princípio da realidade, afastando os erros e as superstições, associados ao mito; de que o estado positivo deixaria nas brumas da História os estados teológico e metafísico. Hoje, depois de os mitos terem sido declarados mortos, estão bastante vivos. Nos subterrâneos, nutrem a ficção, a utopia e a ciência.

Não se trata aqui de, em nome de um irracionalismo muito em voga mesmo na Universidade, criticar a ciência, desmoralizá-la, descrer dela, mas tão somente de reconhecer que a literatura, lugar por excelência de expressão dos mitos na modernidade, é uma forma tão boa de conhecimento quanto a ciência. Não se quer fazer apologia do pensamento mítico, cuja principal característica, segundo Lotman, é ser incompatível com a metáfora (1981: 141). Com efeito, para um cristão, por exemplo, é uma blasfêmia dizer que o pão e o vinho simbolizam o corpo de Cristo, pois, para ele, eles o são verdadeiramente. O que se pretende é mostrar que o mito, extraído do meio em que ele é, constitui uma explicação do homem para aquilo que é inexplicável, o que significa que é uma súmula do conhecimento de cada cultura a respeito das grandes questões com que o ser humano sempre se debateu. Isso possibilita duas leituras do mito: uma temática, realizada pela ciência, e uma figurativa, feita pela arte. Dessa forma, o mito irriga o pensamento científico e a realização artística, ele continua a alimentar todas as formas de apreender a realidade.

Mas por que a permanência do mito como algo em que se crê e que dispensa a mediação da ciência e da arte? Explicitemos melhor uma ideia exposta no parágrafo anterior. O mito é uma explicação das origens do homem, do mundo, da linguagem; explica o sentido da vida, a morte, a dor, a condição humana. Vive porque responde à angústia do desconhecido, do inexplicável; dá sentido àquilo que não tem sentido. Enquanto a ciência não puder explicar a origem das coisas e o seu sentido, haverá lugar para o pensamento mítico. Será que esse ideal se tornará realidade um dia? Dificilmente. Como se dará conta dos novos anseios, dos novos desejos do ser humano? Precisamos das utopias, que, sendo uma espécie de mito pré-construído, têm a função de organizar e de orientar o futuro.


FIORIN, J. L. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. São Paulo: Ática, 1996, p. 9-10. 

Analise as frases abaixo em seu contexto (3º parágrafo do texto).
1. Mas por que a permanência do mito como algo em que se crê e que dispensa a mediação da ciência e da arte? 2. Vive porque responde à angústia do desconhecido, do inexplicável; dá sentido àquilo que não tem sentido. 3. Será que esse ideal se tornará realidade um dia?
Com base nas frases, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1787481 Português

In principio erat verbum


No princípio era o mito. Depois surge a ficção. Mais tarde ainda aparece a ciência. À medida que esta vai ganhando especificidade, separa-se tanto do mito quanto da ficção. Começa a combatê-los. É o princípio da realidade em luta contra o do imaginário. No final do século XIX, havia uma crença absoluta na ciência, a certeza de que erradicaria os mitos do mundo; de que faria triunfar o princípio da realidade, afastando os erros e as superstições, associados ao mito; de que o estado positivo deixaria nas brumas da História os estados teológico e metafísico. Hoje, depois de os mitos terem sido declarados mortos, estão bastante vivos. Nos subterrâneos, nutrem a ficção, a utopia e a ciência.

Não se trata aqui de, em nome de um irracionalismo muito em voga mesmo na Universidade, criticar a ciência, desmoralizá-la, descrer dela, mas tão somente de reconhecer que a literatura, lugar por excelência de expressão dos mitos na modernidade, é uma forma tão boa de conhecimento quanto a ciência. Não se quer fazer apologia do pensamento mítico, cuja principal característica, segundo Lotman, é ser incompatível com a metáfora (1981: 141). Com efeito, para um cristão, por exemplo, é uma blasfêmia dizer que o pão e o vinho simbolizam o corpo de Cristo, pois, para ele, eles o são verdadeiramente. O que se pretende é mostrar que o mito, extraído do meio em que ele é, constitui uma explicação do homem para aquilo que é inexplicável, o que significa que é uma súmula do conhecimento de cada cultura a respeito das grandes questões com que o ser humano sempre se debateu. Isso possibilita duas leituras do mito: uma temática, realizada pela ciência, e uma figurativa, feita pela arte. Dessa forma, o mito irriga o pensamento científico e a realização artística, ele continua a alimentar todas as formas de apreender a realidade.

Mas por que a permanência do mito como algo em que se crê e que dispensa a mediação da ciência e da arte? Explicitemos melhor uma ideia exposta no parágrafo anterior. O mito é uma explicação das origens do homem, do mundo, da linguagem; explica o sentido da vida, a morte, a dor, a condição humana. Vive porque responde à angústia do desconhecido, do inexplicável; dá sentido àquilo que não tem sentido. Enquanto a ciência não puder explicar a origem das coisas e o seu sentido, haverá lugar para o pensamento mítico. Será que esse ideal se tornará realidade um dia? Dificilmente. Como se dará conta dos novos anseios, dos novos desejos do ser humano? Precisamos das utopias, que, sendo uma espécie de mito pré-construído, têm a função de organizar e de orientar o futuro.


FIORIN, J. L. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. São Paulo: Ática, 1996, p. 9-10. 

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), de acordo com o texto.
( ) O autor propõe a leitura do mito como representação metafórica do mundo moderno no campo da ciência. ( ) O autor argumenta que o mito pode ser visto como uma síntese do conhecimento de cada cultura no que concerne a questões relacionadas à condição humana. ( ) O autor endossa a ideia de que o pensamento mítico subsistirá enquanto a ciência não oferecer uma explicação para a origem e o sentido das coisas. ( ) O autor critica o princípio do imaginário, que alimenta a ficção, em prol do princípio da realidade, que sustenta a ciência. ( ) O autor rejeita as utopias, uma vez que são responsáveis pela manutenção do pensamento mítico.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q1787480 Português

In principio erat verbum


No princípio era o mito. Depois surge a ficção. Mais tarde ainda aparece a ciência. À medida que esta vai ganhando especificidade, separa-se tanto do mito quanto da ficção. Começa a combatê-los. É o princípio da realidade em luta contra o do imaginário. No final do século XIX, havia uma crença absoluta na ciência, a certeza de que erradicaria os mitos do mundo; de que faria triunfar o princípio da realidade, afastando os erros e as superstições, associados ao mito; de que o estado positivo deixaria nas brumas da História os estados teológico e metafísico. Hoje, depois de os mitos terem sido declarados mortos, estão bastante vivos. Nos subterrâneos, nutrem a ficção, a utopia e a ciência.

Não se trata aqui de, em nome de um irracionalismo muito em voga mesmo na Universidade, criticar a ciência, desmoralizá-la, descrer dela, mas tão somente de reconhecer que a literatura, lugar por excelência de expressão dos mitos na modernidade, é uma forma tão boa de conhecimento quanto a ciência. Não se quer fazer apologia do pensamento mítico, cuja principal característica, segundo Lotman, é ser incompatível com a metáfora (1981: 141). Com efeito, para um cristão, por exemplo, é uma blasfêmia dizer que o pão e o vinho simbolizam o corpo de Cristo, pois, para ele, eles o são verdadeiramente. O que se pretende é mostrar que o mito, extraído do meio em que ele é, constitui uma explicação do homem para aquilo que é inexplicável, o que significa que é uma súmula do conhecimento de cada cultura a respeito das grandes questões com que o ser humano sempre se debateu. Isso possibilita duas leituras do mito: uma temática, realizada pela ciência, e uma figurativa, feita pela arte. Dessa forma, o mito irriga o pensamento científico e a realização artística, ele continua a alimentar todas as formas de apreender a realidade.

Mas por que a permanência do mito como algo em que se crê e que dispensa a mediação da ciência e da arte? Explicitemos melhor uma ideia exposta no parágrafo anterior. O mito é uma explicação das origens do homem, do mundo, da linguagem; explica o sentido da vida, a morte, a dor, a condição humana. Vive porque responde à angústia do desconhecido, do inexplicável; dá sentido àquilo que não tem sentido. Enquanto a ciência não puder explicar a origem das coisas e o seu sentido, haverá lugar para o pensamento mítico. Será que esse ideal se tornará realidade um dia? Dificilmente. Como se dará conta dos novos anseios, dos novos desejos do ser humano? Precisamos das utopias, que, sendo uma espécie de mito pré-construído, têm a função de organizar e de orientar o futuro.


FIORIN, J. L. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. São Paulo: Ática, 1996, p. 9-10. 

De acordo com o texto, o autor acredita que:
Alternativas
Q1787479 Português

In principio erat verbum


No princípio era o mito. Depois surge a ficção. Mais tarde ainda aparece a ciência. À medida que esta vai ganhando especificidade, separa-se tanto do mito quanto da ficção. Começa a combatê-los. É o princípio da realidade em luta contra o do imaginário. No final do século XIX, havia uma crença absoluta na ciência, a certeza de que erradicaria os mitos do mundo; de que faria triunfar o princípio da realidade, afastando os erros e as superstições, associados ao mito; de que o estado positivo deixaria nas brumas da História os estados teológico e metafísico. Hoje, depois de os mitos terem sido declarados mortos, estão bastante vivos. Nos subterrâneos, nutrem a ficção, a utopia e a ciência.

Não se trata aqui de, em nome de um irracionalismo muito em voga mesmo na Universidade, criticar a ciência, desmoralizá-la, descrer dela, mas tão somente de reconhecer que a literatura, lugar por excelência de expressão dos mitos na modernidade, é uma forma tão boa de conhecimento quanto a ciência. Não se quer fazer apologia do pensamento mítico, cuja principal característica, segundo Lotman, é ser incompatível com a metáfora (1981: 141). Com efeito, para um cristão, por exemplo, é uma blasfêmia dizer que o pão e o vinho simbolizam o corpo de Cristo, pois, para ele, eles o são verdadeiramente. O que se pretende é mostrar que o mito, extraído do meio em que ele é, constitui uma explicação do homem para aquilo que é inexplicável, o que significa que é uma súmula do conhecimento de cada cultura a respeito das grandes questões com que o ser humano sempre se debateu. Isso possibilita duas leituras do mito: uma temática, realizada pela ciência, e uma figurativa, feita pela arte. Dessa forma, o mito irriga o pensamento científico e a realização artística, ele continua a alimentar todas as formas de apreender a realidade.

Mas por que a permanência do mito como algo em que se crê e que dispensa a mediação da ciência e da arte? Explicitemos melhor uma ideia exposta no parágrafo anterior. O mito é uma explicação das origens do homem, do mundo, da linguagem; explica o sentido da vida, a morte, a dor, a condição humana. Vive porque responde à angústia do desconhecido, do inexplicável; dá sentido àquilo que não tem sentido. Enquanto a ciência não puder explicar a origem das coisas e o seu sentido, haverá lugar para o pensamento mítico. Será que esse ideal se tornará realidade um dia? Dificilmente. Como se dará conta dos novos anseios, dos novos desejos do ser humano? Precisamos das utopias, que, sendo uma espécie de mito pré-construído, têm a função de organizar e de orientar o futuro.


FIORIN, J. L. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. São Paulo: Ática, 1996, p. 9-10. 

Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.
Alternativas
Q1787478 Português

In principio erat verbum


No princípio era o mito. Depois surge a ficção. Mais tarde ainda aparece a ciência. À medida que esta vai ganhando especificidade, separa-se tanto do mito quanto da ficção. Começa a combatê-los. É o princípio da realidade em luta contra o do imaginário. No final do século XIX, havia uma crença absoluta na ciência, a certeza de que erradicaria os mitos do mundo; de que faria triunfar o princípio da realidade, afastando os erros e as superstições, associados ao mito; de que o estado positivo deixaria nas brumas da História os estados teológico e metafísico. Hoje, depois de os mitos terem sido declarados mortos, estão bastante vivos. Nos subterrâneos, nutrem a ficção, a utopia e a ciência.

Não se trata aqui de, em nome de um irracionalismo muito em voga mesmo na Universidade, criticar a ciência, desmoralizá-la, descrer dela, mas tão somente de reconhecer que a literatura, lugar por excelência de expressão dos mitos na modernidade, é uma forma tão boa de conhecimento quanto a ciência. Não se quer fazer apologia do pensamento mítico, cuja principal característica, segundo Lotman, é ser incompatível com a metáfora (1981: 141). Com efeito, para um cristão, por exemplo, é uma blasfêmia dizer que o pão e o vinho simbolizam o corpo de Cristo, pois, para ele, eles o são verdadeiramente. O que se pretende é mostrar que o mito, extraído do meio em que ele é, constitui uma explicação do homem para aquilo que é inexplicável, o que significa que é uma súmula do conhecimento de cada cultura a respeito das grandes questões com que o ser humano sempre se debateu. Isso possibilita duas leituras do mito: uma temática, realizada pela ciência, e uma figurativa, feita pela arte. Dessa forma, o mito irriga o pensamento científico e a realização artística, ele continua a alimentar todas as formas de apreender a realidade.

Mas por que a permanência do mito como algo em que se crê e que dispensa a mediação da ciência e da arte? Explicitemos melhor uma ideia exposta no parágrafo anterior. O mito é uma explicação das origens do homem, do mundo, da linguagem; explica o sentido da vida, a morte, a dor, a condição humana. Vive porque responde à angústia do desconhecido, do inexplicável; dá sentido àquilo que não tem sentido. Enquanto a ciência não puder explicar a origem das coisas e o seu sentido, haverá lugar para o pensamento mítico. Será que esse ideal se tornará realidade um dia? Dificilmente. Como se dará conta dos novos anseios, dos novos desejos do ser humano? Precisamos das utopias, que, sendo uma espécie de mito pré-construído, têm a função de organizar e de orientar o futuro.


FIORIN, J. L. As astúcias da enunciação: as categorias de pessoa, espaço e tempo. São Paulo: Ática, 1996, p. 9-10. 

Assinale a alternativa correta, em relação ao texto.
Alternativas
Q1787477 Português
O que é coerência textual?

As noções de coesão e coerência foram sofrendo alterações significativas no decorrer do tempo. Inicialmente, os dois conceitos praticamente se confundiam e, por isso, os dois termos eram, muitas vezes, usados indiferentemente. Mas, à medida que se modificava a concepção de texto, eles passaram a diferenciar-se de forma decisiva.
O primeiro passo foi constatar que a coesão não é condição necessária nem suficiente da coerência: as marcas de coesão encontram-se no texto, enquanto a coerência não se encontra no texto, mas constrói-se a partir dele, em dada situação comunicativa, com a mobilização de uma série de fatores de ordem discursiva, cognitiva, situacional e interacional. Assim, o sentido de um texto é construído na interação texto-sujeitos. Em um segundo momento, percebeu-se que a distinção entre coesão e coerência não podia ser estabelecida de maneira radical, como se fossem fenômenos independentes.

Alguns tipos de coerência:

Coerência sintática – Diz respeito ao uso adequado das estruturas linguísticas, bem como dos recursos coesivos que facilitam a construção da coerência semântica, como pronomes, sintagmas nominais referenciais definidos e indefinidos, conectores etc.
Coerência semântica – Refere-se às relações de sentido entre as estruturas – palavras ou expressões presentes no texto. Para que um texto seja semanticamente coerente, não deve conter contradição de conteúdos. 
Coerência temática – Exige que os enunciados de um texto sejam relevantes para o tema ou tópico discursivo em desenvolvimento. Coerência pragmática – Está relacionada aos atos de fala que o texto pretende realizar, obedecendo às condições para a sua realização. Por exemplo, não é possível ao locutor, em um mesmo ato de fala, perguntar e asseverar, e assim por diante. Coerência genérica – Diz respeito às exigências do gênero textual, determinado pela prática social no interior da qual o texto é produzido, considerando-se as condições de produção inerentes a essas práticas.

KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 186-205. [Adaptado.]
O primeiro passo foi constatar que a coesão não é condição necessária nem suficiente da coerência: as marcas de coesão encontram-se no texto, enquanto a coerência não se encontra no texto, mas constrói-se a partir dele, em dada situação comunicativa, com a mobilização de uma série de fatores de ordem discursiva, cognitiva, situacional e interacional. (2º parágrafo)
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), com base no trecho extraído do texto.
( ) Os dois-pontos são usados para anunciar uma síntese do que foi dito antes. ( ) O pronome sublinhado em “encontram-se” e “não se encontra” pode alterar a ordem em relação ao verbo, nas duas ocorrências, sem ferir a norma culta escrita da língua. ( ) A palavra “enquanto” pode ser substituída por “ao passo que”, sem prejuízo de significado no texto. ( ) A conjunção “mas” pode ser substituída por “e sim”, sem prejuízo de significado no texto. ( ) A preposição “com” introduz um adjunto adverbial de companhia.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q1787476 Português
O que é coerência textual?

As noções de coesão e coerência foram sofrendo alterações significativas no decorrer do tempo. Inicialmente, os dois conceitos praticamente se confundiam e, por isso, os dois termos eram, muitas vezes, usados indiferentemente. Mas, à medida que se modificava a concepção de texto, eles passaram a diferenciar-se de forma decisiva.
O primeiro passo foi constatar que a coesão não é condição necessária nem suficiente da coerência: as marcas de coesão encontram-se no texto, enquanto a coerência não se encontra no texto, mas constrói-se a partir dele, em dada situação comunicativa, com a mobilização de uma série de fatores de ordem discursiva, cognitiva, situacional e interacional. Assim, o sentido de um texto é construído na interação texto-sujeitos. Em um segundo momento, percebeu-se que a distinção entre coesão e coerência não podia ser estabelecida de maneira radical, como se fossem fenômenos independentes.

Alguns tipos de coerência:

Coerência sintática – Diz respeito ao uso adequado das estruturas linguísticas, bem como dos recursos coesivos que facilitam a construção da coerência semântica, como pronomes, sintagmas nominais referenciais definidos e indefinidos, conectores etc.
Coerência semântica – Refere-se às relações de sentido entre as estruturas – palavras ou expressões presentes no texto. Para que um texto seja semanticamente coerente, não deve conter contradição de conteúdos. 
Coerência temática – Exige que os enunciados de um texto sejam relevantes para o tema ou tópico discursivo em desenvolvimento. Coerência pragmática – Está relacionada aos atos de fala que o texto pretende realizar, obedecendo às condições para a sua realização. Por exemplo, não é possível ao locutor, em um mesmo ato de fala, perguntar e asseverar, e assim por diante. Coerência genérica – Diz respeito às exigências do gênero textual, determinado pela prática social no interior da qual o texto é produzido, considerando-se as condições de produção inerentes a essas práticas.

KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 186-205. [Adaptado.]
Assinale a alternativa correta, em consonância com o conteúdo do texto.
Alternativas
Q1787475 Português
O que é coerência textual?

As noções de coesão e coerência foram sofrendo alterações significativas no decorrer do tempo. Inicialmente, os dois conceitos praticamente se confundiam e, por isso, os dois termos eram, muitas vezes, usados indiferentemente. Mas, à medida que se modificava a concepção de texto, eles passaram a diferenciar-se de forma decisiva.
O primeiro passo foi constatar que a coesão não é condição necessária nem suficiente da coerência: as marcas de coesão encontram-se no texto, enquanto a coerência não se encontra no texto, mas constrói-se a partir dele, em dada situação comunicativa, com a mobilização de uma série de fatores de ordem discursiva, cognitiva, situacional e interacional. Assim, o sentido de um texto é construído na interação texto-sujeitos. Em um segundo momento, percebeu-se que a distinção entre coesão e coerência não podia ser estabelecida de maneira radical, como se fossem fenômenos independentes.

Alguns tipos de coerência:

Coerência sintática – Diz respeito ao uso adequado das estruturas linguísticas, bem como dos recursos coesivos que facilitam a construção da coerência semântica, como pronomes, sintagmas nominais referenciais definidos e indefinidos, conectores etc.
Coerência semântica – Refere-se às relações de sentido entre as estruturas – palavras ou expressões presentes no texto. Para que um texto seja semanticamente coerente, não deve conter contradição de conteúdos. 
Coerência temática – Exige que os enunciados de um texto sejam relevantes para o tema ou tópico discursivo em desenvolvimento. Coerência pragmática – Está relacionada aos atos de fala que o texto pretende realizar, obedecendo às condições para a sua realização. Por exemplo, não é possível ao locutor, em um mesmo ato de fala, perguntar e asseverar, e assim por diante. Coerência genérica – Diz respeito às exigências do gênero textual, determinado pela prática social no interior da qual o texto é produzido, considerando-se as condições de produção inerentes a essas práticas.

KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 186-205. [Adaptado.]
Identifique, entre as afirmativas abaixo, aquelas que estão em consonância com o conteúdo do texto.
1. Existem textos que são inerentemente coerentes e textos que são incoerentes. 2. São os interlocutores envolvidos em uma dada situação comunicativa que constroem a coerência do texto. 3. O autor de um texto é um sujeito ativo ao passo que o leitor é um sujeito passivo. 4. Raciocínio lógico e analítico-inferencial são fatores relevantes para o estabelecimento da coerência textual. 5. As condições de produção de um texto envolvem, entre outros fatores, os interlocutores.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1787474 Português
O que é coerência textual?

As noções de coesão e coerência foram sofrendo alterações significativas no decorrer do tempo. Inicialmente, os dois conceitos praticamente se confundiam e, por isso, os dois termos eram, muitas vezes, usados indiferentemente. Mas, à medida que se modificava a concepção de texto, eles passaram a diferenciar-se de forma decisiva.
O primeiro passo foi constatar que a coesão não é condição necessária nem suficiente da coerência: as marcas de coesão encontram-se no texto, enquanto a coerência não se encontra no texto, mas constrói-se a partir dele, em dada situação comunicativa, com a mobilização de uma série de fatores de ordem discursiva, cognitiva, situacional e interacional. Assim, o sentido de um texto é construído na interação texto-sujeitos. Em um segundo momento, percebeu-se que a distinção entre coesão e coerência não podia ser estabelecida de maneira radical, como se fossem fenômenos independentes.

Alguns tipos de coerência:

Coerência sintática – Diz respeito ao uso adequado das estruturas linguísticas, bem como dos recursos coesivos que facilitam a construção da coerência semântica, como pronomes, sintagmas nominais referenciais definidos e indefinidos, conectores etc.
Coerência semântica – Refere-se às relações de sentido entre as estruturas – palavras ou expressões presentes no texto. Para que um texto seja semanticamente coerente, não deve conter contradição de conteúdos. 
Coerência temática – Exige que os enunciados de um texto sejam relevantes para o tema ou tópico discursivo em desenvolvimento. Coerência pragmática – Está relacionada aos atos de fala que o texto pretende realizar, obedecendo às condições para a sua realização. Por exemplo, não é possível ao locutor, em um mesmo ato de fala, perguntar e asseverar, e assim por diante. Coerência genérica – Diz respeito às exigências do gênero textual, determinado pela prática social no interior da qual o texto é produzido, considerando-se as condições de produção inerentes a essas práticas.

KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 186-205. [Adaptado.]
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), de acordo com o texto.
Em relação à coesão e coerência, pode-se dizer que:
( ) são fenômenos distintos, porém inter-relacionados. ( ) são noções relacionadas à concepção de texto assumida. ( ) são fenômenos autônomos e independentes entre si. ( ) a coesão é determinada pela coerência. ( ) a coesão depende da articulação de elementos textuais.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q1784418 Inglês

A Brief and Simplified Description of Papermaking


The paper we use today is created from individual wood fibers that are first suspended in water and then pressed and dried into sheets. The process of converting the wood to a suspension of wood fibers in water is known as pulp making, while the manufacture of the dried and pressed sheets of paper is formally termed papermaking. The process of making paper has undergone a steady evolution, and larger and more sophisticated equipment and better technology continue to improve it.


The Wood yard and Wood rooms


The process at Androscogging began with receiving wood in the form of chips or of logs 4 or 8 feet in length. From 6 AM to 10 PM a steady stream of trucks and railroad cars were weighted and unloaded. About 40 percent were suplied by independents who were paid by weight their logs. The mill also received wood chips from lumber mills in the area. The chips and logs were stored in mammoth piles with separate piles for wood of different species (such as pine, spruce, hemlock).


When needed, logs were floated in flumes......(1).....the wood yard.....(2).....one of the mill’s three wood rooms. There, bark was rubbed......(3)........in long, ribbed debarking drums by tumbling the logs against one another. The logs then fell into a chipper;......(4)......seconds a large log was reduced to a pile of chips approximately 1 inch by 1 inch by 1/4 inch.


The chips were stored in silos. There were separate silos for softwoods (spruce, fir, hemlock, and pine) and hardwoods (maple, oak, beech, and birch). This separate and temporary storage of chips permitted the controlled mixing of chips into the precise recipe for the grade of paper being produced.


The wood chips were then sorted through large, flat vibrating screens. Oversized chips were rechipped, and ones that were too small were collected for burning in the power house. (The mill provided approximately 20 percent of all its own steam and electricity needs from burning waste. An additional 50 percent of total electricity needs was produced by harnessing the river for hydroelectric power.)


Once drawn from the silo into the digesters, there was no stopping the flow of chips into paper. 


Pulpmaking


The pulp made at Androscoggin was of two types: Kraft pulp (produced chemically) and ground wood pulp (produced mechanically). Kraft pulp was far more important to the high quality white papers produced at Androscoggin, accounting for 80 percent of all the pulp used. Kraft pulp makes strong paper. (Kraft is German for strength. A German invented the Kraft pulp process in 1884.) A paper’s strength generally comes from the overlap and binding of long fibers of softwood; only chemically was it initially possible to separate long wood fibers for suspension in water. Hardwood fibers are generally smaller and thinner and help smooth the paper and make it less porous.


The ground wood pulping process was simpler and less expensive than the Kraft process. It took high quality spruce and fir logs and pressed them continuously against a revolving stone that broke apart the wood’s fibers. The fibers, however, were smaller than those produced by the Kraft process and, although used to make newsprint, were useful at Androscoggin in providing “fill” for the coated publication gloss papers of machines 2 and 3, as will be described later.


(A)The chemical Kraft process worked by dissolving the lignin that bonds wood fibers together. (B) It did this in a tall pressure cooker, called a digester, by “cooking” the chips in a solution of caustic soda (NaOH) and sodium sulfide (Na2S), which was termed the “white liquor.” (C)The two digesters at Androscoggin were continuous digesters; chips and liquor went into the top, were cooked together as they slowly settled down to the bottom, and were drawn off the bottom after about three hours. (D) By this time, the white liquor had changed chemically to “black liquor’’; the digested chips were then separated from this black liquor. (E)


In what was known as the “cold blow” process, the hot, pressurized chips were gradually cooled and depressurized. A “cold liquor’’ (170°F) was introduced to the bottom of the digester and served both to cool and to transport the digested chips to a diffusion washer that washed and depressurized the chips. Because so much of the lignin bonding the fibers together had been removed, the wood fiber in the chips literally fell apart at this stage.


The black liquor from the digester entered a separate four-step recovery process. Over 95 percent of the black liquor could be reconstituted as white liquor, thereby saving on chemical costs and significantly lowering pollution. The four-step process involved (1) washing the black liquor from the cooked fiber to produce weak black liquor, (2) evaporating the weak black liquor to a thicker consistency, (3) combustion of this heavy black liquor with sodium sulfate (Na2SO4 ), and redissolving the smelt, yielding a “green liquor” (sodium carbonate + sodium sulfide), and (4) adding lime, which reacted with the green liquor to produce white liquor. The last step was known as causticization.


Meanwhile, the wood-fiber pulp was purged of impurities like bark and dirt by mechanical screening and by spinning the mixture in centrifugal cleaners. The pulp was then concentrated by removing water from it so that it could be stored and bleached more economically.


By this time, depending on the type of pulp being made, it had been between 3 1/2 and 5 hours since the chips had entered the pulp mill. 


All the Kraft pulp was then bleached. Bleaching took between 5 and 6 hours. It consisted of a three-step process in which (1) a mix of chlorine (Cl2 ) and chlorine dioxide (CIO2 ) was introduced to the pulp and the pulp was washed; (2) a patented mix of sodium hydroxide (NaOH), liquid oxygen, and hydrogen peroxide (H2 O2 ) was then added to the pulp and the pulp was again washed; and (3) chlorine dioxide (ClO2 ) was introduced and the pulp washed a final time. The result was like fluffy cream of wheat. By this time the pulp was nearly ready to be made into paper.


From the bleachery, the stock of pulp was held for a short time in storage (a maximum of 16 hours) and then proceeded through a series of blending operations that permitted a string of additives (for example, filler clay, resins, brighteners, alum, dyes) to be mixed into the pulp according to the recipe for the paper grade being produced. Here, too, “broke” (paper wastes from the mill itself) was recycled into the pulp. The pulp was then once again cleaned and blended into an even consistency before moving to the papermaking machine itself.


It made a difference whether the broke was of coated or uncoated paper, and whether it was white or colored. White, uncoated paper could be recycled immediately. Colored, uncoated paper had to be rebleached. Coated papers, because of the clays in them, could not be reclaimed.



Meanwhile, the wood-fiber pulp was purged of impurities like bark and dirt by mechanical screening and by spinning the mixture in centrifugal cleaners.
The underlined is closest to the meaning to:
Alternativas
Q1784417 Inglês

A Brief and Simplified Description of Papermaking


The paper we use today is created from individual wood fibers that are first suspended in water and then pressed and dried into sheets. The process of converting the wood to a suspension of wood fibers in water is known as pulp making, while the manufacture of the dried and pressed sheets of paper is formally termed papermaking. The process of making paper has undergone a steady evolution, and larger and more sophisticated equipment and better technology continue to improve it.


The Wood yard and Wood rooms


The process at Androscogging began with receiving wood in the form of chips or of logs 4 or 8 feet in length. From 6 AM to 10 PM a steady stream of trucks and railroad cars were weighted and unloaded. About 40 percent were suplied by independents who were paid by weight their logs. The mill also received wood chips from lumber mills in the area. The chips and logs were stored in mammoth piles with separate piles for wood of different species (such as pine, spruce, hemlock).


When needed, logs were floated in flumes......(1).....the wood yard.....(2).....one of the mill’s three wood rooms. There, bark was rubbed......(3)........in long, ribbed debarking drums by tumbling the logs against one another. The logs then fell into a chipper;......(4)......seconds a large log was reduced to a pile of chips approximately 1 inch by 1 inch by 1/4 inch.


The chips were stored in silos. There were separate silos for softwoods (spruce, fir, hemlock, and pine) and hardwoods (maple, oak, beech, and birch). This separate and temporary storage of chips permitted the controlled mixing of chips into the precise recipe for the grade of paper being produced.


The wood chips were then sorted through large, flat vibrating screens. Oversized chips were rechipped, and ones that were too small were collected for burning in the power house. (The mill provided approximately 20 percent of all its own steam and electricity needs from burning waste. An additional 50 percent of total electricity needs was produced by harnessing the river for hydroelectric power.)


Once drawn from the silo into the digesters, there was no stopping the flow of chips into paper. 


Pulpmaking


The pulp made at Androscoggin was of two types: Kraft pulp (produced chemically) and ground wood pulp (produced mechanically). Kraft pulp was far more important to the high quality white papers produced at Androscoggin, accounting for 80 percent of all the pulp used. Kraft pulp makes strong paper. (Kraft is German for strength. A German invented the Kraft pulp process in 1884.) A paper’s strength generally comes from the overlap and binding of long fibers of softwood; only chemically was it initially possible to separate long wood fibers for suspension in water. Hardwood fibers are generally smaller and thinner and help smooth the paper and make it less porous.


The ground wood pulping process was simpler and less expensive than the Kraft process. It took high quality spruce and fir logs and pressed them continuously against a revolving stone that broke apart the wood’s fibers. The fibers, however, were smaller than those produced by the Kraft process and, although used to make newsprint, were useful at Androscoggin in providing “fill” for the coated publication gloss papers of machines 2 and 3, as will be described later.


(A)The chemical Kraft process worked by dissolving the lignin that bonds wood fibers together. (B) It did this in a tall pressure cooker, called a digester, by “cooking” the chips in a solution of caustic soda (NaOH) and sodium sulfide (Na2S), which was termed the “white liquor.” (C)The two digesters at Androscoggin were continuous digesters; chips and liquor went into the top, were cooked together as they slowly settled down to the bottom, and were drawn off the bottom after about three hours. (D) By this time, the white liquor had changed chemically to “black liquor’’; the digested chips were then separated from this black liquor. (E)


In what was known as the “cold blow” process, the hot, pressurized chips were gradually cooled and depressurized. A “cold liquor’’ (170°F) was introduced to the bottom of the digester and served both to cool and to transport the digested chips to a diffusion washer that washed and depressurized the chips. Because so much of the lignin bonding the fibers together had been removed, the wood fiber in the chips literally fell apart at this stage.


The black liquor from the digester entered a separate four-step recovery process. Over 95 percent of the black liquor could be reconstituted as white liquor, thereby saving on chemical costs and significantly lowering pollution. The four-step process involved (1) washing the black liquor from the cooked fiber to produce weak black liquor, (2) evaporating the weak black liquor to a thicker consistency, (3) combustion of this heavy black liquor with sodium sulfate (Na2SO4 ), and redissolving the smelt, yielding a “green liquor” (sodium carbonate + sodium sulfide), and (4) adding lime, which reacted with the green liquor to produce white liquor. The last step was known as causticization.


Meanwhile, the wood-fiber pulp was purged of impurities like bark and dirt by mechanical screening and by spinning the mixture in centrifugal cleaners. The pulp was then concentrated by removing water from it so that it could be stored and bleached more economically.


By this time, depending on the type of pulp being made, it had been between 3 1/2 and 5 hours since the chips had entered the pulp mill. 


All the Kraft pulp was then bleached. Bleaching took between 5 and 6 hours. It consisted of a three-step process in which (1) a mix of chlorine (Cl2 ) and chlorine dioxide (CIO2 ) was introduced to the pulp and the pulp was washed; (2) a patented mix of sodium hydroxide (NaOH), liquid oxygen, and hydrogen peroxide (H2 O2 ) was then added to the pulp and the pulp was again washed; and (3) chlorine dioxide (ClO2 ) was introduced and the pulp washed a final time. The result was like fluffy cream of wheat. By this time the pulp was nearly ready to be made into paper.


From the bleachery, the stock of pulp was held for a short time in storage (a maximum of 16 hours) and then proceeded through a series of blending operations that permitted a string of additives (for example, filler clay, resins, brighteners, alum, dyes) to be mixed into the pulp according to the recipe for the paper grade being produced. Here, too, “broke” (paper wastes from the mill itself) was recycled into the pulp. The pulp was then once again cleaned and blended into an even consistency before moving to the papermaking machine itself.


It made a difference whether the broke was of coated or uncoated paper, and whether it was white or colored. White, uncoated paper could be recycled immediately. Colored, uncoated paper had to be rebleached. Coated papers, because of the clays in them, could not be reclaimed.



The word “providing” in paragraph 7, is closest in meaning to:
Alternativas
Q1784416 Inglês

A Brief and Simplified Description of Papermaking


The paper we use today is created from individual wood fibers that are first suspended in water and then pressed and dried into sheets. The process of converting the wood to a suspension of wood fibers in water is known as pulp making, while the manufacture of the dried and pressed sheets of paper is formally termed papermaking. The process of making paper has undergone a steady evolution, and larger and more sophisticated equipment and better technology continue to improve it.


The Wood yard and Wood rooms


The process at Androscogging began with receiving wood in the form of chips or of logs 4 or 8 feet in length. From 6 AM to 10 PM a steady stream of trucks and railroad cars were weighted and unloaded. About 40 percent were suplied by independents who were paid by weight their logs. The mill also received wood chips from lumber mills in the area. The chips and logs were stored in mammoth piles with separate piles for wood of different species (such as pine, spruce, hemlock).


When needed, logs were floated in flumes......(1).....the wood yard.....(2).....one of the mill’s three wood rooms. There, bark was rubbed......(3)........in long, ribbed debarking drums by tumbling the logs against one another. The logs then fell into a chipper;......(4)......seconds a large log was reduced to a pile of chips approximately 1 inch by 1 inch by 1/4 inch.


The chips were stored in silos. There were separate silos for softwoods (spruce, fir, hemlock, and pine) and hardwoods (maple, oak, beech, and birch). This separate and temporary storage of chips permitted the controlled mixing of chips into the precise recipe for the grade of paper being produced.


The wood chips were then sorted through large, flat vibrating screens. Oversized chips were rechipped, and ones that were too small were collected for burning in the power house. (The mill provided approximately 20 percent of all its own steam and electricity needs from burning waste. An additional 50 percent of total electricity needs was produced by harnessing the river for hydroelectric power.)


Once drawn from the silo into the digesters, there was no stopping the flow of chips into paper. 


Pulpmaking


The pulp made at Androscoggin was of two types: Kraft pulp (produced chemically) and ground wood pulp (produced mechanically). Kraft pulp was far more important to the high quality white papers produced at Androscoggin, accounting for 80 percent of all the pulp used. Kraft pulp makes strong paper. (Kraft is German for strength. A German invented the Kraft pulp process in 1884.) A paper’s strength generally comes from the overlap and binding of long fibers of softwood; only chemically was it initially possible to separate long wood fibers for suspension in water. Hardwood fibers are generally smaller and thinner and help smooth the paper and make it less porous.


The ground wood pulping process was simpler and less expensive than the Kraft process. It took high quality spruce and fir logs and pressed them continuously against a revolving stone that broke apart the wood’s fibers. The fibers, however, were smaller than those produced by the Kraft process and, although used to make newsprint, were useful at Androscoggin in providing “fill” for the coated publication gloss papers of machines 2 and 3, as will be described later.


(A)The chemical Kraft process worked by dissolving the lignin that bonds wood fibers together. (B) It did this in a tall pressure cooker, called a digester, by “cooking” the chips in a solution of caustic soda (NaOH) and sodium sulfide (Na2S), which was termed the “white liquor.” (C)The two digesters at Androscoggin were continuous digesters; chips and liquor went into the top, were cooked together as they slowly settled down to the bottom, and were drawn off the bottom after about three hours. (D) By this time, the white liquor had changed chemically to “black liquor’’; the digested chips were then separated from this black liquor. (E)


In what was known as the “cold blow” process, the hot, pressurized chips were gradually cooled and depressurized. A “cold liquor’’ (170°F) was introduced to the bottom of the digester and served both to cool and to transport the digested chips to a diffusion washer that washed and depressurized the chips. Because so much of the lignin bonding the fibers together had been removed, the wood fiber in the chips literally fell apart at this stage.


The black liquor from the digester entered a separate four-step recovery process. Over 95 percent of the black liquor could be reconstituted as white liquor, thereby saving on chemical costs and significantly lowering pollution. The four-step process involved (1) washing the black liquor from the cooked fiber to produce weak black liquor, (2) evaporating the weak black liquor to a thicker consistency, (3) combustion of this heavy black liquor with sodium sulfate (Na2SO4 ), and redissolving the smelt, yielding a “green liquor” (sodium carbonate + sodium sulfide), and (4) adding lime, which reacted with the green liquor to produce white liquor. The last step was known as causticization.


Meanwhile, the wood-fiber pulp was purged of impurities like bark and dirt by mechanical screening and by spinning the mixture in centrifugal cleaners. The pulp was then concentrated by removing water from it so that it could be stored and bleached more economically.


By this time, depending on the type of pulp being made, it had been between 3 1/2 and 5 hours since the chips had entered the pulp mill. 


All the Kraft pulp was then bleached. Bleaching took between 5 and 6 hours. It consisted of a three-step process in which (1) a mix of chlorine (Cl2 ) and chlorine dioxide (CIO2 ) was introduced to the pulp and the pulp was washed; (2) a patented mix of sodium hydroxide (NaOH), liquid oxygen, and hydrogen peroxide (H2 O2 ) was then added to the pulp and the pulp was again washed; and (3) chlorine dioxide (ClO2 ) was introduced and the pulp washed a final time. The result was like fluffy cream of wheat. By this time the pulp was nearly ready to be made into paper.


From the bleachery, the stock of pulp was held for a short time in storage (a maximum of 16 hours) and then proceeded through a series of blending operations that permitted a string of additives (for example, filler clay, resins, brighteners, alum, dyes) to be mixed into the pulp according to the recipe for the paper grade being produced. Here, too, “broke” (paper wastes from the mill itself) was recycled into the pulp. The pulp was then once again cleaned and blended into an even consistency before moving to the papermaking machine itself.


It made a difference whether the broke was of coated or uncoated paper, and whether it was white or colored. White, uncoated paper could be recycled immediately. Colored, uncoated paper had to be rebleached. Coated papers, because of the clays in them, could not be reclaimed.



The infinitive form of the following underlined verb “The process of making paper has undergone a steady evolution….”, is:
Alternativas
Q1784415 Inglês

A Brief and Simplified Description of Papermaking


The paper we use today is created from individual wood fibers that are first suspended in water and then pressed and dried into sheets. The process of converting the wood to a suspension of wood fibers in water is known as pulp making, while the manufacture of the dried and pressed sheets of paper is formally termed papermaking. The process of making paper has undergone a steady evolution, and larger and more sophisticated equipment and better technology continue to improve it.


The Wood yard and Wood rooms


The process at Androscogging began with receiving wood in the form of chips or of logs 4 or 8 feet in length. From 6 AM to 10 PM a steady stream of trucks and railroad cars were weighted and unloaded. About 40 percent were suplied by independents who were paid by weight their logs. The mill also received wood chips from lumber mills in the area. The chips and logs were stored in mammoth piles with separate piles for wood of different species (such as pine, spruce, hemlock).


When needed, logs were floated in flumes......(1).....the wood yard.....(2).....one of the mill’s three wood rooms. There, bark was rubbed......(3)........in long, ribbed debarking drums by tumbling the logs against one another. The logs then fell into a chipper;......(4)......seconds a large log was reduced to a pile of chips approximately 1 inch by 1 inch by 1/4 inch.


The chips were stored in silos. There were separate silos for softwoods (spruce, fir, hemlock, and pine) and hardwoods (maple, oak, beech, and birch). This separate and temporary storage of chips permitted the controlled mixing of chips into the precise recipe for the grade of paper being produced.


The wood chips were then sorted through large, flat vibrating screens. Oversized chips were rechipped, and ones that were too small were collected for burning in the power house. (The mill provided approximately 20 percent of all its own steam and electricity needs from burning waste. An additional 50 percent of total electricity needs was produced by harnessing the river for hydroelectric power.)


Once drawn from the silo into the digesters, there was no stopping the flow of chips into paper. 


Pulpmaking


The pulp made at Androscoggin was of two types: Kraft pulp (produced chemically) and ground wood pulp (produced mechanically). Kraft pulp was far more important to the high quality white papers produced at Androscoggin, accounting for 80 percent of all the pulp used. Kraft pulp makes strong paper. (Kraft is German for strength. A German invented the Kraft pulp process in 1884.) A paper’s strength generally comes from the overlap and binding of long fibers of softwood; only chemically was it initially possible to separate long wood fibers for suspension in water. Hardwood fibers are generally smaller and thinner and help smooth the paper and make it less porous.


The ground wood pulping process was simpler and less expensive than the Kraft process. It took high quality spruce and fir logs and pressed them continuously against a revolving stone that broke apart the wood’s fibers. The fibers, however, were smaller than those produced by the Kraft process and, although used to make newsprint, were useful at Androscoggin in providing “fill” for the coated publication gloss papers of machines 2 and 3, as will be described later.


(A)The chemical Kraft process worked by dissolving the lignin that bonds wood fibers together. (B) It did this in a tall pressure cooker, called a digester, by “cooking” the chips in a solution of caustic soda (NaOH) and sodium sulfide (Na2S), which was termed the “white liquor.” (C)The two digesters at Androscoggin were continuous digesters; chips and liquor went into the top, were cooked together as they slowly settled down to the bottom, and were drawn off the bottom after about three hours. (D) By this time, the white liquor had changed chemically to “black liquor’’; the digested chips were then separated from this black liquor. (E)


In what was known as the “cold blow” process, the hot, pressurized chips were gradually cooled and depressurized. A “cold liquor’’ (170°F) was introduced to the bottom of the digester and served both to cool and to transport the digested chips to a diffusion washer that washed and depressurized the chips. Because so much of the lignin bonding the fibers together had been removed, the wood fiber in the chips literally fell apart at this stage.


The black liquor from the digester entered a separate four-step recovery process. Over 95 percent of the black liquor could be reconstituted as white liquor, thereby saving on chemical costs and significantly lowering pollution. The four-step process involved (1) washing the black liquor from the cooked fiber to produce weak black liquor, (2) evaporating the weak black liquor to a thicker consistency, (3) combustion of this heavy black liquor with sodium sulfate (Na2SO4 ), and redissolving the smelt, yielding a “green liquor” (sodium carbonate + sodium sulfide), and (4) adding lime, which reacted with the green liquor to produce white liquor. The last step was known as causticization.


Meanwhile, the wood-fiber pulp was purged of impurities like bark and dirt by mechanical screening and by spinning the mixture in centrifugal cleaners. The pulp was then concentrated by removing water from it so that it could be stored and bleached more economically.


By this time, depending on the type of pulp being made, it had been between 3 1/2 and 5 hours since the chips had entered the pulp mill. 


All the Kraft pulp was then bleached. Bleaching took between 5 and 6 hours. It consisted of a three-step process in which (1) a mix of chlorine (Cl2 ) and chlorine dioxide (CIO2 ) was introduced to the pulp and the pulp was washed; (2) a patented mix of sodium hydroxide (NaOH), liquid oxygen, and hydrogen peroxide (H2 O2 ) was then added to the pulp and the pulp was again washed; and (3) chlorine dioxide (ClO2 ) was introduced and the pulp washed a final time. The result was like fluffy cream of wheat. By this time the pulp was nearly ready to be made into paper.


From the bleachery, the stock of pulp was held for a short time in storage (a maximum of 16 hours) and then proceeded through a series of blending operations that permitted a string of additives (for example, filler clay, resins, brighteners, alum, dyes) to be mixed into the pulp according to the recipe for the paper grade being produced. Here, too, “broke” (paper wastes from the mill itself) was recycled into the pulp. The pulp was then once again cleaned and blended into an even consistency before moving to the papermaking machine itself.


It made a difference whether the broke was of coated or uncoated paper, and whether it was white or colored. White, uncoated paper could be recycled immediately. Colored, uncoated paper had to be rebleached. Coated papers, because of the clays in them, could not be reclaimed.



This sentence “Oversized chips were rechipped, and ones that were too small were collected for burning in the power house.”, has its synonym in:
Alternativas
Q1784414 Inglês

A Brief and Simplified Description of Papermaking


The paper we use today is created from individual wood fibers that are first suspended in water and then pressed and dried into sheets. The process of converting the wood to a suspension of wood fibers in water is known as pulp making, while the manufacture of the dried and pressed sheets of paper is formally termed papermaking. The process of making paper has undergone a steady evolution, and larger and more sophisticated equipment and better technology continue to improve it.


The Wood yard and Wood rooms


The process at Androscogging began with receiving wood in the form of chips or of logs 4 or 8 feet in length. From 6 AM to 10 PM a steady stream of trucks and railroad cars were weighted and unloaded. About 40 percent were suplied by independents who were paid by weight their logs. The mill also received wood chips from lumber mills in the area. The chips and logs were stored in mammoth piles with separate piles for wood of different species (such as pine, spruce, hemlock).


When needed, logs were floated in flumes......(1).....the wood yard.....(2).....one of the mill’s three wood rooms. There, bark was rubbed......(3)........in long, ribbed debarking drums by tumbling the logs against one another. The logs then fell into a chipper;......(4)......seconds a large log was reduced to a pile of chips approximately 1 inch by 1 inch by 1/4 inch.


The chips were stored in silos. There were separate silos for softwoods (spruce, fir, hemlock, and pine) and hardwoods (maple, oak, beech, and birch). This separate and temporary storage of chips permitted the controlled mixing of chips into the precise recipe for the grade of paper being produced.


The wood chips were then sorted through large, flat vibrating screens. Oversized chips were rechipped, and ones that were too small were collected for burning in the power house. (The mill provided approximately 20 percent of all its own steam and electricity needs from burning waste. An additional 50 percent of total electricity needs was produced by harnessing the river for hydroelectric power.)


Once drawn from the silo into the digesters, there was no stopping the flow of chips into paper. 


Pulpmaking


The pulp made at Androscoggin was of two types: Kraft pulp (produced chemically) and ground wood pulp (produced mechanically). Kraft pulp was far more important to the high quality white papers produced at Androscoggin, accounting for 80 percent of all the pulp used. Kraft pulp makes strong paper. (Kraft is German for strength. A German invented the Kraft pulp process in 1884.) A paper’s strength generally comes from the overlap and binding of long fibers of softwood; only chemically was it initially possible to separate long wood fibers for suspension in water. Hardwood fibers are generally smaller and thinner and help smooth the paper and make it less porous.


The ground wood pulping process was simpler and less expensive than the Kraft process. It took high quality spruce and fir logs and pressed them continuously against a revolving stone that broke apart the wood’s fibers. The fibers, however, were smaller than those produced by the Kraft process and, although used to make newsprint, were useful at Androscoggin in providing “fill” for the coated publication gloss papers of machines 2 and 3, as will be described later.


(A)The chemical Kraft process worked by dissolving the lignin that bonds wood fibers together. (B) It did this in a tall pressure cooker, called a digester, by “cooking” the chips in a solution of caustic soda (NaOH) and sodium sulfide (Na2S), which was termed the “white liquor.” (C)The two digesters at Androscoggin were continuous digesters; chips and liquor went into the top, were cooked together as they slowly settled down to the bottom, and were drawn off the bottom after about three hours. (D) By this time, the white liquor had changed chemically to “black liquor’’; the digested chips were then separated from this black liquor. (E)


In what was known as the “cold blow” process, the hot, pressurized chips were gradually cooled and depressurized. A “cold liquor’’ (170°F) was introduced to the bottom of the digester and served both to cool and to transport the digested chips to a diffusion washer that washed and depressurized the chips. Because so much of the lignin bonding the fibers together had been removed, the wood fiber in the chips literally fell apart at this stage.


The black liquor from the digester entered a separate four-step recovery process. Over 95 percent of the black liquor could be reconstituted as white liquor, thereby saving on chemical costs and significantly lowering pollution. The four-step process involved (1) washing the black liquor from the cooked fiber to produce weak black liquor, (2) evaporating the weak black liquor to a thicker consistency, (3) combustion of this heavy black liquor with sodium sulfate (Na2SO4 ), and redissolving the smelt, yielding a “green liquor” (sodium carbonate + sodium sulfide), and (4) adding lime, which reacted with the green liquor to produce white liquor. The last step was known as causticization.


Meanwhile, the wood-fiber pulp was purged of impurities like bark and dirt by mechanical screening and by spinning the mixture in centrifugal cleaners. The pulp was then concentrated by removing water from it so that it could be stored and bleached more economically.


By this time, depending on the type of pulp being made, it had been between 3 1/2 and 5 hours since the chips had entered the pulp mill. 


All the Kraft pulp was then bleached. Bleaching took between 5 and 6 hours. It consisted of a three-step process in which (1) a mix of chlorine (Cl2 ) and chlorine dioxide (CIO2 ) was introduced to the pulp and the pulp was washed; (2) a patented mix of sodium hydroxide (NaOH), liquid oxygen, and hydrogen peroxide (H2 O2 ) was then added to the pulp and the pulp was again washed; and (3) chlorine dioxide (ClO2 ) was introduced and the pulp washed a final time. The result was like fluffy cream of wheat. By this time the pulp was nearly ready to be made into paper.


From the bleachery, the stock of pulp was held for a short time in storage (a maximum of 16 hours) and then proceeded through a series of blending operations that permitted a string of additives (for example, filler clay, resins, brighteners, alum, dyes) to be mixed into the pulp according to the recipe for the paper grade being produced. Here, too, “broke” (paper wastes from the mill itself) was recycled into the pulp. The pulp was then once again cleaned and blended into an even consistency before moving to the papermaking machine itself.


It made a difference whether the broke was of coated or uncoated paper, and whether it was white or colored. White, uncoated paper could be recycled immediately. Colored, uncoated paper had to be rebleached. Coated papers, because of the clays in them, could not be reclaimed.



In the sentence “The process of making paper has undergone a steady evolution…”, the word “making” is being used in the:
Alternativas
Q1784413 Inglês

A Brief and Simplified Description of Papermaking


The paper we use today is created from individual wood fibers that are first suspended in water and then pressed and dried into sheets. The process of converting the wood to a suspension of wood fibers in water is known as pulp making, while the manufacture of the dried and pressed sheets of paper is formally termed papermaking. The process of making paper has undergone a steady evolution, and larger and more sophisticated equipment and better technology continue to improve it.


The Wood yard and Wood rooms


The process at Androscogging began with receiving wood in the form of chips or of logs 4 or 8 feet in length. From 6 AM to 10 PM a steady stream of trucks and railroad cars were weighted and unloaded. About 40 percent were suplied by independents who were paid by weight their logs. The mill also received wood chips from lumber mills in the area. The chips and logs were stored in mammoth piles with separate piles for wood of different species (such as pine, spruce, hemlock).


When needed, logs were floated in flumes......(1).....the wood yard.....(2).....one of the mill’s three wood rooms. There, bark was rubbed......(3)........in long, ribbed debarking drums by tumbling the logs against one another. The logs then fell into a chipper;......(4)......seconds a large log was reduced to a pile of chips approximately 1 inch by 1 inch by 1/4 inch.


The chips were stored in silos. There were separate silos for softwoods (spruce, fir, hemlock, and pine) and hardwoods (maple, oak, beech, and birch). This separate and temporary storage of chips permitted the controlled mixing of chips into the precise recipe for the grade of paper being produced.


The wood chips were then sorted through large, flat vibrating screens. Oversized chips were rechipped, and ones that were too small were collected for burning in the power house. (The mill provided approximately 20 percent of all its own steam and electricity needs from burning waste. An additional 50 percent of total electricity needs was produced by harnessing the river for hydroelectric power.)


Once drawn from the silo into the digesters, there was no stopping the flow of chips into paper. 


Pulpmaking


The pulp made at Androscoggin was of two types: Kraft pulp (produced chemically) and ground wood pulp (produced mechanically). Kraft pulp was far more important to the high quality white papers produced at Androscoggin, accounting for 80 percent of all the pulp used. Kraft pulp makes strong paper. (Kraft is German for strength. A German invented the Kraft pulp process in 1884.) A paper’s strength generally comes from the overlap and binding of long fibers of softwood; only chemically was it initially possible to separate long wood fibers for suspension in water. Hardwood fibers are generally smaller and thinner and help smooth the paper and make it less porous.


The ground wood pulping process was simpler and less expensive than the Kraft process. It took high quality spruce and fir logs and pressed them continuously against a revolving stone that broke apart the wood’s fibers. The fibers, however, were smaller than those produced by the Kraft process and, although used to make newsprint, were useful at Androscoggin in providing “fill” for the coated publication gloss papers of machines 2 and 3, as will be described later.


(A)The chemical Kraft process worked by dissolving the lignin that bonds wood fibers together. (B) It did this in a tall pressure cooker, called a digester, by “cooking” the chips in a solution of caustic soda (NaOH) and sodium sulfide (Na2S), which was termed the “white liquor.” (C)The two digesters at Androscoggin were continuous digesters; chips and liquor went into the top, were cooked together as they slowly settled down to the bottom, and were drawn off the bottom after about three hours. (D) By this time, the white liquor had changed chemically to “black liquor’’; the digested chips were then separated from this black liquor. (E)


In what was known as the “cold blow” process, the hot, pressurized chips were gradually cooled and depressurized. A “cold liquor’’ (170°F) was introduced to the bottom of the digester and served both to cool and to transport the digested chips to a diffusion washer that washed and depressurized the chips. Because so much of the lignin bonding the fibers together had been removed, the wood fiber in the chips literally fell apart at this stage.


The black liquor from the digester entered a separate four-step recovery process. Over 95 percent of the black liquor could be reconstituted as white liquor, thereby saving on chemical costs and significantly lowering pollution. The four-step process involved (1) washing the black liquor from the cooked fiber to produce weak black liquor, (2) evaporating the weak black liquor to a thicker consistency, (3) combustion of this heavy black liquor with sodium sulfate (Na2SO4 ), and redissolving the smelt, yielding a “green liquor” (sodium carbonate + sodium sulfide), and (4) adding lime, which reacted with the green liquor to produce white liquor. The last step was known as causticization.


Meanwhile, the wood-fiber pulp was purged of impurities like bark and dirt by mechanical screening and by spinning the mixture in centrifugal cleaners. The pulp was then concentrated by removing water from it so that it could be stored and bleached more economically.


By this time, depending on the type of pulp being made, it had been between 3 1/2 and 5 hours since the chips had entered the pulp mill. 


All the Kraft pulp was then bleached. Bleaching took between 5 and 6 hours. It consisted of a three-step process in which (1) a mix of chlorine (Cl2 ) and chlorine dioxide (CIO2 ) was introduced to the pulp and the pulp was washed; (2) a patented mix of sodium hydroxide (NaOH), liquid oxygen, and hydrogen peroxide (H2 O2 ) was then added to the pulp and the pulp was again washed; and (3) chlorine dioxide (ClO2 ) was introduced and the pulp washed a final time. The result was like fluffy cream of wheat. By this time the pulp was nearly ready to be made into paper.


From the bleachery, the stock of pulp was held for a short time in storage (a maximum of 16 hours) and then proceeded through a series of blending operations that permitted a string of additives (for example, filler clay, resins, brighteners, alum, dyes) to be mixed into the pulp according to the recipe for the paper grade being produced. Here, too, “broke” (paper wastes from the mill itself) was recycled into the pulp. The pulp was then once again cleaned and blended into an even consistency before moving to the papermaking machine itself.


It made a difference whether the broke was of coated or uncoated paper, and whether it was white or colored. White, uncoated paper could be recycled immediately. Colored, uncoated paper had to be rebleached. Coated papers, because of the clays in them, could not be reclaimed.



Look at the word “improve” in paragraph 1. This word could best be replaced by which of the following?
Alternativas
Respostas
981: B
982: D
983: C
984: A
985: B
986: E
987: C
988: A
989: D
990: B
991: C
992: D
993: E
994: A
995: D
996: A
997: C
998: E
999: B
1000: A