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Q3224460 Português

Texto para responder a questão.


    Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

    Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

    Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

    Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

Para o autor:
Alternativas
Q3224459 Português

Texto para responder a questão.


    Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

    Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

    Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

    Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

O texto inicia-se com o emprego da expressão “Às vezes”; quanto ao uso do acento grave indicador de crase pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3224458 Português

Texto para responder a questão.


    Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

    Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

    Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

    Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

No primeiro parágrafo do texto, o autor estabelece entre a referida epidemia pestilenta e as perdas citadas uma relação de:
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O que são grades (ou grids) no projeto gráfico de uma publicação?

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Uma característica da estrutura textual no webjornalismo é a possibilidade de, a partir de um texto-base, abrir outras páginas com informações afins, por meio de links.


Como é chamada essa escrita eletrônica não sequencial e não linear?

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Uma das principais fontes de notícias são pessoas, das quais os jornalistas obtêm informações por meio de entrevistas.


Dentre os diferentes tipos de fontes, qual é a reconhecida como fonte oficial?

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Qual é a estratégia a que recorre a assessoria de imprensa quando, em situação de crise, empresas ou instituições têm necessidade de reunir jornalistas de diversos veículos ao mesmo tempo, para transmitir informações relevantes e de interesse público imediato?

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Qual a finalidade principal da comunicação interna nas empresas e organizações?

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O release é um material informativo usado pelas assessorias de imprensa no trabalho de divulgação e difusão de informações. Quais são características importantes dos releases?

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No contexto da produção de notícias em redes sociais digitais, que nome recebe a circulação de informações baseadas em boatos, mentiras e notícias falsas?

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Dentre os gêneros textuais usados em publicações jornalísticas, o que distingue os artigos?

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Em que consiste o press-kit, também conhecido como kit de imprensa?

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Q2668290 Comunicação Social

A que atividade da assessoria de imprensa se refere a expressão idiomática “clipping”?

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Q2668289 Comunicação Social

Quais as principais características da linguagem jornalística utilizada na redação de notícias?

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Q2668288 Comunicação Social

O representante de uma empresa ou organização que entende o que é uma boa pauta e o que faz uma pauta virar notícia consegue evitar ruídos durante as entrevistas e sabe aproveitar melhor as oportunidades.


Que nome se dá à atividade de capacitação de porta-vozes e fontes?

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Q2668287 Comunicação Social

Qual atividade de comunicação tem por tarefa promover a visibilidade e administrar a reputação ou a imagem de personalidades e organizações, por meio da divulgação de conteúdos informativos e do relacionamento com jornalistas e influenciadores de opinião?

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O que se entende por ambiente organizacional?

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Em jornalismo, que nome se dá à indicação de um assunto e suas possíveis fontes?

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Q2668284 Comunicação Social

Que se entende por apuração no jornalismo?

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Q2668283 Comunicação Social

O que caracteriza o texto para radiojornalismo?

Alternativas
Respostas
14981: B
14982: B
14983: E
14984: E
14985: C
14986: A
14987: E
14988: B
14989: D
14990: B
14991: A
14992: C
14993: E
14994: C
14995: D
14996: D
14997: A
14998: B
14999: E
15000: C