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Texto 2
As relações interpessoais nas organizações
Sendo o resultado de construções sociais, psicológicas e antropológicas, a cultura provém da interação entre os membros de uma sociedade, do relacionamento do comportamento de um com o comportamento dos demais e da concordância de todos sobre aspectos que influenciam na vida do grupo. Mais do que o reflexo de ações aprendidas, a cultura é a expressão de um povo, sua marca no tempo.
Nas organizações, como numa sociedade tribal, os valores e as regras são repassados por aqueles que já internalizaram tais preceitos, formalizando a continuidade dos mitos e tradições que se fundiram à imagem da organização. A partir de então, a cultura organizacional passa a ser constantemente moldada e remoldada por aqueles que a integram. Como fruto da interação humana existente na organização, a cultura organizacional pressupõe um elo entre as pessoas: a comunicação.
A comunicação é o meio que possibilita ao ser humano viver em comunidade, aprender e repassar conhecimento ao longo da história. A transmissão de conhecimento não depende apenas do ato de comunicar, leva em consideração o contexto em que as pessoas estão inseridas, os códigos partilhados por todos, a disposição de quem repassa e de quem recebe a comunicação, bem como o canal pelo qual a comunicação é repassada. Para Davis e Newstrom, “comunicação é a transferência de informação e compreensão de uma pessoa para outra. É uma forma de atingir os outros com ideias, fatos, pensamentos, sentimentos e valores. Ela é uma ponte de sentido entre as pessoas, de tal forma que elas podem compartilhar aquilo que sentem e sabem. Utilizando esta ponte, uma pessoa pode cruzar com segurança o rio de mal-entendidos que muitas vezes as separa”. (1996, apud Kunsch, 2003, p. 161).
Essa troca de experiências e de ideias promovida pela comunicação é que viabiliza a existência das organizações, pois é a partir da interação que se descobrem afinidades e objetivos em comum, formando- -se grupos que visam a um mesmo fim.
Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/21897/comunicacao-interna-e-a-mediacao-das-relacoes-interpessoais-nas-organizacoes> Acesso em 4/Nov/2013. [Adaptado]
Texto 1
Renováveis têm potencial para crescer 47%
28 de agosto de 2013, Giovana Girardi – O Estado de S.Paulo
O Brasil tem potencial para chegar a 2050 com uma matriz energética com 66,5% de participação de fontes renováveis, como vento, sol e biomassa – presença 47% maior do que a observada hoje. A estimativa foi feita pela ONG ambiental Greenpeace, que divulgou ontem o relatório Revolução Energética. A análise considera pela primeira vez o uso de energia como um todo, para os setores elétrico, de transportes e industrial.
Trabalhando com projeções de crescimento da economia e da população, o estudo calcula quanto deve ser a demanda de energia do País para daqui a 40 anos e a participação que cada tipo de fonte pode ter na matriz – com base no seu potencial, na sua viabilidade econômica e na forma como o mercado tem se movimentado, independentemente de ações do governo.
Os pesquisadores consideraram as previsões oficiais para os próximos anos para elaborar um cenário de referência. E compararam com a chamada revolução energética. Se o modelo brasileiro seguir no ritmo atual, as hidrelétricas responderiam por 54,4%; as termelétricas a gás natural por 23%, as eólicas por 7,6% e a solar não chegaria a 2%. Aproveitando melhor o potencial para as renováveis, a participação das hidrelétricas poderia cair para 39,6%; a das eólicas subir para 21,1%; a da solar para 23% e a das térmicas cair para 6,5%.
O estudo calcula que, mesmo sendo necessário um investimento inicial de R$ 690 bilhões a mais do que o governo já vinha planejando gastar com energia para atingir esse cenário, ele pode render uma economia de R$ 1,11 trilhão até 2050.
Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,renovaveis-tem-potencial-para-crescer-47-,1068562,0.htm>.
A partir do texto 1, analise as afirmativas abaixo, considerando a norma padrão da língua portuguesa.
1. No terceiro parágrafo, a projeção de queda do percentual associado à participação das hidrelétricas e térmicas, e de aumento do percentual associado às eólicas e solar, é condizente com a ideia de revolução energética.
2. No segundo parágrafo, o sinal indicativo de crase é opcional no vocábulo “a” em “daqui a 40 anos”.
3. No segundo período do primeiro parágrafo, “A estimativa” faz referência à informação presente no período precedente.
4. No segundo parágrafo, a forma verbal “pode” em “a participação que cada tipo de fonte pode ter na matriz” poderia estar no plural, concordando com o sujeito “cada tipo de fonte”, sem ferir nenhuma regra de concordância verbal.
5. No segundo parágrafo, a construção verbal sublinhada poderia ser substituída por “vem se movimentando” em “na forma como o mercado tem se movimentado”, sem alteração da informação.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
Texto 1
Renováveis têm potencial para crescer 47%
28 de agosto de 2013, Giovana Girardi – O Estado de S.Paulo
O Brasil tem potencial para chegar a 2050 com uma matriz energética com 66,5% de participação de fontes renováveis, como vento, sol e biomassa – presença 47% maior do que a observada hoje. A estimativa foi feita pela ONG ambiental Greenpeace, que divulgou ontem o relatório Revolução Energética. A análise considera pela primeira vez o uso de energia como um todo, para os setores elétrico, de transportes e industrial.
Trabalhando com projeções de crescimento da economia e da população, o estudo calcula quanto deve ser a demanda de energia do País para daqui a 40 anos e a participação que cada tipo de fonte pode ter na matriz – com base no seu potencial, na sua viabilidade econômica e na forma como o mercado tem se movimentado, independentemente de ações do governo.
Os pesquisadores consideraram as previsões oficiais para os próximos anos para elaborar um cenário de referência. E compararam com a chamada revolução energética. Se o modelo brasileiro seguir no ritmo atual, as hidrelétricas responderiam por 54,4%; as termelétricas a gás natural por 23%, as eólicas por 7,6% e a solar não chegaria a 2%. Aproveitando melhor o potencial para as renováveis, a participação das hidrelétricas poderia cair para 39,6%; a das eólicas subir para 21,1%; a da solar para 23% e a das térmicas cair para 6,5%.
O estudo calcula que, mesmo sendo necessário um investimento inicial de R$ 690 bilhões a mais do que o governo já vinha planejando gastar com energia para atingir esse cenário, ele pode render uma economia de R$ 1,11 trilhão até 2050.
Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,renovaveis-tem-potencial-para-crescer-47-,1068562,0.htm>.
Texto 1
Renováveis têm potencial para crescer 47%
28 de agosto de 2013, Giovana Girardi – O Estado de S.Paulo
O Brasil tem potencial para chegar a 2050 com uma matriz energética com 66,5% de participação de fontes renováveis, como vento, sol e biomassa – presença 47% maior do que a observada hoje. A estimativa foi feita pela ONG ambiental Greenpeace, que divulgou ontem o relatório Revolução Energética. A análise considera pela primeira vez o uso de energia como um todo, para os setores elétrico, de transportes e industrial.
Trabalhando com projeções de crescimento da economia e da população, o estudo calcula quanto deve ser a demanda de energia do País para daqui a 40 anos e a participação que cada tipo de fonte pode ter na matriz – com base no seu potencial, na sua viabilidade econômica e na forma como o mercado tem se movimentado, independentemente de ações do governo.
Os pesquisadores consideraram as previsões oficiais para os próximos anos para elaborar um cenário de referência. E compararam com a chamada revolução energética. Se o modelo brasileiro seguir no ritmo atual, as hidrelétricas responderiam por 54,4%; as termelétricas a gás natural por 23%, as eólicas por 7,6% e a solar não chegaria a 2%. Aproveitando melhor o potencial para as renováveis, a participação das hidrelétricas poderia cair para 39,6%; a das eólicas subir para 21,1%; a da solar para 23% e a das térmicas cair para 6,5%.
O estudo calcula que, mesmo sendo necessário um investimento inicial de R$ 690 bilhões a mais do que o governo já vinha planejando gastar com energia para atingir esse cenário, ele pode render uma economia de R$ 1,11 trilhão até 2050.
Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,renovaveis-tem-potencial-para-crescer-47-,1068562,0.htm>.
Texto 1
Renováveis têm potencial para crescer 47%
28 de agosto de 2013, Giovana Girardi – O Estado de S.Paulo
O Brasil tem potencial para chegar a 2050 com uma matriz energética com 66,5% de participação de fontes renováveis, como vento, sol e biomassa – presença 47% maior do que a observada hoje. A estimativa foi feita pela ONG ambiental Greenpeace, que divulgou ontem o relatório Revolução Energética. A análise considera pela primeira vez o uso de energia como um todo, para os setores elétrico, de transportes e industrial.
Trabalhando com projeções de crescimento da economia e da população, o estudo calcula quanto deve ser a demanda de energia do País para daqui a 40 anos e a participação que cada tipo de fonte pode ter na matriz – com base no seu potencial, na sua viabilidade econômica e na forma como o mercado tem se movimentado, independentemente de ações do governo.
Os pesquisadores consideraram as previsões oficiais para os próximos anos para elaborar um cenário de referência. E compararam com a chamada revolução energética. Se o modelo brasileiro seguir no ritmo atual, as hidrelétricas responderiam por 54,4%; as termelétricas a gás natural por 23%, as eólicas por 7,6% e a solar não chegaria a 2%. Aproveitando melhor o potencial para as renováveis, a participação das hidrelétricas poderia cair para 39,6%; a das eólicas subir para 21,1%; a da solar para 23% e a das térmicas cair para 6,5%.
O estudo calcula que, mesmo sendo necessário um investimento inicial de R$ 690 bilhões a mais do que o governo já vinha planejando gastar com energia para atingir esse cenário, ele pode render uma economia de R$ 1,11 trilhão até 2050.
Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,renovaveis-tem-potencial-para-crescer-47-,1068562,0.htm>.
A Amazônia é um elemento fundamental para os dois sistemas, tanto os de escala planetária quanto os da América do Sul. A floresta também é imprescindível para o futuro do Brasil, pelos seus vínculos negativos e positivos com as mudanças climáticas globais e também pelos seus enlaces com o clima regional. À medida que o Brasil e o mundo começam a eleger bens e serviços ecológicos como as melhores opções para uma economia sustentável e para o bemestar humano, aumentam as promessas de preservação e de cuidado com a floresta. Entender a importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo deverá ser o aspecto central para o desenvolvimento de uma política para a região. Nos últimos anos, o Brasil avançou muito na redução do desmatamento da Amazônia, e é essencial que esses esforços e que a redução continuem. No passado, o índice de desmatamento flutuou sob a influência de vários fatores, como preços de commodities e vontade política. Há muito em jogo para permitir o declínio dessa tendência promissora. Pagar pelos serviços prestados pela floresta em termos de armazenagem e sequestro de carbono para fins climáticos é uma saída para impedir que haja mais degradação.
Chegou a hora de construir sobre os avanços já conseguidos, de desenvolver uma nova política sustentável e de grande alcance para a floresta – uma política que garanta a importância da Amazônia para o Brasil e para o resto do mundo.
(Thomas Lovejoy, VEJA – Edição Especial, dez. 2010 / Fragmento)
Em “Esses gases são consequência do distúrbio promovido pelo homem na biologia do planeta: da queima, simultânea em toda a terra, de produtos provenientes da biologia antiga, como carvão, petróleo e gás.” os dois pontos (:) foram utilizados para:
A maioria das pessoas vive a ilusão de que o planeta funciona exclusivamente como um sistema físico, no qual condições climáticas adequadas permitiram o surgimento e a manutenção da vida. Na realidade, a terra possui outro sistema vital, o biológico. Um depende do outro, e os dois são intimamente interligados. Os níveis anormais de gases do efeito estufa na atmosfera em relação aos da era pré-industrial causaram um aumento de 0,75 grau na temperatura do planeta. Esses gases são consequência do distúrbio promovido pelo homem na biologia do planeta: da queima, simultânea em toda a terra, de produtos provenientes da biologia antiga, como carvão, petróleo e gás. Também são resultantes, em quantidade aproximadamente igual, da destruição e da degradação de ecossistemas modernos.
A Amazônia é um elemento fundamental para os dois sistemas, tanto os de escala planetária quanto os da América do Sul. A floresta também é imprescindível para o futuro do Brasil, pelos seus vínculos negativos e positivos com as mudanças climáticas globais e também pelos seus enlaces com o clima regional. À medida que o Brasil e o mundo começam a eleger bens e serviços ecológicos como as melhores opções para uma economia sustentável e para o bemestar humano, aumentam as promessas de preservação e de cuidado com a floresta. Entender a importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo deverá ser o aspecto central para o desenvolvimento de uma política para a região.
Nos últimos anos, o Brasil avançou muito na redução do desmatamento da Amazônia, e é essencial que esses esforços e que a redução continuem. No passado, o índice de desmatamento flutuou sob a influência de vários fatores, como preços de commodities e vontade política. Há muito em jogo para permitir o declínio dessa tendência promissora. Pagar pelos serviços prestados pela floresta em termos de armazenagem e sequestro de carbono para fins climáticos é uma saída para impedir que haja mais degradação.
Chegou a hora de construir sobre os avanços já conseguidos, de desenvolver uma nova política sustentável e de grande alcance para a floresta – uma política que garanta a importância da Amazônia para o Brasil e para o resto do mundo.
(Thomas Lovejoy, VEJA – Edição Especial, dez. 2010 / Fragmento)
Em “Há muito em jogo para permitir o declínio dessa tendência promissora.” a palavra destacada apresenta como significado correto:
I - A centralização aumenta o nível de controle das atividades empresariais.
II - A delegação não oferece condições para tomada de decisões pelos colaboradores.
III - Para ajudar na motivação e participação dos colaboradores, é utilizado o recurso de descentralização. IV. A delegação permite maior produtividade da equipe de trabalho.
Estão corretas apenas as afirmativas:
Era sua primeira missão como office-boy. Estava com dezoito anos, mas não tinha conseguido nenhum outro emprego.
Apesar dos jornais garantirem que não havia crise, ele simplesmente batera o nariz em dezenas de portas e tinha enfrentado filas até dois quilômetros. O patrão pediu que ele entregasse uma carta, com protocolo. E avisou: a pessoa que receber precisa assinar este papelzinho. Só entregue mesmo ao destinatário, a ninguém mais, esta carta é da maior importância.
Foi. Ao chegar, verificou o endereço: era de um terreno baldio. Comparou, indagou. Não havia engano mesmo. O número correspondia ao terreno. Voltou ao patrão, contou.
E o patrão:
– Eu sei que é um terreno. Mas vão construir um prédio ali.
– Vão? E o que faço?
– Você entrega a carta, como mandei.
O patrão era um homem ocupado, dispensou o boy. Ele voltou ao local. Nada. Um terreno sujo, cheio de mato. O que fazer? Sentou-se, pensando que se alguém chegasse por ali, poderia dar uma informação. No fim do dia, foi embora.
Na manhã seguinte, ao subir no elevador, encontrou o patrão.
– Como é, entregou a carta?
– Não tem prédio nenhum lá.
– Mas vão construir. Já conseguiram até financiamento da Caixa Econômica.
O boy voltou ao terreno. Naquele e nos dias seguintes. Nas semanas e meses. E o patrão, já inquieto, querendo saber da carta, o boy mais inquieto ainda, já sem saber por que não construíam logo o tal edifício. Um dia, viu homens carpindo o mato.
No outro dia, ergueram um tapume. Em seguida, instalaram placas. Logo vieram tratores e máquinas. Cavaram, cavaram, caminhões basculantes levaram a terra, chegou cimento, aço, pedras. As fundações ficaram prontas.
E o boy ali, todos os dias, firme, à espera. Fazendo amizade com os operários, capatazes da obra, aprendendo como se mistura o cimento, como se processa a concretagem, acompanhando os andares que subiam, as lajes sendo terminadas.
O prédio subiu. A esta altura, o patrão, irritadíssimo com o boy, ameaçava despedi-lo.
– Que porcaria você é que nem consegue entregar uma carta?
O boy, ferido no orgulho, plantou-se então, dia e noite, sentado num dos andaimes. Amigo de todos os operários, comia e bebia com eles, contava casos, ouvia histórias do Nordeste, lendas da Bahia, conhecia a miséria que ia pelo interior, os dramas de fome e doença, o abandono, a seca. A parte mais demorada, lenta. Colocar portas, janelas, armários, rebocar, passar massa corrida, pintar, instalar pias, torneiras, vasos, tacos. Então, a festa de inauguração, chope. E as faixas, os corretores ansiosos por enganar alguém com as compras maravilhosas que terminavam em pesadelo.
As pessoas começaram a se mudar. Todos os dias, o boy batia à porta do apartamento 114. O destinatário ainda não tinha se mudado. Agora, o boy já tinha feito vinte anos e o patrão tinha lhe dado um prazo fixo, fatal, irreversível. Ou entregava a carta, ou era despedido.
Ele batia à porta, ninguém atendia. Até que um caminhão trouxe mudanças para o 114. Mas a porta continuava fechada, muda.
Batia, e nada.
Uma tarde, abriram. Um senhor grisalho, ar sonolento. O boy, triunfante, estendeu a carta. O homem olhou o destinatário.
– Não sou eu. Nem sei quem é.
– Como? O senhor comprou o apartamento de alguém?
– Não. Comprei na planta. Não teve nenhum dono antes de mim.
– Que faço?
– Passa na portaria, fala com o zelador.
O boy passou, explicou a situação. O zelador apanhou um carimbo, bateu no envelope: destinatário desconhecido.
E devolveu a carta ao boy.
(Ignácio de Loyola Brandão)
Em “Não havia engano mesmo” a concordância verbal está correta. Assinale a alternativa em que o mesmo NÃO acontece: