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Nem tudo se pode ver, ouvir ou dizer
Revista Veja, 12/01/2011
Um músico me escreve para o Consultório Sentimental contando que pertence a uma grande orquestra, mas não tem prazer no trabalho por causa dos colegas. Não suporta o despotismo, a vaidade, a prepotência, a arrogância e a mania de grandeza de alguns. O convívio com “egos inflados” é demasiadamente penoso e ele me pergunta o que fazer.
Eu que sempre faço a apologia do ato generoso da escuta, sugiro ao músico que faça ouvidos moucos. Lembro que tem o privilégio de escutar os sons mais sutis e sabe ouvir o silêncio. Não precisa dar ouvidos ao que não interessa. Inclusive porque os egos inflados estão em toda parte e a luta contra eles não leva a nada. Evitar a luta de prestígio é um bem que nós fazemos a nós mesmos e aos outros.
Para viver, nem tudo nós podemos ver, escutar ou dizer. Isso é representado, desde a antiguidade, através dos três macacos da sabedoria. Cada um cobre uma parte diferente do rosto com as mãos. O primeiro cobre os olhos, o segundo as orelhas e o terceiro a boca. A representação é originária da China. Foi introduzida no Japão, no século VIII, por um monge budista e uma das esculturas mais antigas, datada do século XVII, está no Japão. A máxima implícita na representação é “não ver, não ouvir e não dizer nada de mal”. Foi adotada por Gandhi, que nunca se separou dos três macacos. Levava sempre consigo o cego, o surdo e o mudo, Mizaru, Kikazaru e Iwazaru.
Todas as proposições feitas acerca da oração destacada do texto são corretas. Isenta-se:
“Amigos verdadeiros têm a capacidade de se eternizar dentro da gente. É comum ver amigos da juventude se reencontrando depois de anos – já adultos ou até idosos – e voltando a se comportar como adolescentes bobos e imaturos. Encontros de turma são especiais por isso, resgatam as pessoas que fomos, garotos cheios de alegria, engraçadinhos, capazes de atitudes infantis e debilóides, como éramos há 20 ,30 ou 40 anos.”
Em relação ao fragmento retirado do texto, assinale a afirmativa gramaticalmente adequada.
Exemplo 1: Botucatu decreta emergência e lança pacote de combate ao Aedes aegypti. Prefeitura mobilizou equipes de Saúde, Infraestrutura, Zeladoria e Educação. Medidas serão intensificadas pelos próximos 90 dias. Em 2024, a cidade registrou 16 mil casos e 12 mortes.
(Fonte: G1 Globo)
Exemplo 2: O Brasil teve 12.430 casos de Oropouche confirmados do início do ano até 20 de dezembro de 2024. Nesta mesma época, no ano de 2023, foram registrados apenas 639 casos, segundo dados do Painel Epidemiológico do Governo Federal.
(Fonte: CNN Brasil)
Exemplo 3: A gripe espanhola, que afetou o mundo em 1918 e matou de 30 a 50 milhões de pessoas. A doença se disseminou globalmente principalmente devido à movimentação de tropas durante a 1ª Guerra Mundial.
(Fonte: CNN Brasil).
Exemplo 4: O mpox vírus (MPXV) apresenta baixo nível de transmissão fora do continente africano até o momento. Em 2024, foram notificados 709 casos confirmados ou prováveis da doença no Brasil, sendo 85% do sexo masculino e 42,2% são pessoas que vivem com HIV/Aids.
(Fonte: Gov.com).
I. O Enfermeiro está autorizado a realizar sutura simples de lesões pequenas, de ferimentos superficiais de pele, anexos e mucosas e a aplicação de anestésico local injetável, recomendando que seja estabelecido rotina ou protocolo aprovado na instituição de saúde.
II. Os ferimentos superficiais são considerados aqueles ferimentos corto contusos abertos e limpos que atingem camadas da pele até a hipoderme, como na deiscência de sutura em cirurgias abdominais.
III. A sutura simples é realizada para a união da pele em feridas corto contusas acidentais e superficiais de pele e/ou estabilização externa de dispositivos sob a pele, com utilização de fio e agulha.
( ) A higienização das mãos é uma medida essencial e primária para o controle das infecções relacionadas à assistência à saúde, sendo fundamental para a prevenção e redução da morbimortalidade.
( ) A adesão a práticas adequadas de higienização e a educação contínua dos profissionais de saúde são passos cruciais para reduzir as taxas de infecção hospitalar e garantir um ambiente seguro para pacientes e equipes de saúde.
( ) A técnica pode ser realizada com água e sabão, seguindo os “cinco momentos” preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que incluem: antes do contato com o paciente, antes de procedimentos assépticos, após contato com fluidos corporais, após contato com o paciente e após contato com o ambiente do paciente.