Questões de Concurso Comentadas para assistente legislativo

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Q2742629 Português

GOVERNO VAI APERFEIÇOAR AÇÕES DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


O Ministério da Justiça criou um grupo de trabalho para desenvolver ações de proteção às mulheres vítimas de violência em todo o País. O órgão também estuda um projeto pedagógico nacional para capacitar profissionais de policiamento preventivo.


Segundo a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o governo federal quer trabalhar com profissionais dos Estados para implementar esse policiamento preventivo, que será voltado para a realização de visitas comunitárias: “queremos ampliar e fortalecer essa política de enfrentamento à violência de gênero”.


Além de fortalecer o trabalho preventivo das polícias, o governo busca também qualificar a investigação de crimes de violência contra mulheres. O objetivo é a redução do feminicídio, definido como a meta para 2016 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp).


(Adaptado. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2016/02/gove rno-vai-aperfeicoar-acoes-de-prevencao-a-violencia-contraa-mulher)

Com base no texto 'GOVERNO VAI APERFEIÇOAR AÇÕES DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER', marque a opção CORRETA

Alternativas
Q2742628 Português

GOVERNO VAI APERFEIÇOAR AÇÕES DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


O Ministério da Justiça criou um grupo de trabalho para desenvolver ações de proteção às mulheres vítimas de violência em todo o País. O órgão também estuda um projeto pedagógico nacional para capacitar profissionais de policiamento preventivo.


Segundo a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o governo federal quer trabalhar com profissionais dos Estados para implementar esse policiamento preventivo, que será voltado para a realização de visitas comunitárias: “queremos ampliar e fortalecer essa política de enfrentamento à violência de gênero”.


Além de fortalecer o trabalho preventivo das polícias, o governo busca também qualificar a investigação de crimes de violência contra mulheres. O objetivo é a redução do feminicídio, definido como a meta para 2016 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp).


(Adaptado. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2016/02/gove rno-vai-aperfeicoar-acoes-de-prevencao-a-violencia-contraa-mulher)

Com base no texto 'GOVERNO VAI APERFEIÇOAR AÇÕES DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER', leia as afirmativas a seguir:


I. Os vocábulos “Pública” e “pedagógico” são proparoxítonos. Logo, receberam acento.


II. As palavras “secretária” e “também” são acentuadas pelo mesmo motivo.


III. As palavras “órgão” e “também” são acentuadas pelo mesmo motivo.


IV. Os termos “Pública” e “pedagógicos” são proparoxítonos. Logo, receberam acento.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2742627 Português

GOVERNO VAI APERFEIÇOAR AÇÕES DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


O Ministério da Justiça criou um grupo de trabalho para desenvolver ações de proteção às mulheres vítimas de violência em todo o País. O órgão também estuda um projeto pedagógico nacional para capacitar profissionais de policiamento preventivo.


Segundo a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o governo federal quer trabalhar com profissionais dos Estados para implementar esse policiamento preventivo, que será voltado para a realização de visitas comunitárias: “queremos ampliar e fortalecer essa política de enfrentamento à violência de gênero”.


Além de fortalecer o trabalho preventivo das polícias, o governo busca também qualificar a investigação de crimes de violência contra mulheres. O objetivo é a redução do feminicídio, definido como a meta para 2016 da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp).


(Adaptado. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2016/02/gove rno-vai-aperfeicoar-acoes-de-prevencao-a-violencia-contraa-mulher)

EUTANÁSIA


Todos aqueles que acham a eutanásia um ato necessário em situações extremas apresentam algumas argumentos a favor dessa prática. Eles acham que a eutanásia é um modo de fugir ao sofrimento quando há falta de qualidade de vida em fase terminal. Também pensam que morrer de uma forma pouco dolorosa é significado de morte digna. Segundo os defensores, cada pessoa tem autonomia para decidir por si próprio, estando na base da escolha a prática ou não da eutanásia. Nessa perspectiva, vale dizer que não se apoia nem se defende a morte em si, mas se convidam os seres humanos a uma reflexão sobre uma morte mais suave e menos dolorosa, que algumas pessoas optam por ter, em vez de viverem uma batalha lenta e sofrida até o óbito.


(Adaptado. Disponível em: https://eutanasia11a.wordpress.com/argumentos-a-favorc ontra/)



Com base no texto 'GOVERNO VAI APERFEIÇOAR AÇÕES DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER', marque a opção CORRETA

Alternativas
Q2742626 Português

EUTANÁSIA


Todos aqueles que acham a eutanásia um ato necessário em situações extremas apresentam algumas argumentos a favor dessa prática. Eles acham que a eutanásia é um modo de fugir ao sofrimento quando há falta de qualidade de vida em fase terminal. Também pensam que morrer de uma forma pouco dolorosa é significado de morte digna. Segundo os defensores, cada pessoa tem autonomia para decidir por si próprio, estando na base da escolha a prática ou não da eutanásia. Nessa perspectiva, vale dizer que não se apoia nem se defende a morte em si, mas se convidam os seres humanos a uma reflexão sobre uma morte mais suave e menos dolorosa, que algumas pessoas optam por ter, em vez de viverem uma batalha lenta e sofrida até o óbito.


(Adaptado. Disponível em: https://eutanasia11a.wordpress.com/argumentos-a-favorc ontra/)


Com base no texto 'EUTANÁSIA', marque a opção CORRETA

Alternativas
Q2742624 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. No exemplo seguinte, houve o emprego adequado da vírgula: “À noite, faço um curso de espanhol”.


II. No exemplo seguinte, as vírgulas foram empregadas corretamente: “O Ministério da Justiça, criou, um grupo de trabalho para desenvolver ações de proteção às mulheres”.


III. No exemplo seguinte, a supressão das vírgulas causa mudança de sentido: “Minha irmã, que mora em São Paulo, virá em poucos dias”.


IV. No exemplo seguinte, as vírgulas foram empregadas corretamente: “A polícia federal, operará, junto, a grupos militares estaduais”.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1633774 Noções de Informática
São opções disponíveis na guia “Arquivo” do Microsoft Word, versão português do Office 2010, EXCETO:
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Q1633773 Noções de Informática
Analise as seguintes afirmativas sobre as opções disponíveis no grupo “Revisão de Texto” da guia “Revisão” do Microsoft Word, versão português do Office 2010:
I – Imagem associada para resolução da questão Permite sugerir outras palavras com significado semelhante ao da palavra selecionada. II – Imagem associada para resolução da questãoPermite verificar ortografia e gramática. III – Imagem associada para resolução da questãoPermite contar palavras.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
Q1633772 Noções de Informática
Os efeitos de formatação de fonte “Relevo” e “Versalete” do Microsoft Word, versão português do Office 2010, estão presentes na opção:
Alternativas
Q1633771 Noções de Informática
Analise as seguintes afirmativas sobre as opções disponíveis na guia “Enviar/Receber” do Microsoft Outlook, versão português do Office 2010:
I – O ícone Imagem associada para resolução da questãopode ser utilizado para enviar e receber itens em todas as pastas. II – O ícone Imagem associada para resolução da questão pode ser utilizado para cancelar todas as solicitações de envio/recebimento pendentes. III – O ícone Imagem associada para resolução da questão pode ser utilizado para enviar os itens pendentes na Caixa de Saída.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
Q1633770 Noções de Informática
Analise as seguintes afirmativas sobre os ícones disponíveis no canto superior direito do Microsoft Internet Explorer 11, versão português:
I – O ícone Imagem associada para resolução da questãocorresponde ao menu Ferramentas. II – O ícone Imagem associada para resolução da questão pode ser utilizado para exibir Favoritos, Feeds e Histórico. III – O ícone Imagem associada para resolução da questão pode ser utilizado para exibir downloads.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
Q1633768 Noções de Informática
Considere o seguinte intervalo de células do Microsoft Excel, versão português do Office 2010: Analise as seguintes afirmativas sobre o intervalo de células: Imagem associada para resolução da questão
I – A fórmula “=SOMA(B2:B5)” pode ter sido definida para a célula B6.
II – As células B1, C1, D1 correspondem a rótulos de categorias do gráfico.
III – O gráfico exibido é um exemplo de gráfico de barras.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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Q1633767 Noções de Informática
São categorias de funções disponíveis no grupo “Biblioteca de Funções” da guia “Fórmulas” do Microsoft Excel, versão português do Office 2010, EXCETO:
Alternativas
Q1633766 Noções de Informática
Analise as seguintes afirmativas sobre as opções disponíveis na janela “Opções de Pasta” acessível pelo item “Opções de Pasta” da categoria “Aparência e Personalização” do “Painel de Controle” do Microsoft Windows 7, versão português:
I – Na Guia Geral, é possível configurar se um item será aberto ao se clicar uma ou duas vezes sobre ele.
II – Na Guia “Modo de Exibição”, é possível definir se pastas e arquivos ocultos serão exibidos.
III – Na Guia “Pesquisar”, é possível definir se o painel de navegação irá exibir todas as pastas.
Estão CORRETAS as afirmativas:
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Q1633765 Noções de Informática
O item disponível na categoria “Sistema e Segurança” do “Painel de Controle” do Microsoft Windows 7, versão português, que pode ser usado para ativar ou desativar a atualização automática, verificar se há atualizações ou exibir atualizações instaladas é:
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Q1633758 Matemática
Dois barris carregam o mesmo volume de polpa de fruta e de água. A mistura de um contém 3% de polpa e a do outro, 5%. Os dois barris têm seu volume totalmente esvaziado em um reservatório maior que estava inicialmente vazio. A razão do volume de polpa para o de água na mistura formada no reservatório após os dois barris terem sido esvaziados é
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Q1633754 Português
PAIS, FILHOS E BOAS MANEIRAS
Luiz Caversan

     Dia desses enfrentei um estresse típico de grande cidade, mas que acabou por oferecer bons momentos de reflexão.
    Tarde da noite, estava ao volante subindo uma alça de um dos muitos viadutos de São Paulo, quando, no final da curva, vejo um veículo que, ao tentar desviar de outro, quebrado, empreendia uma manobra arriscada na pista.
    Não deu outra: os freios e a mudança brusca de direção foram insuficientes para evitar o impacto.
    Felizmente, apenas danos materiais, tanto no meu veículo quanto no outro, de onde logo saíram dois jovens na casa dos vinte e tantos anos, um deles, o motorista, bem nervosinho.
    "Está tudo bem aí?", perguntei.
    "Claro que não, seu barbeiro, olha o que você fez no meu carro."
    Ainda bem que, em sua grosseria, o rapaz não me chamou de tio, porque aí soaria mais ofensivo...De qualquer maneira, tentei acalmá-lo, dizendo que ele estava numa manobra arriscada e que eu de fato não consegui parar.
    Foi a conta para que ele quisesse partir pra ignorância. Mas outros carros e motoristas já estavam atulhados na pista, e pessoas mais equilibradas impediram que o rapaz cometesse alguma impropriedade.
    "Ok, vamos chamar a polícia", disse eu, já que o caminho da conversa civilizada estava fatalmente obstruído.
    "Isso mesmo!", gritou o rapaz. "Vamos chamar a polícia, porque você não sabe com quem está falando!"
    Pronto, estava armado o circo.
    O menino tinha as "costas quentes" e estava ali louco para exercer o seu poder.    
    "E porventura com quem eu estou falando?" "Meu pai é coronel da PM e vai resolver rapidinho isso aqui. Você vai se dar mal..."
    Bem, para encurtar a história, logo chegou uma viatura com dois policiais, que educadamente vieram ouvir minha versão e, em seguida, foram conversar com o rapaz, que não titubeou em dar ordens, exigindo que eles me inculpassem e, pelo rádio, localizassem o tal coronel.
    Ficamos nessa lengalenga durante uns 40 minutos, os PMs já pelas tampas com o garoto, até que desce de um automóvel um senhor grisalho, magro e que calmamente olhou os dois carros batidos. Foi logo assediado pelo nervosinho que, gesticulando muito, começou a esbravejar. Mas logo se viu contido por um indiscutível "cala boca" do pai-coronel.
    Em seguida, o senhor sacou sua identificação funcional e foi conversar com os policiais, que bateram continência e relataram a situação e as atitudes do filho. Menos de cinco minutos depois, ele dirigiu-se a mim educadamente e com ar grave e ligeiramente envergonhado, disse: "Eu peço sinceramente que o senhor desculpe as atitudes do meu filho. Em nossa família, não toleramos esse tipo de comportamento e ele vai se haver comigo. Eis meu cartão, o sr. providencie o conserto do seu carro e me mande a conta, por gentileza."
    Imediatamente ele chamou o filho num canto e passou uma descompostura tão grande, mas tão grande no rapaz que deu até pena. Não alterou a voz, não fez gestos bruscos, apenas exerceu, como se deve, o papel, o direito e o dever de pai de um jovem abusado, colocando-o em seu devido lugar.
    Ainda bem que ainda há cidadãos como o coronel da outra noite.

Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcaversan/310088-pais-filhos-e-boasmaneiras.shtml (Adaptado) Acesso em: 27 ago. 2016.
    
Todas as palavras devem ser acentuadas em:
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Q1633753 Português
PAIS, FILHOS E BOAS MANEIRAS
Luiz Caversan

     Dia desses enfrentei um estresse típico de grande cidade, mas que acabou por oferecer bons momentos de reflexão.
    Tarde da noite, estava ao volante subindo uma alça de um dos muitos viadutos de São Paulo, quando, no final da curva, vejo um veículo que, ao tentar desviar de outro, quebrado, empreendia uma manobra arriscada na pista.
    Não deu outra: os freios e a mudança brusca de direção foram insuficientes para evitar o impacto.
    Felizmente, apenas danos materiais, tanto no meu veículo quanto no outro, de onde logo saíram dois jovens na casa dos vinte e tantos anos, um deles, o motorista, bem nervosinho.
    "Está tudo bem aí?", perguntei.
    "Claro que não, seu barbeiro, olha o que você fez no meu carro."
    Ainda bem que, em sua grosseria, o rapaz não me chamou de tio, porque aí soaria mais ofensivo...De qualquer maneira, tentei acalmá-lo, dizendo que ele estava numa manobra arriscada e que eu de fato não consegui parar.
    Foi a conta para que ele quisesse partir pra ignorância. Mas outros carros e motoristas já estavam atulhados na pista, e pessoas mais equilibradas impediram que o rapaz cometesse alguma impropriedade.
    "Ok, vamos chamar a polícia", disse eu, já que o caminho da conversa civilizada estava fatalmente obstruído.
    "Isso mesmo!", gritou o rapaz. "Vamos chamar a polícia, porque você não sabe com quem está falando!"
    Pronto, estava armado o circo.
    O menino tinha as "costas quentes" e estava ali louco para exercer o seu poder.    
    "E porventura com quem eu estou falando?" "Meu pai é coronel da PM e vai resolver rapidinho isso aqui. Você vai se dar mal..."
    Bem, para encurtar a história, logo chegou uma viatura com dois policiais, que educadamente vieram ouvir minha versão e, em seguida, foram conversar com o rapaz, que não titubeou em dar ordens, exigindo que eles me inculpassem e, pelo rádio, localizassem o tal coronel.
    Ficamos nessa lengalenga durante uns 40 minutos, os PMs já pelas tampas com o garoto, até que desce de um automóvel um senhor grisalho, magro e que calmamente olhou os dois carros batidos. Foi logo assediado pelo nervosinho que, gesticulando muito, começou a esbravejar. Mas logo se viu contido por um indiscutível "cala boca" do pai-coronel.
    Em seguida, o senhor sacou sua identificação funcional e foi conversar com os policiais, que bateram continência e relataram a situação e as atitudes do filho. Menos de cinco minutos depois, ele dirigiu-se a mim educadamente e com ar grave e ligeiramente envergonhado, disse: "Eu peço sinceramente que o senhor desculpe as atitudes do meu filho. Em nossa família, não toleramos esse tipo de comportamento e ele vai se haver comigo. Eis meu cartão, o sr. providencie o conserto do seu carro e me mande a conta, por gentileza."
    Imediatamente ele chamou o filho num canto e passou uma descompostura tão grande, mas tão grande no rapaz que deu até pena. Não alterou a voz, não fez gestos bruscos, apenas exerceu, como se deve, o papel, o direito e o dever de pai de um jovem abusado, colocando-o em seu devido lugar.
    Ainda bem que ainda há cidadãos como o coronel da outra noite.

Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcaversan/310088-pais-filhos-e-boasmaneiras.shtml (Adaptado) Acesso em: 27 ago. 2016.
    
Em: “Mas outros carros e motoristas já estavam atulhados na pista, e pessoas mais equilibradas impediram que o rapaz cometesse alguma impropriedade.”, o verbo destacado está flexionado no
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Q1633752 Português
PAIS, FILHOS E BOAS MANEIRAS
Luiz Caversan

     Dia desses enfrentei um estresse típico de grande cidade, mas que acabou por oferecer bons momentos de reflexão.
    Tarde da noite, estava ao volante subindo uma alça de um dos muitos viadutos de São Paulo, quando, no final da curva, vejo um veículo que, ao tentar desviar de outro, quebrado, empreendia uma manobra arriscada na pista.
    Não deu outra: os freios e a mudança brusca de direção foram insuficientes para evitar o impacto.
    Felizmente, apenas danos materiais, tanto no meu veículo quanto no outro, de onde logo saíram dois jovens na casa dos vinte e tantos anos, um deles, o motorista, bem nervosinho.
    "Está tudo bem aí?", perguntei.
    "Claro que não, seu barbeiro, olha o que você fez no meu carro."
    Ainda bem que, em sua grosseria, o rapaz não me chamou de tio, porque aí soaria mais ofensivo...De qualquer maneira, tentei acalmá-lo, dizendo que ele estava numa manobra arriscada e que eu de fato não consegui parar.
    Foi a conta para que ele quisesse partir pra ignorância. Mas outros carros e motoristas já estavam atulhados na pista, e pessoas mais equilibradas impediram que o rapaz cometesse alguma impropriedade.
    "Ok, vamos chamar a polícia", disse eu, já que o caminho da conversa civilizada estava fatalmente obstruído.
    "Isso mesmo!", gritou o rapaz. "Vamos chamar a polícia, porque você não sabe com quem está falando!"
    Pronto, estava armado o circo.
    O menino tinha as "costas quentes" e estava ali louco para exercer o seu poder.    
    "E porventura com quem eu estou falando?" "Meu pai é coronel da PM e vai resolver rapidinho isso aqui. Você vai se dar mal..."
    Bem, para encurtar a história, logo chegou uma viatura com dois policiais, que educadamente vieram ouvir minha versão e, em seguida, foram conversar com o rapaz, que não titubeou em dar ordens, exigindo que eles me inculpassem e, pelo rádio, localizassem o tal coronel.
    Ficamos nessa lengalenga durante uns 40 minutos, os PMs já pelas tampas com o garoto, até que desce de um automóvel um senhor grisalho, magro e que calmamente olhou os dois carros batidos. Foi logo assediado pelo nervosinho que, gesticulando muito, começou a esbravejar. Mas logo se viu contido por um indiscutível "cala boca" do pai-coronel.
    Em seguida, o senhor sacou sua identificação funcional e foi conversar com os policiais, que bateram continência e relataram a situação e as atitudes do filho. Menos de cinco minutos depois, ele dirigiu-se a mim educadamente e com ar grave e ligeiramente envergonhado, disse: "Eu peço sinceramente que o senhor desculpe as atitudes do meu filho. Em nossa família, não toleramos esse tipo de comportamento e ele vai se haver comigo. Eis meu cartão, o sr. providencie o conserto do seu carro e me mande a conta, por gentileza."
    Imediatamente ele chamou o filho num canto e passou uma descompostura tão grande, mas tão grande no rapaz que deu até pena. Não alterou a voz, não fez gestos bruscos, apenas exerceu, como se deve, o papel, o direito e o dever de pai de um jovem abusado, colocando-o em seu devido lugar.
    Ainda bem que ainda há cidadãos como o coronel da outra noite.

Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcaversan/310088-pais-filhos-e-boasmaneiras.shtml (Adaptado) Acesso em: 27 ago. 2016.
    
Os termos entre parênteses exercem a função de sujeito dos verbos destacados, EXCETO em:
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Q1633751 Português
PAIS, FILHOS E BOAS MANEIRAS
Luiz Caversan

     Dia desses enfrentei um estresse típico de grande cidade, mas que acabou por oferecer bons momentos de reflexão.
    Tarde da noite, estava ao volante subindo uma alça de um dos muitos viadutos de São Paulo, quando, no final da curva, vejo um veículo que, ao tentar desviar de outro, quebrado, empreendia uma manobra arriscada na pista.
    Não deu outra: os freios e a mudança brusca de direção foram insuficientes para evitar o impacto.
    Felizmente, apenas danos materiais, tanto no meu veículo quanto no outro, de onde logo saíram dois jovens na casa dos vinte e tantos anos, um deles, o motorista, bem nervosinho.
    "Está tudo bem aí?", perguntei.
    "Claro que não, seu barbeiro, olha o que você fez no meu carro."
    Ainda bem que, em sua grosseria, o rapaz não me chamou de tio, porque aí soaria mais ofensivo...De qualquer maneira, tentei acalmá-lo, dizendo que ele estava numa manobra arriscada e que eu de fato não consegui parar.
    Foi a conta para que ele quisesse partir pra ignorância. Mas outros carros e motoristas já estavam atulhados na pista, e pessoas mais equilibradas impediram que o rapaz cometesse alguma impropriedade.
    "Ok, vamos chamar a polícia", disse eu, já que o caminho da conversa civilizada estava fatalmente obstruído.
    "Isso mesmo!", gritou o rapaz. "Vamos chamar a polícia, porque você não sabe com quem está falando!"
    Pronto, estava armado o circo.
    O menino tinha as "costas quentes" e estava ali louco para exercer o seu poder.    
    "E porventura com quem eu estou falando?" "Meu pai é coronel da PM e vai resolver rapidinho isso aqui. Você vai se dar mal..."
    Bem, para encurtar a história, logo chegou uma viatura com dois policiais, que educadamente vieram ouvir minha versão e, em seguida, foram conversar com o rapaz, que não titubeou em dar ordens, exigindo que eles me inculpassem e, pelo rádio, localizassem o tal coronel.
    Ficamos nessa lengalenga durante uns 40 minutos, os PMs já pelas tampas com o garoto, até que desce de um automóvel um senhor grisalho, magro e que calmamente olhou os dois carros batidos. Foi logo assediado pelo nervosinho que, gesticulando muito, começou a esbravejar. Mas logo se viu contido por um indiscutível "cala boca" do pai-coronel.
    Em seguida, o senhor sacou sua identificação funcional e foi conversar com os policiais, que bateram continência e relataram a situação e as atitudes do filho. Menos de cinco minutos depois, ele dirigiu-se a mim educadamente e com ar grave e ligeiramente envergonhado, disse: "Eu peço sinceramente que o senhor desculpe as atitudes do meu filho. Em nossa família, não toleramos esse tipo de comportamento e ele vai se haver comigo. Eis meu cartão, o sr. providencie o conserto do seu carro e me mande a conta, por gentileza."
    Imediatamente ele chamou o filho num canto e passou uma descompostura tão grande, mas tão grande no rapaz que deu até pena. Não alterou a voz, não fez gestos bruscos, apenas exerceu, como se deve, o papel, o direito e o dever de pai de um jovem abusado, colocando-o em seu devido lugar.
    Ainda bem que ainda há cidadãos como o coronel da outra noite.

Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcaversan/310088-pais-filhos-e-boasmaneiras.shtml (Adaptado) Acesso em: 27 ago. 2016.
    
Os termos destacados exercem a função de adjunto adverbial, EXCETO em:
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Q1633750 Português
PAIS, FILHOS E BOAS MANEIRAS
Luiz Caversan

     Dia desses enfrentei um estresse típico de grande cidade, mas que acabou por oferecer bons momentos de reflexão.
    Tarde da noite, estava ao volante subindo uma alça de um dos muitos viadutos de São Paulo, quando, no final da curva, vejo um veículo que, ao tentar desviar de outro, quebrado, empreendia uma manobra arriscada na pista.
    Não deu outra: os freios e a mudança brusca de direção foram insuficientes para evitar o impacto.
    Felizmente, apenas danos materiais, tanto no meu veículo quanto no outro, de onde logo saíram dois jovens na casa dos vinte e tantos anos, um deles, o motorista, bem nervosinho.
    "Está tudo bem aí?", perguntei.
    "Claro que não, seu barbeiro, olha o que você fez no meu carro."
    Ainda bem que, em sua grosseria, o rapaz não me chamou de tio, porque aí soaria mais ofensivo...De qualquer maneira, tentei acalmá-lo, dizendo que ele estava numa manobra arriscada e que eu de fato não consegui parar.
    Foi a conta para que ele quisesse partir pra ignorância. Mas outros carros e motoristas já estavam atulhados na pista, e pessoas mais equilibradas impediram que o rapaz cometesse alguma impropriedade.
    "Ok, vamos chamar a polícia", disse eu, já que o caminho da conversa civilizada estava fatalmente obstruído.
    "Isso mesmo!", gritou o rapaz. "Vamos chamar a polícia, porque você não sabe com quem está falando!"
    Pronto, estava armado o circo.
    O menino tinha as "costas quentes" e estava ali louco para exercer o seu poder.    
    "E porventura com quem eu estou falando?" "Meu pai é coronel da PM e vai resolver rapidinho isso aqui. Você vai se dar mal..."
    Bem, para encurtar a história, logo chegou uma viatura com dois policiais, que educadamente vieram ouvir minha versão e, em seguida, foram conversar com o rapaz, que não titubeou em dar ordens, exigindo que eles me inculpassem e, pelo rádio, localizassem o tal coronel.
    Ficamos nessa lengalenga durante uns 40 minutos, os PMs já pelas tampas com o garoto, até que desce de um automóvel um senhor grisalho, magro e que calmamente olhou os dois carros batidos. Foi logo assediado pelo nervosinho que, gesticulando muito, começou a esbravejar. Mas logo se viu contido por um indiscutível "cala boca" do pai-coronel.
    Em seguida, o senhor sacou sua identificação funcional e foi conversar com os policiais, que bateram continência e relataram a situação e as atitudes do filho. Menos de cinco minutos depois, ele dirigiu-se a mim educadamente e com ar grave e ligeiramente envergonhado, disse: "Eu peço sinceramente que o senhor desculpe as atitudes do meu filho. Em nossa família, não toleramos esse tipo de comportamento e ele vai se haver comigo. Eis meu cartão, o sr. providencie o conserto do seu carro e me mande a conta, por gentileza."
    Imediatamente ele chamou o filho num canto e passou uma descompostura tão grande, mas tão grande no rapaz que deu até pena. Não alterou a voz, não fez gestos bruscos, apenas exerceu, como se deve, o papel, o direito e o dever de pai de um jovem abusado, colocando-o em seu devido lugar.
    Ainda bem que ainda há cidadãos como o coronel da outra noite.

Disponível em: www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcaversan/310088-pais-filhos-e-boasmaneiras.shtml (Adaptado) Acesso em: 27 ago. 2016.
    
Há linguagem oral, EXCETO em:
Alternativas
Respostas
2081: A
2082: C
2083: C
2084: E
2085: C
2086: C
2087: A
2088: C
2089: A
2090: B
2091: B
2092: A
2093: B
2094: D
2095: C
2096: D
2097: C
2098: D
2099: A
2100: A