Questões de Concurso Comentadas para psicólogo

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Q3166305 Serviço Social
Assinale a alternativa que apresenta o principal objetivo da Psicologia Social Comunitária: 
Alternativas
Q3166304 Serviço Social
Qual é a principal função da Política Nacional de Assistência Social (PNAS)? 
Alternativas
Q3164831 História e Geografia de Estados e Municípios
A primeira povoação do atual Município de Potiraguá foi fundada no ano de 1934 por Bento Alves, fazendeiro da região, em terrenos cedidos por João Antonio dos Santos, Dona Tranquilina Martins Ferraz e filhos, das fazendas Boa Vista e Fonte Nova, integrantes do Município de Encruzilhada. A povoação que surgia recebeu o nome de Belém. As autoridades de Encruzilhada tentaram instalar no arraial o Distrito de Araponga, no que foram impedidos pela população, insatisfeita não só com o nome de Araponga que lhe queriam dar, como também por não desejarem continuar subordinados ao município de Encruzilhada. Isso aconteceu no ano, de:
Alternativas
Q3164830 História e Geografia de Estados e Municípios
É sabido que a partir da Independência do Brasil, no ano de 1822 e da Proclamação da República no ano de1889, a situação política baiana adquiriu maior estabilidade. Entretanto, houve, mesmo assim, vários conflitos que marcaram a história da Bahia. Analise as alternativas abaixo e assinale aquela que apresenta dois dos mais importantes conflitos:
Alternativas
Q3164829 História e Geografia de Estados e Municípios
A capital do estado, Salvador, foi fundada em:
Alternativas
Q3164828 História e Geografia de Estados e Municípios
A Bahia é um estado da Região Nordeste do Brasil. A história do povoamento do território baiano está atrelada à chegada dos portugueses no Brasil, em 1500, quando se iniciou a colonização brasileira. A cidade de Salvador, capital da Bahia, foi também a primeira capital do Brasil. Na atualidade, o estado é:
Alternativas
Q3164826 Português
De acordo com as orações em destaque, qual a que é classificada em oração coordenada sindética adversativa? Indique-a:
Alternativas
Q3164825 Português
Das alternativas abaixo, qual a que o verbo destacado é transitivo direto e indireto:
Alternativas
Q3164824 Português
Classifique as palavras destacadas, assinalando A para advérbios, B para preposições e C para conjunções:

( ) “Durante séculos pensei que a guerra fosse o desvio e a paz a rota” ( Afonso Romano de Sant’Anna)
( ) “Todo caminho que trilhamos pela primeira vez é muito mais longo do que o mesmo caminho quando já o conhecemos”.
( ) “O mais importante e bonito, no mundo, é que as pessoas não estão sempre iguais – ainda não foram terminadas – mas que elas estão sempre mudando”.
( ) “Na medida em que aprendemos de nossos erros, nosso conhecimento aumenta, mesmo que jamais possamos alcançar a certeza do saber”.
( ) “E quando você me envolver nos seus braços serenos, eu vou me rende“

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3164823 Português
Analise as frases a seguir e identifique aquela que está empregada na voz passiva sintética. Indique-a: 
Alternativas
Q3164822 Português
Nas frases a seguir, classifique os termos destacados em: 

1 – Pronome relativo 
2 – Pronome indefinido
3 – Pronome demonstrativo 
4 – Pronome interrogativo

( )“Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo ...” ( Mário de Andrade)
( ) “Estas são as ferramentas de que necessito 
( ) Livro algum faz referência a este episódio. 
( ) “Ela sorriu. Estava agora muito sobressaltada. A cada momento olhava o relógio”. (Eça de Queiroz)
( ) Gostaria muito de saber quem fez isso.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3164821 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

Em: “Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis.”. indique a alternativa que representa, em que tempo estão empregadas as formas verbais em destaque:
Alternativas
Q3164820 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

Analise a proposta final do americano: Let’s have a dirnk (vamos beber alguma coisa)

I - Vale por um assentimento
II - Corresponde a confissão de sua culpa.
III – Revela total interesse pelo drama do brasileiro.
IV - Demonstra seu apreço pelo vizinho brasileiro
V – Mostra seu conhecimento pelo valor do objeto destruído.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3164819 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

De acordo com o texto, no parágrafo 7, o americano destruiu o precioso tapete:
Alternativas
Q3164818 Português

O TAPETE PERSA


    Comprou um tapete, colocou no imenso living e ficou olhando. Mal se podia pisar com um pouco mais de firmeza, o dono do tapete perdia logo o fio de conversa. Se por acaso um amigo acendia um cigarro, ah, isso não, meu velho, tenha santa paciência, mas vá fumar lá fora, na varanda, isso aqui é tapete pra muito luxo, me custou os tubos, da Pérsia ali no duro, se me cai uma brasinha no chão eu lhe mando a mão na cara, desculpe a franqueza, mas comigo é assim, mais vale prevenir que remediar.

    A mulher já nem podia receber em sua casa uma visita de cerimônia, porque logo de entrada ele ia avisando:

    - Vai limpar o pezinho aí no capacho, não vai? Tapete novo ali na sala, coisa pra muito luxo, a senhora compreende... Preço de automóvel!

    Quem, pelo preço de um tapete, compra um automóvel hoje em dia? Era o que ele pensava, quando se meteu no seu com toda a família e foi passar o verão em Petrópolis. Recomendara à empregada cuidados especiais com o tapete. A mulher sugeria enrolá-lo, mas onde colocar um canudinho de três metros de comprimento, quatro se enrolasse ao comprido? E poderia estragar-se, pois os tapetes, ainda que persas, foram feitos para ficar estendidos. Estava feliz: nem todos podem ter um tapete persa. Para muita gente era um ideal na vida.

    Um belo dia a empregada descobriu, com pavor, que o tapete apresentava aqui e ali pequenas manchas de mofo. Abriu todo o apartamento, mas não satisfeita, resolveu dependurar o tapete na amurada da varanda para que apanhasse sol.

    Ora, acontecia morar no apartamento de baixo um americano que invariavelmente chegava bêbado todas as noites e ainda bebia um pouco antes de dormir, mais um pouco ao levantar-se. Naquele dia, tendo o tapete obstruído por completo sua janela, cuidou ao acordar que ainda era noite e voltou para cama. Afinal, cansado de dormir, acendeu a luz e olhou o relógio: duas horas. Não poderia estar tão bêbado assim – convenhamos que às duas horas da tarde o dia já devia pelo menos

    Ter começado a clarear. Ou passara o dia todo dormindo e seriam duas horas da noite?

    Avançou pela janela e deu de cara com o tapete. Vendo que não conseguia olhar para fora, voltou-se, resignado, sem buscar explicação. Buscou antes uma faca e meteu-a no tapete como no ventre de um peixe, abrindo-o de alto a baixo. Depois enfiou a cabeça pelo rombo para ver se lá fora era noite ou dia. Infelizmente era dia. Não se conformando, puxou com violência o tapete e quando afinal acabou de recolhê-lo, deixou que tombasse no espaço e fosse cair lá embaixo, sobre as obras de um edifício em princípio de construção.

    Muitos que viram se assustaram. Houve quem pensasse que o prédio estava vindo para baixo. Caiu uma “coisa” lá de cima! – Vários gritaram, apontando. O que foi? Alguém se atirou lá de cima? Uma mulher se atirou lá de cima!

    - Nós mal começamos e este aqui já está mandando mobília – comentou um operário da construção, contemplando o tapete. 

    Enfim, não é todo dia que caem tapetes persas, das janelas dos apartamentos, pelo menos naquela rua. Alguns curiosos se ajuntaram, enquanto não se chamava a assistência. A empregada apareceu desvairada, e ao ver o tapete no chão enlameado, botou as mãos na cabeça e a boca no mundo.:

    - Nossa Senhora, meu patrãozinho me mata!

    No dia seguinte era o patrãozinho que, descendo de Petrópolis, ia ao apartamento de baixo disposto a matar o primeiro americano. No que disse yes, foi-lhe metendo o braço.

    -Just a moment! Just a moment! – berrava o americano, se defendendo. - No fala portuguese! Must be some mistake! 

    - Misteique é a mãe – dizia o dono do tapete, enfurecido. Não satisfeito, pôs-se a quebrar coisa no apartamento do outro. Pouco havia que quebrar, além de uma garrafa de “Four Roses”, já vazia.

    Afinal, mais calmo, preveniu:

    - No fala portuguese mas pegar tapete, tá bem? Olha aqui, ô gringo, to pay my tâpet, morou?

    - Let’s have a drink – propôs o americano.


(Elenco de Cronistas Modernos. Editora Sabiá, Rio de Janeiro. 1972)

Assinale as afirmativas abaixo, o que significava para o dono, possuir um tapete persa:
Alternativas
Q3148982 Psicologia
Ao abordar as diferenças individuais e de classe no contexto da psicologia, é relevante recorrer aos autores que contribuíram para esses conceitos. Um dos autores que realizou trabalhos no campo da psicoterapia individual, com grupos e atuou na área docente escrevendo variados artigos e livros, trouxe uma concepção de ser humano como “dotado de uma capacidade de crescimento constante, de atualização permanente de suas potencialidades. O sujeito é passível de constantes mudanças em seus processos subjetivos. Em cada fase da vida pode conseguir certo nível de realização pessoal, estruturando-se de maneira mais plena, mais integrada”. Diante do contexto, assinale o autor referenciado anteriormente.
Alternativas
Q3148981 Psicologia
Considerado por muitos o fundador da psicologia social, Augusto Comte escreveu longas obras sobre a natureza das ciências (1830-1834), nas quais o psíquico seria o objeto de estudo da biologia, da sociologia e da moral, todas ciências abstratas, que forneceriam subsídios para as ciências concretas, e entre elas estaria a psicologia social, como subproduto da sociologia e da moral; para ele, seria a ciência que poderia responder a uma questão fundamental: “Como pode o indivíduo ser, ao mesmo tempo, causa e consequência da sociedade?”.
(Lane, 2006 p. 75.)

Sobre os fundamentos da psicologia social brasileira, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) No Brasil, se reproduz o quadro descrito para a América Latina. A influência maior, na psicologia, foi sempre a norte- -americana, através de seus centros de estudos, para onde iam se aperfeiçoar cientistas e professores.
( ) O primeiro livro de psicologia social publicado no Brasil foi a tradução da obra de Klineberg, em 1959, contendo tópicos como cultura e personalidade, diferenças individuais e grupais, atitudes e opiniões, interação social e dinâmica de grupo, patologia social e política interna e internacional.
( ) Após o Congresso de Psicologia Interamericana, no Peru, um grupo de psicólogos sociais brasileiros, vinculados à Alapso, resolveu promover um Encontro de Psicologia Social, com seminários sobre problemas urbanos e grupos de trabalho sobre temas pesquisados.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3148980 Psicologia
AT, 42 anos, funcionária pública municipal, exerce o cargo de psicóloga clínica há quinze anos. Recentemente, os demais funcionários públicos decidiram iniciar um movimento de paralisação, para requerer alguns direitos, que, diante do entendimento desses profissionais, estão sendo violados. AT concorda com os colegas de trabalho; portanto, decide aderir ao movimento. O Art. 5º do Código de Ética Profissional do Psicólogo transcreve que: o psicólogo, quando participar de greves ou paralisações, garantirá (que):

I. As atividades de emergência não sejam interrompidas.
II. A qualidade dos serviços oferecidos independentemente da situação.
III. Haja prévia comunicação da paralisação aos usuários ou aos beneficiários dos serviços atingidos pela suspensão temporária dos serviços prestados.
IV. As atividades de emergência serão encaminhadas a profissionais ou entidades habilitados e qualificados.


Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3148979 Psicologia
Considere o exemplo clínico: R, 38 anos, casada, três filhos, secretária, procura psicoterapia por indicação do psiquiatra com quem faz tratamento há um mês, sem obter melhoras dos sintomas.
(Cordioli, 2008 p. 265.)
Sobre os fatores relacionados com o processo terapêutico em uma perspectiva cognitiva, analise: o processo terapêutico inicia-se com a elaboração da conceitualização cognitiva, que consiste em uma explicação lógica sobre o surgimento e a manutenção do problema do paciente, que começa a ser desenvolvida na primeira entrevista e vai sendo aprimorada ao longo das demais sessões. Considerando os fatores sublinhados, a associação correta é: 
Alternativas
Q3148978 Psicologia
Considere o exemplo clínico: Pedro, 7 anos, TDAH do tipo combinado, todos os dias chega em casa com um bilhete na agenda porque “brigou com colegas”. Foi combinado na terapia que ele iria marcar uma estrelinha, em um quadro que construiu com sua terapeuta, nos dias em que ele não recebesse bilhete. Diariamente, logo que chegou da escola, Pedro fazia o que tinha combinado e marcava quando não recebia bilhete.
(Cordioli & cols., 2008 p. 725.)

Baseado na terapia comportamental, sobre os sistemas de recompensas, analise as afirmativas a seguir.
I. O sistema de recompensa visa premiar comportamentos adequados do paciente, introduzindo recompensas (reforçadores) para o comportamento esperado.
II. Nas crianças e adolescentes com TDAH, o sistema de motivação interno funciona adequadamente; portanto, eles não necessitam de um estímulo maior para conseguirem realizar atividades repetitivas e de pouco interesse.
III. Frequentemente, os pais se preocupam com o fato de que essa possa ser uma forma de “comprar” seus filhos, ou temem que eles respondam somente mediante as gratificações.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Respostas
14561: C
14562: B
14563: C
14564: B
14565: A
14566: C
14567: D
14568: C
14569: B
14570: D
14571: B
14572: D
14573: E
14574: E
14575: D
14576: C
14577: B
14578: C
14579: D
14580: D