Questões de Concurso
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A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Diante do crescimento dos casos e da recorrência de epidemias, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), que adota ações integradas e intersetoriais para reduzir a infestação do vetor e a incidência da doença.
A partir das informações fornecidas sobre a dengue e do PNCD, é correto afirmar que
O conhecimento sobre endemias e doenças reemergentes é fundamental para a vigilância em saúde pública. Endemias são doenças com ocorrência constante em determinada região, com padrões relativamente previsíveis. Já doenças reemergentes são aquelas que haviam sido controladas, mas voltam a representar ameaça à saúde, muitas vezes associadas a mudanças ambientais, resistência a medicamentos ou falhas em programas de vacinação.
Tendo em vista essas definições e a situação atual, constata-se que
O saneamento ambiental é um conjunto de ações fundamentais para a promoção da saúde pública, proporcionando a melhoria das condições de vida por meio da gestão adequada da água, do esgoto, dos resíduos sólidos e do controle de vetores. A ausência ou a precariedade desses serviços está diretamente associada à ocorrência de doenças infecciosas e parasitárias, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade socioambiental.
Sobre o saneamento ambiental, é correto afirmar que
No estudo da ecologia, os ambientes naturais são compreendidos como sistemas dinâmicos formados pela interação entre componentes vivos e não vivos. As árvores, as plantas, os fungos e os animais são classificados como ________________, enquanto a luz, radiação solar, temperatura, vento e água são os ________________ componentes ________________.
Tais componentes interagem entre si nas teias ecológicas, influenciando a distribuição das espécies, a produtividade dos ambientes e a estabilidade ecológica.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do excerto.
A complexidade do sistema circulatório nos vertebrados evoluiu em paralelo a suas exigências metabólicas e modos de vida. A separação parcial ou total entre os circuitos sistêmico e pulmonar reflete adaptações ao ambiente aquático ou terrestre, à endotermia e ao aumento da demanda por oxigênio.
Com base nesses aspectos fisiológicos do sistema circulatório nos vertebrados, é correto afirmar que
Os invertebrados apresentam uma ampla variedade de sistemas circulatórios, o que indica adaptações fisiológicas aos seus diferentes modos de vida. Gastrópodes e cefalópodes possuem sistemas circulatórios distintos entre si. Anelídeos, como as minhocas, apresentam um sistema fechado que favorece a eficiência no transporte de gases e nutrientes. Já os equinodermos utilizam majoritariamente o sistema ambulacrário na circulação de substâncias.
Com relação à fisiologia do sistema circulatório nos grupos citados, é correto afirmar que
A Classe Insecta forma um dos grupos mais diversos do reino animal, característica atribuída à evolução de adaptações a diferentes nichos ecológicos. Um exemplo clássico de divergência adaptativa pode ser observado na variação das peças bucais entre diferentes ordens de insetos, que apresentam modificações específicas associadas ao tipo de alimento consumido. Gafanhotos possuem mandíbulas para mastigação de folhas, mosquitos têm estruturas perfuradoras para sugar sangue, borboletas desenvolveram uma tromba para sugar néctar, enquanto percevejos utilizam um estilete para extrair seiva de plantas.
Sobre a evolução das peças bucais dos insetos, é correto afirmar que
O conceito biológico de espécie, proposto por Ernst Mayr, define uma espécie como um grupo de populações naturais que se cruzam entre si, gerando descendentes férteis. Algumas populações domesticadas, apesar de apresentarem comportamentos e morfologias distintos, ainda são férteis e capazes de se intercruzarem. É o caso dos javaporcos, resultado do cruzamento entre javalis e porcos domésticos, e também dos cães-lobos tchecoslovacos, originados do cruzamento entre lobos europeus e cães domésticos.
Considerando o conceito biológico de espécie e os animais citados, é correto afirmar que
A vigilância ambiental em saúde no Brasil integra o conjunto de ações com foco nos fatores do meio ambiente que influenciam diretamente ou indiretamente a saúde humana. Essa área exige análise interdisciplinar, envolvendo aspectos biológicos, físicos, químicos e sociais.
Considerando a atuação da vigilância ambiental, uma de suas atribuições que a diferencia das demais áreas de vigilância é
As ações de vigilância em saúde no Brasil são fundamentais para a proteção da saúde coletiva e estão organizadas em três diferentes áreas gerais. Cada uma delas possui objetivos específicos, métodos de trabalho distintos e formas de atuação próprias no território.
Considerando essas diferenças, uma das atribuições específicas da vigilância epidemiológica é
No serviço de email Gmail, em sua configuração original, Lucas preparou e enviou uma mensagem em modo confidencial para Patrícia.
Isso significa que Patrícia
Usando o Microsoft Windows 10, em sua configuração padrão, um usuário precisa liberar espaço no disco rígido, e para isso selecionou um arquivo e o apagou usando a(s) tecla(s) ________________. Essa ação ________________, porque o arquivo ________________ enviado para a Lixeira do Windows.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto do enunciado, considerando que quaisquer solicitações de confirmação feitas pelo Windows no processo foram confirmadas.
O logotipo de uma escola foi pintado no pátio, conforme mostra a figura a seguir desenhada fora de escala. O logotipo é uma composição de cinco triângulos isósceles idênticos dos quais se sabe que o lado maior (b), de cada um deles, é igual a 8/3 da medida da altura h. Também é conhecida a área que o logotipo ocupa e que é 135 m².

Com essas informações, é correto afirmar que o perímetro desse logotipo é igual a
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da frase a seguir:
A equipe médica deve prestar socorro imediato ________________ paciente ________________ corrente sanguínea se detectou um vírus de alta transmissão, ________________ pode configurar uma ameaça ________________ saúde pública.
Leia o texto a seguir para responder a questão
Bula do egoísmo gripal (1991)
Como se não bastassem as aflições que povoam a nossa rotina, anda aí agora, insidioso, o tal vibrião colérico. Cólera sugere datas do século 19. Já vai para quase dois anos que soou o alarme lá em cima na fronteira. Foi um corre-corre danado. Tudo fogo de palha. Agora recomeça o susto. Desembarcou no Rio um soldado colérico. Em São Paulo, uma freira pode estar com cólera.
O pior é que continuamos sitiados por toda sorte de mazelas. O Brasil é recordista mundial de chagásicos: cinco milhões. Leprosos? 500 mil, depois que a lepra foi praticamente extinta em todo o mundo. Doenças tropicais, como leishmaniose, se alastram por aí como chuchu.
Aqui no Rio nos ameaçam com a dengue hemorrágica. Só falta voltar a febre amarela, que era chamada de patriótica. Matava de preferência estrangeiros. Houve um surto que durou 50 anos. Chegou até o nosso século 20, mas Oswaldo Cruz liquidou com o flagelo. Isto num Brasil com muito menos recursos e quase sem comunicação. Quando eu nasci, Miguel Pereira já tinha morrido. Vivíssima, porém, estava a sua frase: “O Brasil é um vasto hospital”. Apenas seis palavras. Mas que força, que gênio – e que originalidade!
Uma vez caí na besteira de ler um trabalho sobre o bócio. Perdi o sono só de pensar. Se dormia, era um pesadelo na certa. Por mais que o brasileiro seja um coração compassivo e solidário, é difícil abrir espaço para tantas epidemias e tantos doentes. Hoje, por exemplo, só há lugar em mim para a gripe que obtura a minha sensibilidade. Doem-me todas as esquinas do meu ser. Enquanto não me livrar desta peste, não dou bola para o vasto hospital. Gripe é uma doencinha muito egoísta. Ainda mais no calor!
(Otto Lara Resende. Disponível em https://cronicabrasileira.org.br/ cronicas/6157/bula-do-egoismo-gripal. Acesso em 28.05.2025. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder a questão
Bula do egoísmo gripal (1991)
Como se não bastassem as aflições que povoam a nossa rotina, anda aí agora, insidioso, o tal vibrião colérico. Cólera sugere datas do século 19. Já vai para quase dois anos que soou o alarme lá em cima na fronteira. Foi um corre-corre danado. Tudo fogo de palha. Agora recomeça o susto. Desembarcou no Rio um soldado colérico. Em São Paulo, uma freira pode estar com cólera.
O pior é que continuamos sitiados por toda sorte de mazelas. O Brasil é recordista mundial de chagásicos: cinco milhões. Leprosos? 500 mil, depois que a lepra foi praticamente extinta em todo o mundo. Doenças tropicais, como leishmaniose, se alastram por aí como chuchu.
Aqui no Rio nos ameaçam com a dengue hemorrágica. Só falta voltar a febre amarela, que era chamada de patriótica. Matava de preferência estrangeiros. Houve um surto que durou 50 anos. Chegou até o nosso século 20, mas Oswaldo Cruz liquidou com o flagelo. Isto num Brasil com muito menos recursos e quase sem comunicação. Quando eu nasci, Miguel Pereira já tinha morrido. Vivíssima, porém, estava a sua frase: “O Brasil é um vasto hospital”. Apenas seis palavras. Mas que força, que gênio – e que originalidade!
Uma vez caí na besteira de ler um trabalho sobre o bócio. Perdi o sono só de pensar. Se dormia, era um pesadelo na certa. Por mais que o brasileiro seja um coração compassivo e solidário, é difícil abrir espaço para tantas epidemias e tantos doentes. Hoje, por exemplo, só há lugar em mim para a gripe que obtura a minha sensibilidade. Doem-me todas as esquinas do meu ser. Enquanto não me livrar desta peste, não dou bola para o vasto hospital. Gripe é uma doencinha muito egoísta. Ainda mais no calor!
(Otto Lara Resende. Disponível em https://cronicabrasileira.org.br/ cronicas/6157/bula-do-egoismo-gripal. Acesso em 28.05.2025. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder a questão
Bula do egoísmo gripal (1991)
Como se não bastassem as aflições que povoam a nossa rotina, anda aí agora, insidioso, o tal vibrião colérico. Cólera sugere datas do século 19. Já vai para quase dois anos que soou o alarme lá em cima na fronteira. Foi um corre-corre danado. Tudo fogo de palha. Agora recomeça o susto. Desembarcou no Rio um soldado colérico. Em São Paulo, uma freira pode estar com cólera.
O pior é que continuamos sitiados por toda sorte de mazelas. O Brasil é recordista mundial de chagásicos: cinco milhões. Leprosos? 500 mil, depois que a lepra foi praticamente extinta em todo o mundo. Doenças tropicais, como leishmaniose, se alastram por aí como chuchu.
Aqui no Rio nos ameaçam com a dengue hemorrágica. Só falta voltar a febre amarela, que era chamada de patriótica. Matava de preferência estrangeiros. Houve um surto que durou 50 anos. Chegou até o nosso século 20, mas Oswaldo Cruz liquidou com o flagelo. Isto num Brasil com muito menos recursos e quase sem comunicação. Quando eu nasci, Miguel Pereira já tinha morrido. Vivíssima, porém, estava a sua frase: “O Brasil é um vasto hospital”. Apenas seis palavras. Mas que força, que gênio – e que originalidade!
Uma vez caí na besteira de ler um trabalho sobre o bócio. Perdi o sono só de pensar. Se dormia, era um pesadelo na certa. Por mais que o brasileiro seja um coração compassivo e solidário, é difícil abrir espaço para tantas epidemias e tantos doentes. Hoje, por exemplo, só há lugar em mim para a gripe que obtura a minha sensibilidade. Doem-me todas as esquinas do meu ser. Enquanto não me livrar desta peste, não dou bola para o vasto hospital. Gripe é uma doencinha muito egoísta. Ainda mais no calor!
(Otto Lara Resende. Disponível em https://cronicabrasileira.org.br/ cronicas/6157/bula-do-egoismo-gripal. Acesso em 28.05.2025. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder a questão
O fenômeno do narcogarimpo
A rede de garimpos legalizados e clandestinos da Amazônia Legal tornou-se central para a expansão do narcotráfico na região. A área abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de parte do Maranhão.
Pesquisa publicada no começo de 2024 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostra que facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), passaram a utilizar a estrutura logística estabelecida para a extração de ouro em Roraima e no Pará para desenvolver atividades como a venda de drogas.
O estudo envolveu a realização de pesquisas de campo nos municípios de Itaituba, Jacareacanga e Santarém, no Pará, na cidade de Boa Vista e na Terra Indígena Raposa Serra do Sol (Tirss), ambas em Roraima. Durante o trabalho, foram entrevistados dezenas de profissionais de segurança pública e agentes de fiscalização ambiental. Também ocorreram observações etnográficas e conversas informais com garimpeiros e moradores das localidades.
A pesquisa identificou que membros de organizações criminosas vendem drogas para consumo da população local e atuam como segurança armada de garimpeiros. “Aeronaves, pilotos e pistas ilegais de pouso criadas para atender às atividades de garimpo estão sendo aproveitados para o narcotráfico.
Essa conexão deu origem a um fenômeno recente, conhecido como “narcogarimpo”, relata o sociólogo Rodrigo Pereira Chagas, da Universidade Federal de Roraima (UFRR). “O garimpo se intensificou nos últimos cinco anos na região. E a articulação entre essa atividade e o narcotráfico tem causado o acirramento de situações de violência e ameaças ambientais”, prossegue Chagas, que é um dos autores do estudo. Segundo o pesquisador, em 2022, a taxa de mortes violentas intencionais (MVI) por 100 mil habitantes no Brasil foi de 23,3 vítimas, enquanto na Amazônia Legal esse número chegou a 33,8.
(Christina Queiroz. Revista Fapesp, setembro de 2024)