Questões de Concurso Comentadas para médico hematologista

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Q3885632 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A base invisível da transformação digital


     À primeira vista, o futuro parece estar na nuvem. Mas é sob o solo, nos cabos, antenas e satélites, que o presente digital realmente acontece.

   Plataformas digitais, redes sociais, serviços de streaming, e-commerces, aplicativos bancários, telemedicina, inteligência artificial. O que tudo isso tem em comum? Nenhum desses serviços funcionaria sem a presença de uma infraestrutura robusta, confiável e bem regulada de telecomunicações.

   É essa infraestrutura que constitui a camada base do sistema digital brasileiro. E é justamente sobre essa base que se assentam todas as demais camadas da transformação digital. Essa camada é invisível para a maioria dos cidadãos. Mas sua importância não pode ser subestimada. A performance das aplicações digitais — sua velocidade, estabilidade e segurança — está diretamente relacionada à qualidade técnica da rede que as suporta. Se a conexão falha, toda a experiência digital é comprometida.

   O Brasil tem dado passos relevantes. A massificação da fibra óptica fez com que milhões de famílias chegassem ao ensino remoto durante a pandemia. O leilão do 5G abriu espaço para novas aplicações em logística, telemedicina e agricultura de precisão.

   À medida que o país consolida seu marco legal e institucional para o século 21, é fundamental reconhecer o papel estratégico da infraestrutura crítica do setor de telecomunicações. Não apenas como um ativo econômico, mas como guardiã da base física e lógica que viabiliza todos os serviços digitais que movem a economia e a sociedade.

    A transformação digital é irreversível — mas ela precisa de alicerces. Esses alicerces são invisíveis à maior parte da sociedade, mas indispensáveis para o avanço da jornada digital e para o futuro do país. O Brasil tem uma oportunidade histórica: transformar sua economia digital em instrumento de desenvolvimento inclusivo, competitivo e soberano. Ignorar essa base seria comprometer não apenas a inovação, mas o próprio destino nacional na era digital.

  Mais do que um desafio técnico, trata-se de uma escolha política e civilizatória: se queremos ser apenas consumidores de tecnologia ou protagonistas da economia digital. A relevância desse setor não pode ser ofuscada pelo encantamento e pela popularização das plataformas digitais. É justamente a infraestrutura — a base e a fundação invisível — que sustenta todo o ecossistema digital. Sem ela, as aplicações mais modernas e inovadoras não conseguem ficar de pé.


(Edson Holanda, 29.09.2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
Considere as frases a seguir, reescritas a partir de informações do texto:

•  É sob o solo, nos cabos, antenas e satélites, que o presente digital realmente acontece. E a maioria dos cidadãos não        essa camada.
•  A transformação digital é irreversível, mas é preciso que        alicerces, embora eles        invisíveis à maior parte da sociedade.
•  É justamente a base e a fundação invisível que sustentam todo o ecossistema digital. Se não        elas, as aplicações mais modernas e inovadoras não        ficar de pé.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3885631 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A base invisível da transformação digital


     À primeira vista, o futuro parece estar na nuvem. Mas é sob o solo, nos cabos, antenas e satélites, que o presente digital realmente acontece.

   Plataformas digitais, redes sociais, serviços de streaming, e-commerces, aplicativos bancários, telemedicina, inteligência artificial. O que tudo isso tem em comum? Nenhum desses serviços funcionaria sem a presença de uma infraestrutura robusta, confiável e bem regulada de telecomunicações.

   É essa infraestrutura que constitui a camada base do sistema digital brasileiro. E é justamente sobre essa base que se assentam todas as demais camadas da transformação digital. Essa camada é invisível para a maioria dos cidadãos. Mas sua importância não pode ser subestimada. A performance das aplicações digitais — sua velocidade, estabilidade e segurança — está diretamente relacionada à qualidade técnica da rede que as suporta. Se a conexão falha, toda a experiência digital é comprometida.

   O Brasil tem dado passos relevantes. A massificação da fibra óptica fez com que milhões de famílias chegassem ao ensino remoto durante a pandemia. O leilão do 5G abriu espaço para novas aplicações em logística, telemedicina e agricultura de precisão.

   À medida que o país consolida seu marco legal e institucional para o século 21, é fundamental reconhecer o papel estratégico da infraestrutura crítica do setor de telecomunicações. Não apenas como um ativo econômico, mas como guardiã da base física e lógica que viabiliza todos os serviços digitais que movem a economia e a sociedade.

    A transformação digital é irreversível — mas ela precisa de alicerces. Esses alicerces são invisíveis à maior parte da sociedade, mas indispensáveis para o avanço da jornada digital e para o futuro do país. O Brasil tem uma oportunidade histórica: transformar sua economia digital em instrumento de desenvolvimento inclusivo, competitivo e soberano. Ignorar essa base seria comprometer não apenas a inovação, mas o próprio destino nacional na era digital.

  Mais do que um desafio técnico, trata-se de uma escolha política e civilizatória: se queremos ser apenas consumidores de tecnologia ou protagonistas da economia digital. A relevância desse setor não pode ser ofuscada pelo encantamento e pela popularização das plataformas digitais. É justamente a infraestrutura — a base e a fundação invisível — que sustenta todo o ecossistema digital. Sem ela, as aplicações mais modernas e inovadoras não conseguem ficar de pé.


(Edson Holanda, 29.09.2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
Na passagem do último parágrafo “A relevância desse setor não pode ser ofuscada pelo encantamento e pela popularização das plataformas digitais.”, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3885630 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A base invisível da transformação digital


     À primeira vista, o futuro parece estar na nuvem. Mas é sob o solo, nos cabos, antenas e satélites, que o presente digital realmente acontece.

   Plataformas digitais, redes sociais, serviços de streaming, e-commerces, aplicativos bancários, telemedicina, inteligência artificial. O que tudo isso tem em comum? Nenhum desses serviços funcionaria sem a presença de uma infraestrutura robusta, confiável e bem regulada de telecomunicações.

   É essa infraestrutura que constitui a camada base do sistema digital brasileiro. E é justamente sobre essa base que se assentam todas as demais camadas da transformação digital. Essa camada é invisível para a maioria dos cidadãos. Mas sua importância não pode ser subestimada. A performance das aplicações digitais — sua velocidade, estabilidade e segurança — está diretamente relacionada à qualidade técnica da rede que as suporta. Se a conexão falha, toda a experiência digital é comprometida.

   O Brasil tem dado passos relevantes. A massificação da fibra óptica fez com que milhões de famílias chegassem ao ensino remoto durante a pandemia. O leilão do 5G abriu espaço para novas aplicações em logística, telemedicina e agricultura de precisão.

   À medida que o país consolida seu marco legal e institucional para o século 21, é fundamental reconhecer o papel estratégico da infraestrutura crítica do setor de telecomunicações. Não apenas como um ativo econômico, mas como guardiã da base física e lógica que viabiliza todos os serviços digitais que movem a economia e a sociedade.

    A transformação digital é irreversível — mas ela precisa de alicerces. Esses alicerces são invisíveis à maior parte da sociedade, mas indispensáveis para o avanço da jornada digital e para o futuro do país. O Brasil tem uma oportunidade histórica: transformar sua economia digital em instrumento de desenvolvimento inclusivo, competitivo e soberano. Ignorar essa base seria comprometer não apenas a inovação, mas o próprio destino nacional na era digital.

  Mais do que um desafio técnico, trata-se de uma escolha política e civilizatória: se queremos ser apenas consumidores de tecnologia ou protagonistas da economia digital. A relevância desse setor não pode ser ofuscada pelo encantamento e pela popularização das plataformas digitais. É justamente a infraestrutura — a base e a fundação invisível — que sustenta todo o ecossistema digital. Sem ela, as aplicações mais modernas e inovadoras não conseguem ficar de pé.


(Edson Holanda, 29.09.2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
Considere as passagens:

•  Se a conexão falha, toda a experiência digital é comprometida. (3o parágrafo)
•  À medida que o país consolida seu marco legal e institucional para o século 21, é fundamental reconhecer o papel estratégico da infraestrutura crítica do setor de telecomunicações. Não apenas como um ativo econômico, mas como guardiã da base física e lógica que viabiliza todos os serviços digitais que movem a economia e a sociedade. (5o parágrafo)

As expressões destacadas veiculam, correta e respectivamente, sentidos de
Alternativas
Q3885629 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


A base invisível da transformação digital


     À primeira vista, o futuro parece estar na nuvem. Mas é sob o solo, nos cabos, antenas e satélites, que o presente digital realmente acontece.

   Plataformas digitais, redes sociais, serviços de streaming, e-commerces, aplicativos bancários, telemedicina, inteligência artificial. O que tudo isso tem em comum? Nenhum desses serviços funcionaria sem a presença de uma infraestrutura robusta, confiável e bem regulada de telecomunicações.

   É essa infraestrutura que constitui a camada base do sistema digital brasileiro. E é justamente sobre essa base que se assentam todas as demais camadas da transformação digital. Essa camada é invisível para a maioria dos cidadãos. Mas sua importância não pode ser subestimada. A performance das aplicações digitais — sua velocidade, estabilidade e segurança — está diretamente relacionada à qualidade técnica da rede que as suporta. Se a conexão falha, toda a experiência digital é comprometida.

   O Brasil tem dado passos relevantes. A massificação da fibra óptica fez com que milhões de famílias chegassem ao ensino remoto durante a pandemia. O leilão do 5G abriu espaço para novas aplicações em logística, telemedicina e agricultura de precisão.

   À medida que o país consolida seu marco legal e institucional para o século 21, é fundamental reconhecer o papel estratégico da infraestrutura crítica do setor de telecomunicações. Não apenas como um ativo econômico, mas como guardiã da base física e lógica que viabiliza todos os serviços digitais que movem a economia e a sociedade.

    A transformação digital é irreversível — mas ela precisa de alicerces. Esses alicerces são invisíveis à maior parte da sociedade, mas indispensáveis para o avanço da jornada digital e para o futuro do país. O Brasil tem uma oportunidade histórica: transformar sua economia digital em instrumento de desenvolvimento inclusivo, competitivo e soberano. Ignorar essa base seria comprometer não apenas a inovação, mas o próprio destino nacional na era digital.

  Mais do que um desafio técnico, trata-se de uma escolha política e civilizatória: se queremos ser apenas consumidores de tecnologia ou protagonistas da economia digital. A relevância desse setor não pode ser ofuscada pelo encantamento e pela popularização das plataformas digitais. É justamente a infraestrutura — a base e a fundação invisível — que sustenta todo o ecossistema digital. Sem ela, as aplicações mais modernas e inovadoras não conseguem ficar de pé.


(Edson Holanda, 29.09.2025. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao. Adaptado)
Ao discutir a transformação digital pela qual passa a sociedade brasileira, o autor deixa evidente que
Alternativas
Q3773115 Medicina
O manejo das crises álgicas vaso-oclusivas é um dos principais desafios no cuidado de pacientes com doença falciforme, exigindo uma abordagem terapêutica rápida e eficaz para o alívio da dor e prevenção de complicações. Sobre a avaliação e o tratamento da crise álgica em pacientes com doença falciforme, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3773114 Saúde Pública
Um gestor municipal de saúde está reestruturando a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e precisa definir o papel e a composição das Equipes de Consultório na Rua. O objetivo é ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde, integrando-os aos demais pontos de atenção da rede. Considerando as normativas vigentes, o gestor deve garantir que a atuação dessas equipes esteja alinhada a um modelo de cuidado específico, que transcenda a simples oferta de procedimentos. Com base no exposto, assinale a alternativa correta sobre a organização e o funcionamento das Equipes de Consultório na Rua.
Alternativas
Q3773113 Saúde Pública
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS visa à inserção de novas abordagens de cuidado, ampliando as opções terapêuticas aos usuários. Um gestor de saúde pretende implementar serviços de acupuntura e homeopatia em uma Unidade Básica de Saúde. Para tal, é necessário compreender o escopo e as diretrizes dessa política. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3773111 Medicina
A gestão da qualidade em um serviço de hemoterapia é crucial para a segurança do ciclo do sangue. Acerca dos requisitos para a garantia da qualidade e gerenciamento de documentos, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O serviço de hemoterapia deve possuir um Manual da Qualidade que descreva o sistema da qualidade e a estrutura organizacional, além de Procedimentos Operacionais Padrão (POP) para todas as atividades.
(__)Todos os registros relacionados ao ciclo do sangue, incluindo os de doação, exames e transfusão, devem ser arquivados e mantidos por um período mínimo de 20 anos.
(__)A validação de um novo processo ou equipamento crítico deve ser realizada antes de seu uso na rotina, mas a revalidação não é necessária em caso de alterações significativas que possam impactar o resultado. (__)A autoavaliação das Boas Práticas no Ciclo do Sangue deve ser realizada pelo menos uma vez a cada dois anos, com o objetivo de verificar o cumprimento dos requisitos e subsidiar ações corretivas.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3773110 Medicina
O manejo de hemorragias maciças requer a implementação de protocolos de transfusão maciça (PTM) para reverter a coagulopatia, a acidose e a hipotermia. A estratégia de reposição hemostática balanceada é crucial. Acerca dos componentes e estratégias em um PTM, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Um protocolo de transfusão maciça moderno preconiza a transfusão de concentrado de hemácias (CH), plasma fresco congelado (PFC) e plaquetas (CP) em uma razão próxima a 1:1:1, visando mimetizar a composição do sangue total e tratar a coagulopatia dilucional e de consumo precocemente.
(__)A administração de ácido tranexâmico, um agente antifibrinolítico, deve ser considerada em pacientes com sangramento traumático, idealmente dentro de 3 horas do trauma, pois demonstrou reduzir a mortalidade por sangramento, mas seu uso é contraindicado se houver suspeita de coagulação intravascular disseminada (CIVD) com componente trombótico.
(__)O uso de crioprecipitado ou concentrado de fibrinogênio deve ser guiado por testes laboratoriais, como a dosagem de fibrinogênio, visando manter os níveis acima de 150-200 mg/dL. A administração empírica sem monitorização laboratorial não é recomendada.
(__)A transfusão de concentrado de hemácias deve ter como alvo um nível de hemoglobina entre 9 e 10 g/dL para otimizar a oferta de oxigênio aos tecidos, uma vez que a "hipotensão permissiva" não se aplica à reposição de massa eritrocitária.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3773108 Medicina
Um homem de 62 anos, tabagista de longa data, é encaminhado para avaliação hematológica devido a achados de eritrocitose em exames de rotina. Ele relata cefaleia ocasional e prurido aquagênico. Ao exame, apresenta-se com pletora facial e esplenomegalia palpável a 4 cm do rebordo costal esquerdo. Hemograma: Hb 19,2 g/dL, Ht 58%, leucócitos 14.500/µL (com neutrofilia e basofilia) e plaquetas 550.000/µL. A saturação de oxigênio é de 95% em ar ambiente e o nível de eritropoetina (EPO) sérica está suprimido (0,8 mU/mL; VR: 4,3-29). A pesquisa molecular no sangue periférico detecta a mutação V617F no gene JAK2. Considerando os critérios diagnósticos da OMS para neoplasias mieloproliferativas, qual a conduta mais adequada para confirmar o diagnóstico e estratificar o risco do paciente? 
Alternativas
Q3773107 Medicina
As imunodeficiências primárias (IDP) ou erros inatos da imunidade são um grupo de doenças genéticas que afetam o desenvolvimento e/ou a função do sistema imune, frequentemente se manifestando com quadros hematológicos. A correta identificação da IDP subjacente a uma manifestação hematológica é crucial para o manejo do paciente. Dado o contexto, analise as afirmativas a seguir.

I.A síndrome de Wiskott-Aldrich, uma imunodeficiência ligada ao X causada por mutações no gene WAS, caracteriza-se pela tríade clássica de microtrombocitopenia, eczema e infecções recorrentes, sendo que a plaquetopenia é resultado de uma produção medular ineficaz e de uma destruição periférica acelerada de plaquetas pequenas e disfuncionais.
II.A Doença Granulomatosa Crônica (DGC) é um defeito na imunidade celular mediada por linfócitos T, que leva à incapacidade de formar granulomas para conter infecções intracelulares, resultando em linfopenia progressiva e infecções virais graves.
III.A Linfo-histiocitose Hemofagocítica (LHH) familiar é uma IDP autossômica recessiva causada por mutações em genes envolvidos na função citotóxica das células T e NK (ex: PRF1, UNC13D), levando a uma ativação imune maciça e descontrolada, com febre, hepatoesplenomegalia, citopenias e hiperferritinemia.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3773106 Medicina
A Anemia Aplásica (AA) é uma doença rara e grave, caracterizada por pancitopenia periférica e medula óssea hipocelular, resultante de uma destruição imunomediada das células-tronco hematopoiéticas. O diagnóstico diferencial com outras causas de falência medular é essencial. Assim, analise as afirmativas a seguir.

I.O diagnóstico de AA requer uma biópsia de medula óssea com celularidade inferior a 25% (ou <50% com menos de 30% de células hematopoiéticas residuais), na ausência de fibrose significativa, infiltrado neoplásico ou displasia proeminente, associada a pelo menos duas das três citopenias periféricas: neutrófilos < 500/µL, plaquetas < 20.000/µL e reticulócitos corrigidos < 1%. 
II.A pesquisa de clones de Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) por citometria de fluxo de alta sensibilidade é um exame complementar dispensável no diagnóstico inicial de AA, devendo ser reservado apenas para casos que não respondem à terapia imunossupressora.
III.O diagnóstico diferencial com a fase hipocelular da Síndrome Mielodisplásica (SMD) pode ser desafiador. A presença de alterações citogenéticas clonais, como a monossomia do 7 ou a deleção do 5q, e a observação de dispoese significativa em pelo menos 10% das células de uma linhagem, favorecem fortemente o diagnóstico de SMD hipocelular em detrimento de AA.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3773105 Medicina
As síndromes mielodisplásicas (SMD) são um grupo heterogêneo de neoplasias clonais caracterizadas por hematopoese ineficaz, citopenias e risco de transformação para leucemia mieloide aguda (LMA). A avaliação prognóstica é fundamental para a decisão terapêutica, e o Sistema Internacional de Escore de Prognóstico Revisado (IPSS-R) é a ferramenta padrão-ouro para essa finalidade. No contexto da aplicação clínica do IPSS-R, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3773103 Medicina
A hemovigilância é essencial para a segurança dos processos hemoterápicos, envolvendo a detecção, registro e análise de eventos adversos. A notificação correta das reações transfusionais ao Sistema Nacional de Hemovigilância é mandatória e segue classificações específicas. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Uma reação febril não hemolítica (RFNH) é definida como a elevação da temperatura corporal ≥ 1°C, associada à transfusão, com temperatura final > 38°C, na ausência de outras causas pirogênicas. A notificação é obrigatória, e o grau de imputabilidade é geralmente classificado como "Definitivo (Grau 3)" se ocorrer até 4 horas após o término da transfusão.
(__)A Lesão Pulmonar Aguda Relacionada à Transfusão (TRALI) é caracterizada por hipoxemia aguda e edema pulmonar não cardiogênico que ocorre durante ou até 6 horas após a transfusão. Para a confirmação do caso, é indispensável a comprovação da presença de anticorpos antileucocitários (anti-HLA ou anti-HNA) no doador e a ausência de fatores de risco para síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) no receptor.
(__)A Sobrecarga Circulatória Associada à Transfusão (TACO) deve ser notificada quando o paciente desenvolve edema pulmonar agudo e há evidência de sobrecarga volêmica, como a elevação do peptídeo natriurético cerebral (BNP). A imputabilidade é considerada "Provável (Grau 2)" mesmo que o paciente tivesse uma condição cardíaca pré-existente. 
(__)A contaminação bacteriana de um hemocomponente, confirmada por hemoculturas concordantes (mesmo microrganismo) do produto e do receptor, deve ser classificada como uma reação imediata, com imputabilidade "Definitiva (Grau 3)", e o evento deve ser notificado como septicemia transfusional.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3773102 Medicina
O sequenciamento de nova geração (NGS) revolucionou o diagnóstico e o prognóstico em hematologia, permitindo a análise de múltiplos genes simultaneamente. Na avaliação de neoplasias mieloides, a identificação de mutações somáticas específicas tem impacto direto na classificação da doença, na estratificação de risco e na escolha de terapias-alvo. Considerando a aplicação de um painel NGS em um paciente com citopenia inexplicada e suspeita de neoplasia mieloide, assinale a alternativa que correlaciona corretamente um gene mutado com seu significado clínico-patológico.
Alternativas
Q3773101 Medicina
Uma mulher de 42 anos, previamente hígida, é trazida ao serviço de emergência com história de 3 dias de confusão mental flutuante, febre e aparecimento de petéquias. Os exames laboratoriais na admissão mostram: Hb 8,1 g/dL, plaquetas 18.000/µL, esquizócitos >3% no sangue periférico, LDH 2.500 U/L, creatinina 1,2 mg/dL e bilirrubina indireta 2,8 mg/dL. O teste de Coombs direto é negativo. A paciente não está grávida e não tem histórico de diarreia sanguinolenta. Diante da forte suspeita de uma microangiopatia trombótica (MAT), a diferenciação entre Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) e Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é fundamental para a terapia de urgência. Qual dos seguintes achados e conduta imediata é o mais apropriado para o caso?
Alternativas
Q3773099 Medicina
A investigação de trombofilias hereditárias é complexa e indicada em cenários clínicos específicos, como trombose idiopática em pacientes jovens ou história familiar positiva. A correta interpretação dos resultados laboratoriais depende do contexto clínico, do uso de medicamentos e do momento da coleta. Sobre a análise dos ensaios para diagnóstico de trombofilias, analise as afirmativas a seguir.

I.A dosagem da atividade da Proteína C e da Proteína S pode apresentar resultados falsamente reduzidos durante a fase aguda de um evento trombótico e durante o uso de anticoagulantes orais antagonistas da vitamina K, sendo recomendável aguardar pelo menos 4 semanas após a suspensão do anticoagulante para a coleta.
II.A pesquisa da mutação do Fator V de Leiden por métodos moleculares (PCR) pode ser realizada a qualquer momento, inclusive na vigência de anticoagulação, mas a avaliação funcional da Resistência à Proteína C Ativada (RPCa) pode sofrer interferência de anticoagulantes como os inibidores diretos do fator Xa.
III.A dosagem de antitrombina por ensaio cromogênico é o método de escolha e não sofre interferência do uso de heparina; portanto, a investigação pode ser realizada de forma fidedigna em pacientes que estão em tratamento com heparina não fracionada ou de baixo peso molecular.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3773097 Medicina
A identificação de anticorpos eritrocitários irregulares é um desafio diagnóstico crucial no laboratório de imunohematologia, com implicações diretas na segurança transfusional. A análise de painéis de hemácias reagentes requer conhecimento sobre a especificidade dos anticorpos e a influência de técnicas laboratoriais. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Um padrão de reatividade em que todas as hemácias do painel, incluindo o autoteste, são positivas em fase de antiglobulina humana (Coombs), mas a reatividade desaparece completamente quando o teste é repetido utilizando soro tratado com ditiotreitol (DTT), é fortemente sugestivo da presença de um aloanticorpo da classe IgM de alta reatividade térmica, como um anti-Jkª.
(__)A presença de um anticorpo que reage com todas as células do painel em todas as fases, incluindo o autocontrole, e cuja reatividade é significativamente mais forte com hemácias tratadas por enzimas proteolíticas (como a papaína), sugere um anticorpo contra um antígeno de alta frequência no sistema Rh, como o anti-e.
(__)Quando um paciente com histórico de múltiplas transfusões apresenta um eluato positivo reativo contra todas as hemácias do painel, enquanto o teste de antiglobulina direto (TAD) é negativo ou fracamente positivo (microscópico), deve-se suspeitar de um anticorpo adsorvido contra um medicamento que se liga à membrana eritrocitária, como a cefotaxima.
(__)Em um paciente com diagnóstico de Anemia Falciforme e aloimunização complexa, a identificação de um anti-Fyª pode ser desafiadora, pois este anticorpo é caracteristicamente lábil e sua reatividade pode diminuir ou desaparecer in vitro após curto período de armazenamento da amostra de soro, resultando em testes falso-negativos.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3773094 Medicina
Um paciente masculino de 34 anos, sem comorbidades prévias, é admitido com um quadro de duas semanas de fadiga progressiva, icterícia e urina escurecida pela manhã. Ao exame físico, apresenta-se pálido, anictérico e com hepatoesplenomegalia discreta. Os exames laboratoriais revelam: Hb 7,8 g/dL, VCM 95 fL, leucócitos 3.200/µL (com neutropenia relativa), plaquetas 88.000/µL, reticulócitos 8% (corrigido: 5,9%), LDH 1.800 U/L, bilirrubina indireta 3,2 mg/dL e haptoglobina indetectável. O teste de antiglobulina direto (Coombs direto) é negativo. A investigação prossegue com citometria de fluxo em eritrócitos e granulócitos, que demonstra ausência de expressão das proteínas CD55 e CD59 em mais de 40% dos granulócitos e 20% dos eritrócitos. Diante deste cenário diagnóstico complexo, a análise crítica da fisiopatologia e das manifestações clínicas é crucial para a conduta. Assinale a alternativa que descreve corretamente a principal complicação associada a esta condição e sua base fisiopatológica.
Alternativas
Q3773093 Medicina
A Síndrome Hipereosinofílica (SHE) é definida por uma contagem de eosinófilos no sangue periférico > 1.500/µL por mais de 6 meses, associada a evidências de dano tecidual/orgânico mediado por eosinófilos. A investigação etiológica é complexa, envolvendo a diferenciação entre formas reativas, mieloproliferativas e idiopáticas. Sobre a abordagem diagnóstica da SHE, analise as afirmativas a seguir.

I.A pesquisa do gene de fusão FIP1L1-PDGFRA por RT-PCR ou FISH é um passo mandatório na investigação, pois sua presença define a variante mieloproliferativa da SHE, que é altamente responsiva ao tratamento com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, mesmo em doses baixas.
II.A demonstração de clonalidade de linfócitos T através da análise de rearranjo do receptor de célula T (TCR) e a identificação de uma população de linfócitos T com fenótipo aberrante (ex: CD3- CD4+) por citometria de fluxo são essenciais para o diagnóstico da SHE variante linfoide.
III.A biópsia de medula óssea em pacientes com SHE geralmente revela hipercelularidade acentuada com mais de 20% de eosinófilos e precursores, sendo este achado suficiente para classificar a doença como Neoplasia Mieloide/Linfoide com Eosinofilia, independentemente de outros marcadores moleculares.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
101: C
102: A
103: B
104: D
105: E
106: C
107: A
108: B
109: A
110: E
111: B
112: E
113: D
114: A
115: A
116: D
117: A
118: A
119: A
120: A