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Eu desconfiava: todas as histórias em quadrinhos são iguais. Todos os filmes norte-americanos são iguais. Todos os filmes de todos os países são iguais. Todos os best-sellers são iguais. Todos os campeonatos nacionais e internacionais de futebol são iguais. Todos os partidos políticos são iguais. Todas as mulheres que andam na moda são iguais. Todas as experiências de sexo são iguais. Todos os sonetos, gazéis, virelais, sextinas e rondós são iguais. E todos, todos os poemas em versos livres são enfadonhamente iguais.
Todas as guerras do mundo são iguais. Todas as fomes são iguais. Todos os amores iguais, iguais, iguais. Iguais todos os rompimentos. A morte é igualíssima. Todas as criações da natureza são iguais. Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais. Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.
A paixão medida (1980). 8 ed. Rio de Janeiro: Record, 2002, p. 77-78. Carlos Drummod de Andrade © Graña Drummond www.carlosdrummond.com.br
Das afirmações seguintes:
I. É possível afirmar que o poema encontra-se dividido basicamente em quatro partes
II. O vocábulo “contudo” é responsável por introduzir a segunda parte do poema.
III. A frase “Todo ser humano é um estranho ímpar” equivale a “cada um dos seres humanos é diferente dos demais”.
Toda terça-feira o professor de geografia propõe a difícil tarefa de procurar no atlas algum lugar diferente para ser localizado e estudado. Essa semana foi o vulcão Vesúvio.
Analisando as afirmativas que contém comandos das teclas de atalho no Microsoft Word 2003,
I. Ctrl+C: é usado para copiar textos.
II. Atl+Tab: é usado para alternar entre documentos abertos.
III. Ctrl+P: visualiza a primeira página do documento ativo.
IV. Alt+A: é usado para abrir a janela Abrir.
V. Alt+I: usado para formatar com o estilo itálico um(a) texto ou palavra selecionado(a).
é possível afirmar que apenas
Considerando as proposições a seguir com relação a operações no Windows XP,
I. Pressionar simultaneamente as teclas Ctrl e D.
II. Pressionar a tecla Delete.
III. Pressionar simultaneamente as teclas Alt e D.
IV. Pressionar simultaneamente as teclas Shift e Delete.
V. Pressionar a tecla D.
é possível excluir ou apagar um objeto a partir das operações
1ª coluna 2ª coluna
1. PDF ( ) Excel
2. HTM ( ) Acrobat Reader
3. XLS ( ) Windows Media Player
4. WMV ( ) Internet Explorer
A sequência correta, de cima para baixo, está na opção
Dadas as proposições a seguir sobre o Windows XP,
I. É possível exibir as janelas abertas na Área de Trabalho em modo cascata clicando-se com o botão direito do mouse sobre a barra de tarefas e escolhendo a opção“Janelas em cascata”.
II. Para minimizar todas as janelas abertas e mostrar apenasa Área de Trabalho na tela, deve-se utilizar o atalho deteclas Ctrl+A.
III. É possível abrir o aplicativo Calculadora a partir da sequência de opções de menu: Iniciar → Todos os Programas → Acessórios → Calculadora.
verifica-se que está(ão) correta(s)
Dados os períodos abaixo em relação à flexão do infinitivo,
I. Alguns chefes pensam que têm o direito de manipularem a vida de seus empregados.
II. Os candidatos não tiveram tempo de terminar o questionário.
III. Deixe-me dizer que te amo.
IV. Joana afirmou existirem muitas informações conflitantes nos depoimentos dos acusados.
é correto afirmar que
Dados os períodos abaixo,
I. “Você fez o que te pedi?”
II. “Ninguém viu ele”.
III. “Maria, ponha isso lá fora junto com as outras”.
IV. “Calma, seu José!”
marque a opção que apresenta uma afirmação correta sobre o emprego dos pronomes.
Um apólogo
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
– Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?
– Deixe-me, senhora.
– Que a deixe? Que a deixe, por quê? Por que lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
– Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
– Mas você é orgulhosa.
– Decerto que sou.
– Mas por quê?
– É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
– Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu?
– Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
– Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando...
– Também os batedores vão adiante do imperador.
– Você é imperador?
– Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
[...]
– Ora agora, diga-me quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha:
– Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:– Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!
(Machado de Assis)
Sobre a compreensão do texto,
I. Somente há trechos que revelam a linha e a agulha como objetos de costura.
II. Como a agulha e a linha são tratadas no seu sentido próprio, não se pode dizer que o texto tem um caráter metafórico.
III. De acordo com o texto, linha e agulha desempenham igualmente funções importantes.
IV. Agulha e linha guardam traços humanos ao mesmo tempo que apresentam a dimensão de objetos.
assinale a opção que apresenta uma análise correta das proposições acima.