Questões de Concurso Comentadas para nível fundamental

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Q3199034 História e Geografia de Estados e Municípios
Um dos elementos que justificam o município de Sinop ser popularmente conhecido como a “Capital do Nortão” é:
Alternativas
Q3199033 História e Geografia de Estados e Municípios
O nome de Sinop é originado das letras iniciais da Colonizadora que projetou o município na década de 1970, a Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná. Nesse sentido, podemos reconhecer que a fundação de Sinop:
Alternativas
Q3199032 História e Geografia de Estados e Municípios
Em termos climáticos, o município de Sinop é marcado pela: 
Alternativas
Q3199031 História e Geografia de Estados e Municípios
Um dos elementos que favorecem o desenvolvimento da agricultura e pecuária no município de Sinop é:
Alternativas
Q3199030 História e Geografia de Estados e Municípios

A administração municipal de Sinop tem procurado investir bastante no Turismo, também uma importante fonte de recursos para a cidade.


Como atrativos oferecidos pelo município, destacam-se:

Alternativas
Q3199029 História e Geografia de Estados e Municípios
Segundo o Censo realizado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – em 2022, a população do município de Sinop totalizou 196.312 habitantes. Mas foi apenas no início da década de 1970, quando chegaram as primeiras famílias provenientes dos Estados da Região Sul, que começou a ocupação populacional que deu origem à cidade. A principal inciativa responsável por essa ocupação foi: 
Alternativas
Q3199028 História e Geografia de Estados e Municípios

“Dentro do contexto histórico, a região norte de Mato Grosso foi determinante para os avanços em agricultura no estado. Uma soma de solo fértil, clima, terras amplas e boa topografia, além da aptidão para a prestação de serviços.”


(Extraído em 12/01/2022 de: www.revistanoticiamt.com.br/noticias/sinop/agro-quemovimenta-839)


A contribuição da economia de Sinop para o desenvolvimento desse Polo Econômico do estado de Mato Grosso pode ser confirmada pela:

Alternativas
Q3199017 Português
A única frase em que o acento grave, indicador de crase, está adequadamente empregado é:
Alternativas
Q3199016 Português
A palavra ASSOMBRO é:
Alternativas
Q3199015 Português
A única frase em que todas as palavras estão corretamente acentuadas é:
Alternativas
Q3199014 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

“E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira” (5º parágrafo). Nesse trecho, os travessões foram empregados para:
Alternativas
Q3199013 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

“E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno” (5º parágrafo). Nesse trecho, a palavra destacada cumpre papel sintático de: 
Alternativas
Q3199012 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

“Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores” (3º parágrafo). À luz da norma-padrão, o trecho destacado poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3199011 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

Em “Quando percebi que se tratava de um loteamento [...]” (2º parágrafo), o verbo em destaque está flexionado no:
Alternativas
Q3199010 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

Em “Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele” (1º parágrafo), os termos destacados são classificados, respectivamente, como:
Alternativas
Q3199009 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

“Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil” (2º parágrafo). O verbo em destaque tem como referente:
Alternativas
Q3199008 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

“[...] cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira [...]” (5º parágrafo). Nesse trecho, o conectivo em destaque tem sentido de:
Alternativas
Q3199007 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

O texto é narrado em primeira pessoa. Logo, o narrador é: 
Alternativas
Q3199006 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

Em termos cronológicos, a compra do terreno: 
Alternativas
Q3199005 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

Com relação às personagens, o texto apresenta: 
Alternativas
Respostas
1981: A
1982: B
1983: B
1984: C
1985: A
1986: C
1987: B
1988: C
1989: B
1990: A
1991: D
1992: B
1993: B
1994: C
1995: D
1996: B
1997: C
1998: A
1999: D
2000: A