Questões de Concurso Comentadas para repórter

Foram encontradas 111 questões

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Q3594622 Jornalismo
Sobre movimento de câmera, é correto afirmar que no movimento
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Q3594621 Jornalismo
Quando a câmera está distante do objeto, de forma que ele ocupe uma pequena parte do cenário, tem-se um plano que valoriza a ambientação. Tomadas de imagem com essa característica são chamadas de
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Q3594620 Jornalismo
“Quando o repórter fala em pé, diretamente para a câmera, no local onde acontece a notícia, diz-se que o trecho de sua participação corresponde a _____________. Esta ação pode estar no meio da matéria, como um recurso de narrativa, ou, no caso de o repórter não ter tido acesso ao acontecimento, consistir em uma reportagem por si só. Neste caso, o termo usado é ____________ .”
(Ivo Yorke. Telejornalismo, 2007)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
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Q3594619 Jornalismo
A TV Câmara de Marília, ao fazer a prova prática para a contratação de um redator, apresentou uma questão que solicitava ao candidato o copy desk da seguinte notícia: “Governo municipal vai investir três milhões para acabar com a poluição considerando que essa ação é importante para a preservação da região metropolitana”.

Foram aceitos como corretos os textos reescritos
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Q3594618 Jornalismo
O editor do rádio jornal de uma emissora local vetou a redação da seguinte notícia: “Foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Marília projeto que dispõe sobre o procedimento para a instalação de infraestrutura de suporte para a Estação Transmissora de Radiocomunicação”

O principal motivo do veto apresentado pelo editor se prende ao fato de o texto
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Q3594592 Noções de Informática
Um usuário tem um arquivo salvo localmente na pasta C:\Temp do seu computador, com Microsoft Windows 10, em sua configuração-padrão, que não está compartilhado em nenhuma nuvem. Depois, esse usuário faz o upload desse arquivo para o Microsoft Teams, também em sua configuração-padrão, para um canal do qual ele é membro, compartilhando-o com os demais membros desse canal. Em seguida, o usuário apaga o arquivo de seu computador

Assinale a alternativa que indica o que acontece com esse arquivo no Teams para os demais membros ativos do canal, considerando que se trata de um Teams e canal corporativo, apenas com usuários internos.
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Q3594591 Noções de Informática
Assinale a alternativa que apresenta o termo de pesquisa usado no Google, em sua configuração-padrão, para pesquisar por sites que contenham a palavra contabilidade, mas que não tenham o termo imposto de renda. 
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Q3594589 Noções de Informática
Um contador precisa redigir uma declaração de dívidas com fornecedores no Microsoft Word 2016, em sua configuração-padrão. Mas esse contador precisa que o logotipo apareça de forma automática em todas as páginas. Para isso, sem considerar nenhuma configuração especial, e de forma que a ação seja feita apenas uma vez, o logotipo deve ser inserido
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Q3594588 Noções de Informática
Considere uma pasta chamada documentos em um computador com Microsoft Windows 10, em sua configuração original, contendo um arquivo chamado Controle.txt. Um usuário executou os seguintes passos:

I. Abriu essa pasta Documentos usando o Explorador de Arquivos (também em sua configuração original)
II. Selecionou este arquivo
III. Pressionou as teclas CTRL+C
IV. Minimizou todas as janelas abertas
V. Pressionou as teclas CTRL+V

O arquivo Controle.txt foi __________ para a __________ com o passo III, e foi colado na _________ no passo V.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto, considerando que o usuário possui todos os privilégios para executar com sucesso essa operação. 
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Q3594586 Matemática
O resultado de uma enquete sobre a disciplina preferida entre alunos do ensino médio de uma escola aparece na tabela a seguir:

Q19.png (274×200)

Com esses dados foi construído um gráfico de setores circulares com um setor para cada disciplina. Seja A, a soma das medidas dos ângulos centrais dos setores referentes a História, Química e Matemática e seja B essa soma dos setores referentes a Português e Física, o resultado de A – B é igual a
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Q3594577 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de colocação dos pronomes.
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Q3594576 Português
Foi escrita em conformidade com a norma-padrão de concordância a frase:
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Q3594575 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
Considere as frases:

• A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. (2° parágrafo)
•  … só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas. (3° parágrafo)

É correto afirmar que as expressões destacadas estabelecem, respectivamente, relações de sentido de
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Q3594574 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
Considere os trechos:

•  … o curso natural da doença levou à amputação das pernas (2° parágrafo)
•  O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? (2° parágrafo)

Assinale a alternativa que substitui as expressões destacadas, respectivamente, em conformidade com a norma-padrão de regência e de emprego do sinal indicativo de crase.
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Q3594573 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
Assinale a alternativa em que o tempo verbal empregado no trecho destacado expressa incerteza.
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Q3594572 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
Em “Quando ia embora, deixava um rastro de paz” (1° parágrafo), a vírgula foi empregada pelo mesmo motivo pelo qual é usada no trecho: 
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Q3594571 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
Com base no texto, é correto concluir que a narradora amputou as pernas de suas bonecas como uma forma de
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Q3594570 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Dr. Aranha era para mim o ser mais poderoso e misterioso do mundo. Depois de atender minha avó, ele sempre ficava um pouco mais. Entre cafés, biscoitos de polvilho e bolo de laranja, seguia com algumas conversas mais amenas, gesticulando suas mãos imensas diante de meus pequenos olhos atentos. Na hora de sair, me beijava a testa e fazia crescer em mim a vontade de beijar testas também. Quando ia embora, deixava um rastro de paz. Era impressionante como minha avó melhorava só de vê-lo. Minha mãe voltava a sorrir, cheia de esperança na nova receita.

    A vida seguia, mas, entre altos e baixos, o curso natural da doença levou à amputação das pernas. A esperança de a dor passar com a amputação também acabou rapidamente: ela persistia. Diagnóstico aterrorizante para uma criança: minha avó tinha uma dor fantasma. Dor fantasma… Teria sido possível exorcizá-la? Mandar a dor fantasma seguir seu caminho evolutivo? Tirá-la do purgatório e libertá-la rumo ao céu das dores? Ou poderíamos condená-la ao inferno, onde ficaria por toda a eternidade e nunca mais amedrontaria ninguém por aqui? O que faço eu, ainda viva, para combater uma dor fantasma? Rezar não adiantou.

    Amputei as pernas finas ou gordas de todas as minhas bonecas. Nenhuma escapou ao destino cruel da semelhança. Só a Rosinha, que viera de fábrica com as pernas cruzadas, como um Buda, ficou inteira. Hoje ainda me pergunto: a escolha de se manter sentada nos protege de andar e de perder as pernas no caminho? Mas a Rosinha ganhou marcas “cirúrgicas” de canetinha, só para me lembrar de que, mesmo se eu quiser me manter sentada, a vida deixará suas marcas.

    Então, aos 7 anos, eu já tinha uma enfermaria que cuidava da dor das bonecas. No meu hospital ninguém tinha dor. Minha avó ria e dizia que queria ser cuidada no meu hospital. E eu prometia que cuidaria dela e que nunca mais teria nenhuma dor.


(Ana Claudia Quintana Arantes. A morte é um dia que vale a pena viver. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2016.) 
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que a narradora, em relação ao Dr. Aranha, manifesta
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Q3594568 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:

Q1_2.png (692×221)

(Quino. 10 anos com Mafalda. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010)
Em relação ao efeito de humor da tira, é correto afirmar que ele se deve ao fato de que a menina
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Q1630829 Jornalismo
Um histograma:
Alternativas
Respostas
21: B
22: E
23: E
24: C
25: A
26: D
27: C
28: B
29: E
30: C
31: C
32: D
33: A
34: C
35: B
36: A
37: C
38: E
39: B
40: A