Questões de Concurso Comentadas para agente administrativo

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Q2502023 História e Geografia de Estados e Municípios
    O gentílico é uma classe de palavras que designa um indivíduo de acordo com o seu local de nascimento ou residência. Trata-se de um grupo à parte de adjetivos relacionados a países, estados, continentes, regiões, províncias, cidades, aldeias, vilas e povoados, os quais designam um local geograficamente delimitado, sendo a variação linguística ou a materialização de uma expressão de nome geográfico.

Nesse sentido, o gentílico de União de Minas/MG está expresso em:
Alternativas
Q2502022 História e Geografia de Estados e Municípios
    O número de vereadores de um município está relacionado ao seu número de habitantes. Para garantir a representação e a devida proporcionalidade, a Lei Orgânica de cada município define o número exato de vereadores, respeitados os limites impostos pela Constituição Federal.

De acordo com a quantidade de habitantes, bem como sua Lei Orgânica Municipal, o número de vereadores da Câmara Municipal de União de Minas/MG será de:
Alternativas
Q2502021 História e Geografia de Estados e Municípios

Leia o texto que se segue sobre a fundação do município de União de Minas/MG.


    “[...] Logo a pequena Vila passou a chamar-se “Bela Vista do Porteirão” pela ampla vista que o local oferecia. Por serem católicos, os fundadores doaram à Diocese de Uberaba meio alqueire para construção de uma capela, em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. Daí em diante foram chegando várias famílias, entre eles o caminhoneiro e comerciante Sayd Yunes e o político Élcio de Souza, que também fez muito pela comunidade mudando a denominação de “Bela Vista do Porteirão” para “União”, o que ocasionou uma grande festa para arrecadação de fundos para prover o que faltava à comunidade.”

(Fonte: www.uniaodeminas.mg.gov.br).


O Distrito de União de Minas/MG foi criado pela Lei nº 6769, de 13 de maio de 1976 e instalado sob o Decreto nº 18096, de 25 de setembro de 1976, já sua emancipação ocorreu tempos depois, no decorrer da década de 1990.


Diante disso, assinale a alternativa que apresenta a data correta da emancipação de União de Minas/MG.

Alternativas
Q2502020 Português
Crônica sobre Triangulo Mineiro - MG

    No coração do Brasil, entre colinas verdejantes e rios sinuosos, encontra-se o Triângulo Mineiro, uma região que mescla história, cultura e uma paisagem deslumbrante.
    Numa manhã típica, o sol desponta timidamente sobre as plantações de café que adornam as encostas, pintando o horizonte com tons dourados. Nas cidades, o movimento começa cedo: o aroma inconfundível do café recém-coado paira no ar, enquanto os moradores se preparam para mais um dia.
    Em Uberlândia, um dos principais centros urbanos do Triângulo, a mistura de tradição e modernidade é evidente. Ruas movimentadas contrastam com casarões históricos, testemunhas silenciosas do passado glorioso da região. Em cada esquina, há uma história para ser contada, seja sobre a influência da imigração italiana na culinária local ou sobre as lendas que permeiam os campos e matas.
    Já em Uberaba, a tradição rural se faz presente de forma marcante. O gado nelore pasta tranquilamente nos extensos pastos, enquanto os vaqueiros se preparam para mais um dia de trabalho nas fazendas. O fervor religioso também é palpável, com a imponente Catedral Metropolitana dominando o skyline da cidade e os sinos anunciando a hora da oração.
    E não se pode esquecer de Araguari, cidade que respira história e cultura. Suas praças tranquilas convidam os moradores a desacelerar o ritmo frenético do dia a dia e apreciar a beleza simples da vida. É lá que a música sertaneja ressoa nos bares à noite, acompanhada pelo tilintar dos copos de cerveja e pelas risadas dos amigos. O Triângulo Mineiro é muito mais do que apenas uma região geográfica; é um lugar onde o passado e o presente se encontram em perfeita harmonia, onde a natureza exuberante serve como pano de fundo para as histórias e experiências únicas de seus habitantes. É uma terra de contrastes e diversidade, onde cada cidade conta sua própria narrativa, mas todas compartilham o mesmo sentimento de orgulho por fazerem parte deste pedaço especial do Brasil.

    (Texto de Professor Ricardo Menezes)
O que é destacado sobre Araguari no texto?
Alternativas
Q2502019 Português
Crônica sobre Triangulo Mineiro - MG

    No coração do Brasil, entre colinas verdejantes e rios sinuosos, encontra-se o Triângulo Mineiro, uma região que mescla história, cultura e uma paisagem deslumbrante.
    Numa manhã típica, o sol desponta timidamente sobre as plantações de café que adornam as encostas, pintando o horizonte com tons dourados. Nas cidades, o movimento começa cedo: o aroma inconfundível do café recém-coado paira no ar, enquanto os moradores se preparam para mais um dia.
    Em Uberlândia, um dos principais centros urbanos do Triângulo, a mistura de tradição e modernidade é evidente. Ruas movimentadas contrastam com casarões históricos, testemunhas silenciosas do passado glorioso da região. Em cada esquina, há uma história para ser contada, seja sobre a influência da imigração italiana na culinária local ou sobre as lendas que permeiam os campos e matas.
    Já em Uberaba, a tradição rural se faz presente de forma marcante. O gado nelore pasta tranquilamente nos extensos pastos, enquanto os vaqueiros se preparam para mais um dia de trabalho nas fazendas. O fervor religioso também é palpável, com a imponente Catedral Metropolitana dominando o skyline da cidade e os sinos anunciando a hora da oração.
    E não se pode esquecer de Araguari, cidade que respira história e cultura. Suas praças tranquilas convidam os moradores a desacelerar o ritmo frenético do dia a dia e apreciar a beleza simples da vida. É lá que a música sertaneja ressoa nos bares à noite, acompanhada pelo tilintar dos copos de cerveja e pelas risadas dos amigos. O Triângulo Mineiro é muito mais do que apenas uma região geográfica; é um lugar onde o passado e o presente se encontram em perfeita harmonia, onde a natureza exuberante serve como pano de fundo para as histórias e experiências únicas de seus habitantes. É uma terra de contrastes e diversidade, onde cada cidade conta sua própria narrativa, mas todas compartilham o mesmo sentimento de orgulho por fazerem parte deste pedaço especial do Brasil.

    (Texto de Professor Ricardo Menezes)
Qual é a característica marcante de Uberaba, conforme descrito no texto?
Alternativas
Q2502018 Português
Crônica sobre Triangulo Mineiro - MG

    No coração do Brasil, entre colinas verdejantes e rios sinuosos, encontra-se o Triângulo Mineiro, uma região que mescla história, cultura e uma paisagem deslumbrante.
    Numa manhã típica, o sol desponta timidamente sobre as plantações de café que adornam as encostas, pintando o horizonte com tons dourados. Nas cidades, o movimento começa cedo: o aroma inconfundível do café recém-coado paira no ar, enquanto os moradores se preparam para mais um dia.
    Em Uberlândia, um dos principais centros urbanos do Triângulo, a mistura de tradição e modernidade é evidente. Ruas movimentadas contrastam com casarões históricos, testemunhas silenciosas do passado glorioso da região. Em cada esquina, há uma história para ser contada, seja sobre a influência da imigração italiana na culinária local ou sobre as lendas que permeiam os campos e matas.
    Já em Uberaba, a tradição rural se faz presente de forma marcante. O gado nelore pasta tranquilamente nos extensos pastos, enquanto os vaqueiros se preparam para mais um dia de trabalho nas fazendas. O fervor religioso também é palpável, com a imponente Catedral Metropolitana dominando o skyline da cidade e os sinos anunciando a hora da oração.
    E não se pode esquecer de Araguari, cidade que respira história e cultura. Suas praças tranquilas convidam os moradores a desacelerar o ritmo frenético do dia a dia e apreciar a beleza simples da vida. É lá que a música sertaneja ressoa nos bares à noite, acompanhada pelo tilintar dos copos de cerveja e pelas risadas dos amigos. O Triângulo Mineiro é muito mais do que apenas uma região geográfica; é um lugar onde o passado e o presente se encontram em perfeita harmonia, onde a natureza exuberante serve como pano de fundo para as histórias e experiências únicas de seus habitantes. É uma terra de contrastes e diversidade, onde cada cidade conta sua própria narrativa, mas todas compartilham o mesmo sentimento de orgulho por fazerem parte deste pedaço especial do Brasil.

    (Texto de Professor Ricardo Menezes)
Qual é a descrição do Triângulo Mineiro apresentada no texto?
Alternativas
Q2502013 Português

                                                                      Catar feijão


Catar feijão se limita com escrever:

jogam-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.


Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.


Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a como o risco.


                                                                                                          (Texto de João Cabral de Melo Neto)

O que a presença de uma pedra entre os grãos de feijão representa na analogia proposta pelo autor?
Alternativas
Q2502012 Português

                                                                      Catar feijão


Catar feijão se limita com escrever:

jogam-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.


Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.


Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a como o risco.


                                                                                                          (Texto de João Cabral de Melo Neto)

Qual é o objetivo do autor ao mencionar "jogar fora o que boiar" no texto?
Alternativas
Q2502011 Português

                                                                      Catar feijão


Catar feijão se limita com escrever:

jogam-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.


Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.


Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a como o risco.


                                                                                                          (Texto de João Cabral de Melo Neto)

Qual é a principal analogia utilizada pelo autor no texto "Catar Feijão"?

Alternativas
Q2501099 Conhecimentos Gerais
O Censo (IBGE, 2022), revela que aproximadamente 45% da população brasileira se declararam:
Alternativas
Q2501098 Conhecimentos Gerais
O documento final do último dia de atividades do Acampamento Terra Livre 2024, reafirma a luta dos povos indígenas contra o marco temporal e afirma, em letras maiúsculas: "NOSSO MARCO É ANCESTRAL! SEMPRE ESTIVEMOS AQUI!"

Os indígenas são contra o marco temporal porque:
Alternativas
Q2501095 Português
A maternidade é para mim?

A pergunta correta é: você quer que seja?
Ana Fontes | 10.mai.2024 

        Mais um domingo de Dia das Mães chegando, campanhas publicitárias caríssimas de um lado, cartazes de "aqui está o presente da sua mãe" na prateleira de Tupperware do mercado do outro. A coluna de hoje é uma carta aberta às mães.
        Se você me perguntar qual é o trabalho mais complexo do mundo, direi que é ser mãe. A verdade é que não há desafios em uma empresa que se comparem aos desafios da maternidade. Ser mãe envolve se desdobrar em desafios físicos, emocionais e, principalmente, sociais. No Brasil, as mulheres representam mais da metade da população (e são mães da outra metade). A maternidade deveria ser uma pauta essencial a ser discutida no trabalho, na política e na sociedade.
        Apesar de este texto ser voltado para mães, percebo a maternidade como uma escolha livre para as mulheres. Ela não deve ser encarada como o único caminho para nós. Definitivamente, não estou entre aqueles que acreditam que a mulher nasceu para ser mãe; você nasceu e pode se tornar quem e o que quiser.
        Observo mulheres enfrentando o dilema de quando ser mãe e como isso afetará suas carreiras. Essa situação, além de desafiadora, não deveria nos impor pressa ou medo na realização de nossos sonhos, nem nos obrigar a sacrificar outras áreas de nossas vidas. Mas a gente sabe que a realidade não é assim.
        Sem querer romantizar, mas, [como] mulher e rodeada de outras, nós sabemos, mais do que ninguém, [como] fazer do limão uma limonada. Apesar de o mundo não ser feito para nós, ele é feito por nós. Diversos estudos mostram que as habilidades adquiridas na maternidade são valiosas no ambiente de trabalho. A capacidade de gerenciar tarefas, de tomar decisões e de resolver problemas de forma criativa é uma competência adquirida ao longo dessa jornada louca que é maternar.
        E sim, para que isso aconteça, a gente precisa de mulheres e de mulheres-mães no poder para que licença maternidade não seja sinônimo de demissão quando esse período acabar. Que não precisemos passar por sufoco para conseguir creches e pré-escolas acessíveis e de qualidade, que as empresas enxerguem a flexibilidade de horários como algo normal na rotina de qualquer ser humano, que salários justos e oportunidades sejam iguais para homens e mulheres. Precisamos de nós tomando decisões por nós, já que sabemos onde o calo aperta.
        Mas hoje vim falar sobre o respeito que parece que as mulheres não recebem por suas escolhas. Então, que, nos próximos dias das mães — cientes de que não será logo —, a gente enxergue a verdadeira contribuição delas para o mundo, que a maternidade não tenha gosto de culpa e muito menos de fim do mundo. Que a maternidade seja celebrada por quem decidiu vivenciá-la e respeitada por quem não quis. No final, sempre somos nós por nós.

FONTES, Ana. A maternidade é para mim? Folha de São Paulo, 10 de maio de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/anafontes/2024/05/a-maternidade-e-para-mim.shtml. Acesso em: 11 mai. 2024. Adaptado.
Qual(is) é(são) o(s) núcleo(s) do sujeito do verbo “ser” em destaque no quinto parágrafo do texto?
Alternativas
Q2501093 Português
A maternidade é para mim?

A pergunta correta é: você quer que seja?
Ana Fontes | 10.mai.2024 

        Mais um domingo de Dia das Mães chegando, campanhas publicitárias caríssimas de um lado, cartazes de "aqui está o presente da sua mãe" na prateleira de Tupperware do mercado do outro. A coluna de hoje é uma carta aberta às mães.
        Se você me perguntar qual é o trabalho mais complexo do mundo, direi que é ser mãe. A verdade é que não há desafios em uma empresa que se comparem aos desafios da maternidade. Ser mãe envolve se desdobrar em desafios físicos, emocionais e, principalmente, sociais. No Brasil, as mulheres representam mais da metade da população (e são mães da outra metade). A maternidade deveria ser uma pauta essencial a ser discutida no trabalho, na política e na sociedade.
        Apesar de este texto ser voltado para mães, percebo a maternidade como uma escolha livre para as mulheres. Ela não deve ser encarada como o único caminho para nós. Definitivamente, não estou entre aqueles que acreditam que a mulher nasceu para ser mãe; você nasceu e pode se tornar quem e o que quiser.
        Observo mulheres enfrentando o dilema de quando ser mãe e como isso afetará suas carreiras. Essa situação, além de desafiadora, não deveria nos impor pressa ou medo na realização de nossos sonhos, nem nos obrigar a sacrificar outras áreas de nossas vidas. Mas a gente sabe que a realidade não é assim.
        Sem querer romantizar, mas, [como] mulher e rodeada de outras, nós sabemos, mais do que ninguém, [como] fazer do limão uma limonada. Apesar de o mundo não ser feito para nós, ele é feito por nós. Diversos estudos mostram que as habilidades adquiridas na maternidade são valiosas no ambiente de trabalho. A capacidade de gerenciar tarefas, de tomar decisões e de resolver problemas de forma criativa é uma competência adquirida ao longo dessa jornada louca que é maternar.
        E sim, para que isso aconteça, a gente precisa de mulheres e de mulheres-mães no poder para que licença maternidade não seja sinônimo de demissão quando esse período acabar. Que não precisemos passar por sufoco para conseguir creches e pré-escolas acessíveis e de qualidade, que as empresas enxerguem a flexibilidade de horários como algo normal na rotina de qualquer ser humano, que salários justos e oportunidades sejam iguais para homens e mulheres. Precisamos de nós tomando decisões por nós, já que sabemos onde o calo aperta.
        Mas hoje vim falar sobre o respeito que parece que as mulheres não recebem por suas escolhas. Então, que, nos próximos dias das mães — cientes de que não será logo —, a gente enxergue a verdadeira contribuição delas para o mundo, que a maternidade não tenha gosto de culpa e muito menos de fim do mundo. Que a maternidade seja celebrada por quem decidiu vivenciá-la e respeitada por quem não quis. No final, sempre somos nós por nós.

FONTES, Ana. A maternidade é para mim? Folha de São Paulo, 10 de maio de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/anafontes/2024/05/a-maternidade-e-para-mim.shtml. Acesso em: 11 mai. 2024. Adaptado.
No sexto parágrafo do texto, a estruturação do período grifado em torno do modo subjuntivo confere a esse período, diante do contexto em que ele se encontra, um sentido de: 
Alternativas
Q2501092 Português
A maternidade é para mim?

A pergunta correta é: você quer que seja?
Ana Fontes | 10.mai.2024 

        Mais um domingo de Dia das Mães chegando, campanhas publicitárias caríssimas de um lado, cartazes de "aqui está o presente da sua mãe" na prateleira de Tupperware do mercado do outro. A coluna de hoje é uma carta aberta às mães.
        Se você me perguntar qual é o trabalho mais complexo do mundo, direi que é ser mãe. A verdade é que não há desafios em uma empresa que se comparem aos desafios da maternidade. Ser mãe envolve se desdobrar em desafios físicos, emocionais e, principalmente, sociais. No Brasil, as mulheres representam mais da metade da população (e são mães da outra metade). A maternidade deveria ser uma pauta essencial a ser discutida no trabalho, na política e na sociedade.
        Apesar de este texto ser voltado para mães, percebo a maternidade como uma escolha livre para as mulheres. Ela não deve ser encarada como o único caminho para nós. Definitivamente, não estou entre aqueles que acreditam que a mulher nasceu para ser mãe; você nasceu e pode se tornar quem e o que quiser.
        Observo mulheres enfrentando o dilema de quando ser mãe e como isso afetará suas carreiras. Essa situação, além de desafiadora, não deveria nos impor pressa ou medo na realização de nossos sonhos, nem nos obrigar a sacrificar outras áreas de nossas vidas. Mas a gente sabe que a realidade não é assim.
        Sem querer romantizar, mas, [como] mulher e rodeada de outras, nós sabemos, mais do que ninguém, [como] fazer do limão uma limonada. Apesar de o mundo não ser feito para nós, ele é feito por nós. Diversos estudos mostram que as habilidades adquiridas na maternidade são valiosas no ambiente de trabalho. A capacidade de gerenciar tarefas, de tomar decisões e de resolver problemas de forma criativa é uma competência adquirida ao longo dessa jornada louca que é maternar.
        E sim, para que isso aconteça, a gente precisa de mulheres e de mulheres-mães no poder para que licença maternidade não seja sinônimo de demissão quando esse período acabar. Que não precisemos passar por sufoco para conseguir creches e pré-escolas acessíveis e de qualidade, que as empresas enxerguem a flexibilidade de horários como algo normal na rotina de qualquer ser humano, que salários justos e oportunidades sejam iguais para homens e mulheres. Precisamos de nós tomando decisões por nós, já que sabemos onde o calo aperta.
        Mas hoje vim falar sobre o respeito que parece que as mulheres não recebem por suas escolhas. Então, que, nos próximos dias das mães — cientes de que não será logo —, a gente enxergue a verdadeira contribuição delas para o mundo, que a maternidade não tenha gosto de culpa e muito menos de fim do mundo. Que a maternidade seja celebrada por quem decidiu vivenciá-la e respeitada por quem não quis. No final, sempre somos nós por nós.

FONTES, Ana. A maternidade é para mim? Folha de São Paulo, 10 de maio de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/anafontes/2024/05/a-maternidade-e-para-mim.shtml. Acesso em: 11 mai. 2024. Adaptado.
Quais são os respectivos sentidos veiculados pela palavra “como” nas ocorrências destacadas no quinto parágrafo do texto?
Alternativas
Q2501091 Português
A maternidade é para mim?

A pergunta correta é: você quer que seja?
Ana Fontes | 10.mai.2024 

        Mais um domingo de Dia das Mães chegando, campanhas publicitárias caríssimas de um lado, cartazes de "aqui está o presente da sua mãe" na prateleira de Tupperware do mercado do outro. A coluna de hoje é uma carta aberta às mães.
        Se você me perguntar qual é o trabalho mais complexo do mundo, direi que é ser mãe. A verdade é que não há desafios em uma empresa que se comparem aos desafios da maternidade. Ser mãe envolve se desdobrar em desafios físicos, emocionais e, principalmente, sociais. No Brasil, as mulheres representam mais da metade da população (e são mães da outra metade). A maternidade deveria ser uma pauta essencial a ser discutida no trabalho, na política e na sociedade.
        Apesar de este texto ser voltado para mães, percebo a maternidade como uma escolha livre para as mulheres. Ela não deve ser encarada como o único caminho para nós. Definitivamente, não estou entre aqueles que acreditam que a mulher nasceu para ser mãe; você nasceu e pode se tornar quem e o que quiser.
        Observo mulheres enfrentando o dilema de quando ser mãe e como isso afetará suas carreiras. Essa situação, além de desafiadora, não deveria nos impor pressa ou medo na realização de nossos sonhos, nem nos obrigar a sacrificar outras áreas de nossas vidas. Mas a gente sabe que a realidade não é assim.
        Sem querer romantizar, mas, [como] mulher e rodeada de outras, nós sabemos, mais do que ninguém, [como] fazer do limão uma limonada. Apesar de o mundo não ser feito para nós, ele é feito por nós. Diversos estudos mostram que as habilidades adquiridas na maternidade são valiosas no ambiente de trabalho. A capacidade de gerenciar tarefas, de tomar decisões e de resolver problemas de forma criativa é uma competência adquirida ao longo dessa jornada louca que é maternar.
        E sim, para que isso aconteça, a gente precisa de mulheres e de mulheres-mães no poder para que licença maternidade não seja sinônimo de demissão quando esse período acabar. Que não precisemos passar por sufoco para conseguir creches e pré-escolas acessíveis e de qualidade, que as empresas enxerguem a flexibilidade de horários como algo normal na rotina de qualquer ser humano, que salários justos e oportunidades sejam iguais para homens e mulheres. Precisamos de nós tomando decisões por nós, já que sabemos onde o calo aperta.
        Mas hoje vim falar sobre o respeito que parece que as mulheres não recebem por suas escolhas. Então, que, nos próximos dias das mães — cientes de que não será logo —, a gente enxergue a verdadeira contribuição delas para o mundo, que a maternidade não tenha gosto de culpa e muito menos de fim do mundo. Que a maternidade seja celebrada por quem decidiu vivenciá-la e respeitada por quem não quis. No final, sempre somos nós por nós.

FONTES, Ana. A maternidade é para mim? Folha de São Paulo, 10 de maio de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/anafontes/2024/05/a-maternidade-e-para-mim.shtml. Acesso em: 11 mai. 2024. Adaptado.
Para a autora, a maternidade:
Alternativas
Q2498360 Conhecimentos Gerais
Último candidato eleito para o cargo de Presidente da República antes da Revolução de 1930: 
Alternativas
Q2498359 Conhecimentos Gerais
País cujo conflito civil, foi classificado pela Organização das Nações Unidas, como “Grande Tragédia do Século XXI”:  
Alternativas
Q2498357 Conhecimentos Gerais
Da relação a seguir, qual alternativa apresenta um país que desistiu de integrar os BRICS?
Alternativas
Q2498356 História e Geografia de Estados e Municípios
Atualmente o município de Altônia é formado por quantos distritos? 
Alternativas
Q2498350 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Mundial de 2027 é vitória feminina  


O Brasil ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo feminina em 2027. A decisão foi comunicada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), em cerimônia solene realizada em Bangcoc, na Tailândia 


    Na última sexta-feira, o esporte brasileiro obteve uma importante conquista. O Brasil ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo feminina em 2027. A decisão foi comunicada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), em cerimônia solene realizada em Bangcoc, na Tailândia. O país competia com a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda. A proposta brasileira recebeu 119 votos, enquanto a outra finalista amealhou 78 manifestações favoráveis. É a primeira vez que o Mundial feminino será realizada na América do Sul, após dez edições.

  Pesou a favor do Brasil, segundo relatório divulgado pela entidade máxima do futebol, o legado da Copa de 2014, particularmente os estádios erguidos ou reformados para o campeonato masculino. Na avaliação da Fifa, o Brasil superou os europeus em critérios como estádios, acomodação e centros de mídia. Pela proposta vencedora, o Mundial feminino no Brasil ocorrerá em dez capitais, entre as quais Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre — essa última mencionada como um desafio maior na solenidade da Fifa. A abertura e a final do campeonato estão previstas para ocorrer no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.  

  Com essa vitória, o Brasil confirma a vocação para eventos esportivos de grande porte. Nas últimas décadas, o país sediou competições, como Pan-Americano (2007), Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014), Olimpíada (2016) e duas Copas América (2019 e 2021). É certo, pois, que o país reúne expertise na organização desses eventos. Sempre haverá discussão — e é importante manter-se a vigilância nesse quesito — sobre a participação de governos e a aplicação de recursos públicos nessas iniciativas, bem como o legado dessas estruturas. Mas o país tem instrumentos mais do que suficientes para evitar que erros cometidos no passado, como obras mal executadas por governos, se repitam em 2027.

   Um ponto fundamental [à]1se destacar na escolha do Brasil é o reconhecimento do futebol feminino como uma modalidade esportiva de relevância mundial. E isso se deve, em grande medida, [à]2 dedicação obstinada das atletas, que superam barreiras de toda ordem — do preconceito à diferença salarial — para mostrar o talento nos gramados. Esse Mundial é um prêmio [à]3 geração de Marta, de Formiga e de tantas outras e um desafio maior para o Brasil, que tentará conquistar um título inédito para o futebol feminino.

   Convém ressaltar, ainda, que a vitória em Bangcoc se deve ao esforço de uma mulher. A decisão da Fifa veio premiar o trabalho de Valesca Araújo, responsável pelo planejamento técnico e operacional da candidatura brasileira. Ao discursar, ela reiterou ser essencial dar visibilidade [às]4 mulheres. "É essencial levar o futebol feminino para os melhores estádios e centros de treinamento que temos no país. Uma vez que adentre esses espaços, não há mais como voltar atrás", disse.

  Valesca Araújo é outro exemplo da competência das mulheres em um meio predominantemente masculino. Ela se junta a outras profissionais reconhecidas, como Leila Pereira, presidente do Palmeiras e chefe da delegação da Seleção brasileira masculina nos amistosos de março. Que elas tragam mais conquistas e mais igualdade de gênero ao esporte que melhor expressa o valor do Brasil.


MUNDIAL de 2027 é vitória feminina. Correio Braziliense, 19 de maio de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6859999-mundial-de-2027-e-vitoria-feminina.html. Acesso em: 19 mai. 2024. Adaptado.  


Qual é a função da vírgula utilizada no trecho “A decisão da Fifa veio premiar o trabalho de Valesca Araújo, responsável pelo planejamento técnico e operacional da candidatura brasileira.” (5º parágrafo)?
Alternativas
Respostas
8201: A
8202: B
8203: B
8204: D
8205: B
8206: C
8207: A
8208: B
8209: C
8210: B
8211: C
8212: E
8213: A
8214: D
8215: D
8216: C
8217: D
8218: B
8219: A
8220: C