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Q1204558 Português

A mercadoria alucinógena


      Enquanto o consumidor imagina que é um ser racional, dotado de juízo e de bom senso, a publicidade na TV abandona progressivamente essa ilusão. Em vez de argumentar para a razão do telespectador, ela apela para as sensações, para as revelações mágicas mais impossíveis. A marca de chicletes promete transportar o freguês para um tal “mundo do sabor” e mostra o garoto-propaganda levitando em outras esferas cósmicas. O adoçante faz surgirem do nada violinistas e guitarristas. O guaraná em lata provoca visões amazônicas no seu bebedor urbano, que passa a enxergar um índio, com o rosto pintado de bravura, no que seria o pálido semblante de um taxista. Seria o tal refrigerante uma versão comercial das beberagens do Santo Daime? Não, nada disso. São apenas os baratos astrais da nova tendência da publicidade. Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas.

      É claro que ninguém há de acreditar que uma goma de mascar, um adoçante ou um guaraná proporcionem a transmigração das almas. Ninguém leva os comerciais alucinógenos ao pé da letra, mas cada vez mais gente se deixa seduzir por eles. É que o encanto das mercadorias não está nelas, mas fora delas — e a publicidade sabe disso muito bem. Ela sabe que esse encanto reside na relação imaginária que ela, publicidade, fabrica entre a mercadoria e seu consumidor. Pode parecer um insulto à inteligência do telespectador, mas ele bem que gosta. É tudo mentira, mas é a maior viagem. A julgar pelo crescimento dessas campanhas, o público vibra ao ser tratado como quem se esgueira pelos supermercados à cata de alucinações.

      Por isso, a publicidade se despe momentaneamente de sua alegada função cívica — a de informar o comprador para que ele exerça o seu direito de escolha consciente na hora da compra — e apenas oferece a felicidade etérea, irreal e imaterial, que nada tem a ver com as propriedades físicas (ou químicas) do produto. A publicidade é a fábrica do gozo fictício — e este gozo é a grande mercadoria dos nossos tempos, confortavelmente escondida atrás das bugigangas oferecidas. Quanto ao consumidor, compra satisfeito a alucinação imaginária. Ele também está cercado de muito conforto, protegido pela aparência de razão que todos fingem ser sua liberdade. Supremo fingimento. O consumidor não vai morrer de overdose dessa droga. Ele só teme ser barrado nos portais eletrônicos do imenso festim psicodélico. Morreria de frio e de abandono. Ele só teme passar um dia que seja longe de seu pequeno gozo alucinado.

FONTE: BUCCI, Eugênio. Veja. São Paulo, 29 abr.1998. In: ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p.80-81. [Fragmento]

Marque a opção em que a justificativa esteja coerente com a estrutura da frase dada como exemplo, em relação à pontuação, sintaxe e coesão.
Alternativas
Q1204557 Português

A mercadoria alucinógena


      Enquanto o consumidor imagina que é um ser racional, dotado de juízo e de bom senso, a publicidade na TV abandona progressivamente essa ilusão. Em vez de argumentar para a razão do telespectador, ela apela para as sensações, para as revelações mágicas mais impossíveis. A marca de chicletes promete transportar o freguês para um tal “mundo do sabor” e mostra o garoto-propaganda levitando em outras esferas cósmicas. O adoçante faz surgirem do nada violinistas e guitarristas. O guaraná em lata provoca visões amazônicas no seu bebedor urbano, que passa a enxergar um índio, com o rosto pintado de bravura, no que seria o pálido semblante de um taxista. Seria o tal refrigerante uma versão comercial das beberagens do Santo Daime? Não, nada disso. São apenas os baratos astrais da nova tendência da publicidade. Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas.

      É claro que ninguém há de acreditar que uma goma de mascar, um adoçante ou um guaraná proporcionem a transmigração das almas. Ninguém leva os comerciais alucinógenos ao pé da letra, mas cada vez mais gente se deixa seduzir por eles. É que o encanto das mercadorias não está nelas, mas fora delas — e a publicidade sabe disso muito bem. Ela sabe que esse encanto reside na relação imaginária que ela, publicidade, fabrica entre a mercadoria e seu consumidor. Pode parecer um insulto à inteligência do telespectador, mas ele bem que gosta. É tudo mentira, mas é a maior viagem. A julgar pelo crescimento dessas campanhas, o público vibra ao ser tratado como quem se esgueira pelos supermercados à cata de alucinações.

      Por isso, a publicidade se despe momentaneamente de sua alegada função cívica — a de informar o comprador para que ele exerça o seu direito de escolha consciente na hora da compra — e apenas oferece a felicidade etérea, irreal e imaterial, que nada tem a ver com as propriedades físicas (ou químicas) do produto. A publicidade é a fábrica do gozo fictício — e este gozo é a grande mercadoria dos nossos tempos, confortavelmente escondida atrás das bugigangas oferecidas. Quanto ao consumidor, compra satisfeito a alucinação imaginária. Ele também está cercado de muito conforto, protegido pela aparência de razão que todos fingem ser sua liberdade. Supremo fingimento. O consumidor não vai morrer de overdose dessa droga. Ele só teme ser barrado nos portais eletrônicos do imenso festim psicodélico. Morreria de frio e de abandono. Ele só teme passar um dia que seja longe de seu pequeno gozo alucinado.

FONTE: BUCCI, Eugênio. Veja. São Paulo, 29 abr.1998. In: ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p.80-81. [Fragmento]

No trecho: “Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas”, o autor se utilizou de um recurso gramatical que aproxima os interlocutores e favorece a interação. Assinale a opção que elucida o recurso utilizado.
Alternativas
Q1204556 Português

A mercadoria alucinógena


      Enquanto o consumidor imagina que é um ser racional, dotado de juízo e de bom senso, a publicidade na TV abandona progressivamente essa ilusão. Em vez de argumentar para a razão do telespectador, ela apela para as sensações, para as revelações mágicas mais impossíveis. A marca de chicletes promete transportar o freguês para um tal “mundo do sabor” e mostra o garoto-propaganda levitando em outras esferas cósmicas. O adoçante faz surgirem do nada violinistas e guitarristas. O guaraná em lata provoca visões amazônicas no seu bebedor urbano, que passa a enxergar um índio, com o rosto pintado de bravura, no que seria o pálido semblante de um taxista. Seria o tal refrigerante uma versão comercial das beberagens do Santo Daime? Não, nada disso. São apenas os baratos astrais da nova tendência da publicidade. Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas.

      É claro que ninguém há de acreditar que uma goma de mascar, um adoçante ou um guaraná proporcionem a transmigração das almas. Ninguém leva os comerciais alucinógenos ao pé da letra, mas cada vez mais gente se deixa seduzir por eles. É que o encanto das mercadorias não está nelas, mas fora delas — e a publicidade sabe disso muito bem. Ela sabe que esse encanto reside na relação imaginária que ela, publicidade, fabrica entre a mercadoria e seu consumidor. Pode parecer um insulto à inteligência do telespectador, mas ele bem que gosta. É tudo mentira, mas é a maior viagem. A julgar pelo crescimento dessas campanhas, o público vibra ao ser tratado como quem se esgueira pelos supermercados à cata de alucinações.

      Por isso, a publicidade se despe momentaneamente de sua alegada função cívica — a de informar o comprador para que ele exerça o seu direito de escolha consciente na hora da compra — e apenas oferece a felicidade etérea, irreal e imaterial, que nada tem a ver com as propriedades físicas (ou químicas) do produto. A publicidade é a fábrica do gozo fictício — e este gozo é a grande mercadoria dos nossos tempos, confortavelmente escondida atrás das bugigangas oferecidas. Quanto ao consumidor, compra satisfeito a alucinação imaginária. Ele também está cercado de muito conforto, protegido pela aparência de razão que todos fingem ser sua liberdade. Supremo fingimento. O consumidor não vai morrer de overdose dessa droga. Ele só teme ser barrado nos portais eletrônicos do imenso festim psicodélico. Morreria de frio e de abandono. Ele só teme passar um dia que seja longe de seu pequeno gozo alucinado.

FONTE: BUCCI, Eugênio. Veja. São Paulo, 29 abr.1998. In: ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p.80-81. [Fragmento]

Considerando o texto apresentado anteriormente, marque a opção que o classifica CORRETA e RESPECTIVAMENTE, quanto à sequência tipológica nele predominante e ao gênero textual que o define.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Quadra - SP
Q1202548 Geologia
A barragem da mineradora Vale que se rompeu em Brumadinho (MG), usava uma tecnologia de construção bastante comum nos projetos de mineração iniciados nas últimas décadas, mas considerada por especialistas uma opção menos segura e mais propensa a riscos de acidentes. Sobre o assunto, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Quadra - SP
Q1181959 Arquitetura de Computadores
Os tipos de fontes mais conhecidos são AT e ATX, porém a fonte ATX é a mais utilizada. No momento de comprar e instalar a fonte, o tipo de computador, o tipo de gabinete e o modelo da placa-mãe, você precisa saber que as fontes AT já estão fora de mercado. Atualmente os PCs utilizam o padrão ATX. Uma fonte ATX não possui:
Alternativas
Q1174294 História e Geografia de Estados e Municípios
Assinale a alternativa incorreta. Com base no disposto pela Lei Orgânica de Águia Branca – ES, o processo legislativo compreende a elaboração de:
Alternativas
Q1174275 Português
Analise a frase abaixo. Podemos afirmar que nele há um erro gramatical de: “Duzentos gramas de queijo são pouco para o pão de queijo.”
Alternativas
Q1174273 Português
Acerca da regência verbal do verbo “proceder”, analise as afirmativas.
I. É um verbo intransitivo no sentido de “ter fundamento, mostrar-se verdadeiro”. II. É intransitivo na acepção de “comportar-se, portar-se, conduzir-se”. Sempre virá acompanhado de um adjunto adverbial de modo. III. É também intransitivo no sentido de “originar-se, provir, derivar”. É sempre acompanhado de um adjunto adverbial de lugar.

Dos itens acima:
Alternativas
Q1174272 Português
Todas as alternativas abaixo estão corretas acerca do emprego dos dois pontos (:), EXCETO:
Alternativas
Q1174271 Português
“A ___________________ é a substituição do sentido de um vocábulo pelo de outro com o qual está intimamente relacionado. O operador da língua troca um vocábulo por outro pelo fato de ambos apresentarem uma contiguidade de sentido, uma coexistência semântica. Exemplo: Sempre vivi do suor do meu rosto.”. Completando corretamente a lacuna, tem-se:
Alternativas
Q1119011 Redes de Computadores
Um administrador de rede vai instalar um firewall e configurá-lo para trabalhar com o protocolo SSH.Para isso, ele vai configurar, nesse firewall, a porta TCP de número:
Alternativas
Q1119009 Redes de Computadores
Um programador pretende construir um sistema para gerenciar protocolos que pertençam a camada 3 do modelo OSI/ISO. Um dos protocolos sobre o qual esse programa vai atuar é o:
Alternativas
Q1119008 Redes de Computadores
Um técnico de rede montou um estrutura de storage utilizando RAID 5. A estrutura tem 6 HDs de 5TB cada. Nesse caso, essa estrutura tem uma área útil total de:
Alternativas
Q1119007 Sistemas Operacionais
Em um ambiente com MS Windows Server 2008, um administrador de rede deve configurar o servidor X para coletar eventos de um outro computador Y. As duas máquinas estão no domínio xpto.msft. Ocomando a ser executado no computador de encaminhamento é:
Alternativas
Q1119006 Redes de Computadores
Uma rede de computadores possui o endereço de rede igual a 10.10.96.0 e a máscara de sub rede 255.255.224.0. O endereço de broadcast dessa rede é:
Alternativas
Q1119005 Banco de Dados
Um técnico de informática realizou um trabalho de modelagem e normalização de um banco de dados.Nesse trabalho, ele definiu uma tabela T que está na Segunda Forma Normal (2FN). Isso significa que essa tabela T:
Alternativas
Q1119004 Segurança da Informação
Um hacker de computador fez operações de ataques com base em Testes de Penetração em um servidor com o objetivo de descobrir a senha do administrador da rede. Um tipo de Teste de Penetração é:
Alternativas
Q1119002 Programação
Considere o seguinte programa escrito na linguagem C

#include <stdio.h>

main()

{int g=0,i=0,l=0,k=0;
int m,n,o;

while (i<=10)
{ m=g++;
n=+l;

o=++k;
i++;
}
printf (" m=%d n=%d o=%d ", m,n,o);}

Ao executar esse programa, os valores finais de ,e são respectivamente:
Alternativas
Q1119000 Redes de Computadores
Um administrador precisa instalar um equipamento compatível com o padrão IEEE que tem como características utilizar fibra ótica e funcionar a no máximo 10Mbit/s (ou 1.25 MB/s). Nesse caso, esse equipamento é do padrão IEEE 802.3
Alternativas
Q1118999 Arquitetura de Computadores
Um tipo de memória auxiliar ou secundária utilizada em computadores atuais é o(a):
Alternativas
Respostas
6681: D
6682: A
6683: C
6684: D
6685: C
6686: E
6687: A
6688: E
6689: E
6690: B
6691: B
6692: A
6693: D
6694: A
6695: C
6696: D
6697: B
6698: A
6699: D
6700: C