Questões de Concurso Comentadas para técnico de enfermagem

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Q2502012 Português

                                                                      Catar feijão


Catar feijão se limita com escrever:

jogam-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.


Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.


Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a como o risco.


                                                                                                          (Texto de João Cabral de Melo Neto)

Qual é o objetivo do autor ao mencionar "jogar fora o que boiar" no texto?
Alternativas
Q2502011 Português

                                                                      Catar feijão


Catar feijão se limita com escrever:

jogam-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e oco, palha e eco.


Ora, nesse catar feijão entra um risco:

o de que entre os grãos pesados entre

um grão qualquer, pedra ou indigesto,

um grão imastigável, de quebrar dente.


Certo não, quando ao catar palavras:

a pedra dá à frase seu grão mais vivo:

obstrui a leitura fluviante, flutual,

açula a atenção, isca-a como o risco.


                                                                                                          (Texto de João Cabral de Melo Neto)

Qual é a principal analogia utilizada pelo autor no texto "Catar Feijão"?

Alternativas
Q2501189 Enfermagem
Com relação a Vacina contra difteria, tétano, pertussis, hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae b (conjugada) (Penta), marque a alternativa correta: 
Alternativas
Q2501188 Enfermagem
Segundo a Política Nacional de Atenção Básica (portaria n°2436/ 2017), assinale a alternativa que cita uma responsabilidade comum a todas as esferas de governo:
Alternativas
Q2501187 Enfermagem
Conforme a lei n°8.142/1990, o Sistema Único de Saúde (SUS), contará, em cada esfera de governo, sem prejuízo das funções do Poder Legislativo, com as instâncias colegiadas, conferência e conselho de saúde. Com relação ao conselho de saúde, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q2501186 Enfermagem
Conforme a lei n°8080 de 1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes, estão incluídas no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), a execução de ações como, EXCETO: 
Alternativas
Q2501185 Enfermagem
Assinale a alternativa abaixo que corresponde ao processo físico ou químico que destrói todos os microrganismos patogênicos de objetos inanimados e superfícies, com exceção de esporos bacterianos:
Alternativas
Q2501184 Enfermagem
O objetivo básico de um sistema de precauções é a prevenção da transmissão de um microorganismo de um paciente para outro, ou para um profissional da saúde. Com relação aos tipos de precauções recomendadas pela ANVISA, podemos afirmar que:
Alternativas
Q2501183 Enfermagem
A infecção pelo SARS-CoV-2 pode variar de casos assintomáticos e manifestações clínicas leves, até quadros moderados, graves e críticos. Assinale a alternativa correta que caracteriza casos leves, segundo o Ministério da saúde:
Alternativas
Q2501182 Enfermagem
Assinale a alternativa que corresponde a uma doença inflamatória infecciosa, causada por bactérias que afetam uma região específica dos rins, chamada bacinete:
Alternativas
Q2501181 Enfermagem
A maioria dos pacientes com Cálculo renal apresentam sintomas como, EXCETO: 
Alternativas
Q2501180 Enfermagem
O rim tem múltiplas funções e todas elas são fundamentais para o organismo se manter vivo e funcionando. Assinale a alternativa que correspondente uma das principais funções do rim:
Alternativas
Q2501179 Enfermagem
Segundo o Ministério da saúde, são considerados fatores de alto risco para doenças cardiovasculares, EXCETO:
Alternativas
Q2501178 Enfermagem
Marque a alternativa em que o valor da pressão arterial configura Hipertensão estagio II, no adulto maior de 18 anos, segundo o Ministério da saúde:
Alternativas
Q2501177 Enfermagem
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, no indivíduo assintomático, é recomendado utilizar como critério de diagnóstico de Diabetes Mellitus: 
Alternativas
Q2501176 Enfermagem
O Ministério da Saúde recomenda que toda pessoa com Diabetes Mellitus realize o exame dos pés anualmente, identificando fatores de risco para úlcera e amputação. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um fator de risco para úlcera nos pés:
Alternativas
Q2501175 História
A Revolução Farroupilha foi mobilizada pelos grandes proprietários de terra, insatisfeitos com os altos impostos cobrados pelo governo imperial sobre seus produtos. Esta Revolução ocorreu no estado brasileiro:
Alternativas
Q2501174 História
A ação jesuítica de catequização dos indígenas durante a colonização portuguesa, pode ser definida como:
Alternativas
Q2501170 Português
Até quando vamos ignorar o alerta da natureza?
Roberto Fonseca | 10/05/2024


        Tragédias não devem ser comparadas. São únicas na memória de uma nação. As imagens de cidades interior do Rio Grande do Sul, no entanto, nos fazem recordar de catástrofes que entraram para a história do mundo moderno, como a passagem do furacão Katrina pelos Estados Unidos e os tsunamis da Indonésia e do Japão, e até mesmo cenas de cidades bombardeadas, como ocorreu recentemente na Faixa de Gaza, na Ucrânia e na Síria.
        Como as águas do Guaíba ainda não baixaram na Grande Porto Alegre, onde está concentrada a maior parte da população do estado, é impossível se ter a exata dimensão dos danos. E nem é momento de se fazer contas. Agora, a prioridade é salvar vidas, ajudar no resgate de pessoas ilhadas e fazer chegar comida e água potável à população.
        É prematuro também se apontarem culpados. O volume que caiu de água na região nunca havia sido medido pelo homem — modelos meteorológicos indicam que a probabilidade é de um caso a cada 10 mil anos. A referência que existia, até então, era a enchente de 1941, que acabou superada com folga. Em Canoas, por exemplo, o sistema de proteção foi feito com base nos números de 83 anos atrás e mais de dois terços da cidade acabaram inundados.
        Mas erros nitidamente ocorreram, principalmente, por omissão. Em Porto Alegre, o professor Gean Paulo Michel, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), aponta que a falta de manutenção e a negligência dos entes públicos contribuíram para o colapso no sistema de contenção de água, independentemente dos valores gastos nos últimos anos.
        Outro ponto que precisa entrar no radar de toda a sociedade são os alertas dados pela ciência para a mudança climática em andamento. É preciso deixar teorias conspiratórias de lado [...]. As autoridades devem, sim, implementar medidas para prever os extremos ambientais. Eles estão cada vez mais recorrentes.
        A tragédia do Rio Grande do Sul nos serve como um lembrete cruel da fúria da natureza e da necessidade de estarmos preparados para o futuro. É fundamental investir em infraestrutura resiliente, aprimorar os sistemas de alerta precoce e implementar políticas públicas que levem a sério as mudanças climáticas. Acima de tudo, é preciso agir com urgência e responsabilidade para evitar que desastres dessa magnitude se repitam.
        O caminho para a reconstrução será longo e árduo, deve durar anos, mas a união e a solidariedade do povo gaúcho serão essenciais para superar essa fase difícil.

FONSECA, Roberto. Até quando vamos ignorar o alerta da natureza? Correio Braziliense, 10 de maio de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6 854195-alerta-para-o-futuro.html. Acesso em: 11 mai. 2024. Adaptado.
Quantas orações constituem o período que representa o último parágrafo do texto?
Alternativas
Q2501168 Português
Até quando vamos ignorar o alerta da natureza?
Roberto Fonseca | 10/05/2024


        Tragédias não devem ser comparadas. São únicas na memória de uma nação. As imagens de cidades interior do Rio Grande do Sul, no entanto, nos fazem recordar de catástrofes que entraram para a história do mundo moderno, como a passagem do furacão Katrina pelos Estados Unidos e os tsunamis da Indonésia e do Japão, e até mesmo cenas de cidades bombardeadas, como ocorreu recentemente na Faixa de Gaza, na Ucrânia e na Síria.
        Como as águas do Guaíba ainda não baixaram na Grande Porto Alegre, onde está concentrada a maior parte da população do estado, é impossível se ter a exata dimensão dos danos. E nem é momento de se fazer contas. Agora, a prioridade é salvar vidas, ajudar no resgate de pessoas ilhadas e fazer chegar comida e água potável à população.
        É prematuro também se apontarem culpados. O volume que caiu de água na região nunca havia sido medido pelo homem — modelos meteorológicos indicam que a probabilidade é de um caso a cada 10 mil anos. A referência que existia, até então, era a enchente de 1941, que acabou superada com folga. Em Canoas, por exemplo, o sistema de proteção foi feito com base nos números de 83 anos atrás e mais de dois terços da cidade acabaram inundados.
        Mas erros nitidamente ocorreram, principalmente, por omissão. Em Porto Alegre, o professor Gean Paulo Michel, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH), aponta que a falta de manutenção e a negligência dos entes públicos contribuíram para o colapso no sistema de contenção de água, independentemente dos valores gastos nos últimos anos.
        Outro ponto que precisa entrar no radar de toda a sociedade são os alertas dados pela ciência para a mudança climática em andamento. É preciso deixar teorias conspiratórias de lado [...]. As autoridades devem, sim, implementar medidas para prever os extremos ambientais. Eles estão cada vez mais recorrentes.
        A tragédia do Rio Grande do Sul nos serve como um lembrete cruel da fúria da natureza e da necessidade de estarmos preparados para o futuro. É fundamental investir em infraestrutura resiliente, aprimorar os sistemas de alerta precoce e implementar políticas públicas que levem a sério as mudanças climáticas. Acima de tudo, é preciso agir com urgência e responsabilidade para evitar que desastres dessa magnitude se repitam.
        O caminho para a reconstrução será longo e árduo, deve durar anos, mas a união e a solidariedade do povo gaúcho serão essenciais para superar essa fase difícil.

FONSECA, Roberto. Até quando vamos ignorar o alerta da natureza? Correio Braziliense, 10 de maio de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/05/6 854195-alerta-para-o-futuro.html. Acesso em: 11 mai. 2024. Adaptado.
O vocábulo “como” que inicia o segundo parágrafo do texto confere ao referido trecho um sentido de:
Alternativas
Respostas
13821: B
13822: C
13823: A
13824: A
13825: C
13826: D
13827: C
13828: D
13829: C
13830: D
13831: C
13832: C
13833: E
13834: D
13835: E
13836: C
13837: B
13838: A
13839: D
13840: A