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I- Intoxicação é a manifestação clínica do efeito nocivo, resultante da interação de uma substância química com um organismo vivo. O termo envenenamento é mais empregado nas exposições às toxinas de origem natural, como animais peçonhentos e plantas. II- Um efeito é considerado nocivo, quando: diminui perceptivamente a capacidade do organismo em manter sua homeostasia, quer sejam efeitos reversíveis ou irreversíveis; produz, numa exposição prolongada, um transtorno da capacidade funcional e/ou da capacidade do organismo em compensar nova sobrecarga; aumenta a suscetibilidade aos efeitos indesejáveis de outros fatores, tais como: os químicos, físicos, biológicos ou socioambientais. III- Entre as prioridades da abordagem inicial do paciente intoxicado ou com suspeita de intoxicação, o mais importante é manter a permeabilidade das vias aéreas. Posteriormente, deve-se canular uma veia periférica, de preferência com agulha calibrosa, e realizar glicemia capilar para excluir hipoglicemia.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Toda pessoa tem diversos papéis: pai, mãe, filho, profissional, namorado, amante, amigo, irmã, tio etc. A vivência de cada uma delas envolve diferentes relações: de poder, de afeto, de sexualidade etc. Os indivíduos também são cada um desses papéis, que podem ser prejudicados em situações de agravo à saúde, além de serem mutáveis. II- Sofrimento não é o mesmo que dor, embora, a dor possa levar a um sofrimento, mas não é qualquer dor que nos faz sofrer. Da mesma forma, o sofrimento não equivale a uma perda, embora as perdas possam, ocasionalmente, nos fazerem sofrer. III- Um Projeto Terapêutico Singular deve ser elaborado sem a participação do usuário, a partir de uma primeira análise do profissional sobre as múltiplas dimensões do sujeito. Cabe ressaltar que esse é um processo dinâmico, devendo manter sempre no seu horizonte o caráter provisório dessa construção, uma vez que a própria relação entre o profissional e o usuário está em constante transformação.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Subgrupo A1 - Culturas e estoques de micro-organismos; resíduos de fabricação de produtos biológicos, exceto os medicamentos hemoderivados; descarte de vacinas de microrganismos vivos, atenuados ou inativados; meios de cultura e instrumentais utilizados para transferência, inoculação ou mistura de culturas; resíduos de laboratórios de manipulação genética. II- Subgrupo A2 - Peças anatômicas (membros) do ser humano; produto de fecundação sem sinais vitais, com peso menor que 500 gramas ou estatura menor que 25 centímetros ou idade gestacional menor que 20 semanas, que não tenham valor científico ou legal e não tenha havido requisição pelo paciente ou seus familiares. III- Subgrupo A3 - Carcaças, peças anatômicas, vísceras e outros resíduos provenientes de animais submetidos a processos de experimentação com inoculação de microrganismos, bem como, suas forrações, e os cadáveres de animais suspeitos de serem portadores de microrganismos de relevância epidemiológica e com risco de disseminação, que foram submetidos ou não, a estudo anatomopatológico ou confirmação diagnóstica. IV- Subgrupo A4 - Sobras de amostras de laboratório e seus recipientes contendo fezes, urina e secreções. Provenientes de pacientes que não contenham e nem sejam suspeitos de conter agentes classe de risco 4. E nem apresentem relevância epidemiológica e risco de disseminação, ou microrganismo causador de doença emergente que se torne epidemiologicamente importante, ou cujo mecanismo de transmissão seja desconhecido, ou com suspeita de contaminação com príons. V- Subgrupo A5 - Órgãos, tecidos e fluidos orgânicos de alta infectividade para príons, de casos suspeitos ou confirmados, bem como, quaisquer materiais resultantes da atenção à saúde de indivíduos ou animais, suspeitos ou confirmados, e que tiveram contato com órgãos, tecidos e fluidos de alta infectividade para príons.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Faz parte do procedimento para administração por via oral: fazer a etiqueta de identificação, contendo as informações do medicamento (nome, dosagem, horário e via de administração) e do paciente (nome e leito); preparar a medicação (observando sua validade), iniciando pelo primeiro medicamento que o paciente irá tomar; colocar o medicamento no copo, sem tocá-lo; colocar o paciente sentado, ou em decúbito elevado; entregar o copo com a medicação; fornecer água; esperar o paciente deglutir todos os medicamentos. II- Faz parte do procedimento para administração por via retal: conferir as prescrições médica e de enfermagem; comparar as prescrições com o rótulo do medicamento, a fim de garantir que se trata: (1) do paciente certo; (2) do medicamento certo; (3) da dose certa; (4) da via de administração certa e (5) do horário certo; calçar as luvas de procedimento; solicitar ao paciente que faça a higiene da região anal, ou realizá-la quando ele estiver impossibilitado; colocar o paciente em posição de Sims (decúbito lateral esquerdo) ou na posição genupeitoral. III- Os materiais necessários para a administração de medicamento por via vaginal são: bandeja; medicamento prescrito; comadre; material para higiene íntima; luvas de procedimento; aplicador vaginal; absorvente higiênico; e biombo.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Todo local onde exista possibilidade de exposição ao agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene das mãos provido de água corrente, sabonete líquido, toalha descartável e lixeira provida de sistema de abertura sem contato manual. II- O uso de luvas substitui o processo de lavagem das mãos em quartos ou enfermarias destinados ao isolamento de pacientes portadores de doenças infectocontagiosas que não contenham lavatório em seu interior. III- Em caso de exposição acidental ou incidental, medidas de proteção devem ser adotadas imediatamente, mesmo que não previstas no PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos).
É CORRETO o que se afirma em:
I- É direito do profissional de enfermagem: Exercer atividades em locais de trabalho livre de riscos e danos e violências física e psicológica à saúde do trabalhador, em respeito à dignidade humana e à proteção dos direitos dos profissionais de enfermagem. II- É dever do profissional de enfermagem: por nome completo e/ou nome social, ambos legíveis, número e categoria de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem, assinatura ou rubrica nos documentos, quando no exercício profissional; porém, o uso do carimbo é facultativo. III- É proibido ao profissional de enfermagem: provocar aborto, ou cooperar em prática destinada a interromper a gestação, em qualquer situação.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Cada dispositivo conectado à internet, como computadores e smartphones, possui apenas um único endereço IP, independentemente da quantidade de serviços ou sites acessados a partir desse dispositivo. II- É possível acessar um site sem usar seu nome de domínio através do endereço IPassociado ao servidor web que hospeda o site. III- Cada dispositivo de rede, como placas de rede em computadores e dispositivos móveis, possui um endereço MAC (Media Access Control) único, que é uma identificação única gravada em hardware.
Está CORRETO o que se afirma em:
Leia o texto abaixo, extraído do perfil do instagram @psitarjapreta, e responda à questão.

Fonte: <https://www.instagram.com/p/C30_k5gPTsd/?hl=pt-br>
Analise as proposições abaixo a respeito da postagem do perfil @psitarjapreta
I- No período “Financeiramente estou num momento que não posso ajudar ninguém, mas emocionalmente podemos chorar juntos”, há uma relação sintática que predomina entre as orações, por meio de um termo de oposição.
II- A construção do humor no post, é provocado pelo verbo “chorar”, que contribui para a construção do sentido (trágico/cômico).
III- As palavras “financeiramente” e “emocionalmente”, não possuem valores morfossemânticos da classe modificadora de sentido no post.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia com atenção o texto a seguir para responder às questão.
Texto 1
Tentação
Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.
Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava.
Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.
Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.
Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.
Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.
Mas ambos eram comprometidos.
Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-la dobrar a outra esquina.
Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.
Fonte: (LISPECTOR, Clarice. Tentação. In Felicidade Clandestina. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p. 46-48.)