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Q3440365 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
São considerados elementos de retomada textual, que contribuem para a coesão textual, os destacados a seguir, EXCETO: 
Alternativas
Q3440364 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Considerando o excerto “Perdia-o, porém, quando saía porta afora.” (5º§), assinale, a seguir, o valor semântico atribuído ao vocábulo em destaque, tendo em vista o contexto no qual está inserido. 
Alternativas
Q3440363 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Assinale, a seguir, a correlação estabelecida entre o título do texto de Marina Colasanti – “Uma vida ao lado” – com o conteúdo textual apresentado.
Alternativas
Q3440362 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Tendo em vista o emprego da expressão destacada, assinale a alternativa em que a sua substituição provoca alteração do sentido evidenciado originalmente no texto.
Alternativas
Q3440361 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Em Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos.” (4º§), a locução adverbial destacada denota: 
Alternativas
Q3440360 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Marina Colasanti converge no conto “Uma vida ao lado” ideias de diferentes categorias para formar o texto. Relativo a tais ideias, é possível inferir que o tema central do texto é: 
Alternativas
Q3440359 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Considerando suas características textuais e semânticas, sobre o texto de Marina Colasanti, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3440358 Português
Uma vida ao lado


       Fina, a parede. 
       E, além dela, a vida do vizinho. Irritante a princípio. Ruídos, pancadas, tosse, tudo interferindo, infiltrando-se. Depois, aos poucos, familiar.
      Sabia-lhe o banho, as refeições, as horas de repouso. A cada gesto, um som. E no som, recriado, o via mover-se em geometrias idênticas às suas. A sala, o quarto, o corredor.
      Cada vez mais ligava-se ao vizinho, absorvendo seus hábitos. Ouvia bater de louças e se apressava à cozinha, vinham vozes moduladas e ligava a televisão. À noite só conseguia dormir depois do baque dos sapatos do outro, o ranger da cama assinalando que se metera entre lençóis.
     Perdia-o, porém, quando saía porta afora. Passos, tinir de chaves, lá se ia o vizinho. Sem ele, vazios a sala e o quarto, a parede emudecia, separando silêncios.
      Voltava ao fim do dia, pontual. Passos, tinir de chaves. Ele então acendia a luz ao estalar do interruptor do outro, e juntos punham a casa em andamento.
    Tentava, às vezes, seguir-lhe as andanças. Espiava pelo olho mágico estudando a paciência com que esperava o elevador, postava-se à janela para ver que direção tomava, em que ônibus subia.
      E, justamente numa tarde em que espreitava, viu o outro atravessar em má hora a rua movimentada, hesitar, correr e ser atropelado por um furgão.
       Percebeu que precisava trabalhar rápido. Sem hesitar, arrancou as portas dos armários, as cortinas, pegou a caixa de ferramentas, e começou a serrar, lixar, bater, colar.
     Tudo estava pronto quando ouviu o caixão do outro chegar para o velório. Sobre a mesa da sala, na exata posição em que o do vizinho deveria estar, colocou seu próprio caixão. Depois abriu a porta de par em par e, vestido no terno azul-marinho, deitou-se cruzando as mãos sobre o peito.
      Ainda teve tempo de pensar que tinha esquecido de engraxar os sapatos. E já os primeiros visitantes começavam a chegar, entrando com a mesma tristeza nos dois apartamentos, para prantear defuntos tão iguais.



(COLASANTI, Marina. Contos de amor rasgado. Rio de Janeiro: Rocco. 1986.)
Sobre a relação do narrador com o vizinho, é possível inferir que: 
Alternativas
Q3429320 Saúde Pública
A efetivação dos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS) — universalidade, integralidade e equidade — exige ações que considerem as necessidades da população em seus diversos contextos sociais e territoriais. Diante desse cenário, qual das alternativas a seguir MELHOR representa a aplicação prática desses princípios por gestores locais de saúde?
Alternativas
Q3429319 Enfermagem
O controle de temperatura da geladeira onde são armazenadas as vacinas é fundamental para garantir a eficácia e a segurança dos imunobiológicos. Qual é a faixa de temperatura que deve ser rigorosamente mantida nesses equipamentos, segundo orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI)? 
Alternativas
Q3429317 Enfermagem
Para um paciente com suspeita de tuberculose ativa é solicitado ao técnico de enfermagem que realize a coleta de amostra de escarro induzido. Considerando os cuidados com biossegurança, assinale a alternativa que apresenta corretamente os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que devem ser utilizados nessa situação: 
Alternativas
Q3429316 Enfermagem
Durante a capacitação da equipe de enfermagem sobre “Segurança do Paciente” na administração de medicamentos, é enfatizado enfatiza a importância de seguir os “11 certos”. Com base nesse contexto, assinale a alternativa que NÃO corresponde a um dos “11 certos” da administração de medicamentos: 
Alternativas
Q3429315 Enfermagem
De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), qual é a composição mínima obrigatória da equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF)? 
Alternativas
Q3429314 Enfermagem
Foi prescrita a dose de 6 mg por via oral de determinado medicamento. Ao consultar o rótulo do frasco, observase que a solução disponível contém 4 mg/mL. Sabendo que se trata de uma solução aquosa administrada por via oral, e que 1 mL equivale a 20 gotas, qual é o número de gotas que o técnico deve administrar para atender corretamente à prescrição?
Alternativas
Q3429313 Enfermagem
O técnico de enfermagem da Estratégia Saúde da Família (ESF) deixou de administrar uma dose de antibiótico que estava devidamente prescrita para um paciente em seguimento. Ao ser questionado, alegou esquecimento, mesmo estando ciente da prescrição e com os recursos disponíveis para o cuidado. Com base nesse cenário, essa conduta configura uma atitude:
Alternativas
Q3429312 Sistemas Operacionais
O Windows 11 é o sistema operacional mais recente da empresa Microsoft. Ele traz uma interface renovada, melhorias de desempenho e novos recursos focados em produtividade, segurança e experiência do usuário. Assinale a opção que NÃO apresenta um recurso e/ou aplicativo disponível na instalação-padrão do Microsoft Windows 11. 
Alternativas
Q3429311 Noções de Informática
Suponha que a Prefeitura de Andrada criou uma comissão voltada para sugerir a modernização dos processos organizacionais, inclusive com autonomia para opinar sobre a aquisição futura de soluções tecnológicas voltadas para automatizar e agilizar as atividades.
Nesse contexto, dentre as muitas sugestões apresentadas, a comissão aconselhou a aquisição de um programa que manipula dados em estruturas organizadas chamadas bancos de dados. Esse tipo de programa é muito utilizado, por exemplo, em sistemas de controle de estoque e cadastro de pessoas. O programa que mais se enquadra na descrição precedente é o:
Alternativas
Q3429310 Noções de Informática
Segundo Rodrigues e Granja (2011), navegar na internet é como andar por uma cidade. Os nomes das ruas e os números das residências das cidades são organizados para facilitar a localização dos endereços. Na internet, os endereços ou URLs (Uniform Resource Locator) seguem um certo padrão. Assinale a alternativa correta, considerando o endereço eletrônico disposto abaixo.
https://www.andradas.mg.gov.br/
Alternativas
Q3429305 Português
Texto para a questão

O FUTURO SAQUEADO
(adaptado)
Mario Sergio Cortella

Estamos vivendo um saque antecipado do futuro! Parece alarmista, ou até piegas, mas continuamos eliminando e furtando as condições de existência para as próximas gerações depois da nossa. Essa é uma situação inédita, pois, durante toda a trajetória evolutiva e histórica da espécie, a grande preocupação de qualquer comunidade humana vinha sendo garantir a continuidade e a melhoria das estruturas de manutenção da vida para os descendentes.

A questão central nesse saque não é exclusivamente a degradação do meio-ambiente e dos recursos naturais, dado que, ainda que de forma incipiente, disso estamos cuidando.

O centro da problemática é, isso sim, os adultos admitirmos e promovermos o apodrecimento da esperança nas novas gerações. A elas vimos negando o futuro, e, com facilidade, ouvem de nós aterradores prognósticos ("Não haverá futuro! Não haverá emprego! Não haverá natureza!"). Também desqualificamos o presente e o passado delas ("Isso não é vida; vocês não sabem brincar! Vocês não tiveram infância! Isso que vocês comem é só porcaria! Isso não é música, é barulho!").

A tudo isso damos um ar de fatalidade que indica a crença na impossibilidade de alterar essa rota coletiva; por isso, as novas gerações começam a acreditar no mais ameaçador perigo para a convivência gregária e a solidariedade: o individualismo exacerbado. A regra passa a ser a exaltação descontextualizada do "carpe diem" escrito por Horácio nas suas "Odes"; deixa de ser um "aproveita o dia", entendido pelo poeta latino como sinal de equilíbrio e virtude moderadora, e passa a ser um "curta tudo o que puder, no menor tempo possível, pois só há um horizonte: a vida é breve e sem sentido, e nada mais nos resta a não ser o momento".

Não é à toa que haja um aumento desproporcional de jovens (cada vez com menos idade) que desvalorizam a vida, começando pelo desprezo pela própria integridade física e mental; são vítimas fáceis das drogas fatais e do álcool, que proporcionam felicidade (ou fuga) momentânea. E, sem futuro, o presente fica insuportável; o grande Dostoiévski, autor russo, escreveu em seu livro "O Idiota" que "não foi quando descobriu a América, mas quando estava prestes a descobri-la que Colombo se sentiu feliz".

Vive-se, além de tudo, uma sociedade consumista. Nela, a mínima possibilidade de sentido encontra-se na posse, mesmo que circunstancial, de objetos que são anunciados como sendo os portadores do segredo da felicidade. Crianças bem pequenas perderam a capacidade de brincar sozinhas com um maravilhoso universo imaginativo e abstrato, no qual nada material precisava adentrar; agora, essas crianças têm "necessidades" que nós, adultos, criamos nelas e que são veiculadas por uma mídia que nem sempre se preocupa com o papel formador que desempenha.

FONTE: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq3011200027.htm 
Assinale a alternativa em que o verbo concorda com a ideia contida no sujeito, e não com a forma deste, configurando um caso de silepse:
Alternativas
Q3429304 Português
Texto para a questão

O FUTURO SAQUEADO
(adaptado)
Mario Sergio Cortella

Estamos vivendo um saque antecipado do futuro! Parece alarmista, ou até piegas, mas continuamos eliminando e furtando as condições de existência para as próximas gerações depois da nossa. Essa é uma situação inédita, pois, durante toda a trajetória evolutiva e histórica da espécie, a grande preocupação de qualquer comunidade humana vinha sendo garantir a continuidade e a melhoria das estruturas de manutenção da vida para os descendentes.

A questão central nesse saque não é exclusivamente a degradação do meio-ambiente e dos recursos naturais, dado que, ainda que de forma incipiente, disso estamos cuidando.

O centro da problemática é, isso sim, os adultos admitirmos e promovermos o apodrecimento da esperança nas novas gerações. A elas vimos negando o futuro, e, com facilidade, ouvem de nós aterradores prognósticos ("Não haverá futuro! Não haverá emprego! Não haverá natureza!"). Também desqualificamos o presente e o passado delas ("Isso não é vida; vocês não sabem brincar! Vocês não tiveram infância! Isso que vocês comem é só porcaria! Isso não é música, é barulho!").

A tudo isso damos um ar de fatalidade que indica a crença na impossibilidade de alterar essa rota coletiva; por isso, as novas gerações começam a acreditar no mais ameaçador perigo para a convivência gregária e a solidariedade: o individualismo exacerbado. A regra passa a ser a exaltação descontextualizada do "carpe diem" escrito por Horácio nas suas "Odes"; deixa de ser um "aproveita o dia", entendido pelo poeta latino como sinal de equilíbrio e virtude moderadora, e passa a ser um "curta tudo o que puder, no menor tempo possível, pois só há um horizonte: a vida é breve e sem sentido, e nada mais nos resta a não ser o momento".

Não é à toa que haja um aumento desproporcional de jovens (cada vez com menos idade) que desvalorizam a vida, começando pelo desprezo pela própria integridade física e mental; são vítimas fáceis das drogas fatais e do álcool, que proporcionam felicidade (ou fuga) momentânea. E, sem futuro, o presente fica insuportável; o grande Dostoiévski, autor russo, escreveu em seu livro "O Idiota" que "não foi quando descobriu a América, mas quando estava prestes a descobri-la que Colombo se sentiu feliz".

Vive-se, além de tudo, uma sociedade consumista. Nela, a mínima possibilidade de sentido encontra-se na posse, mesmo que circunstancial, de objetos que são anunciados como sendo os portadores do segredo da felicidade. Crianças bem pequenas perderam a capacidade de brincar sozinhas com um maravilhoso universo imaginativo e abstrato, no qual nada material precisava adentrar; agora, essas crianças têm "necessidades" que nós, adultos, criamos nelas e que são veiculadas por uma mídia que nem sempre se preocupa com o papel formador que desempenha.

FONTE: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq3011200027.htm 
Na passagem “A questão central nesse saque não é exclusivamente a degradação do meio-ambiente e dos recursos naturais, dado que, ainda que de forma incipiente, disso estamos cuidando”, o termo em destaque poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Respostas
6081: B
6082: B
6083: D
6084: B
6085: C
6086: A
6087: D
6088: C
6089: A
6090: D
6091: D
6092: B
6093: D
6094: D
6095: B
6096: B
6097: A
6098: C
6099: A
6100: A