Questões de Concurso
Comentadas para técnico de enfermagem
Foram encontradas 48.471 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Considere o sistema:

Se x > 2, qual é o valor de y?
Leia o texto e responda à questão.
“O Crime do Padre Amaro” (1875)
A tarde estendia-se luminosa sobre Leiria quando a velha ama de Amaro, desembainhando lamentos, apertava-lhe o braço no desembarque da diligência. O ar cheirava a ervas secas, e a poeira da estrada colava-se às abas do chapéu do jovem sacerdote recém-nomeado à paróquia provincial.
Amaro, de vinte e seis anos, trajava batina engomada, mas o olhar — risonho e ligeiramente ansioso — vagava entre as torres da Sé e as janelas baixas das casas térreas, onde donzelas curiosas espiavam, fingindo abanar tapetes. Trazia na bagagem poucos livros de moral, alguma roupa de linho e um espelho de bolso no qual, antes da partida, ajeitara o topete castanho. A seu redor, falatórios: a diligência trouxera cartas, encomendadas, um caixeiro franzino e as novidades da Corte.
À porta da estalagem, aguardava-o o cônego Dias, gordo, respirando com esforço. Abraçou o moço, chamou-o “meu filho”, e logo se pôs a enumerar as famílias influentes da cidade, detendo-se, com benigno sorriso, na casa da senhora D. Joaneira — “excelente paroquiana, viúva devota, mãe da formosa Amélia”. Amaro ouviu, cabeça baixa, mas o rubor ligeiro que lhe subiu às faces denunciava, talvez, curiosidade pouco sacerdotal.
Instalado no quarto sombrio da pensão, abriu a janela escorada em gonzos incertos e deparou, no edifício fronteiro, com a varanda florida da tal Amélia. Não a viu de pronto, mas percebeu o rumor de risos femininos que lhe chegavam como convite morno. Fechou a cortina depressa, fez o sinal-da-cruz e sentou-se à escrivaninha, disposto a reler o Imitatio Christi; todavia, enquanto folheava o livro, a imagem de um sorriso que ainda não vira insistia em ocupar-lhe o espírito.
Pouco depois, no jantar, encontrou-se com D. Joaneira e a filha. A moça, em vestido de musselina clara, inclinou-se para recolher guardanapo caído; o gesto, simples, descobriu-lhe o colo branco. Amaro, sem querer, seguiu-lhe o movimento. Sentiu leve tontura, engoliu em seco e murmurou, aflito, que precisava tomar ar. Saiu para o pátio enlareirado, onde a noite nascente trazia cheiro de jasmim e o canto monótono de um grilo. Ali, encostado à parede úmida, meditou nos perigos do mundo: “Vim servir a Deus, mas eis que a carne me espia antes mesmo da primeira missa”, pensou.
Daquele instante até o desfecho trágico que a posteridade comentaria, muito se passaria — mas, naquela tarde primeira, já pareciam traçados os contornos de uma paixão destinada a concorrer, pari passu, com os deveres sagrados do sacerdócio.
Fonte: QUEIRÓS, Eça de. O crime do padre Amaro. Porto: Tipografia Acadêmica, 1875. (Adaptado)
Leia o texto e responda à questão.
“O Crime do Padre Amaro” (1875)
A tarde estendia-se luminosa sobre Leiria quando a velha ama de Amaro, desembainhando lamentos, apertava-lhe o braço no desembarque da diligência. O ar cheirava a ervas secas, e a poeira da estrada colava-se às abas do chapéu do jovem sacerdote recém-nomeado à paróquia provincial.
Amaro, de vinte e seis anos, trajava batina engomada, mas o olhar — risonho e ligeiramente ansioso — vagava entre as torres da Sé e as janelas baixas das casas térreas, onde donzelas curiosas espiavam, fingindo abanar tapetes. Trazia na bagagem poucos livros de moral, alguma roupa de linho e um espelho de bolso no qual, antes da partida, ajeitara o topete castanho. A seu redor, falatórios: a diligência trouxera cartas, encomendadas, um caixeiro franzino e as novidades da Corte.
À porta da estalagem, aguardava-o o cônego Dias, gordo, respirando com esforço. Abraçou o moço, chamou-o “meu filho”, e logo se pôs a enumerar as famílias influentes da cidade, detendo-se, com benigno sorriso, na casa da senhora D. Joaneira — “excelente paroquiana, viúva devota, mãe da formosa Amélia”. Amaro ouviu, cabeça baixa, mas o rubor ligeiro que lhe subiu às faces denunciava, talvez, curiosidade pouco sacerdotal.
Instalado no quarto sombrio da pensão, abriu a janela escorada em gonzos incertos e deparou, no edifício fronteiro, com a varanda florida da tal Amélia. Não a viu de pronto, mas percebeu o rumor de risos femininos que lhe chegavam como convite morno. Fechou a cortina depressa, fez o sinal-da-cruz e sentou-se à escrivaninha, disposto a reler o Imitatio Christi; todavia, enquanto folheava o livro, a imagem de um sorriso que ainda não vira insistia em ocupar-lhe o espírito.
Pouco depois, no jantar, encontrou-se com D. Joaneira e a filha. A moça, em vestido de musselina clara, inclinou-se para recolher guardanapo caído; o gesto, simples, descobriu-lhe o colo branco. Amaro, sem querer, seguiu-lhe o movimento. Sentiu leve tontura, engoliu em seco e murmurou, aflito, que precisava tomar ar. Saiu para o pátio enlareirado, onde a noite nascente trazia cheiro de jasmim e o canto monótono de um grilo. Ali, encostado à parede úmida, meditou nos perigos do mundo: “Vim servir a Deus, mas eis que a carne me espia antes mesmo da primeira missa”, pensou.
Daquele instante até o desfecho trágico que a posteridade comentaria, muito se passaria — mas, naquela tarde primeira, já pareciam traçados os contornos de uma paixão destinada a concorrer, pari passu, com os deveres sagrados do sacerdócio.
Fonte: QUEIRÓS, Eça de. O crime do padre Amaro. Porto: Tipografia Acadêmica, 1875. (Adaptado)
A Doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, continua sendo um desafio de saúde pública no estado do Pará. O Pará é um dos estados com maior número de casos agudos notificados de Chagas no Brasil, especialmente em municípios da Região Metropolitana de Belém, Marajó e nordeste paraense. A vigilância tem se intensificado, com ações intersetoriais de educação em saúde, fiscalização da cadeia produtiva do açaí e capacitação de profissionais para o diagnóstico e manejo clínico da doença (BRASIL, 2022).
Qual das seguintes alternativas descreve a transmissão vetorial da Doença de Chagas?
A Leishmaniose Visceral (LV), também conhecida como calazar, é uma doença infecciosa grave, de evolução crônica, causada pelo protozoário Leishmania infantum chagasi. Trata-se de uma zoonose de importância em saúde pública, com ocorrência endêmica em várias regiões do Brasil, especialmente no Nordeste, Centro-Oeste e partes do Sudeste. A Leishmaniose Visceral (LV) afeta prioritariamente populações em condições socioambientais vulneráveis (BRASIL, 2022).
Qual das alternativas apresenta um dos principais reservatórios da Leishmaniose Visceral (LV) na área urbana?
Maria, 42 anos, moradora de um assentamento rural, procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima após apresentar lesões cutâneas e febre há três dias. Na recepção, foi informada de que, por não estar cadastrada naquela unidade e não ter comprovante de residência atualizado, não poderia ser atendida, sendo orientada a procurar outro serviço. Sentindo-se humilhada, voltou para casa sem atendimento.
Com base no Sistema Único de Saúde - SUS, assinale a alternativa que melhor expressa o princípio do SUS violado na situação apresentada.
Sobre o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução COFEN nº 564/2017), e suas proibições, considere as afirmativas a seguir:
I. Executar e/ou determinar atos contrários ao Código de Ética e à legislação que disciplina o exercício da Enfermagem.
II. Executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, à família e à coletividade.
III. Colaborar ou acumpliciar-se com pessoas físicas ou jurídicas que desrespeitem a legislação e princípios que disciplinam o exercício profissional de Enfermagem.
Assim, é correto afirmar que são proibições no Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução COFEN nº 564/2017):