Questões de Concurso Comentadas para cirurgião-dentista

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Q3439029 Português
Por uma revolução na saúde sem prescindir de nossos princípios



           A quarta revolução industrial inicia-se impulsionada pela inteligência artificial (IA), pela análise de dados em larga escala e pela automação avançada. Essa nova era vem redesenhando a forma como produzimos, nos comunicamos e, cada vez mais, como cuidamos da saúde. Diagnósticos mais rápidos e precisos, terapias personalizadas, otimização de processos hospitalares, e a previsão de surtos com antecedência. Uma promessa tentadora de eficiência, precisão e vidas salvas.
        Entretanto, diante das sempre deslumbrantes promessas tecnológicas, surge uma pergunta urgente e necessária: como garantir que essas ferramentas, tão poderosas quanto pouco transparentes, realmente apresentam a eficácia prometida? E mais: que funcionam com segurança, ética e equidade?
       Se em muitas áreas o objetivo das decisões é maximizar o lucro, na saúde, cada decisão carrega o peso da vida de um ser humano, com laços afetivos e papéis sociais. Por isso, a incorporação de tecnologias de IA precisa ser pautada, antes de qualquer entusiasmo, por princípios éticos e científicos.
         Apesar dos inúmeros lançamentos de soluções baseadas em IA na saúde, a imensa maioria entra no mercado com evidências frágeis: sem estudos comprovando sua eficácia ou segurança, ausência de revisões independentes, sem demonstrar cumprir critérios mínimos para determinarem decisões clínicas. Não é raro encontrar algoritmos treinados em bases de dados limitadas, que funcionam bem em ambientes controlados, mas falham quando expostos à complexidade do mundo real – especialmente quando lidam com diferentes populações e dimensões de valor.
       Se, em todo o mundo, agências reguladoras estabelecem que nenhum novo teste diagnóstico ou tratamento é aprovado sem estudos bem estruturados e revisados por pares, por que aceitaríamos menos de uma ferramenta de IA que influencia diagnósticos e decisões terapêuticas?
        É preciso exigir que a IA na saúde siga, ao menos, os mesmos princípios da medicina baseada em evidências: estudos metodologicamente robustos, amostras representativas, reprodutibilidade dos resultados e avaliações independentes. O fascínio pela inovação e rapidez de resultados não pode obscurecer nossa responsabilidade com bem-estar social.
        Essa exigência é ainda mais crucial, porque a IA generativa, ao contrário de uma tecnologia passiva, aprende, se atualiza, se transforma. Um algoritmo aprovado hoje pode apresentar comportamentos diferentes amanhã. Isso impõe a necessidade de evidências e monitoramento contínuo, avaliando não apenas a performance técnica, mas também garantindo a ética e a equidade na assistência aos pacientes ao longo do tempo.
        A promessa da IA na saúde não está completa sem um compromisso com a inclusão e acessibilidade. É crucial que seus avanços beneficiem a todos, independentemente da localização geográfica ou condição socioeconômica.
      A inteligência artificial tem potencial para revolucionar a saúde. Mas toda revolução que ignora a ética e a ciência, cedo ou tarde, cobra um preço alto. Se quisermos que essa revolução realmente floresça em benefício das pessoas e da sociedade, precisamos agir agora, com responsabilidade. É urgente prevenir para que a IA, tão cheia de promessas, não repita a velha tragédia das revoluções que, cegas pela pressa, acabam prescindindo de seus princípios.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br. Acesso em: junho de 2025. Fragmento.)
No título “Por uma revolução na saúde sem prescindir de nossos princípios”, a palavra “prescindir” tem o significado de: 
Alternativas
Q3439028 Português
Por uma revolução na saúde sem prescindir de nossos princípios



           A quarta revolução industrial inicia-se impulsionada pela inteligência artificial (IA), pela análise de dados em larga escala e pela automação avançada. Essa nova era vem redesenhando a forma como produzimos, nos comunicamos e, cada vez mais, como cuidamos da saúde. Diagnósticos mais rápidos e precisos, terapias personalizadas, otimização de processos hospitalares, e a previsão de surtos com antecedência. Uma promessa tentadora de eficiência, precisão e vidas salvas.
        Entretanto, diante das sempre deslumbrantes promessas tecnológicas, surge uma pergunta urgente e necessária: como garantir que essas ferramentas, tão poderosas quanto pouco transparentes, realmente apresentam a eficácia prometida? E mais: que funcionam com segurança, ética e equidade?
       Se em muitas áreas o objetivo das decisões é maximizar o lucro, na saúde, cada decisão carrega o peso da vida de um ser humano, com laços afetivos e papéis sociais. Por isso, a incorporação de tecnologias de IA precisa ser pautada, antes de qualquer entusiasmo, por princípios éticos e científicos.
         Apesar dos inúmeros lançamentos de soluções baseadas em IA na saúde, a imensa maioria entra no mercado com evidências frágeis: sem estudos comprovando sua eficácia ou segurança, ausência de revisões independentes, sem demonstrar cumprir critérios mínimos para determinarem decisões clínicas. Não é raro encontrar algoritmos treinados em bases de dados limitadas, que funcionam bem em ambientes controlados, mas falham quando expostos à complexidade do mundo real – especialmente quando lidam com diferentes populações e dimensões de valor.
       Se, em todo o mundo, agências reguladoras estabelecem que nenhum novo teste diagnóstico ou tratamento é aprovado sem estudos bem estruturados e revisados por pares, por que aceitaríamos menos de uma ferramenta de IA que influencia diagnósticos e decisões terapêuticas?
        É preciso exigir que a IA na saúde siga, ao menos, os mesmos princípios da medicina baseada em evidências: estudos metodologicamente robustos, amostras representativas, reprodutibilidade dos resultados e avaliações independentes. O fascínio pela inovação e rapidez de resultados não pode obscurecer nossa responsabilidade com bem-estar social.
        Essa exigência é ainda mais crucial, porque a IA generativa, ao contrário de uma tecnologia passiva, aprende, se atualiza, se transforma. Um algoritmo aprovado hoje pode apresentar comportamentos diferentes amanhã. Isso impõe a necessidade de evidências e monitoramento contínuo, avaliando não apenas a performance técnica, mas também garantindo a ética e a equidade na assistência aos pacientes ao longo do tempo.
        A promessa da IA na saúde não está completa sem um compromisso com a inclusão e acessibilidade. É crucial que seus avanços beneficiem a todos, independentemente da localização geográfica ou condição socioeconômica.
      A inteligência artificial tem potencial para revolucionar a saúde. Mas toda revolução que ignora a ética e a ciência, cedo ou tarde, cobra um preço alto. Se quisermos que essa revolução realmente floresça em benefício das pessoas e da sociedade, precisamos agir agora, com responsabilidade. É urgente prevenir para que a IA, tão cheia de promessas, não repita a velha tragédia das revoluções que, cegas pela pressa, acabam prescindindo de seus princípios.


(Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br. Acesso em: junho de 2025. Fragmento.)
Assinale a alternativa que contradiz as informações apresentadas no texto. 
Alternativas
Q3424843 Farmácia
Um dos fármacos que inibe a ação da fosfolipase A2 é o(a):
Alternativas
Q3424842 Odontologia
As soluções injetáveis são suspensões esterilizadas, livres de pirogênicos, em geral isotônicas, acondicionadas em ampolas ou frasco-ampolas, de forma a manter essas características, indicadas para a administração parenteral, tendo a desvantagem de: 
Alternativas
Q3424840 Odontologia
O campo de visão – field of view (FOV) utilizado nos tomógrafos cone beam – que deve ser a modalidade de imagem de escolha para o retratamento não cirúrgico, a fim de avaliar as complicações do tratamento endodôntico, como material de obturação do canal radicular, excessivamente estendido (sobreobturação), instrumentos endodônticos fraturados e localização das perfurações, é o FOV:
Alternativas
Q3424839 Odontologia
O exame de diagnóstico por imagem que usa a saliva do próprio paciente como um meio de contraste para avaliação das patologias presentes na cavidade oral é denominado:
Alternativas
Q3424838 Odontologia
A tomografia computadorizada de múltiplos detectores (fan beam) de região maxilofacial é um procedimento indicado para casos de:
Alternativas
Q3424836 Odontologia
Segundo White & Pharoah (2022), em relação aos princípios de interpretação radiográfica, a terceira etapa para uma elaboração analítica e sistemática padrão para formulação do laudo radiográfico é analisar: 
Alternativas
Q3424835 Odontologia
Paciente, após avaliação clínica, apresentou dor na articulação temporomandibular bilateralmente com limitação de abertura bucal e estalidos em máxima abertura bucal. A suspeita é de deslocamento anterior dos discos articulares sem redução. O método de diagnóstico avançado por imagem indicado para esse caso clínico é:
Alternativas
Q3424834 Odontologia
Paciente, após trauma em região de face e exame clínico suspeito de fratura do arco zigomático à esquerda, é admitido para avaliação. O exame radiográfico extraoral convencional indicado para o caso clínico é a projeção: 
Alternativas
Q3424833 Odontologia
As imagens de objetos que estão fora do plano de corte nas projeções panorâmicas, que aparecem com aspecto de borramento e estão localizadas nas regiões superior e contralateral ao objeto real radiografado, são classificadas como: 
Alternativas
Q3424832 Odontologia
Uma leve depressão óssea na maxila, próxima ao ápice dos incisivos laterais superiores, na projeção periapical desta região, pode aparecer como uma área de radiotransparência difusa colateral às raízes dos elementos 12 e 22. Nas imagens radiográficas intraorais da maxila, essa projeção descrita é denominada:
Alternativas
Q3424831 Odontologia
A principal indicação clínica do exame radiográfico pela técnica interproximal ou bite-wings é para avaliação de:
Alternativas
Q3424830 Odontologia

Em relação as recomendações de limites anuais para exposição humana à radiação ionizante conforme a Comissão Internacional de Radioproteção (ICRP), o limite de dose (em mSv) de exposição anual para os cristalinos em relação aos efeitos determinísticos é de:
Alternativas
Q3424829 Odontologia
Para um paciente com carcinoma mucoepidermoide em região de parótida à esquerda, após preparo preventivo da cavidade oral, foi indicado tratamento por radioterapia com administração de doses de 2Gy diariamente, bilateralmente, em campos de 8x10cm sobre a região da face à esquerda, totalizando uma exposição de 10Gy. Entre as complicações clínicas possíveis, nesse caso, a mais grave que pode ocorrer na mandíbula irradiada é: 
Alternativas
Q3424827 Odontologia
As referências ao término de preparo ombro em prótese fixa incluem o término:
Alternativas
Q3424826 Odontologia
Paciente jovem apresenta pústulas amareladas, ligeiramente elevadas, lineares, sinuosas sobre uma mucosa eritematosa, localizadas em palato mole e ventre de língua, com aspecto similar a “caminho de caracol”. As manifestações orais descritas, nesse caso, correspondem a: 
Alternativas
Q3424825 Odontologia
Caso o tratamento radioterápico seja realizado em crianças, os conjuntos de alterações que estão relacionados ao desenvolvimento dentário a médio e longo prazo compreendem:
Alternativas
Q3424824 Odontologia
Considerando a classificação de estágios clínicos e radiográficos da osteonecrose relacionada a medicamentos (ONM), um paciente com exposição de osso necrótico ou com a possibilidade de identificar osso por meio de fístula, sem sinais de infecção ativa ou de sintomas com perda óssea alveolar ou de reabsorção óssea, não atribuída à doença periodontal crônica, será classificado como estágio:
Alternativas
Q3424823 Odontologia
Durante a desinfecção de moldes, a seleção do material desinfetante e do método de aplicação (tempo e forma de exposição) deve ser bem avaliada. A estabilidade dos materiais de moldagem específicos também deve ser consultada em relação aos procedimentos de desinfecção. Sempre que possível, o método de escolha para desinfecção mais seguro para moldes deve ser: 
Alternativas
Respostas
1401: C
1402: D
1403: A
1404: A
1405: B
1406: D
1407: A
1408: B
1409: C
1410: B
1411: D
1412: B
1413: C
1414: B
1415: D
1416: C
1417: C
1418: D
1419: B
1420: A