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O objetivo da comunicação não é tarefa da criação, mas sim do atendimento, do planejamento, podendo vir do contato com o cliente, sugerido pelo cliente, ou ainda, sugerido pela agência ao cliente. Com o objetivo da comunicação definido, os criativos entram em ação, mas não sem antes abastecerem-se de conhecimento acerca do produto.
De acordo com o texto, analise as sentenças e assinale a alternativa correta:
I - O problema é transformado em um briefing pela dupla de criação, que depois apontará a solução. II - O briefing apresenta informações que ajudam a traçar um perfil e pontos fortes e fracos que definirão o tipo de campanha. III - Essas informações oferecem um diagnóstico que envolve o mix de marketing.
O texto publicitário é, basicamente, informativo. Porém, trata-se de informação claramente tendenciosa. Os grandes autores afirmam que o texto publicitário é a informação embalada para presente. Seu intuito é informar com argumentos que possam levar o leitor a tomar uma decisão favorável a respeito do produto que se anuncia. Durante muitos anos a publicidade se valeu de recursos técnicos e estilísticos que moldaram a publicidade atual. Mas, mesmo com tamanha evolução, alguns critérios continuam em voga, sendo parte presente na estruturação de mensagens publicitárias reconhecidamente eficientes.
Considerando as características do texto publicitário, avalie as asserções a seguir e assinale a opção que retrata a relação correta.
I - O texto publicitário ressalta qualidades e expõe ideias sobre o produto. II - Explica características e aspectos sobre o produto anunciado. III - Descreve o produto para despertar o interesse do consumidor a aceitá-lo e adquirí-lo.
Uma peça publicitária impressa possui vários níveis de leitura. O mesmo acontece na distribuição das informações. Leia o texto abaixo e depois analise as questões:
Considera-se ―texto publicitário‖, para ser lido ou falado, qualquer forma de comunicação verbal que se destina a levar ao público informações comerciais ou ideológicas, tidas como anúncios.
De maneira geral, são assim denominados não apenas o corpo de texto, mas também:
- títulos
- subtítulos
- rótulos
- slogans
- textos
- roteiros
- entre outros.
O texto é a grande força do anúncio, pois se destina a modificar comportamentos do leitor, agindo sobre sua vontade e seus sentimentos.
Será eficaz o texto que possibilitar transformar o produto em objeto de prazer, apresentando-o como solução para os problemas do leitor; em síntese, terá eficácia se criar necessidade de compra. (Martins, Jorge S. Redação Publicitária, Teoria e Prática).
De acordo com o texto, analise as sentenças:
I - O título é responsável por chamar a atenção para o anúncio e convidar à leitura.
II - O subtítulo é um segundo título, que apresenta novas informações.
III - O corpo de texto conduz o leitor pelas
informações, chegando até a ordem, o
chamado a ação.
Leia com atenção o texto abaixo:
Era noite. A chuva que caía não dava trégua e se lançava sobre nossa casa torrencialmente. Como sempre acontece em noites de tempestade, a energia acabou. Eu, criança ainda, só poderia estar nervoso e muito assustado; e as estranhas formas tremulantes que o brilho das velas formava nas paredes simplesmente pioravam tudo, o que me levava a perguntar a todo instante:
— Pai, quando a luz vai voltar?
— Em breve, meu filho — dizia meu pai, puxando-me para perto de si. — Logo, logo a chuva vai diminuir, e a luz vai acabar voltando. Tem que ter paciência.
— Eu queria que a mamãe estivesse aqui — eu gemi.
— Sim, filho; eu sei. Eu também gostaria muito. Mas, de alguma forma, ela está aqui conosco. Temos de ser pacientes.
Meu pai ficara viúvo muito cedo. Eu não conheci minha mãe, e era ele quem tinha de fazer os dois papéis; ele era muito cuidadoso comigo. Foi por ver minha aflição é que hoje eu tenho certeza de que ele fez o que fez. (...)
Sobre o texto narrativo, analise as sentenças:
I - O texto narrativo, invariavelmente, possui um narrador e é ambientado em um tempo e espaço.
II - Age em função de um problema ou conflito.
III - Na publicidade segue a rígida norma do
começo, meio e fim, sempre em ordem
cronológica.
Com base no texto abaixo, analise as questões:
O título e a imagem dividem em igual importância a responsabilidade pela força de atração de um anúncio, por isso os redatores concentram seus esforços nesta etapa da criação.
O trabalho de criação de títulos obedece ao mesmo mandamento dos slogans: escrever muito, anotar todas as ideias, selecionar e avaliar, buscando a mais original e adequada.
De acordo com o texto, analise as sentenças e assinale a alternativa correta acerca das Características do Título:
I - Evita expressões-chaves.
II - Mostra algum benefício do produto que possa fazer desejá-lo.
III - Conduz a alguma decisão por meio de
argumentação.
Sobre os estilos de realização, analise o texto abaixo:
Definir o estilo de realização é definir de que maneira a mensagem publicitária será comunicada. Por meio de depoimento? De demonstração? De uma narração? É fundamental que essa forma cumpra os objetivos do roteiro e, posteriormente, do filme: fazer a mensagem ser compreendida, persuadir e gerar recall. Terence Shimp identificou quatro estilos básicos de comercial, dependendo de o foco concentrar-se em um dos itens abaixo, exceto:
Sobre os tipos de títulos publicitários, analise as sentenças:
I - Título Sugestão – aquele que apresenta qualquer fato ou notícia relacionada ao assunto.
II - Título Seletivo – aquele que se destina a determinado segmento de público.
III - Título Curiosidade – aquele que desperta ou estimula o interesse por algum aspecto do produto.
Está correto o que se afirma em:
A TV não é o monstro que pensamos ser, o grande vilão é a propaganda que, repetida milhões de vezes, cria desejos de consumo desnecessários. ―Claramente as propagandas, hoje, procuram trabalhar com valores, não com a qualidade do produto. São raras as propagandas que cantam as qualidades do produto‖, afirma Yves de La Taille (Professor do Instituto de Psicologia da USP). Hoje, é muito fácil escolher a sua própria programação, o que não escolhemos são as propagandas. Você muda de canal e lá está ela mostrando uma pérfida realidade: se você tomar essa cerveja, a mulher mais bonita será sua, se comprar esse carro, terá sucesso garantido. Se a criança tiver tal brinquedo, terá poderes de super-herói, se a menina tiver tal boneca será a mais bonita e popular.
Analise as informações sobre como manter a atenção dos telespectadores acerca da sua mensagem comercial:
I - Evite o uso de celebridades.
II - Conte uma história com aumento gradual de tensão.
III - Não exagere na emoção. Cada pessoa tem um limite, um sonho individual ou um desejo só seu.
Está correto o que se afirma em:
A publicidade em televisão, também possui as suas desvantagens. Devido à natureza veloz das mensagens e aos elementos criativos muito presentes em anúncios de televisão, que muitas vezes provocam distração, as mensagens relacionadas com o produto e com a própria marca podem ser ignoradas. Além disso, número excessivo de anúncios inseridos na programação televisiva, cria uma saturação que acaba por fazer com que os consumidores facilmente os ignorem ou se esqueçam deles. Outra grande desvantagem é o alto custo de produção e difusão.
Analise as informações sobre o texto para a televisão:
I - É preciso evitar variar o tamanho das frases para evitar o chamado efeito compasso. II - Precisamos escrever pensando que talvez tenhamos apenas uma chance de conversar com nosso público-alvo. II - Os últimos cinco segundos são os mais importantes.
Está correto o que se afirma em:
Com base no texto, analise as proposições sobre a criação de trabalhos eficazes para o rádio:
I - O nome do anunciante nem sempre é importante no rádio. II - A ideia principal precisa ficar muito clara. III - O rádio é um bom meio para a construção da imagem da marca, mas não para fazer uma longa lista de benefícios ou argumentos complexos.
Está correto o que se afirma em
Texto 02:
O menino que me olha
(...) Não andamos muito elegantes, nestes tempos estranhos. Não andamos muito éticos, nestes tempos loucos. Não que as coisas tenham sido muito melhores no tempo dos gregos, quando na filosófica Atenas a mulher era pouco mais do que um animal sem alma, era normal ter escravos e a guerra era o pão nosso. Ou na Idade Média, quando eu seria no mínimo candidata à fogueira, não a da inveja, mas a concreta mesmo; nossos filhos teriam morrido nas Cruzadas matando alguém no Oriente (nada de novo na face da Terra). (...)
Luft, Lya. O menino que me olha. Veja, São Paulo, Abril, 30 jun. 2004. Coluna Ponto de Vista, p.20
Texto 02:
O menino que me olha
(...) Não andamos muito elegantes, nestes tempos estranhos. Não andamos muito éticos, nestes tempos loucos. Não que as coisas tenham sido muito melhores no tempo dos gregos, quando na filosófica Atenas a mulher era pouco mais do que um animal sem alma, era normal ter escravos e a guerra era o pão nosso. Ou na Idade Média, quando eu seria no mínimo candidata à fogueira, não a da inveja, mas a concreta mesmo; nossos filhos teriam morrido nas Cruzadas matando alguém no Oriente (nada de novo na face da Terra). (...)
Luft, Lya. O menino que me olha. Veja, São Paulo, Abril, 30 jun. 2004. Coluna Ponto de Vista, p.20
Texto 01:
O desvio ético do gerundismo
Há implicações éticas no vício de linguagem. O uso excessivo e desnecessário do gerúndio é conhecido como endorreia, cuja forma popular é a construção “vou estar + gerúndio”, uma perífrase (locução formada por dois ou três verbos). A locução em si é legítima, quando comunica a ideia de uma ação futura que ocorrerá no momento de outra ou sequenciada. As sentenças “vou estar dormindo na hora do jogo” ou “vou estar vendo o jogo quando você estiver assistindo à novela” são adequadas ao sistema da língua, assim como em verbos que indiquem processo: “amanhã vai estar chovendo” ou ato contínuo: “vou estar trabalhando das 8h às 18h.”
Aquilo que nos acostumamos a chamar de gerundismo se dá quando não queremos comunicar essa ideia de eventos ou ações simultâneas, mas antes falar de ação pontual, em que a duração não é preocupação dominante. “Vou falar” narra algo que vai ocorrer a partir de agora. “Vou estar falando” se refere a um futuro em andamento.
É inadequado usar uma forma verbal com valor de outra – falar de ação isolada, que se encerraria num só ato, como se fosse contínua. Quando respondemos ao telefone “vou estar passando o recado” fazemos o recado, que potencialmente tem tudo para ser dado, não ter mais prazo de validade. O vício aqui isenta a pessoa de responsabilidade sobre o que prometeu fazer. É antes de tudo um desvio ético.
(Revista Língua Portuguesa, ano 7, número 77. Março de 2012)