Questões de Concurso
Comentadas para professor - matemática
Foram encontradas 16.597 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.
Como é o desenvolvimento da autonomia e da criatividade no colégio?
- O desenvolvimento da autonomia e da criatividade da criança é um dos principais
- objetivos de uma instituição de ensino. Fazer com que haja um protagonismo no aluno em sala
- de aula é essencial no processo de aprendizagem. Com isso, torna-se fundamental desenvolver
- práticas de ensino com Metodologias Ativas. Tais metodologias atuam diretamente no
- desenvolvimento da autonomia e da criatividade na infância, o que, por sua vez, permite a
- construção de uma personalidade mais saudável, além de competências e habilidades
- essenciais para a criança.
- Afastando-se de uma metodologia de ensino ultrapassada, as instituições de ensino
- devem adotar uma aprendizagem que busque não apenas alfabetizar a criança como também
- colaborar para o seu desenvolvimento. E isso envolve um estímulo ___ construção da
- autonomia e da criatividade no colégio. Essa Educação Criativa envolve uma metodologia de
- ensino-aprendizagem que possibilita ___ instituições de ensino uma aproximação com o mundo
- real. Isto é, fora da escola, especialmente no mercado de trabalho, diversas habilidades e
- capacidades são valorizadas. E duas delas são justamente a autonomia e a criatividade.
- Existe a necessidade de se trazer ao ambiente escolar uma abordagem diferente,
- especialmente com o protagonismo do aluno, e uma dessas abordagens diz respeito às
- Metodologias Ativas. Mas o que são as Metodologias Ativas? Em resumo, o modelo busca trazer
- para o aluno um papel de protagonismo no seu próprio aprendizado. Isto é, por meio dele, é o
- estudante o maior responsável pelo seu desenvolvimento em sala de aula. Nesse sentido, o
- objetivo é incentivar que a absor...ão do conteúdo em sala se dê com mais autonomia e
- participação.
- Com a autonomia do aluno em seu próprio aprendizado, há também um maior estímulo
- ao seu desenvolvimento. Como destacamos acima, a construção da autonomia e da criatividade
- infantil permite a construção de uma personalidade mais saudável. Essa prática garante um
- maior desenvolvimento de habilidades socioemocionais, fundamentais para o aprendizado
- infantil. A conquista da autonomia como protagonismo do aluno no processo de aprendizado
- traz um estímulo para uma convivência saudável. Isto é, por meio do ensino-aprendizagem da
- autonomia, a criança pode entender melhor seu papel como parte de um todo que é a
- sociedade.
- Mas como a autonomia e a criatividade podem ser aplicadas em sala de aula? O que
- a proposta pedagógica pode trazer para fazer com que o aluno seja protagonista do seu
- aprendizado? É preciso entender que cada estudante tem seu tempo e ritmo de aprendizado.
- O ideal é fazer com que a metodologia de ensino estimule o seu desenvolvimento com base
- nesse ritmo, pre...ando por uma autonomia maior. Para potencializar esse modelo de ensino,
- é essencial a adoção de algumas práticas. Uma dessas práticas é a criação de um ambiente
- favorável para um aprendizado com base na autonomia e na criatividade do aluno. Com um
- espaço adequado, é possível criar um ambiente em que a exploração e a construção do
- conhecimento aconteçam de forma mais fácil.
- Especialmente na fase da Educação Infantil, o aprendizado acontece com uma interação
- do aluno com o ambiente, e valorizar esse ambiente é uma das melhores formas de aplicar as
- Metodologias Ativas, proporcionando liberdade para a autonomia das crianças. Outra forma de
- auxílio no desenvolvimento do estudante com autonomia e criatividade é oferecer uma maior
- liberdade de aprendizado. A escola, como um todo, é um espaço de aprendizagem constante,
- mas para que isso se concreti...e, esse espaço deve criar um clima de incentivo para a busca
- pelo conhecimento. A segurança oferecida para que o aluno tenha liberdade de aprender é uma
- das melhores formas de estimular a sua autonomia. O ambiente escolar tem a capacidade de
- ser um espaço que traz ___ tona impulsos como a curiosidade, a criatividade e a vontade de
- aprender.
(Disponível em: https://sigmadf.com.br/como-e-o-desenvolvimento-da-autonomia-e-da-criatividade-nocolegio – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Metodologias de ensino ultrapassadas não consideravam, muitas vezes, o desenvolvimento infantil, mas sim, a instrução.
II. Autonomia e criatividade são habilidades que serão valorizadas não só ao longo da vida escolar.
Assinale a alternativa correta a respeito das assertivas anteriores.
Ao redor do triângulo vermelho, no centro da bandeira de Minas Gerais, há uma expressão em latim que significa:
Qual cidade NÃO faz divisa geográfica com o município de Santa Cruz do Escalvado?
Em setembro de 2022 o Brasil celebrará 200 anos de qual evento?
No ano de 2021 o governo dos Estados Unidos retirou suas tropas de um país que estava ocupado desde o início dos anos 2000. Esse país, hoje governado pelos Talibãs, é o
O artigo 14 do Plano Diretor Participativo do Município de Santa Cruz do Escalvado relaciona a Política Urbana com a Política Municipal de Desenvolvimento Humano, prevendo ações contínuas como
Leia o trecho a seguir.
“Santa Cruz do Escalvado possui inúmeras riquezas em seu patrimônio, como imóveis, estradas, tradições religiosas e práticas do cotidiano, objetos de uso pessoal ou coletivo, histórias de seus antepassados, enfim, todo um conjunto de bens materiais e imateriais que, somados, compõem a variedade cultural do município e explicam sua especificidade.”
ASSIS, Ângelo Adriano Faria de; FARIA, André Luiz Lopes de & REIS, Marcus Vinícius Reis. História de Santa Cruz do Escalvado. Viçosa, MG: Geographica, 2009, p. 45.
Informe se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações sobre a história, a geografia e a economia do município de Santa Cruz do Escalvado.
( ) A história do município relaciona-se com o processo de ocupação da Zona da Mata, iniciado no século XVIII, quando a região serviu de passagem entre a área mineradora e o Rio de Janeiro.
( ) Ao longo do tempo, onde hoje é o município de Santa Cruz do Escalvado, a Mata Atlântica foi aos poucos sendo destruída para ceder espaço à agricultura e à criação de animais.
( ) No século XIX a Freguesia ou o Distrito de Santa Cruz do Escalvado passou a integrar o município de Ponte Nova, do qual veio a se emancipar no ano de 1948.
( ) Uma das principais atividades econômicas de Santa Cruz do Escalvado é a mineração para exportação de alumínio, manganês e ferro.
( ) O município situa-se na Bacia do Rio Doce e abrange a Represa da Candonga, ou Hidrelétrica Risoleta Neves, que, em 2015, foi castigada por toneladas de rejeitos, liberadas pela Samarco.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
A Lei Complementar nº 013/2019 dispõe sobre a estruturação do Plano de Cargos e Vencimentos dos servidores civis da Administração Pública Direta do Município de Santa Cruz do Escalvado – MG. Segundo esta Lei, dentre os requisitos básicos para provimento do cargo público constam
O parágrafo único do artigo 1º da Lei Orgânica do Município de Santa Cruz do Escalvado estabelece:
“Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição da República, do Estado e desta Lei Orgânica Municipal.”
CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA CRUZ DO ESCALVADO. “Lei Orgânica do Município de Santa Cruz do Escalvado". Disponível em https://www.camarasantacruzdoescalvado.mg.gov.br
Este mesmo artigo compromete o Município a respeitar, valorizar e promover fundamentos básicos, como o (a)
O LibreOffice é um pacote de produtividade de escritório totalmente disponível gratuitamente. Seu formato de arquivo nativo é Open Document Format (ODF), um formato de padrão aberto que está sendo adotado por governos em todo o mundo como um formato de arquivo obrigatório para a publicação e aceitação de documentos. O LibreOffice também pode abrir e salvar documentos em muitos outros formatos, incluindo aqueles usados por várias versões do Microsoft Office.
Sobre os componentes do LibreOffice associe as colunas.
PROGRAMAS
1 - Draw
2 - Writer
3 - Impress
4 - Base
5 - Calc
6 - Math
DESCRIÇÕES
( ) é uma ferramenta rica em recursos para a criação de cartas, livros, relatórios, boletins informativos, brochuras e outros documentos.
( ) tem todos os recursos avançados de análise, gráficos e tomada de decisões esperadas de um documento de planilha de última geração.
( ) fornece todas as ferramentas comuns de apresentação de multimídia, como efeitos especiais, animação e ferramentas de desenho.
( ) é uma ferramenta de desenho vetorial que pode produzir tudo, desde simples diagramas ou fluxogramas até arte 3D.
( ) fornece ferramentas para o trabalho diário de banco de dados em uma interface simples.
( ) é o editor de fórmula ou equação do LibreOffice. Pode-se usá-lo para criar equações complexas que incluem símbolos ou caracteres não disponíveis em conjuntos de fontes padrão.
A sequência correta dessa associação é
O Windows 10 trouxe como novidade um botão chamado Visão de tarefas, que fica na barra de tarefas da área de trabalho. A imagem a seguir mostra como este botão aparece para o usuário.
Assinale a sequência de teclas que deve ser pressionada para realizar a mesma tarefa do botão Visão de tarefas.
Fixar linhas ou colunas em uma planilha é muito útil quando se tem uma planilha extremamente grande, na qual não se consegue visualizar seus tópicos principais.
No LibreOffice Calc, para fixar uma linha, deve-se clicar no cabeçalho da
Sobre as operações com arquivos e pastas, faça a associação entre as operações e ações a seguir.
OPERAÇÃO
1) Excluir uma pasta ou arquivo
2) Copiar um arquivo ou pasta
3) Criar uma nova pasta
4) Abrir um arquivo ou executar um programa
5) Mover um arquivo ou pasta
6) Mudar o nome de um arquivo ou pasta
AÇÕES
( ) Clique duplo no ícone ou nome do arquivo.
( ) Na parte direita do dispositivo ou pasta marcada, clique num local vazio com o botão direito do mouse. Aponte para a opção Novo e, depois, clique na opção Pasta. Digite um nome para a pasta e tecle Enter.
( ) Selecione o arquivo ou pasta a ser excluído, dando apenas um clique sobre o item e então pressione a tecla Delete.
( ) Selecione um arquivo ou pasta, dando apenas um clique sobre o item; então, clique com o botão direito do mouse sobre o item e escolha a opção Renomear.
( ) Selecione o arquivo ou pasta, dando apenas um clique sobre o item; utilize as teclas de atalho CTRL + C. Em seguida, selecione o local de destino e use o atalho CTRL + V.
( ) Selecione o arquivo ou pasta, dando apenas um clique sobre o item; utilize as teclas de atalho CTRL + X. Em seguida, selecione o local de destino e use o atalho CTRL + V.
A sequência correta da associação é
Uma fábrica possui duas equipes de produção, A e B, que trabalham 6 horas por dia, em períodos distintos, sem interseção. Na composição de cada equipe, todos os trabalhadores possuem a mesma capacidade de produção. A produtividade de cada equipe em um período foi avaliada, tendo sido produzido o gráfico a seguir. Esse gráfico mostra a produção, em um intervalo de 6 horas, de um mesmo tipo de calça, pelos 50 trabalhadores da equipe A e pelos 75 da equipe B.
Considerando-se as funções descritas por esses gráficos, no intervalo de trabalho de cada equipe, é correto afirmar que
AS QUESTÕES DE 01 A 08 SE REFEREM AO TEXTO SEGUINTE.
Não vale dizer
Ruy Castro*
Vale dizer. Vale lembrar. Vale ressaltar. Vale destacar. Vale acrescentar. E outros vales isso ou aquilo. Você pode não ter se tocado, mas, de há algum tempo, essas palavras estão lhe entrando pelos olhos com alarmante frequência e ocupando espaço à toa. A frase começa com "Vale dizer que ..." e segue-se o que a pessoa acha que vale dizer. Não ocorre a ela que, se dispensar o "vale dizer" e disser logo o que tem a dizer, sua informação não sofrerá nenhum prejuízo. Ao contrário, ganhará em concisão e objetividade.
É um vício de linguagem, como um tique nervoso ou uma pálpebra que dispara. E, como todo vício ou tique, brota de algum lugar no espaço e chega direto aos dedos de quem escreve, sem um estágio intermediário no nicho do cérebro onde se escolhem as palavras. A pessoa, quando se dá conta, já escreveu e, na verdade, nem se dá conta. Aliás, "na verdade" também é um desses tiques. Na verdade, por que "na verdade"? E quem garante que seja verdade? Em tempo: mesmo que fique ansioso com a ideia, experimente escrever sem usar "na verdade" e veja como não lhe fará a menor falta.
"Em tempo"? Eis outra relíquia arrancada do passado e posta a circular na mídia como se já não pudéssemos passar sem. Equivale ao "vale dizer". Dá-se assim: na sequência de uma informação, sapeca-se um ponto-parágrafo e, sem qualquer motivo, começa-se o parágrafo seguinte com "Em tempo ..." ‒ e lá vem a preciosa informação. É como se o autor temesse esquecer-se dela ou que seu espaço fosse acabar e ele não a usasse a tempo. Donde volto a sugerir: se escrever "Em tempo ...", experimente apagá-la e veja se seu conteúdo perde alguma coisa.
Alguém dirá que são implicâncias de um escriba ranzinza e que ninguém está ligando para isso. Pois devia estar. Manter a língua eficiente, como queria Ezra Pound, é obrigação de todos os que fazem uso dela.
"Fazer uso"? Epa! De todos que a usam, digo.
* Jornalista e escritor.
Folha de São Paulo, Opinião, 14 mar. 2022, p. A 2. Adaptado.
Um dos tipos de regência existentes na língua portuguesa denomina-se regência nominal e, como o próprio nome sugere, ocorre apenas entre nomes (substantivo, adjetivo ou advérbio). A relação estabelecida entre eles e seus respectivos complementos se dá por meio de uma preposição.
Disponível em: <https://mentirinhas.com.br/mentirinhas-220/>. Acesso em: 03 abr. 2022.
No balão do último quadrinho a expressão “afeição por outra pessoa” caracteriza um caso de regência nominal, cuja ocorrência está igualmente exemplificada na passagem transcrita do texto de Ruy Castro indicada em
AS QUESTÕES DE 01 A 08 SE REFEREM AO TEXTO SEGUINTE.
Não vale dizer
Ruy Castro*
Vale dizer. Vale lembrar. Vale ressaltar. Vale destacar. Vale acrescentar. E outros vales isso ou aquilo. Você pode não ter se tocado, mas, de há algum tempo, essas palavras estão lhe entrando pelos olhos com alarmante frequência e ocupando espaço à toa. A frase começa com "Vale dizer que ..." e segue-se o que a pessoa acha que vale dizer. Não ocorre a ela que, se dispensar o "vale dizer" e disser logo o que tem a dizer, sua informação não sofrerá nenhum prejuízo. Ao contrário, ganhará em concisão e objetividade.
É um vício de linguagem, como um tique nervoso ou uma pálpebra que dispara. E, como todo vício ou tique, brota de algum lugar no espaço e chega direto aos dedos de quem escreve, sem um estágio intermediário no nicho do cérebro onde se escolhem as palavras. A pessoa, quando se dá conta, já escreveu e, na verdade, nem se dá conta. Aliás, "na verdade" também é um desses tiques. Na verdade, por que "na verdade"? E quem garante que seja verdade? Em tempo: mesmo que fique ansioso com a ideia, experimente escrever sem usar "na verdade" e veja como não lhe fará a menor falta.
"Em tempo"? Eis outra relíquia arrancada do passado e posta a circular na mídia como se já não pudéssemos passar sem. Equivale ao "vale dizer". Dá-se assim: na sequência de uma informação, sapeca-se um ponto-parágrafo e, sem qualquer motivo, começa-se o parágrafo seguinte com "Em tempo ..." ‒ e lá vem a preciosa informação. É como se o autor temesse esquecer-se dela ou que seu espaço fosse acabar e ele não a usasse a tempo. Donde volto a sugerir: se escrever "Em tempo ...", experimente apagá-la e veja se seu conteúdo perde alguma coisa.
Alguém dirá que são implicâncias de um escriba ranzinza e que ninguém está ligando para isso. Pois devia estar. Manter a língua eficiente, como queria Ezra Pound, é obrigação de todos os que fazem uso dela.
"Fazer uso"? Epa! De todos que a usam, digo.
* Jornalista e escritor.
Folha de São Paulo, Opinião, 14 mar. 2022, p. A 2. Adaptado.
“Segundo Jakobson, é possível determinar funções da linguagem com base nas características dos textos e nas intenções do locutor.”
CEREJA, W. COCHAR, Thereza. Gramática reflexiva: texto, semântica e interação.
São Paulo: Atual, 2013, p. 19.
A função conativa ou apelativa da linguagem, entre as várias funções definidas pelo linguista russo Roman Jakobson, volta-se para o destinatário com o propósito de persuadi-lo por meio da mensagem transmitida.
A esse respeito, atente para a seguinte passagem transcrita do texto.
“...se escrever "Em tempo ...", experimente apagá-la e veja se seu conteúdo perde alguma coisa.”
No trecho, identifica-se a função conativa, fundamentalmente, pela (o)
AS QUESTÕES DE 01 A 08 SE REFEREM AO TEXTO SEGUINTE.
Não vale dizer
Ruy Castro*
Vale dizer. Vale lembrar. Vale ressaltar. Vale destacar. Vale acrescentar. E outros vales isso ou aquilo. Você pode não ter se tocado, mas, de há algum tempo, essas palavras estão lhe entrando pelos olhos com alarmante frequência e ocupando espaço à toa. A frase começa com "Vale dizer que ..." e segue-se o que a pessoa acha que vale dizer. Não ocorre a ela que, se dispensar o "vale dizer" e disser logo o que tem a dizer, sua informação não sofrerá nenhum prejuízo. Ao contrário, ganhará em concisão e objetividade.
É um vício de linguagem, como um tique nervoso ou uma pálpebra que dispara. E, como todo vício ou tique, brota de algum lugar no espaço e chega direto aos dedos de quem escreve, sem um estágio intermediário no nicho do cérebro onde se escolhem as palavras. A pessoa, quando se dá conta, já escreveu e, na verdade, nem se dá conta. Aliás, "na verdade" também é um desses tiques. Na verdade, por que "na verdade"? E quem garante que seja verdade? Em tempo: mesmo que fique ansioso com a ideia, experimente escrever sem usar "na verdade" e veja como não lhe fará a menor falta.
"Em tempo"? Eis outra relíquia arrancada do passado e posta a circular na mídia como se já não pudéssemos passar sem. Equivale ao "vale dizer". Dá-se assim: na sequência de uma informação, sapeca-se um ponto-parágrafo e, sem qualquer motivo, começa-se o parágrafo seguinte com "Em tempo ..." ‒ e lá vem a preciosa informação. É como se o autor temesse esquecer-se dela ou que seu espaço fosse acabar e ele não a usasse a tempo. Donde volto a sugerir: se escrever "Em tempo ...", experimente apagá-la e veja se seu conteúdo perde alguma coisa.
Alguém dirá que são implicâncias de um escriba ranzinza e que ninguém está ligando para isso. Pois devia estar. Manter a língua eficiente, como queria Ezra Pound, é obrigação de todos os que fazem uso dela.
"Fazer uso"? Epa! De todos que a usam, digo.
* Jornalista e escritor.
Folha de São Paulo, Opinião, 14 mar. 2022, p. A 2. Adaptado.
A morfossintaxe é a observação conjunta da classificação morfológica e da função sintática das palavras nas orações.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre os aspectos morfossintáticos de algumas passagens transcritas do texto.
( ) Na frase “sua informação não sofrerá nenhum prejuízo.”, o sujeito é simples, o predicado é verbal e o verbo é transitivo direto.
( ) No período “Manter a língua eficiente, como queria Ezra Pound, é obrigação de todos os que fazem uso dela.”, a oração intercalada exprime concessão.
( ) Em “Donde volto a sugerir: se escrever ‘Em tempo ...’, experimente apagá-la...”, o termo destacado se classifica como pronome pessoal do caso oblíquo.
( ) No trecho “...e veja como não lhe fará a menor falta.”, a próclise é de rigor porque, na oração, antes do verbo, identifica-se palavra que atrai o pronome átono.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
AS QUESTÕES DE 01 A 08 SE REFEREM AO TEXTO SEGUINTE.
Não vale dizer
Ruy Castro*
Vale dizer. Vale lembrar. Vale ressaltar. Vale destacar. Vale acrescentar. E outros vales isso ou aquilo. Você pode não ter se tocado, mas, de há algum tempo, essas palavras estão lhe entrando pelos olhos com alarmante frequência e ocupando espaço à toa. A frase começa com "Vale dizer que ..." e segue-se o que a pessoa acha que vale dizer. Não ocorre a ela que, se dispensar o "vale dizer" e disser logo o que tem a dizer, sua informação não sofrerá nenhum prejuízo. Ao contrário, ganhará em concisão e objetividade.
É um vício de linguagem, como um tique nervoso ou uma pálpebra que dispara. E, como todo vício ou tique, brota de algum lugar no espaço e chega direto aos dedos de quem escreve, sem um estágio intermediário no nicho do cérebro onde se escolhem as palavras. A pessoa, quando se dá conta, já escreveu e, na verdade, nem se dá conta. Aliás, "na verdade" também é um desses tiques. Na verdade, por que "na verdade"? E quem garante que seja verdade? Em tempo: mesmo que fique ansioso com a ideia, experimente escrever sem usar "na verdade" e veja como não lhe fará a menor falta.
"Em tempo"? Eis outra relíquia arrancada do passado e posta a circular na mídia como se já não pudéssemos passar sem. Equivale ao "vale dizer". Dá-se assim: na sequência de uma informação, sapeca-se um ponto-parágrafo e, sem qualquer motivo, começa-se o parágrafo seguinte com "Em tempo ..." ‒ e lá vem a preciosa informação. É como se o autor temesse esquecer-se dela ou que seu espaço fosse acabar e ele não a usasse a tempo. Donde volto a sugerir: se escrever "Em tempo ...", experimente apagá-la e veja se seu conteúdo perde alguma coisa.
Alguém dirá que são implicâncias de um escriba ranzinza e que ninguém está ligando para isso. Pois devia estar. Manter a língua eficiente, como queria Ezra Pound, é obrigação de todos os que fazem uso dela.
"Fazer uso"? Epa! De todos que a usam, digo.
* Jornalista e escritor.
Folha de São Paulo, Opinião, 14 mar. 2022, p. A 2. Adaptado.
No trecho “Alguém dirá que são implicâncias de um escriba ranzinza...”, sem prejuízo para o sentido pretendido, a palavra destacada, no contexto em que foi empregada, pode ser substituída, fundamentalmente, por
AS QUESTÕES DE 01 A 08 SE REFEREM AO TEXTO SEGUINTE.
Não vale dizer
Ruy Castro*
Vale dizer. Vale lembrar. Vale ressaltar. Vale destacar. Vale acrescentar. E outros vales isso ou aquilo. Você pode não ter se tocado, mas, de há algum tempo, essas palavras estão lhe entrando pelos olhos com alarmante frequência e ocupando espaço à toa. A frase começa com "Vale dizer que ..." e segue-se o que a pessoa acha que vale dizer. Não ocorre a ela que, se dispensar o "vale dizer" e disser logo o que tem a dizer, sua informação não sofrerá nenhum prejuízo. Ao contrário, ganhará em concisão e objetividade.
É um vício de linguagem, como um tique nervoso ou uma pálpebra que dispara. E, como todo vício ou tique, brota de algum lugar no espaço e chega direto aos dedos de quem escreve, sem um estágio intermediário no nicho do cérebro onde se escolhem as palavras. A pessoa, quando se dá conta, já escreveu e, na verdade, nem se dá conta. Aliás, "na verdade" também é um desses tiques. Na verdade, por que "na verdade"? E quem garante que seja verdade? Em tempo: mesmo que fique ansioso com a ideia, experimente escrever sem usar "na verdade" e veja como não lhe fará a menor falta.
"Em tempo"? Eis outra relíquia arrancada do passado e posta a circular na mídia como se já não pudéssemos passar sem. Equivale ao "vale dizer". Dá-se assim: na sequência de uma informação, sapeca-se um ponto-parágrafo e, sem qualquer motivo, começa-se o parágrafo seguinte com "Em tempo ..." ‒ e lá vem a preciosa informação. É como se o autor temesse esquecer-se dela ou que seu espaço fosse acabar e ele não a usasse a tempo. Donde volto a sugerir: se escrever "Em tempo ...", experimente apagá-la e veja se seu conteúdo perde alguma coisa.
Alguém dirá que são implicâncias de um escriba ranzinza e que ninguém está ligando para isso. Pois devia estar. Manter a língua eficiente, como queria Ezra Pound, é obrigação de todos os que fazem uso dela.
"Fazer uso"? Epa! De todos que a usam, digo.
* Jornalista e escritor.
Folha de São Paulo, Opinião, 14 mar. 2022, p. A 2. Adaptado.
Considere os dois textos as seguir
TEXTO I
"Em tempo"? Eis outra relíquia arrancada do passado e posta a circular na mídia como se já não pudéssemos passar sem. Equivale ao "vale dizer". Dá-se assim: na sequência de uma informação, sapeca-se um ponto-parágrafo e, sem qualquer motivo, começa-se o parágrafo seguinte com "Em tempo ..." ‒ e lá vem a preciosa informação. É como se o autor temesse esquecer-se dela ou que seu espaço fosse acabar e ele não a usasse a tempo.
TEXTO II
Disponível em: <https://br.pinterest.com/pin/745908757017111559/>.
Avalie as afirmações sobre os sinais de pontuação.
I – O sinal de pontuação que marca, na escrita, a entonação de um questionamento foi utilizado adequadamente nos dois textos.
II – O travessão na frase “ ‒ e lá vem a preciosa informação.” (Texto I) indica a interrupção do que o autor desejava comunicar.
III – O ponto de exclamação em “Olha só!” (Texto II) introduz uma reflexão e antecede as palavras ditas por uma das personagens.
IV – As aspas em “vale dizer” (Texto I) e em “encarnar” (Texto II) foram empregadas para isolar expressão e palavra intercaladas no respectivo período.
Está correto apenas o que se afirma em
AS QUESTÕES DE 01 A 08 SE REFEREM AO TEXTO SEGUINTE.
Não vale dizer
Ruy Castro*
Vale dizer. Vale lembrar. Vale ressaltar. Vale destacar. Vale acrescentar. E outros vales isso ou aquilo. Você pode não ter se tocado, mas, de há algum tempo, essas palavras estão lhe entrando pelos olhos com alarmante frequência e ocupando espaço à toa. A frase começa com "Vale dizer que ..." e segue-se o que a pessoa acha que vale dizer. Não ocorre a ela que, se dispensar o "vale dizer" e disser logo o que tem a dizer, sua informação não sofrerá nenhum prejuízo. Ao contrário, ganhará em concisão e objetividade.
É um vício de linguagem, como um tique nervoso ou uma pálpebra que dispara. E, como todo vício ou tique, brota de algum lugar no espaço e chega direto aos dedos de quem escreve, sem um estágio intermediário no nicho do cérebro onde se escolhem as palavras. A pessoa, quando se dá conta, já escreveu e, na verdade, nem se dá conta. Aliás, "na verdade" também é um desses tiques. Na verdade, por que "na verdade"? E quem garante que seja verdade? Em tempo: mesmo que fique ansioso com a ideia, experimente escrever sem usar "na verdade" e veja como não lhe fará a menor falta.
"Em tempo"? Eis outra relíquia arrancada do passado e posta a circular na mídia como se já não pudéssemos passar sem. Equivale ao "vale dizer". Dá-se assim: na sequência de uma informação, sapeca-se um ponto-parágrafo e, sem qualquer motivo, começa-se o parágrafo seguinte com "Em tempo ..." ‒ e lá vem a preciosa informação. É como se o autor temesse esquecer-se dela ou que seu espaço fosse acabar e ele não a usasse a tempo. Donde volto a sugerir: se escrever "Em tempo ...", experimente apagá-la e veja se seu conteúdo perde alguma coisa.
Alguém dirá que são implicâncias de um escriba ranzinza e que ninguém está ligando para isso. Pois devia estar. Manter a língua eficiente, como queria Ezra Pound, é obrigação de todos os que fazem uso dela.
"Fazer uso"? Epa! De todos que a usam, digo.
* Jornalista e escritor.
Folha de São Paulo, Opinião, 14 mar. 2022, p. A 2. Adaptado.
Considere a estratégia argumentativa de Ruy Castro no último parágrafo e preencha as lacunas do texto a seguir.
Com a frase “‘Fazer uso’? Epa! De todos que a usam, digo.”, o autor confere um tom __________ ao seu texto ao grafar, quiçá propositalmente, a expressão “Fazer uso” composta por uma palavra cujo emprego ele __________ ao longo de toda a sua argumentação.
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é