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“As altas temperaturas e a baixa umidade registradas em setembro têm gerado um aumento expressivo no consumo de energia em diversas regiões do país, especialmente no Centro-Oeste e no Brasil Central.
Nos primeiros dias de setembro, o consumo de energia alcançou uma carga de 79.443 MWmed, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema (ONS). Esse valor representa um aumento de 9,3% em comparação ao mesmo período de 2023, quando o consumo foi de 72.701 MWmed.
A redução nos níveis dos reservatórios de hidrelétricas, comum nessa época do ano devido à escassez de chuvas, também preocupa.”
Fonte: UOL CULTURA. Calor e tempo seco em setembro impulsionam aumento no consumo de energia. São Paulo, 17 set. 2024. Disponível em: https://cultura.uol.com. br/noticias/68362_calor-e-tempo-seco-em-setembroimpulsionam-aumento-no-consumo-de-energia.html. Acesso em: 17 set. 2025.
Com base no texto apresentado, analise as reescritas propostas:
I. As temperaturas elevadas e o tempo seco em setembro fizeram crescer o consumo de energia no Brasil, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Central, segundo dados do ONS.
II. O aumento do consumo de energia no país em setembro está relacionado ao calor intenso e à baixa umidade, além da preocupação com os reservatórios das hidrelétricas.
III. Apesar do clima quente, o consumo de energia aumentou no início do ano, mas manteve-se estável em setembro, segundo o Operador Nacional do Sistema.
Assinale a alternativa que mantém o sentido original, expressando-o com clareza e concisão adequadas ao gênero jornalístico.
Fonte: https://juniao.com.br/chargecartum. Acesso em: 19 out. 2025.
Após a leitura sobre charge e a análise do exemplo, marque a opção que une a ideia de contexto comunicativo, recursos linguísticos e recursos gramaticais.
“Considerada uma das mais recorrentes formas de preconceito contra pessoas com deficiência, o capacitismo é a discriminação ocorrida por meio de determinados tratamentos, formas de comunicação, práticas, barreiras físicas e arquitetônicas que impedem o pleno exercício da cidadania dessas pessoas.
Segundo dados do Disque 100, canal de denúncias sob gestão da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do MDHC, foram registradas 394.482 violações contra as pessoas com deficiência no país em 2023. Em comparação com 2022, o crescimento foi de 50 %. Entre os tipos de denúncias mais recorrentes, destacam-se negligência à integridade física (47 mil denúncias), exposição de riscos à saúde (43 mil), maus tratos (37 mil) e tortura psíquica (34 mil).”
Fonte: BRASIL. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Capacitismo: o que é, como combater e por que é tão importante falar sobre o tema. Brasília: MDHC, 11 jan. 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/ pt-br/assuntos/noticias/2024/janeiro/capacitismo-o-que-ecomo-combater-e-por-que-e-tao-importante-falar-sobre-otema
Com base na leitura do texto e considerando a integração entre exposição e argumentação, analise as afirmativas a seguir:
I. A apresentação de dados e definições cria uma aparência de objetividade, mas funciona como estratégia de convencimento voltada ao reconhecimento do capacitismo como problema social.
II. O tom institucional e a linguagem formal reforçam a credibilidade do texto, que defende valores éticos e políticos de inclusão sem recorrer a julgamentos explícitos.
III. A combinação entre informações e posicionamento evidencia uma intenção de sensibilizar o leitor, transformando dados objetivos em argumento de engajamento coletivo.
Assinale a alternativa correta:
A constituição de uma entidade societária formaliza sua existência jurídica e define seu capital social como a base patrimonial inicial. Sobre o tema, analise as afirmativas abaixo:
I. na constituição de uma empresa, todo o capital que os proprietários se comprometem a investir na empresa é denominado de capital subscrito;
II. bens imóveis não podem ser utilizados na constituição da empresa, apenas no aumento do capital social;
III. em uma empresa S.A. deverá ser integralizado, no mínimo, 10% do capital e depositado no Banco do Brasil ou outro estabelecimento bancário autorizado pela CVM.
Com base na análise das afirmativas acima, assinale a alternativa correta.
Pedro é servidor público, assessorando diretamente o chefe do Poder Executivo Municipal, tendo acesso a documentos e informações sensíveis, além de discutir as principais medidas públicas diretamente com o gestor e agentes políticos que integram a gestão municipal. Foi descoberto que Pedro se aproveita do cargo público para praticar as seguintes condutas:
I. utiliza-se da influência do cargo para conseguir favores pessoais;
II. ciente de informações privilegiadas de que tem acesso, utiliza as em proveito próprio antes de serem divulgadas;
III. falseia a verdade em documentos públicos para satisfazer seus próprios interesses.
Diante das assertivas acima, consubstancia(m) conduta(s) antiética(s)
Analise o uso anafórico do pronome pessoal “ela” nas três orações a seguir:
I. "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"
II. “Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais.”.
III. “A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não.”.
A partir da análise acima, assinale a alternativa correta.
Observe o emprego dos pronomes destacados nos períodos I e II abaixo:
I. “Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável”.
II. “Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?”
Assinale a alternativa que indica corretamente a função sintática que os pronomes em destaque acima estão exercendo.
Texto 1
Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.
Martha Medeiros
Era uma festa familiar, dessas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia: "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"
Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?
Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.
Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a ideia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.
Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estreia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.
Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas ideias minhas que não são muito abençoáveis.
Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.
E, na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer ao meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.
MEDEIROS, M. Doidas e Santas. Porto Alegre: L&PM, 2008.
Acessível em https://www.pensador.com/cronicas_martha_medeiros/
Sobre a aplicação das vírgulas no período “A cada manhã,¹ exijo ao menos a expectativa de uma surpresa,² quer ela aconteça ou não”, indique “V” se verdadeira ou “F” se falsa, para as sentenças abaixo:
( ) Por se tratar de um aposto.
( ) Para separar oração coordenada alternativa.
( ) Por se tratar de uma adjunto adverbial deslocado.
( ) Para separar oração subordinada adverbial concessiva.
A partir das indicações acima, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo.
Texto 1
Pois é, ninguém está satisfeito. Ainda bem.
Martha Medeiros
Era uma festa familiar, dessas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia: "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"
Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?
Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.
Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a ideia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.
Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estreia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.
Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas ideias minhas que não são muito abençoáveis.
Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.
E, na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer ao meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.
MEDEIROS, M. Doidas e Santas. Porto Alegre: L&PM, 2008.
Acessível em https://www.pensador.com/cronicas_martha_medeiros/