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Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de São José de Piranhas - PB Provas: CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Arquiteto | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Assistente Social | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Enfermeiro | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Farmacêutico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Fisioterapeuta (Policlinica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Fonoaudiólogo (Policlínica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Inspetor Escolar | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Monitor de Música | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Monitor de Pintura | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Médico Psiquiatra (CAPS) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Nutricionista (Policlínica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Nutricionista Educacional | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Odontólogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Procurador Jurídico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Psicopedagogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Psicólogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Bibliotecário | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Cuidador de Crianças com Necessidades Especiais | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Educador Físico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Educador Físico na Saúde |
Q3092268 Português
Leia o Texto III e responda à questão.

Texto III

Florestas nativas, plantações comerciais e a vida na Terra

      Nosso planeta está vivenciando uma série de eventos climáticos de proporções catastróficas. Dentre eles podemos apontar as recentes tragédias ocorridas no Rio Grande do Sul, com enchentes avassaladoras, e a seca na Amazônia e no Pantanal.
      Cientistas, estudantes, políticos e demais membros da sociedade somam esforços para mitigar tais acontecimentos o mais rápido possível. A poluição ambiental causada pelo uso contínuo de combustíveis fósseis, queimadas, conversão do uso (desmatamento) e a degradação dos solos são as principais causas da deterioração do nosso ambiente.
    As florestas nativas e as plantações comerciais desempenham um papel fundamental nas estratégias de mitigação das mudanças climáticas. Conforme o último levantamento publicado pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), em 2020, existem no mundo aproximadamente 4.058.931.000 hectares ocupados com florestas nativas.
     O Brasil é o segundo país com maior área florestal nativa, totalizando 496.620.000 hectares. Já as plantações comerciais, com espécies florestais de rápido crescimento, como eucalipto, pinus e outras espécies, ocupam áreas de 7,6 milhões, 1,9 milhão e 500 mil hectares dos solos brasileiros, respectivamente (IBA, 2023).
    Cabe aqui destacar os serviços ecossistêmicos providos pelas florestas e plantações. Dentre os serviços básicos, podemos citar a realização da fotossíntese, que resulta na liberação de oxigênio, o acúmulo de carbono na biomassa, acima e abaixo do solo, o armazenamento de carbono no solo, a produção de madeira e a conservação da biodiversidade e do solo. Como serviço de utilidade pública, cabe destacar a oferta de produtos florestais, com usos da madeira para os mais variados fins, como produção de alimentos e manutenção da potabilidade da água.
    Os serviços de regulação implicam capacidade de resfriamento da temperatura da atmosfera, efeito de melhoria da qualidade do ar e da água que infiltra no solo, proteção climática e edáfica. No que se refere aos serviços culturais, as florestas e plantações podem ser ambientes de trabalho, recreação, esportes, espiritualidade, arte e cultura – bem como local de pesquisas e formação de estudantes.
    Frequentemente nos deparamos com artigos e reportagens em que as plantações comerciais são chamadas de “desertos verdes” e outras denominações errôneas. Tais atribuições não passam de “ecomitos”, pois são baseadas em afirmações infundadas, sem suporte científico, que quando repetidas constantemente se tornam mitos ecológicos.
      Dada a relevância do assunto e os benefícios elucidados, há necessidade de maior valorização por parte da sociedade para com os ecossistemas florestais nativos e as plantações comerciais como prestadoras de serviços indispensáveis à vida humana.

SCHUMACHER, Mauro Valdir. Florestas nativas, plantações comerciais e a vida na Terra. Folha de S. Paulo, Opinião A3. 07 ago. 2024. Disponível em:  https://www.pressreader.com/brazil/folha-de-s-paulo/20240802/page/3/textview.Acesso em: 07 ago. 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa CORRETA a respeito do sinal indicativo de crase no fragmento: plantações comerciais como prestadoras de “ serviços indispensáveis à vida humana” (8º§).
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de São José de Piranhas - PB Provas: CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Arquiteto | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Assistente Social | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Enfermeiro | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Farmacêutico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Fisioterapeuta (Policlinica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Fonoaudiólogo (Policlínica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Inspetor Escolar | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Monitor de Música | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Monitor de Pintura | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Médico Psiquiatra (CAPS) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Nutricionista (Policlínica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Nutricionista Educacional | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Odontólogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Procurador Jurídico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Psicopedagogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Psicólogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Bibliotecário | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Cuidador de Crianças com Necessidades Especiais | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Educador Físico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Educador Físico na Saúde |
Q3092266 Português
Leia o Texto III e responda à questão.

Texto III

Florestas nativas, plantações comerciais e a vida na Terra

      Nosso planeta está vivenciando uma série de eventos climáticos de proporções catastróficas. Dentre eles podemos apontar as recentes tragédias ocorridas no Rio Grande do Sul, com enchentes avassaladoras, e a seca na Amazônia e no Pantanal.
      Cientistas, estudantes, políticos e demais membros da sociedade somam esforços para mitigar tais acontecimentos o mais rápido possível. A poluição ambiental causada pelo uso contínuo de combustíveis fósseis, queimadas, conversão do uso (desmatamento) e a degradação dos solos são as principais causas da deterioração do nosso ambiente.
    As florestas nativas e as plantações comerciais desempenham um papel fundamental nas estratégias de mitigação das mudanças climáticas. Conforme o último levantamento publicado pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), em 2020, existem no mundo aproximadamente 4.058.931.000 hectares ocupados com florestas nativas.
     O Brasil é o segundo país com maior área florestal nativa, totalizando 496.620.000 hectares. Já as plantações comerciais, com espécies florestais de rápido crescimento, como eucalipto, pinus e outras espécies, ocupam áreas de 7,6 milhões, 1,9 milhão e 500 mil hectares dos solos brasileiros, respectivamente (IBA, 2023).
    Cabe aqui destacar os serviços ecossistêmicos providos pelas florestas e plantações. Dentre os serviços básicos, podemos citar a realização da fotossíntese, que resulta na liberação de oxigênio, o acúmulo de carbono na biomassa, acima e abaixo do solo, o armazenamento de carbono no solo, a produção de madeira e a conservação da biodiversidade e do solo. Como serviço de utilidade pública, cabe destacar a oferta de produtos florestais, com usos da madeira para os mais variados fins, como produção de alimentos e manutenção da potabilidade da água.
    Os serviços de regulação implicam capacidade de resfriamento da temperatura da atmosfera, efeito de melhoria da qualidade do ar e da água que infiltra no solo, proteção climática e edáfica. No que se refere aos serviços culturais, as florestas e plantações podem ser ambientes de trabalho, recreação, esportes, espiritualidade, arte e cultura – bem como local de pesquisas e formação de estudantes.
    Frequentemente nos deparamos com artigos e reportagens em que as plantações comerciais são chamadas de “desertos verdes” e outras denominações errôneas. Tais atribuições não passam de “ecomitos”, pois são baseadas em afirmações infundadas, sem suporte científico, que quando repetidas constantemente se tornam mitos ecológicos.
      Dada a relevância do assunto e os benefícios elucidados, há necessidade de maior valorização por parte da sociedade para com os ecossistemas florestais nativos e as plantações comerciais como prestadoras de serviços indispensáveis à vida humana.

SCHUMACHER, Mauro Valdir. Florestas nativas, plantações comerciais e a vida na Terra. Folha de S. Paulo, Opinião A3. 07 ago. 2024. Disponível em:  https://www.pressreader.com/brazil/folha-de-s-paulo/20240802/page/3/textview.Acesso em: 07 ago. 2024. Adaptado.
No excerto “Nosso planeta está vivenciando uma série de eventos climáticos de proporções catastróficas” (1º§), o termo “catastróficas” pode ser substituído, sem alteração de sentido, por:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de São José de Piranhas - PB Provas: CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Arquiteto | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Assistente Social | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Enfermeiro | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Farmacêutico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Fisioterapeuta (Policlinica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Fonoaudiólogo (Policlínica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Inspetor Escolar | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Monitor de Música | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Monitor de Pintura | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Médico Psiquiatra (CAPS) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Nutricionista (Policlínica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Nutricionista Educacional | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Odontólogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Procurador Jurídico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Psicopedagogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Psicólogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Bibliotecário | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Cuidador de Crianças com Necessidades Especiais | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Educador Físico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Educador Físico na Saúde |
Q3092265 Português
Leia o Texto III e responda à questão.

Texto III

Florestas nativas, plantações comerciais e a vida na Terra

      Nosso planeta está vivenciando uma série de eventos climáticos de proporções catastróficas. Dentre eles podemos apontar as recentes tragédias ocorridas no Rio Grande do Sul, com enchentes avassaladoras, e a seca na Amazônia e no Pantanal.
      Cientistas, estudantes, políticos e demais membros da sociedade somam esforços para mitigar tais acontecimentos o mais rápido possível. A poluição ambiental causada pelo uso contínuo de combustíveis fósseis, queimadas, conversão do uso (desmatamento) e a degradação dos solos são as principais causas da deterioração do nosso ambiente.
    As florestas nativas e as plantações comerciais desempenham um papel fundamental nas estratégias de mitigação das mudanças climáticas. Conforme o último levantamento publicado pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), em 2020, existem no mundo aproximadamente 4.058.931.000 hectares ocupados com florestas nativas.
     O Brasil é o segundo país com maior área florestal nativa, totalizando 496.620.000 hectares. Já as plantações comerciais, com espécies florestais de rápido crescimento, como eucalipto, pinus e outras espécies, ocupam áreas de 7,6 milhões, 1,9 milhão e 500 mil hectares dos solos brasileiros, respectivamente (IBA, 2023).
    Cabe aqui destacar os serviços ecossistêmicos providos pelas florestas e plantações. Dentre os serviços básicos, podemos citar a realização da fotossíntese, que resulta na liberação de oxigênio, o acúmulo de carbono na biomassa, acima e abaixo do solo, o armazenamento de carbono no solo, a produção de madeira e a conservação da biodiversidade e do solo. Como serviço de utilidade pública, cabe destacar a oferta de produtos florestais, com usos da madeira para os mais variados fins, como produção de alimentos e manutenção da potabilidade da água.
    Os serviços de regulação implicam capacidade de resfriamento da temperatura da atmosfera, efeito de melhoria da qualidade do ar e da água que infiltra no solo, proteção climática e edáfica. No que se refere aos serviços culturais, as florestas e plantações podem ser ambientes de trabalho, recreação, esportes, espiritualidade, arte e cultura – bem como local de pesquisas e formação de estudantes.
    Frequentemente nos deparamos com artigos e reportagens em que as plantações comerciais são chamadas de “desertos verdes” e outras denominações errôneas. Tais atribuições não passam de “ecomitos”, pois são baseadas em afirmações infundadas, sem suporte científico, que quando repetidas constantemente se tornam mitos ecológicos.
      Dada a relevância do assunto e os benefícios elucidados, há necessidade de maior valorização por parte da sociedade para com os ecossistemas florestais nativos e as plantações comerciais como prestadoras de serviços indispensáveis à vida humana.

SCHUMACHER, Mauro Valdir. Florestas nativas, plantações comerciais e a vida na Terra. Folha de S. Paulo, Opinião A3. 07 ago. 2024. Disponível em:  https://www.pressreader.com/brazil/folha-de-s-paulo/20240802/page/3/textview.Acesso em: 07 ago. 2024. Adaptado.
Considerando as ideias apresentadas e os sentidos autorizados pelo Texto III, analise as assertivas abaixo.

I- O Brasil é o país com maior área florestal nativa no mundo, superando todos os países.
II- As plantações comerciais de eucalipto e pinus desempenham papel importante na mitigação das mudanças climáticas.
III- A realização da fotossíntese, o acúmulo de carbono na biomassa e o armazenamento de carbono no solo são exemplos de serviços ecossistêmicos providos pelas florestas e plantações.
IV- A expressão “desertos verdes”, usada para descrever plantações comerciais, é considerada um mito ecológico pelo autor.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
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Q3092264 Português

Leia o post abaixo e as assertivas que seguem:


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.instagram.com.Acesso em: 05 set. 2024. 



I- O termo “existem” só pode ser substituído pelo termo “há” se realizados os devidos ajustes gramaticais.


II- O termo “existem” pode ser substituído, com correção gramatical e sem alteração de sentido, pelo termo “há”.


III- O pronome relativo “que” pode ser substituído pela forma “as quais”.


IV- O termo “favoritos” está no plural para concordar com “são”.



É CORRETO o que se afirma apenas em: 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de São José de Piranhas - PB Provas: CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Arquiteto | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Assistente Social | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Enfermeiro | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Farmacêutico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Fisioterapeuta (Policlinica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Fonoaudiólogo (Policlínica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Inspetor Escolar | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Monitor de Música | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Monitor de Pintura | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Médico Psiquiatra (CAPS) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Nutricionista (Policlínica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Nutricionista Educacional | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Odontólogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Procurador Jurídico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Psicopedagogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Psicólogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Bibliotecário | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Cuidador de Crianças com Necessidades Especiais | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Educador Físico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Educador Físico na Saúde |
Q3092260 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I

ÊXITO PESSOAL, FRACASSO NACIONAL

O descaso com a educação faz o país avançar muito pouco

    Nos esportes, só comemoramos o vencedor – o segundo colocado não recebe festa. Na educação, porém, consideramos vitória um avanço pessoal, ainda que seja prova de fracasso nacional. A televisão tem mostrado a fala de um jovem brasileiro celebrando ser o primeiro de sua família a ingressar em curso superior. Não há dúvida do sucesso do menino ao ser uma exceção em sua família. Mas seu sucesso pessoal e a publicidade como êxito social são provas do descaso nacional com a educação. Na terceira década do século XXI, duzentos anos depois da independência, quase um século e meio de república, quarenta anos depois da redemocratização, quinze anos de governos de esquerda, o atual ocupante do Planalto comemora o primeiro membro de uma família a ingressar no ensino superior.
    A publicidade revela fracasso ao admitir que o êxito do jovem ainda é uma exceção, sem mesmo dizer qual a qualidade de seu curso para dar-lhe chances na vida e condições de ajudar a construir um Brasil melhor. O governo ignora o fracasso público de não conseguir assegurar a conclusão da educação de base com qualidade a todos os brasileiros, independentemente da renda e do endereço de suas famílias. O jovem merece aplausos, mas sua glória indica que dez governos democráticos ainda comemoram a exceção devido ao descuido por não terem feito do ingresso na faculdade uma regra natural do talento de cada jovem, de qualquer origem social.
    Quando o jovem brilhante e bem-sucedido que aparece na publicidade do governo nasceu, a democracia já tinha 20 anos [...]. Desde então, o Brasil assistiu a diversas políticas públicas positivas que permitiram aumento substancial no número de vagas no ensino superior, inclusive graças à adoção de cotas raciais e sociais. Sem esse aumento de vagas e essas cotas, o jovem talvez não tivesse conseguido ser o primeiro da família a ingressar no ensino superior, mas os governos democráticos, inclusive de esquerda, não conseguiram fazer com que todos os jovens terminem a educação de base em cursos de qualidade para poder caminhar na vida em busca da felicidade pessoal, dispondo do conhecimento necessário para participar da construção do país, e ao mesmo tempo disputar vaga no ensino superior em condições iguais, independentemente da desigualdade social na sua origem. O governo comemora o êxito pessoal devido ao fracasso governamental: a justa comemoração de uma família pobre por conquistar a exceção do ingresso no ensino superior decorre da pobreza do governo na educação de base.
    É como se, no lugar de promover a abolição da escravatura para todos, os governos ainda hoje comemorassem a alforria de um jovem brilhante que consegue o raro feito de ser o primeiro de sua família a sair da escravidão ao ingressar no ensino superior. [...] Precisamos parar de comemorar exceções.

Fonte: BUARQUE, Cristovam. Êxito pessoal, fracasso nacional. Revista Veja, São Paulo, 2884 ed., 15 mar. 2024. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/cristovam-buarque/exito-pessoal-fracasso-nacional/. Acesso em: 20 ago. 2024.
Analise o emprego da pontuação no fragmento: “Quando o jovem brilhante e bem-sucedido que aparece na publicidade do governo nasceu, a democracia já tinha 20 anos” (3º§).

I-  A vírgula está sendo empregada adequadamente para separar a oração subordinada adverbial temporal.
II- Uma nova vírgula deveria ser inserida após “publicidade” a fim de isolar a expressão “do governo nasceu”.
III-  A vírgula após “nasceu” delimita a oração subordinada adverbial anteposta.
IV- A vírgula após “nasceu” está delimitando oração subordinada substantiva.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de São José de Piranhas - PB Provas: CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Arquiteto | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Assistente Social | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Enfermeiro | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Farmacêutico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Fisioterapeuta (Policlinica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Fonoaudiólogo (Policlínica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Inspetor Escolar | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Monitor de Música | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Monitor de Pintura | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Médico Psiquiatra (CAPS) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Nutricionista (Policlínica) | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Nutricionista Educacional | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Odontólogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Procurador Jurídico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Psicopedagogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Psicólogo | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Bibliotecário | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Cuidador de Crianças com Necessidades Especiais | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Educador Físico | CPCON - 2024 - Prefeitura de São José de Piranhas - PB - Educador Físico na Saúde |
Q3092257 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I

ÊXITO PESSOAL, FRACASSO NACIONAL

O descaso com a educação faz o país avançar muito pouco

    Nos esportes, só comemoramos o vencedor – o segundo colocado não recebe festa. Na educação, porém, consideramos vitória um avanço pessoal, ainda que seja prova de fracasso nacional. A televisão tem mostrado a fala de um jovem brasileiro celebrando ser o primeiro de sua família a ingressar em curso superior. Não há dúvida do sucesso do menino ao ser uma exceção em sua família. Mas seu sucesso pessoal e a publicidade como êxito social são provas do descaso nacional com a educação. Na terceira década do século XXI, duzentos anos depois da independência, quase um século e meio de república, quarenta anos depois da redemocratização, quinze anos de governos de esquerda, o atual ocupante do Planalto comemora o primeiro membro de uma família a ingressar no ensino superior.
    A publicidade revela fracasso ao admitir que o êxito do jovem ainda é uma exceção, sem mesmo dizer qual a qualidade de seu curso para dar-lhe chances na vida e condições de ajudar a construir um Brasil melhor. O governo ignora o fracasso público de não conseguir assegurar a conclusão da educação de base com qualidade a todos os brasileiros, independentemente da renda e do endereço de suas famílias. O jovem merece aplausos, mas sua glória indica que dez governos democráticos ainda comemoram a exceção devido ao descuido por não terem feito do ingresso na faculdade uma regra natural do talento de cada jovem, de qualquer origem social.
    Quando o jovem brilhante e bem-sucedido que aparece na publicidade do governo nasceu, a democracia já tinha 20 anos [...]. Desde então, o Brasil assistiu a diversas políticas públicas positivas que permitiram aumento substancial no número de vagas no ensino superior, inclusive graças à adoção de cotas raciais e sociais. Sem esse aumento de vagas e essas cotas, o jovem talvez não tivesse conseguido ser o primeiro da família a ingressar no ensino superior, mas os governos democráticos, inclusive de esquerda, não conseguiram fazer com que todos os jovens terminem a educação de base em cursos de qualidade para poder caminhar na vida em busca da felicidade pessoal, dispondo do conhecimento necessário para participar da construção do país, e ao mesmo tempo disputar vaga no ensino superior em condições iguais, independentemente da desigualdade social na sua origem. O governo comemora o êxito pessoal devido ao fracasso governamental: a justa comemoração de uma família pobre por conquistar a exceção do ingresso no ensino superior decorre da pobreza do governo na educação de base.
    É como se, no lugar de promover a abolição da escravatura para todos, os governos ainda hoje comemorassem a alforria de um jovem brilhante que consegue o raro feito de ser o primeiro de sua família a sair da escravidão ao ingressar no ensino superior. [...] Precisamos parar de comemorar exceções.

Fonte: BUARQUE, Cristovam. Êxito pessoal, fracasso nacional. Revista Veja, São Paulo, 2884 ed., 15 mar. 2024. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/cristovam-buarque/exito-pessoal-fracasso-nacional/. Acesso em: 20 ago. 2024.
Assinale a alternativa CORRETA acerca da tipologia textual predominante e das ideias apresentadas no Texto I.
Alternativas
Q3089176 Direito Ambiental
De acordo com o Artigo 5° da lei 14.026/2020, o exercício de atividades de nível superior de elevada complexidade relativas à gestão de recursos hídricos compete ao cargo de:
Alternativas
Q3087886 Legislação dos Municípios do Estado de Rondônia
Cássio e Marina, servidores municipais, estão sendo responsabilizados pelo exercício irregular de suas atribuições funcionais. Com relação a Cássio, está sendo atribuída a ocorrência de inassiduidade habitual, em decorrência de faltas ao serviço, sem causa justificada, nos termos da legislação própria. Marina, por sua vez, está sendo responsabilizada pela ausência intencional ao serviço por mais de trinta dias consecutivos. Considerando os termos da Lei Municipal nº 2.735/2010, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3087885 Legislação dos Municípios do Estado de Rondônia
De acordo com a Lei Municipal nº 2.735/2010 – Plano de Cargo, Carreira e Remuneração, analise as situações hipotéticas a seguir.

I. João não satisfez as condições do estágio probatório; nesse caso, a vacância de seu cargo público se dará por meio de ato de demissão.
II. Joana deseja obter licença para tratar de interesses particulares; se deferida, tal licença se dará sem remuneração e não poderá exceder a sessenta dias.
III. Joaquina, servidora estável, teve invalidada a sua demissão por decisão judicial, com ressarcimento de todas as vantagens; assim, terá direito à reintegração, entendida como a investidura no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação.

Considerando as disposições da referida normativa, está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3087884 Legislação dos Municípios do Estado de Rondônia
Tendo em mente as disposições da Lei Orgânica do Município de Cacoal, especificamente sobre os órgãos auxiliares do Chefe do Executivo, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3087883 Legislação dos Municípios do Estado de Rondônia
Carmem logrou aprovação em recente concurso promovido pelo Município de Cacoal e teve sua nomeação publicada em Diário Oficial. Em breve e nos termos da legislação pertinente, Carmem tomará posse e iniciará o exercício do cargo. Visando se preparar para a ocupação do cargo público e, ainda, considerando a relevância de sua função, Carmem procura se informar com Gilmar, servidor público municipal, a respeito das regras atinentes aos servidores públicos, tais quais previstas na Lei Orgânica local. Dentre as informações prestadas por Gilmar, contudo uma delas é INCORRETA; assinale-a.
Alternativas
Q3087882 Legislação dos Municípios do Estado de Rondônia
Considerando a atividade econômica e social estabelecida na Lei Orgânica do Município de Cacoal, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação urbana, expressas no Plano Diretor.
( ) As instituições privadas poderão participar de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.
( ) O imposto sobre propriedade predial e territorial urbano progressivo no tempo poderá ser adotado unicamente na hipótese de não utilização, pelo proprietário, de área urbana ou rural, independentemente de previsão no Plano Diretor.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3087877 Legislação dos Municípios do Estado de Rondônia
De acordo com a Lei Orgânica de Cacoal, analise as afirmativas a seguir.

I. São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
II. Cabe à Câmara Municipal, independentemente de sanção do Prefeito, dispor sobre a supressão de distritos existentes.
III. O Município tem direito à participação no resultado da exploração de petróleo, ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais de seu território, incluindo o solo e subsolo a ele pertencente.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3087876 Direito Constitucional
No que diz respeito à organização do Estado, prevista no Título III da Constituição Federal, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3087875 Direito Administrativo
De acordo com a Lei nº 14.133/2021, considera-se:
Alternativas
Q3087874 Direito Administrativo
De acordo com a Lei nº 8.429/1992, que dispõe sobre as sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3087873 Direito Administrativo
João, gestor de um órgão federal, recebeu uma denúncia anônima apontando possíveis irregularidades em contratos administrativos firmados por sua unidade. Com base na denúncia, ele decidiu instaurar um processo administrativo de ofício para apurar os fatos. Durante o processo, foram colhidas provas que indicam a participação de um servidor público nas irregularidades. No entanto, o servidor não foi notificado sobre o processo nem teve a oportunidade de se manifestar antes que fosse proferida a decisão, que resultou na aplicação de uma sanção. Com base na Lei nº 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3087872 Direito Digital
Carlos, dono de uma pequena empresa de e-commerce, coleta dados pessoais de seus clientes para realizar vendas on-line e enviar newsletters. Recentemente, a filha de um de seus clientes, Ana, enviou um e-mail à empresa afirmando ser filha de José e, que pelo fato de o seu pai não desejar mais receber newsletters, solicitou a exclusão dos dados dele do banco de dados da empresa, sem ter enviado qualquer outro tipo de documento. Considerando a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), assinale a afirmativa correta a respeito da situação.
Alternativas
Q3087860 Português

Os adolescentes, a criatividade, as bolhas e os algoritmos


       País do futebol arte, da bossa nova, do carnaval espetáculo, do cinema novo e de tantas outras formas de arte admiráveis. Essas sempre foram justificativas para que o Brasil fosse visto como um país criativo, que inova em diversas situações. Por isso, qual não foi a surpresa quando o Pisa, a avaliação internacional para estudantes com 15 anos, realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgou os resultados do exame de 2022 no quesito pensamento criativo: estamos no 49º lugar, com 23 pontos.

     Desde o ano 2000, o Pisa avalia os conhecimentos gerais em matemática, ciências e leitura de alunos de escolas públicas e particulares, e essa foi a primeira vez em que a criatividade foi considerada nas respostas. Com o tema “Mentes criativas e escolas criativas”, a proposta era avaliar como os diferentes países integram a criatividade nos currículos escolares, com o objetivo de formar cidadãos capazes de explorar novas perspectivas para solucionar problemas de maneira original e eficaz. Mas por que será que o Brasil apareceu entre os 12 piores resultados?

     Especialistas analisam a questão sob diferentes perspectivas: a escola brasileira precisa ser um ambiente mais propício à criatividade, oferecendo mais espaço para disciplinas e atividades que estimulem os alunos a buscarem alternativas novas para os problemas cotidianos e não apenas focar nas disciplinas obrigatórias; os educadores precisam ser melhor formados para implementar atividades e projetos que desenvolvam diferentes competências e habilidades artísticas e inovadoras nas crianças e jovens; os brasileiros são um dos públicos que mais tempo passa em frente às telas de celulares e tablets e, por fim, há quem chame a atenção para as imensas desigualdades de toda ordem existentes em nosso país, que dificultam o aprendizado de conteúdos básicos como leitura, escrita e cálculo.

     Todas as análises fazem sentido, porém, questões complexas como essa pedem respostas na mesma linha. Há uma crise de criatividade entre as crianças e jovens das novas gerações, e isso é um sinal de que há algo acontecendo nos corações e mentes desse público no mundo inteiro. Como sabemos, a adolescência é a fase de transição entre a infância e a vida adulta, e traz, em seu bojo, a dicotomia entre a saudade dos tempos pueris e o desejo de desbravar o desconhecido, de preferência, por conta e risco. Em tempos em que as conexões digitais têm tomado o espaço precioso das interações reais em que se aprendia a solucionar os problemas por meio da experiência concreta de ter de lidar cara a cara com o diferente e o diverso, assistimos a esses indivíduos aguardando que os algoritmos e sistemas de busca lhes forneçam todas as respostas. E como as máquinas ainda não dão conta da miríade de possibilidades que as relações nos oferecem para a resolução dos problemas, temos meninos e meninas mais acomodados, passivos, entediados. Como exercer a criatividade em uma bolha na qual todos pensam e agem de maneira igual? Como buscar novas visões sobre o que nos rodeia com um algoritmo nos propondo, sem cessar, mais conteúdos sobre o que gostamos e com os quais nos sentimos mais confortáveis?

     Essas são perguntas que também nós, adultos, temos de nos fazer. Não só como educadores dessa nova geração, mas como indivíduos e cidadãos. Sair das bolhas, combater a polarização e tudo o que nos divide e desumaniza é um exercício cotidiano de criatividade. “Consumimos sempre as mesmas coisas nas redes, ignorando o que é diferente. Por isso, é sempre bom dar um nó no algoritmo. Ouvir playlists fora do que estamos acostumados, andar por regiões diferentes, escutar o que os outros pensam, nos relacionar com pessoas que trazem olhares diferentes das coisas”, aconselha a jornalista e especialista em comunicação digital Pollyana Ferrari, autora do livro “Como sair das bolhas”. Olhar para além das redes é, sobretudo, um exercício de manutenção da saúde mental, mas, como tudo o que envolve um certo esforço e nos desacomoda, torna-se um grande desafio. E andamos cansados demais para dar conta desses e de tantos outros que a vida contemporânea tem nos colocado.

     É interessante observar como a aparente facilidade que nos é oferecida pelos algoritmos e bolhas vai diminuindo não apenas a nossa criatividade e criticidade. Eles, ao moldarem nossos gostos e necessidades, resumem as nossas preferências a meia dúzia de coisas que conduzem a uma reprodução automática, gerando tédio e desinteresse pelo que nem sabemos existir. Como afirmou um estudante que entrevistamos para o podcast “curti, e daí?”: “Eu estava no TikTok e apareceu um vídeo para mim. Coisas que eu mais gosto, e aí, todas as coisas que apareceram no vídeo eram as coisas que eu mais gostava de fazer. Eu percebo que a cada dia isso é mais evidente, como se fosse diminuindo tudo que eu gosto mais, sabe? Como se fosse compactando as coisas que eu mais gosto…”.

     Ter consciência do que nos acontece é sempre um bom começo. Porém, é preciso lembrar do porquê de estarmos nas redes: em busca da sensação de pertencimento, algo que é fundamental para o ser humano e mais ainda para aqueles que estão em formação. Estamos sempre à procura de afeto e reconhecimento, e nas redes isso vem de maneira rápida e volumosa, traduzido por cliques e likes. “Desinformação, fake news, tudo é sintoma. Tire-as da reta e o problema continuará ali, igual, de pé. Porque o problema principal é o do alinhamento de identidades e de como é reconfortante estar num grupo homogêneo. Toda conversa, nas redes sociais, se torna um ritual de reafirmação dessa identidade alinhada. Somos atores num palco eternamente demonstrando o quanto somos parecidos com os nossos e distintos daqueles outros”, alerta o jornalista Pedro Dória em seu artigo “A rede social perfeita para as democracias”, publicado no Canal Meio.

    Nesse sentido, cabe-nos perguntar não apenas por que vivemos uma crise de criatividade, mas sobretudo por que não conseguimos nos encontrar nos espaços que promovem o diálogo, a interação corpo a corpo, que estimulam a imaginação nos trazendo novas paisagens (físicas e ficcionais). Precisamos recuperar a nossa capacidade de imaginar para além dos fatos, dados e informações, já que estamos inundados por eles. Um bom começo pode estar no resgate de alguns sonhos e projetos que não estão no nosso feed. Não requer muito esforço, apenas iniciativa, atitude indissociável da criatividade.


(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2024/07/04/os-adolescentes-a-criatividade-as-bolhas-e-os-algoritmos. Acesso em: setembro de 2024. Adaptado.)

Analise os enunciados a seguir, bem como suas respectivas afirmativas, considerando o emprego do acento indicativo de crase.

I. Se em “combater a polarização” (5º§), houvesse a substituição do verbo “combater” pelo substantivo “combate”, a crase seria obrigatória.
II. Em “à procura de afeto” (7º§), com ou sem crase, não há alteração de sentido.
III. Em “em frente às telas de celulares” (3º§), se o artigo “as” estivesse no singular, a crase se manteria.
IV. Em “conduzem a uma reprodução automática” (6º§), se, em lugar do artigo indefinido feminino, fosse empregado o artigo definido feminino, a crase seria obrigatória.
V. Em “ambiente propício à criatividade” (3º§), a crase se justifica pelo fato de o adjetivo “propício” construir sua regência com a preposição “a”, seguido de substantivo feminino.
VI. Em “precisamos recuperar a nossa capacidade” (8º§), a crase é facultativa em virtude da presença de pronome possessivo feminino.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3087859 Português

Os adolescentes, a criatividade, as bolhas e os algoritmos


       País do futebol arte, da bossa nova, do carnaval espetáculo, do cinema novo e de tantas outras formas de arte admiráveis. Essas sempre foram justificativas para que o Brasil fosse visto como um país criativo, que inova em diversas situações. Por isso, qual não foi a surpresa quando o Pisa, a avaliação internacional para estudantes com 15 anos, realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgou os resultados do exame de 2022 no quesito pensamento criativo: estamos no 49º lugar, com 23 pontos.

     Desde o ano 2000, o Pisa avalia os conhecimentos gerais em matemática, ciências e leitura de alunos de escolas públicas e particulares, e essa foi a primeira vez em que a criatividade foi considerada nas respostas. Com o tema “Mentes criativas e escolas criativas”, a proposta era avaliar como os diferentes países integram a criatividade nos currículos escolares, com o objetivo de formar cidadãos capazes de explorar novas perspectivas para solucionar problemas de maneira original e eficaz. Mas por que será que o Brasil apareceu entre os 12 piores resultados?

     Especialistas analisam a questão sob diferentes perspectivas: a escola brasileira precisa ser um ambiente mais propício à criatividade, oferecendo mais espaço para disciplinas e atividades que estimulem os alunos a buscarem alternativas novas para os problemas cotidianos e não apenas focar nas disciplinas obrigatórias; os educadores precisam ser melhor formados para implementar atividades e projetos que desenvolvam diferentes competências e habilidades artísticas e inovadoras nas crianças e jovens; os brasileiros são um dos públicos que mais tempo passa em frente às telas de celulares e tablets e, por fim, há quem chame a atenção para as imensas desigualdades de toda ordem existentes em nosso país, que dificultam o aprendizado de conteúdos básicos como leitura, escrita e cálculo.

     Todas as análises fazem sentido, porém, questões complexas como essa pedem respostas na mesma linha. Há uma crise de criatividade entre as crianças e jovens das novas gerações, e isso é um sinal de que há algo acontecendo nos corações e mentes desse público no mundo inteiro. Como sabemos, a adolescência é a fase de transição entre a infância e a vida adulta, e traz, em seu bojo, a dicotomia entre a saudade dos tempos pueris e o desejo de desbravar o desconhecido, de preferência, por conta e risco. Em tempos em que as conexões digitais têm tomado o espaço precioso das interações reais em que se aprendia a solucionar os problemas por meio da experiência concreta de ter de lidar cara a cara com o diferente e o diverso, assistimos a esses indivíduos aguardando que os algoritmos e sistemas de busca lhes forneçam todas as respostas. E como as máquinas ainda não dão conta da miríade de possibilidades que as relações nos oferecem para a resolução dos problemas, temos meninos e meninas mais acomodados, passivos, entediados. Como exercer a criatividade em uma bolha na qual todos pensam e agem de maneira igual? Como buscar novas visões sobre o que nos rodeia com um algoritmo nos propondo, sem cessar, mais conteúdos sobre o que gostamos e com os quais nos sentimos mais confortáveis?

     Essas são perguntas que também nós, adultos, temos de nos fazer. Não só como educadores dessa nova geração, mas como indivíduos e cidadãos. Sair das bolhas, combater a polarização e tudo o que nos divide e desumaniza é um exercício cotidiano de criatividade. “Consumimos sempre as mesmas coisas nas redes, ignorando o que é diferente. Por isso, é sempre bom dar um nó no algoritmo. Ouvir playlists fora do que estamos acostumados, andar por regiões diferentes, escutar o que os outros pensam, nos relacionar com pessoas que trazem olhares diferentes das coisas”, aconselha a jornalista e especialista em comunicação digital Pollyana Ferrari, autora do livro “Como sair das bolhas”. Olhar para além das redes é, sobretudo, um exercício de manutenção da saúde mental, mas, como tudo o que envolve um certo esforço e nos desacomoda, torna-se um grande desafio. E andamos cansados demais para dar conta desses e de tantos outros que a vida contemporânea tem nos colocado.

     É interessante observar como a aparente facilidade que nos é oferecida pelos algoritmos e bolhas vai diminuindo não apenas a nossa criatividade e criticidade. Eles, ao moldarem nossos gostos e necessidades, resumem as nossas preferências a meia dúzia de coisas que conduzem a uma reprodução automática, gerando tédio e desinteresse pelo que nem sabemos existir. Como afirmou um estudante que entrevistamos para o podcast “curti, e daí?”: “Eu estava no TikTok e apareceu um vídeo para mim. Coisas que eu mais gosto, e aí, todas as coisas que apareceram no vídeo eram as coisas que eu mais gostava de fazer. Eu percebo que a cada dia isso é mais evidente, como se fosse diminuindo tudo que eu gosto mais, sabe? Como se fosse compactando as coisas que eu mais gosto…”.

     Ter consciência do que nos acontece é sempre um bom começo. Porém, é preciso lembrar do porquê de estarmos nas redes: em busca da sensação de pertencimento, algo que é fundamental para o ser humano e mais ainda para aqueles que estão em formação. Estamos sempre à procura de afeto e reconhecimento, e nas redes isso vem de maneira rápida e volumosa, traduzido por cliques e likes. “Desinformação, fake news, tudo é sintoma. Tire-as da reta e o problema continuará ali, igual, de pé. Porque o problema principal é o do alinhamento de identidades e de como é reconfortante estar num grupo homogêneo. Toda conversa, nas redes sociais, se torna um ritual de reafirmação dessa identidade alinhada. Somos atores num palco eternamente demonstrando o quanto somos parecidos com os nossos e distintos daqueles outros”, alerta o jornalista Pedro Dória em seu artigo “A rede social perfeita para as democracias”, publicado no Canal Meio.

    Nesse sentido, cabe-nos perguntar não apenas por que vivemos uma crise de criatividade, mas sobretudo por que não conseguimos nos encontrar nos espaços que promovem o diálogo, a interação corpo a corpo, que estimulam a imaginação nos trazendo novas paisagens (físicas e ficcionais). Precisamos recuperar a nossa capacidade de imaginar para além dos fatos, dados e informações, já que estamos inundados por eles. Um bom começo pode estar no resgate de alguns sonhos e projetos que não estão no nosso feed. Não requer muito esforço, apenas iniciativa, atitude indissociável da criatividade.


(Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2024/07/04/os-adolescentes-a-criatividade-as-bolhas-e-os-algoritmos. Acesso em: setembro de 2024. Adaptado.)

Observe este fragmento: “Eu estava no TikTok e apareceu um vídeo para mim. Coisas que eu mais gosto, e aí, todas as coisas que apareceram no vídeo eram as coisas que eu mais gostava de fazer. Eu percebo que a cada dia isso é mais evidente, como se fosse diminuindo tudo que eu gosto mais, sabe? Como se fosse compactando as coisas que eu mais gosto...” (6º§). Caso substituíssemos a primeira palavra do enunciado – “eu” – por “nós”, quantas alterações seriam necessárias para que se mantivesse a coesão, coerência e correção gramatical?
Alternativas
Respostas
3161: D
3162: B
3163: C
3164: C
3165: A
3166: A
3167: D
3168: A
3169: C
3170: B
3171: A
3172: D
3173: C
3174: D
3175: D
3176: D
3177: B
3178: D
3179: A
3180: C