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Q776945 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 1

Antissocial

Ruy Castro

    [1º§]RIO DE JANEIRO - No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis, endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo.

    [2º§]Sempre que recebo esses convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele me convidou a me juntar à sua “rede”.

    [3º§]Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior, temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu “amigo” ou de juntar-me à sua “rede”.

    [4º§]O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo” deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

    [5º§]Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão, um brilho no olhar.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 18/maio/2012 – texto adaptado.

O texto 1 constitui-se um exemplo do gênero
Alternativas
Q776944 Português

INSTRUÇÃO: A questão deve ser respondida com base no texto 1. Leia-o atentamente, antes de responder a questão.

TEXTO 1

Antissocial

Ruy Castro

    [1º§]RIO DE JANEIRO - No mínimo, três ou quatro por dia. São os convites eletrônicos que recebo para me tornar “amigo” de fulano ou para “fazer parte de sua rede profissional”. São convites amáveis, endereçados a mim pelo primeiro nome. Mas, apesar do tratamento personalizado, têm um ar de mensagem disparada a 100 ou 200 pessoas ao mesmo tempo.

    [2º§]Sempre que recebo esses convites, embatuco. Não tenho Facebook, nem sei como funciona, e as únicas redes profissionais a que pertenço são as empresas a que presto serviços como escritor ou jornalista. Não sei, por exemplo, qual é a “rede profissional” de um querido amigo que, aos 70 anos, nunca teve uma carteira de trabalho assinada, nem acordou como assalariado um único dia em sua vida – e ele me convidou a me juntar à sua “rede”.

    [3º§]Como não sei para que servem essas redes, também não sei o que responder e, pior, temo que tais mensagens sejam pegadinhas marotas contendo vírus. Assim, ou as apago ou deixo que morram de velhice na lista de mensagens. O problema é que, com isso, posso estar passando por esnobe ou antissocial para quem se deu ao trabalho de me convidar a ser seu “amigo” ou de juntar-me à sua “rede”.

    [4º§]O ridículo é que os que me convidam a tornar-me “amigo” deles já são meus amigos. Têm meu telefone, sabem onde moro, já saímos juntos para pândegas, discutimos futebol, fomos até sócios no passado e, se calhar, um tomou a namorada do outro e vice-versa. Então, por que tal formalismo engessado?

    [5º§]Acredito que os programadores dessas maravilhas eletrônicas tenham pouca prática de vida real. Por serem muito jovens e já terem nascido com um mouse na mão, talvez não saibam que as relações humanas podem se formar a partir de um encontro casual, um aperto de mão, um brilho no olhar.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 18/maio/2012 – texto adaptado.

É objetivo do texto 1
Alternativas
Q775533 Redação Oficial
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Q775532 Redação Oficial
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Q775531 Português
Camila Guimarães emprega algumas aspas ao longo do texto. São regras para o uso desse sinal de pontuação, exceto
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Q775530 Português
A regência verbal está indevidamente empregada em
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Q775529 Português
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Q775528 Português
A locução adjetiva “de nutrientes” (linha 9) pode ser substituída pelo adjetivo nutricional. A correspondência entre a expressão e o significado está falsa em
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Q775527 Português
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Q775526 Português
Para persuadir o leitor a aceitar o que lhe foi comunicado no texto, a autora
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Q775525 Português
De acordo com o texto,
Alternativas
Q775524 Português
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Q775523 Português
No trecho “(...) há anos” (linha 3), substituindo-se o verbo haver pelo verbo fazer, no mesmo tempo e com a concordância correta, tem-se
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Q775522 Português
O verbo abolir, em “Aboli a carne de porco (...)” (linha 3), é defectivo, pois sua conjugação não é completa. Não é verbo defectivo:
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Q775521 Português
O verbo “mergulhar” (linha 27) está empregado no pretérito mais-que-perfeito do indicativo e assinala
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Q775520 Português
Assim como em “(...) tentei viver à base de carne de soja!” (linha 19), a crase está empregada corretamente, exceto em
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Q775519 Português
Assim como “açúcar” (linha 29), escrevem-se com ç:
Alternativas
Q775518 Português
Enquadram-se na mesma regra de acentuação gráfica:
Alternativas
Q775517 Português
As circunstâncias indicadas pelos conectivos “para” (linha 11) e “Assim” (linha 19) expressam, respectivamente,
Alternativas
Q775516 Português
A figura de linguagem em destaque no trecho “(...) a gema era um veneno para o colesterol” (linha 8) é a
Alternativas
Respostas
421: D
422: B
423: C
424: A
425: A
426: B
427: D
428: E
429: D
430: E
431: A
432: E
433: D
434: D
435: B
436: C
437: E
438: A
439: D
440: C