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Texto 2
Coração Materno
─ Vai, mamãe, vai a senhora, eu vou em outro.
A mãe, se desmanchando em timidez, medo e bondade, sorria:
─ Não, minha filha, eu não posso te deixar aqui sozinha.
─ Vai, mamãe.
─ Não, minha filha.
─ Pelo amor de Deus, mãe; o homem está esperando.
─ Mas... minha filha?!
Os passageiros aguardavam com a tolerante paciência de quem tem ou já teve mãe. O motorista fez força (e o conseguiu, parabéns) para refrear a sua fúria de Averno1 .
─ Vai, mãezinha; aqui neste ponto é difícil arranjar dois lugares.
─ Não posso te deixar sozinha, minha filha. Nunca!2
Diante do impasse, levantou-se, resoluto, um senhor sentado no banco da frente, oferecendo-se para ir em pé, as duas senhoras iriam sentadas. Ah, mas isso não, aparteou o motorista, era contra o regulamento, dava multa. O amável passageiro descompôs o regulamento do tráfego e os demais regulamentos: eram desumanos. Ao pé da calçada, o torneio sentimental de mãe e filha continuava:
─ Vai, vai, mãe.
─ Não posso ir sem você, minha filha.
Quem viu a necessidade eventual de perder docemente a paciência foi a filha. Usando de energia adequada ao momento, segurou o braço da velhinha (mas3 velhinha mesmo, frágil, frágil), empurrou-a com o mínimo de força necessária, proferiu uma ordem imperiosa:
─ Vai, mãe.
─ Coitadinha! Eu fico morrendo de pena de deixar ela aí, só, tão longe!
Longe de onde? Das entranhas que criaram uma menina. Longe. Só.
A viagem para o centro foi recomeçada, sem novidades, todos voltaram para dentro de si mesmos, esquecidos do episódio. A mãe, no entanto, furtiva (certa de já causar bastantes transtornos naquele dia) inspecionava todos os lotações que ultrapassavam o nosso, aflita em sua quietude, buscando lobrigar a filha. Mas foi só quando o lotação entrou na Avenida, e parou diante de um sinal, que, enfim, a velha mais moça, a filha, apareceu em um lotação ao nosso lado. As duas se sorriram como depois de uma longa e apreensiva travessia. A velhinha chegou a fazer graça:
─ Graças a Deus, minha filha! Você ainda chegou antes de mim.
─ Eu não disse, mãe, que não tinha perigo?
A filha desceu na esquina, chegou até perto da janela do nosso5 lotação, segurou a mão de sua mãe:
─ Agora vai direitinha, viu?
─ Você pode ir descansada, minha filha.
O lotação arrancou de novo, gestos de adeus, a harmonia voltou ao rosto da nossa velhinha, que tranquilizou também a vizinha de banco:
─ Ela vai trabalhar no Ministério; eu vou para casa, moro no Rio Comprido.
Texto 2
Coração Materno
─ Vai, mamãe, vai a senhora, eu vou em outro.
A mãe, se desmanchando em timidez, medo e bondade, sorria:
─ Não, minha filha, eu não posso te deixar aqui sozinha.
─ Vai, mamãe.
─ Não, minha filha.
─ Pelo amor de Deus, mãe; o homem está esperando.
─ Mas... minha filha?!
Os passageiros aguardavam com a tolerante paciência de quem tem ou já teve mãe. O motorista fez força (e o conseguiu, parabéns) para refrear a sua fúria de Averno1 .
─ Vai, mãezinha; aqui neste ponto é difícil arranjar dois lugares.
─ Não posso te deixar sozinha, minha filha. Nunca!2
Diante do impasse, levantou-se, resoluto, um senhor sentado no banco da frente, oferecendo-se para ir em pé, as duas senhoras iriam sentadas. Ah, mas isso não, aparteou o motorista, era contra o regulamento, dava multa. O amável passageiro descompôs o regulamento do tráfego e os demais regulamentos: eram desumanos. Ao pé da calçada, o torneio sentimental de mãe e filha continuava:
─ Vai, vai, mãe.
─ Não posso ir sem você, minha filha.
Quem viu a necessidade eventual de perder docemente a paciência foi a filha. Usando de energia adequada ao momento, segurou o braço da velhinha (mas3 velhinha mesmo, frágil, frágil), empurrou-a com o mínimo de força necessária, proferiu uma ordem imperiosa:
─ Vai, mãe.
─ Coitadinha! Eu fico morrendo de pena de deixar ela aí, só, tão longe!
Longe de onde? Das entranhas que criaram uma menina. Longe. Só.
A viagem para o centro foi recomeçada, sem novidades, todos voltaram para dentro de si mesmos, esquecidos do episódio. A mãe, no entanto, furtiva (certa de já causar bastantes transtornos naquele dia) inspecionava todos os lotações que ultrapassavam o nosso, aflita em sua quietude, buscando lobrigar a filha. Mas foi só quando o lotação entrou na Avenida, e parou diante de um sinal, que, enfim, a velha mais moça, a filha, apareceu em um lotação ao nosso lado. As duas se sorriram como depois de uma longa e apreensiva travessia. A velhinha chegou a fazer graça:
─ Graças a Deus, minha filha! Você ainda chegou antes de mim.
─ Eu não disse, mãe, que não tinha perigo?
A filha desceu na esquina, chegou até perto da janela do nosso5 lotação, segurou a mão de sua mãe:
─ Agora vai direitinha, viu?
─ Você pode ir descansada, minha filha.
O lotação arrancou de novo, gestos de adeus, a harmonia voltou ao rosto da nossa velhinha, que tranquilizou também a vizinha de banco:
─ Ela vai trabalhar no Ministério; eu vou para casa, moro no Rio Comprido.
26 jul. 2024, 13h
[...]
26 jul. 2024, 13h
[...]
26 jul. 2024, 13h
[...]
Considere uma reação do tipo A + B → C + D, sobre a qual foram coletados os dados abaixo:

Qual alternativa apresenta corretamente a ordem global e a constante de velocidade da reação?
A célula eletrolítica para purificação do cobre contém solução de sulfato de cobre (CuSO4), o material a ser purificado em um dos eletrodos e outro eletrodo onde se depositará o cobre puro, como representado a seguir:

Disponível em: <https://www.saofranciscodeassis.edu.br/rgsn/arquivos/RGSN04/Refino-do-cobre-por-meio-daeletr%C3%B3lise-DAROSCI-OLIVEIRA-p171-182.pdf> (Com adaptações). Acesso em: 17 abr. 2024.
Sobre essa metodologia, é correto afirmar que:
Em uma aula de graduação para estudantes do curso de Química, é solicitado que os alunos obtenham furfural a partir de resíduo de cravo da índia. Para isso, o resíduo é tratado com ácido, e o material é submetido a uma destilação simples, onde o destilado contém o material de interesse.
Para isolar o furfural, os alunos devem realizar uma extração líquido-líquido. Em um funil de separação, adiciona-se o destilado aquoso e, em seguida, o solvente orgânico, no caso diclorometano. Após leve agitação, o funil é deixado em repouso e duas fases se formam, como representado na figura a seguir:
Dados:
Densidade da água = 1g/cm³
Densidade do diclorometano = 1,33 g/cm³
Coeficiente de distribuição: KD = Concentraçãofase orgânica/Concentraçãofase aquosa > 1
Sobre o procedimento descrito, qual das alternativas apresenta uma afirmação correta?
Em uma turma de Ensino Médio, o professor resolveu confeccionar uma bateria com materiais de baixo custo, para fins didáticos. Utilizando recipientes coletores, pregos galvanizados, pedaços de grafite e tintura de iodo contendo um pouco de iodeto de potássio, três células galvânicas foram montadas e associadas em série, como visto na figura abaixo:
Os alunos foram convidados a medir a tensão gerada pela bateria com auxílio de um multímetro.
DE ARAÚJO, Sayonara Maria Ferreira et al. Confecção de celas galvânicas com materiais de baixo custo para otimização de aulas sobre reações de oxirredução e eletroquímica no ensino médio. (Com adaptações).
Dados:
Potenciais de redução nas condições em que a bateria foi confeccionada:
I3- + 2e- → 3I- E = 0,53V
Zn+2 + 2e- → Zn E = -0,76V
Qual é o valor mais próximo do esperado para a bateria descrita?
Os gráficos abaixo são referentes a uma reação do tipo A → B + C.
No primeiro gráfico, temos a variação da concentração do reagente A em função do tempo de reação:
No segundo gráfico, temos a velocidade da reação em função do tempo:
Com base nos dois gráficos, o que é possível afirmar sobre a cinética da reação?
Em um laboratório químico, existem diversas vidrarias com diferentes funções e outras com funções similares, porém com diferentes níveis de precisão.
Assinale a alternativa que traz as vidrarias correspondentes à descrição a seguir:
São tubos calibrados que apresentam torneira, normalmente de teflon ou vidro. Capazes de dispensar volumes com precisão de acordo com a capacidade da vidraria.
Um químico observa que, durante a dissolução de um certo sal em água, o recipiente em que a solução está sendo preparada se resfria.
A explicação química mais coerente para esse fenômeno é:
O metano (CH4) é um gás produzido durante o processo natural de digestão dos alimentos pelos rebanhos bovinos. A relevância desse gás, considerado fundamental na estratégia de mitigação do aquecimento global, se reflete no fato de o Brasil ter aderido ao Pacto Mundial do Metano na COP26, realizada na Escócia em 2021, se comprometendo a reduzir sua emissão.
Na combustão completa do metano, ele reage com oxigênio (O2) e produz gás carbônico (CO2) e água (H2O).
Disponível em: <https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/73172252/nova-metodologia-mede-emissao-de-metano-em-reprodutores-bovinos#:~:text=equipamento%20no%20dorso),
Emiss%C3%A3o%20de%20metano%20%C3%A9%20decorrente%20do%20processo%20de%20digest%C3%A3o%20dos,digest%C3%A3o%20dos%20alimentos%20pelos%20animais>. (Com adaptações) Acesso em: 17 abr. 2024.
Dados:
Substância ΔHf0 (KJmol-1)
CH4(g) -74,8
CO2(g) -393,5
H2O(l) -285,8
Assinale a alternativa que apresenta o calor liberado pela combustão completa de oito gramas de gás metano.
Considere que a reação ocorre em condições padrão.
Qual das alternativas apresenta um procedimento correto em caso de exposição a um produto químico perigoso?
Sobre o armazenamento seguro de produtos químicos, é incorreto afirmar que:
Em um recipiente fechado, são adicionados hidrogênio e nitrogênio, ambos no estado gasoso. No recipiente são ajustadas as condições para que o material reaja segundo a equação abaixo:
Keq
3H2(g) + N2(g) ⇄ 2NH3(g)
Depois de atingido o equilíbrio, a concentração de hidrogênio (H2(g)) é igual a 0,34 molL-1, e a de amônia (NH3(g)) é igual a 0,44 molL-1.
Dados: Keq = 6,1 mol-2L2
Qual a concentração de nitrogênio (N2(g)) no equilíbrio?
Algumas substâncias podem ser obtidas a partir de diferentes matérias-primas submetidas às mesmas condições.
O composto X, por exemplo, pode ser obtido a partir de um aldeído, um éster ou um ácido carboxílico, como representado na figura abaixo:
A alternativa que contém a representação estrutural do composto X é:
Um técnico necessita preparar uma solução contendo ácido clorídrico e ácido acético em mistura, com concentrações de 0,05 mol/L e 0,06 mol/L, respectivamente.
No laboratório, ele dispõe de água destilada e um balão volumétrico de 500 mL, além das demais vidrarias necessárias. No almoxarifado, ele dispõe de soluções cujos rótulos estão representados abaixo.
Dados:
Massa molar do ácido clorídrico: 36,5 g/mol
Massa molar do ácido acético: 60 g/mol
Qual das opções a seguir apresenta os volumes corretos de cada ácido que o técnico deve usar para que obtenha a solução de que precisa?
O brometo de pinavério, cuja estrutura está representada abaixo, tem efeitos antiespasmódicos no músculo liso gastrointestinal e pode aliviar os principais sintomas da síndrome do intestino irritável. Esse medicamento é comercializado em comprimidos contendo 100 mg do princípio ativo.
Um analista dissolve completamente um comprimido de brometo de pinavério obtendo 200 mL de solução, depois toma 50 mL desse material e trata com solução de nitrato de prata, gerando massa de brometo de prata que se precipita no recipiente.
BOR, Serhat et al. Efficacy of pinaverium bromide in the treatment of irritable bowel syndrome: a systematic review and meta-analysis. Therapeutic advances in gastroenterology, v. 14, p. 17562848211033740, 2021. (usado com adaptações).
Dados:
Massa molar do brometo de pinavério: 591 g/mol
Massa molar do brometo de prata: 188 g/mol
Desconsiderando possíveis interferentes e impurezas e considerando que o nitrato de prata está em excesso, qual das alternativas é a mais próxima da massa de brometo de prata que foi formada?
Nos procedimentos de lavagens de vidrarias de laboratório, é comum incluir uma etapa de enxágue com um solvente que elimine tinta de canetas ou outros componentes com baixa solubilidade em água. O técnico do laboratório de Química Geral costuma usar etanol 92% (álcool etílico) nesse processo, mas está sem o produto, pois as entregas das compras atrasaram. Contudo ele possui as seguintes opções com boas quantidades no almoxarifado:
A |
B |
C |
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D |
E |
F |
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G |
H |
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ATKINS, P.; JONES, L.; LAVERMAN, L. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. 7 ed. Porto Alegre: Bookman, 2018. (material do professor, usado com adaptações)
Querendo o técnico usar um composto similar, quais opções disponíveis no almoxarifado apresentam a mesma função orgânica e, portanto, poderiam ser consideradas para substituir o etanol de lavagem?