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Indique “V” para verdadeiro e “F” para falso. A lei orçamentária anual compreenderá:
( ) o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;
( ) o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
( ) o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
Complete a lacuna em relação Plano Plurianual (PPA).
o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial subseqüente, será encaminhado até e________________ devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa;
À luz da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), julgue as afirmativas a seguir.
I. O Relatório de Gestão Fiscal é um instrumento de transparência inaugurado pela LRF. Tem periodicidade quadrimestral, e um de seus componentes é o Demonstrativo de Receitas e Despesas com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino.
II. A receita de capital derivada da alienação de bens e direitos que integram o patrimônio público não poderá ser utilizada pelo gestor para o financiamento de qualquer tipo de despesa corrente.
III. A contratação de operação de crédito por antecipação de receita é vedada enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada, bem como no último ano do Chefe do Poder Executivo.
Está correto o que se afirma em:
Sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma a seguir.
( ) Uma de suas finalidades previstas na CF/1988 é estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
( ) Será acompanhada do Anexo de Riscos Fiscais, o qual conterá os critérios e forma de limitação de empenho, em caso de frustração de receita orçamentária.
( ) O Anexo de Metas Fiscais que acompanhará a Lei de Diretrizes Orçamentárias deverá conter, entre outras informações, a avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior.
A sequência está correta em:
À luz do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto nº 9.580/2018), julgue as proposições a seguir.
I. Ficam obrigadas à apuração do lucro real as pessoas jurídicas que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior ou que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou à redução do imposto sobre a renda.
II. Preconiza o RIR que a escrituração comercial será feita em língua portuguesa, em moeda corrente nacional e em forma contábil, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borrões, rasuras, emendas ou transportes para as margens.
III. O Lucro Arbitrado é um regime especial de apuração do Imposto de Renda que permite aos contribuintes a dispensa de manutenção dos livros comerciais e fiscais.
Está correto o que se afirma em:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Cem anos sem Kafka: como sua obra foi publicada contra sua vontade
Há cem anos morria de tuberculose Franz Kafka, o escritor austro-húngaro (nascido em Praga, hoje seria tcheco) que inaugurou uma nova era da literatura. Sua obra é tão importante que seu nome até virou adjetivo: chamamos de kafkiano aquilo que é inexplicavelmente confuso e frustrante, mas que temos que aceitar.
Morto aos 40 anos, Kafka publicou poucos contos em vida, sem chamar muita atenção do público. A Metamorfose, O Veredito e Na Colônia Penal são as histórias curtas mais conhecidas publicadas com a autorização do autor, mas só foram reconhecidas como geniais após a morte de Kafka. O resto de sua obra, como os célebres romances O Processo e O Castelo, foram publicados e venerados depois que Kafka morreu, mudando a história da literatura mundial. Mas tudo isso quase não aconteceu, já que o autor queria que seus manuscritos fossem queimados.
Com 29 anos, Franz Kafka ainda não tinha publicado nenhum livro, só alguns contos em revistas literárias. Seu amigo da época da universidade, Max Brod, era um ano mais jovem e um autor importante da literatura expressionista, responsável por apresentar a obra de Kafka para seu editor alemão, Kurt Wolff. O editor lembrou de Kafka, anos depois, como o único autor que lhe disse que ficaria mais grato pela devolução do manuscrito do que pela publicação. O editor não ouviu o jovem autor, inseguro com sua literatura, e publicou diversos livros do autor tcheco, até mesmo após sua morte.
Durante a vida, se estima que Kafka queimou cerca de 90% de seus escritos. No leito de morte, ele revisou o livro Um artista da fome, o último livro publicado com a autorização do autor. Depois disso, ele deixou Brod como o responsável pelo seu testamento, e seu pedido foi bem claro: queime tudo que esteja inédito e incompleto. “Caríssimo Max, meu último pedido”, escreveu Kafka. “Queimar completamente, sem ler, tudo o que se encontrar no meu espólio […]”
O último desejo de Kafka não foi respeitado. Se tivesse sido, o mundo nunca teria lido O Processo, América ou O Castelo, obras que foram escritas por Kafka, mas organizadas e editadas por Brod.
O Processo é um romance que não tinha uma ordem definida por Kafka. Os capítulos poderiam ser lidos individualmente, sem seguir uma cronologia muito óbvia. Os episódios mais delimitados temporalmente são o que apresenta a detenção e, portanto, inicia a história, e o capítulo com o título “Fim”. A ordem em que o romance é conhecido foi desenvolvida e pensada por Brod, finalizando o livro do amigo por ele.
Brod confiou mais na qualidade da obra literária do amigo do que no desejo expresso de Kafka de ter seus escritos queimados. Depois da morte de Brod, os arquivos de Kafka ficaram com a secretária do amigo, Esther Hoffe. Ela morreu aos 101 anos, em Tel Aviv, e aí começou uma disputa legal pelo espólio de Kafka entre suas herdeiras, o Estado de Israel e sua Biblioteca Nacional, e a Alemanha, por meio do Arquivo Literário de Marbach.
Franz Kafka não é o único autor a ser desrespeitado por seus herdeiros e testamentários. Roberto Bolaño, escritor chileno influenciado por Kafka e um dos maiores nomes da literatura latino-americana, morreu aos 50 anos de falência hepática em 2003. No ano seguinte, ele teve um livro publicado contra sua vontade. Gabriel García Márquez, o escritor colombiano que ganhou o Nobel de Literatura, começou a escrever seu primeiro conto um dia depois de ler A Metamorfose. Em 2024, foi publicado um romance póstumo que García Márquez disse que nunca deveria ser lançado.
Pode ser um exercício interessante pensar no que teria acontecido se a vontade de Kafka tivesse sido respeitada, mas uma coisa é certa: a literatura mundial seria bem diferente.
Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em:https://super.abril.com.br/cultura/cem-anos-sem-kafka-como-sua-obra-foi-publicada-contra-sua-vontade
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Cem anos sem Kafka: como sua obra foi publicada contra sua vontade
Há cem anos morria de tuberculose Franz Kafka, o escritor austro-húngaro (nascido em Praga, hoje seria tcheco) que inaugurou uma nova era da literatura. Sua obra é tão importante que seu nome até virou adjetivo: chamamos de kafkiano aquilo que é inexplicavelmente confuso e frustrante, mas que temos que aceitar.
Morto aos 40 anos, Kafka publicou poucos contos em vida, sem chamar muita atenção do público. A Metamorfose, O Veredito e Na Colônia Penal são as histórias curtas mais conhecidas publicadas com a autorização do autor, mas só foram reconhecidas como geniais após a morte de Kafka. O resto de sua obra, como os célebres romances O Processo e O Castelo, foram publicados e venerados depois que Kafka morreu, mudando a história da literatura mundial. Mas tudo isso quase não aconteceu, já que o autor queria que seus manuscritos fossem queimados.
Com 29 anos, Franz Kafka ainda não tinha publicado nenhum livro, só alguns contos em revistas literárias. Seu amigo da época da universidade, Max Brod, era um ano mais jovem e um autor importante da literatura expressionista, responsável por apresentar a obra de Kafka para seu editor alemão, Kurt Wolff. O editor lembrou de Kafka, anos depois, como o único autor que lhe disse que ficaria mais grato pela devolução do manuscrito do que pela publicação. O editor não ouviu o jovem autor, inseguro com sua literatura, e publicou diversos livros do autor tcheco, até mesmo após sua morte.
Durante a vida, se estima que Kafka queimou cerca de 90% de seus escritos. No leito de morte, ele revisou o livro Um artista da fome, o último livro publicado com a autorização do autor. Depois disso, ele deixou Brod como o responsável pelo seu testamento, e seu pedido foi bem claro: queime tudo que esteja inédito e incompleto. “Caríssimo Max, meu último pedido”, escreveu Kafka. “Queimar completamente, sem ler, tudo o que se encontrar no meu espólio […]”
O último desejo de Kafka não foi respeitado. Se tivesse sido, o mundo nunca teria lido O Processo, América ou O Castelo, obras que foram escritas por Kafka, mas organizadas e editadas por Brod.
O Processo é um romance que não tinha uma ordem definida por Kafka. Os capítulos poderiam ser lidos individualmente, sem seguir uma cronologia muito óbvia. Os episódios mais delimitados temporalmente são o que apresenta a detenção e, portanto, inicia a história, e o capítulo com o título “Fim”. A ordem em que o romance é conhecido foi desenvolvida e pensada por Brod, finalizando o livro do amigo por ele.
Brod confiou mais na qualidade da obra literária do amigo do que no desejo expresso de Kafka de ter seus escritos queimados. Depois da morte de Brod, os arquivos de Kafka ficaram com a secretária do amigo, Esther Hoffe. Ela morreu aos 101 anos, em Tel Aviv, e aí começou uma disputa legal pelo espólio de Kafka entre suas herdeiras, o Estado de Israel e sua Biblioteca Nacional, e a Alemanha, por meio do Arquivo Literário de Marbach.
Franz Kafka não é o único autor a ser desrespeitado por seus herdeiros e testamentários. Roberto Bolaño, escritor chileno influenciado por Kafka e um dos maiores nomes da literatura latino-americana, morreu aos 50 anos de falência hepática em 2003. No ano seguinte, ele teve um livro publicado contra sua vontade. Gabriel García Márquez, o escritor colombiano que ganhou o Nobel de Literatura, começou a escrever seu primeiro conto um dia depois de ler A Metamorfose. Em 2024, foi publicado um romance póstumo que García Márquez disse que nunca deveria ser lançado.
Pode ser um exercício interessante pensar no que teria acontecido se a vontade de Kafka tivesse sido respeitada, mas uma coisa é certa: a literatura mundial seria bem diferente.
Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em:https://super.abril.com.br/cultura/cem-anos-sem-kafka-como-sua-obra-foi-publicada-contra-sua-vontade