Questões de Concurso Comentadas para médico cardiologista

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Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: GHC-RS Provas: FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Cardiologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Otorrinolaringologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Ortopedia e Traumatologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Oncologia Clínica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Oftalmologia - Plástica Ocular e Vias Lacrimais) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Oftalmologia - Pediatria) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Oftalmologia - Estrabismo) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Cirurgia Oncológica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Patologia - Citopatologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Nefrologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Radiologia e Diagnóstico por Imagem) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Reumatologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Ultrassonografia Geral) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Urologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Auditoria Interna) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Neurologia Pediátrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Neurofisiologia Clínica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Neurologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Neurocirurgia - Coluna) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Medicina do Trabalho) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Geriatria) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Medicina de Emergência) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Infectologia Pediátrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Hematologia e Hemoterapia - Transplante de medula Óssea) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Medicina Intensiva Pediátrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Clínica Médica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Cirurgia Plástica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Cirurgia Pediátrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Cirurgia Geral) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Cirurgia de Cabeça e Pescoço) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Cirurgia da Mão) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Anestesiologia Pediátrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Anestesiologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Genética Médica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Psiquiatria) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Patologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Gastroenterologia Pediátrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Endoscopia Digestiva) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Endocrinologia e Metabologia Pediátrica) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Endocrinologia e Metabologia) | FUNDATEC - 2025 - GHC-RS - Médico (Mamografia) |
Q3498371 Arquitetura
Não basta garantir o direito ao acompanhante, é preciso que existam espaços capazes de acolhê-los, assim como não é possível assegurar e promover a inclusão da pessoa com deficiência sem a configuração de espaços e de práticas de modo universalizante. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3435610 Medicina
Jovem atleta do sexo masculino, jogador de futebol, afrodescendente, de 18 anos, vem para consulta após identificação de alteração em eletrocardiograma realizado em avaliação pré-participação de atividade esportiva. Relata ser assintomático e realizar atividade física com ótima capacidade funcional e alta performance. Exame físico normal. Sabendo que existem algumas alterações fisiológicas em atletas, dentre os achados eletrocardiográficos abaixo, qual alteração pode sugerir cardiopatia?
Alternativas
Q3435609 Medicina
Homem de 65 anos, portador de estenose aórtica importante, é acompanhado por cardiologista há vários anos. Os últimos ecocardiogramas mostram:

· (2023): estenose aórtica importante. Gradiente médio (VE/Ao) de 40 mmHg. Fração de ejeção 60%.
· (2024): estenose aórtica importante. Gradiente médio (VE/Ao) de 44 mmHg. Fração de ejeção 54%.
· (2025): estenose aórtica importante. Gradiente médio (VE/Ao) de 48 mmHg. Fração de ejeção 46%. Exame atual.

O paciente se apresenta assintomático e continua fazendo suas caminhadas leves, como sempre o fez, sem relatar dispneia.

Qual a melhor conduta no momento?
Alternativas
Q3435608 Medicina
Paciente idosa, 98 anos, lúcida, dá entrada no serviço de emergência com quadro de dor torácica difusa, forte intensidade, iniciada após grande estresse emocional, irradiada para região de dorso, durando cerca de 30 minutos, sem sintomas associados. Foi submetida a ECG, que apresentou supradesnivelamento nas derivações de V1 a V6. Como protocolo de SCA, foi encaminhada à sala de hemodinâmica para realização de CATE, que, para a surpresa da equipe, veio sem obstrução significativa, mostrando apenas algumas irregularidades. Retornou para à sala de observação e foi submetida a um ECO. O exame mostrou hipocontratilidade de todos os segmentos médio apicais do coração, com FE reduzida em grau moderado. Troponina da admissão com valor 2.543 ng/L (VR < 53 ng/L). Sobre o caso, avalie as assertivas a seguir.

I- Paciente com SCA com SST clássica, devendo retornar para a sala de hemodinâmica a fim de realizar novo procedimento, buscando algum vaso não visto ocluído ou mesmo a presença de trombo.
II- Trata-se de um caso de MINOCA, com grande suspeita para Síndrome de Takotsubo ou Síndrome do Coração Partido. Nesses casos, um grande estresse leva a liberação catecolaminérgica, que consequentemente leva a alteração perfusional transitória.
III- Trata-se de um caso de TINOCA, envolvendo um grande conjunto de síndromes que elevam o MNM troponina, mas não apresenta obstrução coronária que justifique a presença de doença arterial coronariana macrovascular.

É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q3435607 Medicina
A tetralogia de Fallot (T4F) consiste em dois defeitos básicos: estenose pulmonar infundibular e defeito do septo ventricular e, consequentemente, hipertrofia ventricular direita e dextroposição de aorta. As alterações hemodinâmicas são dependentes do grau da estenose pulmonar. Sobrecarga atrial direita é frequentemente vista e o ritmo geralmente é sinusal. O que o Médico Cardiologista espera encontrar num ECG de paciente com T4F? 
Alternativas
Q3435606 Medicina
Na SCAsem supra do segmento ST, mesmo sem o supradesnivelamento, existem indicações para cateterismo imediato (< 2h), precoce (<24h) e conduta invasiva (até 72h). Marque a alternativa CORRETAque possui indicação de cateterismo precoce. 
Alternativas
Q3435605 Medicina
O Médico Cardiologista está atendendo no pronto-socorro e avalia cinco pacientes com quadro clínico de insuficiência cardíaca descompensada. Nenhum deles realizou ecocardiograma previamente. Com base nas características clínicas apresentadas, qual paciente tem maior probabilidade de apresentar Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (IC FEP)?
Alternativas
Q3435604 Medicina
Paciente de 72 anos procura ambulatório da cardiologia com dores de características anginosas aos pequenos esforços. Portador de Diabetes e Dislipidemia, DPOC com grandes crises de broncoespasmo, frequentes. CATE prévio mostra coronária direita ocluída, com lesão moderada em descendente anterior e circunflexa. Está em uso de Verapamil 80 mg 12/12h, AAS 100 mg após almoço, Atorvastatina 20 mg à noite, Metformina 850 mg 2x/dia e Dapaglifozina 10 mg/dia. Ao exame físico, apresenta PA: 122x72 mmHg, FC 90 bpm, FR: 16 irpm, SpO2: 98% em AA, ACV sem alterações e AR sem alterações. ECG mostra ritmo de FA, sem sinais de sobrecarga. Ecocardiograma mostra FE 62%, com disfunção diastólica tipo I, sem outras alterações. Sobre o caso, marque a alternativa CORRETApara reduzir a classe funcional anginosa.
Alternativas
Q3435603 Medicina
Em ambulatório de especialidades cardíacas, o Médico Cardiologista recebe paciente de 52 anos, feminino, portadora de insuficiência cardíaca de etiologia chagásica. Está em classe funcional III da NYHA e vem apresentando sintomas de hipotensão postural e até síncope. Por vezes, necessita de internação para uso de medicações inotrópicas. Apresenta em último ECO laudo de miocardiopatia dilatada com FE reduzida em 15%, aumento importante de cavidades, com insuficiência mitral moderada e insuficiência tricúspide importante. Vem em uso de: Enalapril 10 mg 12/12h, Selozok 200 mg/dia, Eplerenone 25 mg/dia, Dapaglifozina 10 mg/dia, Furosemida 40 mg 03 comprimido pela manhã e 02 comprimidos a tarde. Ao exame: EGR, estável, pálida, ACV: RCR 2T c/ SS Mitral 3+/6+, AR com estertores em bases discretos. Sem edema de MMII. Sem turgência jugular. PA: 80x48 mmHg, FC: 51 bpm, FR em repouso 15 irpm, SpO2: 95% em AA. Realizado ECG apresenta: eixo elétrico para E, padrão rS em derivações inferiores com S em D3 medindo 10 mm e S em D2 medindo 5 mm, ritmo sinusal, regular, QRS com 160 mm, padrão rS em derivações anteriores e entalhe em derivações laterais. Laboratorialmente: Na: 135, K: 5,1, U: 40, Cr: 1,3, ácido úrico: 4, BNP: 841. Sobre o caso, qual a forma CORRETA de otimizar o tratamento para a paciente supracitada? 
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Q3435602 Medicina
Paciente Mariza, 28 anos, grávida de 28 semanas de gestação, procura ambulatório por orientação do pré-natal, sem queixas cardíacas de dor torácica, dispneia, palpitação ou síncope. Na ausculta cardíaca, percebe-se sopro diastólico em ruflar, com estalido de abertura e ausência de reforço pré-sistólico. Realizou Ecocardiograma, que, além de corroborar a principal suspeita diagnóstica da valvopatia com área valvar de 0,8 cm2 , mostrou aumento do átrio esquerdo, com PSAPestimada em 65 mmHg. Sobre o caso, marque a alternativa 2 CORRETA para a proposta terapêutica.
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Q3435601 Medicina
O Médico Cardiologista recebe em seu consultório um paciente de 53 anos, etnia negra, portador de Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes e Dislipidemia, sem queixas cardiovasculares, mas sem consulta prévia com cardiologista há 3 anos. Faz uso de Atenolol 25 mg, Clortalidona 25 mg, Metformina 850 mg 2x/dia e Sinvastatina 20 mg a noite. Ao exame, apresenta ausculta cardiovascular e respiratória sem alterações. Sinais vitais com FC: 86 bom, PA: 158x98 mmHg (média de três aferições), FR: 16 irpm, SpO2: 98% em AA. ECG mostra R de V1 medindo 2 mm, R de aVLmedindo 15 mm, S de V1 medindo 8 mm, R de V5 medindo 10 mm, com QRS 100 ms, ritmo sinusal. Laboratório mostra: Na: 138, K: 4,5, ácido úrico: 8,5, GJ: 130 mg/dl, CT: 200, LDL: 100 mg/dl. Sobre o caso, baseado na última diretriz brasileira de Hipertensão, marque a alternativa CORRETApara ajuste terapêutico.
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Ano: 2025 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Pombal - PB Provas: CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquiteto | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquivista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Assistente Social | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Bioquímico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Cirurgião Dentista Protesista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Contador | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Educador Físico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Enfermeiro 30H/40H | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Agrônomo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro de Alimentos | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Farmacêutico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fisioterapeuta | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fonoaudiólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo (Pacientes Especiais) | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Auditor | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Psiquiatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Radiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Clínico Geral | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Urologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Plantonista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Veterinário | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Nutricionista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicopedagogo Clínico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Terapeuta Ocupacional | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Cardiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Dermatologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Gastroenterologista Pediatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ginecologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Obstetra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Oftalmologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ortopedista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Pediatra |
Q3429874 Raciocínio Lógico

Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a quantidade de linhas necessárias para a construção da tabela verdade da proposição composta a seguir.



Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Ano: 2025 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Pombal - PB Provas: CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquiteto | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquivista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Assistente Social | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Bioquímico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Cirurgião Dentista Protesista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Contador | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Educador Físico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Enfermeiro 30H/40H | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Agrônomo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro de Alimentos | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Farmacêutico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fisioterapeuta | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fonoaudiólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo (Pacientes Especiais) | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Auditor | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Psiquiatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Radiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Clínico Geral | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Urologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Plantonista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Veterinário | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Nutricionista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicopedagogo Clínico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Terapeuta Ocupacional | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Cardiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Dermatologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Gastroenterologista Pediatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ginecologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Obstetra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Oftalmologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ortopedista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Pediatra |
Q3429872 Raciocínio Lógico

Em uma loja, são oferecidas três mercadorias: A, B e C. A seguir, no Diagrama de Venn, tem-se a quantidade de vezes que cada produto foi vendido ao longo de um mês. Assinale a alternativa CORRETA.



Imagem associada para resolução da questão

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Q3429871 Raciocínio Lógico

Após um desastre, a defesa civil levantou os seguintes dados:



· 78 pessoas tiveram suas casas alagadas;


· 49 pessoas tiveram apenas perda de móveis;


· 19 pessoas sofreram apenas com deslizamentos de terra;


· 27 pessoas tiveram suas casas alagadas e perderam móveis;


· 31 pessoas sofreram com deslizamentos de terra e tiveram suas casas alagadas;


· 20 pessoas tiveram suas casas alagadas, perderam móveis e sofreram com deslizamentos de terra.



Analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Pombal - PB Provas: CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquiteto | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquivista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Assistente Social | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Bioquímico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Cirurgião Dentista Protesista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Contador | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Educador Físico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Enfermeiro 30H/40H | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Agrônomo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro de Alimentos | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Farmacêutico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fisioterapeuta | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fonoaudiólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo (Pacientes Especiais) | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Auditor | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Psiquiatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Radiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Clínico Geral | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Urologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Plantonista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Veterinário | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Nutricionista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicopedagogo Clínico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Terapeuta Ocupacional | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Cardiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Dermatologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Gastroenterologista Pediatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ginecologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Obstetra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Oftalmologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ortopedista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Pediatra |
Q3429867 Português

Após a leitura da crônica no TEXTO III, responda à questão.


TEXTO III 


Um milagre


(Graciliano Ramos)


    R28829. Anúncio miúdo publicado num jornal: “A Nossa Senhora, a quem recorri em momentos de aflição na madrugada de 11 de maio, agradeço de joelhos a graça alcançada.” Uma assinatura de mulher. Em seguida vinha o 29766, em que se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas. Esse não me causou nenhuma impressão, mas o 28829 sensibilizou-me.

    A princípio achei estranho que alguém manifestasse gratidão à divindade num anúncio, que talvez Nossa Senhora nem tenha lido, mas logo me convenci de que não tinha razão. Com certeza essa alma, justamente inquieta numa noite de apuros, teria andado melhor se houvesse produzido uma Salve-Rainha, por exemplo. Infelizmente nem todos os devotos são capazes de produzir Salve Rainhas.

    Afinal essas coisas só têm valor quando se publicam. A senhora a que me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa. Isto, porém, não a satisfaria. Trata-se duma necessidade urgente de expor um sentimento forte, sentimento que, em conformidade com o intelecto do seu portador, assume a forma de oração artística ou de anúncio. Há aí uma criatura que não se submete a fórmulas e precisa meios originais de expressão. Meios bem modestos, com efeito, mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, isto é, aos leitores dos anúncios miúdos, e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, que lhe concedeu um favor em hora de aperto.

Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira. Enrolando-se precipitadamente num roupão, foi fechar a janela, mas o ferrolho emperrou. Afuzilaria lá fora continuava intensa, as chamas do incêndio avivavam-se. A pobre ficou um instante mexendo no ferrolho, atarantada. Compreendeu vagamente o perigo e ouviu uma bala inexistente zunir-lhe perto da orelha.

Arrastando-se, quase desmaiada, foi refugiar-se no banheiro. E aí pensou no marido (ou no filho), que se achava fora de casa, na Urca ou em lugar pior. Desejou com desespero que não acontecesse uma desgraça à família. Encostou-se à pia, esmorecida, medrosa da escuridão, tencionando vagamente formular um pedido e comprimir o botão do comutador. Incapaz de pedir qualquer coisa, arriou, caiu ajoelhada e escorou-se à banheira. Depois lembrou-se de Nossa Senhora. Passou ali uma parte da noite, tremendo. Como os rumores externos diminuíssem, ergueu-se, voltou para o quarto, estabeleceu alguma ordem nas ideias confusas, endereçou à Virgem uma súplica bastante embrulhada. Não dormiu, e de manhã viu no espelho uma cara envelhecida e amarela. O filho (ou marido) entrou em casa inteiro, e não foi incomodado pela polícia.

    A alma torturada roncou um suspiro de alívio, molhou o jornal com lágrimas e começou a perceber que tinha aparecido ali uma espécie de milagre. Pequeno, é certo, bem inferior aos antigos, mas enfim digno de figurar entre os anúncios do jornal que ali estava amarrotado e molhado.

Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos.



(Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras/ Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)

Observe o emprego do pronome relativo nas estruturas abaixo expostas e, em seguida, indique a função sintática assumida por cada um deles.



“Em seguida vinha o 29766, EM QUE1 se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas.” 


“A senhora A QUE2 me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa.” 


“[...] mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, [...] e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, QUE3 lhe concedeu um favor em hora de aperto.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Pombal - PB Provas: CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquiteto | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquivista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Assistente Social | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Bioquímico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Cirurgião Dentista Protesista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Contador | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Educador Físico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Enfermeiro 30H/40H | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Agrônomo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro de Alimentos | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Farmacêutico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fisioterapeuta | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fonoaudiólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo (Pacientes Especiais) | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Auditor | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Psiquiatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Radiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Clínico Geral | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Urologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Plantonista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Veterinário | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Nutricionista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicopedagogo Clínico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Terapeuta Ocupacional | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Cardiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Dermatologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Gastroenterologista Pediatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ginecologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Obstetra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Oftalmologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ortopedista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Pediatra |
Q3429866 Português

Após a leitura da crônica no TEXTO III, responda à questão.


TEXTO III 


Um milagre


(Graciliano Ramos)


    R28829. Anúncio miúdo publicado num jornal: “A Nossa Senhora, a quem recorri em momentos de aflição na madrugada de 11 de maio, agradeço de joelhos a graça alcançada.” Uma assinatura de mulher. Em seguida vinha o 29766, em que se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas. Esse não me causou nenhuma impressão, mas o 28829 sensibilizou-me.

    A princípio achei estranho que alguém manifestasse gratidão à divindade num anúncio, que talvez Nossa Senhora nem tenha lido, mas logo me convenci de que não tinha razão. Com certeza essa alma, justamente inquieta numa noite de apuros, teria andado melhor se houvesse produzido uma Salve-Rainha, por exemplo. Infelizmente nem todos os devotos são capazes de produzir Salve Rainhas.

    Afinal essas coisas só têm valor quando se publicam. A senhora a que me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa. Isto, porém, não a satisfaria. Trata-se duma necessidade urgente de expor um sentimento forte, sentimento que, em conformidade com o intelecto do seu portador, assume a forma de oração artística ou de anúncio. Há aí uma criatura que não se submete a fórmulas e precisa meios originais de expressão. Meios bem modestos, com efeito, mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, isto é, aos leitores dos anúncios miúdos, e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, que lhe concedeu um favor em hora de aperto.

Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira. Enrolando-se precipitadamente num roupão, foi fechar a janela, mas o ferrolho emperrou. Afuzilaria lá fora continuava intensa, as chamas do incêndio avivavam-se. A pobre ficou um instante mexendo no ferrolho, atarantada. Compreendeu vagamente o perigo e ouviu uma bala inexistente zunir-lhe perto da orelha.

Arrastando-se, quase desmaiada, foi refugiar-se no banheiro. E aí pensou no marido (ou no filho), que se achava fora de casa, na Urca ou em lugar pior. Desejou com desespero que não acontecesse uma desgraça à família. Encostou-se à pia, esmorecida, medrosa da escuridão, tencionando vagamente formular um pedido e comprimir o botão do comutador. Incapaz de pedir qualquer coisa, arriou, caiu ajoelhada e escorou-se à banheira. Depois lembrou-se de Nossa Senhora. Passou ali uma parte da noite, tremendo. Como os rumores externos diminuíssem, ergueu-se, voltou para o quarto, estabeleceu alguma ordem nas ideias confusas, endereçou à Virgem uma súplica bastante embrulhada. Não dormiu, e de manhã viu no espelho uma cara envelhecida e amarela. O filho (ou marido) entrou em casa inteiro, e não foi incomodado pela polícia.

    A alma torturada roncou um suspiro de alívio, molhou o jornal com lágrimas e começou a perceber que tinha aparecido ali uma espécie de milagre. Pequeno, é certo, bem inferior aos antigos, mas enfim digno de figurar entre os anúncios do jornal que ali estava amarrotado e molhado.

Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos.



(Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras/ Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)

Assinale a alternativa em que a versão apresentada entre parêntese, como sendo correspondente ao trecho original, apresenta uma inadequação gramatical.
Alternativas
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Q3429865 Português

Após a leitura da crônica no TEXTO III, responda à questão.


TEXTO III 


Um milagre


(Graciliano Ramos)


    R28829. Anúncio miúdo publicado num jornal: “A Nossa Senhora, a quem recorri em momentos de aflição na madrugada de 11 de maio, agradeço de joelhos a graça alcançada.” Uma assinatura de mulher. Em seguida vinha o 29766, em que se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas. Esse não me causou nenhuma impressão, mas o 28829 sensibilizou-me.

    A princípio achei estranho que alguém manifestasse gratidão à divindade num anúncio, que talvez Nossa Senhora nem tenha lido, mas logo me convenci de que não tinha razão. Com certeza essa alma, justamente inquieta numa noite de apuros, teria andado melhor se houvesse produzido uma Salve-Rainha, por exemplo. Infelizmente nem todos os devotos são capazes de produzir Salve Rainhas.

    Afinal essas coisas só têm valor quando se publicam. A senhora a que me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa. Isto, porém, não a satisfaria. Trata-se duma necessidade urgente de expor um sentimento forte, sentimento que, em conformidade com o intelecto do seu portador, assume a forma de oração artística ou de anúncio. Há aí uma criatura que não se submete a fórmulas e precisa meios originais de expressão. Meios bem modestos, com efeito, mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, isto é, aos leitores dos anúncios miúdos, e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, que lhe concedeu um favor em hora de aperto.

Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira. Enrolando-se precipitadamente num roupão, foi fechar a janela, mas o ferrolho emperrou. Afuzilaria lá fora continuava intensa, as chamas do incêndio avivavam-se. A pobre ficou um instante mexendo no ferrolho, atarantada. Compreendeu vagamente o perigo e ouviu uma bala inexistente zunir-lhe perto da orelha.

Arrastando-se, quase desmaiada, foi refugiar-se no banheiro. E aí pensou no marido (ou no filho), que se achava fora de casa, na Urca ou em lugar pior. Desejou com desespero que não acontecesse uma desgraça à família. Encostou-se à pia, esmorecida, medrosa da escuridão, tencionando vagamente formular um pedido e comprimir o botão do comutador. Incapaz de pedir qualquer coisa, arriou, caiu ajoelhada e escorou-se à banheira. Depois lembrou-se de Nossa Senhora. Passou ali uma parte da noite, tremendo. Como os rumores externos diminuíssem, ergueu-se, voltou para o quarto, estabeleceu alguma ordem nas ideias confusas, endereçou à Virgem uma súplica bastante embrulhada. Não dormiu, e de manhã viu no espelho uma cara envelhecida e amarela. O filho (ou marido) entrou em casa inteiro, e não foi incomodado pela polícia.

    A alma torturada roncou um suspiro de alívio, molhou o jornal com lágrimas e começou a perceber que tinha aparecido ali uma espécie de milagre. Pequeno, é certo, bem inferior aos antigos, mas enfim digno de figurar entre os anúncios do jornal que ali estava amarrotado e molhado.

Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos.



(Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras/ Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)

No período “Como os rumores externos diminuíssem, ergueu-se, voltou para o quarto, estabeleceu alguma ordem nas ideias confusas, endereçou à Virgem uma súplica bastante embrulhada.”, a oração introduzida pelo COMO expressa, semanticamente, noção de:
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Q3429864 Português

Após a leitura da crônica no TEXTO III, responda à questão.


TEXTO III 


Um milagre


(Graciliano Ramos)


    R28829. Anúncio miúdo publicado num jornal: “A Nossa Senhora, a quem recorri em momentos de aflição na madrugada de 11 de maio, agradeço de joelhos a graça alcançada.” Uma assinatura de mulher. Em seguida vinha o 29766, em que se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas. Esse não me causou nenhuma impressão, mas o 28829 sensibilizou-me.

    A princípio achei estranho que alguém manifestasse gratidão à divindade num anúncio, que talvez Nossa Senhora nem tenha lido, mas logo me convenci de que não tinha razão. Com certeza essa alma, justamente inquieta numa noite de apuros, teria andado melhor se houvesse produzido uma Salve-Rainha, por exemplo. Infelizmente nem todos os devotos são capazes de produzir Salve Rainhas.

    Afinal essas coisas só têm valor quando se publicam. A senhora a que me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa. Isto, porém, não a satisfaria. Trata-se duma necessidade urgente de expor um sentimento forte, sentimento que, em conformidade com o intelecto do seu portador, assume a forma de oração artística ou de anúncio. Há aí uma criatura que não se submete a fórmulas e precisa meios originais de expressão. Meios bem modestos, com efeito, mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, isto é, aos leitores dos anúncios miúdos, e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, que lhe concedeu um favor em hora de aperto.

Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira. Enrolando-se precipitadamente num roupão, foi fechar a janela, mas o ferrolho emperrou. Afuzilaria lá fora continuava intensa, as chamas do incêndio avivavam-se. A pobre ficou um instante mexendo no ferrolho, atarantada. Compreendeu vagamente o perigo e ouviu uma bala inexistente zunir-lhe perto da orelha.

Arrastando-se, quase desmaiada, foi refugiar-se no banheiro. E aí pensou no marido (ou no filho), que se achava fora de casa, na Urca ou em lugar pior. Desejou com desespero que não acontecesse uma desgraça à família. Encostou-se à pia, esmorecida, medrosa da escuridão, tencionando vagamente formular um pedido e comprimir o botão do comutador. Incapaz de pedir qualquer coisa, arriou, caiu ajoelhada e escorou-se à banheira. Depois lembrou-se de Nossa Senhora. Passou ali uma parte da noite, tremendo. Como os rumores externos diminuíssem, ergueu-se, voltou para o quarto, estabeleceu alguma ordem nas ideias confusas, endereçou à Virgem uma súplica bastante embrulhada. Não dormiu, e de manhã viu no espelho uma cara envelhecida e amarela. O filho (ou marido) entrou em casa inteiro, e não foi incomodado pela polícia.

    A alma torturada roncou um suspiro de alívio, molhou o jornal com lágrimas e começou a perceber que tinha aparecido ali uma espécie de milagre. Pequeno, é certo, bem inferior aos antigos, mas enfim digno de figurar entre os anúncios do jornal que ali estava amarrotado e molhado.

Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos.



(Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras/ Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)

Considerando a descrição realizada no 4º parágrafo do Texto III, bem como o trecho reproduzido na sequência, que finaliza o texto, deduz-se que:


“Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos”.



I- O texto traz uma crítica à personagem, dada a ingenuidade de pensar em milagre, pois estes não existem.


II- No momento de desespero, movida pela fé, a personagem faz um apelo e é atendida; e, atribuindo o estado de calmaria a uma concessão divina, agradece à Nossa Senhora.


III- Há um aviso às pessoas que não acreditam em milagres de que podem vir a ser punidas e morrerem, caso se exponham a situações de perigo, como a descrita no texto.


IV- Faz-se um alerta sobre a exposição à violência e, indiretamente, à falta de ações para proteger a sociedade, a ponto de as pessoas terem como alento a fé.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
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Q3429863 Português

Após a leitura da crônica no TEXTO III, responda à questão.


TEXTO III 


Um milagre


(Graciliano Ramos)


    R28829. Anúncio miúdo publicado num jornal: “A Nossa Senhora, a quem recorri em momentos de aflição na madrugada de 11 de maio, agradeço de joelhos a graça alcançada.” Uma assinatura de mulher. Em seguida vinha o 29766, em que se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas. Esse não me causou nenhuma impressão, mas o 28829 sensibilizou-me.

    A princípio achei estranho que alguém manifestasse gratidão à divindade num anúncio, que talvez Nossa Senhora nem tenha lido, mas logo me convenci de que não tinha razão. Com certeza essa alma, justamente inquieta numa noite de apuros, teria andado melhor se houvesse produzido uma Salve-Rainha, por exemplo. Infelizmente nem todos os devotos são capazes de produzir Salve Rainhas.

    Afinal essas coisas só têm valor quando se publicam. A senhora a que me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa. Isto, porém, não a satisfaria. Trata-se duma necessidade urgente de expor um sentimento forte, sentimento que, em conformidade com o intelecto do seu portador, assume a forma de oração artística ou de anúncio. Há aí uma criatura que não se submete a fórmulas e precisa meios originais de expressão. Meios bem modestos, com efeito, mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, isto é, aos leitores dos anúncios miúdos, e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, que lhe concedeu um favor em hora de aperto.

Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira. Enrolando-se precipitadamente num roupão, foi fechar a janela, mas o ferrolho emperrou. Afuzilaria lá fora continuava intensa, as chamas do incêndio avivavam-se. A pobre ficou um instante mexendo no ferrolho, atarantada. Compreendeu vagamente o perigo e ouviu uma bala inexistente zunir-lhe perto da orelha.

Arrastando-se, quase desmaiada, foi refugiar-se no banheiro. E aí pensou no marido (ou no filho), que se achava fora de casa, na Urca ou em lugar pior. Desejou com desespero que não acontecesse uma desgraça à família. Encostou-se à pia, esmorecida, medrosa da escuridão, tencionando vagamente formular um pedido e comprimir o botão do comutador. Incapaz de pedir qualquer coisa, arriou, caiu ajoelhada e escorou-se à banheira. Depois lembrou-se de Nossa Senhora. Passou ali uma parte da noite, tremendo. Como os rumores externos diminuíssem, ergueu-se, voltou para o quarto, estabeleceu alguma ordem nas ideias confusas, endereçou à Virgem uma súplica bastante embrulhada. Não dormiu, e de manhã viu no espelho uma cara envelhecida e amarela. O filho (ou marido) entrou em casa inteiro, e não foi incomodado pela polícia.

    A alma torturada roncou um suspiro de alívio, molhou o jornal com lágrimas e começou a perceber que tinha aparecido ali uma espécie de milagre. Pequeno, é certo, bem inferior aos antigos, mas enfim digno de figurar entre os anúncios do jornal que ali estava amarrotado e molhado.

Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos.



(Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras/ Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)

Após a leitura do trecho abaixo transcrito do Texto III, avalie a veracidade das proposições acerca de alguns fenômenos linguísticos.


“Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira.[...]”



I- O verbo OUVIR empregado na 3ª pessoa do plural se justifica porque o sujeito classifica-se como indeterminado, sendo o SE um índice de indeterminação.


II- A forma verbal mista em destaque salienta duas informações: o tempo composto “tinha sido” sinaliza a descrição de um fato passado; e a opção pela estrutura passiva “sido assassinado” põe em destaque o paciente e não o agente do processo verbal.


III- O adjetivo INFELIZ foi substantivado e apresenta-se ao mesmo tempo como um recurso de coesão lexical, caracterizando a mulher, personagem em destaque na narrativa.



É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: CPCON Órgão: Prefeitura de Pombal - PB Provas: CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquiteto | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Arquivista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Assistente Social | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Bioquímico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Cirurgião Dentista Protesista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Contador | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Educador Físico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Enfermeiro 30H/40H | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Agrônomo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro Civil | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Engenheiro de Alimentos | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Farmacêutico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fisioterapeuta | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Fonoaudiólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo (Pacientes Especiais) | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Auditor | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Psiquiatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Radiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Clínico Geral | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Urologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Plantonista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Veterinário | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Nutricionista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Odontólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicopedagogo Clínico | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Psicólogo | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Terapeuta Ocupacional | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Cardiologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Dermatologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Gastroenterologista Pediatra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ginecologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Obstetra | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Oftalmologista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Ortopedista | CPCON - 2025 - Prefeitura de Pombal - PB - Médico Especialista Pediatra |
Q3429861 Português

Após a leitura da crônica abaixo, Texto II, responda à questão.


TEXTO II


Lamento pela cidade perdida (Cecília Meireles)


    Minha querida cidade, que te aconteceu, que já não te reconheço? Procuro-te em todas as tuas extensões e não te encontro. Para ver-te, preciso alcançar os espelhos da memória. Da saudade. E então sinto que deixaste de ser, que estás perdida.

    Ah! Cidade querida! edificada entre água e montanha, com tuas matas ainda repletas de pássaro; com teus bairros cercados de jardins e pianos; com tuas casas sobrevoadas por pombos, eras o exemplo da beleza simples e gentil. De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, passavam a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; tudo eram cortesias, pelas calçadas, pelos bondes, ao entrar por uma porta, ao sentar a uma mesa.

    Bons tempos, minha querida cidade, em que éramos pobres e amáveis! Sabiam ser alegres, mas não tanto que ofendêssemos os tristes; e em nossa tristeza havia suavidade, porque éramos pacientes e compreensíveis. Acreditávamos nos valores do espírito: e neles fundávamos a nossa grandeza e o nosso respeito. Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. Passávamos pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela.

    Ah! Cidade querida, tinhas festas realmente festivas, com sinos e foguetes, procissões e préstitos, comidas e doces tradicionais. Continuávamos o passado, embora caminhando para o futuro. Tínhamos carinho pela nossa bagagem de lembranças, pela experiência dos nossos mortos, que desejávamos honrar. Prezávamos tanto os nossos avós como desejávamos que viessem a ser prezados os nossos filhos. Éramos eles de uma corrente que não queríamos, de modo algum, obscurecer. Éramos modestos e cordiais, sensíveis e discretos.

    E eis que tudo isso, que era a tua virtude e o teu encanto, desapareceu de súbito, porque uma ambição de grandeza toldou a tua beleza tranquila. Como resistiram os pássaros e as flores aos teus agressivos muros de cimento armado? Que aconteceria às crianças, fora desse mundo infantil em que descobrem a vida, dia a dia, em cada pequena lição da natureza? E aos jovens, bruscamente desorientados? Ah! não se pensou nisso...

    E assim, minha querida cidade, a juventude tem perdido a generosidade, a maturidade tem esquecido sua prudência, e a velhice, sua sabedoria: todos aqui têm ficado menores, e mais pobres, à medida que aumentam a tua riqueza e a tua grandeza. E então eu me pergunto que grandeza, que riqueza são essas que fazem diminuir e empobrecer os teus habitantes. Que fundamento funesto existe nessa riqueza e nessa grandeza que, à sua sombra, homens se tornam mesquinhos, perversos, ardilosos de pensamento e ferozes de coração.

    Ah! cidade querida, bem sei que tudo isto foi feito por aqueles que não te amaram: os que não te entenderam nem protegeram. Mas, prisioneira agora de tantas emboscadas, - poderemos ainda salvar-te às falsidades em que enredaram? Restituir-se o antigo rosto, simples e natural, onde beleza e bondade se confundiam? Poderemos tornar a ver-te, cordial e afetuosa como foste, sem pecados e crimes em cada esquina, - sem este peso de egoísmo e vaidade, de cobiça e de ódio que hoje toldam e enegrecem a tua verdadeira imagem?


(Fonte: Crônicas de viagem, Volume 2. São Paulo: Global, 2016) 

Observe as duas ocorrências do verbo “PASSAR” nos trechos do Texto II que seguem:



I- De janela a janela, cumprimentavam-se os vizinhos; os vendedores, pelas ruas, PASSAVAM a cantar; as crianças eram felizes em seus quintais, entre as grandes árvores; [...]


II- Mesmo quando não tínhamos muito, sabíamos partilhar o que tivéssemos com amor e delicadeza. PASSÁVAMOS pelo povo mais hospitaleiro do mundo, mas esquecíamos a fama para não nos envaidecer com ela.



Em I, com o sentido de “percorrer”, o verbo é transitivo indireto; e em II, com sentido de “ser tido na conta de”, é transitivo predicativo. Diante disso, a função do constituinte “pelo povo mais hospitaleiro do mundo” na ocorrência II, é de:

Alternativas
Respostas
901: D
902: B
903: A
904: D
905: E
906: E
907: D
908: A
909: C
910: A
911: E
912: D
913: A
914: C
915: D
916: B
917: C
918: A
919: B
920: D