Questões de Concurso
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O oceano que banha o município de Conde(PB) corresponde ao:
Sobre as cores presentes no brasão do município do Conde(PB), assinale (V) para as afirmações verdadeiras e (F) para as falsas:
(__) Amarelo;
(__) Vermelho;
(__) Laranja.
A sequência CORRETA é:
No ano de 2016 pela primeira vez em sua história uma cidade do Brasil será sede dos jogos olímpicos. Assinale abaixo a alternativa que NÃO apresenta um esporte olímpico.
Leia atentamente o texto abaixo e marque a alternativa CORRETA.
Soneto da Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
O poema acima foi escrito por:
Analise o fragmento textual abaixo e marque a alternativa CORRETA.
“Às vezes no silêncio da noite;
Eu fico imaginando nós dois;
Eu fico ali sonhando acordado;
Juntando o antes, o agora e o depois...”
O trecho acima abstraído da música SOZINHO composta por “Peninha” tornou-se sucesso na voz de:
Em relação à colocação do pronome oblíquo na oração, assinale a frase em que o emprego de próclise é obrigatório.
Complete as lacunas com os termos corretos e assinale a alternativa correspondente, na ordem em que aparecem:
I. Sem mais ____, ela parou de discutir.
II. Eles ____ deixado as folhas espalhadas pelo chão.
III. Fomos ____ montanhas no Chile na última viagem.
(Texto 01)
A economia mundial atingiu um nível de integração
tal que os acontecimentos em um país ou região afetam prati-
camente a todos. A integração internacional está carregada de
vantagens para os países que dela fazem parte: acesso aos
mercados mundiais, intercâmbio de tecnologias, acesso aos
financiamentos externos e obtenção de suprimentos externos
para produtos que faltam internamente são algumas das van-
tagens possíveis. Os benefícios da inserção internacional são
muitos e, hoje, é impossível que um país consiga desenvol-
ver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economica-
mente isolado.
Apesar das vantagens, a inserção internacional im-
põe alguns ônus às nações que dela participam, entre os quais
estão os efeitos sobre a economia interna de uma crise inter-
nacional que reduza a demanda do resto do mundo pelos
produtos nacionais. No meio de tantas notícias, o cenário
internacional apresenta algum alento que o Brasil poderá usar
para minorar os efeitos da crise atual, desde que saiba apro-
veitar os bons ventos externos.
De saída, o país precisa melhorar sua política externa
e ampliar a abertura internacional em relação aos investimen-
tos estrangeiros e o intercâmbio de tecnologia.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 06/04/2016)
Assinale a alternativa em que a partícula “que” exerce a mesma função morfológica que no trecho “...,desde que saiba aproveitar os bons ventos externos.” (linha 18 e 19):
(Texto 01)
A economia mundial atingiu um nível de integração
tal que os acontecimentos em um país ou região afetam prati-
camente a todos. A integração internacional está carregada de
vantagens para os países que dela fazem parte: acesso aos
mercados mundiais, intercâmbio de tecnologias, acesso aos
financiamentos externos e obtenção de suprimentos externos
para produtos que faltam internamente são algumas das van-
tagens possíveis. Os benefícios da inserção internacional são
muitos e, hoje, é impossível que um país consiga desenvol-
ver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economica-
mente isolado.
Apesar das vantagens, a inserção internacional im-
põe alguns ônus às nações que dela participam, entre os quais
estão os efeitos sobre a economia interna de uma crise inter-
nacional que reduza a demanda do resto do mundo pelos
produtos nacionais. No meio de tantas notícias, o cenário
internacional apresenta algum alento que o Brasil poderá usar
para minorar os efeitos da crise atual, desde que saiba apro-
veitar os bons ventos externos.
De saída, o país precisa melhorar sua política externa
e ampliar a abertura internacional em relação aos investimen-
tos estrangeiros e o intercâmbio de tecnologia.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 06/04/2016)
Em relação à acentuação gráfica, assinale a alternativa CORRETA.
(Texto 01)
A economia mundial atingiu um nível de integração
tal que os acontecimentos em um país ou região afetam prati-
camente a todos. A integração internacional está carregada de
vantagens para os países que dela fazem parte: acesso aos
mercados mundiais, intercâmbio de tecnologias, acesso aos
financiamentos externos e obtenção de suprimentos externos
para produtos que faltam internamente são algumas das van-
tagens possíveis. Os benefícios da inserção internacional são
muitos e, hoje, é impossível que um país consiga desenvol-
ver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economica-
mente isolado.
Apesar das vantagens, a inserção internacional im-
põe alguns ônus às nações que dela participam, entre os quais
estão os efeitos sobre a economia interna de uma crise inter-
nacional que reduza a demanda do resto do mundo pelos
produtos nacionais. No meio de tantas notícias, o cenário
internacional apresenta algum alento que o Brasil poderá usar
para minorar os efeitos da crise atual, desde que saiba apro-
veitar os bons ventos externos.
De saída, o país precisa melhorar sua política externa
e ampliar a abertura internacional em relação aos investimen-
tos estrangeiros e o intercâmbio de tecnologia.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 06/04/2016)
Analise as afirmativas abaixo em relação ao Texto 01 e assinale a opção CORRETA.
I. A palavra “tal” (linha 2) exerce função morfológica de advérbio de intensidade.
II. A palavra “algum” (linha 17) exerce a função morfológica de pronome indefinido.
III. A palavra “muitos” (linha 9) exerce a função morfológica de substantivo.
Está(ao) correto(s) o(s) item(ns):
(Texto 01)
A economia mundial atingiu um nível de integração
tal que os acontecimentos em um país ou região afetam prati-
camente a todos. A integração internacional está carregada de
vantagens para os países que dela fazem parte: acesso aos
mercados mundiais, intercâmbio de tecnologias, acesso aos
financiamentos externos e obtenção de suprimentos externos
para produtos que faltam internamente são algumas das van-
tagens possíveis. Os benefícios da inserção internacional são
muitos e, hoje, é impossível que um país consiga desenvol-
ver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economica-
mente isolado.
Apesar das vantagens, a inserção internacional im-
põe alguns ônus às nações que dela participam, entre os quais
estão os efeitos sobre a economia interna de uma crise inter-
nacional que reduza a demanda do resto do mundo pelos
produtos nacionais. No meio de tantas notícias, o cenário
internacional apresenta algum alento que o Brasil poderá usar
para minorar os efeitos da crise atual, desde que saiba apro-
veitar os bons ventos externos.
De saída, o país precisa melhorar sua política externa
e ampliar a abertura internacional em relação aos investimen-
tos estrangeiros e o intercâmbio de tecnologia.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 06/04/2016)
Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho abaixo adaptado do Texto 01 está totalmente CORRETA:
“Hoje, é impossível que um país consiga desenvolver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economicamente isolado.”
(Texto 01)
A economia mundial atingiu um nível de integração
tal que os acontecimentos em um país ou região afetam prati-
camente a todos. A integração internacional está carregada de
vantagens para os países que dela fazem parte: acesso aos
mercados mundiais, intercâmbio de tecnologias, acesso aos
financiamentos externos e obtenção de suprimentos externos
para produtos que faltam internamente são algumas das van-
tagens possíveis. Os benefícios da inserção internacional são
muitos e, hoje, é impossível que um país consiga desenvol-
ver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economica-
mente isolado.
Apesar das vantagens, a inserção internacional im-
põe alguns ônus às nações que dela participam, entre os quais
estão os efeitos sobre a economia interna de uma crise inter-
nacional que reduza a demanda do resto do mundo pelos
produtos nacionais. No meio de tantas notícias, o cenário
internacional apresenta algum alento que o Brasil poderá usar
para minorar os efeitos da crise atual, desde que saiba apro-
veitar os bons ventos externos.
De saída, o país precisa melhorar sua política externa
e ampliar a abertura internacional em relação aos investimen-
tos estrangeiros e o intercâmbio de tecnologia.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 06/04/2016)
Em relação às estruturas linguísticas do Texto 01, assinale a alternativa CORRETA.
(Texto 01)
A economia mundial atingiu um nível de integração
tal que os acontecimentos em um país ou região afetam prati-
camente a todos. A integração internacional está carregada de
vantagens para os países que dela fazem parte: acesso aos
mercados mundiais, intercâmbio de tecnologias, acesso aos
financiamentos externos e obtenção de suprimentos externos
para produtos que faltam internamente são algumas das van-
tagens possíveis. Os benefícios da inserção internacional são
muitos e, hoje, é impossível que um país consiga desenvol-
ver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economica-
mente isolado.
Apesar das vantagens, a inserção internacional im-
põe alguns ônus às nações que dela participam, entre os quais
estão os efeitos sobre a economia interna de uma crise inter-
nacional que reduza a demanda do resto do mundo pelos
produtos nacionais. No meio de tantas notícias, o cenário
internacional apresenta algum alento que o Brasil poderá usar
para minorar os efeitos da crise atual, desde que saiba apro-
veitar os bons ventos externos.
De saída, o país precisa melhorar sua política externa
e ampliar a abertura internacional em relação aos investimen-
tos estrangeiros e o intercâmbio de tecnologia.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 06/04/2016)
Analise o trecho abaixo retirado do Texto 01. Sobre ele, é CORRETO concluir que:
“No meio de tantas notícias ruins, o cenário internacional apresenta algum alento que o Brasil poderá usar para minorar os efeitos da crise atual, desde que saiba aproveitar os bons ventos externos.” (linhas 16 a 19)
(Texto 01)
A economia mundial atingiu um nível de integração
tal que os acontecimentos em um país ou região afetam prati-
camente a todos. A integração internacional está carregada de
vantagens para os países que dela fazem parte: acesso aos
mercados mundiais, intercâmbio de tecnologias, acesso aos
financiamentos externos e obtenção de suprimentos externos
para produtos que faltam internamente são algumas das van-
tagens possíveis. Os benefícios da inserção internacional são
muitos e, hoje, é impossível que um país consiga desenvol-
ver-se caso se feche ao resto do mundo e viva economica-
mente isolado.
Apesar das vantagens, a inserção internacional im-
põe alguns ônus às nações que dela participam, entre os quais
estão os efeitos sobre a economia interna de uma crise inter-
nacional que reduza a demanda do resto do mundo pelos
produtos nacionais. No meio de tantas notícias, o cenário
internacional apresenta algum alento que o Brasil poderá usar
para minorar os efeitos da crise atual, desde que saiba apro-
veitar os bons ventos externos.
De saída, o país precisa melhorar sua política externa
e ampliar a abertura internacional em relação aos investimen-
tos estrangeiros e o intercâmbio de tecnologia.
(Adaptado de Gazeta do Povo, 06/04/2016)
De acordo com as ideias do Texto 01, podemos afirmar que o seu objetivo central é:
Leia o texto.
Vivia longe dos homens, só se dava bem com animais. Os seus pés duros quebravam espinho e não sentiam a quentura da terra. Montado, confundia-se com o cavalo, grudava-se a ele. E falava uma linguagem cantada, monossilábica e gutural, que o companheiro entendia. A pé, não se aguentava bem. Pendia para um lado, para o outro, cambaio, torto e feio. Às vezes utilizava, na relação com as pessoas, a mesma língua com que se dirigia aos brutos – exclamações, onomatopeias. Na verdade, falava pouco. Admirava as palavras compridas e difíceis da gente da cidade, tentava reproduzir algumas, em vão, mas sabia que elas eram inúteis e talvez perigosas.
Graciliano Ramos – Vidas Secas – excerto
Analise as afirmativas feitas sobre o texto.
1. O texto ressalta a identificação do personagem com o mundo animal.
2. Há presente no texto palavras que atestam a rudeza do personagem no aspecto físico.
3. A última frase do texto mostra que o personagem tem receio da cultura e valores do mundo cultural e, assim, não quer aprendê-la. A expressão “em vão” é que traz ao leitor esse sentido.
4. As duas expressões sublinhadas no texto têm a mesma classificação: adjunto adverbial.
5. Por falar uma linguagem cantada, monossilábica e gutural, o personagem cometia vícios de linguagem.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Texto para responder às questões de 01 a 15.
Uma vela para Dario
Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminui o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva e descansou na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se ele não está se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer de ataque.
Estendeu-se mais um pouco, deitado agora na calçada, e o cachimbo a seu lado tinha apagado. Um rapaz de bigode pediu ao grupo que se afastasse, deixando-o respirar. E abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario roncou pela garganta e um fio de espuma saiu no canto da boca.
Cada pessoa que chegava se punha na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram acordadas e vieram de pijama às janelas. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao lado dele.
Uma velhinha de cabeça grisalha gritou que Dario estava morrendo. Um grupo transportou-o na direção do táxi estacionado na esquina. Já tinham introduzido no carro a metade do corpo, quando o motorista protestou: se ele morresse na viagem? A turba concordou em chamar a ambulância. Dario foi conduzido de volta e encostado à parede - não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém afirmou que na outra rua havia uma farmácia. Carregaram Dario até a esquina; a farmácia era no fim do quarteirão e, além do mais, ele estava muito pesado. Foi largado ali na porta de uma peixaria. Imediatamente um enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse o menor gesto para espantá-las.
As mesas de um café próximo foram ocupadas pelas pessoas que tinham vindo apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delícias da noite. Dario ficara torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os documentos. Vários objetos foram retirados de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do seu nome, idade, cor dos olhos, sinais de nascença, mas o endereço na carteira era de outra cidade.
Registrou-se tumulto na multidão de mais de duzentos curiosos que, a essa hora ocupava toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu contra o povo e várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identificá-lo – os bolsos vazios. Restava apenas a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio – quando vivo – não podia retirar do dedo senão umedecendo-o com o sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.
A última boca repetiu – “Ele morreu, ele morreu”, e então a gente começou a se dispersar. Dario havia levado quase duas horas para morrer e ninguém acreditara que estivesse no fim. Agora, os que podiam olhá-lo, viam que tinha todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não lhe pôde fechar os olhos ou a boca, onde as bolhas de espuma haviam desaparecido. Era apenas um homem morto e a multidão se espalhou rapidamente, as mesas do café voltaram a ficar vazias. Demoravam-se nas janelas alguns moradores, que haviam trazido almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario esperando o rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó, e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade, apagando-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.
TREVISAN, Dalton. . Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1964, p.33-35.
De acordo com os estudos de regência verbal e com o padrão culto da língua, leia as afirmações sobre os verbos destacados em “CARREGARAM Dario até a esquina; a farmácia ERA no fim do quarteirão e, além do mais, ele ESTAVA muito pesado.”
I. As três formas verbais correspondem ao núcleo do predicado das orações a que pertencem.
II. As três formas destacadas indicam, basicamente, o estado das coisas.
III. O primeiro verbo é significativo e necessita de complemento.
Está correto apenas o que se afirma em:
Texto para responder às questões de 01 a 15.
Uma vela para Dario
Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminui o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva e descansou na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se ele não está se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer de ataque.
Estendeu-se mais um pouco, deitado agora na calçada, e o cachimbo a seu lado tinha apagado. Um rapaz de bigode pediu ao grupo que se afastasse, deixando-o respirar. E abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario roncou pela garganta e um fio de espuma saiu no canto da boca.
Cada pessoa que chegava se punha na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram acordadas e vieram de pijama às janelas. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao lado dele.
Uma velhinha de cabeça grisalha gritou que Dario estava morrendo. Um grupo transportou-o na direção do táxi estacionado na esquina. Já tinham introduzido no carro a metade do corpo, quando o motorista protestou: se ele morresse na viagem? A turba concordou em chamar a ambulância. Dario foi conduzido de volta e encostado à parede - não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém afirmou que na outra rua havia uma farmácia. Carregaram Dario até a esquina; a farmácia era no fim do quarteirão e, além do mais, ele estava muito pesado. Foi largado ali na porta de uma peixaria. Imediatamente um enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse o menor gesto para espantá-las.
As mesas de um café próximo foram ocupadas pelas pessoas que tinham vindo apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delícias da noite. Dario ficara torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os documentos. Vários objetos foram retirados de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do seu nome, idade, cor dos olhos, sinais de nascença, mas o endereço na carteira era de outra cidade.
Registrou-se tumulto na multidão de mais de duzentos curiosos que, a essa hora ocupava toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu contra o povo e várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identificá-lo – os bolsos vazios. Restava apenas a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio – quando vivo – não podia retirar do dedo senão umedecendo-o com o sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.
A última boca repetiu – “Ele morreu, ele morreu”, e então a gente começou a se dispersar. Dario havia levado quase duas horas para morrer e ninguém acreditara que estivesse no fim. Agora, os que podiam olhá-lo, viam que tinha todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não lhe pôde fechar os olhos ou a boca, onde as bolhas de espuma haviam desaparecido. Era apenas um homem morto e a multidão se espalhou rapidamente, as mesas do café voltaram a ficar vazias. Demoravam-se nas janelas alguns moradores, que haviam trazido almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario esperando o rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó, e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade, apagando-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.
TREVISAN, Dalton. . Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1964, p.33-35.
Considere as seguintes afirmações sobre aspectos da construção do texto:
I. Na frase “Dois ou três passantes rodearam-NO, indagando se ele não está se sentindo bem.”, o termo destacado retoma o vocábulo Dario.
II. Atentando para o uso do sinal indicativo de crase, o A, em todas as ocorrências no segmento “E abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta.”, deveria ser acentuado.
III. Na frase “A última boca repetiu – “Ele morreu, ele morreu”, e então A GENTE começou a se dispersar.”, a expressão destacada poderia ser substituída, fazendo-se as alterações necessárias, por NÓS.
Está correto o que se afirma em:
Texto para responder às questões de 01 a 15.
Uma vela para Dario
Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminui o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva e descansou na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se ele não está se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer de ataque.
Estendeu-se mais um pouco, deitado agora na calçada, e o cachimbo a seu lado tinha apagado. Um rapaz de bigode pediu ao grupo que se afastasse, deixando-o respirar. E abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario roncou pela garganta e um fio de espuma saiu no canto da boca.
Cada pessoa que chegava se punha na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram acordadas e vieram de pijama às janelas. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao lado dele.
Uma velhinha de cabeça grisalha gritou que Dario estava morrendo. Um grupo transportou-o na direção do táxi estacionado na esquina. Já tinham introduzido no carro a metade do corpo, quando o motorista protestou: se ele morresse na viagem? A turba concordou em chamar a ambulância. Dario foi conduzido de volta e encostado à parede - não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém afirmou que na outra rua havia uma farmácia. Carregaram Dario até a esquina; a farmácia era no fim do quarteirão e, além do mais, ele estava muito pesado. Foi largado ali na porta de uma peixaria. Imediatamente um enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse o menor gesto para espantá-las.
As mesas de um café próximo foram ocupadas pelas pessoas que tinham vindo apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delícias da noite. Dario ficara torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os documentos. Vários objetos foram retirados de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do seu nome, idade, cor dos olhos, sinais de nascença, mas o endereço na carteira era de outra cidade.
Registrou-se tumulto na multidão de mais de duzentos curiosos que, a essa hora ocupava toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu contra o povo e várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identificá-lo – os bolsos vazios. Restava apenas a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio – quando vivo – não podia retirar do dedo senão umedecendo-o com o sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.
A última boca repetiu – “Ele morreu, ele morreu”, e então a gente começou a se dispersar. Dario havia levado quase duas horas para morrer e ninguém acreditara que estivesse no fim. Agora, os que podiam olhá-lo, viam que tinha todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não lhe pôde fechar os olhos ou a boca, onde as bolhas de espuma haviam desaparecido. Era apenas um homem morto e a multidão se espalhou rapidamente, as mesas do café voltaram a ficar vazias. Demoravam-se nas janelas alguns moradores, que haviam trazido almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario esperando o rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó, e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade, apagando-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.
TREVISAN, Dalton. . Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1964, p.33-35.
A mudança da oração “Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao lado dele.” para a voz passiva analítica implicará:
Texto para responder às questões de 01 a 15.
Uma vela para Dario
Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminui o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva e descansou na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se ele não está se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer de ataque.
Estendeu-se mais um pouco, deitado agora na calçada, e o cachimbo a seu lado tinha apagado. Um rapaz de bigode pediu ao grupo que se afastasse, deixando-o respirar. E abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario roncou pela garganta e um fio de espuma saiu no canto da boca.
Cada pessoa que chegava se punha na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram acordadas e vieram de pijama às janelas. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao lado dele.
Uma velhinha de cabeça grisalha gritou que Dario estava morrendo. Um grupo transportou-o na direção do táxi estacionado na esquina. Já tinham introduzido no carro a metade do corpo, quando o motorista protestou: se ele morresse na viagem? A turba concordou em chamar a ambulância. Dario foi conduzido de volta e encostado à parede - não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém afirmou que na outra rua havia uma farmácia. Carregaram Dario até a esquina; a farmácia era no fim do quarteirão e, além do mais, ele estava muito pesado. Foi largado ali na porta de uma peixaria. Imediatamente um enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse o menor gesto para espantá-las.
As mesas de um café próximo foram ocupadas pelas pessoas que tinham vindo apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delícias da noite. Dario ficara torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os documentos. Vários objetos foram retirados de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do seu nome, idade, cor dos olhos, sinais de nascença, mas o endereço na carteira era de outra cidade.
Registrou-se tumulto na multidão de mais de duzentos curiosos que, a essa hora ocupava toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu contra o povo e várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identificá-lo – os bolsos vazios. Restava apenas a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio – quando vivo – não podia retirar do dedo senão umedecendo-o com o sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.
A última boca repetiu – “Ele morreu, ele morreu”, e então a gente começou a se dispersar. Dario havia levado quase duas horas para morrer e ninguém acreditara que estivesse no fim. Agora, os que podiam olhá-lo, viam que tinha todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não lhe pôde fechar os olhos ou a boca, onde as bolhas de espuma haviam desaparecido. Era apenas um homem morto e a multidão se espalhou rapidamente, as mesas do café voltaram a ficar vazias. Demoravam-se nas janelas alguns moradores, que haviam trazido almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario esperando o rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó, e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade, apagando-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.
TREVISAN, Dalton. . Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1964, p.33-35.
É importante, na análise de verbos, que se leve em conta uma noção muito importante: o aspecto verbal.
Nesse sentido, em “e então a gente começou a se dispersar” a forma verbal marca o aspecto:
Texto para responder às questões de 01 a 15.
Uma vela para Dario
Dario vinha apressado, o guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminui o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Foi escorregando por ela, de costas, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva e descansou na pedra o cachimbo.
Dois ou três passantes rodearam-no, indagando se ele não está se sentindo bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, mas não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que ele devia sofrer de ataque.
Estendeu-se mais um pouco, deitado agora na calçada, e o cachimbo a seu lado tinha apagado. Um rapaz de bigode pediu ao grupo que se afastasse, deixando-o respirar. E abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario roncou pela garganta e um fio de espuma saiu no canto da boca.
Cada pessoa que chegava se punha na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram acordadas e vieram de pijama às janelas. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao lado dele.
Uma velhinha de cabeça grisalha gritou que Dario estava morrendo. Um grupo transportou-o na direção do táxi estacionado na esquina. Já tinham introduzido no carro a metade do corpo, quando o motorista protestou: se ele morresse na viagem? A turba concordou em chamar a ambulância. Dario foi conduzido de volta e encostado à parede - não tinha os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.
Alguém afirmou que na outra rua havia uma farmácia. Carregaram Dario até a esquina; a farmácia era no fim do quarteirão e, além do mais, ele estava muito pesado. Foi largado ali na porta de uma peixaria. Imediatamente um enxame de moscas lhe cobriu o rosto, sem que fizesse o menor gesto para espantá-las.
As mesas de um café próximo foram ocupadas pelas pessoas que tinham vindo apreciar o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozavam as delícias da noite. Dario ficara torto como o deixaram, no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.
Um terceiro sugeriu que lhe examinassem os documentos. Vários objetos foram retirados de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficaram sabendo do seu nome, idade, cor dos olhos, sinais de nascença, mas o endereço na carteira era de outra cidade.
Registrou-se tumulto na multidão de mais de duzentos curiosos que, a essa hora ocupava toda a rua e as calçadas: era a polícia. O carro negro investiu contra o povo e várias pessoas tropeçaram no corpo de Dario, que foi pisoteado dezessete vezes.
O guarda aproximou-se do cadáver e não pôde identificá-lo – os bolsos vazios. Restava apenas a aliança de ouro na mão esquerda, que ele próprio – quando vivo – não podia retirar do dedo senão umedecendo-o com o sabonete. Ficou decidido que o caso era com o rabecão.
A última boca repetiu – “Ele morreu, ele morreu”, e então a gente começou a se dispersar. Dario havia levado quase duas horas para morrer e ninguém acreditara que estivesse no fim. Agora, os que podiam olhá-lo, viam que tinha todo o ar de um defunto.
Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não lhe pôde fechar os olhos ou a boca, onde as bolhas de espuma haviam desaparecido. Era apenas um homem morto e a multidão se espalhou rapidamente, as mesas do café voltaram a ficar vazias. Demoravam-se nas janelas alguns moradores, que haviam trazido almofadas para descansar os cotovelos.
Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.
Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario esperando o rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó, e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade, apagando-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.
TREVISAN, Dalton. . Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1964, p.33-35.
A oração destacada em “Um rapaz de bigode pediu ao grupo QUE SE AFASTASSE” é subordinada: