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Q1885696 Medicina

Analise o caso clínico abaixo para a questão a seguir:


Paciente do sexo masculino, 62 anos. Vem em consulta ambulatorial de rotina. Tem diagnóstico de Insuficiência cardíaca de etiologia isquêmica (Infarto há 4 anos com angioplastia em artéria descendente anterior), fração de ejeção 19%. Apresenta como comorbidades, diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia. Em uso atual de Carvedilol 25mg 2x ao dia, Enalapril 20mg 2x ao dia, Espironolactona 25mg ao dia, Furosemida 40mg ao dia, Metformina 850mg 3x ao dia, AAS 100 mg ao dia e Atorvastatina 40mg ao dia. Refere estar com dispneia aos pequenos esforços há 2 meses e que antes era aos moderados esforços. Nega angina ou demais queixas. Ao Exame físico, bom estado geral, corado, hidratado, afebril. Ritmo cardíaco regular, Frequência cardíaca de 75 batimentos por minuto, Pressão arterial de 124/74 mmHg. Ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações. Edema +/4+ em Membros inferiores. Exames laboratoriais com Creatinina 1,0 mg/dl e Ureia 44 mg/dl BNP 150, Hemoglobina glicada 7,9%. Demais exames sem alterações. 

Em relação aos dispositivos cardíacos, assinale a alternativa que apresenta qual deve ser indicado para o paciente segundo a diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca.
Alternativas
Q1885695 Medicina

Analise o caso clínico abaixo para a questão a seguir:


Paciente do sexo masculino, 62 anos. Vem em consulta ambulatorial de rotina. Tem diagnóstico de Insuficiência cardíaca de etiologia isquêmica (Infarto há 4 anos com angioplastia em artéria descendente anterior), fração de ejeção 19%. Apresenta como comorbidades, diabetes, hipertensão arterial e dislipidemia. Em uso atual de Carvedilol 25mg 2x ao dia, Enalapril 20mg 2x ao dia, Espironolactona 25mg ao dia, Furosemida 40mg ao dia, Metformina 850mg 3x ao dia, AAS 100 mg ao dia e Atorvastatina 40mg ao dia. Refere estar com dispneia aos pequenos esforços há 2 meses e que antes era aos moderados esforços. Nega angina ou demais queixas. Ao Exame físico, bom estado geral, corado, hidratado, afebril. Ritmo cardíaco regular, Frequência cardíaca de 75 batimentos por minuto, Pressão arterial de 124/74 mmHg. Ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações. Edema +/4+ em Membros inferiores. Exames laboratoriais com Creatinina 1,0 mg/dl e Ureia 44 mg/dl BNP 150, Hemoglobina glicada 7,9%. Demais exames sem alterações. 

Em relação à otimização terapêutica, assinale a alternativa que apresenta qual alternativa descreve a melhor opção com benefício prognóstico. 
Alternativas
Q1885694 Medicina
Paciente do sexo feminino, 33 anos, refere dispneia classe funcional III de início há 1 ano, associado a ortopneia e alguns episódios de palpitações. Desconhece doenças prévias e não faz uso de nenhuma medicação. Ao Exame físico, apresenta sopro diastólico em ruflar 2+/6+ em foco mitral. Ritmo cardíaco regular. Ausculta respiratória com crepitações em base. Realizou Ecocardiograma transtorácico com os seguintes achados: Fração de ejeção preservada. Valva mitral com gradiente médio de 12 mmHg e área valva 0,9 cm2 e Insuficiência mitral discreta, escore de Wilkins 8. Assinale a alternativa que apresenta qual a conduta mais adequada para o momento. 
Alternativas
Q1885693 Medicina
Paciente do sexo masculino, 75 anos, apresentou quadro de queda da própria altura e teve fratura de colo do fêmur. Indicado tratamento cirúrgico de Artroplastia Total de Quadril (ATQ) e solicitada avaliação préoperatória. Paciente sem sintomas cardiovasculares. Faz uso de anlodipino e enalapril para Hipertensão arterial. Faz atividade física regular (caminhadas 30 minutos 4x na semana). Ao Exame físico: Sopro sistólico ejetivo 3+/6+ em foco aórtico, com pico tardio e 2° bulha hipofonética. Sem demais alterações no exame físico. Realizado Ecocardiograma com remodelamento concêntrico do ventrículo esquerdo, fração de ejeção preservada. Valva aórtica trivalvularizada, fibrocalcificação importante, área valvar 0,7cm2, gradiente máximo de 85 e médio de 47 mmHg. Assinale a alternativa que apresenta qual seria melhor recomendação perioperatória. 
Alternativas
Q1885692 Medicina
Paciente do sexo masculino, 66 anos, apresenta quadro de dor torácica atípica e dispnéia aos esforços há 6 meses. Sem demais queixas. Ao Exame físico, Pressão Arterial 136x54 mmHg, pulsos amplos, sopro diastólico aspirativo 3+/6+ em focos da base e crepitações bibasais discretas à ausculta pulmonar. Realizou Ecocadiograma que demonstrou função sistólica do ventrículo esquerdo preservada, valva aórtica com refluxo moderado a importante e ectasia aórtica de 59mm. Assinale a alternativa que contém a conduta mais adequada:
Alternativas
Q1885691 Medicina
Homem, 35 anos, obeso e dislipidêmico. Paciente assintomático e exame físico sem alterações, exceto pela obesidade. Vem em consulta médica para liberação de atividade física. Foi solicitado Teste ergométrico. O eletrocardiograma de repouso mostra bloqueio do ramo direito. Durante o exercício, paciente apresentou dor torácica atípica. No primeiro minuto da fase de recuperação, nota-se depressão do segmento ST de 0,5mm e padrão ascendente lento em derivações D2, D3 e AVF. Assinale a alternativa que apresenta o resultado do teste.
Alternativas
Q1885689 Medicina

Analise o caso clínico abaixo para a questão:

   Paciente, 25 anos, sexo masculino, usuário de droga intravenosa. Nega comorbidades prévias. Refere que há 20 dias apresenta quadro de mal-estar, astenia, febre não aferida e emagrecimento. Passou em Posto de saúde há 5 dias e solicitada pesquisa para tuberculose que resultou negativa. Ao Exame físico, Freqüência cardíaca de 102 batimentos por minuto, Pressão arterial de 125/84 mmHg, ausculta respiratória sem alterações e ausculta cardíaca com sopro sistólico 3+/6+ em foco tricúspide. Dentre os exames laboratoriais, apresenta Urina tipo I com 140.000 leucócitos por campo e 80.000 hemáceas por campo.

Sobre o caso clínico, analise as afirmativas abaixo:


I. As alterações urinárias encontradas, podem ser decorrentes de glomerulonefrite imunomediada.

II. O staphylococcus aureus é a bactéria mais prevalente para o caso clínico do paciente.

III. Deve-se coletar 3 pares de hemocultura e considerar antibioticoterapia empírica.

IV. Deve-se realizar ecocardiograma e caso este não mostrar vegetação, o diagnóstico de endocardite está excluído.

Assinale a alternativa correta
Alternativas
Q1869284 Medicina
A Endocardite Infecciosa é a doença cardíaca mais rica em manifestações sistêmicas, pela possibilidade de complicações infecciosas, imunes e vasculares, além das alterações cardíacas in loco. São elas:

I. alterações sistêmicas: febre, toxemia, prostração, emagrecimento, hepatomegalia e esplenomegalia.
II. manifestações imunes: nódulos de Osler, manchas de Roth, hematúria macroscópica (por glomerulonefrite), artralgia e artrite.
III. manifestações cardíacas: compatíveis com alteração valvar e insuficiência cardíaca – insuficiência mitral, terceira bulha, taquicardia, taquipnéia, estertores crepitantes pulmonares, estase jugular, edema periférico. A presença de bradicardia pode sugerir o acometimento do sistema de condução cardíaco, principalmente ao nível do nó atrioventricular.

Está correto o contido em
Alternativas
Q1869283 Medicina
É uma taquicardia por reentrada atrioventricular onde o componente retrógrado do circuito é uma via anômala com propriedades eletrofisiológicas semelhantes ao nó AV, porém, geralmente localizada na região póstero-septal direita, que origina características específicas ao ECG, que é a presença de onda P profunda e negativa em DII, DIII e aVF e intervalo RP maior que intervalo PR. Tal descrição refere-se à(ao) 
Alternativas
Q1869282 Medicina
No que se refere à tomografia computadorizada com múltiplos detectores, é correto afirmar que
Alternativas
Q1869281 Medicina
Há uma classe de fármacos antianginosos que exercem seu efeito independentemente da frequência cardíaca, contratilidade ou pressão arterial. São os chamados
Alternativas
Q1869280 Medicina
São causas de galope ventricular (B3 patológica), EXCETO
Alternativas
Q1866050 Raciocínio Lógico
Considere as proposições simples p, q e r. Se p e q são verdadeiras e r é falsa, quais dos seguintes itens contêm apenas proposições compostas verdadeiras?
Alternativas
Q1866049 Raciocínio Lógico
Considere duas proposições simples p e q, uma sentença composta c e a seguinte tabela-verdade.
Imagem associada para resolução da questão

Considere agora as seguintes afirmações:
I- c é ~(pɅq).
II- c é p → q.
III- c é ~pV~q.

Neste caso:
Alternativas
Q1866048 Português
Leia o texto abaixo e, em seguida responda à questão


O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)


    No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.

    E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.

    Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade. Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.

    - E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?

    - Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.

    - Perneta?

    - Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.

    Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.

    - E quando saiu das grades?

    - Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.

    Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.

    - Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?

    - Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.

    - E por que abandonou a carreira de cego?

    - Concorrência desleal.

    E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. Apolícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.
    - E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.

    Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola. (Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)
Leia o trecho a seguir com atenção para as escolhas do autor quanto ao léxico e às estruturas oracionais, e, em seguida avalie as proposições.

“Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana”.

I- Ocorre o uso de expressões giriáticas, a exemplo de “Seu Júlio entrou bem”; “Seu Júlio foi em cana”; mendigo que podia se pirou” (fugiu).
II- Ocorre o uso do QUE (coloquial), empregado com valor de explicação, equivalente a POIS: “pois a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano”.
III- Ocorre inversão sintática, em que o sujeito aparece posposto ao verbo: a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano”.
IV- Ocorre, no final do parágrafo, uma oração justaposta que mantém um vínculo semântico de adversidade, de modo que o conectivo adequado ao contexto seria: “Porém, Seu Júlio foi em cana.”

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q1866047 Português
Leia o texto abaixo e, em seguida responda à questão


O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)


    No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.

    E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.

    Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade. Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.

    - E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?

    - Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.

    - Perneta?

    - Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.

    Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.

    - E quando saiu das grades?

    - Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.

    Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.

    - Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?

    - Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.

    - E por que abandonou a carreira de cego?

    - Concorrência desleal.

    E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. Apolícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.
    - E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.

    Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola. (Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)
Analise as explicações a seguir com relação a alguns recursos linguísticos presentes no texto e assinale (V) para as proposições verdadeiras e (F) para as falsas.

( ) Em: “No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida.”, o item “o” se classifica como pronome demonstrativo.
( ) Em: “Não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro,[...]”, os conectivos “porque” e “enquanto que” podem ser substituídos, sem prejuízo semântico, por “pois” e “mas”, respectivamente.
( ) Em: “Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade”, a expressão “Seu Júlio”, que inicia o parágrafo, assume a função de vocativo na frase.
( ) Na resposta apresentada pelo personagem: “ – (Eu)Virei cego por necessidade”, o termo “cego” assume, na frase, a função de objeto direto e a unidade “por necessidade”, de adjunto adverbial de causa.

A sequência CORRETAse apresenta em:
Alternativas
Q1866046 Português
Leia o texto abaixo e, em seguida responda à questão


O ceguinho (Stanislaw Ponte Preta)


    No duro mesmo só existiriam dois tipos de cegos: o de nascença e o que ficou cego em vida. Mas, como diz Primo Altamirando, contrariando a chamada voz popular, Deus põe e o homem dispõe. Assim, há um terceiro tipo de cego que nenhum oftalmologista, seja qual for a amplitude de seus conhecimentos oftalmológicos, jamais poderá curar: o cego por necessidade.

    E que o leitor mais apressado pouquinha coisa não pense que estou me referindo àquele tipo de camarada que se encaixa perfeitamente no dito "o pior cego é o que não quer ver", porque este é cego por metáfora, enquanto que o terceiro tipo de cego, isto é, o cego por necessidade, é considerado por todos como cego no duro, às vezes com carteirinha de cego e tudo.

    Seu Júlio, que hoje é lavador de automóveis (e entre os automóveis que lava, lava o meu), já foi cego por necessidade. Começou sua carreira na porta da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (agora Matriz de Nossa Senhora de Copacabana). Seu Júlio, artista consciencioso, era um cego perfeito e ganhava esmola às pampas.

    - E o senhor sempre trabalhou como cego, seu Júlio?

    - Não senhor. Eu comecei perneta, sim senhor.

    - Perneta?

    - Usava perna de pau. Quem me ensinou foi um cigano meu amigo. Agente botando uma calça larga o truque é fácil de fazer.

    Mas, como perneta, seu Júlio um dia teve uma contrariedade. Apareceu pela aí um chefe de polícia com intenções de endireitar o Brasil e foi chato. Organizou uma campanha de perseguição à mendicância e seu Júlio entrou bem. Quando o carro da polícia, mais conhecido na linguagem policial como viatura, parou na porta da igreja, mendigo que podia se pirou, mas seu Júlio não pôde correr de calça larga e perna de pau, que a tanta perfeição não chegaram os engodos do cigano. Seu Júlio foi em cana.

    - E quando saiu das grades?

    - Virei cego por necessidade. Treinei uns dois meses em casa, passando dia e noite com uma venda nos olhos. Fiquei bárbaro em trejeito de cego. A pessoa podia fazer o maior barulho do meu lado, que eu nem me virava pra ver o que tinha acontecido. Fiquei um cego tão legal que um dia houve um desastre bem em frente à igreja. Um carro bateu num caminhão da Cervejaria Brahma e caiu garrafa pra todo lado. Foi um barulho infernal. Pois eu fiquei impávido. Nem me mexi.

    Quando seu Júlio me contou esta passagem, notei o orgulho estampado em seu semblante. Era como um velho ator a contar, numa entrevista, a noite em que a plateia interrompeu seu trabalho com aplausos consagradores em cena aberta. Era como um veterano craque de futebol a descrever para os netos o gol espetacular que fizera e que deu às suas cores o campeonato daquele ano.

    - Como cego o senhor nunca foi em cana, seu Júlio?

    - Nunquinha. Sabe como é... Cego vê longe. Mal surgia um polícia suspeito eu me mandava a 120.

    - E por que abandonou a carreira de cego?

    - Concorrência desleal.

    E explica que, no tempo dele, não havia essa coisa de alugar criança subnutrida para pedir esmola. Depois que apareceram as mães de araque, o cego tornou-se quase obsoleto no setor da mendicância. Apolícia também, hoje em dia, é praticamente omissa.
    - E sendo a polícia omissa, dá muito mais mendigo à saída da missa diz seu Júlio, sem evitar o encabulamento pelo trocadilho infame. Toda essa desorganização administrativa levou-o a abandonar a carreira de cego por necessidade.

    Nos países subdesenvolvidos a mendicância é uma miséria. Seu Júlio que o diga. Era um cego dos melhores, mas largou a carreira na certeza de que, mais dia menos dia, vai ter muito mais gente pedindo do que dando esmola. (Acontece na cidade/ Carlos E. Novaes [et. al.], S. Paulo: Ática, 2005)
Do ponto de vista da macroestrutura textual, o texto apresenta as seguintes características:

I- É uma crônica que revela, por meio de linguagem simples e descontraída e de sequências narrativas e dialógicas, uma fase de dificuldade vivida pelo personagem central, que usou de subterfúgios para sobreviver.
II- Há várias expressões de natureza coloquial no texto, recurso usado para dar mais veracidade aos fatos e originalidade, dado o contexto de que faz parte o personagem, fator que determina que o texto circula na esfera jornalística, e não na literária.
III- Através da narrativa, o autor expõe um problema social – as condições precárias de vida de muitas pessoas que vivem pedindo esmolas, situação que persiste e tende a piorar.
IV- Há evidência de ironia, no sentido de que os termos “trabalho” e “carreira”, presentes nos trechos: “trabalhou como cego”, “começou/abandonou sua carreira”, são usados em contraposição à noção de emprego formal.
V- No trecho que faz alusão à omissão da polícia na tarefa de tirar as pessoas das ruas, o autor alerta, indiretamente, para o fato de que se não houver fiscalização as pessoas vão se acostumar com a vida de mendicância e não vão procurar emprego.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q1866045 Português
Abaixo estão expostas diferentes versões do parágrafo introdutório de um texto que trata de técnicas para o tratamento da ansiedade*. A distinção entre elas se deve ao emprego das vírgulas, um importante recurso para a compreensão do texto. Após a leitura, indique a alternativa em que todas as vírgulas são empregadas de forma CORRETA. *Fonte: Exercícios contra a ansiedade - Ano 4, N.6 -2019.
Alternativas
Q1866044 Português
Indique a alternativa em que todos os verbos estão flexionados corretamente, estabelecendo a concordância verbal no texto que se apresenta a seguir.

Conheça técnicas com origem do outro lado do mundo que ____ (CONTRIBUIR) para o tratamento da ansiedade

Massoterapia: A prática tem registros em livros chineses cerca de 300 anos antes de Cristo, pois esse povo já ___ (HAVER DESCOBRIR) que uma massagem bem feita vai além de somente relaxar o cansaço do dia a dia. Toques e pressões em lesões em regiões específicas ___ (AJUDAR) corpo e mente a ___ (FICAR) mais leves, oferecendo uma grande ajuda no combate à ansiedade. Isso ocorre porque há aumento da circulação do sangue e relaxamento dos músculos, reduzindo tensões. O sistema nervoso parassimpático também é ativado, liberando adrenalina, que relaxa o corpo. No entanto, para garantir esse efeito, ___ (SER NECESSITAR) sessões regulares de massagem. As regiões com maior quantidade de terminações nervosas, como os pés e o pescoço, costumam gerar um relaxamento maior que já pode ser sentido no momento da massagem. Porém, no decorrer das sessões, a sensação de leveza passa a ser notada na rotina diária.(Exercícios contra a ansiedade - Ano 4, N.6 -2019)

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses é:
Alternativas
Q1866043 Português
Leia o texto abaixo de modo as responder à questão.


Antidepressivos e ansiolíticos

Saiba quais são os efeitos colaterais que os medicamentos podem causar


    A ansiedade, depressão, estresse... Todos esses problemas podem ser tratados com o auxílio de medicamentos, como é o caso de antidepressivos e ansiolíticos. No entanto, mesmo que recomendados e indispensáveis para um tratamento efetivo, tais artifícios podem ocasionar efeitos colaterais no organismo.

    É importante ressaltar, primeiramente, que, assim como qualquer outro medicamento, os antidepressivos devem ser usados de maneira consciente, com a indicação e a quantidade adequadas, seja para obter uma resposta mais satisfatória, quanto para não manifestar efeitos colaterais indesejados. “Ao fazer uso deles, acontece uma adaptação dos receptores nas sinapses, mas isso não significa que eles vão causar uma dependência química. Ela só ocorre quando eles chegam a estimular o centro do prazer do cérebro e a pessoa não consegue deixar de usar a medicação”. [...]

    Por trabalharem justamente nos hormônios, alguns efeitos podem acabar surgindo. Os mais famosos são o aumento de peso e a insônia, mas é importante ressaltar que a indicação de determinados medicamentos dependerá da necessidade e, também, da resposta do indivíduo. [...] “A interação medicamentosa pode ocasionar o aumento ou a diminuição dos efeitos colaterais dos remédios, como também pode ocorrer interferência entre a medicação e certos alimentos, que podem alterar a sua absorção e distribuição no metabolismo”, indica Maria Helena. Por isso, o acompanhamento multidisciplinar é essencial. Além da psicoterapia associada a medicamentos, frequentar um nutricionista também pode ser interessante e, em casos de prevalência de outro problema, consultar seu especialista para saber se um tratamento não influenciará o outro, e, caso sim, buscar alternativas. (Segredos da mente – O poder do cérebro, Ano 3, N.4 - 2019). 
Nos dois fragmentos abaixo, as orações subordinadas em destaque se classificam, respectivamente, como:

I- Saiba quais são os efeitos colaterais que os medicamentos podem causar.
II- [...] consultar seu especialista para saber se um tratamento não influenciará o outro, e, caso sim, buscar alternativas.
Alternativas
Respostas
3501: A
3502: B
3503: C
3504: A
3505: D
3506: C
3507: B
3508: E
3509: B
3510: E
3511: E
3512: D
3513: D
3514: B
3515: A
3516: E
3517: D
3518: D
3519: B
3520: B