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I. A história global e a história conectada compartilham o objetivo de superar enquadramentos nacionais rígidos, privilegiando a análise das interações e das circulações entre diferentes espaços.
II. A história transnacional parte do pressuposto de que os processos de formação dos Estados na modernidade foram simétricos, comparando-os e situando-os em escalas amplas que tendem a nivelá-los.
III. A história global, a história conectada e a história transnacional privilegiam as dinâmicas globais, subordinando sistematicamente os processos locais a escalas mais amplas de interpretação.
Está correto o que se afirma em
Todo capixaba tem Uma panela de barro no peito Uma orquídea no gesto Um cafezinho no jeito Um trocadilho na brincadeira Um congo no andar Um chá de cidreira Uma moqueca perfeita
Adaptado de Elisa Lucinda, in Dossiê IPHAN Ofício das Paneleiras de Goiabeiras
A panela de barro mencionada no trecho remete ao Ofício das Paneleiras de Goiabeiras, reconhecido pelo IPHAN como patrimônio cultural imaterial brasileiro.
Com base nesse reconhecimento, assinale a opção que identifica corretamente o Livro de Registro em que esse bem foi inscrito.
I. A instalação da Companhia Vale do Rio Doce, vinculada à mineração em Minas Gerais, integrou a cidade de Vitória a uma dinâmica econômica mais ampla, superando sua subordinação à economia cafeeira.
II. A instalação da Companhia Siderúrgica de Tubarão esteve associada à expansão do complexo portuário de Tubarão, impulsionando a industrialização e a inserção do estado nas cadeias siderúrgicas voltadas à exportação.
III. A instalação da Aracruz Celulose contribuiu para a inserção do estado em cadeias produtivas globais e promoveu transformações no uso do território, marcadas pela predominância da monocultura de eucalipto.
Está correto o que se afirma em
Considerando esse marco legal, sobre formas de assegurar esse protagonismo, analise as itens a seguir e assinale (V) para o verdadeiro e (F) para o falso.
( ) A apresentação dos povos indígenas nos livros didáticos como integrantes do folclore nacional, com destaque para sua contribuição cultural em uma perspectiva predominantemente simbólica.
( ) A utilização de materiais produzidos por autores indígenas em substituição às demais fontes históricas, com o objetivo de assegurar a valorização das perspectivas indígenas.
( ) A valorização de abordagens que superem a oposição entre resistência e assimilação, reconhecendo a agência histórica dos povos indígenas.
Os itens são, respectivamente,
I. O monopólio nuclear dos Estados Unidos, vigente entre 1945 e 1949, assegurou superioridade militar, mas revelou eficácia política limitada, uma vez que não foi capaz de reverter a consolidação da influência soviética na Europa Oriental.
II. A bomba atômica afirmou-se primordialmente como instrumento de dissuasão estratégica, sobretudo a partir da lógica de equilíbrio de poder emergente, em detrimento de seu emprego direto em conflitos armados.
III. A União Soviética, ao priorizar a reconstrução econômica no pós-guerra, retardou deliberadamente o desenvolvimento de seu programa nuclear, alcançando apenas tardiamente a capacidade de testagem atômica ao final da década de 1940.
Está correto o que se afirma em
O bairro Waldsiedlung é atualmente um local muito desejado para se viver na Alemanha. Mas viver ali também significa lidar com o passado do país: o bairro foi construído no período da Segunda Guerra Mundial como uma comunidade para a guarda de elite do Reich nazista, cujas responsabilidades incluíam executar o Holocausto. O conjunto foi projetado para incorporar a ideologia nazista que exaltava a relação mística dos arianos com sua terra ancestral. A forma como os atuais moradores lidam com esse passado acompanha tendências culturais mais amplas. Durante décadas, o tema foi varrido para debaixo do tapete. Como resultado, alguns moradores desconhecem a história do lugar até serem informados por vizinhos. “Algumas pessoas dizem: ‘Isso foi há 80 anos, não tem nada a ver comigo’”, disse uma moradora que se mudou para lá em 2000. “Para mim, é o contrário. Quero saber o que aconteceu na minha casa. Não é possível avançar com o silêncio.” À medida que o tempo passa e as últimas testemunhas morrem, os lugares físicos tornam-se cada vez mais importantes para a memória do Holocausto. O lugar é uma conexão.
Adaptado de https://www.nytimes.com/2025/05/27/realestate/berlin-holocaustnazis-neighborhood.html
Com base no texto, assinale a opção que analisa corretamente a relação entre espaço e memória.
Serão estabelecidos dois Estados independentes, um árabe e um judeu, enquanto a cidade de Jerusalém será constituída como um corpo separado (corpus separatum), sob um regime internacional especial administrado pelas Nações Unidas.
Resolução 181 da Assembleia Geral da ONU, 1947, adaptado.
Com base na Resolução 181 da Organização das Nações Unidas (1947), que tratou da partilha da Palestina, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A Resolução previa a criação de dois Estados independentes, com a manutenção de mecanismos de cooperação econômica entre eles, especialmente em áreas de infraestrutura e circulação de recursos.
( ) A cidade de Jerusalém seria incorporada ao Estado árabe, sob administração compartilhada entre as lideranças locais judaicas e árabes.
( ) A implementação da partilha previa a permanência do mandato britânico na Palestina, com poderes ampliados para garantir a transição política entre os dois Estados.
As afirmativas são, respectivamente,
Adaptado de Diário da Assembléia Nacional da Constituinte 31/08/1946. p. 4517
Com base no trecho, é correto afirmar que a Campanha da Borracha decorreu
Com base nesse contexto, é correto afirmar que esse tratado foi relevante para o início da Segunda Guerra Mundial porque
Em 1940, Francisco Franco ordenou a construção de um complexo arquitetônico composto por um centro de estudos, uma basílica e um monastério na Espanha. Celebrava-se um ano de sua vitória na Guerra Civil. A construção do complexo foi realizada principalmente por prisioneiros políticos republicanos, submetidos a duras condições de trabalho. Com a aproximação da conclusão das obras, houve uma ressignificação das finalidades do monumento: de símbolo da vitória e homenagem aos franquistas mortos na Guerra Civil, passou a ser de “todos os caídos”, o que demonstra uma aspiração à reconciliação, fundamentada na ideia de que os dois lados tiveram perdas. Sem a autorização das famílias, os corpos de diversas vítimas do regime foram levados para o complexo, representando uma humilhação serem depositados no monumento de seus inimigos, como troféus de guerra. O complexo pode ser compreendido como monumento, lugar de memória e ponto de partida para problematizar a forma como os regimes democráticos gerenciaram as memórias sobre seus passados traumáticos, na tensão entre a memória e o esquecimento.
Adaptado de BAUER, Caroline. “A eternidade do franquismo: lembranças e esquecimentos na Espanha pós-Franco”, Café História, 23 jun. 2019.
Com base no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a gestão da memória histórica pelo governo de Franco associada ao monumento descrito.
No Ceará, apesar das obras em açudes e rodovias que absorveu um número considerável de infelizes, muitos outros sobraram, constituindo um problema sério a resolver. Diante do número de pessoas a socorrer e da grande área em que se achavam espalhados, decidiu-se concentrá-las em acampamentos chamados “campos de concentração”.
Adaptado de Relatório do Departamento Nacional de Saúde Pública, 1936, p. 133.
Assinale a opção que apresenta corretamente os objetivos da criação dos “campos de concentração” durante a seca de 1932, no contexto do Governo Provisório.
A constituição de uma história de gênero e o lugar atribuído à história das mulheres têm gerado controvérsias e debates. Campos distintos, mas complementares? Substituição da história das mulheres pela história de gênero? História de gênero como forma de neutralização do desafio fundador da história das mulheres?
PINTO, Teresa e Teresa Alvarez. Introdução. História, História das mulheres, História do Gênero. Produção e transmissão do conhecimento histórico. ex æquo, nº 30, 2014, p. 14.
Com base no trecho, é correto afirmar que a história de gênero, em contraste com a das mulheres,
A força da história oral é a mesma de qualquer história que possua seriedade metodológica. Essa força decorre da diversidade das fontes consultadas e da inteligência com que foram utilizadas. A informação oral serve para verificar a confiabilidade de outras fontes, da mesma forma que estas são sua garantia. Também pode fornecer detalhes minuciosos que, de outro modo, seriam inacessíveis. A história oral, com sua riqueza de detalhes, sua humanidade, sua frequente emoção e sempre com seu ceticismo em relação ao fazer histórico, encontra-se melhor preparada para esses componentes vitais da tarefa do historiador: a tradição e a memória, o passado e o presente.
Adaptado de PRINS, Gwyn. “Historia oral”, em Formas de hacer Historia. Madri: Alianza Universidad, 1996, pp. 174- 176.
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a história oral segundo o autor.
I. A Constituição de 1946 restabeleceu princípios democráticos, como a separação dos Poderes, o pluripartidarismo e a ampliação das liberdades civis, marcando o fim do Estado Novo.
II. Durante o governo de Eurico Gaspar Dutra, o alinhamento do Brasil aos Estados Unidos no contexto da Guerra Fria refletiuse, entre outras medidas, na cassação do registro do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
III. A adoção do parlamentarismo entre 1961 e 1963 resultou de uma reforma prevista originalmente pela Constituição de 1946 e foi implementada para consolidar um novo modelo permanente de organização do Estado brasileiro.
Está correto o que se afirma em
Adaptado de GOBINEAU, Arthur de. Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas. Paris, 1853-1855.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente uma corrente científica do século XIX representada.
A “segunda escravidão” se desenvolveu não como uma premissa histórica do capital produtivo, mas pressupondo sua existência como condição para sua reprodução.
Adaptado de TOMICH, D. Through the Prism of Slavery. Labor, Capital, and World Economy. Lanham, Rowman & Littlefield, 2004, p. 87.
Com base no trecho, é correto afirmar que a “segunda escravidão” conceituada por Dale Tomich consiste em uma
Eu diria que o historiador está em condições muito melhores do que o participante do presente, pela simples razão de que dispõe de um horizonte ampliado. Se o leitor pensa que o passado é uma paisagem, a história é a maneira como a representamos, e é justamente esse ato de representação que nos eleva acima do familiar para permitir-nos ter experiências substitutivas daquilo que não podemos experimentar diretamente: uma visão mais ampla.
Adaptado de GADDIS, John Lewis. El paisaje de la historia: cómo los historiadores representan el pasado. Anagrama, 2004, pp. 21-22.
Considerando a reflexão de John Lewis Gaddis, é correto afirmar que a representação do passado como paisagem
I. A preparação da guerra, especialmente em grande escala, leva os governantes, inevitavelmente, a extrair recursos da população. Com isso, cria-se uma estrutura de arrecadação, abastecimento e administração que precisa se manter e que muitas vezes cresce mais rápido do que os próprios exércitos e marinhas que sustenta. Os interesses e o poder dessa estrutura acabam limitando de forma significativa o tipo e a intensidade da guerra.
Adaptado de TILLY, Charles. Coerción, capital y los Estados europeos, 990-1990. Madrid: Alianza Editorial, 1992, p. 46.
II. É necessário revisar a ideia de que o desenvolvimento militar na Idade Moderna foi um processo conduzido principalmente pelo Estado, ligado à centralização e ao controle burocrático. Ao analisar as condições relacionadas à prática de fazer guerra por meio de contratantes privados a partir do século XVI, conclui-se que essa forma de organização não foi uma exceção nem resultado de governantes fracos ou irresponsáveis. Pelo contrário, tratava-se de uma solução lógica para mobilizar recursos, considerando as limitações dos governos da Idade Moderna e sua dependência dos recursos e da cooperação das elites.
Adaptado de PARROT, David. “Military Revolution or Military Devolution?” Stud. his., H.ª mod., 35, 2013, p. 33.
Considerando os fragmentos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre o desenvolvimento militar na Época Moderna.