Questões de Concurso Comentadas para agente educacional

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Q3393675 Noções de Informática
Clayton, é estagiário e auxilia principalmente nos serviços administrativos. Certo dia, Clayton foi incubido de digitalizar todos os contratos de sua empresa, mas não fazia ideia do significado de “digitalizar” um documento. Diante do contexto, indique para Clayton a definição correta do ato de digitalizar um documento.
Alternativas
Q3393669 Português
Assinale a alternativa em que todos os sinais de pontuação da sentença estão corretamente colocados.
Alternativas
Q3393668 Português
Considere as seguintes sentenças:

I. O método utilizado para avaliar o ensino desta escola é pouco eficiente.
II. Não sabemos quão exaustos ficaremos após essa reforma.
III. Patrícia nunca reclamou sobre as altas despesas com os empregados.

Apresenta(m) advérbio de intensidade apenas a(s) sentença(s):
Alternativas
Q3393667 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que não há desvio ortográfico.
Alternativas
Q3393666 Português
Assinale a alternativa em que o encontro vocálico que ocorre na palavra dada configura hiato.
Alternativas
Q3393665 Português
Leia o texto para responder à questão.

Insônia

    A casa estala de noite. São as coisas se assentando. De dia as coisas ficaram em suspenso, assustadas com a gente. Há um espelho no corredor que já se viu mil vezes em mil pedaços. Essas crianças! De noite as coisas suspiram aliviadas. Isso que você ouve quando acorda no meio da noite é o silêncio que as coisas trocam, como um código. Nada a ver com você ou sua espécie. Todo homem que sai da sua cama e caminha no escuro é um intruso em sua casa e merece a topada. Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa. São as poltronas e o sofá fazendo sala, como adultos repassando o dia depois que as crianças foram dormir. Por que você não está na cama, menino? De noite a sua casa não é sua. E range como um navio.
    Toda casa tem pelo menos um rato, nem que seja uma lagartixa. Tem um sótão e um porão. Pode ser apartamento, tem um sótão e um porão. As pessoas têm um sótão e um porão. Um lugar para guardar postais e botões dourados e o rosto da primeira namorada que disse que deixava você beijar na boca, sim, e apertou a boca, e um lugar escuro onde os seus detritos se amontoam. Você é uma casa que mal conhece, você tem quartos em que nunca entrou. De noite as coisas também se assentam dentro de você. Mesmo que você sonhe com a destruição do mundo ou com um filho se afogando. Em silêncio, as coisas se ajeitam dentro de você, as suas vigas e tábuas, mesmo que você acorde trincando os dentes. E confesse: em algum lugar dentro de você também existe um rato.
    Esse zumbido não é a geladeira, é um rumor subterrâneo, é a seiva do mundo, o barulho da máquina. Quando a humanidade desaparecer, as coisas do mundo também dirão, em silêncio, até que enfim, e a poeira assentará. Fomos um leve distúrbio na paz das coisas. Exigimos um sentido do mundo. A nossa casa, o nosso tempo, as nossas coisas. E nem o nosso corpo nos pertence. O coração bate como os tambores do jângal num filme com o Robert Taylor, uma mensagem obscura, outro código misterioso. O terrível não é que as coisas não têm sentido, é que não precisam ter sentido. O único consolo pela nossa mortalidade, que também não é nossa, é que ela nos desobriga de entender o universo. Assim é melhor. Todo mundo morre, os ossos encontram, finalmente, sua melhor posição — morrer é nunca mais se queixar da coluna — e as coisas ficam na sua, sem explicações. Os relógios funcionarão até que a última corda acabe, ou a última pilha pife, e só os bichos no zoológico sentirão a falta do homem, pois ninguém lhes levará comida.
    Ouço um ruído diferente. Ou é um rato muito grande ou um ladrão muito pequeno. Mas não levanto mais da cama. Já fui três vezes até a cozinha, já acendi e apaguei a luz não sei quantas vezes, a casa ainda perde a paciência e me expulsa. Melhor dormir. O navio sabe para onde vai.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o seguinte excerto: “Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa.” Dentre as palavras que ocorrem no contexto apresentado, pertencem à classe gramatical dos pronomes apenas: 
Alternativas
Q3393664 Português
Leia o texto para responder à questão.

Insônia

    A casa estala de noite. São as coisas se assentando. De dia as coisas ficaram em suspenso, assustadas com a gente. Há um espelho no corredor que já se viu mil vezes em mil pedaços. Essas crianças! De noite as coisas suspiram aliviadas. Isso que você ouve quando acorda no meio da noite é o silêncio que as coisas trocam, como um código. Nada a ver com você ou sua espécie. Todo homem que sai da sua cama e caminha no escuro é um intruso em sua casa e merece a topada. Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa. São as poltronas e o sofá fazendo sala, como adultos repassando o dia depois que as crianças foram dormir. Por que você não está na cama, menino? De noite a sua casa não é sua. E range como um navio.
    Toda casa tem pelo menos um rato, nem que seja uma lagartixa. Tem um sótão e um porão. Pode ser apartamento, tem um sótão e um porão. As pessoas têm um sótão e um porão. Um lugar para guardar postais e botões dourados e o rosto da primeira namorada que disse que deixava você beijar na boca, sim, e apertou a boca, e um lugar escuro onde os seus detritos se amontoam. Você é uma casa que mal conhece, você tem quartos em que nunca entrou. De noite as coisas também se assentam dentro de você. Mesmo que você sonhe com a destruição do mundo ou com um filho se afogando. Em silêncio, as coisas se ajeitam dentro de você, as suas vigas e tábuas, mesmo que você acorde trincando os dentes. E confesse: em algum lugar dentro de você também existe um rato.
    Esse zumbido não é a geladeira, é um rumor subterrâneo, é a seiva do mundo, o barulho da máquina. Quando a humanidade desaparecer, as coisas do mundo também dirão, em silêncio, até que enfim, e a poeira assentará. Fomos um leve distúrbio na paz das coisas. Exigimos um sentido do mundo. A nossa casa, o nosso tempo, as nossas coisas. E nem o nosso corpo nos pertence. O coração bate como os tambores do jângal num filme com o Robert Taylor, uma mensagem obscura, outro código misterioso. O terrível não é que as coisas não têm sentido, é que não precisam ter sentido. O único consolo pela nossa mortalidade, que também não é nossa, é que ela nos desobriga de entender o universo. Assim é melhor. Todo mundo morre, os ossos encontram, finalmente, sua melhor posição — morrer é nunca mais se queixar da coluna — e as coisas ficam na sua, sem explicações. Os relógios funcionarão até que a última corda acabe, ou a última pilha pife, e só os bichos no zoológico sentirão a falta do homem, pois ninguém lhes levará comida.
    Ouço um ruído diferente. Ou é um rato muito grande ou um ladrão muito pequeno. Mas não levanto mais da cama. Já fui três vezes até a cozinha, já acendi e apaguei a luz não sei quantas vezes, a casa ainda perde a paciência e me expulsa. Melhor dormir. O navio sabe para onde vai.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto: “Quando a humanidade desaparecer, as coisas do mundo também dirão, em silêncio, até que enfim, e a poeira assentará.” Nesse contexto, a regência do verbo “assentará” é: 
Alternativas
Q3393663 Português
Leia o texto para responder à questão.

Insônia

    A casa estala de noite. São as coisas se assentando. De dia as coisas ficaram em suspenso, assustadas com a gente. Há um espelho no corredor que já se viu mil vezes em mil pedaços. Essas crianças! De noite as coisas suspiram aliviadas. Isso que você ouve quando acorda no meio da noite é o silêncio que as coisas trocam, como um código. Nada a ver com você ou sua espécie. Todo homem que sai da sua cama e caminha no escuro é um intruso em sua casa e merece a topada. Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa. São as poltronas e o sofá fazendo sala, como adultos repassando o dia depois que as crianças foram dormir. Por que você não está na cama, menino? De noite a sua casa não é sua. E range como um navio.
    Toda casa tem pelo menos um rato, nem que seja uma lagartixa. Tem um sótão e um porão. Pode ser apartamento, tem um sótão e um porão. As pessoas têm um sótão e um porão. Um lugar para guardar postais e botões dourados e o rosto da primeira namorada que disse que deixava você beijar na boca, sim, e apertou a boca, e um lugar escuro onde os seus detritos se amontoam. Você é uma casa que mal conhece, você tem quartos em que nunca entrou. De noite as coisas também se assentam dentro de você. Mesmo que você sonhe com a destruição do mundo ou com um filho se afogando. Em silêncio, as coisas se ajeitam dentro de você, as suas vigas e tábuas, mesmo que você acorde trincando os dentes. E confesse: em algum lugar dentro de você também existe um rato.
    Esse zumbido não é a geladeira, é um rumor subterrâneo, é a seiva do mundo, o barulho da máquina. Quando a humanidade desaparecer, as coisas do mundo também dirão, em silêncio, até que enfim, e a poeira assentará. Fomos um leve distúrbio na paz das coisas. Exigimos um sentido do mundo. A nossa casa, o nosso tempo, as nossas coisas. E nem o nosso corpo nos pertence. O coração bate como os tambores do jângal num filme com o Robert Taylor, uma mensagem obscura, outro código misterioso. O terrível não é que as coisas não têm sentido, é que não precisam ter sentido. O único consolo pela nossa mortalidade, que também não é nossa, é que ela nos desobriga de entender o universo. Assim é melhor. Todo mundo morre, os ossos encontram, finalmente, sua melhor posição — morrer é nunca mais se queixar da coluna — e as coisas ficam na sua, sem explicações. Os relógios funcionarão até que a última corda acabe, ou a última pilha pife, e só os bichos no zoológico sentirão a falta do homem, pois ninguém lhes levará comida.
    Ouço um ruído diferente. Ou é um rato muito grande ou um ladrão muito pequeno. Mas não levanto mais da cama. Já fui três vezes até a cozinha, já acendi e apaguei a luz não sei quantas vezes, a casa ainda perde a paciência e me expulsa. Melhor dormir. O navio sabe para onde vai.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise o excerto a seguir em relação à colocação pronominal: “Os relógios funcionarão até que a última corda acabe, ou a última pilha pife, e só os bichos no zoológico sentirão a falta do homem, pois ninguém lhes levará comida.” Para que o pronome pessoal “lhes” possa ser colocado em posição enclítica, o contexto apresentado deve ser reescrito da seguinte forma:
Alternativas
Q3393662 Português
Leia o texto para responder à questão.

Insônia

    A casa estala de noite. São as coisas se assentando. De dia as coisas ficaram em suspenso, assustadas com a gente. Há um espelho no corredor que já se viu mil vezes em mil pedaços. Essas crianças! De noite as coisas suspiram aliviadas. Isso que você ouve quando acorda no meio da noite é o silêncio que as coisas trocam, como um código. Nada a ver com você ou sua espécie. Todo homem que sai da sua cama e caminha no escuro é um intruso em sua casa e merece a topada. Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa. São as poltronas e o sofá fazendo sala, como adultos repassando o dia depois que as crianças foram dormir. Por que você não está na cama, menino? De noite a sua casa não é sua. E range como um navio.
    Toda casa tem pelo menos um rato, nem que seja uma lagartixa. Tem um sótão e um porão. Pode ser apartamento, tem um sótão e um porão. As pessoas têm um sótão e um porão. Um lugar para guardar postais e botões dourados e o rosto da primeira namorada que disse que deixava você beijar na boca, sim, e apertou a boca, e um lugar escuro onde os seus detritos se amontoam. Você é uma casa que mal conhece, você tem quartos em que nunca entrou. De noite as coisas também se assentam dentro de você. Mesmo que você sonhe com a destruição do mundo ou com um filho se afogando. Em silêncio, as coisas se ajeitam dentro de você, as suas vigas e tábuas, mesmo que você acorde trincando os dentes. E confesse: em algum lugar dentro de você também existe um rato.
    Esse zumbido não é a geladeira, é um rumor subterrâneo, é a seiva do mundo, o barulho da máquina. Quando a humanidade desaparecer, as coisas do mundo também dirão, em silêncio, até que enfim, e a poeira assentará. Fomos um leve distúrbio na paz das coisas. Exigimos um sentido do mundo. A nossa casa, o nosso tempo, as nossas coisas. E nem o nosso corpo nos pertence. O coração bate como os tambores do jângal num filme com o Robert Taylor, uma mensagem obscura, outro código misterioso. O terrível não é que as coisas não têm sentido, é que não precisam ter sentido. O único consolo pela nossa mortalidade, que também não é nossa, é que ela nos desobriga de entender o universo. Assim é melhor. Todo mundo morre, os ossos encontram, finalmente, sua melhor posição — morrer é nunca mais se queixar da coluna — e as coisas ficam na sua, sem explicações. Os relógios funcionarão até que a última corda acabe, ou a última pilha pife, e só os bichos no zoológico sentirão a falta do homem, pois ninguém lhes levará comida.
    Ouço um ruído diferente. Ou é um rato muito grande ou um ladrão muito pequeno. Mas não levanto mais da cama. Já fui três vezes até a cozinha, já acendi e apaguei a luz não sei quantas vezes, a casa ainda perde a paciência e me expulsa. Melhor dormir. O navio sabe para onde vai.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Considere o excerto: “Em silêncio, as coisas se ajeitam dentro de você, as suas vigas e tábuas, mesmo que você acorde trincando os dentes.” O emprego da locução “mesmo que” imprime ao contexto apresentado o sentido de:
Alternativas
Q3393661 Português
Leia o texto para responder à questão.

Insônia

    A casa estala de noite. São as coisas se assentando. De dia as coisas ficaram em suspenso, assustadas com a gente. Há um espelho no corredor que já se viu mil vezes em mil pedaços. Essas crianças! De noite as coisas suspiram aliviadas. Isso que você ouve quando acorda no meio da noite é o silêncio que as coisas trocam, como um código. Nada a ver com você ou sua espécie. Todo homem que sai da sua cama e caminha no escuro é um intruso em sua casa e merece a topada. Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa. São as poltronas e o sofá fazendo sala, como adultos repassando o dia depois que as crianças foram dormir. Por que você não está na cama, menino? De noite a sua casa não é sua. E range como um navio.
    Toda casa tem pelo menos um rato, nem que seja uma lagartixa. Tem um sótão e um porão. Pode ser apartamento, tem um sótão e um porão. As pessoas têm um sótão e um porão. Um lugar para guardar postais e botões dourados e o rosto da primeira namorada que disse que deixava você beijar na boca, sim, e apertou a boca, e um lugar escuro onde os seus detritos se amontoam. Você é uma casa que mal conhece, você tem quartos em que nunca entrou. De noite as coisas também se assentam dentro de você. Mesmo que você sonhe com a destruição do mundo ou com um filho se afogando. Em silêncio, as coisas se ajeitam dentro de você, as suas vigas e tábuas, mesmo que você acorde trincando os dentes. E confesse: em algum lugar dentro de você também existe um rato.
    Esse zumbido não é a geladeira, é um rumor subterrâneo, é a seiva do mundo, o barulho da máquina. Quando a humanidade desaparecer, as coisas do mundo também dirão, em silêncio, até que enfim, e a poeira assentará. Fomos um leve distúrbio na paz das coisas. Exigimos um sentido do mundo. A nossa casa, o nosso tempo, as nossas coisas. E nem o nosso corpo nos pertence. O coração bate como os tambores do jângal num filme com o Robert Taylor, uma mensagem obscura, outro código misterioso. O terrível não é que as coisas não têm sentido, é que não precisam ter sentido. O único consolo pela nossa mortalidade, que também não é nossa, é que ela nos desobriga de entender o universo. Assim é melhor. Todo mundo morre, os ossos encontram, finalmente, sua melhor posição — morrer é nunca mais se queixar da coluna — e as coisas ficam na sua, sem explicações. Os relógios funcionarão até que a última corda acabe, ou a última pilha pife, e só os bichos no zoológico sentirão a falta do homem, pois ninguém lhes levará comida.
    Ouço um ruído diferente. Ou é um rato muito grande ou um ladrão muito pequeno. Mas não levanto mais da cama. Já fui três vezes até a cozinha, já acendi e apaguei a luz não sei quantas vezes, a casa ainda perde a paciência e me expulsa. Melhor dormir. O navio sabe para onde vai.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise o excerto a seguir em relação à concordância verbal: “Todo homem que sai da sua cama e caminha no escuro é um intruso em sua casa e merece a topada.” O elemento com o qual o verbo “ser” estabelece uma relação de concordância e que, portanto, desempenha o papel de sujeito sentencial é:
Alternativas
Q3393660 Português
Leia o texto para responder à questão.

Insônia

    A casa estala de noite. São as coisas se assentando. De dia as coisas ficaram em suspenso, assustadas com a gente. Há um espelho no corredor que já se viu mil vezes em mil pedaços. Essas crianças! De noite as coisas suspiram aliviadas. Isso que você ouve quando acorda no meio da noite é o silêncio que as coisas trocam, como um código. Nada a ver com você ou sua espécie. Todo homem que sai da sua cama e caminha no escuro é um intruso em sua casa e merece a topada. Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa. São as poltronas e o sofá fazendo sala, como adultos repassando o dia depois que as crianças foram dormir. Por que você não está na cama, menino? De noite a sua casa não é sua. E range como um navio.
    Toda casa tem pelo menos um rato, nem que seja uma lagartixa. Tem um sótão e um porão. Pode ser apartamento, tem um sótão e um porão. As pessoas têm um sótão e um porão. Um lugar para guardar postais e botões dourados e o rosto da primeira namorada que disse que deixava você beijar na boca, sim, e apertou a boca, e um lugar escuro onde os seus detritos se amontoam. Você é uma casa que mal conhece, você tem quartos em que nunca entrou. De noite as coisas também se assentam dentro de você. Mesmo que você sonhe com a destruição do mundo ou com um filho se afogando. Em silêncio, as coisas se ajeitam dentro de você, as suas vigas e tábuas, mesmo que você acorde trincando os dentes. E confesse: em algum lugar dentro de você também existe um rato.
    Esse zumbido não é a geladeira, é um rumor subterrâneo, é a seiva do mundo, o barulho da máquina. Quando a humanidade desaparecer, as coisas do mundo também dirão, em silêncio, até que enfim, e a poeira assentará. Fomos um leve distúrbio na paz das coisas. Exigimos um sentido do mundo. A nossa casa, o nosso tempo, as nossas coisas. E nem o nosso corpo nos pertence. O coração bate como os tambores do jângal num filme com o Robert Taylor, uma mensagem obscura, outro código misterioso. O terrível não é que as coisas não têm sentido, é que não precisam ter sentido. O único consolo pela nossa mortalidade, que também não é nossa, é que ela nos desobriga de entender o universo. Assim é melhor. Todo mundo morre, os ossos encontram, finalmente, sua melhor posição — morrer é nunca mais se queixar da coluna — e as coisas ficam na sua, sem explicações. Os relógios funcionarão até que a última corda acabe, ou a última pilha pife, e só os bichos no zoológico sentirão a falta do homem, pois ninguém lhes levará comida.
    Ouço um ruído diferente. Ou é um rato muito grande ou um ladrão muito pequeno. Mas não levanto mais da cama. Já fui três vezes até a cozinha, já acendi e apaguei a luz não sei quantas vezes, a casa ainda perde a paciência e me expulsa. Melhor dormir. O navio sabe para onde vai.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A ideia de que “em algum lugar dentro de você também existe um rato” dá continuidade à metáfora construída no excerto:
Alternativas
Q3380589 Direito Constitucional
Imagem associada para resolução da questão
A personagem Mafalda, criada pelo cartunista Quino reage ao ler o conceito de democracia no dicionário. A busca pela democracia baseia-se, entre outros aspectos, pela garantia de direitos.
Assinale a alternativa que corretamente caracteriza qual categoria de direito insere-se o “direito à alimentação, habitação, saúde e educação, ou seja, o direito a um nível digno de vida e, mais recentemente, o direito à cultura.” 
Alternativas
Q3380588 Geografia
Segundo o IBGE (2021), assinale a alternativa correta sobre a microrregião e a mesorregião a que pertence o município de Iturama/MG, respectivamente:
Alternativas
Q3380587 História e Geografia de Estados e Municípios
A Fazenda Santa Rosa era uma pousada de mascates, tropeiros e boiadeiros e se localizava em uma região onde habitavam os índios caiapós. Assim surgiu o primeiro povoado denominado de _____________________, pertencente ao município de Frutal. Em 1905, foi construída uma capela, conforme a vontade da doadora.
Quando o município de Campina Verde foi criado, em 1938, o povoado foi elevado a distrito. Em 1943, passou a se chamar ____________________. Em __________ o município foi emancipado com o nome de Iturama. (Fonte: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/iturama/historico) (Adaptado). 
Alternativas
Q3380586 Português
Assinale a alternativa que corretamente expresse o gentílico de Iturama/MG. 
Alternativas
Q3380585 Português
        Diante dos crescentes impactos da agropecuária na saúde pública, meio ambiente e clima, o Greenpeace realizou uma pesquisa e publicou um relatório recomendando a redução de 50% no consumo de carne e derivados até 2050. A mudança começa no consumo individual, porém, o papel mais importante cabe aos grandes produtores, em assumirem o compromisso com uma produção menos impactante ao meio ambiente e uma relação mais honesta e transparente com seus consumidores.

(Fonte: https://www.greenpeace.org/brasil/participe/reduza-seuconsumo-de-carne/) (Adaptado). 

Sobre a relação entre a produção bovina em grande escala e os problemas ambientais, considere as sentenças:

I – O desequilíbrio no Efeito Estufa causado pela emissão de metano e CO² na produção de carne bovina pode contribuir para o aumento do aquecimento global.

II – O aumento ou a diminuição do consumo de carne bovina não possui relação direta com o aquecimento global.

III – O plantio da soja, importante componente da ração bovina, diminui a biodiversidade da fauna e flora, aumentando os problemas ambientais.

IV – A pecuária consome energia e água, além de aumentar as áreas de desmatamento, todavia, a porcentagem é irrelevante quando comparado ao consumo urbano
Assinale a alternativa que contenha as sentenças corretas.
Alternativas
Q3380584 Português
O QUE É GRAFITE?

        De uma forma simples e direta, o grafite é uma intervenção artística em espaços públicos. Porém, o significado pode ser muito maior que isso. Baseado em imagens e – via de regra – com muitas cores, é uma forma de manifestação cultural e social.

        Mesmo sendo proibido em muitos países, o grafite é uma das mais comuns formas da sociedade protestar contra inúmeras questões. Grandes prédios e muros públicos do Brasil e do mundo são hoje painéis nos quais o povo passou a ter voz sobre os mais variados assuntos.

        Não existe uma regra ou definição oficial sobre o grafite, mas é muito fácil reconhecê-lo. Com o aprimoramento da arte, hoje ele é utilizado não somente na rua, mas também em ambientes indoors. Muitos eventos têm em sua linguagem visual o grafite, que traz para dentro dos locais o espírito da rua e uma atmosfera mais descolada.

(Fonte: https://abra.com.br/artigos/grafite-tudo-sobre-esta-arte/)
De acordo com o texto, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3380583 Português

Observe a arte do ilustrador e designer Daniel Garcia:

Imagem associada para resolução da questão

A partir da análise subjetiva da ilustração, assinale a alternativa na qual a frase apresentada faça referência ao contexto apresentado na imagem:

Alternativas
Q3380582 Português
As regras que a Fórmula 1 muda (ou não) para a temporada 2024
(Fonte: Emanuel Colombari)

A Fórmula 1 adotará um novo regulamento em 2026, pensando de maneira mais sustentável. O objetivo é neutralizar as emissões de carbono até 2030, mas equipes e pilotos estão de olho desde já – afinal, uma mudança de regulamento costuma impactar também no equilíbrio de forças da categoria.

        Mas o fato de a grande mudança estar agendada par 2026 não significa que a F1 permaneça inerte até lá. O regulamento atual foi adotado em 2022, e diversas pequenas novidades foram adotadas em 2023.

        A mesma vai acontecer em 2024. Pelo menos sete mudanças vão ser adotadas para o campeonato, concentrando-se principalmente no que acontece fora das pistas. Mas ainda há possibilidade de novidades para 2024 e para o futuro, e que poderiam ser vistas diretamente nas pistas pelo público.

(Fonte: https://www.google.com/amp/s/www.band.uol.com.br/es portes/automobilismo/blog-grid/formula-1/as-regras-quea-formula-1-muda-ou-nao-para-a-temporada-2024/amp)
De acordo com o texto, o objetivo da mudança no regulamento da Fórmula 1, agendada para 2026, é:
Alternativas
Q3380580 Português
Semana será de céu nublado e chuvas fracas; veja a previsão

“Tempo deve ser de céu encoberto e baixas temperaturas até sexta-feira (29). Rio tem previsão de céu nublado e chuvas fracas ao longo da semana.”
(Fonte: Renan Areias / Arquivo Agência O Dia Publicado 25/03/2024).

        Rio - Depois do forte temporal que atingiu o estado neste fim de semana, as chuvas na cidade do Rio devem diminuir a intensidade a partir desta segunda-feira (25), mas ainda estarão presentes. Devido a isso, o município segue em estágio de alerta 2, quando há riscos de ocorrências de alto impacto. Com previsão de temperatura mínima de 19°C e máxima de 29°C, o tempo continuará sendo de céu nublado.

        De acordo com o sistema Alerta Rio, a entrada de umidade do mar para o continente, ocasionado pela presença de um sistema de baixa pressão no oceano, manterá o tempo instável. A expectativa é de chuva fraca isolada a qualquer momento do dia, com ventos fracos a moderados.

        Ainda segundo o Alerta Rio, o tempo deve permanecer desta forma durante toda a semana. Na terçafeira (26), espera-se um céu nublado com chuva fraca a moderada a qualquer momento e temperaturas entre 20ºC e 27ºC. Este cenário deve se repetir na quarta-feira (27), com os termômetros marcando mínima de 19ºC e máxima de 28ºC.

        Na quinta-feira (28) o tempo no Rio seguirá nublado e com previsão de chuva fraca a moderada a qualquer momento do dia. Os termômetros devem variar entre 20ºC e 27ºC. A expectativa para a sexta-feira (29) é que não haja mudanças no clima. Com temperatura mínima de 18ºC e máxima de 27ºC, o céu estará encoberto e com possibilidade de chuvas fracas.
A respeito do texto, pode-se afirmar que:
Alternativas
Respostas
801: A
802: C
803: D
804: E
805: A
806: B
807: C
808: C
809: E
810: B
811: D
812: C
813: A
814: A
815: B
816: D
817: B
818: B
819: D
820: D