Questões de Concurso
Comentadas para médico do trabalho
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Texto para as questões de 6 a 8
1 Nos últimos cinco anos, o percentual de homens com
obesidade nas principais capitais brasileiras cresceu, passando
de 11,4%, em 2006, para 14,4%, em 2010. Os dados são da
4 pesquisa Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito
Telefônico (VIGITEL), do Ministério da Saúde, que verificou
ainda que 52% dos homens brasileiros apresentam sobrepeso.
7 O cenário preocupante também foi detectado pela
Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo IBGE:
entre 2002 e 2009, o percentual de obesos passou de 9% para
10 12,4%.
O brasileiro tem seguido uma tendência mundial:
10% da população adulta mundial — parcela estimada em
13 meio bilhão de pessoas — sofre desse mal, segundo a revista
médica Lancet.
A obesidade está ligada a vários fatores: sociais,
16 comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos,
metabólicos e genéticos. As principais causas, no entanto,
estão relacionadas à adoção de um estilo de vida sedentário e
19 de dietas ricas em açúcar e gorduras e pobres em frutas,
verduras, legumes e grãos. Ou seja, muito do problema está no
que se coloca no prato: 45% da população consome carnes
22 com excesso de gordura, mas apenas 15,4% ingere o
recomendado de frutas e hortaliças (cinco ou mais porções
semanais), segundo a pesquisa VIGITEL.
25 Há vários métodos para detectar o excesso de peso,
como a medição de pregas cutâneas ou a relação cintura-
quadril, mas a mais simples é o cálculo do índice de massa
28 corporal. Para calculá-lo, divide-se o peso do indivíduo por sua
altura elevada ao quadrado. Pessoas que registrem marca acima
de 30 kg/m² são consideradas obesas. Entre 25 kg/m² e
31 29,9 kg/m², o indivíduo é considerado sobrepesado (ou com
sobrepeso).
O indivíduo obeso fica vulnerável a possíveis
34 complicações; entre elas, o diabetes do tipo 2, as doenças
relacionadas com o aumento de gordura no sangue (como as
cardiovasculares, que incluem o infarto do miocárdio), a
37 hipertensão arterial, a gota, a apneia do sono e a infertilidade.
Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).
Com base nas estruturas linguísticas do texto, assinale a opção correta.
Texto para as questões de 6 a 8
1 Nos últimos cinco anos, o percentual de homens com
obesidade nas principais capitais brasileiras cresceu, passando
de 11,4%, em 2006, para 14,4%, em 2010. Os dados são da
4 pesquisa Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito
Telefônico (VIGITEL), do Ministério da Saúde, que verificou
ainda que 52% dos homens brasileiros apresentam sobrepeso.
7 O cenário preocupante também foi detectado pela
Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo IBGE:
entre 2002 e 2009, o percentual de obesos passou de 9% para
10 12,4%.
O brasileiro tem seguido uma tendência mundial:
10% da população adulta mundial — parcela estimada em
13 meio bilhão de pessoas — sofre desse mal, segundo a revista
médica Lancet.
A obesidade está ligada a vários fatores: sociais,
16 comportamentais, ambientais, culturais, psicológicos,
metabólicos e genéticos. As principais causas, no entanto,
estão relacionadas à adoção de um estilo de vida sedentário e
19 de dietas ricas em açúcar e gorduras e pobres em frutas,
verduras, legumes e grãos. Ou seja, muito do problema está no
que se coloca no prato: 45% da população consome carnes
22 com excesso de gordura, mas apenas 15,4% ingere o
recomendado de frutas e hortaliças (cinco ou mais porções
semanais), segundo a pesquisa VIGITEL.
25 Há vários métodos para detectar o excesso de peso,
como a medição de pregas cutâneas ou a relação cintura-
quadril, mas a mais simples é o cálculo do índice de massa
28 corporal. Para calculá-lo, divide-se o peso do indivíduo por sua
altura elevada ao quadrado. Pessoas que registrem marca acima
de 30 kg/m² são consideradas obesas. Entre 25 kg/m² e
31 29,9 kg/m², o indivíduo é considerado sobrepesado (ou com
sobrepeso).
O indivíduo obeso fica vulnerável a possíveis
34 complicações; entre elas, o diabetes do tipo 2, as doenças
relacionadas com o aumento de gordura no sangue (como as
cardiovasculares, que incluem o infarto do miocárdio), a
37 hipertensão arterial, a gota, a apneia do sono e a infertilidade.
Internet: <www.brasil.gov.br> (com adaptações).
Segundo o texto,
Texto para as questões 4 e 5
1 A mudança de crença ocorre reiteradamente na
ciência, porém não com a frequência que se poderia esperar
diante da imagem idealizada do cultuado “método científico”,
4 para o qual apenas os fatos importam. Mas os cientistas são
seres humanos, sujeitos, como qualquer um, aos caprichos da
emoção e à influência dos desvios cognitivos, quando moldam
7 e reforçam suas crenças.
Nosso cérebro também avalia as crenças e faz um
julgamento de valor sobre elas. Existem razões evolutivas que
10 explicam por que construímos crenças e as julgamos como
boas ou más. Nossas tendências tribais levam-nos a formar
coalizões com companheiros que possuem ideias afins e a
13 demonizar os que têm crenças diferentes. Assim, quando
tomamos conhecimento de crenças que diferem das nossas,
temos a tendência de rejeitá-las ou destruí-las por considerá-las
16 absurdas, más, ou ambas as coisas. Essa propensão torna ainda
mais difícil mudar de opinião diante de novas evidências.
Idem, ibidem
O sentido original e a correção gramatical do texto seriam preservados caso a vírgula fosse
Texto para as questões 4 e 5
1 A mudança de crença ocorre reiteradamente na
ciência, porém não com a frequência que se poderia esperar
diante da imagem idealizada do cultuado “método científico”,
4 para o qual apenas os fatos importam. Mas os cientistas são
seres humanos, sujeitos, como qualquer um, aos caprichos da
emoção e à influência dos desvios cognitivos, quando moldam
7 e reforçam suas crenças.
Nosso cérebro também avalia as crenças e faz um
julgamento de valor sobre elas. Existem razões evolutivas que
10 explicam por que construímos crenças e as julgamos como
boas ou más. Nossas tendências tribais levam-nos a formar
coalizões com companheiros que possuem ideias afins e a
13 demonizar os que têm crenças diferentes. Assim, quando
tomamos conhecimento de crenças que diferem das nossas,
temos a tendência de rejeitá-las ou destruí-las por considerá-las
16 absurdas, más, ou ambas as coisas. Essa propensão torna ainda
mais difícil mudar de opinião diante de novas evidências.
Idem, ibidem
De acordo com as ideias do texto,
Texto para as questões de 1 a 3
1 Construímos nossas crenças por várias e diferentes
razões subjetivas, pessoais, emocionais e psicológicas, em
contextos criados pela família, por amigos, por colegas, pela
4 cultura e pela sociedade. Uma vez consolidadas essas crenças,
nós as defendemos e as justificamos com uma profusão de
razões intelectuais, argumentos convincentes e explicações
7 racionais. Primeiro surgem as crenças, depois as explicações.
O cérebro é uma máquina de crenças. A partir dos
dados que fluem por meio dos sentidos, o cérebro naturalmente
10 começa a procurar e encontra padrões, aos quais então infunde
significado. O primeiro processo é chamado de padronicidade:
a tendência de encontrar padrões significativos em dados que
13 podem ou não ser significativos. O segundo processo é
chamado de acionalização: a tendência de dar aos padrões
significado, intenção e ação. Não podemos evitar isso. Nosso
16 cérebro evoluiu para conectar os pontos de nosso mundo em
padrões significativos, capazes de explicar por que as coisas
acontecem. Esses padrões significativos se tornam crenças.
19 Uma vez formadas as crenças, o cérebro começa a
procurar evidências que as confirmem e, ao serem encontradas,
tais evidências aumentam a confiança emocional e aceleram o
22 processo de reforço dessas crenças. Uma mudança de opinião
é muito rara na religião e na política, a ponto de provocar
manchetes quando ocorre com alguém que desfrute de uma
25 posição proeminente, como um clérigo que mude de religião
ou renuncie à sua fé, ou um político que mude de partido ou se
torne independente. Acontece, mas é tão rara quanto um cisne
28 negro.
Michael Shermer. Cérebro e crença. São Paulo: JSN Editora, 2012, p. 21-2 (com adaptações).
O sentido e a correção gramatical do texto seriam preservados caso se substituísse
Analise as seguintes afirmativas sobre responsabilização dos servidores públicos.
I. A absolvição na ação penal, por falta de provas ou ausência de dolo, não exclui a culpa administrativa e civil do servidor público que pode, assim, ser punido administrativamente e responsabilizado civilmente.
II. A responsabilização de que cuida a Constituição é a civil, visto que a administrativa decorre da situação estatutária e a penal está prevista no respectivo Código, em capítulo dedicado aos crimes funcionais.
III. Uma mesma conduta do servidor público pode configurar ilícito administrativo e ilícito penal, mas o processo administrativo disciplinar somente se inicia após a conclusão do processo crime, caso tenha restado comprovada a autoria.
A partir dessa análise, estão CORRETAS as afirmativas
Texto para as questões de 1 a 3
1 Construímos nossas crenças por várias e diferentes
razões subjetivas, pessoais, emocionais e psicológicas, em
contextos criados pela família, por amigos, por colegas, pela
4 cultura e pela sociedade. Uma vez consolidadas essas crenças,
nós as defendemos e as justificamos com uma profusão de
razões intelectuais, argumentos convincentes e explicações
7 racionais. Primeiro surgem as crenças, depois as explicações.
O cérebro é uma máquina de crenças. A partir dos
dados que fluem por meio dos sentidos, o cérebro naturalmente
10 começa a procurar e encontra padrões, aos quais então infunde
significado. O primeiro processo é chamado de padronicidade:
a tendência de encontrar padrões significativos em dados que
13 podem ou não ser significativos. O segundo processo é
chamado de acionalização: a tendência de dar aos padrões
significado, intenção e ação. Não podemos evitar isso. Nosso
16 cérebro evoluiu para conectar os pontos de nosso mundo em
padrões significativos, capazes de explicar por que as coisas
acontecem. Esses padrões significativos se tornam crenças.
19 Uma vez formadas as crenças, o cérebro começa a
procurar evidências que as confirmem e, ao serem encontradas,
tais evidências aumentam a confiança emocional e aceleram o
22 processo de reforço dessas crenças. Uma mudança de opinião
é muito rara na religião e na política, a ponto de provocar
manchetes quando ocorre com alguém que desfrute de uma
25 posição proeminente, como um clérigo que mude de religião
ou renuncie à sua fé, ou um político que mude de partido ou se
torne independente. Acontece, mas é tão rara quanto um cisne
28 negro.
Michael Shermer. Cérebro e crença. São Paulo: JSN Editora, 2012, p. 21-2 (com adaptações).
De acordo com o texto,
Sobre doenças ocupacionais, analise a validade das proposições abaixo:
I - A antracose é um achado comum em trabalhadores de incineradoras.
II - A presença de nódulo silicótico na histopatologia é um dado essencial para o diagnóstico de silicose pulmonar aguda.
III - O amianto é causador da asbestose, uma pneumoconiose associada ao mesotelioma pleural.
IV - A sílica está relacionada como causadora de esclerose sistêmica (Síndrome de Erasmus), quando associada à silicose.
V - O parkinsonismo devido à intoxicação por Sulfeto de Carbono é uma forma de parkinsonismo secundário caracterizado por instabilidade da marcha, pelo fenômeno de congelamento, tremor postural e distonia.
Assinale a alternativa correta
Para responder às questões de 1 a 3, leia o texto abaixo.
As raízes do racismo
Drauzio Varella
Somos seres tribais que dividem o mundo em dois grupos: o "nosso" e o "deles". Esse é o início de um artigo sobre racismo publicado na revista "Science", como parte de uma seção sobre conflitos humanos, leitura que recomendo a todos.
Tensões e suspeições intergrupais são responsáveis pela violência entre muçulmanos e hindus, católicos e protestantes, palestinos e judeus, brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, corintianos e palmeirenses.
Num experimento clássico dos anos 1950, psicólogos americanos levaram para um acampamento adolescentes que não se conheciam.
Ao descer do ônibus, cada participante recebeu aleatoriamente uma camiseta de cor azul ou vermelha. A partir desse momento, azuis e vermelhos faziam refeições em horários diferentes, dormiam em alojamentos separados e formavam equipes adversárias em todas as brincadeiras e práticas esportivas.
A observação precisou ser interrompida antes da data prevista, por causa da violência na disputa de jogos e das brigas que irrompiam entre azuis e vermelhos.
Nos anos que se seguiram, diversas experiências semelhantes, organizadas com desconhecidos reunidos de forma arbitrária, demonstraram que consideramos os membros de nosso grupo mais espertos, justos, inteligentes e honestos do que os "outros".
Parte desse prejulgamento que fazemos "deles" é inconsciente. Você se assusta quando um adolescente negro se aproxima da janela do carro, antes de tomar consciência de que ele é jovem e tem pele escura, porque o preconceito contra homens negros tem raízes profundas.
Nos últimos 40 anos, surgiu vasta literatura científica para explicar por que razão somos tão tribais. Que fatores em nosso passado evolutivo condicionaram a necessidade de armar coligações que não encontram justificativa na civilização moderna? Por que tanta violência religiosa? Qual o sentido de corintianos se amarem e odiarem palmeirenses?
Seres humanos são capazes de colaborar uns com os outros numa escala desconhecida no reino animal, porque viver em grupo foi essencial à adaptação de nossa espécie. Agrupar-se foi a necessidade mais premente para escapar de predadores, obter alimentos e construir abrigos seguros para criar os filhos.
A própria complexidade do cérebro humano evoluiu, pelo menos em parte, em resposta às solicitações da vida comunitária.
Pertencer a um agrupamento social, no entanto, muitas vezes significou destruir outros. Quando grupos antagônicos competem por território e bens materiais, a habilidade para formar coalizões confere vantagens logísticas capazes de assegurar maior probabilidade de sobrevivência aos descendentes dos vencedores.
A contrapartida do altruísmo em relação aos "nossos" é a crueldade dirigida contra os "outros".
Na violência intergrupal do passado remoto estão fincadas as raízes dos preconceitos atuais. As interações negativas entre nossos antepassados deram origem aos comportamentos preconceituosos de hoje, porque no tempo deles o contato com outros povos era tormentoso e limitado.
Foi com as navegações e a descoberta das Américas que indivíduos de etnias diversificadas foram obrigados a conviver, embora de forma nem sempre pacífica. Estaria nesse estranhamento a origem das idiossincrasias contra negros e índios, por exemplo, povos fisicamente diferentes dos colonizadores brancos.
Preconceito racial não é questão restrita ao racismo, faz parte de um fenômeno muito mais abrangente que varia de uma cultura para outra e que se modifica com o passar do tempo. Em apenas uma geração, o apartheid norte-americano foi combatido a ponto de um negro chegar à Presidência do país.
O preconceito contra "eles" cai mais pesado sobre os homens, porque eram do sexo masculino os guerreiros que atacavam nossos ancestrais. Na literatura, essa constatação recebeu o nome de hipótese do guerreiro masculino.
A evolução moldou nosso medo de homens que pertencem a outros grupos. Para nos defendermos deles, criamos fronteiras que agrupam alguns e separam outros em obediência a critérios de cor da pele, religião, nacionalidade, convicções políticas, dialetos e até times de futebol.
Demarcada a linha divisória entre "nós" e "eles", discriminamos os que estão do lado de lá. Às vezes com violência.
Considere as afirmações abaixo.
I. O autor afirma que a ciência comprova que há, naturalmente, grupos superiores a outros e isso justifica o racismo.
II. O autor afirma que apenas os homens tribais, não evoluídos, apresentam preconceito.
Está correto o que se afirma em
As águas recuperadas por essas estações possuem uma grande variedade de aplicações, entre elas,