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Mulher, 72 anos, durante uma viagem ao exterior, ganhou, no cassino, o equivalente a 300 mil reais e apresenta forte dor no peito. Foi levada ao hospital de helicóptero e, ao chegar, apresentava supradesnivelamento do segmento ST de 3 mm, nas derivações do plano horizontal; ao fazer o cateterismo, as artérias estavam normais.
A ventriculografia mostrou grave disfunção global do ventrículo esquerdo, hipercontratilidade das porções basais e acinesia das paredes ântero-apicais do ventrículo esquerdo. A ressonância cardíaca apresentava paredes miocárdicas com igual padrão contrátil da ventriculografia contrastada e ausência de edema ou captação tardia do gadolínio.
A paciente apresentava pequena elevação da troponina I e valor de 15.000 pg/dL do BNP, evoluindo com insuficiência respiratória e choque cardiogênico, sendo instalado o ECMO. A paciente foi tratada com medidas de suporte e, após 10 dias, recuperou completamente a função ventricular esquerda e teve alta hospitalar.
O correto raciocínio clínico da equipe da cardiointensiva foi de provável quadro de
Paciente de 72 anos refere falta de ar aos médios esforços. É hipertenso, usa clortalidona, sua pressão arterial está controlada. O seu IMC é de 35 e o exame físico mostra-se normal. ECG: ritmo sinusal normal.
A avaliação prévia do pneumologista encontrou espirometria e TC tórax normais, BNP 24pg/dL. Ecocardiograma: leve aumento atrial esquerdo e demais medidas dentro da normalidade.
A relação E/e’ igual a 6. Fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 65%. Foi realizado o ecocardiograma de esforço e mostrou uma relação E/e’ igual a 20. Após carga de 25 mmHg, a pressão sistólica na artéria pulmonar foi de 25 para 40 mmHg. Os demais parâmetros tiveram alterações durante o exame.
O cardiologista confirmou o diagnóstico de
Paciente de 30 anos, com episódio de desmaio no esforço físico, teve temperatura aferida na sala de emergência de 36,7 ºC e o ECG apresentou QRS com inversão da onda T, nas derivações V1-V2 e V3 e uma onda anormal, de baixa amplitude, prolongada no final do QRS em V1 e V2. Possuía um holter prévio com 3.000 extrassístoles ventriculares nas 24h.
O eletrofisiologista foi acionado e identificou essa onda como sendo
Paciente de 29 anos apresentou quadro de morte súbita recuperada durante uma internação hospitalar decorrente de um episódio de fibrilação atrial. Fazia uso de propranolol cronicamente para enxaqueca. No setor de emergência foi medicado com propafenona oral, surgindo um supradesnível de 2,5 mm do segmento ST nas derivações V1 e V2, aspecto em sela terminando com uma onda T invertida. O ecocardiograma apresentava um leve aumento atrial esquerdo. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo foi calculada em 65%.
Um cardiologista foi acionado para avaliar o ECG e identificou esse achado como
Paciente masculino de 14 anos sofreu, durante uma corrida, um desmaio e foi levado pelo SAMU. O seu ECG mostrava ritmo sinusal, frequência cardíaca de 50 bpm, QT de 490 ms. Durante a monitoração contínua, surgiu um episódio de taquicardia com QRS largo, característica polimórfica, como se o QRS se contorcesse em relação à linha de base. Existe história de mortes súbitas na família: pai e irmão.
O cardiologista, ao ser chamado para fazer o diagnóstico do ECG, estabeleceu o seguinte diagnóstico:
Paciente de 56 anos, obeso, hipertenso, diabético tipo 2 há 15 anos, hipercolesterolemia, hipotireoidismo e fumante (20 maços/ano).
Numa consulta de check-up, relata que está preocupado com o irmão que teve a perna amputada por doença arterial periférica.
O seu cardiologista identificou um índice tornozelo-braquial (ITB) reduzido, porém comentou que o ITB será pouco confiável, pois o paciente possui a seguinte condição:
Paciente do sexo feminino, 45 anos, obesa, encontra-se no pós-operatório imediato de colecistectomia eletiva. Ela desenvolveu um quadro grave de broncoaspiração, seguido de parada cardíaca.
Esse caso pode estar relacionado à não interrupção do seguinte fármaco, antes da cirurgia:
Paciente de 65 anos, hipertenso, em uso de antagonista do cálcio e inibidor de enzima conversora. Um novo medicamento para melhorar seu controle pressórico foi iniciado, mas foi interrompido por ter o paciente desenvolvido sonolência, perda da libido, alucinação, hipotensão postural, e alterações dermatológicas.
O medicamento prescrito associado a esses efeitos colaterais foi a
Paciente masculino de 75 anos, com história de dispneia aos médios esforços e um sopro sistólico de 4/6+ no segundo espaço intercostal esquerdo, que irradia para pescoço e clavícula.
O cardiologista solicitou um ecodopplercardiograma que evidenciou um gradiente médio de 30 mmHg, índice de volume sistólico do ventrículo esquerdo menor do que 35 mL/m2 e área valvar aórtica < 1,1 cm2 ( janela acústica difícil).
O seguinte exame, não invasivo, foi solicitado para confirmar a gravidade da estenose aórtica:
Paciente feminina, diabética e obesa grau 2, portadora de insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, paroxismos de fibrilação atrial. Nos últimos 2 meses, observou-se piora da dispneia com ecocardiograma com doppler normal.
O cardiologista solicitou uma tomografia computadorizada de pulmão, que mostrou áreas de vidro fosco bilateral, consolidações nas bases e espessamento pleural.
O seguinte medicamento cardiovascular, em uso pela paciente, pode estar associado a esses achados pulmonares:
Paciente masculino, de 55 anos, é portador de cansaço aos esforços e palpitação. No exame físico, um sopro holodiastólico de 4+/6+, encontrado no segundo espaço intercostal direito, se tornou mais intenso com a manobra de apertar os dedos do examinador durante a ausculta cardíaca.
Esse achado propedêutico está associado a
Homem de 70 anos, hipertenso, apresentou quadro de síncope devido ao bloqueio atrioventricular total. Na ocasião, o seu exame físico era normal e, portanto, foi instalado marcapasso definitivo, há 4 meses. No último mês percebe fadiga, inchaço nas pernas e crescimento do volume abdominal.
No exame físico, nota-se pressão venosa elevada e pulsatilidade sistólica das veias do pescoço. Na ausculta cardíaca foi observado sopro sistólico de 3+/6+ na porção inferior do bordo esternal esquerdo, que se acentua ao se elevar as pernas na posição deitado.
A alteração diagnosticada foi
O diagnóstico etiológico de derrames pericárdicos é um processo desafiador que muitas vezes permanece sem definição.
A respeito do tema, assinale a afirmativa correta.
Em pacientes com síndrome coronariana crônica, candidatos à revascularização miocárdica, é fundamental avaliar as vantagens e desvantagens associadas a cada método de revascularização.
Uma vantagem da cirurgia de revascularização miocárdica, em relação à revascularização percutânea, nesse contexto, é o
O teste ergométrico permanece como o exame funcional não invasivo mais frequentemente utilizado como ferramenta diagnóstica e prognóstica no contexto de doença coronariana e de certas valvulopatias.
Das opões a seguir, assinale a que não representa contraindicação absoluta para realização desse exame.
Diversas drogas e situações clínicas estão associadas ao aumento do intervalo QT no eletrocardiograma, o que aumenta o risco de arritmias ventriculares potencialmente graves.
Das condições adquiridas relacionadas a seguir, assinale a que não está associada ao aumento do intervalo QT.
A amiodarona apresenta uma variedade de possíveis indicações na cardiologia, primordialmente no manejo de arritmias supraventriculares e ventriculares. Entretanto, é uma droga com diversos potenciais efeitos colaterais, sendo a glândula tireoide frequentemente acometida nesse contexto.
Em relação aos efeitos da amiodarona sobre a tireoide, considere as afirmativas a seguir.
I. Até 60% dos pacientes tratados com amiodarona podem apresentar alterações laboratoriais da função tireoidiana.
II. A tireotoxicose induzida por amiodarona geralmente regride imediatamente após a suspensão da droga, e não esta associada a um maior risco de eventos cardiovasculares.
III. A tireotoxicose induzida por amiodarona tipo 1 ocorre principalmente em pacientes com doença tireoidiana prévia e em regiões com pouca oferta de iodo.
Está correto apenas o que se afirma em
Endocrinopatias estão frequentemente associadas a distúrbios cardiovasculares, muitas vezes demandando uma abordagem multidisciplinar no tratamento da doença de base.
Nesse contexto, assinale a afirmativa incorreta.
Diversas condições reumatológicas e autoimunes estão associadas a complicações cardiovasculares variadas, que podem afetar diretamente o prognóstico da doença de base.
Nesse contexto, é correto afirmar que