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O controle eficiente de entradas e saídas de pessoas e veículos em órgão do poder público municipal, tem papel fundamental na segurança dos seus usuários.
Nesse sentido, uma das principais obrigações atribuídas aos profissionais responsáveis pela função é:
O almoxarife é o profissional encarregado de gerir as atividades diárias do setor, garantindo que todos os processos ocorram de forma organizada e eficiente.
Assinale a alternativa que aponta corretamente uma de suas principais responsabilidades.
O catolicismo era o cimento que ligava e mantinha estável os vários segmentos da sociedade colonial. Era o elemento comum e o pré-requisito primário de sociabilidade que abarcava o Rei e o mais humilde dos escravos, a beata devota e o mais valente dos bandeirantes. Ser católico, nos tempos coloniais, não se restringia à salvação da alma e demais liturgias religiosas, mas significava também participar de atividades de lazer, integrar-se no corpo político e apreciar produções estéticas. O catolicismo era o elemento de identidade comum que homogeneizava as demais diferenças sociais, ligadas ao nascimento, à cor da pele, a posses materiais e ao gênero.
ARRAIS, Cristiano Alencar; OLIVEIRA, Eliézer Cardoso de; LEMES, Fernando Lobo. O Século XVIII em Goiás: a construção da Colônia. Goiânia: Cânone, 2019, p. 97.
Sobre as manifestações religiosas católicas em Goiás, destaca-se uma, como a única em todo o mundo que só se celebra aqui, desde o século XIX, o que faz dessa festa uma devoção inédita e única na Igreja Católica, por ter a pessoa de Deus Pai como único foco dessa romaria. Isso se refere aos festejos
O relevo predominante é de terras de baixas amplitudes altimétricas e, na maior parte, terras planas. O ponto mais alto do Estado é a Serra do Pouso Alto, que está a 1.676 metros do nível do mar. O Estado de Goiás está localizado no Planalto Central do Brasil, entre chapadas, planaltos, depressões e vales. Há muitas variações de relevo no Estado de Goiás, terrenos cristalinos sedimentares antigos, áreas de planalto, moldados por processos erosivos, áreas de chapadas. 65% das terras de Goiás tem aptidão boa ou regular para lavouras. Cerca de 47 % das terras têm aptidão para agricultura com alto nível de capital e tecnologia havendo a necessidade constante de emprego de práticas de conservação do solo.
Disponível em: <https://www.codevasf.gov.br/acesso-ainformacao/institucional/biblioteca-geraldo-rocha/publicacoes/outraspublicacoes/caderno-de-caracterizacao-estado-de-goias.pdf>. Acesso em: 07 out. 2024.
Sobre o relevo do Estado de Goiás, é possível afirmar que
A implantação da Estrada de Ferro Goiás, interligando o território goiano ao Sudeste, contribui para romper os grilhões que condicionavam a produção agrícola local a uma situação de quase subsistência. As lavouras cresceram e se especializaram ao ritmo do prolongamento dos trilhos. Assim, a agricultura, ao lado da pecuária de corte, começava a se organizar também como atividade mercantil. A produção que antes apodrecia nas roças, por falta de meios de transporte para escoá-la, passou a ser exportada para os mercados do Centro-Sul.
BORGES, Barsanufo Gomides. A economia agrária goiana no contexto nacional (1930-1960). In: ARRAIS, Cristiano A.; SANDES, Noé F. (Org). A história escrita: percursos da historiografia goiana. Goiânia: Gráfica UFG, 2018, p. 118.
Neste contexto, o primeiro produto agrícola a ser escoado pela estrada de ferro foi
A metáfora criada por Sérgio Buarque de Holanda, “Semeadores de cidades”, não podia ser mais apropriada para explicar o processo de ocupação do interior do território colonial a partir do século XVIII. Conforme observado, esse verdadeiro rush para o Oeste, que expandiu os limites das possessões lusitanas demarcadas pelo Tratado de Tordesilhas, não tem equivalente na história da humanidade. Contudo, o número de vilas e cidades foi modesto na colônia, tendo em vista o aparato administrativo e político que envolvia essas hierarquias urbanas. Assim, enquanto Portugal – no final do período colonial, com uma população de quase 3 milhões – possuía 22 cidades e 500 vilas, o Brasil, com uma população de 4 milhões de habitantes, possuía apenas 12 cidades e 213 vilas, além de um expressivo número de arraiais – mais de 40 apenas em Goiás.
ARRAIS, Cristiano Alencar; OLIVEIRA, Eliézer Cardoso de; LEMES, Fernando Lobo. O Século XVIII em Goiás: a construção da Colônia. Goiânia: Cânone, 2019, p. 20-21.
Em Goiás do Brasil Colônia, “com a mineração, surgiram os povoados [arraiais], às vezes com apenas quinze ou vinte casas, cobertas de folhas de coqueiros ou de sapé e, em cada um deles, uma capela era erguida.”
MENEZES, Áurea Cordeiro. História eclesiástica de Goiás. Vol. 1. Goiânia: Ed. PUG-GO, 2011, p. 180-181, com grifo nosso.
Em todo o século XVIII, somente um desses povoados/arraiais foi elevado à categoria de vila na Capitania de Goiás, concentrando a articulação administrava dos demais povoados/arraiais em si. Estamos nos referindo ao
No século XVIII, Goiás prosperou com a mineração. No século XIX, o destaque econômico foi a pecuária. Durante todo o período imperial (1822-1889), as atividades mais lucrativas para os goianos foram aquelas voltadas para a criação de gado e para a venda de seus derivados.
SANTA CRUZ, Fábio. Província Imensa e Distante: Goiás de 1821 a 1889. Jundiaí (SP): Paco Editorial, 2019, p. 67. [Adaptado].
Segundo o autor, a atividade pecuária na Província de Goiás durante o Império do Brasil, resultou
A produção colonial não pode ser reduzida às suas bases agroexportadoras e mercantis, dependente da economia europeia e tendo como base o tráfico atlântico de escravos. Existia um circuito de mercado interno disseminado por toda a América que instituiu uma dinâmica própria para o mundo colonial. Certamente, a mineração teve efeito catalisador sobre o processo de ocupação do sertão e, em decorrência de suas próprias características, com a utilização de mão de obra compulsória e a volatilidade dos ganhos, marcou a estrutura material da Capitania. Contribuiu para o desenvolvimento de outras atividades econômicas e a mitigação de diferentes agentes econômicos, além de sustentar com seu longo declínio produtivo, o processo de mudança da estrutura produtiva da capitania. Em linhas gerais, o espaço ocupado pela atividade de mineração dentro da Capitania de Goiás definiu-se até meados do século XVIII, sendo caracterizado pela intensa mobilidade de mineiros em busca de novos locais de extração aurífera.
ARRAIS, Cristiano Alencar; OLIVEIRA, Eliézer Cardoso de; LEMES, Fernando Lobo. O Século XVIII em Goiás: a construção da Colônia. Goiânia: Cânone, 2019, p. 33.
Em que ano se deu a intensa transferência desses mineiros que saíram de Goiás para as minas de Guaporé, no Mato Grosso, após o esgotamento das minas de Cuiabá?
Goiânia, 08 de fevereiro de 2018.
Caro editor,
Gostaria de parabenizar os responsáveis pela reportagem sobre a região Centro-Oeste, especialmente o destaque feito a Goiânia, capital onde nasci e vivo até hoje. Os aspectos sociais e culturais presentes na cidade foram brilhantemente descritos no texto e muito bem representados por meio das imagens que representam tão bem o nosso povo.
Atenciosamente,
J.S.
Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/carta-leitor.htm>. Acesso em: 27 set. 2024.
Na carta do leitor, a palavra “Goiânia” está acentuada de acordo com a norma padrão. Qual é a justificativa para o uso do acento circunflexo na palavra “Goiânia”?
Observe a charge a seguir.

<https://www1.folha.uol.com.br/paywall/cartum.shtml?https://cartum.folha.uol.c
om.br/charges/2024/07/05/claudio-mor.shtml>. Acesso em: 28 set. 2024.
Na charge, dois personagens discutem sobre a situação atual do Brasil. Qual é a crítica apresentada?
Insônia infeliz e feliz
De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo.
As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Insônia infeliz e feliz
De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo.
As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
A um ausente
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar,
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza,
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
por que o fizeste, por que te foste.
ANDRADE, Carlos Drummond. Farewell. 6ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1998.
A um ausente
Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar,
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza,
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
por que o fizeste, por que te foste.
ANDRADE, Carlos Drummond. Farewell. 6ª Ed. Rio de Janeiro: Record, 1998.